Foto da semana.

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Homs, Síria: Casamento em igreja bombardeada. Fé e vida são sempre mais fortes que o mal.

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7 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Como o relativismo – mesmo no Iraque que se imagina que a alienação ainda não tenha adentrado em proporções do Ocidente – apesar disso, nessa foto se comprova ao inverso, embora se suponha não ser aos níveis daqui!
    Observem a noiva e a senhora a seu lado de vermelho, aquela, em particular, acaso estão em condições de modéstia condizentes devidas à liturgia de recepção do Sacramento do Matrimonio dentro da Casa do Senhor Deus?
    Isso poderia ser prenuncio de algo ruim, pois de imediato se percebe pelo visual exterior que o interior poderia estar contaminado, pois se possuíssem temor ao Senhor Deus, modéstia e recato, jamais compareceriam à igreja com vestes tão inadequadas!

    • Considerando que os islâmicos que perseguem com tanta crueldade os cristãos impõe às mulheres o dever de cobrir-se dos pés à cabeça (rosto incluído), talvez essa “falta de modéstia” seja uma maneira de diferenciar-se e protestar contra aqueles. Em casamentos ocidentais vemos coisas muito piores, verdadeiramente descaradas. E considerando também o inenarrável sofrimento que os fanáticos maometanos estão levando aos cristãos do Oriente Médio, acho que o que menos posso fazer é criticá-los por sua vestimenta.

    • Geraldo,

      É fácil ser escrupoloso como você, vivendo na tranquilidade do Brasil. Esse povo derrama o sangue pela Fé desde sempre!!!

      Se você julga a eles assim, sem nem conhecê-los, sem relativismo nenhum eu também posso fazer o mesmo: julgá-lo como arrogante, presunçoso e prepotente.

  2. Uma foto da semana é postada e exposta à interpretação e opinião de cada um. Então o sujeito deixa de comentar a foto e vai agredir gratuitamente alguém que postou uma opinião pessoal sobre a foto disponibilizada.
    Eis aí o motivo pelo qual meus vídeos no Youtube não são abertos para comentários de gente-sem-o-que fazer e há muito tempo deixei de participar de redes sociais ou expor meu trabalho fotográfico para comentários!
    Não tenho muito tempo e nem paciência para lidar com a ignorância da massa de papagaios barulhentos que acordam mal humorados e vem pra internet vomitar em desconhecidos sua insatisfação com o mundo e com eles mesmos.
    A foto sugere que os noivos estão numa igreja em ruínas. Pela qualidade do equipamento de fotografia e vídeo não me parecem dois noivos pobrezinhos ou refugiados e por outro lado, casamentos em ruínas históricas são uma tendência tanto em Israel como na Itália onde se paga um absurdo para usar como cenário locais históricos. Em Roma é possível celebrar casamentos civis nas Ruínas de Caracalla e em Jerusalém, na Torre de Davi.
    Essa foto portanto é passível de todo tipo de interpretação e ninguém merece ser agredido por isso.
    Se alguém quiser se ater ao aspecto religioso da mesma, observará que se trata de um rito ortodoxo, pois há duas coroas na mesa que serve de altar. Geralmente são nos ritos ortodoxos que os noivos são coroados.
    No tocante ao respeito devido à sacralidade da cerimônia não existe nenhuma “escrupulosidade” em observar que a noiva se apresenta de modo imodesto sem um véu na presença de Deus e com um vestido de “alcinhas” que aqui é proibido usar até na escola Catolica modernista que a minha filha frequenta.
    A crítica a esses vestidos “toma-que-caia” em cerimônias de casamentos já foi feita por grandes estilistas e editores de moda, que estão muito longe de qualquer “consciência escrupulosa”. Trata-se simplesmente de bom senso como mostra esse artigo publicado no SF Gate:
    http://www.sfgate.com/magazine/article/THE-GOWN-Strapless-Begone-Wherein-our-2494403.php

    If you want to get technical about it, say the top etiquette experts, a strapless gown is not considered proper attire for a religious ceremony. The most formal wedding gowns — those worn by royals — are never strapless. So many women want to feel and look like a princess, but in real life, princesses cover up, either by royal protocol or personal preference and deference to history.
    After all, says etiquette expert Letitia Baldrige, a bride is supposed to look beautiful, not like a babe, when she walks down the aisle.
    “Until 10 years ago, strapless gowns were worn only by ‘racy’ traditionless brides,” Baldridge writes via e-mail. “If a young woman wants to make a statement of appropriateness and pride for being married in a religious ceremony in a house of worship, she will wear a dress that is not too low, and she will cover up her arms. … When you’re being married in a nightclub for the third time, who needs to be appropriately dressed?”
    On the same subject, the serious, but hilarious Judith Martin (Miss Manners) also weighs in. In an e-mail, Martin writes, “the symbolic question here is which is more important to the bride, the reception or the ceremony?” she writes. “Strapless dresses are ball gowns, fine for elaborate parties, including wedding receptions … but not for solemn ceremonies.”
    On Page 409 of her new book, “Miss Manners’ Guide to Excruciatingly Correct Behavior,” the ever-proper Martin is bewildered by the fact that most brides today look more like they should be making their high-society debuts than embarking on married life.
    “That brides now wear debutante dresses is symbolically baffling to Miss Manners,” she writes in the book. “Why are they now wearing the sleeveless, often strapless, white ball dresses traditionally associated with ladies who are out looking for husbands rather than those who have found them?”

