A “Resistência” anuncia abertura de seminário em Angers, França.

Os bispos Williamson (Esquerda) e Faure (direita).

Os bispos Williamson (Esquerda) e Faure (direita).

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: A União Sacerdotal Marcel Lefebvre (USML), dissidência da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), anuncia a inauguração do seminário São Luís Maria Grignon de Montfort na cidade de Angers, França, no próximo 3 de outubro, para receber as vocações alinhadas com a posição de afastamento total das autoridades romanas até que elas abandonem o que consideram erros do Concílio Vaticano II e da Missa Nova. Essa posição difere da assumida por Dom Fellay, superior da FSSPX, que busca uma regularização canônica para a FSSPX, sem, no entanto, ter de aceitar o concílio e o novus ordo.

O novo seminário terá como reitor Dom Jean-Michel Faure, sagrado bispo por Dom Richard Williamson no último 19 de março, na cidade de Nova Friburgo-RJ, junto ao Mosteiro de Santa Cruz, cujo prior é Dom Tomás de Aquino.

Essa medida reflete decisão firme da USML de buscar um caminho autônomo em relação à FSSPX, não mais se alimentando basicamente de dissidentes desta, mas agora formando suas próprias vocações.

O movimento da “Resistência” já conta com sessenta e três sacerdotes pelo mundo. No Brasil, suas principais bases de fiéis, ainda pouco expressivas, encontram-se em Minas Gerais, na Bahia e no Rio de Janeiro, sob a direção de Pe. Ernesto Cardozo, Pe. Jahir Brito e Dom Tomás de Aquino. Apresentam também alguma militância via internet por meio de blogs e de redes sociais.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

59 Comentários to “A “Resistência” anuncia abertura de seminário em Angers, França.”

  1. O autor só esqueceu de falar que a posição da USML nada mais é do que posição de Mons Lefebvre e a posição que a FSSPX tinha até 2012.

  2. Uma curiosidade: como se dão as sagrações episcopais nessas circunstâncias? Que fórmulas são usadas, uma vez que, por motivos óbvios, não há mandato apostólico?

  3. Irão acabar numa seita, pois as evidências são muito grandes.

  4. Nossa… isso é angustiante! Há alguns anos eu tinha certo receio de me aproximar dos padres da FSSPX por medo de me colocar em cisma… Agora estou a me aproximar da FSSPX, demovidos os meus temores com muita leitura, reflexão e os próprios movimentos recentes da Sé de Roma em relação aos padres da Fraternidade. E eis que surge nova dissidência… quanta confusão para almas sinceras que querem realmente agradar a Deus, na Igreja! Oremus…

  5. O artigo, como sempre tem que incluir uma mentira bem no estilo Goebbels:

    “Essa posição difere da assumida por Dom Fellay, superior da FSSPX, que busca uma regularização canônica para a FSSPX, sem, no entanto, ter de aceitar o concílio e o novus ordo”.

    Dom Fellay em todas suas entrevistas já deixou claro que diante da atual conjuntura, jamais tomou alguma iniciativa no sentido de buscar regularização canônica para a FSSPX. Chegou à dizer aos oficiais da Santa Sé:
    _ “Muitas vezes celebramos em salas alugadas e até motéis de beira de estrada. Quer dizer que vocês também darão reconhecimento canônico a essas salas e motéis de beira de estrada?”

    Todos estão carecas de saber que essa aproximação da Santa Sé com a SSPX se deu durante a peregrinação do Jubileu do ano 2000, por iniciativa da Santa Sé e teve seu apogeu com os convites e decretos do Papa Bento XVI durante aqueles anos turbulentos de seu Pontificado, quando foram anuladas as excomunhões que o próprio Dom Williamson entusiasticamente agradeceu. Esses são os fatos, independente de alguém ser contra ou a favor dessas iniciativas.
    Por outro lado, eu espero mesmo que o movimento sectário de Dom Williamson busque “um caminho autônomo em relação à FSSPX, não mais se alimentando basicamente de dissidentes desta, mas agora formando suas próprias vocações”.
    Chegava a ser patético, pra não dizer gravemente pecaminoso, o modo como se serviam de mentiras e estratagemas para tentar convencer leigos e religiosos membros da FSSPX a se voltarem contra seu Superior.
    Desejo-lhes, que uma vez libertos da mentira e do engano, cujo pai todos nós conhecemos o nome, tenham paz e sucesso nessa nova empreitada, e que se tornem verdadeiros militantes da RESISTÊNCIA, mas da resistência contra o pecado, principalmente o pecado da língua:

    ” pois que, ainda não tendes resistido até o sangue, contra o pecado, e vos tendes esquecido da exortação, que vos é dirigida a vós, como a filhos:_ Filho meu, não menosprezes a correção do Senhor, nem te desanimes, quando por Ele és repreendido, pois o Senhor castiga ao que ama, E açoita a todo o filho que recebe.
    É para disciplina que sofreis (Deus vos trata como a filhos); pois qual o filho a quem não corrige seu pai?
    Mas se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, logo sois bastardos e não filhos.
    Toda a correção ao presente, na verdade, não parece ser de gozo, mas de tristeza; depois, porém, dá fruto pacífico de justiça aos que por ela têm sido exercitados.
    Por isso levantai as mãos remissas e os joelhos paralisados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco, não se desvie, mas antes seja sanado. Segui a paz com todos, e aquela santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor, vigiando com cuidado para que a ninguém falte a graça de Deus; para que não haja alguma raíz de amargura que, brotando, vos perturbe, e por ela sejam muitos contaminados.
    (Hebreus 12:15)

  6. Leiam mais sobre a Resistência Católica em Minas Gerais, aqui:

    http://missaosagradafamilia.blogspot.com.br/

  7. As mudanças da fraternidade São Pio X é incontestável. Depois do sermão de Dom Bernard Fellay em La Reja (Argentina) no ano passado ficou bastante claro para mim, que também acreditava na mesma história. Dom Lefebvre defendia pontos distintos do que Dom Fellay agora defende. Para quem não gosta de ler muito, poderá ver a declaração do MJCF (no qual está disponível também em português) mostrando em detalhes as posições do fundador e do atual superior. O rei está nu, só não vê quem se nega.

  8. Essa “Resistência” virou uma seita já, o que é uma pena. O mais triste do Williamson é ele se fechar ao diálogo. Duvido que Lefebvre concordaria com esse posicionamento.

  9. Salve Maria! Não coloquei os links em respeito ao blogue. Mas se o fratres me permite aqui os deixo.

    Declaração do MJCF (Movimentos da Juventude católica de França): http://catolicismodesempre.blogspot.com.br/2015/07/falam-os-dirigentes-do-movimento-da.html
    (No quadro há várias comparações das posições do fundador e do superior geral atual).

    E aqui deixo o vídeo da missa de ordenação no ano passado (na qual inclui o sermão): https://www.youtube.com/watch?v=oBOxN_DzzSI

  10. Considero um ERRO grave a criação dessa “Resistência”. Há caminhos que parecem retos, mas só parecem…

  11. Com que direito envergar báculo, quando o Sumo Pontífice jamais lhe conferiu um território sobre o qual exercer jurisdição?

  12. É muito difícil julgar. Com os desmandos e abjeções de Bergoglio, as novas propostas de sobrevivência da Igreja, se não são sempre bem-vindas ou ao menos não devem ser de pronto achincalhadas. Só o tempo dirá. Além da imprudência e cegueira política de ter-se manifestado negacionista, que mal fez Mons. Williamson? Que heresia anda ele a pregar? Desconheço. Então, o problema é a disciplina? Mas onde há disciplina na Igreja? Em Bergoglio, o Osculador ? Em Bergoglio que pôs uma bola de futebol sobre o Altar de uma Basílica Patriarcal? Em Bergoglio que autorizou a publicação sinodal do elogio à sodomia? Ou a disciplina se encarnou em Parral, o descarado protetor da boilice-in-action ? Ou a disciplina está na lua ou em Marte?

    Quando penso nesse assunto – estratégia de sobrevivência e manutenção da identidade católica – procuro ver o que de certo e de errado parece haver em cada situação. Como não sou teômano, nem fã ou devoto do padre Rodrigo Maria, sei muito bem que posso estar quadradamente errado. No entanto, parece haver duas posturas fundamentais dentro do tradicionalismo:

    A primeira, embora mantenha a regularidade canônica, parece não tirar todas as consequências de suas premissas, e, como certas monarquias fracas, vive com o perpétuo medo da república: Campos, IBP, novos institutos cripto-tradicionalistas (arcacordimarianos e congêneres).

    A segunda postura prefere dizer, por mera formalidade, que a regularidade canônica é desejável, mas, materialmente, vive como se o Direito Canônico só servisse para aplicações “ad hoc” e “intra muros” (FSSPX e avulsos). NB: Não estou a dizer que a FSSPX é sedevacantista ou que esteja feliz por não ter status canônico.

    A situação é muito difícil. Os infiéis degolando cristãos, o travesti blasfemando na avenida, a suspeita de uma renúncia forçada do papa, a suspeita de estarmos sob a tutela de um antipapa, o foicefixo, a ameaça de escândalo doutrinal em Outubro etc

    Mas ainda opino que, como postura geral, as coisas devem ser feitas como sempre se fizeram e que a tática mais inteligente é a de evitar ou diminuir os estragos, ainda que às custas de humilhações. Por isso, creio que o melhor lugar de Williamson ainda era dentro da FSSPX. Mas… será que tentaram amordaçá-lo? É o que parece. E Mons. Lefebvre – os videos estão aí no youtube – não tinha papas na língua.

  13. A recém criada “Resistência” vive na total sombra da FSSPX, ali, marcando colado. É o ar que respiram. Se nutrem literalmente de um desejo de queda, sonham com uma má notícia, com uma fofoca maliciosa que leve o nome da Fraternidade. É vital, precisam disso para sobreviver, senão perdem a força, senão fica sem graça, senão perdem o impulso. A
    força deles não está no Nome do Altíssimo, mas na intriga, na calúnia, na perseguição. O ar que os envolve é um ar carregado, pesado, cheio de ódio, de orgulho e de inveja.
    Que Nossa Senhora da Assunção e o Seu Filho Santíssimo livre a Fraternidade desse encosto.

    Amém.

    • “santa” Ana Maria,

      Sabe por que “santa’? Porque pelo que escreveu, a senhora tem a capacidade de ver e interpretar o que se passa nas mentes e corações dos fiéis da Resistência.

      Senhora, se não sabe, isto é JULGAMENTO. E, lhe desafio:

      Se tem provas de que nós da Resistência desejamos o que a senhora afirma, PROVE. Senão, ficará claro para os leitores deste site, que suas palavras são levianas, mentirosas.

      Aguardo!!

      Francisco Jr.

