Dom Bernard Fellay escreve ao Papa Francisco.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Santíssimo Padre,

Fellay080814É com grande preocupação que constatamos ao nosso redor a degradação gradual do matrimônio e da família, origem e fundamento de toda a sociedade humana. Esta dissolução está se acelerando com força, sobretudo através da promoção legal dos comportamentos mais imorais e mais depravados. A lei de Deus, mesmo simplesmente natural, é hoje pisoteada publicamente, os pecados mais graves se multiplicam de modo dramático e clamam vingança ao Céu.

Santíssimo Padre,

Não podemos negar que a primeira parte do Sínodo dedicado aos “desafios pastorais da família no contexto da evangelização” nos deixou profundamente alarmados. Temos ouvido e lido, de grandes autoridades eclesiásticas – que se atribuem vosso respaldo, sem serem desmentidas – afirmações tão contrárias à verdade, tão opostas à doutrina clara e constante da Igreja sobre a santidade do matrimônio, que nossa alma tem ficado profundamente perturbada. Todavia, o que mais nos preocupa são algumas das suas palavras que dão a entender que poderia haver uma evolução da doutrina para responder às novas necessidades do povo cristão. Nossa preocupação brota da condenação que São Pio X fez, na encíclica Pascendi, do alinhamento do dogma a supostas exigências contemporâneas. Pio X e vós, Santo Padre, receberam a plenitude do poder de ensinar, santificar e governar em obediência a Cristo, que é a cabeça e pastor do rebanho em todo tempo e em qualquer lugar, e de quem o Papa deve ser o verdadeiro Vigário na terra. O objeto de uma condenação dogmática não pode se converter, com o tempo, em uma prática pastoral autorizada.

Deus, autor da natureza, estabeleceu a união estável entre homem e mulher com vistas a perpetuar a espécie humana. A Revelação do Antigo Testamento nos ensina de modo claríssimo que o matrimônio, único e indissolúvel, entre um homem e uma mulher, foi estabelecido por Deus, e que suas características essenciais foram subtraídas à livre escolha dos homens para permanecer sob a proteção divina particular: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Ex 20, 17).

O evangelho nos ensina que o próprio Jesus, em virtude de sua autoridade suprema, restaurou definitivamente o casamento, alterado pela corrupção dos homens, em sua pureza primitiva: “O que Deus uniu, o homem não separa”(Mt 19: 6).

É glória da Igreja Católica ao longo dos séculos ter defendido contra “ventos e marés”, apesar das solicitações, ameaças e tentações, a realidade humana e divina do matrimônio. Ela sempre carregou bem alta – ainda que homens corruptos a abandonavam apenas por este motivo – a bandeira da fidelidade, da pureza e da fecundidade que caracterizam o verdadeiro amor conjugal e familiar.

Agora que se aproxima a segunda parte deste Sínodo dedicado à família, acreditamos, em consciência, que é nosso dever expressar à Santa Sé apostólica a mais profunda angústia que toma conta de nós ao pensar nas “conclusões” que poderão ser propostas nesta ocasião, se por grande infortúnio elas forem um novo ataque contra a santidade do matrimônio e da família, um novo enfraquecimento da sociedade conjugal e dos lares. Esperamos de todo coração, no entanto, que o Sínodo fará obra de misericórdia recordando, para o bem das almas, a doutrina salvífica integral referente ao matrimônio.

Temos plena consciência, no atual contexto, que as pessoas que se encontram em situações matrimoniais irregulares devem ser acolhidas pastoralmente, com compaixão, a fim de lhes mostrar o rosto misericordioso do Deus de amor que a Igreja dá a conhecer.

Entretanto, a lei de Deus, expressão do Seu amor eterno para com os homens, constitui em si mesma a suprema misericórdia para todos os tempos, todas as pessoas e todas as situações. Rezamos, pois, para que a verdade evangélica do matrimônio, que deveria proclamar o Sínodo, não seja contornada mediante múltiplas “exceções pastorais” que distorcem seu verdadeiro sentido, ou por uma legislação que aboliria quase infalivelmente seu real alcance. Quanto a isto, não podemos esconder que as recentes disposições canônicas do Motu proprio Mitis Iudex Dominus Iesus, quer permitem declarações de nulidade aceleradas, abrirão, de fato, as portas a um processo de “divórcio católico” sem levar o nome de tal, apesar das referências à indissolubilidade do matrimônio que o acompanham. Estas disposições vão na direção da evolução dos costumes contemporâneos, sem tratar de retificá-las de acordo com a lei divina; como, então, não ficar abalado com o destino dos filhos nascidos desses casamentos anulados de modo expresso, que serão as tristes vítimas da “cultura do descarte”?

