Por que Bergoglio anuncia agora a reforma/demolição do papado. Arcebispo Tomasz Peta no Sínodo: “Aqui entrou a ‘fumaça de Satanás’ profetizada por Paulo VI”.

Por Antonio Socci, 18 de outubro de 2015 | Tradução: FratresInUnum.com – Ontem (sábado, 17), Papa Bergoglio prospectou – nada mais, nada menos – que uma reforma do papado: “não é oportuno que o Papa substitua os Episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que se apresentam em seus territórios. Neste sentido, advirto a necessidade de proceder uma salutar ‘descentralização’”.

Ainda que esteja citando uma frase de João Paulo II, Bergoglio pretende, na verdade, fazer uma operação que repisa aquela velha ideia anti-romana dos católicos-progressistas, que é o oposto daquilo que queria o Papa Wojtyla.

Não por acaso, de fato – depois de a ter projetado na “Evangelii Gaudium” –, o papa argentino lança novamente esta ideia hoje, no ponto máximo do incandescente Sínodo da Família. O motivo é claro.

SÍNODO LUDIBRIADO

Há alguns meses – vendo que a “Revolução Kasper” não fora aprovada pelo Sínodo de 2014 –, o presidente da Conferência Episcopal alemã, Reinhard Marx, afirmara levianamente que o episcopado alemão não era “uma filial de Roma”. Reivindicando, portanto, a pretensão de poder fazer a própria estrada (pareceu quase uma ameaça de um cisma “alla esquerda”).

A ideia formulada ontem é útil para que Bergoglio possa driblar o Sínodo (onde a maioria continua católica), como já fez com o Motu Proprio que introduz o divórcio na Igreja.

Na prática, se delegariam aos episcopados – como o alemão – as questões controvertidas (divorciados recasados, uniões de fato e homossexualidade). Mas tal escolha, ao invés de resolver a questão, a tornaria ainda mais explosiva e grave. Porque demoliria a própria Igreja.

FIM DO CATOLICISMO

De fato, no último mês de março, o Card. Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tinha respondido a Marx que delegar decisões doutrinais ou disciplinares em matéria de família ou matrimônio às conferências episcopais nacionais “é uma ideia absolutamente anticatólica, que não respeita a catolicidade da Igreja”.

A verdade não muda com o clima. Se a verdade não é a mesma em qualquer lugar não é mais a verdade. Seria o triunfo da “ditadura do relativismo”, também na Igreja, e, portanto, o seu fim.

O Card. Burke repetiu a mesma ideia: “é explicitamente contrário à fé e à vida católica. A Igreja segue o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo (e) é una em todo o mundo. Não há nenhuma mudança nesta verdade, de um lugar a outro, ou de um tempo a outro. O ensino desta verdade certamente leva em conta as particularidades de cada área. Mas isto não muda o ensino que, ao contrário, deve ser ainda mais forte nos lugares em que está mais prejudicado”.

Passa-se a ideia de que, por causa das “diferenças regionais” – analisadas também no Sínodo – “a Igreja não é mais católica [universal]. Isto significa – acrescenta Burke – que não é mais ‘una’ no seu ensino em todo o mundo. Temos ‘uma’ só fé. Temos ‘um’ conjunto de sacramentos. Temos ‘um’ governo em todo o mundo. Isto significa ‘católica’”.

Uma reforma do papado que transformasse a Igreja em uma federação de igrejas locais que decidem – cada uma por si mesma – em relação aos divorciados recasados e homossexualidade, portanto, a mandamentos e sacramentos – lesaria “a divina constituição” da Igreja (isto é, a Igreja como foi fundada por Cristo) e uma tal reforma não depende do poder de nenhum papa. Porque o papa não é superior a Jesus Cristo.

Como se vê, quanto mais se entra profundamente no Sínodo, mais se descobre que, no fundo, o verdadeiro combate se dá sobre os fundamentos da fé católica e sobre a própria sobrevivência da Igreja, tal como foi instituída por Cristo há dois mil anos.

IGREJA E ANTI-IGREJA

Poucos entendem a importância do embate que está acontecendo porque o Sínodo foi querido (por Bergoglio) de portas fechadas, amordaçado e filtrado pelo establishment bergogliano. E a grande parte da mídia canta sempre em coro e solfejando apenas como querem os maestros do canto. Porém, escavando-se, descobre-se que já temos um cisma de fato, não declarado, mas evidente.

Muitos padres sinodais, conscientes da enormidade do que se está colocando em jogo, manifestam sua forte preocupação. Fizeram-no – em nome de tantos outros – os treze cardeais da famosaCarta, com lealdade e respeito, mas na sala do sínodo obtiveram de Bergoglio uma resposta duríssima (um “não” sobre tudo) e, depois, foram postos no index como “exconjurados”, graças a alguém que – fazendo que a Carta vazasse à imprensa – o fez de tal modo que os signatários fossem desacreditados, e também os que não foram signatários (constrangidos a se dissociarem).

