Agenda de Gênero avança no país.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

Judith Butler, uma das mais radicais feministas estará no Brasil entre 4 e 9 de setembro, para disseminar mais intensamente a ideologia de gênero, em eventos promovidos por universidades federais e patrocinados pelo poder público. 

JudithButler2013

A Agenda de Gênero avança no Brasil, em grande proporção. Uma rede de OnGs e demais instituições já atuam há vários anos, inoculando na sociedade o conteúdo de subversão da mais radical e inumana ideologia. O “feminismo de gênero”, termo cunhado por Christina Hoff Sommers, vai sendo disseminado por meio de simpósios, encontros, mesas redondas, trabalhos acadêmicos em profusão, propagandeados pelos meios de comunicação, de todas as formas, em apologia às mais estranhas experiências de anarquismo sexual, visando a subversão da identidade do ser humano como pessoa. O efeito de tal ideologia visa a dissolução de todas as formas de limites ao desejo humano, e a corrosão de todas as instituições: a começar pela família, e tudo mais, daí seu propósito devastador. Judith Butler advoga que as práticas institucionais “não devem tornar-se normas restritivas para uma política radical”. Por isso o corpo humano, destituído de sua identidade natural, passa a ser instrumentalizado por uma ideologia declaradamente subversiva e pervertida, que o utiliza como laboratório do anarquismo que propõe para o corpo social.

Uma amostra de tal conteúdo será apresentada em dois eventos, no Brasil, realizados com a presença de Judith Butler, autora do livro “O problema do gênero: o feminismo e a subversão da identidade”, uma das mais ativistas feministas a difundir, por meio de muitas OnGs, a ideologia de gênero. Sua obra – como explica Oscar Alzamora Revoredo – é utilizada “já há vários anos como livro de texto em diversos programas de estudos femininos de prestigiosas universidades norte-americanas, onde a perspectiva de gênero está conhecendo uma ampla promoção. O Núcleo de Estudos de Gênero Pagu anuncia em seu site o I Seminário Queer, nos dias 9 e 10 de setembro, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, apresentando Butler como filósofa e “uma das principais referências sobre o tema no mundo”. Pouco antes, entre 4 e 7 de setembro, Butler também participará em Salvador (BA), do evento “II Desfazendo Gênero – Ativismos das Dissidências Sexuais e de Gênero“, promovido por várias universidades federais e patrocinado pelo Governo do Estado da Bahia, Ministério da Educação, OAB Bahia, CNPQ, Secretaria de Política das Mulheres e outros parceiros do setor público. Richard Miskolci explica que a proposta do evento é “tomar nossa cultura como objeto de reflexão, o que – em uma perspectiva queer – não pode ser feito sem a subversão das identidades sexuais. A superação das fronteiras sexuais e de gênero aponta para a criação de uma nova forma de cidadania não-heterocentrada e além do binarismo de gênero atualmente imposto”.

A Agenda de Gênero está mais avançada do que podemos imaginar. Além da incessante propaganda nos meios de comunicação, de todas as formas (em artigos, filmes, novelas, documentários, em programas de auditório, telejornais, etc.), há a ação integrada de OnGs e órgãos do poder público, aparelhados para tais fins, com objetivos de reengenharia social traçados pelas fundações internacionais e agências da ONU, entre outras instâncias de fora. Por isso, a imprensa pauta, todos os dias, nas edições dos noticiários, para que as informações e notícias sejam cada vez mais canalizadas para, lentamente, a população ir aceitando a agenda, que é imposta por tais forças de poder e controle social. Não é a toa que a abordagem dada às notícias acabam sempre privilegiando o enfoque ideológico de desconstrução da realidade, da autoridade, da tradição, da moral objetiva, da lei natural, etc. Nesse sentido, temas, por exemplo, que até pouco tempo seriam escandalosos (como a inserção de gays no serviço militar) se tornam corriqueiros na grande mídia e no cotidiano dos espaços de formação de opinião na sociedade. Daí os questionamentos proliferam por toda a parte, como defende Butler, questionando “os valores do militarismo”, “da própria conjugalidade” e tudo mais, como “objetivo final de qualquer movimento de minorias de sexo e gênero – que verdadeiramente pensa analiticamente sobre as estruturas sociais existentes e insiste em produzir novas”.

