Termina o sínodo: o discurso do Francisco e o Relatório final.

A misericórdia de Francisco cai sobre quase todos. A ira, só aos “conservadores”.

Sínodo. Mensagem do Papa: defender o homem e não ideias

Rádio Vaticano – Concluíram-se os trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre a Família. Importante momento deste final de Sínodo foi a intervenção do Papa Francisco com uma mensagem em que realçou a importância de defender o homem e não as ideias, defender o espírito e não a letra da doutrina.

Após os vários agradecimentos a todos os que contribuíram para um percurso sinodal de intenso ritmo de trabalho o Papa Francisco disse ter-se interrogado sobre o que “há-de significar, para a Igreja, encerrar este Sínodo dedicado à família?”

Muitas as respostas encontradas pelo Santo Padre para completar o significado do Sínodo: a importância do matrimónio, escutar as vozes das famílias e dos pastores, olhar e ler a realidade, testemunhar o Evangelho como fonte viva de novidade eterna, afirmar a Igreja como sendo dos pobres e dos pecadores e abrir horizontes para difundir a liberdade dos Filhos de Deus.

Em particular, o Papa Francisco considerou que a experiência do Sínodo fez compreender melhor que defender a doutrina é defender o seu espírito e o homem em vez de ideias:

“A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão.”

Francisco recordou Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI e no final do seu intenso discurso afirmou que “para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!”

Publicamos aqui  o texto integral do Santo Padre:

Amadas Beatitudes, Eminências, Excelências, Queridos irmãos e irmãs!

Quero, antes de mais, agradecer ao Senhor por ter guiado o nosso caminho sinodal nestes anos através do Espírito Santo, que nunca deixa faltar à Igreja o seu apoio.

Agradeço de todo o coração ao Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo, a D. Fabio Fabene, Subsecretário e, juntamente com eles, agradeço ao Relator, o Cardeal Peter Erdö, e ao Secretário Especial, D. Bruno Forte, aos presidentes delegados, aos secretários, consultores, tradutores e todos aqueles que trabalharam de forma incansável e com total dedicação à Igreja: um cordial obrigado!

Agradeço a todos vós, amados padres sinodais, delegados fraternos, auditores, auditoras e conselheiros, párocos e famílias pela vossa activa e frutuosa participação.

Agradeço ainda a todas as pessoas que se empenharam, de forma anónima e em silêncio, prestando a sua generosa contribuição para os trabalhos deste Sínodo.

Estai certos de que a todos recordo na minha oração ao Senhor para que vos recompense com a abundância dos seus dons e graças!

Enquanto acompanhava os trabalhos do Sínodo, pus-me esta pergunta: Que há-de significar, para a Igreja, encerrar este Sínodo dedicado à família?

Certamente não significa que esgotámos todos os temas inerentes à família, mas que procurámos iluminá-los com a luz do Evangelho, da tradição e da história bimilenária da Igreja, infundindo neles a alegria da esperança, sem cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse.

Seguramente não significa que encontrámos soluções exaustivas para todas as dificuldades e dúvidas que desafiam e ameaçam a família, mas que colocámos tais dificuldades e dúvidas sob a luz da Fé, examinámo-las cuidadosamente, abordámo-las sem medo e sem esconder a cabeça na areia.

Significa que solicitámos todos a compreender a importância da instituição da família e do Matrimónio entre homem e mulher, fundado sobre a unidade e a indissolubilidade e a apreciá-la como base fundamental da sociedade e da vida humana.

Significa que escutámos e fizemos escutar as vozes das famílias e dos pastores da Igreja que vieram a Roma carregando sobre os ombros os fardos e as esperanças, as riquezas e os desafios das famílias do mundo inteiro.

Significa que demos provas da vitalidade da Igreja Católica, que não tem medo de abalar as consciências anestesiadas ou sujar as mãos discutindo, animada e francamente, sobre a família.

Significa que procurámos olhar e ler a realidade, melhor dito as realidades, de hoje com os olhos de Deus, para acender e iluminar, com a chama da fé, os corações dos homens, num período histórico de desânimo e de crise social, económica, moral e de prevalecente negatividade.

Significa que testemunhámos a todos que o Evangelho continua a ser, para a Igreja, a fonte viva de novidade eterna, contra aqueles que querem «endoutriná-lo» como pedras mortas para as jogar contra os outros.

Significa também que espoliámos os corações fechados que, frequentemente, se escondem mesmo por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas.

Significa que afirmámos que a Igreja é Igreja dos pobres em espírito e dos pecadores à procura do perdão e não apenas dos justos e dos santos, ou melhor dos justos e dos santos quando se sentem pobres e pecadores.

Significa que procurámos abrir os horizontes para superar toda a hermenêutica conspiradora ou perspectiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível.