    • Seu Francisco

      SANTA é a “Resistência”, o novo “Astro Iluminado da Igreja”, afoita, orgulhosa,imprudente, que foi totalmente incapaz de sofrer com paciência uma situação difícil. O Bispo Lefebvre nunca agiu assim, sempre usava de prudência,a mãe de todas as virtudes e sempre confiava na Providência. Ficam no encalço da Fraternidade sim, esperando um deslize, um escorregão. Se alegram com discussões tolas, repetitivas, buscam desenfreadamente informações novas no intuito de criticar a SSPX sim.
      Ué Seu Francisco? PROVA? Os bloguezinhos do novo “Astro Iluminado da Igreja” que pululam na internet e nas redes sociais, não contam? Afinal se auto proclamam fiéis, discípulos seguidores que apoiam a dita “Resistência”. Com certeza a mão desses blogueiros escreve do que o coração está cheio. Quem são os padres que ‘formam’ esse fiéis blogueiros?
      SEMPRE arrotando malícia, cheios de raiva e de deboche quando citam o nome do superior da Fraternidade, despudoradamente fazendo proselitismo barato com os mais desinformados. Fazem sempre tempestade numa tampinha de garrafa.
      Nem os fiéis da Fraternidade escapam. Fato triste foi quando a Sra. Gercione, ao retornar recentemente de uma peregrinação que fizeram alguns fiéis e alguns padres da FSSPX- foram contemplar o Santo Sudário e visitar algumas igrejas- depois teve a gentileza de compartilhar aqui no Fratresinunum as belíssimas fotos da viagem, e não é que num desses SANTOS blogs do novo “Astro Iluminado da Igreja” estavam as fotos que Dona Gercione postou aqui no Fratres, onde comentavam maliciosamente sobre a “postura” do padre, querendo dar a entender que o mesmo tinha celebrado, de frente pro povo uma missa nova? Ora, isso é coisa de blogueirA invejosA! Rsrsrsrs , pode isso, Seu Francisco? Isso sim é JULGAMENTO TEMERÁRIO, LEVIANO e MENTIROSO. Será que apagaram a postagem, Seu Francisco? Não voltei pra ver. Achei de uma baixaria tremenda, muito nojento, Seu Francisco!

      Que a Virgem Assunta aos Céus o proteja, Seu Francisco.

  14. O sectarismo sobrou até para o autor do artigo, que teria incluido uma mentira bem no estilo Goebbels. Provavelmente, os laços dialogantes entre a FSSPX e Roma, deve ter por fim discutir as questões ecológicas, como expostas na Laudato Si. O fanatismo e o sectarismo cegam!

    Dom Lefevre não assinou a declaração Dignitatis Humanae, e sempre a criticou. Já Dom Fellay, disse que a liberdade religiosa é coisa mínima. Não basta o discípulo ser como seu mestre, e o servo como o seu Senhor? Todos estão cansados de saber que no Concílio haviam três posições e três representantes máximos:

    Ratzinger, que defendia a letra;
    Dom Lefevre, que defendia o dogma;
    Hans Küng, que defendia o espírito.

    Então, eis que nos diz Dom Fellay:

    “Poderia parecer que recusamos inteiramente o Concílio, mas lhe aceitamos 95%. É mais a um espírito, a uma atitude que nos opomos…”

    Em linha de princípio, Dom Fellay quer dizer, que, concorda com a letra do Concílio! Enquanto, Dom Lefevre, escreveu o livro “Eu acuso o Concílio!. O que impressiona é a semelhança entre o pensamento de Dom Fellay e dos atuais integrantes da FSSPX com o pensamento de Ratzinger. Neste sentido, vejamos o que disse a Sra. Gercione Lima:

    “Dom Fellay em todas suas entrevistas já deixou claro que diante da atual conjuntura, jamais tomou alguma iniciativa no sentido de buscar regularização canônica para a FSSPX.”

    Isso faz recordar, o diálogo entre Dom Lefevre e Joseph Ratzinger, sobre a Quanta cura e a Gaudium et spes. O diálogo tratou da contradição entre a Gaudium Et Spes e a Quanta Cura. O primeiro respondeu ao segundo, que não poderia aceitar a GS, por contradizer a Quanta Cura. O Cardeal Ratzinger, então, respondeu a Dom Lefebvre:

    “Excelência, não estamos mais no tempo da Quanta Cura.

    Então, Mons. Lefebvre, respondeu algo como:

    “Também eu, não irei aceitar o seu Concílio. Amanhã, ele será jornal de ontem”.

    A conjuntura de hoje (Papa Francisco), não é a de ontem (Papa Bento XVI) e não será a de amanhã. No entanto, as conversações começaram em busca de uma regularização canônica com Bento XVI, e agora, com visitas a FSSPX, continuam para discutir o clima? Na mentalidade de Ratzinger, a conjuntura da Quanta Cura era uma e a da Gaudium et spes, era outra. Dom Lefevre, ficou com a Quanta Cura, não com a conjuntura…

    E não nos esqueçamos do GREC e o acordo discreto, mas não secreto:

    http://salveregina.altervista.org/blog/arquivos/607?doing_wp_cron=1439573484.4036900997161865234375

    Por fim, onde andam os Padres Petter Scott e Patrick de La Rock, que mostraram muito bem a ruptura na Caritas in Veritatis e Spes Salvi? Onde foi parar essa postura crítica da FSSPX? Não cedeu lugar ao diálogo?

  15. “A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele; por Ele e nele torna-se também santificante. Todas as obras da Igreja tendem, como seu fim, ‘à santificação dos homens em Cristo e à glorificação de Deus’ (Sacrosanctum Concilium, 10). É nela que ‘adquirimos a santidade pela graça de Deus’ (Lumen Gentium, 48).

    Quando cremos que “a Igreja é una”, professamos que “a unidade da Igreja peregrinante é também assegurada por vínculos visíveis de comunhão: – a profissão de uma única fé recebida dos Apóstolos; – a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos; – a sucessão apostólica, por meio do Sacramento da Ordem” (Catecismo da Igreja Católica, n. 815). “A Igreja é una: tem um só Senhor, confessa uma só fé, nasce de um só Batismo, forma um só Corpo, vivificado por um só Espírito, em vista de uma única esperança, no fim da qual serão superadas todas as divisões.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 866).

    Quando cremos que “a Igreja é católica”, professamos que “Ela [a Igreja] é católica porque nela Cristo está presente. (…) Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela recebe dele ‘a plenitude dos meios de salvação’ (Ad Gentes, 6) que ele quis: confissão de fé correta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e o será sempre, até o dia da Parusia.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 830). “A Igreja é católica: anuncia a totalidade da fé; traz em si e administra a plenitude dos meios de salvação; é enviada a todos os povos; dirige-se a todos os homens; abarca todos os tempos; ‘ela é, por sua própria natureza, missionária’ (Ad Gentes, 2).” (Catecismo da Igreja Católica, n. 868).

    Quando cremos que “a Igreja é apostólica”, professamos que “A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido: – ela foi e continua sendo construída sobre ‘o fundamento dos apóstolos’ (Ef. 2, 20; cfr. Ap. 21, 14), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo; – ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que nela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos; – ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos bispos, ‘assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja’ (Ad Gentes, 5).” (Catecismo da Igreja Católica, n. 857). “A Igreja é apostólica: está construída sobre fundamentos duradouros: ‘Os doze Apóstolos do Cordeiro’ (cfr. Ap. 21, 14); ela é indestrutível; é infalivelmente mantida na verdade: Cristo a governa por meio de Pedro e dos demais apóstolos, presentes em seus sucessores, o Papa e o colégio dos Bispos.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 869).

    Por tudo isso, ficou demonstrado que, segundo o Catecismo da Igreja Católica, é impossível a Igreja Católica ensinar heresia, exigir adesão dos fiéis à heresia, favorecer à heresia. Não pretendo aqui fazer as vezes do Magistério da Igreja, mas para mim pessoalmente, está evidente pelos ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica colocados aqui que a impossibilidade de a Igreja ensinar heresia é um dogma de fé católica. Todos esses ensinamentos do Catecismo estão contidos na, e se referem à, fórmula dogmática do credo “Creio na Santa Igreja Católica” (Símbolo dos Apóstolos) ou “Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.” (Símbolo niceno-constantinopolitano). Sendo essas fórmulas dogmas, logicamente seu significado é dogma. Sendo a impossibilidade de a Igreja ensinar heresia um dogma de fé, então a proposição contrária de que a Igreja pode ensinar heresia é herética.

    Se alguém ainda não entendeu, dê mais uma lida na “una”, “católica” e “apostólica”.

    —————————————

    O próximo desafio e o próximo passo é melzinho, pois é: – Compreender aonde está e reside toda essa Infalibilidade da Igreja; – estabelecer os limites do “erro perigoso à Fé e à Moral. Ficando isso para uma próxima oportunidade, conforme a disponibilidade deste site e dos comentadores.

    Por ora, sem novidades!

    • Sr. Vitor José,

      Belo compêndio dogmático! A liga das “Senhoras Católicas do Tremembé” aprova e há de subscrever prontamente o seu Enchirídion, que bem poderia chamar-se “Grande Ode à Chuva no Molhado”.

      Resta saber, sem apelar a bruxedos, auspícios e adivinhação, onde o senhor consegue identificar as quatro notas da Igreja – una, santa, católica e apostólica – na atual conjuntura eclesiástica. Um dos problemas é esse, uma vez que a doutrina, o culto e o governo eclesiástico são diariamente vilipendiados – gravemente vilipendiados e transtornados – por aqueles que deveriam sustê-los, e a Igreja, como o senhor deve saber, é necessariamente uma sociedade visível.

      Fico no aguardo da sua oracular e dogmática sentença!

    • Nunca vou entender, Vitor José, este catecismo do papa João Paulo II. Os catecismos anteriores, do menor ao maior, eram “sim, sim”, e “não, não” em perguntas e repostas. Para um católico com eu, o atual catecismo não é acessível. Ele é prolixo, está mais para quem tem formação em teologia. Alguém tão primário na fé como sou vai se perder – ou terá que recorrer a hermenêuticas – ao ler coisas cheias de termos avançados. Mesmo assim, ouso, acho-o ambíguo. Por comparação é como se eu tivesse tomado uma gostosa sopa de legumes e, ao final – seja no começo ou meio -, encontrasse uma barata na tigela(perdão do apelo grosseiro da cena). Exemplo: “… a Igreja é una…ela(sic) recebe dele(sic) ‘a plenitude dos meios de salvação’… Nela SUBSISTE a plenitude do Corpo de Cristo…”

      E o que significa: “…no fim da qual serão superadas todas as divisões…” Isso é sugestão de redenção universal? Por fim, na parusia, todos, em todos os tempos, serão salvos?

      Então fé não é para ser entendida, mas para ser obedecida?

      Ironias à parte, novidades são tantas, mas aguardo as seguintes. Ou os melzinhos. Por favor, não me deixe esperando muito.

