Dom Athanasius Schneider: “Não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial”.

A Santa Sé me pediu que visitasse os seminários da Fraternidade São Pio X com o objetivo de apoiar um debate sobre um tema teológico concreto com um grupo de teólogos da fraternidade e com Sua Excelência Dom Fellay. Isso me demonstra que para a Santa Sé a FSSPX não é uma realidade eclesial negligenciável, que é preciso levá-la a sério.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Karaganda, Cazaquistão.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, Cazaquistão.

Guardo muito boa impressão de minhas visitas. O espírito do “sentire cum ecclesia” da FSSPX ficou claro quando me receberam como enviado da Santa Sá com verdadeiro respeito e muita cordialidade. Ainda, em ambos os seminários me alegrou ver na entrada a foto do Papa Francisco, o pontífice atualmente reinante. Nas sacristias havia placas com o nome de S.S. Francisco e do ordinário da diocese. Comoveu-me o cântico da oração tradicional pelo Papa (“Oremus pro pontifice nostro Francisco…”) durante a solene exposição do Santíssimo Sacramento.

Que eu saiba, não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial, antes, deve-se aceitá-los como são por ora. Isso foi, na verdade, o que pediu o arcebispo Lefebvre à Santa Sé: “Que nos aceitem como somos”. A mim, parece que a questão do Concílio Vaticano II não deve ser considerada como uma condição sine qua non, já que se tratou de uma assembléia com fins e características primariamente pastorais. Parte das declarações conciliares reflete unicamente as circunstâncias do momento e teve um valor temporal, como ocorre de costume com os documentos disciplinares e pastorais.

Se nos fixarmos na perspectiva dos dois milênios da história da Igreja, podemos afirmar que por ambas as partes (a Santa Sé e a FSSPX) há uma sobrevalorização e sobrestimação de uma realidade pastoral da Igreja que é o Concílio Vaticano II. O fato de que a FSSPX acredite, celebre os ritos e leve uma vida moral como exigia e reconhecia o Magistério Supremo e como observou universalmente a Igreja durante séculos, e se, ademais, reconhece a legitimidade do Papa e dos bispos diocesanos e reza publicamente por eles, reconhecendo também a validade dos sacramentos segundo a editio typica dos novos livros litúrgicos, deveria ser suficiente para a Santa Sé reconhecer canonicamente a FSSPX. Do contrário, perderá obviamente credibilidade a tão batida abertura pastoral e ecumênica da Igreja de hoje, e um dia a história reprovará as autoridades eclesiásticas atuais por ter imposto mais peso do que necessário (cf. At 15:28), o que é contrário ao método pastoral dos apóstolos.

Da entrevista concedida por Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, em entrevista concedida a Adelante la Fe

17 Responses to “Dom Athanasius Schneider: “Não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial”.”

  1. Será que poderiam traduzir a entrevista inteira?

  2. “a foto do Papa Francisco, o pontífice atualmente reinante”.

    Isso seria o mesmo que ter a foto da verdade pregada na parede, sim porque São Pio X nos diz:

    ‘Conhecemos as verdades reveladas por Deus por meio da Santa Igreja infalível, isto é, por meio do Papa, sucessor de São Pedro, e por meio dos Bispos, que, em união com o Papa, são os sucessores dos Apóstolos, os quais foram instruídos pelo próprio Jesus Cristo’.

    O católico da tradição parece sofrer de um problema de consciência, é um tipo de consciência que é conhecida como consciência errônea. Essa falha na consciência parece ter origem numa confusão, ele teme ser culpado e punido por desobediência, o que, em si, é bom, mas acaba esquecendo que é preciso antes de tudo amar a verdade, seguir antes de tudo, o primeiro mandamento. É difícil compreender esse estado do intelecto humano, alguns estão nessa situação até mesmo de forma culposa, vencível, pois já teriam alcançado um conhecimento razoável para um adequado posicionamento.
    Deve ser angustiante viver com tal consciência, como cultivar uma ‘tenra’ consciência com tal contradição?
    Mas a consciência é algo simples de se entender, é escolher entre o bem e o mal.
    Na minha casa, eu tenho a foto de Pio XII na parede.

