Crônicas do Sínodo – Uma questão de método.

“O mandato vem de Cristo, as incumbências e os deveres vêm de Cristo, as chaves foram entregues por Cristo e não pelo povo.  Aí está o engano, o perigo, a ilusão da chamada ‘descentralização’. O caminho da Igreja começa por escutar a Cristo e não o povo. A missão de Pedro vem de Cristo e não do povo. Cristo é o que está ‘elevado, acima de todos’, pois ‘nada podereis fazer sem Mim’”.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

unnamed (2)De volta a Roma, ainda uma semana antes de encerrar o Sínodo da Família, o clima constatado era de apreensão, especialmente entre os bispos e cardeais, que se empenharam na defesa da sã doutrina sobre matrimônio e família, conforme o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, coerentemente defendido pelo Magistério da Igreja, ao longo dos séculos. Tendo estado com D. Robert Sarah, um dos signatários da carta ao papa Francisco, sabíamos da necessidade de mais vozes se somarem em favor da sã doutrina católica. Por mais que muitos dissessem que a doutrina não será alterada, a preocupação era patente após o pronunciamento de Francisco, na Sala Paulo VI, no sábado, 17 de outubro, quando explicitou categoricamente sua disposição por uma “conversão do papado”, dizendo sentir a necessidade da “descentralização”.

Caminhando com um prelado pelas colunas da Praça de São Pedro, à noite, vimos a Basílica toda iluminada, cuja majestade encanta os olhos, especialmente com as fontes também acesas,  com águas em profusão.  Ao longe, avistamos a loggia de onde Francisco apareceu pela primeira vez ao mundo, em 13 de março de 2013, curvando-se ao povo, naquele gesto inusitado e impactante, indicando logo naquele início todo o propósito do seu pontificado. “Começamos aqui um novo caminho”, proferiu à multidão de fiéis na Praça, naquela noite fria e chuvosa.

“Não se trata de alterar a doutrina” – explicou-me o prelado, enquanto avistava o Palácio Apostólico desocupado, lembrando-me ainda antes que nem Bento XVI nem Francisco ocupam os aposentos papais, pois o primeiro está recluso no Matter Eclesia, o segundo, ativíssimo na Casa de Santa Marta, junto aos demais bispos e cardeais.

“Eles não teriam como alterar a doutrina”, repetiu, voltando-se em direção ao outro lado, à Porta de S. Ufficio, pela entrada de acesso à Congregação para a Doutrina da Fé. E continuou em sua análise, enquanto seguimos pela Via della Conciliazione.

“Mas poderão recorrer à retórica, às sutilezas semânticas e subterfúgios sofisticados para dubiedades e ambigüidades que permitam afrouxar as exigências da fé, e então o rebanho poderá ficar confuso, especialmente se os conteúdos da fé forem diluídos pelo relativismo. Não irão alterar a doutrina, estamos todos certos disso, mas os problemas começam quando os pastores passam a dizer meias-verdades, a minimizar os efeitos do pecado, a olhar demais somente para a humanidade, deixando de lado a dimensão soteriológica.”

Da Via della Conciliazione era possível ver, ao longe, o castelo de Santo Angelo, com a imagem de São Miguel Arcanjo, no cume da histórica edificação.

“Eles não teriam como fazer isso, ao menos como muitos querem, há décadas. Então, se utilizam de artifícios e estratégias, muito bem calculadas, como num jogo político. Enquanto muitos dizem que não irão alterar a doutrina, abrem brechas para flexibilizações e permissividades, muitas delas justificando aceitar o que era até então inimaginável. ‘Mas os tempos mudaram, as coisas evoluem, e a Igreja não é museu’, repetem com empolgação. Antes, o relativismo não tinha como avançar, quando o sim era sim, e o não era não, com inteira clareza. Agora, os tempos são outros, mais leves, com ‘o espírito e o método’ de um Igreja mais horizontal e igualitária.”

Passamos pela embaixada do Brasil, onde paramos e de onde podíamos ainda avistar a Basílica de São Pedro, ao fundo, iluminada.