  16. Sr. Vitor José, ninguém deixou de acreditar que a Igreja é una, santa, católica e apostólica. O que não esperamos é um pronunciamento magisterial para os tempos de apostasia, onde a própria Igreja declare que se cumpriu o que foi predito por São Paulo. Isto não vai acontecer.

    Quanto ao que vemos e ouvimos sendo ensinado, pelo Papa e pelos bispos, deve ser coisa das nossas mentes. Como também o é a simples observação que na Igreja Conciliar, existe a mesma liberdade para movimentos e pessoas, que não possuem a mesma fé. Isto sintetizado no que vemos e ouvimos dos Cardeais Kasper e Burke (sem contar o que foi feito com os Franciscanos da Imaculada…). Tudo isso deve ser coisa da nossa imaginação, como o Papado Emérito, que não existe de direito, mas existe de fato. Também os Cardeais Ottaviani e Bacci, devem ter imaginado que o NOM representa um afastamento da teologia católica. Os seis pastores protestantes e Bugnini ser maçom, deve ser um delírio.

  17. A Igreja Católica nunca seguiu seu rumo em águas calmas. Severas crises balançaram o seu barco. Contudo, o tempo restaurava o pano esgarçado de sua existência, primeiro, e de forma fundamental, em função da ação do Espírito Santo, e em segundo por um posicionamento papal. Mas ocorreu o Concílio Vaticano II que produziu a envergadura da crise do qual conhecemos. Mas uma das maiores tragédias do Concílio foi a de produzir perplexidades, divergências e dissenções na Tradição. É o que vejo na sucessão de comentários acima. A Tradição está estilhaçada, e ao meu ver essa tragédia somente pode ser atribuída ao Concílio, e muito secundariamente aos seguidores da Tradição.

    As luzes da religiosidade católica foram apagadas, restando, é bem verdade, aqui ou ali algum lume, e os tradicionalistas vão tateando até chegar a algum ponto. Infelizmente vão tropeçando no sedevacantismo, no adesismo impulsivo, na associação ao clero progressista afim de obtenção de vantagens, no surgimento de messianismos, na reinterpretação das idéias de antigos combatentes, na postura mesclada de tradicionalismo e modernismo, no encantamento em relação ao Papa Bento XVI, na repulsa à maioria das atitudes do Papa Francisco.

    Ao meu ver tudo por culpa do Concílio, que semeou tempestades em nome do seu caráter pastoral. Mas pastoral para quem, cara pálida? Com certeza não foi para os católicos até o seu advento, porque bem ou mal seguiam, ou ao menos respeitavam, a sua igreja. Foi pastoral para os que estavam de fora. Procurou dar bases para o pastoreio daqueles que estavam à margem da Igreja, e muitos que sequer eram ovelhas desgarradas, porque pastoral para integrantes de outros credos fato muito sensível ao vermos o incentivo ao ecumenismo.

    Daí os dentro, ou aqueles que mantiveram os valores tradicionais, tiveram que se virar muitas vezes sem apoio ou supervisão de Roma. Deu no que deu. O Concílio, que quis acabar com a discriminação, acabou discriminando seus velhos fiéis (por vezes atingindo até santos)

    É fácil ver que essa confusão somente ajuda aos inimigos da Igreja. Somente alguém com uma potente inteligência preveria essa desconformidade. Por isso, creio que a questão é extremamente complexa. Apesar do grande respeito à FSSPX temo que um acordo jogue essa obra heroica não propriamente no erro, mas na inanição abolindo seu caráter militante (vide o caso da Montfort). E da parte da Resistência temo que possa a vaidade assoprar que o grupo tornou-se o único militante e intransigente.

    Rezemos por todos. Rezemos pela FSSPX e a Resistência. Rezemos pela Igreja.

  18. Géderson, salve Maria.

    Sim, Dom Lefebvre assinou não apenas a Dignitatis Humanae como também todos os documentos do Vaticano II. E a questão foi explicada assim: houve um acordo quando do início do Vaticano II entre todos os bispos que fosse qual fosse a redação final do documento todos assinariam, mesmo os bispos vencidos, porque isso demonstraria a unidade moral da Igreja. Ou seja, vencidos e vencedores, todos assinavam os documentos ao final.

    Foi só por isso que Dom Lefebvre, Castro Mayer e todos os bispos tradicionais assinaram todos os documentos conciliares. Claro que quando o acordo foi feito eles não sabiam o que estava por vir, e mesmo quando a redação final era aprovada pela maioria dos modernistas eles, de forma muito humilde, vendo que eram minoria, duvidavam de si mesmos: “será que todos estão errados e somente eu certo?”. E então assinavam.

    E é por isso que nos anos de 1966, 67 e 68 existem cartas circulares de Castro Mayer ensinando como aplicar corretamente o Vaticano II. Sim, elas existem e os padres de Campos a usam hoje distorcendo o contexto com o qual devemos estar inteirados para saber o motivo que levou o Leão de Campos a ensinar a interpretar corretamente a Dignitatis Humane e outros documentos. E o motivo é simples: como é claro que a Igreja não pode errar gravemente, e este é o ensinamento mais elementar no que se refere a eclesiologia católica, então Castro Mayer pensou no início: errado estou eu, claro!!! E é neste contexto, repito e insisto, que ele e Dom Lefebvre assinaram os documentos conciliares e inclusive ensinaram estes documentos como ortodoxos nos três ou quatro primeiros anos após o fim do Vaticano II. Porque na mente deles, devidamente formados na sã doutrina, na mente deles estava clara esta verdade de fé, a saberi: a Igreja Católica não pode errar gravemente jamais!

    Passados alguns anos, então aí sim eles foram vendo a operação de Satanás nos documentos conciliares, pois que estes documentos foram feitos pelos instrumentos humanos do demônio. E com o tempo esta convicção foi sendo adquirida, até que no início da década de 70 este pensamento estava firmemente consolidado e se manteve pelas próximas décadas.

    Resumindo: sim, Dom Lefebvre assinou os documentos, e isso não significa que ele tenha aprovado os documentos na época.

    Sandro de Pontes

  19. Excelente consideração: o dogma não condiz com a realidade constatada! Por que cabe a mim dar o oráculo? Ora, que cada um dê o seu…

  20. Tantas ramificações mais atrapalham do que ajudam.

  21. Prezados Santiago R. e Gederson, ao que parece, os senhores não entenderam o que o comentarista Vitor José escreveu acima. Ele quis apenas demonstrar que a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é, necessariamente, una, santa, católica e apostólica. Ocorre que, ao final do comentário, ele deixou uma sutil ironia que acredito ter escapado à percepção dos senhores. Em outras palavras, o que ele disse foi simplesmente que, dada a definição de Igreja que conhecemos pelo seu Magistério, o que precisamos saber agora é onde ela se encontra nos dias de hoje. Só isso, e mais um gracejo dizendo que a resposta ficaria para uma outra oportunidade. Mas, como eu não preciso ficar esperando a sua resposta, pois a solução desta questão já é arquiconhecida, deixarei um link a seguir com a explanação mais que abalizada dada precisamente por aquele o qual podemos dizer com certeza ser o motivo de estarmos aqui comentando este tema e especificamente neste site: Dom Marcel Lefebvre. Ponto e não se discute; leia-se.

    http://www.beneditinos.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17:a-visibilidade-da-igreja-e-a-situacao-atual-&catid=3:dom-marcel-lefebvre&Itemid=59

    In Corde Jesu et Mariae, semper,

    Léo Oliveira

    • Prezado Léo Oliveira,

      Não obstante a sutileza que vc demandou de terceiros, parece que lhe passou despercebida a facúndia de citações conciliares e pós-conciliares aduzida por Vitor José em sua catena de obviedades doutrinais. Semelhante abundância permite inferir que Vitor José é a última alma do mundo a achar que Mons. Lefebvre tenha tido alguma razão nessa barafunda toda. Pior: ao que parece, o esforçado e devoto catenista parece alimentar o recôndito sonho de abanar a bandeirinha do Brasil no dia (infausto) em que Bergoglio for elevado, em vida, aos altares da igreja conciliar. Faça-me o favor!

  22. Eu já repeti isso várias vezes e pra quem não está a par dessa controvérsia deixe-me refrescar a memória:

    “Cardeal Ratzinger se tornou Bento XVI e aqueles que passaram os últimos vinte anos rotulando os padres e fiéis da SSPX de cismáticos se viram privados da base canônica para os insultos quando esse Papa assinou o decreto anulando as excomunhões.
    Bispo Fellay se encontrou com Papa Bento XVI em Castelgandolfo no dia 29 de agosto de 2005, apenas quatro meses depois da eleição de Ratzinger e ali mesmo foram iniciadas as negociações para se anular as excomunhões. Em nenhum momento Bispo Williamson se levantou contra essas negociações, afinal ele também seria um beneficiado!
    Em novembro Bispo Fellay liderou uma peregrinação a Lourdes, com a presença dos demais Bispos da Fraternidade, incluindo Dom Williamson e convovou uma cruzada de rosários nessa intenção.
    No dia 21 de Janeiro de 2009 as orações foram atendidas quando o Cardeal Giovanni Battista Re enviou uma carta à Dom Fellay anunciando a remissão da pena de excomunhão onde entre outras coisas mencionava que tal gesto do Papa, era um sinal pra se promover a unidade na caridade da Igreja Universal e tentar por um fim no escândalo da divisão”.
    O recado de Bento XVI foi claro: “A Tradição não mais será estigmatizada”.
    Mas “coincidentemente” apenas um dia após a remissão das excomunhões, advinha quem entra em cena novamente? No dia 22 de janeiro começa a circular na internet e na mídia uma entrevista de Dom Williamson que colocou o Papa em saia justa e na mira dos piores inimigos de Bento XVI, a ponto dele ter que escrever uma carta dramática ao Episcopado tentando justificar seu gesto de reconciliação.
    Mas a partir dali a sorte de Bento XVI foi selada. Ele mesmo, o próprio Williamson reconhece que foi por causa de seus comentários imprudentes que ele jogou o Papa na fogueira. Chega ao ponto de invocar o Profeta Jonas em sua carta de desculpas:
    “Tomai-me, disse Jonas, e lançai-me às águas, e o mar se acalmará. Reconheço que sou eu a causa desta terrível tempestade que vos sobreveio”.
    Depois agradece pessoalmente ao Papa por ter anulado sua excomunhão, o que não deixa de ser uma tremenda contradição tanto pra ele e seus seguidores, os quais batem no peito dizendo que não se importam de serem “excomungados” pela igreja conciliar.
    O mais chocante pra mim é a cara-de-pau desses pseudo-resistentes quando mui convenientemente ignoram o fato de que nas negociações para a anulaçãoo das excomunhões, as quais seu querido líder assinou e concordou, OS QUATRO BISPOD DA SSPX UNANIMEMENTE ASSUMIRAM O COMPROMISSO DE EVITAR CRÍTICAS PÚBLICAS QUE DESRESPEITEM A PESSOA DO SANTO PADRE E QUE SEJAM DANINHAS À CARIDADE ECLESIAL.
    Então hoje esse é o ardil do demônio: na sua militância pela internet, os arautos da pseudo-resistência não fazem outra coisa senão martelar que a SSPX mudou, que não é mais combativa como era antes, que não desce a lenha em Bergoglio como Lefebvre fazia com João Paulo II, que se rendeu à Roma modernista…etc.
    O que não deixa de ser uma grande mentira, mas que se tornou a sua razão de existir.
    Agora procurem nos sites deles ou nos comentários Eleyson de Dom Williamson alguma coisa nesse sentido e também não encontrarão.
    A metralhadora deles nunca aponta para os modernistas em Roma, para os Bispos traidores, para o Sex Concílio, nunca citam nomes dos impostores.
    Os ataques virulentos tem um único alvo: Dom Fellay e a SSPX, o que deixa muito claro que o dedo no gatilho é do próprio demônio.
    É exatamente como a Ana disse:

    ” vivem na total sombra da FSSPX, ali, marcando colado. É o ar que respiram. Se nutrem literalmente de um desejo de queda, sonham com uma má notícia, com uma fofoca maliciosa que leve o nome da Fraternidade. É vital, precisam disso para sobreviver, senão perdem a força, senão fica sem graça, senão perdem o impulso”.

