Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Por FSSPX | Tradução: FratresInUnum.com – A Fraternidade São Pio X toma conhecimento, pela imprensa, das disposições que o Papa Francisco estabeleceu por ocasião do próximo Ano Santo. No último parágrafo de sua carta dirigida, em 1º de setembro de 2015, a Dom Rifo Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Santo Padre escreve: “estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.

A Fraternidade São Pio X expressa seu agradecimento ao Sumo Pontífice por esse gesto paternal. No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com absoluta certeza, na jurisdição extraordinária conferidas pelas Normae generales do Código de Direito Canônico. Por ocasião deste Ano Santo, o Papa Francisco quer que todos os fiéis que desejam se confessar com os sacerdotes da Fraternidade São Pio X possam fazê-lo sem serem importunados.

Neste ano de conversão, os sacerdotes da Fraternidade São Pio X procurarão exercer com renovada generosidade seu ministério no confessionário, seguindo o exemplo de dedicação infatigável que o Santo Cura D’Ars deu a todos os sacerdotes.

Menzingen, 1° de setembro de 2015

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36 Comentários to “Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.”

  1. E houve quem dissesse que a FSSPX ficaria “indiferente”… rsrs

    • A boa educação manda que seja dada uma resposta. Afinal, não é um qualquer, trata-se do papa, apesar de tudo. Ficar omissa só traria prejuizos à Fraternidade.

      Se por acaso você e os outros “MAVs de Francisco” lerem notícias do tipo “FSSPX convoca seus fieis para validar seus sacramentos no Ano da Misericórdia” vindas de fontes confiáveis, volta aqui para proferir seus gracejos. Não esqueça de citar o Código de Direito Canônico.

  2. Só uma dúvida o papa diz “recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”, isto quer dizer os sacramentos eram “inválidos” e que se tornaram válidos, porque o papa assim o deseja?!! Não há aqui alguma coisa estranha… então as missas e os outros sacramentos realizados pela Fraternidade São Pio X são inválidos!!!

    • Sim. É isso. Segundo muitos.

    • Luis, é incontroverso que as missas, batismos, crismas, unções dos enfermos e ordens administradas pela Fraternidade Sacerdotal S. Pio X são válidos (5 dos 7 sacramentos). A Santa Sé jamais o negou, e nem poderia fazê-lo, pois a Teologia Sacramental deixa isso bem claro. Não há qualquer discussão quanto à validade desses 5 sacramentos (a discussão é outra: quanto à licitude da administração de tais sacramentos, não quanto à sua validade. Se tiver dúvidas sobre a diferença entre validade e licitude, um bom manual de teologia, na parte sacramental, pode esclarecer).

      Contudo, há dois sacramentos (confissão e matrimônio) que, para serem validamente celebrados, necessitam também do poder de jurisdição. Não havendo esta jurisdição, o sacramento é inválido (não ocorre, inexiste como sacramento). É aqui que a controvérsia se instala, pois a FSSPX não teria jurisdição. E não, não é possível equiparar os outros 5 sacramentos com estes 2, pois nos outros 5 a falta do poder de jurisdição não os invalida. Novamente, se tiver dúvidas sobre estes critérios técnicos, sugiro consultar um bom manual de teologia sacramental.

      A FSSPX tem plena noção disso, de modo que faz uma discussão refinada sobre a questão da suplência da jurisdição. Os sacerdotes da FSSPX têm plena noção, como bem formados que são, do problema envolvendo a falta de jurisdição e a invalidade das confissões e dos matrimônios. Por isso, entendem que estão em um estado especial em que há suplência de jurisdição. De novo: o assunto é técnico, exige um estudo específico para compreensão, e não é correto equiparar a questão da validade da Missa com a da validade da confissão e do matrimônio. Os próprios padres da FSSPX sabem disso.

      Portanto, o que o Santo Padre estaria fazendo seria justamente conceder esta faculdade para confessar, suprindo a jurisdição até então inexistente, tornando o sacramento da confissão válido. Já a FSSPX entende que, dado o estado de necessidade em que se encontraria a Igreja, esta jurisdição já lhe era concedida, de forma extraordinária, em razão da gravidade da situação, em favor do bem das almas. Seja qual for a posição que se assuma, ambos os lados sabem bem que, sem jurisdição, estes dois sacramentos específicos (matrimônio e confissão) são inválidos, e não se deve misturar esta questão com a questão da validade nos outros 5 (eucaristia, batismo, crisma, unção dos enfermos e ordem).

    • Os sacramentos do matrinônio, da crisma e da penitência dependem diretamente da jurisdição do Bispo local e da plena comunhão com ele. Eis a razão.

    • É devido ao fato de que o Sacramento da Penitência não depende apenas da ordem, mas também do poder de jurisdição (Cat. S. Pio X, 678 e outros).

    • Não é isso, os sacramentos realizados pela FSSPX – como estamos carecas de saber – são válidos, porém ilícitos, pois ainda estão com algumas irregularidades canônicas. O que S. S. Papa Francisco fez foi, paternalmente, colocá-los dentro nas normas canônicas lícitas no que diz respeito ao sacramento da reconciliação.

    • Não penso que assim eja… Jamais houve dúvida da validade dos sacramentos celebrados pelos sacerdotes da Fraternidade… a discussão que existe é sobre a liceidade… e foi muito agradável ler o texto do Papa Francisco reconhecendo ambas… ainda que a liceidade esteja condicionada a este ano da misericórdia…

    • PS… Estou pressupondo a situação de anormalidade para a validação dos sacramentos da Confissão e Matrimônio…

  3. De verdade me emocionei. Parabéns aos dois (Papa Francisco e FSSPX), Deus permita que a regularização venha logo!

  4. Comunicado corretíssimo da Fraternidade Sacerdotal, dado seu destinatário, um Sumo Pontífice e não um presidente de associação de moradores.