No século XVI, o Papa Clemente VII recusou a Henrique VIII o divórcio solicitado por ele. Diante da ameaça do cisma anglicano, o papa manteve, contra todas as pressões, o ensinamento inalterável de Cristo e de sua Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio. Veremos agora esta decisão desaprovada por um “arrependimento canônico”?

Nestes últimos tempos, em todo o mundo, numerosas famílias se mobilizaram corajosamente contra as leis civis que minavam a família natural e cristã, e incentivam publicamente os comportamentos infames, contrários à moralidade mais elementar. A Igreja pode abandonar aqueles que, por vezes em detrimento próprio e sempre sob zombaria e ataques, conduziram este combate necessário, porém difícil? Isso constituiria um contra-testemunho desastroso, e seria para essas pessoas uma fonte de desgosto e desalento. Os homens da Igreja, pelo contrário, por sua própria missão, devem oferecer-lhes um apoio firme e motivado.

Santo Padre,

Pela honra de nosso Senhor Jesus Cristo, pela consolação da Igreja e todos os fiéis católicos, pelo bem da sociedade e de toda a humanidade, neste momento crucial, nós vos suplicamos, pois, que façais ressoar no mundo uma palavra da verdade, de clareza e de firmeza, em defesa do matrimônio cristão, e até mesmo o simplesmente humano, em apoio ao seu fundamento, ou seja, a diferença e a complementaridade dos sexos, em apoio à sua unicidade e à sua indissolubilidade.

Confiamos esta humilde súplica ao patrocínio de São João Batista, que conheceu o martírio por ter defendido publicamente, contra uma autoridade civil comprometida com um “recasamento” escandaloso, a santidade e a unicidade do matrimônio; suplicando ao Precursor para conceder a Vossa Santidade a coragem de recordar ao mundo inteiro a verdadeira doutrina sobre o matrimônio natural e cristão.

Na festa de Nossa Senhora das Dores, 15 de setembro de 2015

+ Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

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19 Comentários to “Dom Bernard Fellay escreve ao Papa Francisco.”

  1. …. Temos ouvido e lido, de grandes autoridades eclesiásticas – que se atribuem vosso respaldo, sem serem desmentidas…
    Trechinho realmente contundente e acusatório e com embasamento, já que propaladas as inverdades por certos suspeitos cardeais, com D Kasper, inexiste contraposição de parte do papa Francisco; oportunizaria levantarem-se suspeitas que haveria conivência.
    De fato, o período de até 45 dias, deixando as resoluções e constatação de nulidade de casos mais simples de casamento desde as origens nas mãos de bispos diocesanos – haveriam dentre eles os da maçonaria eclesiástica – alguns já se declaram praticamente modernistas, cismáticos ou mesmo hereges, como do episcopado alemão!
    Imaginem os abusos e eventuais procuras daqueles bispos mais flex, como os chegados às ideologias socialistas, chegados ao PT, tipo D Casaldáliga e associados, para “darem um jeitinho no meu casamento”…
    Quantos desses têm se levantado de forma contundente contra o diabólico modernismo no Brasil sob forma de confrontos diretos, como D Aldo Pagotto, demonstrando o hiato entre o relativismo e o catolicismo?