  3. Dom Schneider, excelente!! Viva Dom Athanasius!!

  4. Será que Dom Rifan concorda? Ou para ele também dom Schneider não segue o magistério vivo?

  5. No reinado de Francisco? Quem diria! hahahahaha

  6. Meus Deus,,,

    Que força seria na Igreja de Deus, justamente, sob o papado de Francisco onde a “teologia”da MALDIÇÃO está sentindo-se revivida( ainda ontem na Folha de S. Paulo, o energúmeno asqueroso, do tal “frei” Beto, disse que “as cebs finalmente estão tomando vida e forma depois de 36 anos de Pontificado de S. João Paulo II e Bento XVI, onde elas foram desarticuladas por Bispos conservadores, por uma política conservadora de Roma”, o bicho ainda disse que no último encontro das cloacas imundas das cebs estiveram presentes 71 Bispos…..QUE HORROR!!!!!!), a FSSPX com toda sua estrutura e seriedade ajudaria a Igreja a mostrar para tipos assim, que João Paulo II e Bento XVI frearam, ainda que pouco, o tsunâmi pós conciliar que devastou a Igreja nas década horrível de 70, trabalho que teria que ter sido feito por Papa Paulo VI, mas ao contrário, por ser liberal e medroso, escancarou as portas da Igreja, depois não conseguiu fechar, morrendo angustiado e aprisionado pelas cobras venenosas que ele mesmo criou e o picaram impiedosamente.

    Não sou supersticioso, mas uma cena que diz muito para nós sobre a situação da Igreja sob Paulo VI, foi a da abertura da Porta Jubilar em 1974, onde após a batida com o martelo na mesma pelo Papa durante a cerimônia de inicial, por um acidente, a mesma quase caiu em cima dele, deixando o seu cerimoniário assustado…

    Que aconteça a regularização plena da FSSPX, se for da vontade de Deus e para melhorar a situação da Igreja.

  7. Não tenho acompanhado os pronunciamentos da FSSPX já há bastante tempo. Mas, segundo a Declaração do mais recente Capítulo Geral, não existem mais barreiras teóricas.

    Na minha opinião, já se está em condições de proceder aos acertos. Dependendo somente das duas partes assinarem os documentos e se respeitarem mutuamente.

    A Santa Sé precisa considerar que, numa situação em que muitas paróquias e dioceses se afastaram e se afastam largamente das diretrizes da igreja de Roma e da tradição do catolicismo, não se pode cobrar perfeição e indefectibilidade da FSSPX.

    Repetindo: para mim, não existem mais barreiras teóricas. Só precisam, as duas partes, caminharem mais em direção ao acerto, conforme a disposição e vontade de cada parte.

    Um documento bastante esclarecedor e que faz realmente uma ponte teórica entre as duas partes é a Instrução Donum Veritatis, da Congr. Doutr. da Fé.