Parte dessa agenda está não apenas a desconstrução da família e da cultura, mas também da religião, chamando de fundamentalista qualquer um que defenda os princípios e valores da família, da maternidade, da sacralidade do matrimônio, da fidelidade conjugal, da heterossexualidade, etc. Chega inclusive a defender um concepção de religião apenas como fenômeno sociológico, como afirma a “teóloga feminista de gênero” Elizabeth Schussler Fiorenza: “Os textos bíblicos não são revelação de inspiração verbal nem princípios doutrinais, mas formulações histórica”. E “analogamente, a teoria feminista insiste no fato que todos os textos são fruto de uma cultura e de uma história patriarcal androcêntrica”. Descontruindo a família, a educação, a cultura e a religião, as feministas de gênero descontroem a própria realidade humana, no afã de uma utopia irreal e surreal. Jorge Scala lembra ainda que as feministas de gênero “reivindicam uma autonomia absoluta para ‘construir’ qualquer ‘tipo de família’ que ocorra à sua imaginação ou capricho”. Por isso a ideologia de gênero leva ao escapismo da realidade, fazendo do corpo expressão de todas as fantasias e caprichos, vulnerabilizando, portanto, a pessoa humana a graus de violência inimagináveis. Basta ver com que facilidade muitos se deixam seduzir pela falácia de tal fantasia e aceitam expor seus corpos a toda sorte de experiências sexuais, sem moralidade alguma para vivenciar as mais extremas formas de prazer, com as práticas do homossexualismo, amor livre, incesto, pedofilia, zoofilia e tantas outras perversões sexuais. E tudo isso vivido não apenas na privacidade, mas com exposição pública.

A ideologia de gênero, pelos seus efeitos corrosivos, é expressão sombria da “cultura da morte”, denunciada por São João Paulo II, há 20 anos, na Evangelium Vitae. É certo que ela fracassará, como toda ideologia que se volta contra a realidade do ser humano. Mas até soçobrar terá feito suas vítimas, muitas delas já perecem em seus danos, daí que é preciso, enquanto cristãos, estarmos mais vigilantes e atuantes, no combate a esta ideologia, para não sermos vítimas de sua armadilha e perigo. Urge portanto reagirmos e afirmarmos a cultura da vida, em contraposição a esta avalanche de devastação, que Judith Butler vem disseminar, mais intensamente em nosso País.

Hermes Rodrigues Nery é Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, especialista em Bioética (pela PUC-RJ).

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11 Comentários to “Agenda de Gênero avança no país.”

  1. A falta de reafirmar a doutrina moral de sempre – a politica do “lava-mãos” -, por uma parcela grande do clero e da Santa Sé nesta matéria, atualmente, vem deixando os católicos sem defesa, sendo tratados, na prática como criminosos ao defenderem a família. Há ainda os casos de padres e religiosos que não só prevaricam, mas fomentam, por alegação de uma falsa misericórdia, o estado de desgraça destas pessoas. Enquanto lutamos no campo das leis, na prática, segue a ideologia satânica fazendo vítimas as famílias e as crianças.

  2. A agenda demoníaca está avançando ferozmente através de seus sequazes.
    O que fazer? Ficar só na conversa está ficando difícil. São Miguel Arcanjo , protegei-nos no combate!!!

  3. Escolas Católicas voltem a ser Católicas ou HOMESCHOLLING JÁ!

  4. Como já dizia o falecido Mario Palmaro, estamos como aqueles japoneses que foram encontrados perdidos numa ilha alguns anos depois que a guerra havia acabado. Eles continuavam com disposição pra lutar sem saber que havia caído uma bomba atômica sobre sua querida pátria e que o imperador já havia assinado os termos de uma rendição incondicional.
    Recentemente o Prefeito da cidade de Veneza, Luigi Brugnaro proibiu que os livros de duas lésbicas promovendo a ideologia de gênero fossem distribuídos na rede pública de ensino da cidade. O livro “Piccolo uovo”, vencedor do Premio internazionale della letteratura per l’infanzia em 2012 conta a história de um pinguim que foi criado por dois machos, fazendo apologia à ideologia de gênero. Pois bem, ao invés de escrever ao prefeito agradecendo-lhe pela iniciativa, Bergoglio escreveu para a lésbica incentivando-a
    Numa entrevista ao Huffington Post italiano a lésbica disse:

    Pensa che questo sia un messaggio potente e obliquo agli ultracattolici che lanciano un continuo allarme sulla “teoria gender” scadendo a volte nell’omofobia?
    Non voglio dare un significato politico alla lettera. Tuttavia mi sembra chiara la distanza del tono nelle parole del papa dal tono dei Family Day. Questa lettera ci restituisce rispetto e dignità dopo un anno di attacchi ideologici e funzionali nei nostri confronti da parte degli estremisti cattolici, dopo che il sindaco Brugnaro ha deciso di censurare il nostro libro senza prendersi la briga di leggerlo. Finora nessuno ha accettato un confronto reale, papa Francesco invece lo ha fatto pur rimanendo sulla sua posizione. Per noi è importantissimo perché riconosce un terreno comune e basta leggere “Piccolo uovo” per vedere come siano presenti valori condivisibili da chiunque.
    http://www.huffingtonpost.it/2015/08/28/pardi-lettera-papa_n_8053218.html