    • Vocês vão notar que meu comentário é leigo, muito leigo “mesmo!” , mas além desse novo recurso de agilizar rapidamente as nulidades matrimoniais, vocês não acham que existem muitas “brechas na lei”? Por exemplo: duas pessoas que têm parentesco próximo podem ter o casamento declarado nulo. Ok, tenho uma amiga que se casou com o primo de 1º grau sabendo desse fato, totalmente consciente disso, e sabia disso desde quando os dois eram crianças. Eles ficaram vários anos casados, tiveram uma filha. Um belo dia, ele arrumou uma amante. Minha amiga nunca cogitou a nulidade, mesmo porque ela não dá muita importância a isso. Em minha opinião, isso não dá nulidade ao matrimônio, pois nenhum deles se casou sem saber desse fato (o parentesco) e isso não foi a causa da separação. Outro caso: conheço um casal que era super frequentador da Igreja (ambos). Ficaram casados por uns 25 anos, tiveram 4 filhos, sempre aparentaram felicidade e eram uma família unida. O marido que era médico contratou uma secretária e se apaixonou pela tal. Aí, ele entrou no tribunal e foi declarado que o casamento dele com a esposa nunca existiu (isso não me entra na cabeça).O Dr se casou com a secretária na Igreja, como se nunca houvesse havido o casamento anterior, no qual foram geradas quatro vidas. Uai…mas e os 4 filhos??? Por que eles existem??? Se ele não tivesse conhecido a tal secretária, os dois (ele e a primeira esposa) estariam vivendo em pecado e seriam condenados ao inferno por isso??? Poderia citar outras dezenas de casos, mas francamente! essa coisa de nulidade em meu entender é hipocrisia e conveniência na grande maioria dos casos e não passa de um divórcio católico.

  2. Ué? Mas Dim Fellay não estava na iminência de um acordo com Roma?

    Mas, dirão que Dom Fellay deveria tratar o Papa como cachorro. Por tratar como tratou a FSSPX é a Neo-FSSPX.

  3. Palavra de comando dos Modernistas: “Os dogmas devem ser mudados”, ou melhor, não há dogmas.
    Como fazer? Respondem os modernistas: Já demos a primeira aula no C. Vat. II: Empregar a ambiguidade, e, como areia nos olhos dos tradicionalistas, aqui e ali, alguma palavra clara em defesa dos tais dogmas. Mas o importante é a vivência, a prática, porque desde O Concilio, o que devemos olhar é a “pastoral”: dialogar, dialogar e dialogar como o povo para conhecer o que sua vivência pede atualmente. Não negamos, dizem, as palavras de Jesus… “PERO”, “MAS, PORÉM”, nas conjunturas atuais o que devemos olhar é a prática. Na prática, nos esquivamos até do E. … (não tenho coragem de escrever a blasfêmia). O que falamos ambígua e diplomaticamente, na prática o que vai valer é o que for contrário e destruidor dos dogmas. Será para isso que, de há muito, os modernistas vem se esforçando e torcendo para eleição de um jesuíta? Dizem que os jesuítas são muito práticos!!!
    Mas os modernistas se esquecem que a Igreja é divina. Nunca faltará uma parte sã, que dirá sim, sim; não, não. Sempre haverá aquele pequenino rebanho com seus pastores fiéis que dará testemunho de Jesus Cristo no meio desta geração adúltera e pecadora.
    Sendo o Sumo Pontífice, tenho certeza que o Papa Francisco nunca irá impor para a Igreja toda falando como doutor universal, algo contra ao Dogma ou/e a Moral. Temo, porém, depois do Sínodo, a PRÁTICA.

  4. A doutrina é intocável – já repetiram não sei quantas 1000 vezes – mas “temos que não nos esquecer” da “misericórdia, acolhimento, compreensão”!
    Hoje em dia o sibilinismo é o prato do dia: “Credo romanos victuros esse cartaginienses”!
    Não seria melhor logo dizer: somos pro relativismo, mas kd a fé; então dissimulariam com eufemismos em defesa dos “discriminados, dos constrangidos” e vai por aí de alienações, para não dizer defesa do golpismo e chantagismo religiosos!
    Isso, gente, seria esquerdismo dos brabos: já notou que os estúpidos comunistas são parecidos quando são acossados por suas fraudes e sabem se passarem de:
    Vítimazinhas inocentes de malvados.
    ” de perseguições políticas.
    ” de inveja de seus feitos.
    ” por defesa dos mais pobres – perguntem aos “pobres” das grandes empreiteiras…
    ” por defesa de grupos marginalizados e vai por aí?
    Porque não se levantam contra uns Pe Fabio de Melo, Antônio Maria, Marcelo Rossi, a CNBB etc?
    Esses que não interpelam esses procedimentos estão a favor, pois não existe ninguém em cima do muro nas ideias; só fisicamente!

