O sentimentalismo ridículo e barato no Sínodo sobre a Família. Óóóóó que peninha…

Estão buscando uma forma, mas, segundo bispo brasileiro, “há dificuldades em contradizer a milenar doutrina da Igreja”. Proposta da CNBB sobre acolhimento a divorciados recasados: “que esta abertura possa ser feita para vencer os medos, as reticências”.

Cidade do Vaticano (RV) – Quando dói, na Igreja, o problema das pessoas unidas em segundas núpcias que são excluídas dos sacramentos da confissão e da comunhão? A Assembleia Sinodal reunida quinta-feira, no Vaticano, na 11ª Congregação geral, ficou paralisada ao ouvir o relato de um bispo mexicano. Dom Alonso Gerardo Garza Trevino, da Diocese de Piedras Negras, em seu pronunciamento, contou o episódio de um menino que fazia a primeira comunhão em sua diocese e cujos pais, ambos divorciados e recasados, não podiam fazer a comunhão na cerimônia. Ao receber a hóstia, o menino a dividiu e levou a seus pais dois pedaços para que eles também comungassem, como todos os pais presentes.

Um caso pequeno, mas que pode influir mais do que mil palavras no debate em curso no Sínodo, porque é emblemático dos sofrimentos vividos pelos católicos em ‘situação irregular’ e testemunha que os filhos de divorciados – uma porcentagem consistente dos jovens de hoje – não aceitam a exclusão dos pais desta dimensão central da vida cristã.

A RV entrevistou Dom Giancarlo Petrini, bispo de Camaçari (BA) e Presidente emérito da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, que estava presente na Sala no momento do relato.

“Certamente tem coisas que são comoventes e as pessoas ficam sensibilizadas diante de certas questões. Esta foi uma. Outro momento muito tocante também foi quando o Cardeal Schoenborn contou da situação dele, filho de um casal que se divorciou, etc. Ele percebeu outro aspecto e disse “Às vezes nós, Igreja, falamos dos divorciados de uma maneira que um filho de divorciados se sente machucado; temos que aprender a falar de uma forma mais adequada, etc. Então, são coisas que jamais poderiam passar assim, como se nada fosse… Certamente isso tem suas influências”.

“Não há nenhuma objeção ao fato que todos devem ser acolhidos. Todos são filhos de Deus, todos merecem não somente o respeito, mas o total acolhimento da Igreja. Mas até aonde vai este acolhimento? Começa a ficar claro que é um acolhimento para participar da Igreja, para participar diversas e não ter tantos limites como antigamente. Era difícil, era impossível uma pessoa recasada ser padrinho ou madrinha em um batizado, etc. Tudo isso está sendo um pouco repensado”.

“O ponto é realmente a Eucaristia. Há duas coisas em jogo, na realidade: uma é a agilização, por parte do Papa Francisco, dos processos canônicos para a declaração de nulidade matrimonial. Aquilo que parecia uma coisa delicada, quase impossível para muitos casais, hoje pode ser muito simplificado. Em segundo lugar, tem havido algumas propostas para que o bispo possa avaliar, quando não existe a declaração de nulidade, os casos que de alguma maneira especial, possam se configurar como uma ‘nulidade não-declarada’, digamos assim”.

“O certo é que o acolhimento para que haja um retorno à Igreja, uma maior participação na vida da Igreja, é tranquilo, é totalmente de consenso, de todos. Não vi ninguém reclamando a este respeito. Há nuances na maneira de ver até aonde este acolhimento pode chegar e há dificuldades em contradizer a milenar doutrina da Igreja”.

“Com certeza estes fiéis terão uma resposta concreta. Acho que esta é uma nova etapa da Igreja, que se fixa menos na dureza da lei e claro, sem jogar fora o que não pode ser jogado, valorizar mais a característica do ser de Deus, que é a misericórdia, que deve ser sempre mais a característica de cada cristão e, portanto, de toda a Igreja”.