No caminho deste Sínodo, as diferentes opiniões que se expressaram livremente – e às vezes, infelizmente, com métodos não inteiramente benévolos – enriqueceram e animaram certamente o diálogo, proporcionando a imagem viva duma Igreja que não usa «impressos prontos», mas que, da fonte inexaurível da sua fé, tira água viva para saciar os corações ressequidos.1

E vimos também – sem entrar nas questões dogmáticas, bem definidas pelo Magistério da Igreja – que aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo, para o bispo doutro continente; aquilo que se considera violação de um direito numa sociedade, pode ser preceito óbvio e intocável noutra; aquilo que para alguns é liberdade de consciência, para outros pode ser só confusão. Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado.2 O Sínodo de 1985, que comemorava o vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, falou da inculturação como da «íntima transformação dos autênticos valores culturais mediante a integração no cristianismo e a encarnação do cristianismo nas várias culturas humanas».3 A inculturação não debilita os valores verdadeiros, mas demonstra a sua verdadeira força e a sua autenticidade, já que eles adaptam-se sem se alterar, antes transformam pacífica e gradualmente as várias culturas.

4Vimos, inclusive através da riqueza da nossa diversidade, que o desafio que temos pela frente é sempre o mesmo: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, defendendo a família de todos os ataques ideológicos e individualistas.

E, sem nunca cair no perigo do relativismo ou de demonizar os outros, procurámos abraçar plena e corajosamente a bondade e a misericórdia de Deus, que ultrapassa os nossos cálculos humanos e nada mais quer senão que «todos os homens sejam salvos» (1 Tim 2, 4), para integrar e viver este Sínodo no contexto do Ano Extraordinário da Misericórdia que a Igreja está chamada a viver.

Amados irmãos!

A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas, das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3, 21-30; Sal 129/130; Lc 11, 37-54). Significa vencer as tentações constantes do irmão mais velho (cf. Lc 15, 25-32) e dos trabalhadores invejosos (cf. Mt 20, 1-16). Antes, significa valorizar ainda mais as leis e os mandamentos, criados para o homem e não vice-versa (cf. Mc 2, 27).

Neste sentido, o necessário arrependimento, as obras e os esforços humanos ganham um sentido mais profundo, não como preço da Salvação – que não se pode adquirir – realizada por Cristo gratuitamente na Cruz, mas como resposta Àquele que nos amou primeiro e salvou com o preço do seu sangue inocente, quando ainda éramos pecadores (cf. Rm 5, 6).

O primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus, chamar à conversão e conduzir todos os homens à salvação do Senhor (cf. Jo 12, 44-50).

Do Beato Paulo VI temos estas palavras estupendas: «Por conseguinte podemos pensar que cada um dos nossos pecados ou fugas de Deus acende n’Ele uma chama de amor mais intenso, um desejo de nos reaver e inserir de novo no seu plano de salvação (…). Deus, em Cristo, revela-Se infinitamente bom (…). Deus é bom. E não apenas em Si mesmo; Deus – dizemo-lo chorando – é bom para nós. Ele nos ama, procura, pensa, conhece, inspira e espera… Ele – se tal se pode dizer – será feliz no dia em que regressarmos e Lhe dissermos: Senhor, na vossa bondade, perdoai-me. Vemos, assim, o nosso arrependimento tornar-se a alegria de Deus».5

Por sua vez São João Paulo II afirmava que «a Igreja vive uma vida autêntica, quando professa e proclama a misericórdia, (…) e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador das quais ela é depositária e dispensadora».6

Também o Papa Bento XVI disse: «Na realidade, a misericórdia é o núcleo da mensagem evangélica, é o próprio nome de Deus (…). Tudo o que a Igreja diz e realiza, manifesta a misericórdia que Deus sente pelo homem, portanto, por nós. Quando a Igreja deve reafirmar uma verdade menosprezada, ou um bem traído, fá-lo sempre estimulada pelo amor misericordioso, para que os homens tenham vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10, 10)».7

Sob esta luz e graça, neste tempo de graça que a Igreja viveu dialogando e discutindo sobre a família, sentimo-nos enriquecidos mutuamente; e muitos de nós experimentaram a acção do Espírito Santo, que é o verdadeiro protagonista e artífice do Sínodo. Para todos nós, a palavra «família» já não soa como antes, a ponto de encontrarmos nela o resumo da sua vocação e o significado de todo o caminho sinodal.8

Na verdade, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!

Obrigado!

Obrigado!

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1 Cf. PAPA FRANCISCO, Carta ao Magno Chanceler da “Pontificia Universidad Católica Argentina”, no centenário da Faculdade de Teologia, 3 de Março de 2015.

2 Cf. PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA, Fé e cultura à luz da Bíblia. Actas da Sessão Plenária de 1979 da Pontifícia Comissão Bíblica, LDC, Leumann 1981; CONC. ECUM. VAT. II, Gaudium et spes, 44.

3 Relação final (7 de Dezembro de 1985), II/D.4: L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 22/XII/1985), 652.

4 «Em virtude da sua missão pastoral, a Igreja deve manter-se sempre atenta às mudanças históricas e à evolução das mentalidades. Certamente não para se submeter a elas, mas para superar os obstáculos que possam opor-se à recepção das suas recomendações e das suas directrizes» (Entrevista ao Cardeal Georges Cottier, La Civiltà Cattolica, 3963-3964, 8 de Agosto de 2015, p. 272).

