As palavras de Francisco na Casa Branca.

Papa Francisco chegou à Casa Branca na quarta-feira de manhã, sendo saudado pelo presidente Barack Obama e cerca de 15.000 pessoas espalhadas pelo gramado sul, para proferir seu primeiro discurso desde que chegou aos EUA na terça-feira para uma visita de seis dias.

Aqui estão as declarações do papa, conforme preparado para a apresentação:

“Estou profundamente grato pelas boas-vindas em nome de todos os Americanos. Como o filho de uma família de imigrantes, estou feliz de ser um hóspede neste país, que foi em grande parte construído por essas famílias. Estou ansioso por estes dias de encontro e diálogo, nos quais espero ouvir e partilhar, muitas das esperanças e sonhos do povo americano.

Durante a minha visita terei a honra de me dirigir ao Congresso, onde eu espero, como um irmão deste país, oferecer palavras de encorajamento aos que foram chamados para guiar o futuro político da nação, na fidelidade aos princípios de seus fundadores. Eu também viajarei à Filadélfia para o Oitavo Encontro Mundial das Famílias, para celebrar e apoiar as instituições do matrimônio e da família, neste momento crítico na história da nossa civilização.

Sr. Presidente, juntamente com os seus demais compatriotas, os Católicos Americanos estão comprometidos com a construção de uma sociedade que é verdadeiramente tolerante e inclusiva, para salvaguardar os direitos dos indivíduos e das comunidades, e rejeitar todas as formas de discriminação injusta. Com inúmeras outras pessoas de boa vontade, eles estão igualmente apreensivos de que os esforços para construir uma sociedade justa e sabiamente ordenada respeitem suas preocupações mais profundas e seu direito à liberdade religiosa. Aquela liberdade que continua sendo um dos bens mais preciosos da América. E, como meus irmãos, os Bispos dos Estados Unidos, nos lembraram, todos são chamados a estar vigilantes, precisamente como bons cidadãos, para preservar e defender essa liberdade de tudo o que possa ameaçá-la ou comprometê-la.

Sr. Presidente, eu acho encorajador que você esteja propondo uma iniciativa para reduzir a poluição atmosférica. Aceitando a urgência, parece claro para mim que a mudança climática é um problema que não mais pode ser deixado para uma futura geração. Quando se trata de cuidar da nossa “casa comum”, nós estamos vivendo  um momento crítico da história. Nós ainda temos tempo para fazer as mudanças necessárias para criar “um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar” (Laudato Si ‘, 13). Essa mudança exige da nossa parte um reconhecimento sério e responsável, não só do tipo de mundo que estamos deixando para nossos filhos, mas também para os milhões de pessoas que vivem sob um sistema que se esqueceu deles. A nossa Casa Comum tem sido parte deste grupo de excluídos que clamam ao céu e que hoje atinge poderosamente nossas casas, nossas cidades e nossas sociedades. Para usar uma frase reveladora do Reverendo Martin Luther King, podemos dizer que deixamos de pagar uma nota promissória e agora é a hora de honrá-la.

Nós sabemos pela fé que “o Criador não nos abandona; ele nunca abandona seu plano de amor ou se arrepende de nos ter criado. A humanidade ainda tem a capacidade de trabalhar em conjunto na construção da nossa casa comum”(Laudato Si 13). Como cristãos inspirados por esta certeza, queremos nos comprometer com o cuidado consciente e responsável de nossa casa comum”.

Os esforços que foram feitos recentemente para emendar relacionamentos quebrados e para abrir novas portas à cooperação dentro da nossa família humana representam passos positivos no caminho da reconciliação, da justiça e da liberdade. Eu gostaria que todos os homens e mulheres de boa vontade neste grande país apoiassem os esforços da comunidade internacional para proteger os mais vulneráveis em nosso mundo e para estimular modelos integrais e inclusivos de desenvolvimento, de forma que os nossos irmãos e irmãs em todos os lugares possam conhecer as bênçãos da paz e da prosperidade que Deus quer para todos os seus filhos.

Senhor Presidente, mais uma vez, agradeço-lhe pelas boas-vindas, e estou ansioso por estes dias em seu país. Deus abençoe a América!

Fonte: The Wall Street Journal | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com

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17 Comentários to “As palavras de Francisco na Casa Branca.”

  1. Parece discurso de um líder não religioso.

  2. O monsenhor André Sampaio acaba de nos chamar de bossais por termos criticado o pseudopapa. Entre de 17h e 17h07min, no transmissão ao vivo da tv.cancao nova:

    http://tv.cancaonova.com/tv-ao-vivo/

    Espero que alguem tenha gravado. Pois parece que o site FiU está incomodando.