  5. Luís, no Sacramento da Penitência, além dos elementos normais que temos em todos os sacramentos (matéria, forma e ministro com a devida intenção), a jurisdição dada ao ministro (pois se trata de um poder semelhante ao de um tribunal) também é um elemento essencial na absolvição dos pecados (ou seja, um padre sem ele não pode absolver lícita e validamente). Em condições extraordinárias, contudo, a Igreja garante essa jurisdição a todos que foram ordenados, como é o caso de um padre que não exerce mais seu ministério por ter pedido a dispensa para se casar. O argumento da FSSPX é que estamos em condições anormais devido à crise e, por isso, seus sacerdotes seriam ministros válidos da Confissão já que atuariam sob o império dessa jurisdição extraordinária.

  6. Caro Luiz,

    Para que um padre administre validamente a confissão, é necessário que tal faculdade lhe tenha sido conferida pelo ordinário local ou pelo direito canônico. Os padres da Fraternidade, em geral, não gozam desta faculdade, o que levanta um debate acerca da validade das confissões por eles realizadas são ou não válidas.

    A questão é mais sutil do que muitos dão a entender, pois existe o erro de fato e de direito e problemas atinente a jurisdição extraordinária que tornam o debate complexo.

    Assim, uma vez que o Papa em pessoa está concedendo esta faculdade, tem-se que, ao menos neste Ano da Misericórdia, as confissões serão válidas.

    Abs.

  7. Resposta perfeita. Breve, prudente, clara e respeitosa; assim como Dom. Lefebvre respondia suas cartas dirigidas aos Sumos Pontífices Paulo VI e João Paulo II. Nunca de modo salgado ou grosseiro.

  8. “A Fraternidade São Pio X expressa seu agradecimento ao Sumo Pontífice por esse gesto paternal. No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com ABSOLUTA CERTEZA, na jurisdição extraordinária conferidas pelas Normae generales do Código de Direito Canônico”.

    Mais claro que isso impossível, mas infelizmente para aqueles que fizeram de sua guerrinha particular contra a SSPX, a sua raison d’être, é preciso ainda caçar pêlo em ovo.
    Somos indiferentes sim à “concessão” porque nunca nenhum fiel da SSPX se absteve de confessar com os padres da Fraternidade por causa de controvérsias de canonistas.
    Mas a partir do momento em que parte do Pontífice em exercício, qualquer medida que diz respeito à Fraternidade, manda a educação e o respeito pelo Ofício que ele representa, responder com cordialidade e em caráter oficial.
    Além do mais, acho que nunca é demais recordar aos agourentos de plantão que por ocasião da anulação das excomunhões OS QUATRO BISPOD DA SSPX UNANIMEMENTE ASSUMIRAM O COMPROMISSO DE EVITAR CRÍTICAS PÚBLICAS QUE DESRESPEITEM A PESSOA DO SANTO PADRE E QUE SEJAM DANINHAS À CARIDADE ECLESIAL.

  9. Qual a parte do falta plena comunhão o senhor não entendeu?

    Roma está mentindo, então?

  10. Não tem acordo. A Fraternidade está se dirigindo ao papa, não a um velho da esquina, por isso não pode agir sem respeito.
    Outra coisa, os sacramentos da Fraternidade são e sempre foram válidos e lícitos graças ao estado de necessidade e conseqüente jurisdição de suplência, com ou sem Ano da Misericórdia.
    Eu acho que a Fraternidade deveria ter dado enfoque a esse detalhe, mas não deu; podemos fazer nada.
    Oremos pela Fraternidade e por Dom Fellay, para que ele não faça nenhuma loucura como um acordo com Roma numa hora dessas.
    Não tem nenhuma possibilidade da Fraternidade fazer acordo numa situação da Igreja como essa e com um papa como esse. Deus me livre. Iria acabar como a FSSP ou a Administração.

  11. Concordo com você, José Renato. Foi educada e não rancorosa. Se fosse como alguns aqui, teria dado de dedo no Sumo Pontífice retrucando que o sacramento ministrado pela Fraternidade sempre foi válido e coisas do tipo.

    Não houve espaço pra isso e ponto. Melhor assim. Existe um tempo pra cada coisa. Atitude nobre do Papa e nobre também da Fraternidade.

  12. O Papa Francisco diz que os sacramentos agora são “válidos e lícitos” (o mais incrível, por um ano somente). Ora bolas, se agora são assim, é porque antes não eram. A Neo-FSSPX então agradece a atitude paternal. Desatem este nó por gentileza.

  13. Só eu li o que segue? Sério que ninguém viu o óbvio?

    No ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com absoluta certeza, na jurisdição extraordinária conferidas pelas Normae generales do Código de Direito Canônico

    Há quem julgue que a FSSPX deveria dizer: “Em que pese o ato do Papa, ele que se exploda etc…”.

    Se não falar assim é sinal de acordo!

    E mais, faz uns 5 anos que Dom Williamson fala que um acordo é iminente. 5 anos! Aí fica fácil prever um acordo, né?

  14. Gostaria de saber qual Código Canônico a FSSPX se refere nesta carta? Ao promulgado pelo São João Paulo II, pós-CVII? De fato, o Papa foi muito misericordioso em tornar válidas as confissões, antes inválidas, dos fiéis que frequentam a FSSPX. Espero que todos façam CONFISSÃO GERAL, para dar uma garantida nos pecados não perdoados do passado. Valeu!