5 Homilia, 23 de Junho de 1968: Insegnamenti 6, 1968, 1177-1178.

6 Carta. enc. Dives in misericordia, 30 de Novembro de 1980, 13. Disse também: «No mistério pascal, (…) Deus mostra-Se-nos por aquilo que é: um Pai de coração terno, que não se rende diante da ingratidão dos seus filhos, e está

sempre disposto ao perdão» (JOÃO PAULO II, Alocução do «Regina Caeli», 23 de Abril de 1995: Insegnamenti 18/1, 1995, 1035). E descrevia a resistência à misericórdia com estas palavras: «A mentalidade contemporânea, talvez mais do que a do homem do passado, parece opor-se ao Deus de misericórdia e, além disso, tende a separar da vida e a tirar do coração humano a própria ideia da misericórdia. A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar ao homem» (Carta enc. Dives in misericordia, 2).

7 Alocução do «Regina Caeli», 30 de Março de 2008: Insegnamenti 4/1, 2008, 489-490. E, referindo-se ao poder da misericórdia, afirma: «É a misericórdia que põe um limite ao mal. Nela expressa-se a natureza muito peculiar de Deus – a sua santidade, o poder da verdade e do amor» (Homilia no Domingo da Divina Misericórdia, 15 de Abril de 2017: Insegnamenti 3/1, 2007, 667).

8 Uma análise, em acróstico, da palavra «família» ajuda-nos a resumir a missão da Igreja na sua tarefa de: Formar as novas gerações para viverem seriamente o amor, não como pretensão individualista baseada apenas no prazer e no «usa e joga fora», mas para acreditarem novamente no amor autêntico, fecundo e perpétuo, como o único caminho para sair de si mesmo, para se abrir ao outro, para sair da solidão, para viver a vontade de Deus, para se realizar plenamente, para compreender que o matrimónio é o «espaço onde se manifesta o amor divino, para defender a sacralidade da vida, de toda a vida, para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente» (Homilia na Missa de Abertura do Sínodo, 4 de Outubro de 2015) e para valorizar os cursos pré-matrimoniais como oportunidade de aprofundar o sentido cristão do sacramento do Matrimónio; Aviar-se ao encontro dos outros, porque uma Igreja fechada em si mesma é uma Igreja morta; uma Igreja que não sai do seu aprisco para procurar, acolher e conduzir todos a Cristo é uma Igreja que atraiçoa a sua missão e vocação; Manifestar e estender a misericórdia de Deus às famílias necessitadas, às pessoas abandonadas, aos idosos negligenciados, aos filhos feridos pela separação dos pais, às famílias pobres que lutam para sobreviver, aos pecadores que batem às nossas portas e àqueles que se mantêm longe, aos deficientes e a todos aqueles que se sentem feridos na alma e no corpo e aos casais dilacerados pela dor, a doença, a morte ou a perseguição; Iluminar as consciências, frequentemente rodeadas por dinâmicas nocivas e subtis que procuram até pôr-se no lugar de Deus criador: tais dinâmicas devem ser desmascaradas e combatidas no pleno respeito pela dignidade de cada pessoa; ganhar e reconstruir com humildade a confiança na Igreja, seriamente diminuída por causa da conduta e dos pecados dos seus próprios filhos; infelizmente, o contratestemunho e os escândalos cometidos dentro da Igreja por alguns clérigos afectaram a sua credibilidade e obscureceram o fulgor da sua mensagem salvífica; Labutar intensamente por apoiar e incentivar as famílias sãs, as famílias fiéis, as famílias numerosas que continuam, não obstante as suas fadigas diárias, a dar um grande testemunho de fidelidade aos ensinamentos da Igreja e aos mandamentos do Senhor; Idear uma pastoral familiar renovada, que esteja baseada no Evangelho e respeite as diferenças culturais; uma pastoral capaz de transmitir a Boa Nova com linguagem atraente e jubilosa e tirar do coração dos jovens o medo de assumir compromissos definitivos; uma pastoral que preste uma atenção particular aos filhos que são as verdadeiras vítimas das lacerações familiares; uma pastoral inovadora que implemente uma preparação adequada para o sacramento do Matrimónio e ponha termo a costumes vigentes que muitas vezes se preocupam mais com a aparência duma formalidade do que com a educação para um compromisso que dure a vida inteira; Amar incondicionalmente todas as famílias e, de modo particular, aquelas que atravessam um período de dificuldade: nenhuma família deve sentir-se sozinha ou excluída do amor e do abraço da Igreja; o verdadeiro escândalo é o medo de amar e de manifestar concretamente este amor.

* * *

Publicado Relatório final do Sínodo

Cidade do Vaticano (RV) – “Satisfação da assembleia no seu conjunto”: assim o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, resumiu o voto realizado na tarde deste sábado (24/10) do Documento final do Sínodo dos Bispos.

A pedido do Papa Francisco, o texto foi publicado à imprensa, com versão disponível até o momento em italiano.