  8. D Athanasius Schneider é a coerência ambulante: está sempre ao lado da verdade, sem ser radical, mas nem por isso cede aos novidadeiros, compondo com alguns outros da Igreja um grupo coeso em torno da Igreja de sempre, como D Burke etc.
    De fato, a FSSPX merece um tratamento à parte e os opositores, por perseguirem os tradicionais, bem que poderiam ser grupos liberalistas infiltrados na Igreja, querendo o caos e atacando instituição tão benfeitoras como essa.
    Há um trechinho merecedor de ser meditado, de como a Maçonaria esboçou um plano para tentar destruir a Igreja, do sec XIX, em A CONJURAÇÃO ANTICRISTÃ, de Mons Henri Delassus:
    Trata-se um trecho de um dos documentos da Alta Venda, grupo ultra secreto, controlador tanto da Maçonaria quanto dos Carbonários; Nubius era o mentor-mor do plano, sendo o alvo destruir a Igreja intermediado por um Papa.
    “No caminho que traçamos para nossos irmãos encontram-se grandes obstáculos a vencer, dificuldades de mais de uma natureza a suplantar. Triunfaremos pela experiência e pela perspicácia; mas o objetivo é tão belo que importa abrir todas as velas ao vento para alcança-lo. Procurai o Papa cujo perfil acabamos de traçar. Estendei vossas redes no fundo das sacristias, dos seminários e dos conventos. O pescador de peixes torna-se pescador de homens; vós, vós conduzireis amigos (nossos) para junto da Cadeira Apostólica. Tereis pregado uma revolução com tiara e capa, marchando com a cruz e o estandarte, uma revolução que precisará ser apenas um pouco estimulada para pôr fogo nos quatro cantos do mundo. Que cada ato de vossa vida tenda, pois, à descoberta dessa pedra filosofal”.
    Noutro local constava:
    “o dedo mínimo do sucessor de Pedro comprometido com a conjuração, e esse dedo mínimo vale, para essa cruzada, todos os Urbanos II e todos os São Bernardos da cristandade”.
    De posse do que sabemos sobre a crise da Igreja e os efeitos de grupos de diversas facções alheias à Igreja dentro do Concílio Vaticano II, tendo como base o que esses grupos conseguiram impor até de fraudes e capciosidades no ensino da Igreja, o impressionante é como esses planos parecem ter vingado e em pleno vigor, tendo como base o crescimento da peste comunismo entre cristãos(!), que seria a Besta que foi curada retornou à vida de Ap 13, 11ss…
    Apesar de que, bem antecedentemente, desde Quito, com N Senhora do Bom Sucesso e posteriores, como La Salette, Lourdes e Fátima temos confirmações seguidas dessa crise para o século XIX-XX adiante, não a percebendo quem estaria desatento a forças estranhas – diabólicas – ultra visíveis pelas obras, atuantes e vorazes para capturar o rebanho católico!

  9. Penso que os da FSSPX devem ser aceitos como são, desde que permaneçam fiéis à Tradição como o são atualmente. Ser aceitos como são, mas com a condição (implícita ou oculta) de mudarem aos poucos e com o correr dos anos, isto nunca!!! Pois conheço esta história há alguns anos… Nem, muito menos, eles próprios da FSSPX, por livre iniciativa, passarem por uma metamorfose progressista. Nada de camaleões! Caso a Santa Sé os aceite como são e seja levantada a suspensão, devem tomar todo cuidado, porque a aproximação com os progressistas, maioria dentro da Igreja, constitui, na verdade, um grande perigo. Também não podemos negar que, o ficar assim sem reconhecimento da Santa Sé, é muito perigoso, sobretudo para os padres mais novos. Podem terminar achando que esta situação é normal, e que não é necessário estar “sub Petro et cum Petro”. Isto constitui, aliás, a primeira coisa da Tradição da Santa Madre Igreja. São Máximo, São Sofrônio e outros não saíram da Igreja por causa da crise provocada aliás, na época, pelo próprio Honório I. Pelo contrário, assim como os modernistas hoje fazem questão de permanecer dentro da Igreja para destruí-la mais facilmente, assim estes santos outrora, quiseram permanecer dentro da Igreja, mesmo tendo que desobedecer a ordem errada do papa Honório, para assim terem mais força para combater os hereges e defender a Igreja. Como a Igreja é divina, um dia, os Honórios serão anatematizados; e os Máximos, serão talvez canonizados.