  15. A FSSPX tem certeza da licitude de seus sacramentos. O comunicado só expressa o que muitos teimam em negar: que apesar do estado de necessidade, que faz a FSSPX continuar a ter os sacramentos lícitos sem a jurisdição, ela reconhece no Papa Francisco o legítimo sucessor de Pedro. Só que ela sabe que nem tudo que sai da boca dele é magistério, diferente de muitos… e continua a se firmar no que sempre foi a fé da Igreja.

  16. “Suprema lex: salus animarum”. A lei suprema na Igreja é a salvação das almas. É algo tão óbvio que não se faz mister prová-lo. Perante tal ato de misericórdia, no entanto, forçoso se faz provar porque não se declara definitivamente que os bispos e sacerdotes da FSSPX têm a jurisdição de atender confissões válida e licitamente? Em outras palavras: porque não houve misericórdia em evitar que a FSSPX fosse molestada antes do ano da misericórdia e seja-o também depois dele? Francamente que não entendo misericórdia só por um ano!.
    Quer dizer, outrossim, que na mente do Santo Padre, o Papa, as milhares de confissões atendidas pelos padres e bispos da FSSPX foram invalidas e ilícitas. E seria tão fácil para ele, evitar tamanho prejuízo para as almas! e, segundo declaração da FSSPX, teria evitado tantas importunações à mesma. . Penso que se deveria pensar não só numa misericórdia limitada de um ano, mas também na justiça e misericórdia segundo o Sagrado Coração de Jesus.
    Com este ato, implicitamente o Santo Padre, o Papa, está reconhecendo que há fiéis que não se confessam com os padres da FSSPX por causa da “suspensão”. E é fato inegável. E considerando que são mais ou menos uns 600 padres, não é isso já um grande prejuízo para as almas remidas com o Sangue do Cordeiro Imaculado?
    Penso, no entanto, que o Sumo Pontífice esteja querendo dar a entender que deseja levantar esta suspensão. Mas que a FSSPX não faça nenhuma pactuação e nem se arrefeça no combate ao Modernismo.
    Que o Sacratíssimo Coração de Jesus tenha misericórdia de todos nós!

  17. Nota de agradecimento? Sem essa! O que eles disseram foi: Obrigado, mas não precisamos disso, sempre nos baseamos, com absoluta certeza, na jurisdição
    extraordinária conferida pelas Normae generales do Código de Direito Canônico. Só que agora, durante este ano, não vão nos apurrinhar!

    Mesmo o Papa Francisco dispondo por ocasião do Jubileu da Misericórida que aqueles que “se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados” e sinalizar a confiança de
    “que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade”, parece ainda haver um longo caminho a ser percorrido,sobre tudo quando a Fraternidade sinaliza o quanto ainda é dura e obstinadamente apegada às suas convicções, ainda que sejam erradas. Em nota de agradecimento, a Fraternidade declarou que “no ministério do sacramento da penitência, ela sempre se apoiou, com absoluta certeza, na jurisdição extraordinária conferida pelas Normae generales do Código de Direito Canônico”.

    Ora, a validade dos sacramentos da Penitência e do Matrimônio dependem sim, segundo o Direito Canônico, de questões relacionadas à jurisdição e ao ordinário, com supressão desta jurisdição apenas em casos extremos ou graves. O mesmo Código apesar de não tornar os demais sacramentos e a missa inválidos, não os torna lícitos. O estado da Fraternidade Pio X como “entidade”, ou seja, reconhecida juridicamente nos termos do direito canônico, são indefinidos, não pertencendo nem a
    uma Igreja particular nem pertencendo ou sendo um entidade jurisdicional. O que aplica-se não só a Fraternidade estritamente, mas ao seu clérigo que acaba por agir em desconformidade com o Canon 265 do CDC uma vez que não estão “incardinados ou em alguma Igreja particular ou prelatura
    pessoal, ou em algum instituto de vida consagrada ou sociedade dotados desta faculdade”. O que faz com que os sacramentos, embora não inválidos, sejam ilícitos. Com gravidade maior no que se refere
    aos sacramentos da Confissão e do Matrimônio que são não somente ilícitos, mas também inválidos, pois suas faculdades, como determina o Direito Canônico, dependem da concessão do Ordinário Local.

    Conforme o Canon 966 §1 “Para absolvição válida dos pecados, requer-se que o ministro, além do poder de ordem, possua a faculdade de o exercer sobre os fiéis a quem concede a absolvição.” E no can.969 “Só o Ordinário do lugar é competente para conceder a quaisquer presbíteros a faculdade de
    ouvir confissões de quaisquer fiéis; os presbíteros que sejam membros dos institutos religiosos, não usem tal faculdade sem licença,ao menos presumida, do seu Superior.” Não sendo a FSSPX um “instituto religioso” por falta de reconhecimento no termos do referido Código, não depende da
    concessão do seu superior e sim do Ordinário local, o que em geral não ocorre nos locais em que se situam.

    A “jurisdição extraordinária” a que se referem na nota, limita-se apenas a questões de necessidade extrema de cada um e da grave necessidade de muitos. A supressão dos “limites jurisdicionais” não é subjetiva. O Cânon. 976 diz que “qualquer sacerdote, ainda que careça da faculdade de ouvir confissões, absolve válida e licitamente quaisquer penitentes que se encontrem em perigo de morte, de todas as censuras e pecados, ainda que esteja presente um sacerdote aprovado.” Fora isso o que seria uma grave necessidade? Além do perigo de morte, a ausência de um outro sacerdote devidamente
    facultado de ouvir a confissão de modo que o fiel fique por muito tempo privado da confissão. Há esta ausência? Se não se confessar com algum sacerdote do FSSPX não encontrará o fiel outro sacerdote para se confessar e estará desta forma muito tempo privado do sacramento da Confissão? Caso as respostas a estas perguntas sejam negativas, não há grave necessidade.

