Impressões sobre o Sínodo da Família: o Espírito contra a Letra.

Por Pe. Romano | FratresInUnum.com

As três últimas semanas, para a Igreja Católica, foram vividas com muita intensidade e ansiedade. De fato, era grande a expectativa sobre as conclusões que os Padres Sinodais e, em última instância, o Papa, iriam dar às questões mais problemáticas envolvendo as famílias, em especial aos divorciados em segunda união e à possibilidade dos mesmos poderem ter acesso aos sacramentos, isto é, à confissão e à comunhão. Tal debate, iniciado no Sínodo extraordinário do ano passado com a proposta do cardeal Kasper e de outros purpurados e teólogos, havia suscitado forte apreensão por parte de milhares de fiéis – clérigos e leigos – que se chocaram diante de uma posição frontalmente contrária à doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio, divinamente revelada e confirmada, ao longo dos séculos, pelo magistério da Igreja, a despeito de fortes pressões e perseguições.

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Como se encerra o Sínodo? Desde o Concílio Vaticano II, nenhuma assembleia da cúpula da Igreja havia suscitado tanto interesse, sobretudo por parte da mídia. E, a despeito de se afirmar que o centro do debate era a família, e não a questão da comunhão para os divorciados em segunda união, o que se viu foi uma dura batalha, no interior da aula sinodal, sobre esta questão, entre posições bastante divergentes: de um lado, os inovadores; do outro lado, os fiéis à doutrina católica. O segredo, que deveria ser mantido ao longo dos trabalhos, deixou de sê-lo, desde o início, e foi despudoradamente apresentado à mídia. A imagem que se queria passar, evidentemente, era a de uma Igreja mais “humana”, samaritana, misericordiosa, que punha ao centro o homem, na sua situação concreta. Esta imagem é a que o Papa Francisco, desde o início de seu pontificado, tem se esforçado para passar. E não é difícil perceber de que lado está o Papa. Para se entender o que virá depois do Sínodo, não é tanto ao texto das propostas dos Padres Sinodais  ao Papa que devemos nos ater. Francisco sabe o que quer, e irá até o fim em seu projeto revolucionário.

Pela enésima vez, Bergoglio, no discurso de encerramento do sínodo, disparou, sem misericórdia, contra cardeais, bispos, padres e fiéis conservadores:

A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas, das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3, 21-30; Sal 129/130; Lc 11, 37-54). Significa vencer as tentações constantes do irmão mais velho (cf. Lc 15, 25-32) e dos trabalhadores invejosos (cf. Mt 20, 1-16). Antes, significa valorizar ainda mais as leis e os mandamentos, criados para o homem e não vice-versa (cf. Mc 2, 27).

Portanto, exaltação do espírito contra a letra, ou seja, contra quem defende a moral católica e é equiparado aos fariseus e doutores da lei do Evangelho. Discurso duro, recheado de insinuações de quem não gostou de ter sido contrariado.

Discurso ambíguo – como quando se fala de inculturação -, que deixa aberto o caminho para cada um fazer o que lhe for mais conveniente, quando, no documento sinodal, alude-se ao acompanhamento e discernimento de cada caso concreto. Amplo espaço dado à subjetividade, nenhuma alusão às necessárias condições para se receber a absolvição sacramental validamente – arrependimento e propósito de emenda – e assim poder comungar com as devidas disposições; a primeira, delas, estar em estado de graça.

A mídia italiana, também a católica, está exultante! Todavia, não se vê tanto entusiasmo assim entre os Padres Sinodais. Um deles, vindo de um país do leste europeu, dizia, resignadamente: “agora se fará [oficialmente] o que muitos padres já faziam. Permitirão comunhões sacrílegas!”.

Um purpurado italiano – o arcebispo de Gênova e presidente da Conferência Episcopal Italiana, o cardeal Bagnasco – tentava explicar a uma jornalista católica que o texto não afirmava isso, e que se deveria esperar a última palavra do Papa.

A última palavra do Papa!