  3. Por que Bergoglio não cita Jesus Cristo, a Cruz de Cristo, não cita os Apóstolos os Mártires. Meus Deus é tudo que o mundo mais quer, que a Igreja deixe de anunciar Jesus Cristo.

    • Adriano

      Porque atualmente o importante é ser feliz nesta terra, o fundamental é ter um emprego, é ter alguém para “amar”, ter conforto, bem estar, sentir-se bem”. A salvação das almas tornou-se um mero acessório. Por isso que a Igreja diferentemente de outrora não fala mais com força sobre os Mandamentos de Deus que continuam os mesmos, não fala mais com força sobre os pecados que clamam aos Céus por vingança. Do Inferno, por exemplo, os católicos não têm mais nem lembrança. Assim foi-se minando o Temor de Deus das almas. E Nosso Senhor tantas vezes disse que não adianta querer felicidade nessa terra passageira e depois perder o Céu. Pois é! Mas a Igreja atual, com honrrosas exceções não está esquentando muito com isso não. Falar dos mártires então, daqueles que morriam mas não queimavam um incensozinho para os deuses, isso, nem pensar.
      Até o Santo Sacrifício da Missa que inventaram tem que ser alegre, com muita palma, bateria, guitarra, tudo pro homem ser feliz.

  4. É impressão minha, ou as palavras “” Cristo ” ou “Jesus” não foram citados no discurso?!
    Me pareceu um discurso comum de um líder qualquer. Não deveria levar o Cristo na mensagem?
    Muito estranho.
    Acho que devo ler de novo e com mais atenção o texo.

  5. Que bom que o fratresinunum incomoda muita gente, diferente de outros que literalmente entraram em hibernação profunda e outros ainda que são cegos, surdos e mudos.
    Esses espiões incomodados reclamam e esperneiam mas não resistem em dar um espiadinha por essas bandas. Quem sabe não acordam!

  6. Aiaiai!
    “Durante a minha visita terei a honra de me dirigir ao Congresso, onde eu espero, como um irmão deste país, oferecer palavras de encorajamento aos que foram chamados para guiar o futuro político da nação, na fidelidade aos princípios de seus fundadores”…
    Foi o que consta acima do discurso do papa Francisco.
    No entanto, da Gercione, num comentario anterior, confiram: … ” Pelo que eu sei, os princípios dos fundadores da República Americana são todos da Maçonaria, portanto quem pensou que ele irá “oferecer palavras de encorajamento aos que foram chamados para guiar o futuro político da nação, na fidelidade aos princípios de Cristo”…
    Vindice e Nubius em 1824 planejavam um papa, ainda que não fosse um maçon, praticamente impossível, mas como disseram: bastam-nos um só seu dedinho e será mais que os Bernardos, Urbanos…
    Anteriormente, já a sociedade secreta luciferiana, os carbonários, conhecida como a Alta Vendita, publicou uma série de Instruções Permanentes, ou Código de Regras, que apareceram em Itália em 1818. Nesta era dito o seguinte:
    … “É um dever das sociedades secretas fazer o primeiro ataque à Igreja e ao Papa, com o objetivo de conquistá-los aos dois. A obra a que nos propomos não é uma obra de um dia, nem de um mês, nem de um ano. Poderá demorar muitos anos, talvez um século… O que devemos pedir, o que devemos buscar e esperar, assim como os judeus esperam pelo Messias, é um papa de acordo com a nossas necessidades. Precisamos de um papa para nós, se tal Papa fosse possível. Com esse papa marcharemos mais seguramente ao assalto à Igreja do que com todos os livrinhos de nossos irmãos franceses e ingleses”.
    O mesmo documento maçónico fez esta predição assombrosa:
    “Num espaço de cem anos… os bispos e sacerdotes crerão estar a marchar atrás da bandeira das chaves de Pedro, quando na realidade estarão seguindo a nossa bandeira…As reformas terão de ser introduzidas em nome da obediência.”
    “Deixe que o clero avance sob a sua bandeira (mas camufladamente sob a bandeira maçónica) sempre na crença de que estão avançando sob a bandeira das chaves apostólicas. Lance a rede como Simão Bar Jonas; estendendo-a até ao fundo das sacristias, dos seminários e conventos”…
    Essas organizações antieclesiais e os asseclas pertencentes a elas são agentes utilizados pelo diabo para atacar a verdadeira Igreja de Cristo.
    O acima, dentre mais, alertam-nos para averiguarmos o que há ou não de veracidade nisso e noutras conspirações maçonistas que se perpetraram e se mantêm contra a Igreja pela situação; pistas para nós a mais em Mons Henri Delassus, na “A Conspiração Anti cristã”!!
    Imaginem S Pio entre nós num cenário desse atual…

  7. Não me incomodam as ênfases sociais ou políticas do Papa Francisco serem descritas como “de esquerda”.

    O que me incomoda é sentir falta de uma pregação mais robusta sobre Cristo como único Salvador, sobre a humanidade estar em pecado e necessitando de redenção, sobre a vida eterna, etc.

