Wadowice, 16 de outubro de 2015.

Estar em Wadowice e, novamente, no jardim do Santuário da Divina Misericórdia, em 16 de outubro, foi bastante significativo, especialmente nesses dias em que ocorrem o Sínodo da Família, em que o tema da misericórdia tornou-se tão relevante.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

wadoviceComeçamos o dia na Basílica Franciscana de Cracóvia, construída no século XIII, entre 1237 a 1269, na praça Wszystkich Świętych, aonde ficamos hospedados, ao lado da Cúria Metropolitana de Cracóvia (próxima da legendária Catedral). Bem cedo, às 7h, fomos em jejum à missa, numa das mais sublimes capelas, dentre tantas maravilhas no interior da Basílica. Na Polônia, não vi uma sequer religiosa sem hábito. Elas usam o hábito talar preto, com a parte alva na cabeça, como numa explicação dada, dizendo que após o Vaticano II, o uso do hábito não foi proibido, mas em muitas partes do mundo, o que se viu foi o abandono do hábito, e a perda que isso representou para a identidade católica. No entanto, aonde ele foi preservado, foi também melhor mantida a beleza e o vigor da Igreja. Na Basílica, uma das religiosas rezava, com fervor, diante do Santíssimo, enquanto chegavam fiéis, com sobretudos pesados, por causa da chuva, do vento e do frio, lá fora. No início da celebração, mais uma vez, ao som do órgão, uma voz cantava com um timbre como a de um anjo celestial. De fato, estava certo S. Pio X quando escreveu em 1903, que “uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo”. Havia, sim, uma atmosfera propícia à oração, ao ato penitencial e ao Glória, antes das leituras da Sagrada Escritura, do Evangelho, da homilia, etc. Interessante observar que não entendi uma única palavra do polonês, apenas o conteúdo da leitura do dia, no livrinho “Deus Conosco”. Todos os sacerdotes celebraram voltados para o altar e de costas para os fiéis. Mesmo sem entender nada do que era dito, conhecendo as partes da missa, foi possível acompanhar e rezar cada parte, o cântico do Salmo, ao som do órgão, tudo elevando a alma no ambiente propício à meditação e à contemplação.

Foi inexprimível o momento vivido naquela capela do século XIII, com tantas pinturas na parede, de reis e de santos, que tanto fizeram a glória da Igreja, em tempos que se combatia pela fé, dando a vida pelo Evangelho. Foram momentos de intensa profundidade, de vida interior, de oração e adoração a Deus, diante do Santíssimo, em meio a belíssimas imagens sacras, com a do rei São Luís, a quem sou devoto, com a coroa de espinhos em suas mãos, e uma maravilhosa auréola, de intensíssima cor dourada, a realçar com sua luz. Na hora da comunhão, todos a receberam de joelhos, e na boca, diante do altar, ao som de um cântico divino, enquanto o som do órgão ecoava por toda a capela. Depois da benção final, ficamos ali, por mais um bom tempo, impregnados de tão benéfica graça, de começar um dia tão especial, em que se celebrava a eleição do papa polonês, amado por toda Polônia, na capela em que ele mesmo tanto apreciou e celebrou tantas vezes como Arcebispo de Cracóvia. Logo após, pudemos captar com o zoom da máquina fotográfica, tantos detalhes de várias imagens, também das flores e outros símbolos de realeza e santidade. Da mesma forma, no dia anterior havia visto tantas outras dessas preciosidades de arte no interior da Catedral, com o seu teto de um maravilhoso azul turqueza,de beleza exuberante. Após a missa, fomos convidados gentilmente pelo guardião do convento, o Pe. Roman Banasik, OFM, ao café da manhã com os demais no refeitório, com chá de framboesa e peixe, aonde sentamos próximos a imagem de São Boaventura, cuja conversa era traduzida pelo Pe. Pedro Stepien. Lembramos que São Boaventura foi tema da tese de doutorado de Joseph Ratzinger. Pe. Roman nos contou peculiaridades do convento e de que ele havia sido quem havia comunicado a todos ali da eleição de Karol Wojtyla ao trono de São Pedro, em 16 de outubro de 1978. Hoje, como constatamos, não há uma única igreja da Polônia que não traga uma imagem sua, e todos falam dele com emoção e gratidão. Em seguida, nos levou para vermos as pinturas mais antigas do convento, feitas ainda no século XIII, imagens de Nossa Senhora, São José, e uma especialmente de São Francisco de Assis com os estigmas.