O Relatório final tem 94 pontos, todos aprovados pela maioria necessária de 2/3 dos participantes. Os padres sinodais presentes na votação eram 265. Neste caso, era considerada maioria a aprovação a partir de 177 votos.

Como no ano passado, com o Sínodo extraordinário, o Relatório final foi publicado com a porcentagem de votos de cada parágrafo. Os pontos que dizem respeito à pastoral das famílias feridas, que incluem temas como as convivências ou os divorciados recasados, obtiveram menor consenso, mas sempre a maioria absoluta. Estes pontos se encontram no terceiro capítulo da terceira parte.

Diante deste resultado, afirmou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, houve “satisfação geral da Assembleia no seu conjunto”.

Clique aqui para acessar o Relatório final do Sínodo em italiano.

21 Comentários to “Termina o sínodo: o discurso do Francisco e o Relatório final.”

  1. Ambiguidade diabólica. É compreensível por que o anjo de Portugal pediu que se fizesse penitência.

  2. Então o Santo Padre expõe seu pensamento em relação ao sínodo com um certo desgosto, com uma linguagem quase que carregada de alfinetações e apelações à frases aleatórias dos papas anteriores. É evidente a influência da Teologia da Libertação e do relativismo moral em suas teses contra a “frieza e dureza dos doutrinários”, em nome de uma tal misericórdia, acolhimento e “espírito de liberdade” dos fieis… Claro que em essência tudo isso realmente faz sentido. Sim, a Igreja tem de acolher a todos e a misericórdia de Deus é realmente para todos, todos somos chamados a sermos felizes, e é evidente que há muitas relações de segunda união “sem filhos com a primeira” que são estáveis e pacíficas, em contraposição à relações imaturas, instáveis e turbulentas que acometem a 1ª união precipitada… Mas expor isso no papel não pode partir de uma mente solta e vaga, sem reflexão da experiência da realidade (vide catecismo católico), mas deve partir da própria doutrina, porque aliás, a finalidade da Igreja é levar as almas à conversão, e não à felicidade temporária. Certo que pelo lado humano nós realmente entendemos a situação, mas nós não podemos rasgar o Evangelho em nome de nossos caprichos, isso é idolatria. Antes ser infeliz que abandonar o Evangelho, aliás, quem recusar a falsa liberdade achará a Verdadeira.

    O grande problema é esse: perda do sentido de efemeridade da vida, e do verdadeiro papel da Igreja na sociedade. Em algum ponto da história esqueceram que a Igreja tem que levar as pessoas à conversão, e que o verdadeiro sentido da vida é Cristo, e não a felicidade mundana do “espírito de liberdade” dos cristãos “pecadores e humilhados”.

    Questões aos Santo Padre:
    1. Para quê Cristo morreu, e o que Ele quer.
    2. O que é misericórdia e de onde S. Santidade concebeu esta ideia.
    3. O que é Igreja e para quê serve.
    4. Qual é a finalidade da criação do homem no mundo.

    Só digo uma coisa: O Santo Padre não responderia essas 4 simples perguntas sem contradizer uma ou outra resposta ou o Catecismo inteiro. É só rir para não chorar.

  3. Pra que o papa se desgastaria dizendo às claras o que pode “dizer não-dizendo”, sugerindo nas entrelinhas, como fizeram os teólogos modernistas do Vaticano II? E assim será daqui pra frente, enquanto os coniventes “conservadores” persistirem em sua busca insensata pelo lado bom das coisas, descobrindo um santo para cobrir outro com o pouco de doutrina que lhes deixam.

    Eis-nos: uma nova geração de mártires e confessores. Morramos nas mãos dos infiéis, se assim quiser Nosso Senhor, confessando, sobretudo aos apóstatas da hierarquia, que só há UMA Verdade, UM Caminho e UMA Vida.