E prosseguiu o prelado com as suas considerações:

“O que se teme não é isso, mas a abordagem e a metodologia utilizada, recorrendo também à retórica e ao eufemismo para que muitos desinformados não se dêem conta das brechas que poderão abrir com a estratégia usada. Trata-se de uma questão de método, de um método revolucionário. E Bergoglio confirmou, em sua fala, estar mesmo disposto a fazer tal revolução”.

Lembrei-me do que Elizabetta Piqué conta o que disseram dele: “além de pastor, é um homem de mando, muito capaz, tecnicamente, um animal político”. E mais: “os dois aspectos fortes da sua personalidade são, por um lado, sua proximidade, seu interesse pelos outros, e, ao mesmo tempo, é um homem de condução, de mando. Isso percebe-se mesmo na sua relação com o clero”.  Aos sacerdotes de Buenos Aires, Piqué ressalta o que diz Poirier sobre Bergoglio: ele “sempre deixava bem claro quem mandava”, mencionando ainda o que disse José Ignácio Lopez: “além de despojado e de vida espiritual, o cardeal é um homem do poder, que sabia onde colocar suas fichas”.

As fichas agora foram colocadas em seu desejo de “descentralização”, que havia sido acenado na exortação apostólica Evangelii Gaudium, mas afirmado com veemência no pronunciamento de 17 de outubro, como que determinando o tom e a saída política que parece pretender oferecer aos impasses que não pôde resolver durante os dois Sínodos (tanto do ano passado, quanto deste ano). Então, a solução seria mesmo política, bem ao gosto do estilo descrito por Piqué, delegando tão graves decisões, num primeiro nível, às igrejas particulares e, num segundo nível, de modo especial, às conferências episcopais.

Ainda próximo de mais algumas Pontifícias Academias, que ficam quase ao início da Via della Conciliazione, prosseguimos na reflexão:

“É isso que tememos” – completou o prelado – “pois sabemos que muitos organismos das igrejas particulares estão aparelhados, muitos deles ideologizados e serão instrumentalizados para favorecer o relativismo. Com isso, a doutrina corre o risco de ser interpretada ao gosto da base, na conveniência dos interesses locais, sem que Roma possa intervir para salvaguardar os desvios.” E continuou: “Isso, de uma certa forma, já ocorre, em muitos casos e em muitas regiões, mas não com o beneplácito explícito de quem deve ser o primeiro e principal guardião da fé. Isso realmente preocupa”.

Tendo chegado ao início da Via della Conciliazone, quase à esquina da Via S. Pio X, entrando no lungotevere, com vista do rio Tibre, continuamos a conversar.

Lembrei a ele que no Brasil, por exemplo, isso já ocorre, tendo em vista que muitos conselhos paroquiais e diocesanos estão aparelhados ideologicamente, tendentes às muitas expressões da Teologia da Libertação, com padres que apoiam descaradamente partidos políticos abortistas, etc., e, de fato, por estarem aparelhados muitos desses conselhos, a fé ideologizada passa a desconsiderar muitos aspectos essenciais da sã doutrina.

“É preciso reconhecer que há um grave equívoco nesta questão de método, pois trata-se de um método revolucionário, que se volta contra a sã doutrina, contra a identidade católica, contra a própria instituição do papado, diluída e totalmente enfraquecida e, portanto, destituída de suas prerrogativas no cumprimento da sua missão na defesa da Igreja. A descentralização atinge em cheio as prerrogativas do ministério petrino, que foram dadas pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo [Tú és Pedro…] , pois é o mandato que vem de Cristo, as incumbências e os deveres vêm de Cristo, as chaves foram entregues por Cristo e não pelo povo. Aí está o engano, o perigo, a ilusão da chamada ‘descentralização’. O caminho da Igreja começa por escutar a Cristo e não o povo. A missão de Pedro vem de Cristo e não do povo. Cristo é o que está ‘elevado, acima de todos’, pois ‘nada podereis fazer sem Mim’, Ele dissera, como ainda sabemos por Ele, que os ramos que não estiverem enxertados na Videira não produzirão bons frutos”.