E também para desacreditar Sandro Magister – jornalista incômodo ao atual establishment –, liquidado como alguém que alimenta complôs, quando apenas se limitou a realizar o seu trabalho (se há uma conspiração, não é contra Bergoglio, mas – como bem disse o Card. Dolan – contra a família, que, no Sínodo, ao invés de ser defendida, corre o risco de ser definitivamente liquidada).

Este é o clima. A associação americana “Voice of the Family” assegura que, no Sínodo, há um confronto entre a Igreja e a anti-Igreja, mas o arcebispo bergogliano Cupich – a quem esta afirmação foi submetida – encolheu os ombros: “Discordo. Escutar-nos mutuamente é um grande benefício”.

Infelizmente, não é verdade, porque Bergoglio não escuta as razões alheias e age como um tanque de guerra rumo ao seu objetivo.

Não escuta a voz dos católicos, que, ao contrário, é desprezada e esnobada, chegando ao ponto de ser deslegitimada, como se viu efetivamente na Carta dos cardeais.

Aconteceu o mesmo com todo o episcopado polonês, que defendeu a doutrina católica, porque, no país de João Paulo II, assiste-se com tristeza o repentino capotamento do seu magistério, levado a cabo em Roma.

A revista “Polônia cristã”, representativa do mundo católico polonês, realizou um vídeo “Krisis. Onde nos levará o Sínodo”, no qual falam bispos e cardeais, e se escutam afirmações dramáticas, segundo as quais, na Igreja, a heresia chegou no topo.

“FUMAÇA DE SATANÁS”

Tomasz Peta, arcebispo de Astana, no Cazaquistão, assemelhou-se aos antigos confessores da fé: a sua Igreja é composta por muitos ex-deportados dos campos de concentração comunistas (padres e fieis).

Fez uma formidável e dramática intervenção no Sínodo:

O Beato Paulo VI disse em 1972: ‘a fumaça de satanás entrou por qualquer brecha no tempo de Deus’. Estou convencido de que estas palavras do santo pontífice, autor daHumanæ vitæ, foram proféticas. Durante o Sínodo do ano passado, ‘a fumaça de Satanás’ tentou entrar na Aula Paulo VI”.

Neste ponto, o arcebispo elenca as três questões que estão abalando a Igreja e nas quais se sente a “fumaça”. O prelado Cazaquistão as apresenta assim:

1) A proposta de admitir à Sagrada Comunhão quem é divorciado e vive em uma nova união civil; 2) A afirmação de que o amasiamento é uma união que pode ter em si mesma algum valor; 3) A defesa da homossexualidade como qualquer coisa presumivelmente normal”.

Recorda mesmo que justo nestes três pontos foram rejeitados no Sínodo de 2014, mas foram reinseridos por império do próprio Bergoglio no “Instrumentum laboris” deste Sínodo.

De fato, o arcebispo Peta acrescenta que, também neste Sínodo, começou-se de novo “a levar avante ideias que contradizem a Tradição bimilenar da Igreja, radicada no Verbo eterno de Deus” e “infelizmente, pode-se ainda perceber o cheiro daquela ‘fumaça infernal’ em alguns trechos do Instrumentum labores e também nas intervenções de alguns padres no Sínodo deste ano”.

O arcebispo cazaquistão concluiu: “Não é permitido destruir o fundamento e a rocha”.

Uma intervenção excessivamente alarmista? Não, realista.

Basta considerar aquilo que aconteceu nos dias passados, quando o establishment berbogliano do Sínodo chegou a tornar conhecido e tornar “comovente” e exemplar o fato desagradabilíssimo que – objetivamente – foi uma profanação da Eucaristia.

A gravidade do fato prova que há um alerta vermelho para a Igreja.

Destaques do original.

23 Comentários to “Por que Bergoglio anuncia agora a reforma/demolição do papado. Arcebispo Tomasz Peta no Sínodo: “Aqui entrou a ‘fumaça de Satanás’ profetizada por Paulo VI”.”

  1. O possível e o provável! Vejam os vídeos e tirem as suas conclusões com os dados e fatos da realidade atual; sem sentimentalismos, mas com madureza e oração. http://youtu.be/IXnouKLCT-g e http://youtu.be/6Q59bKEFK5w e http://youtu.be/mM85jdPvoko

  2. Parece-me que o primeiro e o terceiro link estão com problemas, mas uma rápida pesquisa por Os Verdadeiros Agentes Da Nova Ordem Mundial e Papa Francisco – Falso Profeta? no YouTube vai ajudar. Como falei, uma análise seria da situação eclesial atual passa por cima de desejos falsos, falsas esperanças e falta de fé! Somente a mente treinada e o coração abrasado será capaz de entender e suportar a verdade, pois ela liberta a alma dos grilhões da burrice, da preguiça e do medo!!!