    A resposta da Fraternidade não passa de uma atitude de quem não assume o seu erro e que diz nas entrelinhas “obrigado, mas não precisamos disto”. O que não é um sinal de quem busca alcançar novamente a plena comunhão com a Igreja.

  18. Misericórdia para eles também!

    Parabéns ao Papa Francisco, Vigário de Cristo!

  19. Parece um pesadelo tudo isso. Como a Fraternidade pode agradecer ao papa uma coisa dessas.

    Não se tem a menor condição de se agradecer nada ao Papa nas atuais circunstâncias, nem por educação nem por nada. Perdoa-me mas parece beirar a falta de misericórdia espiritual e a adulação agradecer a ele, inclusive.

    1° Essa concessão nada tem de “amável” para com os sacerdotes da FSSPX. Mas o que parece, é que ela é dirigida aos pobres coitados que frequentam os priorados e que não vão deixar de ir lá para se confessarem com os excelentes padres das paróquias “regulares”. Então, visto que eles precisam ser perdoados, faz esse ato paternal o Papa.

    2° Ano da misericórdia? Reconciliação? Perdão dos pecados? O que são essas coisas para o Papa Francisco que lava os pés de um travesti. Que fala que Deus não é católico. Que não se importa com a educação religiosa que receba as crianças contanto que elas sejam alimentadas. Que elogia uma editora na qual duas de suas donas vivem em pecado público contra a natureza e que divulgam em seu trabalho este comportamento que a Igreja ensina fazer bradar o céus por vingança e pior ainda, divulgam este comportamento entre as crianças por meio de seus livros diabólicos.

    Deus abomina o pecado contra a natureza, o que pode Deus pensar do Papa que lava os pés de um travesti – que recebe a comunhão – (E eu não vi reparação do Papa a esse respeito), e que elogia pecadoras públicas que praticam exatamente este pecado e que podem levar a ruína centenas de crianças…

    Meus amigos, onde está a intolerância católica dos primeiros mártires, a intolerância católica tão bem pregada pelo Cardeal Pie. Tão bem pregada pelo Padre Sardá e pelos papas anti-liberais? Leiam os “Protocolos dos sábios de Sião”, leiam a “Conjuração anti-cristã”, leiam “complô contra a Igreja.” A Instrução da altavenda italiana”. Os inimigos não dormem. Mas Nosso Senhor disse: Os filhos das trevas são mais do que os filhos da luz. E depois São Paulo diz: Gálatas 1,8: “Mas ainda que alguém – nós [ São Paulo fala como autoridade da Igreja] ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.”

    O Papa Francisco anuncia com fidelidade o Evangelho?

    No dia de nosso batismo nós prometemos renunciar a satanás e suas obras. O movimento que vemos em Roma desde o Vaticano II é obra das trevas. Quem pode afirmar o contrário sem cometer blasfêmia? Onde está a fidelidade as promessas do batismo meus amigos?

    Nós servimos a Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele é nosso rei! O que mais importa é isso: Que ele reine, diz São Paulo. Para isso deveríamos dar todo nosso sangue. Nem o Papa pode se opor a isso. O Papado foi instituído para garantir que Nosso Senhor reine. E se o Papa se opõe, nós nos opomos ao Papa. E isso nada tem haver com cisma, sedevacantismo, ou qualquer besteira que nos acusem. É por amor ao Papado, a Igreja, ao reino de Nosso Senhor que nós o fazemos.

    Foi por fidelidade ao batismo, a fé, por fidelidade aos Papas antiliberais, que Monsenhor Lefebvre e D. Castro Mayer resistiram heroicamente. As suas obras, erigidas por Deus como fortes de resistência foram criadas para resistir e ser a viva “não prevalecerão”.

    É preciso combater. Vejam o que aconteceu com os pobres padres de Campos. Tão combatidos… e agora? Onde está o combate público pelo reino de Nosso Senhor. Padre Élcio, por favor, o senhor sabe que eu falo a verdade.

    O Calvário não foi brincadeira para Nosso Senhor e nem para Nossa Senhora. O Coliseu. As fogueiras, as decapitações, as esfolações, os circos não foram brincadeira!

    O tempo urge e o inferno urge enfurecido. Dezenas de pessoas em nossas famílias podem ser condenadas ao inferno, para sempre! Para sempre, por causa desta tragédia conciliar.

    Isso veio nos avisar a Santíssima Virgem em Bom Sucesso, La Salette e principalmente em Fátima, no terceiro segredo.

    Meus amigos, abramos nossos olhos, Monsenhor Lefebvre e Dom Antônio nos abriram, e que dos céus nos ajudem. Que ajudem as autoridades da FSSPX a verem que não se metam com quem domina Roma agora. É sério. Rezo pelos Padres de Campos e por outros antigos amigos de batalha.

    Nós temos a vitória. Ela nos prometeu. Combatamos varonilmente e valorosamente.

    Se o Fratres me permite a pergunta:

    Prezada Gercione, poderia me dar a fonte da onde a senhora tirou esse acordo que fizeram os bispos em não atacarem as autoridades conciliares? Obrigado.

    Obrigado a possibilidade de comentar.

  20. Fico imaginando Dom Lefebvre em seu julgamento pessoal. Na visão dos MAVs de Francisco (cleaners) e canonistas da Ordem de São Teclado, Nosso Senhor abre na frente de Dom Lefebvre o Código de Direito Canônico e começa a listar suas faltas.

    Dom Lefebvre tenta, em vão, fazer sua defesa. Lembra ao Supremo Juiz dos frutos da Fraternidade, do aumento de ordenações, da fidelidade à Tradição, da Missa Tridentina, enfim dos frutos produzidos pelo bem das almas.