    Traduzindo: Pensa que essa é uma mensagem poderosa e direta aos ultracatólicos que lançam um contínuo alarme sobre a “teoria do gênero” caindo as vezes na homofobia?
    Resposta: Não quero dar um significado político à carta. Todavia me parece clara a distância de tom nas palavras do papa daquela dos promotores do Dia da Família. Esta carta nos restitui o respeito e a dignidade depois de um ano de ataques ideológicos e funcionais dirigido a nós por parte de extremistas católicos, depois que o prefeito Brunaro decidiu censurar o nosso livro sem ao menos dar-se ao trabalho de lê-lo. Até agora ninguém aceitou um confronto real, mas Papa Francisco ao invés, o fez, embora permanecendo em sua posição. Para nós é importantíssimo porque reconhece um terreno comum e basta ler o “Pequeno Ovo” para ver como estão presentes nele valores compartilháveis por qualquer um.

    E ao perguntarem à lésbica autora do livro o que a levou a escrever ao Papa ela responde:
    Perché ha scritto al papa dopo il Family Day di giugno?
    La mia era una lettera sul tono diffamatorio e aggressivo utilizzato in maniera martellante nei confronti delle persone omosessuali e sulla fantomatica “teoria gender” da parte dei gruppi ultracattolici che si richiamano a “Manif pour Tous” e ai circoli di Mario Adinolfi. Chiedevo a papa Francesco di fermare questi toni, di intervenire non tanto sul tema per dare ragione o torto, quanto per calmare gli animi e impedire che queste persone continuassero a infangare il nostro lavoro e la nostra esistenza di persone omosessuali con figli.

    Traduzindo: Por que escreveste ao Papa depois do Family Day de junho?
    Resposta: A minha carta falava do tom difamatório e agressivo utilizado de maneira contundente contra as pessoas homossexuais e sobre a fantasmagórica “teoria do gênero” por parte de grupos ultracatólicos que se autodenominam “Manif pour Tous” e os círculos de Mario Adinolfi. Pedi ao Papa que fizesse parar esse tom, que interviesse nem tanto sobre o tema para dizer quem esta certo ou errado, mas para acalmar os ânimos e impedir que essas pessoas continuem a enlamear o nosso trabalho e a nossa existência como pessoas homossexuais com filhos.
    http://www.huffingtonpost.it/2015/08/28/pardi-lettera-papa_n_8053218.html

    Pois bem, depois que a lésbica publicou a carta, isso suscitou tanta controvérsia que a Secretaria de Imprensa do Vaticano se viu obrigada a se manifestar:
    http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2015/08/28/0630/01376.html

    “Declaração do Vice-Diretor da Sala de Imprensa, padre Ciro Benedettini, CP, 2015/08/28
    Respondendo a perguntas de jornalistas, o diretor-adjunto do Escritório de Imprensa da Santa Sé divulgou o seguinte comunicado esta manhã:

    Em resposta a uma carta enviada ao Santo Padre por parte de Francesca Pardi, de tom educado e respeitoso, o Secretário de Estado acusou a recepção da mesma com uma resposta em estilo simples, pastoral, declarando posteriormente que era uma correspondência privada e, portanto, não destinada à publicação (o que, infelizmente, veio ocorrer).
    De maneira alguma a carta da Secretaria de Estado pretende endossar comportamentos e ensinamentos que não estão em consonância com o Evangelho, mas faz votos para que haja “uma atividade cada vez mais produtiva a serviço das jovens gerações e da difusão dos autênticos valores humanos e cristãos”. A bênção do Papa no encerramento da carta se destina à pessoa e não a eventuais ensinamentos que não estão em harmonia com a Doutrina da Igreja sobre a teoria de gênero, que não mudou no mínimo em nada, como recentemente reiterou várias vezes o Santo Padre . Por isso, é completamente fora do lugar uma instrumentalização do conteúdo da carta”.

    A verdade (admitida pela própria Secretaria de Estado) é que a carta de Bergoglio às lésbicas militantes da Ideologia de Gênero, literalmente as incentiva a se dedicarem a “uma atividade cada vez mais produtiva a serviço das jovens gerações e da difusão dos autênticos valores humanos e cristãos”.
    Ora, nós sabemos de antemão que todos aqueles que lutam para impor essa ideologia dos infernos, acreditam verdadeiramente que estão prestando um “serviço às jovens gerações e à difusão dos autênticos valores humanos”. Elas então não interpretaram errado e usaram as palavras de Bergoglio como reforço da militância.
    O mais escandaloso nisso tudo é que Bergoglio em nenhum momento mandou carta para os defensores da Família que organizaram aquela grande manifestação do Family Day de junho em Roma, mas se deu ao trabalho de responder a uma militante lésbica que se sentiu ofendida com a manifestação, fazendo votos que ela continue seu trabalho em defesa “dos autênticos valores humanos e cristãos”.
    Resumo da ópera: quem quiser lutar em defesa da família tradicional, contra ideologia de gênero, contra o aborto e a agenda do movimento sodomita, saiba que o faz por sua própria conta pois se não podem contar nem com o apoio do Pontífice, não espere o mesmo do resto do clero conservador, isto é, os que só visam conservar seus cargos e privilégios.