  3. Sr. Marcus Pimenta,

    3 dos dois vídeos que o sr. indicou foram retirados.

  4. Só espero que o cleaners de sempre que pululam por aqui e por aí não inventem uma desculpa ou atribuam mais uma infalibilidade as recentes declarações do Pontífice…

  5. … “Porém, escavando-se, descobre-se que já temos um cisma de fato, não declarado, mas evidente”.
    As más obras dos infiltrados na Igreja que vêm há décadas disseminando uma doutrina católica reelaborada em laboratórios de engenharia social, como a esquerdista TL, de imediato não é um cisma, senão uma heresia, já que se mantém no erro?
    Outra: dar autonomia à conferencias episcopais de poderes decisórios – imagine aqui a direção da vermelha CNBB – só lhe faltaria colocar o martelo e foice à frente da sede e no escudo – pois interage com os vermelhos, quer por omissão em os denunciar e/ou conivência!
    Altos Dignitários eclesiásticos emudecidos nos tempos dos S João Paulo II e Bento XVI – Cardeais Kasper, B Forte etc – como estão loquazes e demonstrando poderio!.
    Trechinhos avulsos de considerações interessantes do martirio presente da Igreja, de D Lourenço Fleichmann:
    “Parece claro que Nosso Senhor quis levar a sua Esposa, a Santa Igreja, a sofrer algo semelhante ao que Ele mesmo sofreu em sua Paixão. Como Jesus Cristo, a Igreja está sendo desfigurada há mais de 50 anos. Apresenta-se de tal forma flagelada em todo o seu Corpo, que mais parece uma Esposa das Dores, sem beleza, irreconhecível.
    Parece, de fato, possível, descrever a Paixão da Igreja nos mesmos moldes usados por Isaías para profetizar sobre a Paixão de Cristo, ou na descrição impressionante do Salmo 21 sobre o Cristo padecente….
    Ora, afirmar que a Igreja não pode morrer porque as portas do Inferno teriam prevalecido sobre ela, é o mesmo de afirmar que as portas do Inferno prevaleceram contra Cristo, o que seria uma grande heresia e uma blasfêmia.
    Nós sabemos que Cristo morreu por nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia, e a morte não terá mais império sobre ele. Logo, podemos sim, afirmar que a Igreja poderá passar pela morte, já que é evidente que ela passa pela Paixão.
    Levemos, pois, essa comparação à vida da Igreja. Como dissemos, há mais de 50 anos que a Igreja é flagelada, desfigurada, cuspida, pregada a uma dura Cruz, que foi apagando dela toda beleza, ou seja, toda manifestação da sua seiva divina, da sua santidade, do seu sacerdócio, dos seus Sacramentos. Tudo está sendo aos poucos demolido, vilipendiado, rebaixado e dessacralizado.
    Inclino-me a considerar a crise da Igreja sob um aspecto novo, conseqüência do sofrimento gigantesco que tem sido a apostasia de tantos bispos, padres e fiéis espalhados pelo mundo todo.
    Nossa Esperança sobrenatural, no entanto, não nos permite desanimar. Ao contrário. Não sejamos fracos como foram os Apóstolos, que fugiram diante da morte de Cristo, e iam tristes pelo caminho, ou se esconderam no Cenáculo com medo dos judeus. Porque Cristo ressuscitou ao terceiro dia. A Igreja, ela também ressuscitará. A vida divina que não a abandona, mesmo quando o Corpo humano da Igreja morre como Cristo morreu, ressurgirá da morte para uma vida nova.
    Então estaremos no júbilo e na alegria. A Santa Igreja se apresentará a nós em seu Corpo glorioso, como Jesus se apresentou diante dos Apóstolos e de seus discípulos. Então terá chegada a hora do derradeiro combate contra o Anti-Cristo, e Jesus o derrotará, enfim, com o sopro da sua boca.

  6. É isso não é ser ímpio ou cruel, mas realista, pois a cada dia vemos mais e mais sendo corroída aquela Pedra sob a qual está alicerçada a Casa de Deus: a acidez da loucura e a calcinação do fogo infernal estão tentando abalar o firmamento da Igreja! Mas se por um lado a Pedra fundamental pode rachar, pois há um histórico passado de três fissuras, a Pedra Angular, que também é Pedra de Tropeço, não pode ser danificada e/ou destruída! Fixemos nossos olhos marejados, suplicando a incomensuravel força dessa Pedra para que não endureça o nosso coração, mas que fortaleça a nossa alma para enfrentar o que há de vir!…

  7. Há algo com que não estou de acordo: as palavras de Paulo VI não eram nem de temor, nem de constatação. Eram de ufania.