    Richard Williamson não conseguiu manipular Dom Fellay como ele conseguiu fazer com Dom Lefebvre no final de sua vida e por isso fez o que podia pra minar sua autoridade, para atravancar todos os seus esforços e boicotar todas as iniciativas de reconciliação por parte do Papa. No final tudo não passou de uma guerra por poder dentro da Fraternidade. Expulso da Fraternidade por insubordinação e complô contra seu Superior, Dom Williamson percorreu o mar e a terra para fazer prosélitos e depois de os haver conseguido, os tornaram duas vezes mais digno do inferno do que ele mesmos!
    E quando digo isso é porque a maioria dos seus seguidores estão vivendo em pecado mortal contra alguns dos 10 Mandamentos:

    1- invocam Deus como testemunha de suas mentiras, quando com a mesma língua que rezam, mentem descaradamente contra os consagrados de Deus.

    2- De acordo com o quarto mandamento, Deus quis que, depois Dele, honrássemos nossos pais e os que ele, para nosso bem, investiu de autoridade. Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa obediência e ajuda. No entanto sou testemunha de vários casos de filhos RESISTENTES que simplesmente romperam com seus pais por esses se negarem a segui-los em seu sectarismo.

    3- “Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”( Ex 20,16). Este mandamento proíbe falsear a verdade nas relações com os outros. Essa proibição moral decorre da vocação do povo santo a ser testemunha de seu Deus, que é e quer a verdade.O respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia. Dom Fellay e os demais Bispos da Fraternidade são alvos constantes dos falsos testemunhos dos pseudo-resistentes.

    4 Não cobiçar as coisas alheias (Ex 20,17). Por cobiça e inveja eles preferem semear a divisão no terreno que já foi cultivado do que iniciar sua própria fundação.

  23. Sandro,

    Salve Maria!

    Acerca da assinatura da DH, Dom Marcel Lefebvre, diz o seguinte:

    “Que ela (a santíssima Virgem) confunda aqueles que, por suas mentiras e malicia, tentam por todos os meios nos humilhar e nos fazer passar por mentirosos ou “gagás”! (…) Se nós dois tivéssemos morrido, Mons. De Castro Mayer e eu, seria fácil nos fazer passar por mentirosos, mas enquanto estamos vivos, é um pouco temerário. Eles podem pensar o que quiserem, jamais poderão convencer que votamos no Concílio diversos documentos junto com os demais, e não poderão jamais provar que “non placet” significa “placet”. Os Padres do Concílio não teriam jamais aceitado que a maneira de votar seja de tal modo ambígua, que se possa depois fazer que aqueles que disseram “não” pareçam ter dito “sim”. Não se tratava de uma reunião de imbecis! … É preciso uma forte dose de desonestidade para se lançar a tarefa de provar que o ”non placet” dos Padres do Concílio terminou por se tornar um “placet”. Por que não o contrário? É preciso muita convivência com espíritos tão desviados como os do Pde. * e do Pde. De *, que provam por sua própria atitude que o seu ”placet” pode vir a tornar-se um “non placet”, ou inversamente”. (14 de junho de 1990). — “A lista e as assinaturas dos Padres cujos nomes se encontram no volume IV, parte VII, pág. 804 dos documentos do Concílio indicam apenas os Padres que estavam presentes (ou representados N. de Le Sel de la Terre) em São Pedro quando foram sucessivamente apresentados os 4 decretos (sobre a Liberdade religiosa, sobre a Atividade missionária, o Ministério dos padres, a Igreja no mundo). É necessário má-fé para interpretar essas assinaturas como se fossem aprovações ao conjunto dos 4 decretos. É absurdo pensar que se possa assinar, aprovar ou recusar 4 decretos a um só tempo. (…) É evidente, e nós sempre afirmamos, que Mons. de Castro Mayer, Mons. Sigaud e eu mesmo votamos contra a Liberdade religiosa e a Igreja no mundo. Ao nos fazer passar por mentirosos, ao falsear os documentos, pode-se julgar a desonestidade do P. de… e dos que se apressaram em reproduzir estas mentiras.. (1 de junho de 1990). — “Deus é testemunha de que sempre recusamos assinar estes dois decretos. Se alguém pode lembrar-se disso, este alguém sou eu e não estes jovens que mal haviam nascido nos tempos do Concílio…!. (20 de abril de 1990). A declaração “Dignitatis Humanae” é compatível com a doutrina tradicional da Igreja? – http://permanencia.org.br/drupal/node/974

    Creio que seja o suficiente, para concluir que, Dom Lefevre e Dom Mayer, não assinaram a DH. Embora Dom Mayer tenha escrito circulares de como aplicar corretamente o Concílio, ele escreveu em 1974, um trabalho sobre a liberdade religiosa e o enviou diretamente a Paulo VI. O documento até hoje não recebeu nenhuma resposta, como tantos outros que até hoje aguardam respostas, e conhecemos bem.

  24. “Há de se pressupor que todo bom cristão deve estar mais pronto a salvar a proposição do próximo que a condená-la” EE, Santo Inácio de Loyola

    Sra. Gercione, antes de acusar outros de serem mentirosos ou acusar Dom Williamson por conta de suas declarações reducionistas, procure seguir este Conselho de Santo Inácio de Loyola. Ficar demonizando quem é contra a FSSPX, como a sra. Vem fazendo, só mostra o quanto a sra. está embebida de sentimentalismo, sectarismo e fanatismo.

    Quanto a sua resposta, a FSSPX anteriormente a retirada das excomunhões, defendia que eram nulas de direito, mas quando aceitou sua retirada caiu em contradição com aquilo que disse anteriormente. Em um dos muitos péssimos pronunciamentos de Dom Fellay, ele acusou aos três bispos de falta de fé e falta de realismo. Porém, os três bispos estavam certos e ele errado.A fé e o realismo de Dom Fellay, estavam em Bento XVI, este renunciou e em um ato de ruptura participou da criação do Papa Emérito ex nihilo. E o recado, que você disse que ele deu a tradição, se obscureceu. Isso de tal forma que “diante da atual conjuntura, jamais tomou alguma iniciativa no sentido de buscar regularização canônica para a FSSPX”. Provavelmente, a destruição dos Franciscanos da Imaculada e os problemas do IBP, tenha servido para mostrar que a tradição continua a não ser vista com bons olhos por Roma.

    A questão da declaração reducionista e da expulsão de Dom Williamson, já está batida e já foi refutada anteriormente (https://fratresinunum.com/2015/03/19/comunicado-da-casa-geral-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pio-x-2/). Dom Williamson não é Deus, é um homem, assim como Dom Lefevre, que assinou um acordo com Roma e voltou atrás. Seria Dom Lefebvre um cara de pau também?

    Dom Williamson manipular Dom Lefevre? Isso só pode ser píada, e de muito mau gosto! Mas este absurdo, revela que para você, Dom Fellay está acima de Dom Lefebvre! E talvez para todos os outros membros da FSSPX, pois a contradição entre Dom Fellay e Dom Lefebvre, é evidente. Hoje Dom Fellay é mais ratzingeriano do que tradicionalista. E como foi dito anteriormente, a questão da expulsão de Dom Williamson, já foi refutada em debate anterior: somente o Papa pode submeter um bispo a silêncio obsequioso. Para expulsar Dom Williamson, Dom Fellay se colocou acima do CDC, passou por cima dele.

    Recordando alguns acontecimentos, que os membros da FSSPX se esquecem e não querem lembrar:

    “Em 2011 Mons. De Galarreta escrevia:

    «Ir na direção de um acordo prático, significaria renegar a nossa palavra e o nosso compromisso com os nossos sacerdotes, nossos fiéis, Roma e com o mundo inteiro. Isto teria consequências enormes ad intra e ad extra.

    Do Ponto de vista doutrinal, por parte de Roma, não existe alguma mudança tal, a ponto de justificar a nossa. Ao contrário, os colóquios demonstraram que esses não aceitam em nada as nossas criticas.

    «Seria absurdo da nossa parte, ir em direção a um acordo prático, depois do resultado e das constatações dos colóquios. (…) Um tal comportamento manifestaria uma grave fraqueza diplomática da parte da Fraternidade. Para dizer a verdade: mais que diplomática. Seria uma falta de coerência, de retidão e de firmeza que teria como efeito a perda de credibilidade e de autoridade moral da qual gozamos.

    «O simples fato de empenhar-se sobre esta estrada, geraria entre nós a dúvida, disputas, desconfianças, partidos e, sobretudo divisões. Muitos dos Superiores e dos sacerdotes teriam legítimos problemas de consciência e se oporiam. A autoridade e próprio princípio de autoridade seriam colocados em questão, minados. (…) Consequentemente, não é o momento de mudar a decisão do Capítulo geral de 2006 (nenhum acordo prático sem a solução da questão doutrinal), não é correto, nem prudente lançar-se a preparar os espíritos em sentido contrário, antes que entre nós exista a convicção, o consenso e a decisão de mudar. (…) O contrário provocaria apenas a divisão e por reação as disputas e a anarquia. «Para o bem da Fraternidade e da Tradição, é preciso fechar o mais rápido a “caixa de Pandora”, para evitar o descrédito e a demolição da autoridade, para evitar as contestações, as discórdias e as divisões, talvez sem retorno». (Intervenção na reunião dos Superiores em Albano, 14 de setembro de 2011).

    A reação de Menzingen foi emotiva, irracional e dialética: «vos falta fé, realismo, vós sois revolucionários, obediência, graça do superior, o Papa nos quer, os nossos novos amigos de Roma… »

    Em março de 2012, em Cor unum, Mons. Fellay motivava a decisão de ir adiante com Roma, até a um acordo prático, apesar do fato de não ser de acordo sobre nada. Ele destruía com um sofisma a vontade do Capítulo de 2006.