    Por último, profere a frase “transmiti aquilo que recebi”, mas de nada adianta. Nosso Senhor cita os parágrafos, alíneas e vírgulas do Código de Direito Canônico e condena-o ao fogo interno.

  21. Então, Robson, a Santa Sé considera a FSSPX, no mínimo, cismática, senão; seita. E é fato, se o senhor faz a analogia as ditas Igrejas Ortodoxas. E para estas o acesso aos sacramentos por católicos é mais abrangente também nestes casos. Sendo possível a Santa Sé está sinalizando no mesmo sentido. Que seria bom para os mais escrupulosos.

    Por exemplo, do site do Padre Paulo Ricardo – Christo Nihil Praeponere.

    “86. É possível receber a comunhão em uma igreja ortodoxa?

    […]

    III. A legislação atual

    Ora, a Santa Igreja, como dispensadora da Redenção, pode permitir que, naquelas circunstâncias, prescritas sempre pelo direito, em que não haja ofensa à unidade eclesial nem perigo de adesão formal ao erro ou de aberração na fé [11], seus fiéis recebam os Santos Mistérios de ministros acatólicos que pela sucessão apostólica tenham verdadeiros sacramentos. Com efeito, se é certo haver entre os dissidentes muitos filhos desconhecidos [12], nascidos e batizados sem culpa pessoal em seitas separadas, os quais, ao menos em voto, aderem à Verdade, a Igreja pode e tem o direito não apenas de conferir a estes as graças que de outra maneira lhes seriam inacessíveis, mas sobretudo a seus filhos notórios que, em casos especiais, estão impossibilitados de dirigir-se a um ministro católico. Por isso, já o Concílio Vaticano II, tendo em vista o bem espiritual das almas e para mais favorecer a união com as igrejas orientais separadas, estabeleceu a seguinte norma:

    […] podem ser conferidos aos orientais que de boa-fé se acham separados da Igreja Católica, quando espontaneamente pedem e estão bem dispostos, os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos. Também aos católicos é permitido pedir os mesmos sacramentos aos ministros acatólicos em cuja igreja haja sacramentos válidos, sempre que a necessidade ou a verdadeira utilidade espiritual o aconselhar e o acesso ao sacerdote católico se torne física ou moralmente impossível [13].

    O atual Código de Direito Canônico, ao legislar sobre a communicatio in sacris entre católicos e acatólicos, reproduziu esta mesma norma no Cânon 844, § 2.º:

    Todas as vezes que a necessidade o exigir ou a verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e desde que se evite o perigo de erro ou de indiferentismo, os fiéis a quem seja física ou moralmente impossível recorrer a um ministro católico, podem licitamente receber os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos dos ministros não-católicos, em cuja igreja existam aqueles sacramentos válidos.

    A legislação atual, portanto, exige para a lícita comunhão numa igreja ortodoxa: a) estado de necessidade; b) que se evite qualquer perigo de erro [14] ou indiferentismo; c) que o fiel esteja física ou moralmente impossibilitado de receber de um ministro católico os sacramentos—e apenas estes—da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos. O mesmo Cânon, § 3.º, contempla ainda a possibilidade de os ortodoxos receberem esses três sacramentos das mãos de um ministro católico:

    Os ministros católicos administram licitamente os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos aos membros das Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica, se eles os pedirem espontaneamente e estiverem devidamente dispostos; o mesmo se diga com respeito aos membros de outras igrejas, que, a juízo da Sé Apostólica, no concernente aos sacramentos, se encontram nas mesmas condições que as igrejas orientais referidas.

    Observação. — Devido porém à não reciprocidade (de fulcro aliás doutrinário) [15] que há neste campo entre as disciplinas católica e ortodoxa, deve-se ter em mente que, apesar da permissão canônica, os fiéis católicos apenas dificilmente poderiam, sem grave incômodo e risco de escândalo, receber a Santíssima Eucaristia de um sacerdote cismático, pois a Igreja Ortodoxa proíbe tanto seus ministros de oferecer qualquer dos sacramentos a cristãos não-ortodoxos quanto seus fiéis de os receber de sacerdotes não-ortodoxos.
    Leituras complementares

    Aos que desejarem se aprofundar nos temas abordados nesta Resposta Católica sugerimos a leitura das obras abaixo listadas. Embora já de alguma idade, elas ainda hoje podem servir de guias seguros para uma compressão serena e sem preconceitos sectários de um dos mais complexos capítulos da história da Igreja. A literatura polêmica e comparativa entre as doutrinas católica e ortodoxa é um tanto vasta; mas, por encontrar-se quase exclusivamente em latim ou em línguas pouco conhecidas no Brasil, como o russo, o grego moderno e o romeno, é de acesso bastante difícil; por isso, preferimos indicar uma bibliografia que, além de geral e introdutória, estivesse mais facilmente à disposição dos interessados.

    COBHAM, Claude D. The Patriarchs of Constantinople. Cambridge: Cambridge University Press, 1911.
    CONGAR, Yves M.-J. After Nine Hundred Years. New York: Fordham University Press, 1959.
    ENGLERT, Clement C. Eastern Catholics. New York: The Paulist Press, 1940.
    FORTESCUE, Adrian. The Lesser Eastern Churches. Londres: Catholic Truth Society, 1913.
    _____. The Orthodox Eastern Church. Londres: Catholic Truth Society, 1907.
    ORLANDIS, José. El Pontificado Romano en la Historia. Madrid: Palabra, 1996. Podem-se ler alguns trechos aqui.