  8. O segundo vídeo é O Que Quer O Papa Francisco? Como Interpetrar Suas Declarações? É importante que os vídeos sejam assistidos na sequência correta para a correta progrecao do argumento é correto entendimento da conclusão.

  9. É por isso que não coloco minhas fichas em bispos “conservadores”. Por mais que seja legitima a denúncia, o Arcebispo do Cazaquistão tem uma linguagem alheia a realidade. Não foi profético o que Paulo VI falou, pois a fumaça já estava dentro da Igreja com o Vaticano II, no pontificado dele e que ele tem responsabilidade direta nisso. O que temos agora é só um preenchimento maior por parte dela dentro da Esposa de Cristo. Se aceitam as heresias conciliares, então para que o escândalo? Francisco e sua Gestapo da imoralidade travestida de pastoralidade misericordiosa só deu um passo a mais na revolução conciliar rumo a religião maçônica humanista, aquela da qual o Anticristo será senhor.

    O cisma já estava implantado, as cartas já estavam marcadas. Esses senhores não possuem fé católica. Acreditam no homem, são humanistas. Pra eles, pouco importa o que Nosso Senhor Jesus Cristo falou e fez, ou o que foi mantido na Tradição e o Magistério ensinou de forma infalível anteriormente. Eles acreditam piamente que estão a fazer o bem, estão sobre a maldição de Isaías 5, 20: “vae qui dicitis malum bonum et bonum malum ponentes tenebras lucem et lucem tenebras ponentes amarum in dulce et dulce in amarum.” Tomam a evolução do dogma e a ação pastoral como os mandamentos máximos dessa nova igreja, a das trevas de Anna Katarina Emmerich, aquela que não terá fé como vaticinou São Paulo aos Tessalonicenses e receberá o Iníquo a reinar no Vaticano, como comentou brilhantemente Santo Tomás de Aquino nessa mesma passagem!

    Rezem! Façam penitência! Se joguem aos pés da Santíssima Virgem como nunca e chorem como Santa Maria Madalena aos pés do Senhor! E como essa Santa, proclamem contra essa falsa Igreja: “Tulerunt Dominum meum, et nescio, ubi posuerunt eum”. (João 20, 13)

  10. Como bem disse Bento XVI por ocasião do 150º aniversário de nascimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars: “A ditadura do relativismo mortifica a razão”.

  11. 23-) Sede audazes. Debilitai o papado, reforçando sempre mais as conferências episcopais e introduzindo o Sínodo permanente. Tomai como modelo de referência a monarquia inglesa, onde o monarca reina mas não governa, e tem de obedecer ao Parlamento. Em seguida reproduzi a mesma situação no âmbito das dioceses e paróquias. Assim se disseminará tal confusão, discussão e brigas entre paroquianos, gerando tal ódio, que as pessoas abandonarão mesmo a Igreja dos cardeais, e então a Igreja será democrática sem autoridade. Surgirá a “Igreja Nova”!

    Fonte:http://escritosdesaomaximilianomariakolbe.blogspot.com.br/2015/08/diretivas-do-grao-mestre-da-maconaria.html?m=1

    Já estava tudo planejado. Os maus prosperam enquanto os bons, em negativa, se perguntam: por quê?

  12. D Tomasz Peta foi realista, colocou o dedo na ferida, não se fez de mero participante espectador, mas chamou à atenção ao fato que ocorre – de uma absurda e eventual aprovação de heterodoxia – a meu ver, poderia ter sobrado até para o papa Francisco!
    D Tomasz é muito fiel junto com D Atanásio Schneider do mesmo Kazaquistão, parecendo que lá existe um plêiade de bispos de alta linhagem, uma super elite católica que não suporta o relativismo!
    Esperamos que o papa Francisco reprove essas heterodoxias no Sínodo, senão as críticas a ele que são muitas se multiplicariam, apesar de que, até agora, não teria dado demonstrações de se sentir acuado por isso!

  13. Engraçado!
    Querem fazer do maior responsável pela demolição, não só do papado, mas da própria Igreja em si, Paulo VI, não profetizou coisa alguma! Simplesmente acordou de um sono mortal, diante dos frutos colhidos de um Concílio que mudou a Igreja em seus fundamentos. Só não enxerga quem não
    quer! A fumaça de Satanás entrou pela janela aberta por João XXIII e escancarada por Paulo Vi. O resultado desta imprudência estamos colhendo, e denuncio todas estas verdades no meu livro “O Mistério da Impiedade e a Demolição da Igreja” publicado no meu site http://www.misteriofidei.com;. O primeiro ataque é contra a família fundamento católico de toda sociedade. E depois meus amigos! Será contra a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo em nosso meio; a Sua presença real no Sacramento da Eucaristia. O mundo está pronto para a manifestação do Anticristo. Só esperando o desaparecimento de Nosso Senhor, ou melhor: ser expulsado do meio dos seus, pelos seus próprios Apóstolos. Os quinhentos anos da rebelião luterana esta chegando. Quando, então, à Igreja passará pela prova de fogo. Quem subsistir glorificará novamente a Deus e Seu Cristo; com a vitória do Imaculado Coração de Maria, nossa Mãezinha do céu.
    Salve Jesus e Maria!