Na questão de método, na lógica das sutilezas semânticas e da retórica, um “mas” torna-se bem perigoso, no desvio do que se diz inicialmente, a exemplo do que foi afirmado no pronunciamento de 17 de outubro, quando se disse que “Jesus constituiu a Igreja, colocando no seu vértice o Colégio Apostólico, no qual o apóstolo Pedro é a ‘rocha’ (cf. Mt 16, 18), aquele que deve ‘confirmar’ os irmãos na fé (cf. Lc 22, 32). Mas nesta Igreja, como numa pirâmide invertida, o vértice encontra-se abaixo da base.” O prelado chamou-me a atenção sobre isso, de que aqui havia o problema, a lógica da “pirâmide invertida” que coloca a instituição do papado “abaixo da base”, em que “só na medida em que estes organismos permanecerem ligados a ‘baixo’ e partirem do povo, dos problemas do dia-a-dia, é que pode começar a tomar forma uma Igreja sinodal”.

“É o próprio Rousseau que ressoa naquele discurso – continuou observando – e sabemos no que deu Rousseau.” E acrescentou: “Mais enfático Francisco não poderia ter sido quando afirmou: ‘não convém que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que sobressaem nos seus territórios. Neste sentido, sinto a necessidade de proceder a uma salutar ‘descentralização’”. Agora, é aguardar a exortação pós-sinodal, pois esta é a hora em que Francisco poderá usar sua força de mando para impor a todos o que quer, o programa que deseja desde o primeiro instante, quando propôs a todos um caminho novo, na loggia da Basílica, ao lado de Cláudio Hummes e Godfried Daneels.

“Com a descentralização, estará desferindo assim um duro golpe à instituição do papado, com consequências bastante imprevisíveis. É isso o que tememos, pois não sabemos até que ponto ele está ou não disposto, e em que proporções. Ele próprio disse sentir a necessidade disso. Portanto, agora é aguardar e rezar”.

7 Comentários to “Crônicas do Sínodo – Uma questão de método.”

  1. A obra de infiltrar a Igreja, criar o caos, polêmicas para dispersarem o rebanho a partir de seu interior não é de agora; no entanto, mais proximamente, começou da Revolução Francesa adiante em doses gradativas; daí, foi acumulando-se, sempre em ascensão, e tomou diretrizes formais a partir de governos comunistas da década de 30, ações empreendidas por Lênin e mantiveram-se por seus sucessores, chegando ao ponto em que estamos no presente.
    Evidentemente que, sendo os comunistas subsidiários da maçonaria, portanto seus subservientes e comandados por forças diabólicas que os controlam, atacam com extrema violência tudo quanto possam se valer para tentarem destruir os alicerces da Igreja, invertendo a honra ao Senhor Deus para o novo deus homem, virulento antropocentrismo!!
    O pior é que esses estranhos dentro da Igreja agem com imenso destemor: calariam os colegas de sacerdócio e do episcopado que, em geral, são muito brandos, salvas poucas exceções em os desafiarem – podendo aferir a partir de certos da CNBB como são loquazes, líderes, defensores de ideologias e partidos comunistas e com quem publicamente se relacionam, como D Hummes, mantendo “amizades” com declarados comunistas, mais se parecendo irmanados!
    Se um partido comunista no poder, caso Brasil-PT, por ex., não ataca a CNBB, pode ter certeza: há algo entre eles pois entendem de fazer uma férrea e continuada oposição até que os destrua ou sejam destruídos – inexiste alternativa!
    Não merecem repreensão os tomam afeição pelos inimigos da Igreja?
    “Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus. Pro 4:14.
    E oremos para que o Senhor os afaste de nós:
    Livra-me, ó Senhor, do homem mau; guarda-me do homem violento, Sl 140:1!

