Terá a intervenção do Papa Francisco reconduzido o Sínodo à sua trajetória heterodoxa?

Por Voice of the Family, 7 de outubro de 2015 | Tradução: FratresInUnum.com – O Sínodo Ordinário sobre a família esteve ontem (6 de outubro) muito mais perto de um repúdio dos ensinamentos da Igreja Católica sobre a sexualidade humana. As esperanças dos fiéis católicos aumentaram na segunda-feira (5), com a reafirmação da ortodoxia Católica feita na relazione introduttiva do Relator Geral do Sínodo, Cardeal Péter Erdö, Arcebispo de Esztergom-Budapeste. Ontem, o relatório e a posição de Erdö foram seriamente minados depois que uma intervenção do Papa Francisco indicou aos padres sinodais que a questão da comunhão para os “divorciados e recasados” ainda estava em aberto. O Cardeal Erdö também foi minado por observações feitas por padres sinodais convidados a uma coletiva de imprensa organizada pelo porta-voz da Santa Sé, o padre Lombardi.

A relazione introduttiva do Cardeal Erdö

Em seu relatório inicial, apresentado na segunda pela manhã, o Cardeal Erdö defendeu a doutrina católica, perpassando todo o espectro de ensinamentos relacionados à sexualidade humana. O Relator Geral decididamente rejeitou a proposta do Cardeal Kasper sobre a admissão à Sagrada Comunhão daqueles que vivem em adultério público e claramente reafirmou o ensinamento Católico sobre questões como o homossexualismo, a indissolubilidade do casamento e a contracepção. Ele também repudiou o falso entendimento de misericórdia, o qual tem sido cada vez mais prevalente no período anterior ao Sínodo.

“Misericórdia”, disse o Cardeal, “exige conversão”. A análise mais completa do relatório de Erdö pode ser encontrada aqui.

Cardeal Erdö e Arcebispo Forte adotam abordagens divergentes na coletiva de imprensa

A defesa do Cardeal Erdö do ensinamento Católico continuou na coletiva de imprensa ocorrida na Sala de Imprensa da Santa Sé na segunda-feira de manhã. Também presentes na conferência estavam o Arcebispo Bruno Forte, Secretário Especial do Sínodo e o Cardeal Vingt-Trois, Arcebispo de Paris.

Jornalistas pediram que o Cardeal Erdö comentasse o seu relatório no que toca a recepção da Santa Comunhão por “divorciados e recasados”. Como resposta, ele defendeu a sua decisão de manter a doutrina Católica e enfatizou que, longe de ser ilimitado, o desenvolvimento doutrinal só pode se dar em consonância com a tradição. Ele também rejeitou a sugestão de que haveria uma alternativa Ortodoxa Oriental para a doutrina e disciplina Católica, chamando atenção para as divisões que existem dentro da Igreja Ortodoxa. Mais aguda foi, talvez, a sua observação de que a leitura do Evangelho no dia da abertura do Sínodo foi, coincidentemente, a doutrina de Nosso Senhor sobre a indissolubilidade do casamento, tal como é registrado no Evangelho de São Lucas.

O Arcebispo Forte, conhecido por ter elaborado passagens heterodoxas sobre homossexualidade na relatio post disceptationem do ano passado, respondeu ao Cardeal Erdö na primeira oportunidade. Ignorou uma questão a ele colocada por um jornalista, a respeito de famílias numerosas, e voltou à discussão sobre a Santa Comunhão para “divorciados e recasados”.

Forte enfatizou que o Sínodo era um “sínodo pastoral”, voltado para o “cuidado pastoral”. Que havia uma necessidade de encontrar “novas formas de abordar os desafios pastorais”, porque “os tempos mudam, as situações mudam”. Ele disse que “desafios pastorais estão aí e devemos encará-los”. (A tradução das observações do Arcebispo Forte é tirada de uma tradução simultânea fornecida pela Sala de Imprensa da Santa Sé).