O bispo também nos fala da proposta brasileira para o caminho de acolhida dos divorciados e recasados:

“A proposta brasileira foi explicitada por Dom Raymundo Damasceno, que foi Presidente da CNBB até abril deste ano e que é Presidente-delegado do Sínodo. Ele pediu exatamente que este acolhimento dos aspectos mais difíceis sejam aprofundados por uma comissão, para que se possa ter mais segurança; que esta abertura possa ser feita para vencer os medos, as reticências. Tudo isso deve ser mais aprofundado por um comitê de estudos, digamos assim, que o Papa poderá…. assim como fez com o processo de nulidade”.

* * *

Nós, Católicos, optamos não por historietas sentimentais, mas por Aquele que, nas palavras de Dom Athanasius Schneider, pelas inúmeras profanações, “se tornou o mais pobre, o mais indefeso, o mais discriminado, o mais, diria eu, periférico. Portanto, devemos fazer uma opção preferencial por este Pobre, por esta periferia”.

Ele, totalmente esquecido e ignorado pelos malditos modernistas que perderam a Fé! Fazemos opção por Ele!

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38 Comentários to “O sentimentalismo ridículo e barato no Sínodo sobre a Família. Óóóóó que peninha…”

  1. Dom Damasceno tem um jeitão de senador petista.

  2. Mas como satanás é esperto!

    Então quer dizer que entramos em uma “nova fase da Igreja” em que ela joga fora o Evangelho e deturpa a noção de misericórdia?

    O sofrimento desse menino deve-se à imprudência dos pais, e não à da Igreja. Ou o casal não sabe que o matrimônio é indissolúvel? Não pensaram duas vezes antes de contrair “novas núpcias”. São os pais que deveriam ficar envergonhados diante do filho, nunca a Igreja. Eles deveriam explicar ao filho por que não podem comungar; talvez, assim, ensinassem algo ao menino: a gravidade do pecado.

    • Olá Maurício vc foi feliz no que disse…è responsabilidade dos pais e não da Igreja.Parabéns Maurício! Estão cada vez mais facilitando o divorcio, muito triste…

  3. Mi Mi Mi dos “ESPÍRITAS” do Concílio. Tem muito $$$ aterrissando em bolsos tupiniquins.

  4. (Ao receber a hóstia, o menino a dividiu e levou a seus pais dois pedaços para que eles também comungassem, como todos os pais presentes.)

    !!! Foi ensinado a este menino e a seus pais que a hóstia consagrada NÃO É UMA SIMPLES BOLACHINHA?

    !!! Este menino em uma boa catequese aprendeu o que é EUCARISTIA?

    ??? (Bispo Dom Alonso Gerardo e outros) Que importância esses bispos dão à PRESENÇA EUCARÍSTICA?

  5. Roma perdendo a fé! Perdendo a fé Católica! Colocando a fé no homem! Mas o que o papa Francisco quer é totalmente coerente com a heresia humanista que apoderou-se do último Concílio. Será que só agora, os padres sinodais mais “conservadores” acham que a nova igreja de rodinhas está se movimentando rápido demais? Mas o papa Bergóglio mesmo já declarou que não colocou nem a metade do teor do Vaticano II em prática. Por que então todo esse estardalhaço? O papa tem palavra.

  6. Agora eu sei o que os tradicionais sentiram na época do Concílio.

  7. Bem, essa história é bem ilustrativa… dos problemas de comunhão na mão.

    Mas falando sério, enquanto o exemplo claramente tenta usar o sentimentalismo para quebrar a doutrina, acredito ser importante não combater isto de maneira a menosprezar os problemas dos que se encontram em tal situação. De fato, acredito ser exatamente isto que os inimigos da reta doutrina querem.

    Nós não estamos defendendo a Doutrina porque gostamos mais de fórmulas do que de pessoas. Deus, por ser infinitamente bom, nos deu sua doutrina, sim, para que o respeitássemos através dela. Mas também porque esta doutrina é capaz de nos salvar! O motivo pelo qual adúlteros não devem comungar não é porque o crime deles é tão horrível que não possa ser perdoado, mas porque essa não é a forma deles concertarem a própria vida. A recusa em aceitar a verdade de Nosso Senhor e de segui-la com todas as suas forças mostra que estas pessoas não entendem o que o pecado é. Dar-lhes a comunhão fará com que tenham menos chance ainda de compreender, além de tirar qualquer devoção que pudessem ter pelo Jesus eucarístico. Querer dar a comunhão para estas pessoas por piedade é como querer tirar de um paciente a quimioterapia porque esta causa sofrimento. Sua intenção pode até ser nobre, mas este não é o caminho.