    • Tentando interpretar a foto de um cardeal sorridente, estranhamente.
      Que bom, sr Cardeal – quem sabe seria da equipe da regua e compasso – mais uma oportunidade de humilharem a Jesus, não seria isso?
      A porta está aberta? Breve teremos mais invasão de heterodoxias, é isso, sendo os gays os futuros contemplados?
      Quem sabe em breve até as penitencias aos divorciados seriam dispensadas…

  2. Fiquei impressionado como o Cardeal Kasper conseguiu quase tudo o que ele queria!

    Recasados poderão comungar escondidinhos em suas respectivas dioceses. Kasper ganhou algo até mais do que queria.

    Em nenhum momento houve recomendação penitencial à Comunhão, o que é contra a Doutrina da Igreja.

    O Sínodo rejeitou o casamento homosexual (até quando?). Bergoglio em momento nenhum disse sobre proibir aposição de bênçãos aos casais homossexuais.

    Como será que Bergoglio colocará em pratica as sugestões do Sínodo nesse “Ano da Misericórdia”. Os tradicionalistas e conservadores, estão em um beco sem saída, e esperarão que Bergoglio milagrosamente seja um novo Pio X.

  3. Se alguém puder me esclarecer a linguagem bifurcada abaixo:

    “Card. Scherer: Sínodo requer ‘guinada’ na Pastoral Familiar”

    (…)
    “RV – O tema dos casais homossexuais já foi tocado no Sínodo? Que reflexão se faz sobre esse tema. Existe uma abertura da Igreja neste sentido? O que devem esperar esses casais do Sínodo?

    DO – A reflexão sobre as pessoas do mesmo sexo, que convivem em uniões como se fossem casamentos, apareceu especialmente na 3ª parte do Instrumento de Trabalho e das reflexões do Sínodo. A posição da Igreja sobre essas uniões é clara: não há a possibilidade de equipará-las ao casamento de pessoas de sexos diferentes. O que se busca é a forma mais adequada de acompanhar pastoralmente essas pessoas, para que também elas acolham o Evangelho e alcancem a misericórdia e a salvação de Deus.”

    Minha NT.: Por que não dizer: para que elas se convertam e alcancem a salvação eterna? Afinal, não somos todos míseros perante Deus? Ele não dotou a sua Igreja dos meios de salvação? E estes meios não são obrigatórios? Ora, ainda querem mais misericórdia que isso? Ou querem “vida-fácil” e o céu ao mesmo tempo?

    (…)
    “RV – Certamente devido à presença de 270 padres sinodais dos 5 continentes há acentos diferentes sobre alguns temas, como também é obvio que a Doutrina não será tocada. Mas o que pode mudar concretamente sobre o tema da família?

    DO – Nas reflexões do Sínodo, aparecem diversas perspectivas sobre a família na Igreja e na sociedade contemporânea: penso numa renovada valorização do casamento e da família; num renovado interesse da pastoral da Igreja em relação à família, especialmente em relação aos jovens e nubentes; numa pastoral voltada especialmente para as situações de dor e sofrimento vividas por numerosas famílias; penso numa espécie de “aliança” entre Igreja e família, onde esta participe muito mais na evangelização. Penso também que a família deverá ser mais valorizada como um sujeito social, econômico e político na sociedade. E penso que haverá uma valorização especial dos elementos bons já existentes nas famílias incompletas e irregulares.”

    Minha nota: O cardeal DO pensa muita coisa, pena que não saiba que a Santa Igreja sempre fez isso, há, pelo menos, dois mil anos. E sem faltar jamais com a caridade. O que seria “… famílias incompletas e irregulares.”? Ora, as Congregações Marianas e o Apostolado do Sagrado Coração de Jesus atuavam neste campo, com o ensino da verdade, convertendo muitas pessoas e dando o apoio material quando necessário. E não foram os modernistas que acabaram com estas duas associações?

    (…)
    “RV – Comenta-se a presumível contraposição entre os padres sinodais sobre Verdade e Misericórdia. Como podemos entender isso no âmbito do debate sobre a família.