As colocações de Forte encaixam-se na narrativa buscada por prelados dissidentes no Sínodo. O seu modus operandi é insistir que a doutrina da Igreja permanecerá intocada, mas a prática pastoral irá mudar. Na realidade, as assim chamadas mudanças pastorais que eles propõem, tais como a readmissão de adúlteros não-arrependidos à Santa Comunhão, de fato, contradizem a doutrina Católica.

A intervenção do Papa Francisco

O Papa Francisco realizou uma intervenção não programada no Sínodo ontem (6) pela manhã. Ele instruiu os padres sinodais que eles deveriam considerar o Sínodo Ordinário como estando em perfeita continuidade com o Sínodo Extraordinário. Disse a eles que deveriam considerar somente três documentos sinodais como documentos formais do Sínodo, sendo eles: o seu próprio discurso de abertura do Sínodo Extraordinário, a Relatio Synodi do Sínodo Extraordinário e o seu próprio discurso de encerramento daquele Sínodo. A natureza heterodoxa da Relatio Synodi, que recebeu aprovação pessoal do Santo Padre, foi discutida pelo Voice of the Family na nossa Análise do Relatório Final do Sínodo Extraordinário. O Santo Padre também disse que a questão da recepção da Santa Comunhão por “divorciados e recasados” não era a única que o Sínodo deveria considerar. Isso indica, contudo, que o Papa Francisco considera a questão aberta, apesar de estar claramente resolvida pela Sagrada Escritura, pela Sagrada Tradição e o ensinamento de seus predecessores. O conteúdo da intervenção do Santo Padre foi repetido diversas vezes pelo Padre Lombardi e outros participantes na coletiva de imprensa.

A intervenção do Santo Padre ontem minou a autoridade do relatório do Cardeal Erdö e assinalou aos padres sinodais que o Santo Padre prefere que as discussões do Sínodo se dêem de acordo com as linhas estabelecidas pela heterodoxa Relatio Synodi, ao invés do que o ortodoxo discurso introdutório do Cardeal Erdö. As ações do Santo Padre enfraqueceram gravemente os esforços para reorientar o Sínodo Ordinário em direção a uma afirmação e defesa da doutrina Católica.

Dois Arcebispos minam o relatório do Cardeal Erdö e se recusam a afirmar a fé Católica

Numa coletiva de imprensa dada na Sala de Imprensa da Santa Sé ontem à tarde, o Arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para Comunicação Social, foi indagado em que medida, após o relatório do Cardeal Erdö, a questão da Santa Comunhão para “divorciados e recasados” estava fechada. Ao afirmar que “a questão ainda está aberta”, o Arcebispo Celli não só minou o testemunho do Cardeal Erdö mas, muito mais seriamente, repudiou o ensinamento constante do magistério da Igreja.

Também participou da coletiva de imprensa de ontem o Arcebispo Paul-André Durocher, Arcebispo de Gatineau (Canadá). A Durocher foi perguntado se poderia ser dito, agora, que a questão da recepção da Santa Comunhão por “divorciados e recasados” deve ser considerada matéria de “prática pastoral” ao invés de “doutrina”. O Arcebispo Durocher recusou-se a usar a oportunidade para afirmar o ensinamento da Igreja; ao invés disso, ele simplesmente disse que os padres sinodais têm pontos de vista diferentes sobre esse ponto.

O Padre Rosica e seu sumário da revolução “progressista” contra a doutrina Católica.

Na coletiva de imprensa de ontem, o pe. Thomas Rosica, porta-voz de língua inglesa para a Santa Sé, deu o que descreveu como um sumário das intervenções dos padres sinodais. As intervenções, de acordo com o que resumiu o Pe. Rosica, foram quase uniformemente “progressistas”.