    • É por tudo isso, sim. Mas porque se comunga do próprio Cristo, São Paulo nos ensinou que aquele que come e bebe indignamente o faz para a própria condenação. Não se pode perder de vista que em pecado mortal não se pode comungar. Isso não é uma questão da “letra fria”. É do próprio Cristo que se comunga. Dando a comunhão a adúlteros, comete-se sacrilégio contra o Santíssimo Sacramento. Isso ultrapassa a questão meramente didática da questão.

    • Muito boa colocação!

      Fratres, botem de novo as mãozinhas!!!

      Fiz esse comentário sem querer na resposta ao Maurício, mas é pro Alex.

  8. É isso mesmo:

    “Il bambino, il papà divorziato e l’Ostia divina. Emozioni al Sinodo”.
    http://sinodo2015.lanuovabq.it/il-bambino-il-papa-divorziato-e-lostia-divina-emozioni-al-sinodo/

  9. A CNBB amiga da TL e do PT está eufórica após a saída do papa Bento XVI pois me parece que suas interpelações a atingiam e não apreciava – muito rígido e reticente a seu “progressismo”, inclusive para ela que sempre foi uma das muletas do PT.
    No entanto, após a entrada do papa Francisco está eufórica, pois dá impressão que seu modelo de ensinamento lhe apraz.
    D Damasceno, Pronto Socorro do governo Dilma com sua frase antológica: … “Tudo isso deve ser mais aprofundado por um comitê de estudos, digamos assim, que o Papa poderá…. assim como fez com o processo de nulidade”.
    Realmente, D Damasceno, também tutor do veto parcial ao aborto, como queria o PT, PLC 003/2013, bem que poderiam inserir os homôs e recasados com os mesmos direitos dos fieis; afinal ser muito apegado à letra, à Lei – afinal, estamos no modernismo – tempo de acolher a todos sem restrições, modelos arcaicos e medievais estão por fora, não é isso?
    Quanto ao comentário da Gercione do link abaixo:
    … “Referir-se a ele com o tradicional título de “Sua Santidade” seria o mínimo em termos de respeito para com o chefe da Igreja Católica. Mas até isso ele dispensou.
    Segundo José María del Corral, diretor da Escuela de Vicinos” em Buenos Aires e convidado especial para sua Missa inaugural, ao encontrar com o Pontífice no elevador, perguntou-lhe como deveria chamá-lo dali pra frente. Ao que Bergoglio respondeu:
    _ Chame-me Jorge. De que mais deveria chamar-me?
    Segundo Corral, isso o levou às lágrimas ao ver tanta humildade.
    http://traditioninaction.org/religious/d025_Jorge.htm.
    Teria sido isso o que vulgarmente chamaríamos de a “entrega da rapadura”?
    Ao final do Sínodo – se não já estaria antecipadamente finalizado, decidido – tal projeção estaria melhor delineada ou definida devido a certos fatos ocorridos nesse tempo!

  10. Se eu fosse o bispo,teria punido severamente os responsáveis pela catequese dessa criança.

    Atitude totalmente sem noção!

  11. Nenhuma reprimenda? Os responsáveis ainda vão contar o mal feito na maior cara lisa. Perderam a vergonha mesmo. E esse tipo de pessoa que ama a Igreja.

  12. Tudo, absolutamente tudo, que fazemos nesse mundo… tem consequências, produz frutos, tem resultados.
    Desde o simples descascar de fruta, até uma frase dita, um livro lido, um filme assistido… tudo tem consequências!
    Ninguém é obrigado a casar, convular núpcias… mas quando as pessoas devides por esse caminho, devem estar certas de sua decisão!
    Para um bom Católico, o casamento não é um passatempo, uma temporada na praia, uma experiência de trabalho… o casamento, para os bons Católicos… é para sempre!
    Um casamento é muito difícil de se manter… os desafios são muitos, diários!
    Duas pessoas com personalidades diferentes, formações diferentes, origens diferentes, formando uma nova família!
    O divórcio é inaceitável.
    Essa modernidade de se aceitar o fim do casamento, é rissível e desprezível!
    Porém, concordo que os filhos não podem sofrer pelas decisões erradas de seus pais.
    devem ser acolhidos pela Igreja.
    Mas os divorciados, os descasados, em minha opinião, somente podem ser acolhidos como pessoas individuais, não mais em família, em uma nova família.
    Porque a família que ele formou: espôso, espôsa, filhos e filhas, é para sempre!