  8. Pelo discurso o messias é a sociedade americana!

  9. O Papa não falou como Papa. Falou de si mesmo, do clima, etc., mas nada, absolutamente nada, como Papa.
    Dá a impressão que a visita ilustre é ele, Bergoglio, e não o Papa Francisco. O “Doce Cristo na terra” é secundário.

  10. Procurei por alguma citação do nome de Nosso Deus e Rei Jesus no texto do “Papa” e não achei nada! Mas encontrei desenvolvimento sustentável!! Massa hein… e a Igreja nunca esteve tão bem

  11. Ferreti, bom dia.
    Ao contrário da maioria gostei do discurso. A palavra sobre a liberdade religiosa foi um duro recado contra o Obama Care. Na mídia só se viu coisas a respeito de aquecimento global, etc.

  12. Antônio Socci amanheceu o dia sem papas na língua com esse Discurso de Bergoglio:

    MAS PRA QUEM TRABALHA AFINAL?
    Este bispo que não se ajoelha jamais diante da Eucaristia e do tabernáculo, pra quem trabalha?
    Desencadeia a “guerra civil” na Igreja pela comunhão aos divorciados novamente casados. Introduz o divórcio na Igreja ao jogar na trituradora a Palavra de Jesus sobre a indissolubilidade do casamento e dois mil anos de Magistério.
    Vai a Cuba e bate nos perseguidos, mas depois é todo beijinhos e abraços nos perseguidores, os tiranos comunistas.
    Assim, vai aos Estados Unidos do secularista Obama e bate nos bispos mais batalhadores, intimando-os a parar de lutar, enquanto elogia o presidente mais inimigo da Igreja, da vida e da família, porque esse está se ocupando da poluição do ar.
    TEM PORQUE SE ADMIRAR SE TODOS OS INIMIGOS DA IGREJA O APLAUDEM FRENETICAMENTE E ENTUSIASTICAMENTE?
    TEM PORQUE SE ADMIRAR SE TODO O SISTEMA MIDIÁTICO SE TORNOU UMA MÁQUINA COLOSSAL DE EXALTAÇÃO DELE?
    FAZ O OPOSTO DE SEUS PREDECESSORES QUE CONFORTAVAM E CONFIRMAVAM NA FÉ OS CRISTÃOS PERSEGUIDOS E OS PASTORES, ENQUANTO ADVERTIAM OS INIMIGOS DE DEUS, SOBRETUDO OS PODEROSOS.
    A pergunta que não quer calar é: MAS PRA QUEM TRABALHA AFINAL?
    Certamente, não trabalha para o nosso Deus, porque Bergoglio já declarou literalmente na entrevista a Eugenio Scalfari: “NÃO EXISTE UM DEUS CATÓLICO”.

    Depois Socci critica duramente o “culto da personalidade” armado em torno de Bergoglio, O Humilde:

    “Papa Bergoglio chegou na Casa Branca em um Fiat 500, a fim de demonstrar a todos o quanto é humilde, pobre e ecológico.
    O “pobre” Sérgio Marchionne ( Presidente da Fiat e amigo de Obama), ficou agradecido pela enorme publicidade gratuita.
    E um extasiado comentarista do “Corriere della Sera” nos informa que a Fiat 500 de Bergoglio “seduziu os americanos.”
    Nós esperávamos que tivesse sido o anúncio de Cristo a seduzir os corações. Ao invés disso foi a extrema indigência de Bergoglio que não pode permitir-se mais do que uma reles Fiat 500 e por isso é hosanado.
    Da próxima vez ele poderá ir de patins que seduzirá o mundo inteiro, se mostrando ainda mais pobre, humilde e ecológico.
    Os seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, com toda a Igreja militante, perseguida e martirizada preferiam cantar “Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam”.

    https://www.facebook.com/Antonio-Socci-pagina-ufficiale-197268327060719/timeline/