Saindo de lá, fomos direto para a Cúria Metropolitana para nos encontrarmos com o Cardeal Stanislaw Dziwisz, que mesmo não estando presente no Sínodo da Família, não deixa de exercer certa influência, e falamos sobre matrimônio e família (como também quando estivemos, no dia anterior, com o Cardeal Franciszek Macharski) , entregando a ele o exemplar do meu livro “A Igreja é Viva e Jovem”, lançado na Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro. Estava também com Antonio Ziemba. liderança pró-vida polonesa. Assim que saímos da audiência com D. Dziwisz, um enorme grupo de fiéis com estandartes, adentraram nas dependências da Cúria, para se reunir com o Cardeal, que já está trabalhando, com afinco, para a Jornada Mundial da Juventude, do próximo ano, na Polônia. Ao se despedir, nos presentou com um terço branco. Vimos também a famosa janela de onde o papa S. João Paulo II falou para os jovens na praça da Cúria Episcopal, que até hoje, todos os dias, está cheia de fiéis e turistas, que fotografam a imagem de Karol Wojtyla, a mesma imagem que vimos em tantas igrejas, casas, escritórios, e também em cartões postais, etc.

Seguimos então de Cracóvia para Wadowice, por estradas tão boas e limpas, com muitas áreas agricultáveis, com plantações diversas, de frutas, abóboras, e ainda cogumelos, à margem, especialmente as belas macieiras; não vimos um pedágio sequer em tantos percursos que fizemos, enquanto nossos olhos se detinham na paisagem tão bonita e suave da Polônia, com as casas espalhadas pela planíce verde, com seus telhados vermelhos, apropriados para a queda da neve. E também ouvindo green leeves e outras canções no mesmo estilo, ao som de violino, enquanto se descortinava árvores que pareciam banhadas a ouro, com as folhas caindo levemente, na mesma suavidade, marcando com nitidez a estação do outono. Beleza assim vista de dentro do carro, com um frio intenso lá fora.

O mistério da Divina Misericórdia

miguelNo dia anterior, em que celebramos Santa Teresa de Ávila, haviamos estado no Santuário da Divina Misericórdia, em Cracóvia, e depois da missa, pela manhã bem cedo, após visitar o Santuário, inclusive uma exposição pró-vida em uma de suas dependências, subimos de elevador à parte mais alta, depois de tocar o famoso sino abençoado por D. Dziwisz, que a tradição local diz que quem o toca, retorna ao mesmo lugar, um ano depois. E lá de cima, avistamos a cidade de Cracóvia. Depois, houve um momento em que enquanto Pe. Pedro Stepien conversava com alguns poloneses, decidi caminhar por uma estrada  que deu acesso a um jardim, que foi certamente um dos pontos altos de toda a viagem, uma peregrinação, pois aquele é certamente um lugar especialíssimo. Senti algo de divino, aonde pude me demorar em contemplação, em cada canto daquele jardim, em cada imagem, a de Nossa Senhora, de Jesus Misericordioso, de Santa Maria Faustina Kowalska, e muito especialmente, a de São Miguel Arcanjo, que pude fotografar, de vários ângulos, em muitos detalhes, segurando a balança da justiça. Ao me aproximar da imagem, me deparei com roseiras miúdas, e depois de tocar em seu manto, não foi possível sair dali sem que um dos espinhos fincassem em uma de minhas mãos. A roseira, a imagem de São Miguel Arcanjo, o belíssimo jardim me fizeram lembrar imediatamente de Santa Teresinha.