  14. Eu posso até entender o choque do resto do mundo com esse “papa” que veio do fim do mundo, mas nós brasileiros? Ah! Façam-me o favor!!
    Se querem entender a “Teologia Bergogliana” leiam novamente “Igreja, Carisma e Poder” de Leonardo Boff.
    O Heresiarca de Petrópolis só tomou aquela reprimenda porque estava indo rápido demais com o andor. Ele começou a desembrulhar o presente de grego antes que o convidado de honra estivesse no local certo pra implementar a revolução: no vértice máximo da Igreja.
    Mas agora que um deles chegou lá encima, tem que ser muito cego pra ignorar toda a estratégia. Pra quem não sabe do que se trata, aqui vão alguns trechos do livreto do Boff que vocês podem ler online ou em qualquer Vozes ou Paulinas perto de sua casa:

    […]A Igreja não pode ser entendida nela e por ela mesma, pois está a serviço de realidades que a transcendem, o Reino e o mundo. Mundo e Reino são as pilastras que sustentam todo o edifício da Igreja […]O mundo é o lugar da realização histórica do Reino. Na presente situação ele se encontra decadente e marcado pelo pecado; por isso o Reino de Deus se constrói contra as forças do anti-Reino; impõe-se sempre um oneroso processo de libertação para que o mundo possa acolher em si o Reino e desembocar no termo feliz.

    A aproximação demasiada da realidade da Igreja ou até a identificação com o Reino faz emergir uma imagem eclesial abstrata, idealista, espiritualizante e indiferente à trama da historia. Por outro lado, uma identificação da Igreja com o mundo projeta uma imagem eclesial secularizada, mundana, disputando o poder entre outros poderes deste século. Por fim uma Igreja centrada sobre si mesma e não articulada com o Reino e com o mundo faz aparecer uma imagem eclesial auto-suficiente, triunfalista, sociedade perfeita que duplica as funções que, normalmente, competem ao Estado ou à sociedade civil, não reconhecendo a autonomia relativa do secular e a validade do discurso da racionalidade.

    Todas estas desarticulações teológicas constituem patologias que demandam uma terapia; a sanidade eclesiológica reside na correta relação entre Reino-mundo-Igreja, na sequência como enunciamos acima, de tal sorte que a realidade da Igreja sempre apareça na ordem do sinal concreto e histórico (do Reino e da salvação) e do instrumento (da mediação) em função de serviço salvífico ao mundo.

    1- Primeira patologia: Igreja como Civitas Dei: A Igreja se entende como a exclusiva portadora da salvação para os homens; atualiza o gesto redentor de Jesus mediante os sacramentos, a liturgia, a meditação bíblica, a organizado da paróquia ao redor de tarefas estritamente religioso-sagradas. O Papa, o bispo e a estrutura hierárquica da Igreja em geral constituem os eixos organizadores da compreensão da Igreja; ela é essencialmente clerical no sentido de que sem o clero, ordenado no sacramento da ordem, nada de decisivo pode acontecer na comunidade. Cultivam-se a tradição, a exatidão das fórmulas ortodoxas oficiais e a fixação canónico-jurídica da liturgia com os fiéis.
    O mundo não possui consistência teológica; deve ser convertido, pois somente na mediação da Igreja acede à ordo gratiae. Como seu campo de atuação é o campo estritamente sagrado, mostra-se insensível aos problemas humanos que ocorrem fora de seus limites, no mundo e na sociedade. ( SSPX, IBP, FSP, Summorum Pontificum…etc grifo meu)
    Que futuro possui este modelo de Igreja? Teologicamente está vastamente superada pela teologia do Vaticano II; entretanto, práticas tradicionais não se desmontam facilmente mediante urna nova teologia; mas na medida em que outras práticas eclesiais ganham hegemonia, este modelo da Igreja, Civitas Dei sobre a terra, vai se marginalizando e se tornando abertamente reacionária e não apenas tradicionalista. O futuro está ligado à sorte dos próprios bispos que com seu desaparecimento Ihe permite acertar o passo à historia. As chances de recuperação são mínimas.