O resumo do pe. Rosica enfatizou a necessidade de “um fim da linguagem exclusionista” e a necessidade de “aceitar a realidade como ela é” e não “ter medo de situações novas e complexas”. Foi relatado que um padre do Sínodo disse que “no cuidado pastoral das pessoas, a linguagem da inclusão deve ser a nossa linguagem, sempre considerando possibilidades e soluções pastorais e canônicas”. Rosica fez referência a intervenções pedindo por uma “nova catequese para o casamento”, uma “nova linguagem para falar às pessoas do nosso tempo”, uma nova abordagem da homossexualidade, que não mais desse a impressão que os católicos sentem “pena” dos homossexuais. Rosica também chamou atenção para um chamado para estender a prática da absolvição geral do Ano da Misericórdia e por um questionamento tal como: “há novos modos de usar o diaconato permanente, e aqueles que são diáconos permanentes, como verdadeiros ministros da misericórdia?” Outra intervenção perguntou “somos nós os mestres da mesa da Eucaristia ou os servos dessa mesa, acolhendo as pessoas a ela?”

Um dos aspectos mais perturbadores do resumo de Rosica foi a sugestão que a questão da Santa Comunhão para “divorciados e recasados” poderia ser resolvida de maneiras diferentes em partes diferentes do mundo. Isso levaria a práticas diferentes e, portanto, a doutrinas diferentes em diferentes partes da Igreja. Tal divisão é, evidentemente, inseparável de um cisma.

Conclusões

O relatório de abertura do Relator Geral, Cardeal Erdö, suscitou esperanças de que seria possível o Sínodo ser reorientado à direção ortodoxa, apesar do heterodoxo Instrumentum Laboris, o qual serve como sua agenda. A corrosão do relatório do Cardeal Erdö pela intervenção do Papa Francisco parece recolocar o Sínodo na direção heterodoxa. Se a Relatio Synodi e o Instrumentum Laboris continuam a ser a base para o trabalho do Sínodo Ordinário, então os responsáveis pelo Sínodo – e aqueles que o seguem – continuarão na trajetória em direção a um repúdio formal da doutrina da Igreja Católica.

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11 Comentários to “Terá a intervenção do Papa Francisco reconduzido o Sínodo à sua trajetória heterodoxa?”

  1. Está muito claro, para qualquer pessoa de inteligência mediana, os caminhos finais deste sínodo: o desrespeito à tradição (o que o papa argentinho tem feito, desde o início de seu pontificado)!
    Como bem ensinado pelo Cardeal Erdo, a misericórdia exige conversão.
    Os descasados terão de se converter, assim como os homossexuais…. fora disso é inadmissível.
    Este papa pode até sair vitorioso, por enquanto… a reação deve vir dos fiéis!
    No momento em que s fiéis começarem a demonstrar claramente seu descontentamento, parandi por exemplo de oferecer seus dízimos e ofertas, o Vaticano se verá em situação financeira difícil, e terá de se curvar!
    Eu estou fazendo minha parte.
    protesto em todas as redes sociais, e parei de ofertar á Igreja… faço minha caridade diretamente aos necessitados!

  2. (O Pe. Ricardo Marques — https://www.facebook.com/padrericardo.debarrosmarques — está em Roma acompanhando o sínodo)

    Esse texto é uma reflexão que fiz depois de ouvir a entrevista do Pe Ricardo Marques no dia 12/10/2015.

    As pessoas já estão acostumadas a pensar que tudo isso que tá acontecendo na Igreja é normal. Dizem que os tradicionalistas enloqueceram. Dizem que é preciso ter moderação. Sim, de fato é preciso ter moderação para estudar os 2 mil anos de Igreja, não na hora de dizer a verdade. Ou devemos entender que é preciso falar meias verdades que foram proclamadas anteriormente com clareza?
    De que adianta a Santa Igreja acolher pessoas sem que delas se cobre as obrigações necessárias o Catecismo? Sem que ela se arrependam dos seus pecados? Sem dar a chance de mostrar a ela 2 mil anos de tradição? Sem que elas possam ter o prazer de saber o que pensava Santo Agostinho e Sto Tomás de Aquino?. Acolher no sentido do Padre Ricardo significa passar a mão na cabeça tratando-a como um ser inferior que deve obedecer os “estudados”. Não dizer o que pensa os Santos Padres aos que procuram acolhimento na Igreja é um menosprezo aos Santos Padres