    O resultado foi imediato. No espaço de algumas semanas, tudo aquilo que Mons. De Galarreta havia escrito, se tornou realidade. Ele realmente tinha um carisma para defender a fé dos batizados, enquanto o outro não era capaz de sair das suas “ilusões associadas a uma condição e que a tornam suportável”. Tudo foi dito e repetido muitas vezes, mas o superior não quis ouvir nada. Porque ouvir não é escutar e depois desprezar, mas compreender, argumentar e se for o caso refutar com um pensamento objetivo e não com afirmações gratuitas encharcadas de voluntarismo e de idealismo.”

    “Ora a vontade do Capítulo geral de 2006, a propósito das relações com Roma, era dúplice: «No caso em que um acordo com a Santa Sé, estivesse seriamente em vista, seria convocado um Capítulo extraordinário para tratar a questão» (Cor Unum outubro de 2006). «Na verdade, os contatos que ela [FSSPX] mantém esporadicamente com as autoridades romanas tem por único escopo de ajuda-la a reapropriar-se da Tradição que a Igreja não pode perder sem renegar a própria identidade, e não a busca de uma vantagem para si mesma, ou de chegar a um impossível “acordo” puramente pratico». (Declaração do Capítulo geral, 16 de julho de 2006).

    Ora, sobre estes dois pontos, o Superior geral contradisse publicamente a vontade do Capítulo. Ele buscou a realização de um acordo puramente pratico e não convocou para isto um Capítulo geral extraordinário, nem disse que o Capítulo administrativo há muito planejado, teria ocorrido.

    Um Superior geral que contradiz abertamente a vontade do Capítulo da sua Congregação pode ainda invocar a graça de estado?

    Faltar gravemente com os deveres de que foi encarregado, é este o melhor modo de “dispor-se a graça de estado” e de merecê-la “através de uma completa e continua docilidade aos convites do Espírito Santo.”? Como ter confiança em um Superior geral que despreza a vontade do Capítulo da sua Congregação? Se o Capítulo de 2012 não renega aquele de 2006, esse não poderá fazer menos que desaprovar um tal Superior, e poderia até destituí-lo muito legitima e canonicamente.” A graça de estado – http://salveregina.altervista.org/blog/arquivos/773

    Por fim, as conversações entre a FSSPX e Roma tiveram qual finalidade? Tudo o que foi discutido, naquelas reuniões, já era objeto de discussão, desde a década de 1990 no GREC. É muito estranho: debater o que já havia sido debatido em uma década de debates!

  25. “Excelente consideração: o dogma não condiz com a realidade constatada! Por que cabe a mim dar o oráculo? Ora, que cada um dê o seu…”

    Sr. Vitor José:

    Em primeiro lugar: a sua postagem nada tem haver com o tema do texto;
    Em segundo lugar: ninguém negou este dogma, ninguém pediu-lhe aula de catecismo;
    Em terceiro lugar: alguma coisa o sr. quis contestar com sua postagem, então, cabe ao sr. dar o “oráculo”. Tente argumentar e expor, assim, não fica parecendo protestante, que não argumenta, mas cita apenas capítulo e versículo da Bíblia.

  26. Minha concepção do Vaticano II pelo que já pesquisei : é um Concilio tão válido quanto os outros e nele debateram as hostes da igreja, os liberalistas, contra os tradicionais e aqueles, por serem muito mais audazes e toparem qualquer parada, valeram-se do “todos os meios justificam os fins” para se sobreporem e conseguiram no berro!
    Dessa forma, no Vaticano II reuniram-se como num congraçamento para traçarem unidos os planos de ação e se compunham de maçons, comunistas, protestantes e contavam ainda com a mídia globalista para lhes dar força e atribuir todos os erros ao Vaticano II.
    O lamentável é que os tradicionais, ao invés de os confrontar, desafiar de fato, teriam se omitido e se acuado!
    .

  27. Concordo plenamente Gederson. Existe uma crise sim na FSSPX, uma mudança de rumo, uma mudança de princípios. A FSSPX que Mons. Lefebvre deixou antes de morrer não é mais a mesma de hoje. A senhora Gercione pode não querer enxergar ou admitir isso aqui neste site, mas criticar e difamar o movimento de resistência a esses novos rumos da FSSPX (rumos liberais, doa a quem doer) que os padres fieis a Mons. Lefebvre estão fazendo é demais. O problema na FSSPX, desgraçadamente, é doutrinal, e é com imensa tristeza que dizemos isso. Os padres se posicionarem contra D. Fellay é mais do que justo, é ser fiel ao fundador, é ser anti-liberal, é ser católico.
    Seria preciso dizer aqui os problemas? A caridade exige que sim.
    A carta dos 3 Bispos contra o superior confirma que existe um problema doutrinal. O livro do pe Pivert e a revista dos dominicanos de Avrillé serem proibidos na FSSPX provam que o problema é doutrinal. A dificuldade de não distinguir mais a igreja conciliar da Igreja Católica, como Gustavo Corção fez logo no inicio da crise de maneira genial, prova novamente que o problema é doutrinal. Muitas provas estão aí, não vou ficar aqui lembrando de todas, basta ser realista e parar de viver em um conto de fadas. Dom Fellay afirmando que o concilio vat II é 95% aceitável… Mons. Lefebvre já disse algo parecido? Os liberais da FSSPX hoje adoram pegar as frases do fundador no começo da crise, quando ele ainda não tinha condições de medir todo o problema. Mas e depois dos anos 80? Como que ficou? Vai ser preciso colocar aqui de novo a falas do fundador dizendo que é necessário se afastar desta igreja para permanecer católico? E agora, depois de 50 anos de estragos que esse concilio fez e faz o tempo todo com todas as reformas que saíram dele, temos que ouvir o superior, sucessor de Mons. Lefebvre, dizer uma aberração dessas… que o vat II é 95% bom.
    Ouvir isso e se submeter é jogar 50 anos de luta dos padres fieis a Nosso Senhor no lixo.
    Me poupem!
    Hoje a situação é muito pior, estamos já no Assis III.
    E é tudo culpa deste concilio, o erro está na letra dos documentos e não apenas nas interpretações, o dia que a crise passar esse concilio vai ser anulado.
    Quem entendeu a posição de Mons. Lefebvre, a luta pelo reinado social de nosso Senhor, o liberalismo, a revolução, quem estudar isso a fundo, vai entender a crise da fsspx e vai ter que ficar contra o superior.
    Parabéns a resistência, um movimento fiel ao fundador, uma obra da Igreja Católica.

  28. Prezado Géderson, salve Maria.

    Sim, conheço estas palavras de Dom Lefebvre. Claro que não penso jamais que ele mentiu, mas que se enganou a respeito de tudo o que foi assinado ou não assinado durante as aulas conciliares e as votações finais. Ele realmente fez parte daqueles bispos que desde o início se opuseram a formulação da Dignitatis Humanae.

    Vamos explicar melhor isso, porque a questão realmente é complicada. O que teria acontecido foi o seguinte: primeiro, depois de várias idas e vindas, de vários debates acalorados, de várias acusações, disso e daquilo, ou seja, depois de muito “tira e põe”, os bispos finalmente resolveram votar individualmente a DH. Penso que realmente nesta hora Dom Lefebvre votou contra, recusando o documento. E é aqui que ele “pula nas tamancas” quando viu o padre (que foi ordenado por ele e que o traiu fundando uma sociedade Ecclesia Dei) afirmando que ele aprovou a declaração. Ou seja, na votação individual, realço, tenho convicção que Dom Lefebvre votou contra a DH. E votou mesmo.

    Porém, posteriormente quando a declaração foi promulgada em um bloco com outros três documentos, Paulo VI e outros dois mil bispos assinaram em conjunto aprovando simultaneamente este bloco de quatro documentos, e entre eles estava a DH (os outros três documentos são a Constituição sobre a Igreja no Mundo Moderno, o Decreto sobre a Atividade Missionária e o Decreto sobre o Ministério e a Vida dos Sacerdotes). É entre estas páginas que as assinaturas do Arcebispo Lefebvre e Dom Castro Mayer são encontradas, e isso é um fato histórico incontestável, ao que me parece.

    Realço: infelizmente para nós é nestas muitas páginas, é nestas centenas de páginas que foram usadas para aprovar o bloco de quatro documentos que estão as assinaturas de Dom Lefebvre, de Castro Mayer e dos bispos tradicionais que lutaram contra a DH. Porque todos estes heróis da fé, e eram em número aproximado de trezentos bispos, estes trezentos, vendo que foram vencidos, assinaram depois que Paulo VI deu o seu parecer favorável. Penso ser certo que Lefebvre considerava que o texto aprovado pela maioria dos padres e por Paulo VI, prestes a ser promulgado, devia ser católico, mesmo que interiormente ele estivesse convencido do contrário. Então ele assinou por humildade, no calor dos acontecimentos. Porém, posteriormente, como eu disse, passados três ou quatro anos ele recuou, porque após a poeira baixar conseguiu estudar com mais calma a questão. Felizmente para nós!

    Ou seja, “os trezentos” assinaram por humildade e submissão, e não por terem de fato aprovado a DH e a redação dos outros três documentos. Então fica a pergunta, prezado Géderson: Dom Lefebvre mentiu nas palavras colocadas por você acima? Não, não mentiu, porque quando ele votou individualmente ele votou contra a DH. Logo, ele falou a verdade. Mas e depois que Paulo VI aprovou em conjunto com todos os bispos, ele assinou junto com os demais bispos modernistas, aprovando a DH? Sim, ele assinou. E isso está mais do que provado, não tem como negar, porque os membros da igreja conciliar cansaram de demonstrar este documento com a assinatura dos dois prelados para qualquer pessoa ver. Aliás, não sei se você sabe, mas nem Dom Tissier nega isso, e ele é o biógrafo oficial de Lefebvre.

    Em 1990, com a permissão de João Paulo II o padre que demonstrou de forma cristalina que Dom Lefebvre havia assinado a aprovação final da DH publicou em sua revista (Sedes Sapientiae, Inverno de 1990), uma reprodução fotográfica da página original dos arquivos do Vaticano com a assinatura de Lefebvre próximo à parte inferior e o título “Declaratio de Libertate Religiosa” acompanhado pelos títulos dos outros três documentos no topo. Estamos falando aqui do original escrito à mão. A assinatura de Dom Lefebvre está aqui, veja com seus próprios olhos:

    http://www.culturewars.com/CultureWars/Archives/Fidelity_archives/SSPX8.htm

    Então, sabemos que Dom Lefebvre pode ter se enganado agora, no final da vida, porque ele se lembrou, e isso é natural, que ao votar individualmente ele votou contra a DH. E que, na mente dele, quando ele assinou a aprovação final, ele não estava aprovando a documentação, mas apenas fazendo aquilo que todos faziam quando das promulgações. E o que todos os bispos faziam quando das promulgações? Todos os bispos, vencedores e vencidos, assinavam. E Dom Lefebvre, neste momento, assinou, junto com Castro Mayer e Dom Sigaud, juntamente com “os trezentos”!!!