  5. “Pio X e vós, Santo Padre, receberam a plenitude do poder de ensinar, santificar e governar em obediência a Cristo, que é a cabeça e pastor do rebanho em todo tempo e em qualquer lugar, e de quem o Papa deve ser o verdadeiro Vigário na terra”.

    Esta terá sido até agora das poucas vezes onde não concordo integralmente com Dom Fellay ou até a única de que discordo cabalmente, porque comparar o mandato de São Pio X com o de Bergoglio é o supra sumo da ingenuidade. Pio X sim recebeu a a plenitude do poder de ensinar, santificar e governar em obediência a Cristo”. Mas Bergoglio? Diante das denúncias que chegam todos os dias, pra mim se torna cada vez mais claro que ele apenas está usurpando esse poder em obediência à Nova Ordem Mundial do qual se tornou seu legítimo vigário.
    Depois de outubro, depois do final desse pseudo sínodo de cartas marcadas eu poderei dizer se essa carta de Dom Fellay teve ou não alguma influência nas decisões de Bergoglio.
    Até lá continuo achando que é desperdício de papel e tinta. O momento é de reunir aqueles sacerdotes fiéis, convocar um jejum ( porque essa casta de demônios só se expulsa com jejuns) prescrever penitências extraordinárias, vestir-se de saco e cinzas na cabeça e implorar de Deus misericórdia, porque o castigo que merecíamos caiu pesado sobre nós e quando vier aquela tribulação que nunca se viu na história da humanidade, pode ser que por causa da penitência e dos sacrifícios Deus tenha misericórdia de nós e nos poupe.

    • Gercione, Dom Fellay não compara o Papa Francisco e São Pio X. Ele apenas diz que ambos receberam a plenitude do poder de ensinar, santificar e governar. Ambos receberam. Dom Fellay, no entanto, não diz que ambos fizeram uso deste poder da mesma forma…

  6. OPA! Um post sobre a FSSPX no Fratres in Unum?

    Soem as trombetas! (fuóóóóóóóóóoó)

    Chamem os canonistas! Levantai-vos de vosso túmulos, ó MAVs do Código de Direito Canônico!

    Tirem a poeira dos livros! Vamos execrar a FSSPX!

    A FSSPX é cismática de acordo com o cânone X, parágrafo Y, alínea Z, casa Ç, fundos
    A FSSPX não está em comunhão com a Igreja, conforme a hipotenusa do seno do ângulo da alínea F(x) vezes a raiz quadrada que tangencia o dogma do parágrafo X, menos o quadrado dos catetos do cânone Y do CDC na base 10.
    A FSSPX é um antro de hereges, de acordo com a rebimboca da parafuseta exposta no cânone X, alínea alfa, menos o quadrado de delta menos 4ac.

    FSSPX = culpada pela crise na Igreja!, c.q.d.!

    • Apesar de D Lefebvre ter falecido em cisma, sinceramente, nunca vi algo dele que estivesse contrariando a doutrina da Igreja DE SEMPRE, mas discordou da máfia do avental e afiliados que se infiltraram na Igreja, algo líquido e certo e, além de aprontarem as suas, ainda saíram acusando do Concilio Vaticano II de todos os problemas da Igreja!
      Mas os inimigos da Igreja estão tão assanhados que recorrer à FSSPX e D Lefebvre é dever de justiça: piores que os modernistas como dos pró amasiados e gayzistas, nunca, jamais foram!
      Evidente que nem interessaria saber aos infiltrados na Igreja, menos ainda publicar, que os 10 papas anteriores ao papa Francisco têm duras condenações à maçonaria e seus “fiotes” comunistas, com varias encíclicas anticomunistas, como a Quod Apostolici Muneris, Divini Redemptoris etc.
      Aliás, nunca vi tanta gente reconhecendo os valores verdadeiros como no presente de D Lefebvre e da FSSPX, merecidos!
      Numa situação dessas, o Fratres tem sido é justo!