    2- Igreja como Mater et Magistra: No nível doutrinário este tipo de Igreja se mostra conservador e ortodoxo. Suspeita de todas as inovações. A dogmática é rígida e a visão, jurídica, próprias de quem ocupa os lugares de mando na Igreja (Hierarquia). A referencia à autoridade, especialmente ao Papa, está sempre presente; o discurso é sacerdotal, sem nenhum laivo profético O edifício da fé é apresentado como compacto e perfeito; dele não se há de tirar nada, nem a ele acrescentar nada. Mas devem-se derivar consequências para a prática social. A Igreja emerge, fundamentalmente, como mater et magistra: sobre todas as questões possui uma lição que tira de seu depósito feito da Escritura, da Tradição, dos ensinamentos do Magistério e de um certo tipo de leitura da Lei natural.

    Em termos da articulação Reino-mundo-Igreja nota-se, efetivamente, uma certa funcionalidade com referencia ao mundo. A relação se realiza com os poderes estabelecidos e não com os movimentos históricos emergentes (reformadores, inovadores, revolucionários) porque a própria Igreja se entende a partir de uma visão jurídica e de poder (potestas sacra, comunicada mediante o sacramento da ordem). Com referencia ao Reino, este modelo continua a vê-lo realizado exclusivamente na Igreja ou no mundo pela mediação da Igreja.

    Que futuro possui este modelo? Ele possui uma respiração longa, porque goza de um substrato histórico muito forte; ademais, a concentração do poder na Igreja em poucas mãos (corpo hierárquico) facilita a relação com os outros poderes deste mundo. Nunca é muito difícil o entendimento entre os “poderosos” que decidem e fazem arranjos, geralmente por cima das cabeças do povo, que no continente latino-americano é ao mesmo tempo oprimido e religioso. Interessa a política centralista romana este tipo de Igreja fundado sobre o poder sacerdotal e magisterial e a autoridade sagrada da Hierarquia.

    Estes compõem alguns dos problemas que questionam a credibilidade da Igreja em sua proclamação de luta pelos direitos humanos. Haveria outras tantas questões não aventadas aqui, especialmente aquela da liturgia por exemplo; bastam estas para nos advertir da ocorrência.

    A defasagem entre teoria e praxis eclesial concernente aos direitos humanos constitui um desafio à sua reta interpretação. Míope seria a interpretação em que se atribuísse simplesmente tal contradição à deficiências humanas dos portadores de autoridade na Igreja, vítimas de uma compreensão doutrinária da fé ou de instintos rudimentares de poder e de autoafirmação. Tudo isso pode, em casos particulares, existir, pois onde há autoridade podem ocorrer abusos dela. Devemos, entretanto, reconhecer que a grande maioria é de boa-fé, de consciência límpida e de moralidade pessoal irrepreensível. O problema situa-se num nível mais profundo atingindo um dado estrutural que, em sua lógica e funcionamento, independe em grande parte das pessoas. Queremos aceder ao problema de distintos pontos de vista para desocultar melhor o mecanismo gerador da contradição acima referida.

    a) Abordagem histórico-sociológica

    Uma das causas explicadoras é sem dúvida a estrutura de poder na Igreja. Em termos de decisão o eixo circula em torno do Papa, do bispo e do presbítero, excluindo o leigo e o religioso. Sociologicamente considerando, a Igreja se rege pelos quadros de um sistema autoritário. Autoritário se chama um sistema quando os portadores do poder não necessitam do reconhecimento livre e espontâneo dos súditos para se constituir e se exercer. Autoridade se contra distingue do poder e da dominação pela livre e espontânea submissão de um grupo de homens a outro homem ou a alguma instituição. Separada destas condições naturais de relacionamento, a autoridade se transforma em autoritarismo. O sistema de poder na Igreja se crê e se apresenta como vindo diretamente de Deus para os fiéis, que devem acolhê-lo na fé. A socialização mediante a catequese, a teologia e o exercício aceito da estrutura do poder garante a manutenção da estrutura de geração em geração.

    É indiscutível que a toda verdadeira autoridade humana subjaz a autoridade divina. Isso vale de forma eminente para a Igreja de Cristo. O problema que se levanta é se a atual estrutura de poder pode invocar diretamente origem divina, nos mecanismos de sua diferenciação (Papa-bispo-presbítero-leigo), ou se estes mecanismos procedem do inserimento histórico da Igreja e da autoridade divina. É possível em boa teologia, com suporte numa linha que vem do NT, sustentar que a autoridade de Cristo está presente, em primeiro e fundamental sentido, em toda a Igreja, corpo de Cristo, e em seguida diferenciada organicamente nos diferentes portadores (Papa-bispos etc.). As formas de concretização caberiam à contribuição das diferentes situações culturais.