    Sempre cordialmente,

    Sandro de Pontes

  29. “Sra. Gercione, antes de acusar outros de serem mentirosos ou acusar Dom Williamson por conta de suas declarações reducionistas, procure seguir este Conselho de Santo Inácio de Loyola. Ficar demonizando quem é contra a FSSPX, como a sra. Vem fazendo, só mostra o quanto a sra. está embebida de sentimentalismo, sectarismo e fanatismo”.

    Senhor Gederson, se o que o senhor chama de “apostolado via internet” é se aproveitar de toda brecha que encontra pra descer a lenha nos Bispos da FSSPX, como o macaco que senta encima do rabo pra falar do rabo alheio, eu é que aconselho-lhe a seguir esse conselho de Santo Inácio de Loyola:

    ” Conselho ou aviso, sempre é melhor recebê-los com humildade do que dá-los sem ela. A humildade consiste em alegrar-nos com tudo que nos leva a reconhecer o nosso nada”.

    Nesse meio chamado “Resistência” até agora eu só achei ou gente ignorante demais ou arrogante em excesso. No seu caso, me parece que você se enquadra bem tanto num grupo como no outro e ao discutir com gente desse naipe, corremos o sério risco de ter que buscar logo um confessionário por causa dos pecados que eles nos levam a cometer.
    Cabe lembrá-lo que existem muitos acontecimentos na recente história da Igreja que não gostaríamos de lembrar: a renúncia de Bento XVI, a eleição pra lá de duvidosa de Bergoglio, o Sínodo da Sodomia e do Adultério entre outras coisas.
    O mundo deu uma volta de 180 graus e a única coisa que se tornou o cavalo-de-batalha para um bando de leigos ignorantes que se arvoram em ser a última barquinha da salvação fugindo da Roma em chamas, são as decisões administrativas do Superior de uma organização da qual sequer fazem parte!
    Agora durmam com um barulho desses! Parecem aqueles protestantes que depois de terem rompido com a Igreja, passam mais tempo rogando pragas em Roma do que pregando sua livre interpretação das Escrituras!
    Para os arautos da chamada “Resistência”, a SSPX se tornou a “grande prostituta da Babilônia”. É isso que lhes tira o sono, é isso que lhes faz perder o fôlego, que os levam a cometer os pecados mais graves contra alguns dos 10 Mandamentos da Lei de Deus e a passar horas a fio na internet tentando arrebanhar incautos para sua causa. Percorrem mar e terra pra fazer um prosélito e quando o ganham, o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles mesmos!
    “Essa medida reflete a decisão firme da USML de buscar um caminho autônomo em relação à FSSPX, não mais se alimentando basicamente de dissidentes desta, mas agora formando suas próprias vocações”.
    Como eu disse antes, desejo-lhes sorte nessa empreitada porque vão precisar e muito, pois apenas o insensato constrói a sua casa sobre a areia. Nada se constrói sobre a mentira e visando a destruição do outro!
    Dom Lefebvre ao fundar a SSPX a erigiu canonicamente como o homem sábio que edifica sua casa sobre a rocha e essa rocha é a Igreja. Sua obra foi aprovada pela Igreja, por decreto do Bispo de Lausanne-Friburgo (Suíça), Dom Charriere, em 1 de Novembro de 1970.
    Sua cegueira não lhe deixa ver a imensa incoerência daqueles que dizem defender Dom Lefebvre enquanto trabalham com afinco para destruir a obra de sua vida. Agem igualzinho aos modernistas que enchem a boca para citar Santos da Igreja como São Francisco e Santa Teresa de Avila, ao mesmo tempo que descaradamente destroem suas Ordens e regras.
    E não adianta citar trechos de sermões dos Bispos da SSPX para corroborar suas mentiras, porque um texto fora de seu contexto não passa de um pretexto.
    Eu poderia passar horas a fio rebatendo seus sofismas, mas não vale a pena. Discutir com os membros desse movimento sectário é o mesmo que jogar xadrez com um pombo: ele defeca no tabuleiro, derruba as peças e ainda sai voando e cantando vitória.
    Só posso dizer que conheço todos os Bispos da SSPX pessoalmente, recentemente tive oportunidade de conhecer também o Padre Franz Schmidberger que é o Reitor do Seminário de Zaitzkofen, uma das pessoas mais caluniadas por Dom Williamson. E o que não dizer de meu querido Pe. Niklaus Pfluger, amigo de longa data? Acha mesmo que eu vou deixar que um bando de pecadores públicos e ressentidos tenham a pachorra de vir aqui atacá-los e não vou defendê-los? É ruim hem! E nisso não há nada de sentimentalismo ou sectarismo, mas um dever de gratidão e caridade por aqueles que tanto me deram, tanto me ensinaram e que são meus intercessores diante de Deus.
    “A caridade não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade”.(S. Paulo, 1 Cor 13, 4-13)

  30. Bom dia,

    Recordando a pergunta que ficou sem resposta em uma postagem anterior:

    COMENTÁRIO do Sr. Evandro Santana

    “Evandro Santana
    6 julho, 2015 às 8:55 pm
    É meio irreal, pegar as frases de determinado momento (para aquele determinado momento) e aplicar para outro momento, como se fosse o mesmo. O autor parece mal intencionado nessa parte. Parece querer dizer que há contradições… acusem a Dom Marcel Lefebvre que a princípio queria um acordo com Roma, e a final viu que isso seria uma “operação suicídio” (é somente ver o sermão das sagrações episcopais). É mais ou menos o que acontece com quem deturpa as sagradas escrituras… (vide a poligamia para determinado momento). O que sim vi, foi má intenção do autor.”

    PERGUNTA SOBRE O COMENTÁRIO (COM O QUAL CONCORDO)

    “Francisco
    11 julho, 2015 às 1:04 pm
    Perfeito Evandro,
    Este post não pode passar despercebido….
    A pergunta que deve ser feita: Quem está sendo fiel a obra de Monsenhor Lefebvre?
    a) A Fraternidade, que segue o posicionamento de 1987, quando Monsenhor Lefebvre ainda acreditava num acordo com Roma (na forma como ela estava); ou
    b) a Resistência, que segue o último ensinamento de Monsenhor Lefebvre, segundo o qual “É então um dever estrito para todo padre que quer permanecer católico, de separar-se dessa Igreja conciliar, enquanto ela não reencontrar a tradição do Magistério da Igreja e da fé católica.”.
    Mais…
    A Fraternidade condena a ordem dada por Monsenhor Lefebvre, para que os padres se mantenham afastados de Roma?
    Ficam os questionamentos.
    Francisco”

    LINK: https://fratresinunum.com/2015/07/06/1987-padre-richard-williamson-rezemos-para-que-o-papa-de-jurisdicao-a-fraternidade-sao-pio-x/

    E pelo jeito, ficará sem resposta.

    Francisco.

  31. “Considerando… que Dom Fellay disse que na Fraternidade se estavam exagerando as heresias do Vaticano II;” (Arsenius, A Crise Atual, 04 fev. 2013, ).

    “Prefiro partir do princípio de que tem que se defender nossa fé. Este é o nosso dever. Aqui não há lugar para dúvida alguma. Conhecemos a nossa fé. Se alguém ataca nossa fé, dizemos: não! Mas daqui a dizer em seguida que, porque alguém ataca nossa fé, é herético, logo não é mais autoridade, logo seus atos não têm nenhum valor… Atenção, atenção, atenção!… Não nos metamos em um círculo infernal do qual não saberemos como sair. Nesta atitude existe um verdadeiro perigo de cisma” (D. Marcel Lefebvre apud Católicos Apostólicos Romanos. Nossa posição, na atual situação da Igreja. Informe Doutrinário. Campos-RJ, 22 ago. 1999, p. 27).

    Dado o exposto, acho que pessoas ligadas a Dom Williamson estão exagerando na terminologia.

    —————————————

    O que a Santa Sé tem exigido para o reconhecimento canônico de instituições ligadas a Dom Lefebvre?

    Resp.: o reconhecimento do CVII e da MN.

    ————————————–

    Cisma: “a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos.” (CDC, cân. 751).

    Após o CVI, cisma = heresia

    ————————————-

    Isso permite que à FSSPX e à USML, ou pelo menos aos seus membros, sejam feitas inumeráveis críticas. Mas não é meu objetivo aqui. No entanto, isso me chamou a atenção para o post.

    Está na hora de encerrar minha participação, pois não é meu objetivo aqui gerar discórdias e divisões…

  32. Quando nos referimos a um leigo idoso, usamos por deferência, o tratamento: senhor fulano. Pede-o, no mínimo, a boa educação… Se alguém não aceita o papa atual, diga-o claramente; se o reconhece como papa, trate-o, então, pelo menos com deferência! Porque este modo de falar está dando mais força aos inimigos da Santa Igreja na Resistência que sempre lhe fizeram.

  33. “Senhor Gederson, se o que o senhor chama de “apostolado via internet” é se aproveitar de toda brecha que encontra pra descer a lenha nos Bispos da FSSPX, como o macaco que senta encima do rabo pra falar do rabo alheio, eu é que aconselho-lhe a seguir esse conselho de Santo Inácio de Loyola”

    Sra. Gercione Lima, não me julgue por si mesma, não me acuse daquilo que a sra. mesmo faz. Quem está aqui sempre a descer a lenha na Resistência, a demonizando, é a sra.. Em meus comentários me referi apenas a D. Fellay, não desci a lenha nele, mostrei e argumentei acerca de proposições opostas a de Dom Marcel Lefebvre, e que, portanto, não podem ser salvas.

    “Nesse meio chamado “Resistência” até agora eu só achei ou gente ignorante demais ou arrogante em excesso. No seu caso, me parece que você se enquadra bem tanto num grupo como no outro e ao discutir com gente desse naipe, corremos o sério risco de ter que buscar logo um confessionário por causa dos pecados que eles nos levam a cometer.”

    Em todos os lugares existe o joio e o trigo, pessoas cultas e educadas, como pessoas grossas e mau educadas. Se a sra. encontrou apenas o que diz, isso mais uma vez prova o seu fanatismo. Se eu sou uma coisa e outra, seria fácil para a sra. me refutar, mas como podemos ver de suas respostas, existe apenas a repetição de coisas já refutadas. “Debater com a sra. não é muito diferente de debater com um protestante”.