    Agora venho novamente a entender como o liberalismo e o modernismo já entraram na cabeça desses novos padres! Por que se aceita que haja na Igreja uma ala progressista? Há somente uma Igreja Apostólica Romana e não uma Igreja com duas ou três vertentes! A ala progressista existe fora da Igreja, ela só está dentro da Igreja na cabeça de quem já aceitou as premissas modernistas que São Pio X condenou.Sempre que falar de quem se sente feliz em dividir a Igreja deve se falar com o objetivo de mostrar que essas pessoas foram criadas artificialmente e aceita pelos medíocres num período de grande tristeza e pouco bom senso..

    Na diocese do Padre Marques, em Roma, há telogia da libertação ”em pessoa” (segundo ele mesmo). Só isso já demonstra uma situação inaceitável. Pude notar que o Padre aceita com ar de normalidade,como se a teologia da libertação fosse uma obra de próprio Sto Tomás. Isso não é tão triste pois virou regra na mente dos novos padres. Como pode alguém se sentir bem e falar com tranquilidade sobre isso? Como obedecer quem propaga o anti-cristianismo? Não é verdade que os mais aclamados textos de “direitos do homem”, produzidos pelos ideias de “liberdade e igualdade” da revolução francesa tenha sido escrito as custas do sangue do primeiro banho de sangue da história humana?

    Seria capaz O Padre Ricardo Marques se mostrar indignado ao ler a história da Igreja em contraste ao Francisco “O acolhidor dos oprimidos”?

    A teologia da Libertação diz que todos serão salvos; diz os pobres são deuses (nascem sem pecado) são mais importantes que qualquer outro ser humano e a humanidade será salva pelo operário redimido. Mais uma vez o Padre diz implicitamente que teologia da libertação é normal sob o manto de “Igreja Acolhedora”>

    Papa Pio XI, Mortalium animos, #10, 6 de Janeiro de 1928: “… por quanto não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela.”

    Papa Francisco disse que não queria ser considerado um Papa e sim apenas um “Bispo” de Roma. Ele não usa passaporte do vaticano e sim um passaporte argentino. Na oportunidade do seu discurso de “posse” ele disse que ele era apenas mais um e igual a todos os fiéis e que os fiéis não deveriam ver ele como uma figura de autoridade. O Pe afirma o contrário:” O Papa está tentando mostrar que ele precisa ser obecido”. Mas que lógica maravilhosa essa, não é mesmo?

    Francisco, ”Conversas”, pág. 95: “A Igreja não se opõe à educação sexual. Pessoalmente acho que deve existir ao longo de todo o crescimento dos jovens, adaptada a cada etapa. Na verdade, a Igreja sempre promoveu a educação sexual, embora eu aceite que nem sempre o tenha feito de um modo adequado.”
    A Igreja nunca promoveu a educação sexual — seja ela adequada ou inadequada.

    Papa Pio XI, encíclica Divini illius magistri, 31 de Dezembro de 1931: “Assaz difuso é o erro dos que, com pretensões perigosas e más palavras, promovem a pretendida educação sexual…
    Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, Sessão 8, 22 de Novembro de 1439, ‘Credo Atanasiano,’ex cathedra: “Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade.

    Por que o lado tradicionalista é visto como não moderado? O moderado por acaso aceita aquilo que lhe convém? Por acaso quem aceita 2 mil anos de tradição é um anormal? Sto Tomás de Aquino era anormal ao afirmar que não se deveria rezar junto ao túmulo de Maomé?
    Papa Bento XIV, Allatae sunt, #19, 26 de Julho de 1755: “Em primeiro lugar, o missionário que está a tentar com a ajuda de Deus trazer à unidade os cismáticos gregos e orientais, deve concentrar os seus esforços no único objetivo de livrá-los de doutrinas em desacordo com a fé católica.