“Começou pois nesta noite luminosa o terceiro período da minha vida, o mais belo por certo, porque foi o mais fértil em graças do Céu. O trabalho que eu não pudera levar a cabo em vários anos, ultimou-o Jesus num instante, servindo-se apenas da minha boa vontade. Se podia agora dizer com os Apóstolos: ‘Senhor, pesquei toda a noite sem apanhar peixes’, podia também acrescentar que, mais misericordioso comigo do que com os seus discípulos, foi o próprio Jesus que pegou da rede, a lançou e a recolheu cheia de peixes, constituindo-me assim pescadora de almas… Senti então uma necessidade imperiosa de me votar ao perpétuo esquecimento de mim mesma; e entrando com isto a verdadeira caridade em meu coração, data daí a minha permanente felicidade”. (Santa Teresinha, História de uma Alma, p. 105, Livraria Apostolado da Imprensa, 12ª edição, Braga, 1990).

Senti ali a presença de Santa Teresinha, a presença do próprio Deus, de anjos e demais santos: era um jardim do céu. De fato, um jardim daqueles, num santuário erguido em memória de Santa Faustina Kowalska, é um lugar de Deus,  que «habita numa luz inacessível», de onde emanam bençãos e graças. E logo, ás 15hs, fomos á capela beijar as relíquias de Santa Faustina. Senti tanto a minha pequenez, fragilidade, limitações e imperfeições, tão pecador e com tantas faltas, mesmo assim recorrendo ao sacramento da penitência, em oração para a graça da fortaleza, que permita superar o pecado e cumprir assim a vontade de Deus. E ainda como Santa Teresinha, podia dizer que “se choviam sobre mim os favores do Céu, não é porque eu os merecesse; pois, conquanto ardesse em vivos e constantes desejos de ser boa e virtuosa, quantas imperfeições não vinham embaciar o lustre das minhas obras” (p. 103). Naquele instante, me dei conta da minha fraqueza e da convicção de que somente pela graça de Deus, poderia obter alguma força, obter mesmo a salvação. E cessou toda e qualquer ansiedade, como o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo pediu, porque tudo vem do próprio Deus, é Ele quem vem ao nosso encontro, que nos reergue sempre, que nos dá daquilo que realmente precisamos, que quer a nossa felicidade, pois é o Senhor quem nos chama a estar com Ele, que tem misericórdia quando reconhecemos necessitados d’Ele, quando depositamos n’Ele toda e absoluta confiança. A Sua misericórdia divina age com poder de cura e de salvação, quando há realmente o arrependimento, a contrição e o propósito de não pecar, só assim Ele pode agir em nosso favor, com toda a Sua misericórdia.

É ainda Santa Teresinha a explicar:

“Suponhamos que um filho de um médico experimentado, ao ir seu caminho, topa numa pedra que o faz cair e fraturar um braço. O pai acode prontamente, levanta-o com carinho e pensa-lhe as feridas, empregando nisso todos os recursos da arte. O filho, vendo-se curado, todo se desfaz em provas de gratidão, e não há dúvida que sobram motivos de amar um pai tão desvelado. Mas mudemos o caso, e suponhamos que o pai, sabendo que na estrada que o filho há de trilhar há uma pedra perigosa, tomando-lhe a dianteira remove o tropeço sem que ninguém o veja. Com certeza o filho, objeto de tão cautelosa e terna prevenção, se ignorar o desastre de que a mão paterna o preservou, não lhe testemunhará sinal nenhum de reconhecimento, nem lhe terá tanto amor como se o tivesse curado de alguma ferida mortal. Mas, se chegar a inteirar-se de tudo, não subirá de ponto o seu amor filial? pois eu sou esse filho, objeto do amor previdente de um pai ‘que mandou o seu Verbo à terra, não para salvar os justos, mas os pecadores’ e quer que o ame porque me perdoou não muito, mas tudo.” (p. 95)

E ainda: 

“Não tive pois nenhum merecimento em me não ter prendido com estes frágeis laços,  dos quais me preservou  unicamente a infinita bondade e misericórdia de Deus, sem cujo auxílio, confesso, poderia ter caído nos mesmos abismos que Santa Maria Madalena”, pois “nunca se viu alma pura que amasse mais a Deus do que uma alma arrependida”. (p. 95)