    “Cabe lembrá-lo que existem muitos acontecimentos na recente história da Igreja que não gostaríamos de lembrar: a renúncia de Bento XVI, a eleição pra lá de duvidosa de Bergoglio, o Sínodo da Sodomia e do Adultério entre outras coisas.
    O mundo deu uma volta de 180 graus e a única coisa que se tornou o cavalo-de-batalha para um bando de leigos ignorantes que se arvoram em ser a última barquinha da salvação fugindo da Roma em chamas, são as decisões administrativas do Superior de uma organização da qual sequer fazem parte!
    Agora durmam com um barulho desses! Parecem aqueles protestantes que depois de terem rompido com a Igreja, passam mais tempo rogando pragas em Roma do que pregando sua livre interpretação das Escrituras!”

    Minha memória está muito boa, mas parece que a dá sra. é que falha, pois em comentário anterior, afirmou que o recado de Bento XVI foi claro:”A Tradição não mais será estigmatizada”. Ora, a renúncia de Bento XVI, e a criação do papado emérito ex nihilo com o consentimento do Cardeal Ratzinger, o Sínodo sobre a família e outras coisas, não são estigmatizações da mesma tradição da Igreja, que jamais seria estigmatizada? Ou a sra. pensa que a tradição é a FSSPX? E por que está me lembrando de algo que já mencionei em argumento anterior?

    Todos podem ver, que o ignorante aqui não sou eu, e não são os leigos da Resistência. Como dizem os Cartuxos “o mundo da voltas, mas a cruz permanece firme”, assim, as voltas dadas pelo mundo, não são nenhuma novidade. O que é novo é a Igreja dar voltas com ele, como o sol no Milagre de Fátima, que se movimentou de um lado para o outro. Se você e a FSSPX ainda não perceberam, a tradição é compreendida pelo Concílio e pós-concílio em um sentido historicista. Todos os meus comentários anteriores, mostram que não é apenas Roma que está pegando fogo, a própria FSSPX está pegando fogo. Dom Marcel Lefebvre, estabeleceu como critério para conversações com Roma a aceitação do magistério pré-conciliar por esta, aceitação de documentos como a Quanta Cura, o Syllabus, a Pascendi, etc, Dom Fellay vai na direção oposta e os protestantes somos nós? Como aceitar um Concílio que carece de uma hermenêutica da reforma na continuidade?

    “Para os arautos da chamada “Resistência”, a SSPX se tornou a “grande prostituta da Babilônia”. É isso que lhes tira o sono, é isso que lhes faz perder o fôlego, que os levam a cometer os pecados mais graves contra alguns dos 10 Mandamentos da Lei de Deus e a passar horas a fio na internet tentando arrebanhar incautos para sua causa. Percorrem mar e terra pra fazer um prosélito e quando o ganham, o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles mesmos!”

    Para os arautos da Resistência, a FSSPX, não se tornou a “grande prostituta Babilônia”. Todos podem ler o que argumentei aqui, a ruptura entre Dom Fellay e Dom Lefebvre é evidente. É isso que a Resistência demonstra, é diante disso que você e a FSSPX se calam. Em todo este debate você não foi capaz de responder nenhuma das demonstrações desta ruptura. A única coisa que faz é acusar, falar em pecado, que somos dignos do inferno… sobrou até para o autor do artigo, que teria incluido no mesmo uma mentira ao estilo Goebbels. Você fala muito e não diz absolutamente, não responde a mim ou a Resistência, mas a um espantalho que você criou.

    “Eu poderia passar horas a fio rebatendo seus sofismas, mas não vale a pena. Discutir com os membros desse movimento sectário é o mesmo que jogar xadrez com um pombo: ele defeca no tabuleiro, derruba as peças e ainda sai voando e cantando vitória.”

    Você demonstrar um sofisma? A única coisa que lemos em seus posts são acusações. Parece uma pessoa doutrinada para repetir um discurso sem respostas para questionamentos que estão além do que foi ensinado. Todos o que lerem este debate poderão constatar o que digo: a única coisa que você tem e usa, são falácias ad hominem, nada além disso. Se citar sermão dos bispos não serve para você, serve aos leitores para verem que Dom Fellay colheu o que plantou.

    Uma pessoa que afirma, mas não demonstra, que Dom Williamson manipulou Dom Lefebvre, apenas mostra o quão fanática é. Isso foi a coisa mais absurda e sem noção que já li na internet. O que é normal para uma pessoa que demoniza a Resistência e DW.

    Dou por encerrado minhas respostas as suas acusações. Não vale a pena perder meu tempo rebatendo acusações e falácias ad hominem, que se renovam em um comentário após o outro. Deus cure a sua cegueira, o seu fanatismo e sectarismo!

  34. Sobre o que Carlos Ribeiro se refere:

    “Estas últimas, que as enviei para o senhor no ano passado, Sr. Editor, aparecem na linha abaixo da assinatura do Arcebispo Lefebvre, em sua própria e idêntica caligrafia, a expressão Ego procurator pro… Augustinus Grimault”. O Arcebispo Lefebvre também assinou o documento final por procuração, em nome de um amigo ausente, Bispo Auguste Grimault – prova positiva de que essas assinaturas fotocopiadas não pertencem a uma lista dos que estavam presentes naquele dia para a votação. Na verdade, as regras do Concílio proibiam qualquer votação por procuração ou delegação: elas permitiam somente a assinatura por procuração no documento final oficial após o papa ter aprovado e assinado (Ver A. S. Vol III, Parte VIII, p. 184)”

    http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/concilio-vaticano-ii/diversos/715-marcel-lefebvre-signatario-da-dignitatis-humanae

  35. Senhores editores do Frates in Unum, acredito ter havido alguma falha na publicação do meu comentário, portanto estou enviando-o novamente.

    —//—

    Tentarei ajudar, uma vez mais, os colegas comentaristas a compreenderem o primeiro comentário feito pelo sr. Vitor José, republicando a seguir o comentário que deixei anteriormente. Peço encarecidamente aos colegas, em especial aos senhores Santiago R., Gederson e, por incrível que pareça, ao próprio sr. Vitor José, já que o mesmo mostrou-se um tanto confuso no comentário subseqüente, que leiam o que segue abaixo e, principalmente, o que consta no link recomendado.

    —//—

    Prezados Santiago R. e Gederson, ao que parece, os senhores não entenderam o que o comentarista Vitor José escreveu acima (primeiro comentário do mesmo). Ele quis apenas demonstrar que a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é, necessariamente, una, santa, católica e apostólica. Ocorre que, ao final do comentário, ele deixou uma sutil ironia que acredito ter escapado à percepção dos senhores. Em outras palavras, o que ele disse foi simplesmente que, dada a definição de Igreja que conhecemos pelo seu Magistério, o que precisamos saber agora é onde ela se encontra nos dias de hoje. Só isso, e mais um gracejo dizendo que a resposta ficaria para uma outra oportunidade. Mas, como eu não preciso ficar esperando a sua resposta, pois a solução desta questão já é arquiconhecida, deixarei um link a seguir com a explanação mais que abalizada dada precisamente por aquele o qual podemos dizer com certeza ser o motivo de estarmos aqui comentando este tema e especificamente neste site: Dom Marcel Lefebvre. Ponto e não se discute; leia-se.

    http://www.beneditinos.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17:a-visibilidade-da-igreja-e-a-situacao-atual-&catid=3:dom-marcel-lefebvre&Itemid=59

    In Corde Jesu et Mariae, semper,

    Léo Oliveira

  36. Sr. Vitor José, o sr. usa metade das palavras de Arsenius, Dom Lefevre fora do contexto, e conclui:

    “Dado o exposto, acho que pessoas ligadas a Dom Williamson estão exagerando na terminologia”.

    Parece me que falta a demonstração dos exageros em nossa terminologia. Não podemos advinhar quais seriam estes exageros, mais uma vez cabe ao sr. dar o “oráculo”.

    Quanto o reconhecimento do Concílio e do NOM, parece que falta isto também a Igreja, conforme disse o então Cardeal Ratzinger:

    “Isto significa que o próprio Concílio deve ser revogado? Certamente que não. Significa apenas que a recepção autêntica do Concílio ainda nem sequer começou. O que devastou a Igreja depois do Concílio não foi o Concílio em si mesmo, mas sim a recusa em o aceitar. (…) Portanto, a nossa tarefa não é suprimir o Concílio mas descobrir o autêntico Concílio e aprofundar a sua verdadeira intenção à luz da experiência presente”.Cardeal Ratzinger, Principles of Catholic Theology, p.390

    O Cardeal Ratzinger,sempre aceitou e reconheceu o Concílio, mas como se aceita e se reconhece o que ainda deve ser descoberto?

    No mesmo livro, o então Cardeal Ratzinger diz:

    “O facto é que, como Hans Urs von Balthasar referiu, já em 1952, (…) Ela [a Igreja] tem de renunciar a muitas das coisas que Lhe têm até agora inspirado segurança e que Ela aceitou como certas. Ela tem de demolir bastiões há muito existentes e confiar somente na protecção da Fé”. Cardeal Ratzinger, Principles of Catholic Theology, p.391

    Um detalhe importante é que, Urs Von Balthasar, escreveu o livro “Abater os bastiões” em resposta a Encíclica Humani Generis de Pio XII que condenava a Nouvelle theologie. Mas o que seriam as coisas que a Igreja tinha a Igreja tinha aceitado como certas e lhe inspirava segurança? Quais bastiões deveriam ser demolidos, para que ela pudesse confiar somente na fé? Um Concílio Ecumênico é um bastião, o Papado e o Magistério foram os bastiões contra os quais Von Balthasar se levantou. O mesmo Ratzinger que disse essas palavras, falou da hermenêutica da reforma na continuidade, que certamente não deve ser um bastião e com toda certeza, não é algo que a Igreja aceitou como certa e lhe inspirou segurança até antes do Concílio. Sem saber a que a Igreja renunciou como certas, que lhe inspirava segurança e sem saber quais bastiões caíram, é inútil falar em hermenêutica da reforma na continuidade. Isso sem contar que a continuidade é um pressuposto para a reforma: ninguém pode imaginar a reforma na continuidade de uma casa, podemos, então, imaginar uma reforma na continuidade, onde foram demolidos bastiões?