    Referências

    Cf. Código de Direito Canônico. Trad. port. da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 20.ª ed., São Paulo: Loyola, 2010, p. 364, can. 751; Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 39, a. 1. V. também Martin Jugie, Theologia Dogmatica Christianorum Orientalium. Parisiis: Letouzey et Ané, 1926, vol. 1, p. 16. Um estudo sistemático a esse respeito encontra-se em Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca Canonica, Juridica, Moralis, Theologica. Parisiis, Petit-Montrouge, ed. J.-P. Migne, 1857, vol. 7, cols. 137-144. Dentro da amplíssima literatura apologética por ora basta lembrar de Louis Billot, Tractatus De Ecclesia Christi, 3.ª ed., Prati, ex offcina Giachetti & soc., 1909, vol. 1, pp. 128-138; Domenic Palmieri, Tractatus De Romano Pontifice, 2.ª ed., Prati, ex offcina Giachetti & soc., 1891, pp. 264-270; e Jean-Baptiste Blanc, Le Christianisme Intégral. Paris, ed. Chez A. Bray, 1868, vol. 2, pp. 9-12.
    Cf. Martin Jugie, op. cit., p. 13. Para a perspectiva ortodoxa desta divisão, cf. *Timothy Ware, The Orthodox Church. 2.ª ed., Londres: Penguin Books, 1997, pp. 3-4.
    Cf. Y. Spiteris, «Igrejas Ortodoxas Orientais», verbete in: VV.AA. Lexicon: Dicionário Teológico Enciclopédico. São Paulo: Loyola, 2003, pp. 372-3.
    Para uma abordagem rica e profunda do mistério da Igreja em seu ser, articulação, força e atividade, v. Mathhias J. Scheeben, Los Misterios del Cristianismo. Trad. esp. de Antonio Sancho, com base na última edição do autor, aos cuidados de Josef Höfer. Barcelona, 1950, pp. 567-647, §§ 77-85.
    Cf. Pio XI, Carta Encíclica “Mortalium Animos”, de 6 jan. 1928, n. 8 (AAS 20 [1928] 8-9). Para uma visão sumária da eclesiologia ortodoxa, v. Regis Barwig, «The Conception of the Church Among the the Eastern Dissidents», comunicação feita na 15.ª Convenção Anual da Catholic Theological Society of America, em Louisville, Kentucky, entre 20-23 jun. de 1960, in: Proceedings, pp. 41-50 e Mariano G. F. Almenara, Eclesiología Oriental Ortodoxa del siglo XV al siglo XX, Repositorio Institucional de la Universidad de Granada (DIGIBUG), 2014.
    Cf. a vigésima nona proposição do jansenista Pasquier Quesnel, proscrita formalmente pelo Papa Clemente XI na Constituição “Unigenitus Dei Filius”, de 8 set. 1713: “Fora da Igreja não é concedida nenhuma graça” (DH 2429).
    Cf. Contra Epistolam Parmeniani, l. II, c. 13, 30 (PL 43, 72).
    Cf. Concílio Vaticano II, Decreto “Unitatis Reintegratio”, de 12 nov. 1964, n. 15 (AAS 57 [1965] 102); v. Adolphe Tanquerey, Synopsis Theologiæ Dogmaticæ. 25.ª ed., Parisiis: Desclée & soc., 1945, vol. 3, pp. 286-289, nn. 408-410.
    Tomás de Aquino, Sumpplementum, q. 22, art. 6, ad 1; v. Adolphe Tanquerey, Brevior Synopsis Theologiæ Dogmaticæ. 3.ª ed., Parisiis: Desclée & soc., 1919, pp. 112-113, nn. 262-4.
    Cf. Id., Sum. Th. III, q. 82, a. 7, resp.
    Cf. Concílio Vaticano II, Decreto “Orientalium Ecclesiarum” (OE), de 21 nov. 1964, v. 26 (AAS 57 [1965] 84).
    Cf. Martin Jugie, op. cit., p. 39, cor. 2.
    Concílio Vaticano II, OE, nn. 27.
    Cf. Tomás de Aquino, Sum. Th. III, q. 82, a. 9, resp.
    A este respeito, vale a pena a leitura de Clement C. Englert, «A Review of Dissident Sacramental Theology», comunicação feita na 15.ª Convenção Anual da Catholic Theological Society of America, em Louisville, Kentucky, entre 20-23 jun. de 1960, in: Proceedings, pp. 95-105.”

    Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/e-possivel-receber-a-comunhao-em-uma-igreja-ortodoxa

  22. “Se o Fratres me permite a pergunta:
    Prezada Gercione, poderia me dar a fonte da onde a senhora tirou esse acordo que fizeram os bispos em não atacarem as autoridades conciliares? Obrigado.”.

    Cara Letícia, antes de rasgar vestes por assuntos que dizem respeito primeiramente e diretamente à hierarquia eclesiástica, procure se informar melhor sobre a cronologia dos acontecimentos.