A balança da justiça trazida por São Miguel Arcanjo me fez entender de que o mistério ali tratava-se da misericórdia divina e não humana, e que se a misericórdia fosse utilizada apenas com o critério humano, perderia o sentido e a sua eficácia salvífica. Parecia haver uma voz a dizer: “não se deixe enganar pela retórica da misericórdia, com critério apenas humano, que seria tentação e ilusão”, que esvazia o sentido oblativo de toda renúncia e sacrifício pelo que é verdadeiro e bom, pela causa de Deus, pois é disso que virá a verdadeira recompensa no céu. Isso reforçava o que Jesus disse a Santa Maria Madalena: “Vá e não tornes a pecar”, pois só a divina misericórdia só é estendida à alma verdadeiramente arrependida. É o que a própria Santa Faustina tão bem exprimiu em um de seus memoráveis versos:

“Ó doce Jesus, aqui fundastes o trono da Vossa misericórdia

Para alegrar e ajudar o homem pecador:

Do coração aberto, como de uma fonte límpida,

Flui o consolo para a alma e o coração arrependido”.

Santa Faustina relata em seu “Diário – A Misericórdia Divina em minha Alma”, que Jesus lhe respondera: “O Meu Amor não engana ninguém”, amor este nada ambiguo, nem relativo, mas amor absoluto, incondicional e universal. E ainda lhe dissera: “Não recompenso pelo bom êxito, mas pela paciência e pelo trabalho suportado por Minha causa”.

“Vimos Santa Faustina caminhando…”

freira

No dia seguinte, depois do almoço, antes de ir para Wadowice, quis retornar ao Santuário da Divina Misericórdia, especialmente, àquele jardim, pois havia saído um pouco de sol, e talvez conseguisse uma imagens melhores de São Miguel Arcanjo. Foi forte demais o chamado a estar ali novamente. “É o Senhor quem nos chama”, voltou-me a frase do dia anterior. Chegando lá, uma senhora, falando em inglês, levou-me para ver outra capela, aonde estava uma cadeira em que S. João Paulo II havia celebrado, no mesmo local, devoto que sempre foi de Santa Faustina, que publicara uma encíclica dedicada ao tema da divina misericórdia, em 1980, e que a havia canonizado no ano do Grande Jubileu, em 2000. Ao sair da capela, alguém me chamou em português, era o casal Daiane Schiavon Marques e Marcos Vinícius Marques, brasileiros que estudam na Espanha. Com alegria, eu os convidei a ir comigo até o jardim da Divina Misericórdia. Mas quando chegamos lá, o pequeno portão de ferro estava fechado, com um arame em volta. No dia anterior estava totalmente aberto, mas agora não podíamos entrar, apenas ver o jardim pelo lado de fora, e daonde estávamos, naquele instante, fui mostrando a eles as belezas daquele jardim, e novamente sentimos algo divino naquele lugar. E como numa visão, vi num átimo de segundo, o mapa da Europa com raios luminosos saindo da Polônia, da Espanha e Portugal, em direção ao Brasil, e do Brasil, outros raios da mesmas cores em direção à França e Itália. Impregnado por um sentimento inenarrável de êxtase, partilhei com eles do que sentia, como um momento de fulgor, e vimos, ao longe e ao fundo, bem em frente de nós, a estátua de São Miguel Arcanjo. E naquele exato instante, uma religiosa rezava no jardim. Era 15h, hora da Divina Misericórdia, e quando fui fotografar a imagem de S. Miguel, dali mesmo, a religiosa – que muito lembrou a própria Santa Faustina, rezava diante de S. Miguel. Foi um momento divino, compartilhado por eles. Eu disse o que senti a eles que, naquele instante, algo muito especial, como uma visão do céu. Daiane Schiavon Marques chegou a comentar na foto que publiquei no facebook, daquele momento: “Vimos Santa Faustina caminhando…” E. então rezamos ali mesmo uma “Salve Rainha”, a oração que reconhece Nossa Senhora como rainha do céu. Comentei com eles também que eu havia feito reflexões sobre literatura e história no jardim da casa de Balzac, em 1989, e, em Frankfurt, no jardim da casa de Goethe, em 1998. mas que a estada no jardim da Divina Misericórdia, em Cracóvia, foi um cume, a superar tudo o que até então havia vivido, e cujos apontamentos espero concluir no meu livro, agora intitulado “Três Jardins”. É Deus a conduzir neste percurso, pois é o Senhor quem nos chama. E após isso, eles pediram ao Pe. Pedro Stepien que os abençoasse, ao que Daiane pediu junto ao seu esposo: “para que tenhamos muitos filhos”.