    DO – Não penso que essa contraposição existirá; misericórdia e verdade não podem ser contrapostas. Mas é verdade que há quem fique mais atento à verdade e quem fique mais atento à misericórdia. Essa tensão existirá sempre e será necessário trabalha-la com sabedoria evangélica. A verdade do Evangelho sobre o casamento e a família nunca poderá ser omitida ou desprezada; o Evangelho é um chamado à conversão para todos. Mas nas situações concretas, o Evangelho da misericórdia de Deus precisa ser apresentado às pessoas, inclusive porque todos dependem dela, mais do que das próprias capacidades e virtudes.”

    Minha NT – Afinal, há contraposição entre misericórdia e verdade? Se não, por que alguém ficaria mais atenta a uma ou a outra? Que será conceito de verdade e misericórdia para o cardeal DO? Se o evangelho é um “chamado” à conversão para todos, qual outra situação concreta que não seja esta mesma e deva ter “um evangelho da misericórdia de Deus”? Então para DO há dois evangelhos: um para os católicos – católicos também pecam, infelizmente, mais usam da misericórdia dos meios deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo para se manter na graça santificante – e outro para os pecadores inveterados?

    (…)
    “RV – Este Sínodo está procurando entender como a primazia da misericórdia possa ser aplicada em todas as formas de vida pastoral em relação à família, principalmente em relação às famílias feridas. De que Misericórdia falamos?

    DO – Falamos sempre da misericórdia de Deus, que também deve orientar o nosso agir. Pensemos nas muitas famílias que sofrem por doenças, luto, pobreza, violência, desprezo, preconceitos, ou por algum problema particular ligado à droga, aos vícios, às deficiências humanas… Todas precisam, além da justiça e da solidariedade, também da atenção misericordiosa. E também há nas famílias as situações na vida que precisam ser assumidas como tais, sem haver uma solução satisfatória: nessas situações, mais do que tudo, é preciso confiar na misericórdia de Deus e contar com o coração misericordioso dos outros e da própria Igreja.”

    M. NT.: Achincalhar a Igreja dos santos e o Sacrifício de Cruz do Filho de Deus.

    (…)
    Que novas indicações o Sr. leva à sua arquidiocese?

    “De minha parte, levo já este texto final do Sínodo, que ainda não é a palavra final, pois é o Papa que fará o documento final com as suas indicações sobre as várias questões; porém, a palavra do Sínodo já é uma indicação muito importante”.
    (CM)

    http://www.news.va/pt/news/card-scherer-sinodo-requer-guinada-na-pastoral-fam

    Minha Nota: O cardeal DO não ficou satisfeito com o resultado do sínodo e aponta para a pior saída: o relativismo radical da independência das conferências episcopais( sindicato dos bispos) nos assuntos de moral católica – chamada de “inculturação do evangelho”.

    ps. O DO fez um vídeo, em Roma, pela Rede Vida na data de 25/10/201, no programa Palavra do Cardeal – Dom Odilo; onde fala sobre o final do sínodo que pude perceber seu descontentamento sobre a questão dos homossexuais. Porém como tudo naquela rede não é de fácil acesso e transparente, não pude colocar aqui para dar provas da língua bifurcada.

    • Concordariam comigo que D Odilo era um conservador no tempo do papa Bento XVI e depois mudou bastante no que se refere a esse modelo?
      “mas de toda maneira envolvê-las na vida da Igreja, para ajudá-las a perceber que não estão excluídas da vida da Igreja, que há muitas formas de participar da vida da Igreja e estar em comunhão com Deus”.
      Copiado do site do Vaticano de D Odilo da indicação acima: qual esquema para resolver essa pendencia das familias em adulterio, de envolver elas na vida da Igreja e ao mesmo tempo estarem em comunhão com o Senhor?

  4. É linguagem dúbia, equívoca, que caracterizou a resposta do povo a Pilatos: Bar-Abbas (o Filho do Pai – mas qual deles: Jesus ou Barrabás?). Primeira Estação da Via Crucis: Jesus é condenado. Começa a Via Crucis da Igreja, e o Papa Francisco assume o papel do “mãos-limpas”.