  4. Eu me percebo como bem dotado, em termos de inteligência conceitual.Além de razoavelmente erudito e culto, nestes meus primeiros oitenta anos sobre o Planeta. Não por falsa humildade, nem sentimentos neuróticos de inferioridade, tenho uma certeza prática de que existem muitíssimas pessoas mais argutas, mais inteligentes, mais bem formadas e informadas do que eu.Sou inteligente porém, quase lamento, quase festejo, não sou genial.E estou convicto que todos nós, tanto do ” grupo inteligente” quanto dos que ainda não alcançaram o uso das extraordinárias potencialidades epistemológicas e tecnológicas/práxicas que dormitam em nossas cargas genéticas e decorrentes estruturas anátomo/ fisiológicas, assim como especificamente psíquicas e espirituais, estamos bastante mais confusos, talvez alguns desesperados, talvez alguns se iludindo com uma falsa Fé de otimismo Polianico( Poliana, a menina ficcional para a qual tudo está bem e belo), após os pronunciamentos da Alta Hierarquia oficial da Igreja Católica Romana.Sem dúvida, a letra mata, o Espírito vivifica.Mas o que pode estar escondido atrás dos conceitos e termos ” espírito” e “Espírito”?Se a letra não serve para nada, por que não se deve alterar um só jota ou vírgula das Escrituras?Dizendo: Comemorai o Símbolo da Solidariedade dos Pobres e Aplaudi, algum Sacerdote faz ocorrer, validamente, a Transubstanciação?Por que os textos episcopais, pontifícios e conexos dos últimos 45 anos parecem contradizer, cada vez mais, os de cinquenta, cem anos atrás?O que é Pastoral?Qual sua força determinante nas ações concretas dos HOMENS, no dia a dia?Se a Doutrina diz “pode” e a Pastoral diz” não pode”, ou vice versa, qual tem a primazia na sequência infinita dos ” agoras” humanos?Esta ” misericórdia”, aparentemente tendenciosa e ambígua, de que se fala cada vez mais hoje, é aquela mesma e antiga Misericórdia, que era invocada/mencionada nas repetidas elocuções ” Miserere nobis”?É misericórdia agir de modo a sancionar práticas antes consideradas gravíssimos pecados, mas ” purificadas” pela generalização popular, fruto da mídia e da incúria dos que deveriam ser Pastores?É misericórdia acreditar ser prática corrente o que a mídia diz, enganosamente, que é prática corrente?Como o assassinato de crianças indefesas e sem culpa pode passar a ser algo mais tolerável, e sobre o qual não se deve falar muito,” por misericórdia”?Em que isto serve a Deus?À Justiça?Como isto ressuscita cadáveres infantis?

  5. Misericória Senhor, são tantos pontos do texto que nos fazem a chorar. “Liberdade, misericórdia, caminhar juntos, fardos, problema social, viver o evangelho e etc”…. palavras interpretadas erroneamente, para enganar os católicos penitentes e impenitentes. e preparar o terreno para o anti cristo, e sua nova ordem mundial. a custa de condenar milhões de almas. Virgem Maria rogai por nós, para que possamos perseverar na Fé e na Verdade, e que sempre possamos pela misericórdia de Deus ter a Graça de ver sempre o rabo de satanás por de trás de suas obras fraudulentas.

  6. Prestemos atenção ao seguinte parágrafo: “O primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus, chamar à conversão e conduzir todos os homens à salvação do Senhor (cf. Jo 12, 44-50).”

    Ok, então o chamado à conversão continua valendo… vamos ao trabalho!!!

  7. Talvez seja resultado de minha apoucada inteligência, mas o fato é que não consigo entender certas expressões do Papa Francisco. Alhures havia dito que Deus é “um Deus de surpresas”; neste discurso Sua Santidade fala em NOVIDADE ETERNA. Outra coisa: “DEFENDER O HOMEM E NÃO AS IDEIAS”. Na verdade não demorei em ter uma ideia destas expressões. Mas estas ideias não seriam compatíveis com a infalibilidade pontifícia. Logo as rejeito, mas continuo em minha ignorância. O bom mesmo seria que bondosamente e com simplicidade o papa explicasse pra gente num gesto de misericórdia paternal. Por exemplo: DEUS DE SURPRESAS. Se a Revelação Pública de todas as verdades foi terminada com a morte do último Apóstolo, como poderá haver surpresas neste sentido de, de repente, aparecer novas verdades? NOVIDADE ETERNA: logo penso em evolução contínua e enculturada dos dogmas. Mas isto seria a quintessência do Modernismo. DEFENDER O HOMEM E NÃO AS IDEIAS: mas as ideias não vêm da razão que constitui o distintivo da dignidade humana, distinguindo-o dos irracionais? Não são as ideias que comandam o homem? Sempre aprendi que o homem deve ser formado e educado a ter ideias corretas, sadias e sobretudo sobrenaturais. Ideias platônicas com abstração da vida do homem talvez seja a explicação correta que o papa quer dizer. Mas não explicando, fica algo ambíguo. Poderá, inclusive, ser interpretado pelos modernistas no sentido do relativismo e naturalismo, ou seja, o que importa, não são os dogmas (esta palavra causa arrepios e ojeriza nos modernistas) mas deve-se olhar a vivência do homem e isto não genericamente, mas em cada país, em cada cultura. O papa, que pese ser jesuíta, não fala neste discurso, nem uma vez o nome de Jesus (Vamos vê-lo nas citações da Bíblia que o papa manda conferir). São Paulo empregava este Santíssimo nome a todo momento! Mas Nosso Senhor Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre; por isso devemos rejeitar toda novidade e ideias estranhas (estas sim, devem ser banidas). Nosso Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Estar com Jesus é um doce paraíso. Seu jugo é suave, seu fardo é leve. Quem estiver aflito e sobrecarregado de problemas vá a Jesus e encontrará alívio. Aprendamos de Jesus a mansidão e a humildade, e encontraremos descanso para as nossas almas. Com estas e outras palavras de Jesus Cristo, com estas ideias sobrenaturais, procuro consolar e firmar as famílias aflitas e tentadas a dissolução.
    O Papa também assim se expressou: “Sem cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse”. No meu bestunto, francamente que penso o contrário: Não por ser fácil mas inteiramente SEGURO dever-se-ia justamente insistir no que já foi dito por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Magistério Vivo, Perene e Infalível da Igreja. Aliás o Apóstolo São Paulo não mandou em nome de Jesus que há de julgar os vivos e os mortos que o Bispo Timóteo, pregasse e insistisse, (quer agrade quer desagrade), na doutrina de sempre?
    O Papa também disse: “o Evangelho que continua a ser, para a Igreja, a fonte viva de novidade eterna, contra aqueles que querem “endoutriná-lo” como pedras mortas para as jogar contra os outros”. Não só não entendi, mas fez-me lembrar de uma catequese super-progressista que apareceu em França (após o CVII), com o nome de “pedras vivas” (Pierres Vivantes”). Eram verdadeiramente pedras que jogaram contra Jesus Cristo, porque verdadeiras heresias. Nestas aulas catequéticas as palavras chaves são: vivência, evolução e sentimento. Na mesma época apareceu o famigerado Catecismo Holandês.
    Gostaria de pedir explicações de outras passagens. Mas cansei-me e paro por aqui. Peço as orações de todos porque me sinto cansado, não desanimado. Repito: a Santa Madre Igreja é divina. Se fosse possível, mas não o é, os modernistas a destruiria pelos fundamentos, como disse São Pio X.