  13. “O ponto é realmente a Eucaristia…” Sim, realmente o ponto é esse. O problema não é se vão legalizar a Eucaristia aos casais de segunda união, mas sim, se os bispos ainda acreditam na Eucaristia. Porque se acreditam, por qual motivo iriam liberá-la assim? Mas é claro, se for só um pedaço de pão, que mal há?
    Lembremo-nos das colunas que a barca se afasta… São João Bosco tinha razão, e os bispos têm memória curta.

  14. A condescendência com um sentimentalismo e emotivismo humanos não condiz com a mensagem salvífica de Jesus. A distância que foi promovida nesses cinquenta nos pós-conciliar, entre o cristão e uma boa formação catequética produziu nefastas distorções que hoje testemunhamos perplexos. Os mesmos que perpetraram uma concepção errática da hermenêutica da ruptura, hoje jogam suas redes para colherem no mar do relativismo os frutos que, com certeza, conduzirão a Igreja para sua derrocada final. Nosso Senhor, nos Evangelhos, pergunta: será que quando o Filho do Homem retornar, encontrará fé sobre a terra?

  15. Penso que a discussão do acesso à comunhão aos recasados é assunto disciplinar da competência do papa. Desse modo, não me meto nela, pois assim como é norma da Igreja proibir a comunhão a gente em pecado mortal, pode ser norma não mais proibi-la a essa mesma gente [?].

    A única coisa que eu, como fiel leigo, posso julgar, à luz da disciplina sacramental em voga, é a patente incoerência em se permitir a exceção de gente em adultério, o qual é um pecado mortal até onde sei, comungar.

    Se se liberar a comunhão para o fiel que comete um pecado mortal específico, não se tenderá a liberar a comunhão ao cristão que cometa qualquer outro pecado mortal, já que essa é a única divisão de pecados que a Igreja instituiu: mortal e venial?

    Ou será que ela redefinirá o pecado do adultério, no contexto específico da nova união, como um pecado venial, cujo cometimento não obstaculiza a recepção legítima, não sacrílega, do sacramento da eucaristia?

    Até que ponto, aliás, em matéria canônica, o papa tem o poder — do qual se diz das chaves, o de ligar e desligar, — para fazê-lo[s]??

    (Divagação: até que ponto aliás, um padre pode proibir a comunhão a um fiel? Se ele não souber que fulano, na balaustrada da comunhão, está em segunda união, por exemplo, o sacrilégio acontecerá… Quem tem ouvidos pra sua consciência e pro catecismo que aos ouça e se coloque na condição de grave pecador e não comungue, mediante essas falas… Nesse sentido essa discussão dos bispos sobre esse assunto, no meu petulante entender, é meio vã).

    Essas são as duvidas de um católico de família protestante convertido e batizado há oito anos na catolicíssima Salvador em que fieis do candomblé comungam vestidos a caráter com os trajes litúrgicos de sua religião… Um católico meio auto didata, né?, porque se depender de catequese e sermão dos clérigos a gente não aprende nada de doutrina, einh?! Mas “a Igreja nunca esteve tão bem!”. Roma locuta… Deve ser tudo visagem minha, então, ou enxame.

    • Errata: “recasados”.

    • Ainda mais uma dúvida: como um fiel em pecado mortal, que está portanto inimigo de Deus e condenado ao inferno, poderá receber o Corpo de Deus?! Ter-se-á que mudar o definição de pecado mortal, para dar esse ”indulto aos recasados”. Mas até que ponto o poder de ligar e desligar pode fazê-lo???

    • Leandro, foi o próprio Papa Francisco quem pediu aos leigos participar das discussões sobre a família durante o período do sínodo, não se abstenha.