    Como se há de superar ou amenizar esta defasagem entre teoria e práxis na Igreja? Devido à carga doutrinária oficialmente criada, reforçando os interesses dos portadores do poder sagrado, serão obstaculizados os caminhos de uma renovação atingindo a estrutura? Cremos ser sensato alimentar uma razoável esperança devido a contradição interna à própria consciência eclesial. Se por um lado há práticas, justificadas com suas correspondentes teorias teológicas, que cerceiam direitos humanos fundamentais, por outro, há uma instancia evangélica sob a qual está a Igreja, que permanentemente critica e denuncia todas as formas abusivas ou restritivas do poder e convoca para o respeito e o serviço. A mensagem de Jesus em seu sentido global e a Igreja que vive dela e a encarna no mundo não são realidades que favorecem a dominação de uns sobre outros ou o amordaçamento das liberdades; pelo contrario, supõem, garantem e promovem a liberdade, a fraternidade e o serviço mútuo desinteressado. Vivemos na “lei da liberdade” (Tg 1, 25; 2, 12) e “é para que sejamos livres que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Estes imperativos dos textos fundadores não deixarão de fermentar esperanças e informar práticas que apontam para estes ideais.

    Em primeiro lugar convém exorcizar a tentação idealista de que basta um recurso à modificação das consciências para produzir urna mudança estrutural na Igreja. MAIS DO QUE AS NOVAS IDÉIAS, SÃO AS PRÁTICAS DUFERENTES (com o suporte de suas respectivas teorias) QUE MODIFICAM A REALIDADE ECLESIAL . Estas modificações por sua vez abrem caminho para uma compreensão teórica e temática correspondente, propiciando uma leitura nova do Evangelho e da Tradição.

    Com referencia às práticas, devemos reconhecer que nos últimos anos, mas com mais ênfase a partir do Concilio, se deram passos extremamente importantes. Como outrora a Igreja assumiu o regime romano e feudal, está agora assumindo também formas ensaiadas nas nossas sociedades civis, que melhor se coadunam com nossa sensibilidade pelos direitos humanos. Trata-se aqui da discutida questão da democratização na Igreja. Antes de significar conteúdos concretos e formas de organização do poder significa um título para intenções e estruturas de tipo diverso (respeitando a figura fundamental da Igreja com elementos de que não se pode dispor, como a revelação de Jesus Cristo, as doutrinas fundamentais sobre sua pessoa e obra, os imperativos éticos implicados em sua mensagem, a sacramentalidade da Igreja), favorecendo a participação do maior número possível e a comunidade livre e fraterna”.

    Raros são os hierarcas que cultivam ainda a figura feudal centralista; mais e mais surge a figura do bispo e do padre como verdadeiros pastores, líderes religiosos no meio de seu povo, num serviço desprovido de toda titularidade e num estilo que deixa transparecer os traços evangélicos da diaconia. Seria longo e não é aqui o lugar de detalharmos as distintas transformações que se estão operando nos diferentes níveis do poder na Igreja”. Não só exercícios de poder estabelecidos estão se modificando (e se humanizando), mas novas formas de ser Igreja estão surgindo, especialmente nas comunidades eclesiais de base, fazendo-nos pensar numa verdadeira eclesiogénese.

    A autoridade eclesial que se situa na tradição jesuítica deve fundar-se na igualdade dos irmãos (Gl 3, 26-29: sois todos um em Cristo; Mt 23, 8: sois todos irmãos; Tg 2, 2-4: não deveis fazer distinção entre vós), na fraternidade que se opõe a todo culto cristão da personalidade com qualificativos de mestre, pai etc. (Mt 23, 8-9..chame-me Jorge) e no serviço que excluí toda dominação e pretensão de última instancia (Mt 10, 42-45; Lc 2, 25-27; Jo 13, 14). Esta autoridade foi encarnada diferentemente na Igreja primitiva: nas comunidades paulinas (Corinto) era de estrutura carismática; na comunidade de Jerusalém, sinagogal (conselho de presbíteros); nas comunidades das epístolas pastorais, de estrutura centralizada ao redor dos delegados apostólicos com seu presbitério, reduzindo em muito a participação de cada batizado que para Paulo era portador do Espirito. Pouco importa a forma, tratava-se sempre de um serviço. O que, entretanto, predominou foi a linha das epístolas pastorais, onde aparece o ministro com poder recebido pela imposição das mãos, dando origem às ordens diferentes na Igreja; em germe reside aqui — caso não esteja sempre presente a mística do serviço — o foco que irá manifestar-se como discriminação entre os irmãos de fé até o ponto de os ordenados capturarem para si todo o poder na Igreja. Isso certamente confuta com a intenção fundamental de fraternidade presente na mensagem de Jesus. A forma centralizada constituí uma forma de poder que, por razões históricas (no caso, a ameaça do agnosticismo), pode se justificar, mas que não pode reclamar para si a exclusiva vigência por todos os séculos. A diversidade das formas de autoridade no NT sugere outra direção. A autoridade era antes colegial do que monárquica.