    Bispo Fellay se encontrou com o Papa Bento XVI em Castel Gandolfo no dia 29 de Agosto de 2005, apenas quatro meses após sua eleição. A partir daquele momento foram retomadas as conversações para a remoção das excomunhões. Cabe lembrar que essa foi uma pré-condição pra se reiniciar os contactos, afinal a Santa Sé não poderia jamais negociar com cismáticos e excomungados, certo?
    Pois bem, o então presidente da Comissão Ecclesia Dei, Cardeal Dario Castrillon-Hoyos declarou em novembro de 2007: “The lifting of the excommunication weighing on the bishops of the Priestly Fraternity of St. Pius X since 1988 can happen but that it definitely depends on them.” Ou seja, “a anulação das excomunhões dos Bispos da Fraternidade São Pio X desde 1988 pode acontecer, mas definitivamente só depende deles”.
    No dia 4 de junho de 2008, apenas seis meses depois, o Cardeal Castrillon-Hoyos estabeleceu várias condições que deveriam ser aceitas pelos 4 Bispos para facilitar a anulação:
    1. The commitment to a response proportionate to the generosity of the Pope.
    TRADUZINDO: O compromisso de responder proporcionalmente à generosidade do Papa.
    2. The commitment to avoid every public intervention which does not respect the person of the Holy Father and which may be negative to ecclesial charity.
    TRADUZINDO: O Compromisso de se evitar qualquer pronunciamento público que desrespeite a pessoa do Santo Padre e que possa ser negativa à caridade eclesial.
    3. The commitment to avoid the claim to a Magisterium superior to the Holy Father and to not propose the Society in contraposition to the Church.
    TRADUZINDO: O compromisso de evitar se outorgar um Magistério acima do Santo Padre e não colocar a FSSPX em contraposição à Igreja.
    4. The commitment to display the will to act honestly in full ecclesial charity and in respect for the authority of the Vicar of Christ.
    TRADUZINDO: O compromisso de demonstrar boa vontade ao atuar com honestidade na mais completa caridade eclesial e respeito à autoridade do Vigário de Cristo.
    5. The commitment to respect the date — fixed for the end of the month of June [2008] — to respond positively. This shall be a condition necessary and required as an immediate preparation for adhesion to accomplish full communion.
    TRADUZINDO: O compromisso de respeitar a data_ fixada como o final do mês de junho de 2008_ para responder positivamente. Esta será a condição necessária e requerida para a imediata preparação para a adesão à plena comunhão
    [Assinado] + Darío Card. Castrillón Hoyos
    https://uvcarmel.wordpress.com/2009/01/24/inside-the-vatican-on-the-lifting-of-the-excommunication/

    Pois bem cara Letícia, todos os QUATRO BISPOS assinaram esse compromisso e Dom Fellay, em nome dos demais Bispos, agradeceu a Bento XVI pelo gesto. Dom Williamson agradeceu pessoalmente depois que suas imprudentes declarações à TV sueca tanto prejuizo causaram a Bento XVI e seus esforços para regularizar a situação canônica da SSPX sem pré-condições:

    Please also accept, and convey to the Holy Father, my sincere personal thanks for the document signed last Wednesday and made public on Saturday. Most humbly I will offer a Mass for both of you.
    Sincerely yours in Christ
    +Richard Williamson
    Written to Cardinal Castrillón Hoyos on January 28, 2009.
    http://rorate-caeli.blogspot.com/2009/01/apology-letter-of-bishop-richard.html

    Traduzindo: Por favor, aceite e remeta ao Santo Padre, meu sincero e pessoal agradecimento pelo documento assinado na última Quarta-Feira e tornado público no Sábado. Humildemente oferecerei uma Missa para ambos vocês.
    Sinceramente, em Cristo
    +Richard Williamson
    Escrito ao CardealCastrillón Hoyos em 28 de janeiro de 2009.