O que significou estar no Santuário da Divina Misericórdia, nos dias em que ocorrem Sínodo da Família, em que o tema da misericórdia assume relevância, nos debates sobre “os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”?

E assim chegamos a Wadowice, na Praça Rynek, onde está a igreja da Imaculada Conceição e a casa em que nasceu Karol Wojtyla.

Ao entrar na igreja, pelas 18h, rezava-se o terço, com a igreja cheia, e muitas crianças na parte da frente, cada criança rezava uma Ave-Maria, ao som do órgão, e depois, cantaram todos diante do altar, encerrando aquele momento com a adoração ao Santíssimo e a belíssima Missa Pangue Lingua, de Josquim Des Prez. Antes de sair da igreja, foi possível ver uma criança, que ternamente acendeu uma vela, ao lado direito da entrada. Com esta imagem cândida, a suscitar viva esperança, encerrou-se o dia 16 de outubro de 2015, em Wadowice, a confirmar novamente que o que a Igreja – viva e jovem – ensina pelos séculos, atestada por Santa Faustina Kowalska: o que será recompensado no céu é todo sofrimento pela causa de Deus, aí está o mistério de Sua Divina Misericórdia.

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2 Comentários to “Wadowice, 16 de outubro de 2015.”

  1. As impressões repassadas da prática do autêntico catolicismo na Polonia merecem ser postas em relevo, incomparáveis ao vivido no Brasil, percebendo-se uma seriedade, comparecimento e adesão dos fieis bem diferentes daqui!
    Comprovamos a quantidade de seitas relativistas em cada esquina – talvez em maior quantidade que bares e botecos – em que as conversões ou não foram sinceras, ou certa parte do clero, pelo menos depois do Vaticano II adiante, ora caiu uma parte num ensino mais modernista que aliena ou então no cristianismo socializado da TL, pervertendo o povo em em gerações subsequentes, alienando-se mais à fé católica.
    Então, de uns tempos para cá de apologia de teorias relativistas, como as kasperistas e ass, o nível tem decrescido; mais se parecendo doutra religião modernista, similar ás seitas onde v decide, sem justiça alguma contra os infratores – senão apologia ao pecado – composta apenas de suposta misericórdia e similares – bem verdade que foi obra de adaptação a conceitos ideológicos, em laboratórios de engenharia social!
    E mais: sem citar num catolicismo sincrético, de adesão a religiões animistas de origem africana ou mesmo do espiritismo kardecista e a outros movimentos espiritualistas das mais diversas correntes, além de religiões orientais!
    Uma inquestionável prova das diferenças marcantes da fé dos poloneses em relação ao Brasil foi que, após o desmonte do governo comunista, nenhum candidato vermelho retornou à presidencia da Polonia e, apesar de eles lutarem com denodo para tentarem se reestabelecer, foram reprimidos e confinados nos seus guetos!
    Enquanto aqui: quero isso, quero aquilo, e a crise atual de revolta contra o PTb é mais financeira que tudo: nunca se questionou perseguição à fé ou à doutrina da Igreja – raras exceções, pontuais – ou interpelou-se a ética-moralidade do governo marxista do PT!
    Que caóticos católicos!

  2. Que a católica Polônia nos sirva de exemplo. Enquanto isso, na Terra de Santa Cruz, somos obrigados a ver cenas horríveis como a deste vídeo, em plena Missa, no momento do “parabéns pra você” (que o clero modernista de hoje introduziu na Missa, a fim de profana-la ainda mais).