  7. Perfeita a carta de próprio punho do bispo “desobediente e cismático”.

  8. Muito corajoso, mas extremamente danoso para a regularização canônica da própria sociedade. Concerteza os modernistas não deixarão barato.

  9. Ué! Não era a FSSPX a acordista desavergonhada (para os seguidores de D. Williamson)? Não era a FSSPX a cismática e antro de hereges (para os modernistas safados, cleaners cegos e neocons desavergonhados)? Gente, vamos acordar deste torpor e colocar os pés no chão! A FSSPX está na luta pela Igreja e pela Fé e qualquer um que consiga ver a um palmo de seu nariz, dotado de boa fé e desprovido de arrogância, pode constatar isto! Eu admiro D. Fellay, e, pessoalmente, para quem já leu aquele exorcismo feito em 1975, no qual o cramulhão, obrigado pelo Santíssima Virgem, fala no triunfo de Êcone, que será o triunfo da Igreja de Sempre, torna-se muito patente que um dia sairemos desta desorientação diabólica e apostasia (mas, a que preço)! Peço que notem o tom respeitoso de D. Fellay, tom de um homem equilibrado e que, nem por isto, deixou de colocar os píngos nos “is”! O momento é de oração!

  10. Excelente a carta de D. Fellay. Não importa se é um bispo da FSSPX falando. A verdade, seja dita por quem for, é sempre a verdade. E D. Fellay conseguiu perceber algo que poucos clérigos hoje percebem: que a indissolubilidade é propriedade do matrimônio, seja ele natural ou sacramental (obviamente, no sacramental, esta indissolubilidade assume maior firmeza).

    Esta percepção por si só é uma pérola: hoje, mesmo entre os clérigos bem intencionados, fala-se em proteger apenas o matrimônio cristão (sacramental). Mas a Igreja sempre ensinou que o matrimônio é uma instituição natural, naturalmente indissolúvel (mesmo no matrimônio entre não-cristãos ou entre um cristão e um não-cristão, que não são sacramento).

  11. “Sendo o Sumo Pontífice, tenho certeza que o Papa Francisco nunca irá impor para a Igreja toda falando como doutor universal, algo contra ao Dogma ou/e a Moral. Temo, porém, depois do Sínodo, a PRÁTICA.”…

    Pe. Élcio, a prática já está aí, só será mais endossada e piorada com as meias palavras e palavras dúbias que saírem do famigerado sínodo…

    Conheço Bispo que fala em alto e bom som para os seus padres: “quando vocês sabem que o Bispo não pode autorizar algo, para não causar problemas com Roma (claro, isso até o fatídico dia 13 de março de 2013), não me perguntem, ajam, façam, de acordo com suas consciências e a pastoral”…

    Diga-se de passagem, como está difícil um sucessor para este Bispo que já completou a idade… O que ele indicou, nem dando a faixa vermelha pro Núncio este aprovou… Um grupo de padres da própria Diocese soube do escolhido pelo Bispo de saída para sucedê-lo e alertou o Núncio… O Bispo quase aposentado ficou furioso dizendo que “isso era traição, coisa do diabo”. Ué… Mas a “teologia” que esse Bispo segue e promove nega a existência do diabo… Como são contraditórios os loucos que seguem essa bandalheira chamada “teologia” da maldição…

    O Bispo de Roma não rachará “de fato”, a Igreja, pois na prática já está rachada há tempos…
    Os cardeais capetas e companhia quase já alcançaram seus objetivos…

    Mas como muito bem o senhor colocou no final de sua colocação : “Mas os modernistas se esquecem que a Igreja é divina. Nunca faltará uma parte sã, que dirá sim, sim; não, não. Sempre haverá aquele pequenino rebanho com seus pastores fiéis que dará testemunho de Jesus Cristo no meio desta geração adúltera e pecadora.”…

    Só mudaria o início: Mas os KAPETITAS E SIMLIARES se esquecem….

    Só mais uma colocação do velho cardeal Siri: “Se com o Concílio não conseguiram destruir a Igreja é porque ela é divina mesmo”…

    São Jerônimo, rogai por nós!

  12. Carta contundente, como deveria ser. Carta respeitosa, como deveria ser, considerando a quem é dirigida.

  13. Firme, serena e como sempre, catolicíssima.