      Liberar o Santíssimo Sacramento a pessoas em segunda união (que configura adultério) é liberá-lo a pessoas em pecado mortal. Isso é sacrilégio.

      O que o texto pede não é diferente do que pediu João XXIII no início do CVII: não vamos mais condenar ninguém, vamos nos confraternizar numa só humanidade! O preço é alto, no entanto, muito alto.

    • Um Papa não pode mudar o ensinamento constante e unânime do Magistério e da Tradição da Igreja. Sendo verdadeiro rei e detendo a missão de reger, santificar e governar todo o povo de Deus, ele exerce seu poder com autoridade, mas não de modo arbitrário. O Santo Padre é, antes de qualquer coisa, servidor. É depositário de uma mensagem cujo conteúdo essencial não pode violar, lembrando que ele não é o Senhor Deus, o Legislador, apenas Ele estando sobre as Leis!
      Dê umas conferidinhas nas profecias de La Salette, Fatima, N Senhora do Bom Sucesso, essa então especial para fatos no nosso tempo!

    • Antes de mais nada, Iuri: parabéns! por ser católico em condições tão adversas. Voce é um herói, um herói da fé. Aliás, todos somos nestes tempos. Mas voce parece ser de modo mais acentuado.

      Só quero colocar mais uma coisinha: o pecado mortal realmente põe a alma na possibilidade de inferno e impede, claro, a recepção de qualquer sacramento. Mas penso que a coisa não é tão matemática.

      Sou tradicionalista mas nesse assunto dos recasados eu enxergo um pouco diferente da maioria. Posso estar errada mas penso o seguinte: o pecado da segunda união não é exatamente a conjunção carnal do casal, mas a escolha pecaminosa de deixar seu(ua) conjuge e se unir a outro(a), ou fazê-lo depois de ter sido deixado(a).
      Nesse momento, se a pessoa tem a consciência bem esclarecida e faz uma escolha errada é aí que o pecado mortal acontece. O pecado de Judas por exemplo, foi mais a decisão que a ação, aliás a ação foi até parcialmente reparada pela devolução da propina. Quando Jesus disse “o que tens que fazer, faça” ele nos mostrou que o pecado era um ato da vontade, da escolha, pois Judas já o tinha cometido antes de concretizá-lo, assim também como se pode cometer um adultério com o olhar e o pensamento.
      Uma vez que a pessoa se arrependeu dessa decisão desobediente e contrária a lei de Deus, que se confessou e foi perdoada, o pecado mortal foi apagado. A continuação da situação, ou seja, nesse caso, do segundo casamento é um outro caso, um outro pecado. Aquele primeiro pecado mortal, foi apagado, pelo remorso e pela confissão.
      Essa continuação da segunda união conjugal, pode ser pecado sim, mas é outro, mais grave ou mais leve, de acordo com as circunstâncias. Por exemplo, se existir possibilidade de reverter a situação reparando sofrimentos injustos, e recompondo o primeiro casamento, não fazê-lo seria um pecado grave, mortal como o primeiro. Mas se não houver essa possibilidade, se o tempo que passou foi muito grande, os filhos da primeira união já são adultos e os da segunda ainda são crianças, por exemplo, romper o segundo casamento seria causar aos ultimos filhos, o mal que se causou aos primeiros. Manter a situação como está pode ser o mal menor, algo que talvez Deus tolere, como tolerou Moisés.
      O pecado que condenou Judas não foi o de trair, porque desse ele se arrependeu, mas o de não confiar no perdão do Senhor, de abrir mão do Senhor, considerando seu erro maior que o amor divino, não permitindo que Jesus o perdoasse.
      A segunda união mesmo sem deixar de ser uma desordem na ordem estabelecida por Deus, não deveria ser considerada da mesma forma que o pecado mortal que o originou. Essa segunda união, dentro do exemplo que dei pelo menos, na minha opinião seria um pecado bem menor que aquele mortal anterior.
      A questão toda é que alguns querem continuar taxando toda e qualquer segunda união como pecado mortal e ponte pro inferno, e outros querem que esse pecado, ou essa desordem não seja mais impedimento para a comunhão eucarística. Ora, qualquer pessoa de bom senso conhece casos e casos de pessoas nessas situações e que não parecem merecer o inferno. mas daí a permitir-lhes comungar, é absurdo pois qualquer pecado, mesmo venial, que continue a ser cometido sem propósito de parar, nos impede de comungar. Porque nesse caso seria diferente? Mesmo que o consideremos apenas uma desordem em alguns casos, não poderia abrir a porta para a comunhão. A Eucaristia não é essencial pra salvação, portanto, privar-se dela os casais em segunda união não lhes impediria a salvação, mas seria a manutenção do sinal do matrimônio indissolúvel, e esse sinal precisa ser mantido, com uma penitência constante para o casal, que ainda prefere ficar sem a Eucaristia a ficar sem a vida conjugal sexual. Essa penitência só precisaria durar até que o casal amadurecesse a ponto de achar que abser-se da Eucaristia lhe doi mais que abster-se da sexualidade. Se não atingirem isso nessa vida, atingirão no purgatório.