  10. Como diria o esquartejador, vamos por partes…

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    Eu fiquei sabendo dessas visitas que ocorreram em dois Seminários: Econe e Winona. A questão que Dom Atanásio não explica e nem deixa claro é; em nome de quem se deu tais visitas? Congregação para a Doutrina da Fé? Ecclesia Dei? Uma coisa é certa: não foi a pedido de Bergoglio como ocorreu quando Bento XVI convidou pessoalmente Dom Fellay para encontrar-se com ele em Castelgandolfo. O debate teológico encerrou quando contrariando o que havia sido discutido tentaram empurrar um documento onde a SSPX deveria se comprometer a aceitar “partes” do Vaticano II que estariam de acordo com a “hermenêutica da continuidade”.

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    A FSSPX sempre tratou com respeito e cordialidade qualquer um que visita seus Seminários, capelas ou dependências. Ao contrário de alguns “padres de porteira fechada” que só recebem bem quem comunga de sua visão de igreja, eu nunca vi nem mesmo os “ingratos” e mal agradecidos da chamada “Resistência” sendo mal tratados quando se viram sem opção de missa e tiveram que se remediar no mesmo prato onde cuspiram. Se eles recebem assim um simples leigo, imaginem então como tratam um Bispo da Santa Igreja!

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    Em primeiro lugar é preciso que fique claro que a SSPX não é sedevacantista. Em segundo lugar, como a SSPX é um Fraternidade Sacerdotal canonicamente erigida como parte da Igreja Católica, Apostólica e Romana, ter a foto oficial do Pontífice Reinante é o mesmo que ter a foto do Presidente da República em qualquer repartição pública da União. É um procedimento protocolar para se honrar o Ofício e não a pessoa que o ocupa, afinal o Presidente da República, seja ele petralha ou tucanalha, tem todas as prerrogativas que a majestade do cargo lhe confere.
    No mais, a SSPX não tem poder e nem autoridade para mudar as orações tradicionais da Igreja para a Adoração ao Santíssimo Sacramento, onde além de se rezar pelo Pontífice Reinante, se reza por todas as pessoas constituídas em autoridade:
    “Deus e Senhor nosso protegei a vossa Igreja, dai-lhe santos pastores e dignos ministros. Derramai as vossas bênçãos, sobre o nosso santo padre, sobre o nosso (arce) bispo, e (seus bispos auxiliares) sobre o nosso Pároco, sobre todo clero sobre o chefe da Nação e do Estado, e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça”.

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    Dom Atanásio está sendo muito ingênuo ou se fazendo de desentendido, pois quem acha que há razões de peso pra se negar qualquer reconhecimento à SSPX, são justamente aqueles que o enviaram a fazer tais visitas. Ou seja, aqueles na Santa Sé segundo os quais, não aceitar o “Super Concílio” é pior do que a heresia ariana!
    Basta ver o exemplo da fraternidade OPUS CORDIS MARIAE, recentemente postado aqui nesse site. Em sua declaração ao Bispo de Limeira, eles deixam claro:
    “NÃO somos ”tradicionalistas”, embora tenhamos grande apreço e zelo pela tradição, pois somos católicos. Celebramos a Santa Missa tanto na forma ordinária como na forma extraordinária do rito latino. Aceitamos o Concílio Vaticano II e estamos debaixo da autoridade de nosso bispo que possui perfeita comunhão com o Santo Padre o Papa”.
    E será que isso basta pra cessar a perseguição? Claro que não. Mais que aceitar o Concílio é preciso que se aceite o “espírito do Concílio”. Aceitar o Concílio Vaticano II portanto, é sim uma condição sine qua non e qualquer retrocesso nesse sentido é algo que pode custar a cabeça de qualquer um…até mesmo de um Papa!

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    Se nos fixarmos na perspectiva dos dois milênios da história da Igreja, podemos afirmar que dentro da realidade pastoral da Igreja, nunca houve um Concílio tão desastroso como o Concílio Vaticano II. Da parte da Santa Sé a sua sobrevalorização, apesar de todos os prejuízos que causou e continua causando só pode ser entendido à luz do mistério da iniquidade.