  5. Vejam uma passagem de JP II que achei em um seu discurso em uma viagem para os EUA:

    Descrevendo a união sexual entre marido e mulher como expressão especial do seu pacto de amor, afirmastes justamente: “A relação sexual é bem humano e moral, apenas no âmbito do matrimónio; fora do matrimónio, é imoral”.

    http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/speeches/1979/october/documents/hf_jp-ii_spe_19791005_chicago-usa-bishops.html

    No n° 6 do discurso.

    Fora do matrimônio é imoral… Alguém deveria levar essa frase para os bispos do próximo sínodo.

  6. Achei pertinente esta citação de Olavo de Carvalho:

    Todo o feminismo, para não falar da “ideologia de gênero”, se baseia numa doença mental, num “delírio de interpretação” que suprime os fatos essenciais e se apega a detalhes laterais, inflando-os para lhes dar a aparência de chaves explicativas. Basta ler a “Breve História do Machismo” para saber quais os fatos essenciais suprimidos. (Olavo de Carvalho)

  7. Essa praga vai vir até a UNESP de rio preto semana que vem. vamos rezar para que não de certo
    http://www.ibilce.unesp.br/#!/noticia/925/unesp-recebe-referencia-mundial-em-estudos-de-genero/

  8. Do jeito que as coisas andam vai saber se esta senhora ou senhor, ou sei lá o quê já não possui em sua agenda um encontro em alguma pároquia e/ou diocese?? São Beda, o venerável, Monge e Doutor da Igreja, rogai por nós.

  9. É estranho de quando em tempo a Secretaria de Estado ter de explicar o que quis realmente dizer tal texto do papa Francisco, ou seja, possuiria ambiguidade ou seria passível disso!
    E as pessoas que acaso não tiverem acesso às pós explicações nesses casos ficariam como que duvidosas das reais intenções…
    Seria um sinal que a ambiguidade estaria mais centralizada e a objetividade da Fé mais na periferia dos acontecimentos!
    Veremos em outubro de como ficarão os casos dos amasiados e homôs em prática, de poderem profanar a S Comunhão recebendo-a “sem culpa” e admitidos dentro da Igreja com plenos direitos!
    Imagino que as lésbicas precisariam mesmo é serem admoestadas pelos desvalores a que se apegam de cunho eminentemente anti cristão e perverso, ou estarei errado?
    Que tal vaiá-las nos auditorios quando expuserem suas alucinações?
    Vemos na construção deste Governo Mundial Maçônico Único a realização da profecia de Nossa Senhora nos avisando que:
    “Todos os governos civis terão um e mesmo plano, que será abolir e acabar com todo princípio religioso, para abrir caminho para o materialismo, o ateísmo, espiritualismo, e vícios de todos os tipos”?
    Não é também por instigação dos zumbis do PT?

  10. Judith Butler. filósofa? Essa é pra rir…Amanhã haverá audiência pública em Maceió-AL, onde pressionaremos os vereadores para q a maldição do gênero não seja incluída no Plano Municipal de Educação. Rezemos para que a Santíssima Virgem Maria nos alcance junto da Trindade Santa a vitória contra os inimigos da Igreja e da família no Estado de Alagoas.

  11. Poderiam dizer ser exagero, até mesmo calunia, mas creio que os maiores promotores do homossexualismo sob diversos âmbitos ESTARIAM DENTRO DA IGREJA, dada a COMPLACENCIA COM ESSAS DEPRAVAÇÕES SEM SE CONTRAPOREM DE FORMA OSTENSIVA, parecendo não estarem nem aí, como se não fosse com eles – exceções poucas à parte – quer por omissão ou por não elucidarem as ovelhas dos perigos que as acercam, esse o pior.
    Creio que alta hierarquia da Igreja deveria estar unânime a essas horas em confronto com as forças do mal, ao contrario, estaria em boa ou maior parte ao lado deles, já que não se opõe, facilitando que o rebanho seja cooptado pelos não poucos lobos por aí, a começar de certos de dentro dela.
    Uma dessas farsas, a “misericórdia” descompromissada com exigencias de conversão é uma ARMADILHA que confunde as mentes, induzindo os incautos para o relativismo!