    • Tesera,

      Essa é tese demoniaca de Walter Kasper, muito combatida aqui no sítio do Fratres. A senhora não exerga um pouco diferente. Apenas não enxega. Nunca foi tradicionalista. Conta outra.

  16. A CNBB, COM RARÍIIIIIIISSIMAS EXCEÇÕES, É UMA VERGONHA……..

    Coisa mais EXECRÁVEL E MALDITA usar uma cena grotesca como essa desse pobre menino usando de um artifício DIABÓLICO de profanar a HÓSTIA SAGRADA, com a maldita e leprosa maneira de dar a comunhão na mão, ( E AINDA ME QUEREM FAZER ENGOLIR QUE PAULO VI É BEATO ), para enganar os tolos como esses bispinhos e cardeaizinhos fraquinhos da dona cnbb, quE de CATÓLICA não tem quase nada…

    Cardeal Schoenborn, por favor, por misericórdia, VÁ CAÇAR O QUE FAZER, HERESIARCA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  17. “Nós, Católicos, optamos não por historietas sentimentais, mas por Aquele que, nas palavras de Dom Athanasius Schneider, pelas inúmeras profanações, “se tornou o mais pobre, o mais indefeso, o mais discriminado, o mais, diria eu, periférico. Portanto, devemos fazer uma opção preferencial por este Pobre, por esta periferia”.

    Ele, totalmente esquecido e ignorado pelos malditos modernistas que perderam a Fé! Fazemos opção por Ele!” ( IIIIIIIII ).

    ASSIM SEJA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  18. “Maria compartilha a nossa condição humana, mas numa total transparência à graça de Deus. Não tendo conhecido o pecado, Ela é capaz todavia de Se compadecer de qualquer fraqueza. Compreende o homem pecador e ama-o com amor de Mãe. Precisamente por isso, está do lado da verdade e compartilha o peso da Igreja, ao recordar a todos e sempre as exigências morais. Pelo mesmo motivo, não aceita que o homem pecador seja enganado por quem pretendesse amá-lo justificando o seu pecado, pois sabe que desta forma tornar-se-ia vão o sacrifício de Cristo, seu Filho. Nenhuma absolvição, oferecida por condescendentes doutrinas até mesmo filosóficas ou teológicas, pode tornar o homem verdadeiramente feliz: só a Cruz e a glória de Cristo ressuscitado podem dar paz à sua consciência e salvação à sua vida.

    Ó Maria,
    Mãe de misericórdia,
    velai sobre todos
    para não se desvirtuar a Cruz de Cristo,
    para que o homem não se extravie
    do caminho do bem,
    nem perca a consciência do pecado,
    mas cresça na esperança
    em Deus «rico de misericórdia» (Ef 2, 4),
    cumpra livremente as boas obras
    por Ele de antemão preparadas (cf. Ef 2, 10)
    e toda a sua vida seja assim
    «para louvor da Sua glória» (Ef 1, 12).

    Dado em Roma, junto de S. Pedro, no dia 6 de Agosto, festa da Transfiguração do Senhor, do ano de 1993, décimo quinto do meu Pontificado”.