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    Não Dom Atanásio! Não é! Os Franciscanos da Imaculada também celebravam os ritos e levam uma vida moral como exige e reconhece o Magistério Supremo e como sempre observou universalmente a Igreja durante séculos, reconhecem a legitimidade do Papa e dos bispos diocesanos e sempre rezou publicamente por eles, reconhecendo também a validade dos sacramentos segundo a editio typica dos novos livros litúrgicos, e isso foi o bastante para uma intervenção de modo a suprimi-los. E por que com a SSPX que sempre foi pedra de tropeço para o clero modernista seria diferente?

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    Disso o senhor pode ter certeza…”porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”…( 1 Pedro 4:17). Já foi mais que provado tanto por palavras como ação que os impostores que tomaram de assalto a cidadela têm a língua bifurcada e usam dois pesos e duas medidas. A estratégia de reaproximação desses impostores só tem como único objetivo terminar o serviço que começaram: dividir pra conquistar. Todas as vezes que esses impostores se aproximaram da FSSPX com as mãos estendidas, a única coisa que fizeram foi arrancar dela pedaços: Fraternidade de São Pedro, Instituto Bom Pastor, Resistência e comunidades amigas que se tornaram inimigas.
    Dom Lefebvre, mesmo depois de morto continua incomodando porque a obra dele ficou de pé e prospera a olhos vistos enquanto seminários e ordens religiosas modernistas definham ou fecham as portas. E eles não vão se dar por vencidos enquanto não conseguirem controlá-la por submissão ou destruí-la por auto-implosão.
    Não sejam ingênuos, na Igreja de Bergoglio não há espaço pra pelagianos e nem restauracionistas. A estratégia da SSPX agora é ir comendo o mingau pelas beiradas, fazer como o passarinho que come o alpiste mas com o cuidado de não deixar cair a arapuca, receber de bom grado as migalhas que nos dão e que são úteis para o Apostolado, como a permissão pra se celebrar em Basílicas, Santuários e locais de peregrinação, sem fazer alarde ou tocar fanfarra. Enfim, ser um canal aberto para todos aqueles que fugindo da baderna geral que rola na “igreja conciliar”, buscam um lugar de refúgio tanto pra leigos como sacerdotes.
    No mais, precisamos ser pacientes e aprender a confiar mais na Providência que nunca nos desampara. A Palavra de Deus diz que “Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor” (Salmos 34,15). Então, com certeza, Ele nos responderá no momento certo. O tempo de Deus é muito melhor que o nosso tempo! “Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Salmos 40,1).

  11. Salve Maria.
    Se um Bispo da linha tradicionalista e verdadeiramente Católico deu o seu parecer sobre a FSSPX quem somos nós ‘leigos eclesiásticos’ para descordarmos.
    Rezemos,Jejum e Penitência o resto deste ano,para que a Verdadeira Igreja consiga enxertar este galho que quase está a desprender da “Arvore da Vida” para que o reconhecimento por parte da Igreja seja oficializado perante o mundo; pois como disse a Sua Santidade o Santo Padre o Papa Benedeto XVI, “não a excomunhão para ser levantada da FSSPX,pois não houve excomunhão por parte do CVII,ouve comentários apressados que intitulavam uma excomunhão por parte de clérigos, demasiadamente sobre carregados com o fardo administrativo das tratativas do Concílio Vaticano II”.
    Por isto sejamos prudentes em questões que envolvem a Igreja e seus bastidores.

    Salve Maria.

  12. Como é bom agora lembrar dos debates que ocorriam antigamente entre tradicionalistas e neo-conservadores. Não vale a pena nomeá-los. Quem acompanha os debates a algum tempo sabe quem foram os protagonistas do debate no brasil nos últimos 5 e 10 anos.

    Nada como o tempo para dar razão a quem realmente a possui. Não por um desejo mesquinho de humilhar através de sua derrota o adversário.