    Papa Pio XI, Mortalium animos, #11, 6 de Janeiro de 1928: “Só… a Igreja Católica é a que retém o verdadeiro culto (…) se alguém não entrar por ele ou se alguém dele sair, está fora da esperança da vida e salvação.”

    Tradicionalistas X Progressistas?
    O ”povo” só está de olho na Igreja porque quer que ela seja mais um veículo da propaganda LGBT e que George Soros, Fundação Ford e etc já promovem na sociedade laica. E a Igreja ultimamente tem respondido positvamente aos apelos da ONU e dos banqueiros, dando sinais que além da causa LGBT está também interessada em se tornar porta voz do planejamento familiar (assasinato de bebês) e do aquecimento global (“precisamos matar pessoas para que a mãe terra não sofra com o efeito estufa!”).

    É a mesma coisa que aceitar a Pastoral da Terra como se fosse a Igreja Católica. Como se a luta de classes fosse a coisa mais normal do mundo. Segundo alguns bispos da CNBB Jesus Cristo foi um operário padrão e não o Verbo Encarnado. Note que o operário é daqueles que Lênin elogiava por dedicar suas horas extras a causa revolucionária.
    Por fim:
    Acuso o sr Pe. Ricardo De Barros Marques de tratar Católicos que querem a Igreja de sempre com marginalidade; trata-os Católicos perplexos como radicais que não gostam do Papa por capricho. Dá a entender que “tradicionalistas” são vaidosos e orgulhosos. Nada poderia essa conclusão estar tão longe da verdade.
    Na verdade o Papa Francisco está indo contra o ensinamento da Igreja em dezenas de questões e isso qualquer pessoa sem malícia é capaz de notar e admitir publicamente. Por isso acuso-o de aceitar a divisão da Igreja feita pela esquerda, pela maçonaria e pelos protestantes. Tal obra divisória já está bem documentada e tenho certeza que nas belas bibliotecas italianas ele encontrará livros sobre o tema.

    Agora eu me pergunto e provoco: Por que o Padre Ricardo Marques não fala que a TL é uma obra anti-cristã em sua essência? (não importanto quem seja o autor, Gutierrez ou Pacepa e sua equipe.) Teria a coragem ele falar a verdade sobre o genocídio comunista para um adepto da teologia da libertação? Ou ainda, teria a honestidade de mostrar para um superior as condenações do socialismo por Pio XI e Pio XII (esta ultúma confirmada por João XXIII) ?
    Ousaria falar sobre a possibilidade real da Sede Vacante sem que precise taxar os adeptos de ultra-reacionários? Mais, diria o Pe Ricardo honestamente sobre possibilidade da sede vacante usando os documentos dos Concílios e palavras dos Santos ?
    Penso que não. Perderia o luxo de comer belas refeições e gozar de todo prestígio que o “cargo” lhe oferece. Perderia todo tipo de regalia que Roma pode oferecer. Em compensação ganharia o status de Padre cumpridor de suas obrações, mas pelo visto isso pouco lhe importa.

    Ass Lucas Lourenço
    P.S.: Essa carta é um alerta para os Católicos e ao mesmo tempo um aviso sobre a ignorância culposa do Padre Ricardo Marques. Saibam que os que amam ter o título de moderado são muitas das vezes mais caluniadores que os próprios progressistas( graças a propaganda midiática, infelizmente não se deram conta que não existe Igreja progressista ou Igreja conservadora).
    P.S. 2: Não estou taxando o Pe Ricardo de moderado pois ele mesmo se apresenta com esse título.

  3. Aos católicos que sofrem direta ou indiretamente devido a esses escândalos, a esses verdadeiros atentados à nossa santa religião, recomendo: POR FAVOR, NÃO DESANIMEM!

    Está tudo tão claro! Não deixemos de oferecer a Deus Nosso Senhor os sofrimentos que com resignação suportamos, e não nos deixemos arrastar por essa onda de liberalismo que se pudesse engoliria a todos, e antes de todos engoliria a nós, que carregamos alguma condição à qual o sínodo “pastoralmente” deseja “favorecer”, isto é: divorciados castos e pessoas com complexos homossexuais que carregam sua cruz de forma meritória, às vezes muito mais que muitos homens sem essas neuroses.