    VERITATIS SPLENDOR- IOANNES PAULUS PP. II

  19. Se a Sagrada Hóstia fosse dada diretamente na boca dos fieis, nada disso teria acontecido.

  20. Iuri,

    A doutrina só existe verdadeiramente na ação humana. Uma doutrina que é preservada em livros, mas não mais inspira a prática das pessoas, é uma doutrina morta. Por isso, a separação entre o que é doutrina e o que é disciplina não é tão simples assim.

    Como você mesmo percebeu, as implicações doutrinais da comunhão para os recasados são tamanhas que, se tal for permitido, a doutrina católica será seriamente abalada.

    Quanto à sua pergunta sobre a proibição à comunhão, a regra é simples: Pecadores públicos não podem comungar publicamente devido ao perigo de escândalo.

    Se o padre não sabe que fulano é adúltero, não há porque negar-lhe a comunhão. É o caso mais comum: O sujeito tem uma amante mas aparece para comungar. Pode até haver certos rumores na paróquia, mas se o sujeito continua morando com a esposa legítima e mantendo as aparências, não há porque negar-lhe a comunhão. Nesse caso, a responsabilidade pela comunhão sacrílega é toda do comungante.

    Contudo, se for público e notório que fulano é recasado (ou abortista ou satanista ou sei lá o que) o padre tem obrigação de negar-lhe a comunhão.

  21. Usar do episódio do trauma que passam os filhos no processo de divórcio para justificar o “acolhimento” aos que vivem em adultério, só poderia sair da índole perversa desses bispos brasileiros.

    Ora se os filhos sofrem ao testemunharem a separação de seus pais, esta é mais uma razão para que a Igreja combata o instituto humano do divórcio.

    Não é fácil para os filhos verem sair do quarto do casal, depois da separação, em vez do pai, um “tio” ou uma ‘tia”. Quando criança, é isso que dizem a elas. “Filhinho este é o seu tio que agora ocupa o lugar do seu pai”(sic).

    E em duzentos mil casos há apenas um que está preocupado com a questão. Nos demais, são todos embotados pela sociedade moderna de que um ‘tio” não é diferente do pai natural.

    Esse traidor, Dom Raymundo Damasceno, pretende dar o golpe no tal “acolhimento” que na prática é fazer vista grossa aos pecadores públicos. Sendo permitido que eles possam ser até mesmo padrinhos, os tais ministros da Eucaristia….etc. Bando de Judas Iscariotes.

  22. os leigos devem levar estas discussões para os sites informativos de roma, alguns permitem comentários, então temos que lhes mostrar que queremos uma igreja fiel a Cristo.

  23. “(…) o pecado é para o homem o único mal a temer, (…) o sofrimento não constitui nenhum mal moral, pois tem por fim purificar e engrandecer as almas, retirando de um coração as amarras por demais pesadas que o prendem à terra, a fim de leva-lo a depositar a sua esperança unicamente em Deus.” Jean Galot, S.J. em O Coração de Cristo, Quadrante, 2004, p. 128.

  24. Que retorica barata mas demoníaca jogar tão vulgarmente a misericórdia antes da Verdade! Até posso antecipar outra historinha para o Sínodo de 2016: “Eu testemunhei o episódio de um menino que fazia a primeira comunhão em sua diocese e cujos pais, ambos divorciados e recasados e homossexuais, não podiam fazer a comunhão na cerimônia. Ao receber a hóstia, o menino a dividiu e levou a seus pais dois pedaços para que eles também comungassem, como todos os pais presentes”…..
    Mesmo quem tenha, no momento, as chaves e o poder de atar ou desatar não pode, com um passe de mágica, transformar mentira em Verdade, heresia em Doutrina, novela da rede bobo em Evangelho! Na verdade, o problema desses indivíduos maquiavélicos é decidir no palitinho ou par ou ímpar ou, melhor ainda, jogando ao ar trinta moedas de pratas; se der maioria de caras, o casamento não vale mais nada e se der maioria de coroas, a Eucaristia é esquecida. E por falar em coroa, lá vão eles colocar mais espinhos na Coroa do Rei!

  25. TERESA, muito obrigado por seu encorajamento e por sua resposta. Seu ponto de vista me soa muito coerente. É muito bom ouvir católicos “de carne e osso”, experiência que muito me falta, porque com os que conheço não posso conversar, já que muitos deles são bem relativistas.