    • Padre. Uma vez confessei-me em certa igreja cuja tendência era modernista. Depois da absolvição o padre falou tanto, e não falou nada, tal qual o rebuscado do documento do Sínodo.

      A novidade não é eterna, e a novidade efêmera advinda do Concílio Vaticano II foi a de usar verborragia para evitar de falar de pecado, de rituais sacramentais, de desvios nas missas, enfim de adentrar em verdades eternas. Aí, sim,eternas. É apenas um estratagema.

  8. “A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra,{as prescrições bíblico-doutrinarias} mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão.
    ”Francisco recordou Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI e no final do seu intenso discurso afirmou que “para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho {a proposta de conversão}, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!
    ”Significa que procurámos olhar e ler a realidade, melhor dito as realidades, de hoje com os olhos de “Deus, para acender e iluminar, com a chama da fé, os corações dos homens, num período histórico de desânimo e de crise social, económica, moral e de prevalecente negatividade”. {graças à grande quantidade de governos niilistas, de ideologias social-comunistas que se instalam, sem condenações formais da Igreja no presente e advertências seguidas, – que faz a Igreja no Brasil contra o PT? – e convocação do povo a rezar pela caída deles e resistir às suas investidas}.
    O primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus, chamar à conversão {mostrando as diferenças entre a fé católica e as outras todas religiões} e conduzir todos os homens à salvação do Senhor (cf. Jo 12, 44-50).
    …”Significa que procurámos abrir os horizontes para superar toda a hermenêutica conspiradora ou perspectiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível. {outrora hermética, apenas doravante acessível a todos?}.
    …” Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado.2.
    Inculturar o Evangelho seria adaptá-lo às culturas, ideias humanas, costumes de um povo – quanta celeuma isso geraria; daria bem certo para as seitas camaleônicas, como as protestantes, que para ensinarem sobre a SS Trindade aos do Islã arranjam um esquema nada cristão.
    … “Por sua vez São João Paulo II afirmava que «a Igreja vive uma vida autêntica, quando professa e proclama a misericórdia, (…) e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador das quais ela é depositária e dispensadora”».6
    Mas juntos, S João Paulo II com a Polonia e Reagan derrubaram o Muro de Berlim e execrava publicamente o comunismo!
    … “Também o Papa Bento XVI disse: «Na realidade, a misericórdia é o núcleo da mensagem evangélica, é o próprio nome de Deus (…). Tudo o que a Igreja diz e realiza, manifesta a misericórdia que Deus sente pelo homem, portanto, por nós. Quando a Igreja deve reafirmar uma verdade menosprezada, ou um bem traído, fá-lo sempre estimulada pelo amor misericordioso, para que os homens tenham vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10, 10)».7
    Também o papa Bento XVI disse aos governos social-comunistas que o detestavam, tão em voga no presente, muito à vontade, sem atacarem a Igreja católica – péssimo sinal – pois sabem fazer dura oposição a seus desafetos.
    “um governo sem princípios ético-morais não passa de uma quadrilha de malfeitores”.
    Nazismo/Fascismo/Comunismo = chuvas ácidas; Nazismo /Fascismo = pestes negras; Comunismo = peste vermelha e ainda citou Manoel I sobre os males causados pelo Islã.
    Sem me estender, justificar-se-iam as observações entre parênteses acima?