    O Concilio Vaticano II influenciado pelas práticas e estilos novos de autoridade na Igreja acolheu a idéia da colegialidade não apenas no nível episcopal, mas num certo sentido também no nível de toda a Igreja. Assim, por exemplo, enquanto a teologia pré-conciliar excluía os leigos de qualquer múnus por não serem ordenados, o Vaticano II ensina que “pelo batismo são feitos participantes, a seu modo, do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, pelo que exercem sua parte na missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (LG 31/76). Enquanto a encíclica Humani Generis de Pio XII (1950) ensinava que a Hierarquia é a única responsável pela administração da Palavra de Deus (n. 18), o Vaticano II, consequentemente, afirma que os leigos também “anunciam Cristo, elucidam sua doutrina” (n. 16/1.391).

    Finalmente, está ocorrendo na teologia e na Igreja uma superação progressiva da compreensão doutrinária da revelação e da fé, que induzia a um fatal dogmatismo. Deus, primeiramente, não revelou proposições verdadeiras sobre si mesmo, o homem e a salvação. Ele se revelou a si mesmo, em seu mistério, em sua vida e em seus desígnios. É a vida divina que invadiu a vida humana. O que nos salva não são verdades formuladas em frases, mas Deus mesmo se dá como salvação. A fé, em seu sentido primigênio, consiste na adesão total ao Deus vivo e não simplesmente na aceitação de um credo de proposições”. ( Leonardo Boff- Igreja Carisma e Poder)

  15. “Bergoglio pretende, na verdade, fazer uma operação que repisa aquela velha ideia anti-romana dos católicos-progressistas, que é o oposto daquilo que queria o Papa Wojtyla.”

    Mentira. O Papa Francisco usa diversas vezes de sua autoridade, sem consultar qualquer colégio e há pouco tempo invocou o poder supremo do papado sobre as Igrejas particulares.

    • Isso chama-se democracia de esquerda, que nada mais é que o pobre oprimido que inveja o rico opressor e age com todas as forças para alcançar o pódio do poderio. Fato.

      Agora de modo amplo, a voz de Irmã Lúcia ecoam pelas paredes de Roma que será destruída, diante deste suspense em relação à desorientação diabólica, a apostasia, o anticristo, e o bispo vestido de branco. É algo bem milenarista mesmo, mas quem garante que o bispo assassinado não será o Bento XVI ao intervir nessa “saída de Roma” pelo papa? Quem garante? Apenas o tempo…

      Onde lê-se “…nestes três pontos foram rejeitados no Sínodo de 2014, mas foram reinseridos por império do próprio Bergolio no “Instrumentum laboris”…” falta um G em “Bergolio”.

  16. Mentira por que? Um homem sobre quem pesa dúvidas mais do que justificáveis sobre sua legitimidade como Pontífice, usando o cargo pra implementar aquela velha ideia anti-romana dos católicos-progressistas, faz todo o sentido.
    Para isso ele tem usado diversas vezes da autoridade do cargo, sem consultar qualquer colégio e invocado o poder supremo do papado sobre as Igrejas particulares na hora de promover as idéias heréticas de tipos como Kasper e outros do mesmo naipe.
    Todo comunista/modernista fala muito em democracia e igualdade, mas quando se vêem contrariados se tornam os piores tiranos.

  17. Terceirização do “Poder das chaves”.
    Além de terceirizar, o Papa quer dar uma de “João-sem-braço” e ficar só posando de astro.
    Nada mais me surpreende, em relação ao Bispo de Roma.

  18. Quem será o nosso Tomás de Aquino ?

  19. Você deviam se preocupar era somente com os prelados que são liberais, esse é que são realmente preocupantes. Ouvi dizer que eles são minoria. Quanto ao Vigário de Cristo, Papa Francisco I, ele já deu mostras de que não quer mudar a doutrina, somente a pastoral. O que me conforta é que a palavra final vai ser do Santo Padre, não de Kasper, Marx, e quem quer que seja. No fim das contas, eles não são Papas. Então o Instrumentum Laboris ou qualquer que seja o documento, pode estar cheio de “doidice”, mas a exortação apostólica só vai pegar o que é o correto pra doutrina e pastoral CATÓLICA. Tomara que seja colocado um curso de matrimonio de 1 ano, restaurem a Ordo Viuvarum, coloquem a questão da abstinencia pra divorciados recasados, que coloquem iniciativas para a FORMAÇÃO CATEQUETICA das familias (tipo o apostolado Courage), assim como mencionem a necessidade de ajudar os divorciados celibatários, que se fale da relação entre o meio ambiente e a contracepção, etc…