    Mas ninguém foi tão arrogante e altivo como os neo-conservadores imputando à FSSPX os mais repugnantes títulos, como rebeledes, cismáticos, heréticos, dentre outros que não vale a pena mencionar.

    Ninguém foi tão falso ao imputar aos tradicionalistas falsas teses em que esses acreditariam, como o de que seria livre negar o magistério ordinário da Igreja. Nada mais falso.

    É bem verdade que eles foram amansando com o tempo, assim como foi esfriando (eu diria esgotando) a luta dos tradicionalistas, já que suas teses e as refutações adversas estavam bem assentadas.

    O tempo meus caros…

  13. Não me arrependo de nada do que disse a respeito da FSSPX de 2009 para cá. Tenho minhas opiniões e minhas visões a respeito desta instituição.

    Repito o que disse já há bastante tempo: heresia é erro, mas nem todo erro é heresia. Heresia, Cisma, Apostasia, Erro, Carência, Imprecisão – cada coisa tem a sua definição.

    Da minha parte o que mudei foi:

    Posicionamento Antigo: “erro perigoso à Fé e à Moral” não é possível ser cometido pelo Magistério.

    Posicionamento Reformado a partir de uma nova interpretação da expressão acima: “erro perigoso à Fé e à Moral” pode acabar sendo cometido por pessoas do Magistério no uso do Poder de Magistério.

    Na minha opinião, tanto meu Posicionamento Antigo quanto meu Posicionamento Reformado estão amparados pelas Leis, Dogmas e Documentos da Igreja Católica.
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    Meu Posicionamento Reformado me possibilitou uma interpretação ortodoxa da Declaração do Capítulo Geral da FSSPX – para mim, um Documento bastante diferente dos anteriores posicionamentos, pelo menos de alguns. Agora, cabe à FSSPX interpretar suas coisas.

    Para mim, não existem mais Barreiras Teóricas, segundo minha interpretação da Declaração do Capítulo Geral.

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    Continuo professando:

    É impossível a Igreja Católica ou o Papa ensinar heresia. É impossível a Igreja Católica apostatar de sua Fé ou de sua Tradição. É impossível o Magistério do Papa apostatar da Fé ou ser herético.

    Sobre isso dei já há bastante tempo DOIS argumentos, que até hoje não conseguiram derrubar. Não que eu seja um gênio da lâmpada, mas porque são evidentes a qualquer pessoa com um pingo de Doutrina Católica. Podem tentar resolver a questão, mas não me interessa mais o debate.

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    Agora eu não posso dizer que a FSSPX não mudou em nada porquê?

    Ora, se ela não mudou em nada, então porque houve mais rachas depois de 2009?

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    Paz e bem para todos vocês, também para vossa FSSPX, que para mim, não é mal vinda à Comunhão Católica de Roma.

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    E sobre minha “catolicidade”, menor do que eu mesmo imagino. Não precisam me chamar de tradicionalista nem de neo-conservador. Podem me chamar de progressista, modernista, ímpio, ateu, que não estou o mínimo preocupado com isso.

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    Sobre o Concílio Vaticano II (CVII) é o melhor que tem sobre Doutrina Social da Igreja. Até hoje insuperável. Dá um verdadeiro banho nas teorias artificiais que dominaram o pensamento social católico até os anos 50.

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    Sobre meu preconceito pessoal: Não gosto dos progressistas e nunca gostei.

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    Um grande abraço a todos. Este comentário é minha visão sobre a fala de Dom Schneider. Encerrando minha participação…

  14. Quando uma pessoa vem falar de Igreja, usando: “na minha opinião”, “no meu entender”, “no meu parecer”, “o meu posicionamento”, isso só já é o bastante para constatar que sua credibilidade na matéria é ZERO e que o que ele escreve não vale a pena ser lido e muito menos contestado.

  15. Dom Athanasius esclareceu suas palavras em comunicação com a ChurchMilitant.com:

    http://www.churchmilitant.com/news/article/bishop-schneider-clarifies

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