  9. Ao ler este texto vieram-me múltiplas ideias e questões na minha mente(espero que o papa não se oponha ao facto de eu ter ideias e da as defender).
    A primeira que me veio à mente foi o velho ditado que diz ” quem vive sem pensar acabar por pensar como vive”, ou seja vive no pecado e acabarás por pensar que o pecado é virtude. Deixa as ideias reveladas pelo Espírito Santo à Igreja e segue o homem velho e pecador destituído de razão sobrenatural, mais animal do que filho de Deus, segue e defende o homem do mundo caído e revoltado contra Deus. Esta foi a mensagem do papa para mim.
    Existe na retórica do papa uma espécie de gnosticismo representado por um tal espírito só conhecido por alguns visionários, que conhecem o que o povo quer e aos quais nos devemos submeter sem pensar e seguir cegamente. “…os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, ..” este espírito misterioso que nos chama a não defender ideias que brotam do Espírito Santo não é mais do que o espírito das trevas disfarçado de luz, uma luz que ofusca o homem e o faz cair na sua ratoeira.
    Toda esta retórica omissa de clareza, ataca sem falar em nomes nem exemplos, astuto suficiente para não ser apontado, é diabólica e indigna de um cristão que é chamado a responder “sim, sim, não, não”.

  10. Apreciei muito as considerações do Pe Elcio, por sinal está dando uma contribuição adicional e imensa ao site Fratres, e ficarei junto com ele na sua “ignorância”.
    Muito conveniente e bem lembrado dele: Jesus Cristo, o primordial a ser relatado na conclusão do Sínodo, o farol orientador de sua direção foi omitido e, nesse sentido a mensagem que Lhe pertence; justamente ficou esvaziada de seu autor!
    Quem a trouxe ao mundo e no-la propôs ficou de fora, foi ocultado – teria havido algum motivo – muito estranho, não é?
    Qual implicancias teriam se O mencionassem, logo o sumo necessário?
    Lembrei-me de uma: primeiro omite-se Jesus Cristo, depois o Senhor Deus…

  11. “A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão”
    Fico a pensar… João Batista então perdeu a cabeça por defender “letras”, “ideiais” e “fórmulas”?

  12. “[…] mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3, 21-30; Sal 129/130; Lc 11, 37-54).”

    Irmãos, perdoem minha ignorância, recorro a vocês, especialmente ao Pe. Elcio Murucci, para que me ajudem a entender este trecho que destaquei das palavras do Papa Francisco. Em uma primeira leitura estas palavras me lembraram a doutrina protestante da Justificação somente pela fé. A despeito das citações bíblicas apresentadas, pelo contexto, pareceu-me que uma interpretação neste sentido seria a mais favorecida, em detrimento de outros versículos bíblicos que nos lembram:

    “Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal.” (Rm 2, 5-8).

    “Se invocais como Pai aquele que, sem distinção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor durante o tempo da vossa peregrinação.” (1 Pedro 1,17).

    “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.” (Mateus 16, 27).

    “Farei perecer pela peste os seus filhos, e todas as igrejas hão de saber que eu sou aquele que sonda os rins e os corações, porque darei a cada um de vós segundo as suas obras.” (Apocalipse 2, 23)

    “O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.” (Apocalipse 22, 11-12).

    Qual a correta interpretação que devo dar ao texto do Papa Francisco?

    Pax et Bonum!

  13. Bergólio entrou pela porta da frente, fez a bagunça e confusão total e apresentou aos que ainda não acordaram palavras recheadas de afirmações ambíguas. Como diria uns, saiu pela porta dos fundos. Exatamente como ele desejava, ter ainda o apoio de alguns católicos que continuam se dizendo defensores da tradição mas ficam defendendo os atos e palavras horríveis dele. Irmãos, a partir de agora, o ano da misericórdia começou. Misericórdia para quem? Para Deus que vai mostrar sua verdadeira misericórdia a essa raça de víboras? Ou misericórdia com m minúsculo para tudo o que vai contra a lei de Deus? É… Tudo como os modernistas tinham planejado e agora batem palmas por sua vitória.
    Mas o que eles não sabem é que Deus não vai ficar só olhando eles bagunçarem a Igreja dele, não… Em breve a verdade surgirá, nua e crua, e que os corações caiam aos pés de Cristo e se apoiem em Nossa Senhora que chora pela ignorância e falsa humildade das pessoas.
    Não chores Mãezinha, seu exército está atento!

  14. E para piorar as coisas, o canditado à presidência da Argentina, o peronista Daniel Scioli, escolhido a dedo pelo Papa Francisco não venceu no primeiro turno, como se esperava. Rezemos para que seu cabditado esquerdista seja derrotado!

  15. Algumas vezes, a esperança frustrada repetidamente, gera delírios, e o desesperado fica prisioneiro de sua mente alienada, lidando com sonhos, que mescla com lampejos da realidade concreta circundante.Talvez um delírio deste tipo esteja se desenvolvendo em mim.Ao ponto de, dentro desta tempestade comandada ” from” Roma, sentir que, apesar de não haver nenhum sinal cientificamente ou filosoficamente detectável, vai ocorrer uma ” novidade eterna”, provinda do “Deus de surpresas” e uma reviravolta fundamental de comandos e ” consignas” ocorrerá.Pena que isto implique na morte, cruenta e não cruenta, de muitos ” líderes” e, mais ainda, de inocentes.Registro para ter uma referência, útil para mim mesmo e para alguns poucos alienados semelhantes a mim.Caso, daqui a um ano, não tenha havido nenhuma ” surpresa crítica divina”, pode-se começar a cogitar que, ou os tempos de Deus se contam por minutos diferentes dos cronológicos, ou estamos doidos mesmo, e a ” parusia” da Nova Era se aproxima.
    Chegaremos ao Império do nem sim nem não, quanto mais principalmente,antes pelo contrário. Ingressaremos na fase das negações múltiplas a varejo, para a Grande Afirmação do Anti Cristo finalmente desiluminar a Humanidade, abraçando-a, toda, em seus acolhedores tentáculos absolutamente opacos à Luz.