    Curioso para a questão, é o caso da Divino Afflante Spiritu. Resumidamente, entre 59 e 60 (cito de cabeça) Padre Alonso Schokel, faz uma interpretação modernista da encíclica, o Padre Lyonnet uma interpretação modernista do dogma do pecado original e o Padre Zerwick uma interpretação de Mateus que nega o primado petrino. Mons. Antonino Romeo e Spadafora refutam, o Santo Ofício condena diretamente com um Monitum o Padre Lyonnet e Zerwick (1960) e indiretamente o Padre Schökel (usa os mesmos princípios dos outros Padres em sua exegese…), ambos são destituídos de sua cátedra de ensino no Pontifício Instituto Biblico. Paulo VI, assume o Papado e dois anos depois ambos os Padres são reintegrados às suas cátedras de ensino, sem nenhuma explicação ou retificação da interpretação condenada pelo Santo Ofício, o que acaba por invalidar a mesma e autorizar a hermenêutica da ruptura feita por ambos Padres. E depois de observar isto na Divino Afflante Spiritu, Paulo VI vai dizer:

    “uma falsa e abusiva interpretação do Concílio, que seria uma ruptura com a Tradição, também doutrinal, chegando ao repúdio da Igreja pré-conciliar, e a licença de conceber uma “nova” Igreja, quase re-inventada do seu interior, na constituição, no dogma, no costume e no direito (Declaração conciliar de “6 de março de 1964”, repetida em “16 de novembro de 1964)

    A interpretação da Divino Afflante feita pelo PadreSchokel, do dogma do pecado original pelo Padre Lyonnet e do primado petrino pelo Padre Zerwick vão na mesma linha: rompem com a tradição exegética da Igreja. O Santo Ofício cumpre o seu papel e estanca o problema com o Monitum, e Paulo VI desautoriza publicamente essa condenação que estanca o problema e ainda dissolve o Santo Ofício em 1966 e o problema do Concílio é apenas uma questão hermenêutica? O problema da Divini Afflante Spiritus também era hermenêutico, foi resolvido pelo Santo Ofício e depois deu no que deu…

    Padre Schokel, Padre Lyonnet e Padre Zerwick, não fizeram nada diferente do que hoje faz o Cardeal Kasper. Salta aos olhos na Igreja Conciliar, que existem homens que não possuem a mesma fé, mas possuem a mesma liberdade. É como se Ário continuasse na Igreja junto a Atanasio…

  37. Bem, sobre essa polêmica eu tomo parte ao lado da Gercione.

    É preciso dizer que dom Williamson é um desatinado. Seu único objetivo visava tomar o poder da sspx e derrubar dom Fellay. Igualava-se aos piores modernistas que pediam a renúncia do Papa, tanto João Paulo II como Bento XVI. São inúmeras as suas cartas pedindo a renúncia de Dom Fellay.

    Este jamais traiu o dogma católico ou fez qualquer acordo com o Vaticano que os obrigasse a aceitar o concílio vaticano segundo. Até Dom Lourenço Fleichman que ficou desconfiado das ações de Dom Fellay, tranquilizou-se quando viu as resoluções do último capítulo geral.

    Não só Dom Lourenço. Se Dom Fellay tivesse cometido esses crimes todos que a resistência insiste em tirar do contexto, seria natural que os outros bispos agissem de modo a neutralizá-lo na sspx. Mas o que se viu é que tanto dom Alfonso de Galarreta, como Bernard Tissier de Mallerais, se mantiveram FIEIS a seu superior geral. Isso não implica dizer que esses bispos não tenha exortado e alertado dom Fellay acerca de algumas de suas declarações. É assim que um católico deve agir. Corrigir fraternalmente. Não só esses dois bispos, mas todos os superiores gerais dos distritos da sspx se mantivera, fieis ao superior geral.

    Muito diferente foi dom Williamson, que partiu para as invectivas e tornou propositalmente insustentável sua permanência na fraternidade. E depois da saída as tentativas lamentáveis de cooptação de padres da sspx.

    Além da maioria esmagadora ter permanecido fiel a dom Fellay, as estrelas intelectuais da mesma também se mantiveram fieis a seu superior. São os casos dos padres Álvaro Calderon e Jean-Michel Gleize, que produzem materiais abundantíssimos com refutações acerca do CV II.

    Não é possível que tanta gente tenha permanecido no erro ao se manter fiel a Dom Fellay.

    O bispo rebelde deveria humilhar-se e pedir perdão a dom Fellay e solicitar seu retorno para uma obra que nasceu no seio da Igreja e teve sua aprovação por esta.

  38. Caro Sandro,
    Salve Maria!

    Agradeço a sua resposta. Essa polêmica também aconteceu na Itália, onde o Prof. Paollo Pasqualucci, escreveu:

    “Paolo Pasqualucci. Ancora sulla pertinace quanto infondata accusa a mons. Lefebvre di aver “approvato”, firmandoli, tutti i documenti del Concilio.
    http://chiesaepostconcilio.blogspot.com.br/2015/07/paolo-pasqualucci-ancora-sulla.html

    No texto, ele defende a tese de que “a “assinatura” final, requerida pelo Papa a todos os Padres Conciliares, se deve entender como um atestado da participação dos bispos na promulgação dos documentos conciliares, não como declaração de uma aprovação dos mesmos no mérito”. O texto aborda todos os pontos mencionados por você, respondendo a Rádio Spada e Antônio Socci. Assim, que estiver com meu computador em mãos (escrevo de um tablet), irei traduzir e te envio.

    Uma coisa é certa: Dom Lefebvre, jamais defenderia que a liberdade religiosa foi coisa mínima, como defendeu Dom Fellay.

    Fique com Deus.

  39. Pedro Henrique, com relação a seu comentário, ele está previamente respondido nas respostas que dei a sra. Gercione Lima. Já quanto a sua afirmação “Não é possível que tanta gente tenha permanecido no erro ao se manter fiel a Dom Fellay”, devo lhe perguntar:

    Então, não é possível que tanta gente tenha permanecido no erro com Dom Fellay, mas é possível que o Papa e 2.500 Bispos tenham produzido os erros (em que toda a Igreja ainda permanece) e que os Padres Calderón e o Padre Michel Gleize refutam?

    Se as coisas são assim, é porque a FSSPX deve ser a Igreja de Cristo, fora da qual não existe salvação…

  40. Prezado Géderson, salve Maria.

    Que bom que nos entendemos. Penso que é isso mesmo, como disse, que Dom Lefebvre não aprovou realmente a DH, até porque ele votou contra ela, mas que sim, ele assinou o documento quando da sua promulgação, o que correspondeu a aquilo que lhe falei: vencedores e vencidos assinando junto com Paulo VI davam provas da unidade moral que sempre regeu a Igreja em todos os tempos.

    E a polêmica continuará porque os tradicionalistas irão dizer que Lefebvre ao assinar o que assinou não estava aprovando nada, como neste artigo que você mostrou, e os conservadores irão dizer que ao assinar ele estava sim manifestando de forma expressa a sua aprovação.

    Eu tenho a firma convicção que ele assinou o documento final por humildade. Penso que quando ele viu dois mil bispos assinando junto com Paulo VI ele pensou: “será que está todo mundo errado e só eu estou com a razão?”. Então assinou e pelo menos oficialmente deu sua adesão a declaração. Lembrando que teve alguns bispos que não a assinaram neste momento, embora estes não tenham manifestado o motivo.

    Ah, em tempo: no livro “Do Liberalismo a Apostasia” Dom Lefebvre explica que depois de tantas idas e vindas os bispos não estavam se entendendo de jeito nenhum e nada fazia com que uma redação final fosse aprovada. Então Paulo VI, constantando este fato, e precisando fazer com que a DH fosse aprovada, acrescentou a famigerada frase ” (a DH) em nada afeta a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo”. Até os 48 minutos do segundo tempo, esta frase não existia.

    Então, de uma hora para outra, todos os bispos do mundo que estavam resistindo bravamente ao texto da DH o aceitaram. Mas o mais impressionante é que o restante do documento não foi alterado em nada. Ou seja, o texto da DH tal como está hoje foi rejeitado pelos bispos no concílio. Depois, com este acréscimo, eles o aceitaram, sem se darem conta, talvez, que o texto continuava péssimo, apesar do “selo de qualidade” colocado por Paulo VI.

    Tudo isso só dá ensejo para compreendermos cada vez mais que talvez os bispos católicos tenham verdadeiramente participado do engando do qual fala São Paulo. Na hora, eles tinham a intenção de se manter fiéis a doutrina católica, é o que tudo indica, de acordo com esta informação prestada por Lefebvre. Então, foram enganados. Aprovaram pensando estar aprovando a doutrina tradicional da Igreja. Portanto, não houve apostasia no sentido de que aprovaram conscientemente uma doutrina condenada pela Igreja sabendo que ela era condenada pela Igreja. Aprovaram uma doutrina horrível, má, heretizante ou propriamente herética achando que estavam aprovando doutrina católica.

    É o grande engano previsto para o fim dos tempos, ao que tudo indica.

    Abraços,

    Sandro de Pontes

  41. Uma coisa é certa: O diabo faz a panela, mas não faz a tampa. As pessoas esquecem que a mentira tem perna curta…Mais dia ou menos dia… A verdade aparece.
    Até lá prosseguem jogando seu bolinho de barro na parede pra ver se cola…rs

  42. Sr. Francisco, Salve Maria!

    Primeiro, se o senhor gostaria mesmo que eu tirasse sua “dúvida” em relação ao assunto, que entrasse em contato comigo. Meu blogue e a forma de entrar em contato, sempre deixo e m público, é só clicar em meu nome. Pois tenho muitíssimas ocupações, e talvez por isso, não pude ver sua pergunta (Não fico 24 horas por dia na internet pela graça de Deus) e peço desculpas por não ter visto. Meus comentários são raros, já para não precisar me ocupar muito aqui. Somente para esclarecer o tema de não haver lhe respondido. Mas qualquer coisa, na próxima fique a vontade para fazê-lo, qualquer pessoa com boa intenção sempre será bem-vinda.

    Bom… enquanto a primeira pergunta:
    a) “A Fraternidade, que segue o posicionamento de 1987, quando Monsenhor Lefebvre ainda acreditava num acordo com Roma (na forma como ela estava); ou
    b) a Resistência, que segue o último ensinamento de Monsenhor Lefebvre, segundo o qual “É então um dever estrito para todo padre que quer permanecer católico, de separar-se dessa Igreja conciliar, enquanto ela não reencontrar a tradição do Magistério da Igreja e da fé católica.”.

    Resposta: antes de tudo, saiba o senhor que falo somente de acordo com o que penso e conheço. Respondo com umas perguntas. O senhor acha que Dom Lefebvre no fim de sua vida, continuou apoiar a separação da Igreja com o estado, como fazia antes, mesmo sendo um arcebispo? Quem conhece sua vida sabe bem, que antes de tomar posturas “radicais”, ele apoiava essa questão. Depois se arrependeu e não teve medo de voltar atrás.
    Qual foi a última posição dele em relação à isso (sobre a igreja conciliar)? Responda o senhor mesmo em sua consciência. Em princípio a que fica é a última. Com isso espero ter respondido sua questão.

    Enquanto a segunda questão: veja o senhor mesmo… com os atos da fraternidade de regalias a Roma… condena ou não condena? Eu nem acho que essa seria a questão… o problema está no modo como eles estão fazendo. Por quê mudar de opinião se uma situação permanece a mesma? Vide as posições de Dom Fellay, que raro… um sucessor de Dom Lefebvre ir contra a postura de seu fundador, em relação às visões positivas sobre Roma… e lembremos que a situação de Roma só piorou, e como disse o senhor mesmo… a última postura de Dom Lefebvre foi a de “se afastar dessa igreja conciliar”.

    Obs: Para os que tenham dúvida. EU NÃO SOU SEDEVACANTISTA.

    Salve Maria!