    Lembrem-se que tem gente em situação pior que a nossa: aos divorciados não castos e pessoas em atividade homossexual os “homens do sínodo” já mostraram que pretendem manter em pecado, mentira e tristeza, que culminam em desespero e severo e iminente risco para a alma. Por esses sim devemos rezar mais ainda. Mais ainda que por nós.

    Mesmo no meio desse caos todo, Deus Nosso Senhor já nos mostrou o caminho por onde devemos caminhar. Não há qualquer razão para esmorecer, se estivermos sob a ação da Graça e da Providência mil vezes santa.

  4. Engraçado é essa torcida para “a Ortodoxia prevalecer”. Meus irmãos, só a ideia de tal Sínodo e sua operação já são sinais de que as coisas vão muito errado. Quem tem olhos que veja, e mais ainda, chorem! Pois esses srs. de nossa hierarquia já estão a brincar de Deus a muito tempo, com suas novidades pastorais que nada são do que a coração da heresia e, aqueles que os inocentes chamam de “conservadores” nada poderão fazer, pois já se venderam as novidades conciliares, só que com aquele receio de que “algumas coisas podem, outras agora não”.

  5. O Papa Inocêncio III disse: “É necessário obedecer a um papa em todas as coisas enquanto não vá contra os costumes universais da Igreja, mas se ele fosse contra os costumes da Igreja, ele não precisa ser seguido”.
    Evidentemente, precisamos considerar o que S João Paulo II falou no longinquo 06/02/1981, em relação á deterioração ético-moral-religiosa desses quase 35 anos de serio aprofundamento da crise, onde no presente a DITADURA DO RELATIVISMO já governaria essa mundo em que o Senhor Deus tem sido banido como ordem do dia:
    “Os cristãos de hoje em grande parte, se sentem perdidos, confusos, perplexos e mesmo decepcionados.”
    “De todos os lados espalharam-se idéias que contradizem a verdade que foi revelada e sempre ensinada. Verdadeiras heresias foram divulgadas nos domínios do dogma e da moral, suscitando dúvidas, confusão, rebelião. A própria liturgia foi violada. Mergulhados num ”relativismo” intelectual e moral, os cristãos são tentados por um iluminismo vagamente moralista por um cristianismo sociológico, sem dogma definido e sem moralidade objetiva.”
    Não é que a perplexidade se manifesta a todo o instante nas conversas, nos escritos de dissensos da Igreja aliados às ideologias, como a TL e simpatizantes?
    Nos jornais, nas tvs com novelas e afins direcionados para alienarem as pessoas à fé católica, nos comportamentos imodestos em público, nas corrupções em que se envolvem, mesmo do clero, traduzindo-se numa diminuição considerável da prática como o testemunham as estatísticas!
    Se o papa Francisco explicitamente aderir à heterodoxia que o sigam os que não distingam o que é do que se parece!
    Certo é que os Cardeais Kasper, B Forte e similares “progressistas” SAIRAM DO ARMARIO e estão eufóricos – péssimo sinal!

  6. Aqui no Brasil, a “figura” conhecida como apedeuta, galgou a mais alta posição do poder executivo, graças ao franco mau caratismo seu, e de grande parte dos brasileiros. A única capacidade do lula, o apedeuta, foi, e é, a de “assoprar conforme a direção do vento”. Que nada disto esteja acontecendo em Roma.

  7. Isaías, meu irmão em Cristo, suas palavras são um alento para mim!
    Não estou sózinho, em meus temores!

  8. Estão desesperados os anticristos. O sínodo vai confirmar a Doutrina de sempre.

    A mídia já está colocando a culpa em “certos conspiradores”.

    A midia acha que a Santa Igreja é igual a casa deles.

    O que se pôde colher desse sínodo foram as mascaras que cairam. E quando elas cairam, eu pude ver a face do demonio.