    Ora, aqui se vê claramente que ele mesmo percebeu que havia pisado feio na jaca. Primeiramente ele havia assinado com os demais Bispos da Fraternidade o compromisso de “evitar qualquer pronunciamento público que desrespeite a pessoa do Santo Padre e que possa ser negativa à caridade eclesial”.
    E logo em seguida lá estava ele dando entrevistas, metendo os pés pelas mãos, fazendo declarações políticas que colocaram Bento XVI numa tremenda saia justa e os inimigos do Pontífice em pé de guerra pedindo sua cabeça!
    A repercussão de seus atos foram tão graves que o próprio Pontífice que normalmente é protegido pelo protocolo papal, o qual o mantém distante da confusão da disputas diárias, se viu obrigado a romper com essa tradição e escrever sobre seu desânimo com a controvérsia Williamson numa Carta aos Bispos que você pode ler em português no site do Vaticano:
    https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/letters/2009/documents/hf_ben-xvi_let_20090310_remissione-scomunica.html
    Ao perceber que seu desligamento da SSPX era iminente por quebra de confiança e de sigilo, insubordinação, subversão e complô para derrubar o Superior Geral, Dom Williamson primeiramente e sorrateiramente empreendeu uma cruzada pelas chamadas “comunidades amigas” da SSPX espalhando o veneno de suas teorias de conspiração. Depois de ter sido justamente expulso, suas visitas a essas comunidades se tornaram frequentes e abertas. E não demorou muito para que conseguisse arrebanhar entre essas, muitos cripto-sedevacantistas e oportunistas que agora se julgam os verdadeiros seguidores de Monsenhor Lefebvre.
    Dito isso, eu até entendo a rixa de alguns egressos contra a atual liderança da FSSPX, eu só não entendo é a ênfase que esses sacerdotes e leigos colocam na difamação e no ataque. Ah se eles colocassem a mesma veemência em propagar a fé! Se ao invés de colocar o foco de seu apostolado na calúnia e maledicência se concentrassem em assistir tantos fiéis que estão à espera de verdadeira assistência espiritual!
    A Fraternidade criada por Monsenhor Lefebvre, na linguagem desse povo é neo, da mesma forma como a Igreja fundada por Cristo também passou a ser “neo” por causa de alguns maus elementos infiltrados nela.
    Agora, pra entender esse movimento chamado “Resistência” é preciso conhecer melhor a essência da FSSPX e a dificuldade que é pra qualquer Superior dessa entidade mantê-la nos trilhos.
    Há sim dentro da Fraternidade alguns sacerdotes e leigos cripto-sedevacantistas, outros oportunistas e também os que se julgam os verdadeiros herdeiros de Monseñor Lefebvre.
    Os cripto-sedevacantistas chegam a rezar a missa sem o “una cum”, fazem questão de usar o Missal de São Pío X e ignoram as reformas do Missal feitas por João XXIII. Segundo alguns deles, Dom Lefebvre também pensava como eles, só que por não ter evidências para declarar formalmente a Sé sedevacante, preferia ser prudente.Já tive oportunidade de discutir com uma dessas senhoras que só usavam o Missal de São Pio X, criticava as reformas de Pio XII para a Semana Santa e agora engrossa fileira na chamada “Resistência”.
    Há também os oportunistas, ou seja, aqueles que depois de terem sido expulsos da Fraternidade, se tornaram sedevacantisas ou cripto-sedevacantistas, apesar de jamais terem mantido tal posição anteriormente e de de terem perseguido duramente outros sedevacantistas quando ainda eram parte da Fraternidade. Um clássico exemplo disso é demonstrado pela inimizade entre o Padre Cekada, um dos sedevacantistas mais ativos na internet e o Bispo Williamson que o expulsou e o resto do “Nine” da FSSPX no início de 1980, justamente pela acusação de sedevacantismo. Hoje qualquer um que ouve os sermões e lê os comentários de Dom Williamson parece estar ouvindo Padre Cekada falando! Com a diferença que Padre Cekada é ácido tanto contra Dom Fellay como qualquer um dos Papas pós-conciliares, ao passo que a metralhadora de Dom Willamson só tem como alvo Dom Fellay, por quem ele demonstra um ódio visceral.
    Finalmente, há também entre leigos e alguns sacerdotes, aqueles que se julgam os verdadeiros sucessores de Monsenhor Lefebvre. São pessoas acometidas por um forte delírio de grandeza, dotados de um tal “espírito de profecia” que lhes permite interpretar com exatidão até declarações controversas de Dom Lefebvre! Esses ainda tem o dom da clarividência pois conseguem ler direitinho a mente de Dom Fellay e pasmem, saber de antemão suas intenções!
    E nós leigos? Como ficamos no meio de tudo isso? Não saímos das mãos dos modernistas para nos tornarmos massa de manobra nas mãos de tradicionalistas sem noção. Quem assinou um acordo com a Santa Sé se comprometendo a não descer o pau no Santo Padre foi eles e não eu. Então que honrem o acordo assinado, porque se pega mal um homem comum que não tem palavra, mais grave ainda é se esse é um consagrado! Pior do que isso é fingir que não assinou e ficar metendo o pau em quem assinou e honra a palavra dada. Aí já nem é mais hipocrisa, é mau caratismo mesmo!
    A minha posição antes mesmo que Bergoglio fosse eleito eu já disse aqui. Quem inventou essa palhaçada de Papa Emérito e Pontífice em exercício foram eles e não eu ou Jesus Cristo! Agora que chupem essa manga, mas não me venham passar recibo de idiota porque eu me recuso a assinar.
    O que eu preciso como leiga e mãe de família, são sacramentos válidos e verdadeiros que me ajudem a ser fiel aos meus deveres de estado e graças ao bom Deus e sua Divina Providência até agora a FSSPX não me faltou em nada!

  23. Estive meditando mais calma e profundamente neste gesto do Santo Padre, e cheguei a uma conclusão que, no meu bestunto pelo menos, parece-me lógica: com este seu gesto de misericórdia, embora “sui generis”, deixa claro também que o Sumo Pontífice, o Papa Francisco, reconhece que os bispos e padres da FSSPX, dirigem as almas segundo a lídima doutrina da Santa Madre Igreja, ou seja, segundo os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, e portanto, dão toda segurança de não contaminar as almas mas verdadeiramente alimentá-las com a verdadeiro pão da verdade. Digo isto porque no atendimento às confissões, além da liceidade e validade da absolvição, devem-se levar em conta os conselhos e orientação dos confessores. Ora, se o Papa tivesse certeza que os bispos e padres da FSSPX não davam esta segurança, não seria misericórdia tal gesto mas um gravíssimo prejuízo para as almas.
    Mas então pergunto: se os bispos e padres da FSSPX não constituem nenhum perigo para a Igreja e para as almas, mas pelo contrário, podem contribuir para o maior bem delas, por que não dizer simplesmente que estes eclesiásticos sempre foram católicos, suas absolvições sempre lícitas e válidas e que, portanto, não há mister nenhum acordo, mas um reconhecimento da parte da Santa Sé de que são católicos. E isto é mínimo que não só a misericórdia pediria, mas também a justiça exigiria, isto é, uma declaração pública de que são católicos exemplares.

  24. Eis como a Montfort-Zuchi irá interpretar esta notícia: “glorioso Papa Francisco condena o Vaticano II e a missa nova”….

  25. Quase ratificando todas as palavras do Padre Élcio. Gostaria de salientar que este referido sacerdote. Disse praticamente tudo que eu gostaria de falar. Só gostaria de salientar, que todos os atos da Fraternidade São Pio X. Estão totalmente em conformidade com a doutrina que a Santa Igreja sempre ensinou. Ora, se estar pautada pela doutrina de sempre. Se a Tradição da Igreja é infalível. Então nós sempre tivemos esta tranquilidade em aceitar, todos os Sacramentos administrados pelos Bispos e sacerdotes da mesma. Mas para aqueles medroso que tem medo de tudo; menos seguir com fidelidade esta doutrina ensinada por vinte séculos de ensinamentos infalíveis. Agora, meu coração, já sente uma pulsação forte, “dizendo” que em breve teremos um novo sacerdote daqui de Campos dos Goytacazes a entrar na Fraternidade São Pio. Será que este sonho meu será frustado? Meu coração diz que não! Este gesto do Santo Padre, vem ratificar a todos nós, que estamos caminhando no caminho certo.
    Joelson Ribeiro Ramos.