    Traduzindo: Mas se você quiser realmente de ater ao aspecto técnico, dizem os top especialistas em etiqueta, um vestido tomara-que-caia não é considerado traje adequado para uma cerimônia religiosa. Os vestidos de casamento mais formais – aqueles usados por membros de uma família real – nunca são tomara-que-caia. Assim, muitas mulheres querem se sentir e serem vistas como uma princesa no dia de seu casamento, mas na vida real, princesas se cobrem, quer seja pelo protocolo real ou preferência pessoal e deferência à história.
    Afinal, diz a especialista em etiqueta Letitia Baldrige, supões-se que uma noiva deve ser vista como bela e não como uma modelo, quando ela caminha pelo corredor da igreja.
    “Até há10 anos anos atrás, vestidos sem alças eram usados apenas por noivas atrevidas que queriam desafiar a tradição”, escreve Baldridge via e-mail. “Se uma moça quer fazer uma declaração de adequação e orgulho ao se casar em uma cerimônia religiosa em um local de culto, ela vai usar um vestido que não tem decote muito baixo e ela vai cobrir seus braços. Agora, se você está se casando pela terceira vez em uma casa noturna, quem é que precisa estar adequadamente vestido? ”
    Sobre o mesmo assunto, a séria, mas hilária Judith Martin (senhorita Manners) também dá uma opinião de peso. Em um e-mail, Martin escreve, “a questão simbólica aqui é, o que é mais importante para a noiva, a recepção ou a cerimônia?” ela escreve. “Vestidos toma-que-caia são vestidos de baile, bom para festas elaboradas, incluindo recepções de casamento … mas não para cerimônias solenes.”
    Na página 409 de seu novo livro, “Miss Manners ‘Guia para comportamentos extremamente corretos,” a sempre adequada Martin se mostra perplexa com o fato de que a maioria das noivas de hoje parecem mais inclinadas a fazer da cerimônia uma espécie de estréia ou debut na alta-sociedade do que embarcar na vida conjugal.
    O fato de noivas atualmente usar em casamentos vestidos de debutante é simbolicamente desconcertante para Miss Manners”, ela escreve no livro. “Por que elas estão agora usando vestidos sem mangas, muitas vezes sem alças, vestidos de bailes que são tradicionalmente associados com senhoritas que estão no mercado à caça de maridos em vez daquelas que já acharam o seu?”

    A mulher vestida de vermelho na foto, supõe-se que seja a mãe da noiva, pois nos casamentos ortodoxos ambos os pais levam a filha até o altar. Uma mulher daquela idade de tomara-que-caia é simplesmente sem noção!
    Eu sei que o objetivo da foto, pelo que sugere a legenda era mostrar que fé e vida são sempre mais fortes que o mal. E de fato são! Em momentos de tragédia, quando o ser humano perde tudo, a única coisa que lhe resta é recorrer ao suicídio se eles perdem a esperança. Mas para os que ainda guardam a esperança resta a Fé.
    Todavia, quando se trata de fotografia, ao compor a imagem, é necessário pensar bem naquilo que você quer transmitir ao observador. A regra dos terços é a primeira ensinada quando se fala de composição da imagem fotográfica. Mas ela não é a única, enquadramento e composição da imagem são fundamentais. Notem que cortaram o celebrante e ele é o único elemento que remete à sacralidade da cerimônia. Talvez uma foto em que o celebrante coroa os noivos, num enquadramento que mostre apenas os noivos e o background da igreja em ruínas teria conseguido passar melhor a mensagem.

  3. Tanta coisa para se dizer de algo assim e vocês vêm com essa donzelice de roupas… é muita falta de foco e muita neurose!

  4. Gercione, boa noite.

    Para quem se coloca sempre tão vigilante e conhecedora da Igreja, você erra feio em dizer que ‘ortodoxos’ é que coroam os noivos. Errado, Gercione!

    Maronitas, melquitas, coptas e ucranianos católicos… também coroam!

    Aproximando-nos da festa da Dormição da Mãe de Deus, me despeço desejando a você o que de melhor posso: Deus te salve!