    JB, o meu autodidatismo, no estudo da doutrina católica, às vezes pode dar a impressão de um legalismo farisaico de minha parte (libera me Domine!!) Mas não é intencional. Não quero ser tido por fariseu. Mas em época de católicos de exceção (eu sou católico, mas…), para não dizer protestantes, tenho medo de ser um deles. Por isso , ao estudar a doutrina católica, faço a divisão didática, p/ mim, e bem reducionista, confesso, e cômoda!, entre doutrina x disciplina e coisas do tipo… Vc tem razão na admoestação q sua fala insinua.

    Estudo a Lei do Senhor confiante e diletante do prazer que o salmista atesta, não querendo me vangloriar por isso: é justamente por ser tão pecador, necessitado da emenda que a doutrina ensina a empreender, e cônscio de minha ignorância sobre ela, que a estudo e vivo fazendo perguntas sobre ela. Mas há que se meditar nela, p/ além de a ler, como o salmista bem diz, a fim de chegar a pareceres, envolvidos em reta indulgência, como ao que Teresa chegou. Veni Sancte Spiritus! p/ auxiliar nessa empreitada de atualizar a Lei sem corrompê-la.

    Aos demais tb, obrigado! Tem sido bastante útil, há mto tempo, p/ mim, vossa contribuição.

  26. Alguém pode nos dizer endereços de Sites informativos em Roma ? Obrigada !

  27. Essa historinha banal, tosca e ingênua vai prevalecer sobre a doutrina bimilenar da Sta. Igreja? Os amancebados que estavam como “pai e mãe” é que estava no lugar errado e não IGREJA a ensinar sobre o pecado dessa união pecaminosa. Se houve mesmo esse fato contado pelo bispo, ninguém me tira da cabeça que foi combinado com o garoto.
    Com essa historinha ridícula, como diz o título, e sentimentalosa vai, por “peninha”, omitir sobre o pecado do concubinato e por princípio de “primo la carita e dopo la veritá” vai se fazer a pessoa ir para o inferno. Bela troca, bela caridade essa!!!
    E vem aí o divórcio católico, para a desgraça e perdição de muita gente. O Francisco I não tá ligando para nada e quer passar o rolo compressor por cima da doutrina católica e do direito canônico.

  28. Amparo do Nascimento:
    Respeito a sua opinião. Quanto a ser ou não tradicionalista… bem, eu sou leitora e comentarista do Fratres acho que a mais tempo que voce, e tem várias opiniões minhas espalhadas por aqui que bem comprovam minha posição tradicionalista. Causa-me ojeriza os posicionamentos do cardeal Kasper, não esqueci sua postura de dúvida em relação a ressurreição e jamais apoiaria qualquer tolerância ao “casamento gay”. Em relação a comunhão para os divorciados, não sou a favor disso. Acho que voce não leu com atenção o que escrevi, acho até que vou repostar esse pensamento em outros lugares aqui do site, pra ver se todo mundo entende errado como voce, e pra ver nossos irmãos tradicionalistas são mais capazes que voce de debater idéias sem julgar pessoas. Acho que são sim, acho até que voce é capaz disso também. Vai ver que fui eu que não me expressei direito.

    • Sra. Teresa, boa noite!

      Também achei sua colocação muito confusa.
      Nosso Senhor foi muito claro e simples quando explicitou o pecado do adultério. Não existe um adultério menos mal do que outro. Nunca ouvi falar disso.
      O pecado do adultério é a conjunção carnal SIM, com outro que não seja o seu cônjuge, pois quando alguém troca seu esposo ou sua mulher por outro, não é para fazerem tricô juntos, mas com certeza para chafurdarem.
      Quanto a Judas, o mesmo não se arrependeu, mas acometeu-se de REMORSO e enforcou-se, diferentemente de Pedro, que depois de negar Nosso Senhor, arrependeu-se profundamente , chorou amargamente seu pecado e reconheceu sua fraqueza.
      A devolução das 30 moedas não reparou de forma alguma o pecado de Judas, é tanto que os judeus nem quiseram a devolução do dinheiro e Judas rebolou-as no chão. A decisão e a ação andaram bem juntas no pecado grave de Judas.