  16. “A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra”…

    Aí está a causa diabólica da destruição do Vaticano II, e Bergóglio continua elogiando esse adágio miserável…

    Seguindo isso temos hoje milhares de espíritos do Concílio, que não passam de milhares de espíritos de porco…

    Bergóglio é a fina flor dessa idéia perversa, ou seja, “o que vale é o espírito do Concílio e não a letra”, e depois querem nos fazer engolir que Bergóglio continua na linha dos seus antecessores, especialmente de Bento XVI…

    Esse Papa está mostrando a que veio…SUBSTITUIR A IGREJA DE DEUS POR UM simulacro falsamente misericordioso de igreja…, coisa já intencionada pelos grandes heresiarcas ao longo do tempo, mas, todos passaram e a IGREJA permaneceu e permanecerá porque ela é DIVINA…

  17. “Significa que procurámos abrir os horizontes para superar toda a hermenêutica conspiradora ou perspectiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível”.

    O que ele quer dizer com isso? Simplesmente se dobrou ao lobby dos cardeais impostores que querem uma mudança de linguagem até nos Documentos da Igreja de modo a dar um verniz de aceitável àqueles pecados graves que privam uma pessoa da graça de Deus e da cidadania no céu.
    O arcebispo Mark Coleridge de Brisbane, Australia, deu uma resposta na Conferência de Imprensa do Vaticano onde declarou que a linguagem da Igreja não mais consegue comunicar ao mundo real o que vem a ser a sexualidade. Segundo ele:

    “When we say that this or that act is “intrinsically disordered” or evil, we are taken to be saying that the person who commits the act is “intrinsically disordered” or evil. Because sexuality is no longer seen as being a matter of what a person does; it’s seen now as what a person is… So we can no longer condemn the sin but not the sinner.”

    Traduzindo: “Quando nós dizemos que um ato é “intrinsicamente desordenado” ou mau, nós somos compreendidos como dizendo que a pessoa que comete tal ato é “intrinsicamente desordenada”ou má. Porque a sexualidade não é mais vista tendo em conta o que a pessoa faz e sim o que a pessoa é, não podemos mais continuar condenando o pecado sem com isso condenar o pecador”.

    É mole? Ouvir isso da boca de alguém que se diz sucessor dos Apóstolos é de doer!
    Agora eu concordo que deveríamos eliminar de uma vez por todas essas expressões dúbias como “pecado contra a natureza”( aquecimento global?) ou atos “intrinsicamente desordenados”. Deveriam simplesmente usar a mesma linguagem de Jesus e dos Apóstolos: pecado mortal e condenação eterna.

  18. Caríssimo Evandro, tive a mesma impressão que v. teve. Até, no mesmo instante, anotei as passagens bíblicas para, em tempo oportuno, fazer aqui no FRATRES, se Deus quiser, as reflexões não minhas mas segundo os textos paralelos da Sagrada Escritura, da Sagrada Tradição, e através do Magistério Vivo, Autêntico, Perene e Infalível da Santa Madre Igreja. Peço vossas valiosas orações. Reconheço os meus limites, não confio em mim. Mas tudo que escrever nas minhas REFLEXÕES dos domingos aqui no FRATRES, será seguro justamente porque não meu. Os comentários faço-os na hora que leio os artigos. Dai não posso dar garantia total, e aceito com gratidão ser corrigido se cometer algum senão. porque só desejo o maior bem das almas, a maior glória de Deus.

  19. Lendo o discurso fiquei com várias interrogações, a saber:
    – o Papa fala para o rebanho/povo atacando os “cordeiros” mais “apegados à letra”? Quer ele criar mais divisão ainda?
    – parece que ele está analisando o Sínodo, mas quase tudo negativamente? Ele saiu derrotado ou quase do Sínodo?
    Me lembrei que o mesmo modo de falar que confunde (verdades com meias palavras, dando interpretações dúbias, recheadas de palavras que são utilizadas para justificar os erros) que Ele usou, era igual a de um pároco que tivemos em nossa paróquia (graças a Deus foi promovido a vigário da diocese!) totalmente adepto da teologia da libertação.
    Agora temos que esperar a carta pós-sinodal para constatarmos a catástrofe anunciada…
    Rezemos para que algo novo aconteça antes que surja um verdadeiro desastre eclesiológico!

  20. Santo Inácio de Loyola e os santos missionários jesuítas devem estar chorando de desgosto no céu: tanto esforço, tanto “conservadorismo” e tanto zelo para que um dos seus ridicularize a Fé em todo o mundo com suas canetadas e declarações imprudentes…