Será a vitória do espírito do Sínodo sobre a sua letra — já não muito clara; a vitória da teoria de Kasper, compartilhada por Bergoglio – que já agia assim, quando era arcebispo de Buenos Aires -, sobre uma doutrina fossilizada e não atual ao homem moderno; será o triunfo da Igreja sinodal, descentralizada (conf. Evangelii Gaudium, 32) e inculturada, e as exéquias do papado romano. A menos que – é o que esperamos – Deus tenha compaixão da Sua Igreja, e revele a Sua Misericórdia – a verdadeira, que não se contrapõe à verdade, à justiça e às Leis Divinas, imutáveis e eternas!

21 Responses to “Impressões sobre o Sínodo da Família: o Espírito contra a Letra.”

  1. Bergoglio diz uma grande heresia! Não nos trata segundo os nossos méritos? Que Deus que é o Único Juiz é este, então? Vemos Jesus dizer após antecipar o Seu Juízo Final: “Vem amados de Meu Pai, as suas obras os acompanham”. Obras aqui podem ser traduzidas como méritos. Bergoglio anula completamente a Justiça em nome de falsa Misericórdia. Para ele não há nem haverá Justiça. Ora, dispensar a Justiça nada mais é do que dispensar Deus, porque todos os pobres e injustiçados deste mundo morrem na esperança de que ao menos Deus os fará Justiça. A única conclusão teológica que se pode fazer do discurso de Bergoglio é de que para ele o homem é ou será deus e se julgará não pelo homem de antes mas pelo deus que se tornou então. Um homem que o próprio Bergoglio ajuda a fazer cada vez mais decaído que ainda se divinizará parece piada de mal gosto, mas é o panteísmo que restou ao materialismo da prostituição atual contra a Fé e o Fim Último para o qual fomos criados. Lamentável, inclusive o tamanho da ignorância….

  2. Quando o Reverendíssimo Padre Emanuel José Possidente, de saudável memória, estava ainda com toda saúde, mas já no tempo da Administração Apostólica, perguntei a ele, grande inteligência, se era possível haver um Papa modernista. Respondeu-me: Sim, mas não como Loisy. Agora, não estando vivo, não posso perguntar o que fazer neste caso, que tudo indica é real.

  3. Parabéns pelo texto, Pe. Romano! Suas observações estão muito pertinentes.

    O grande problema é que ao final e ao cabo doravante o ápice da ortodoxia será afirmar em alto e bom som nas homilias que divorciados recasados não poderão receber a Comunhão. Mas e quanto à questão de fundo? Além desse detalhe de ordem prática, os fiéis ouvirão que quem se “recasou” está em pecado grave e que o pecado grave leva a consequências eternas horríveis se não houver arrependimento sincero até o último suspiro? Será que doravante falar as coisas conforme sempre se ensinou será uma falta contra a caridade?

    Será que os padres focarão apenas na questão de “não poder receber a Comunhão” e continuarão “acolhendo” os recasados para que se sintam integrados sem dizer-lhes toda a verdade?

  4. Quem viver, verá.

  5. “Há mais alegria no céu por um pecador QUE FAZ PENITÊNCIA”. Sabemos que a penitência principal é a interior, isto é, o arrependimento, que se manifesta pelo propósito firme de deixar o pecado e as ocasiões (pelo menos as) próximas do mesmo. Depois a penitência exterior, que é consequência da interior. Não havendo isto, não há perdão. A falta de justiça é impunidade, coisa esta condenada até pelo bom senso. Imaginemos que um Presidente baixasse um decreto: quero usar de misericórdia para com todos os criminosos. Não mais prisões (anátemas)! Seria o cúmulo da falta de misericórdia para o bons!!! Imaginemos as famílias enlutadas, roubadas, as mulheres estrupadas, etc. etc.

  6. Não consigo mais acreditar na “inocência” ou no “otimismo exagerado” das autoridades atuais da Igreja. Isto é perversidade mesmo. Este discurso está repleto de frases que não esperaríamos ouvir da boca de Lutero.

    Por que dar “mais espaço” na igreja aos recasados se eles estão, efetivamente, FORA da Igreja viva? Por que essa sina de ficar querendo “dar espaço” a alguém que preferiu sair? Agora se multiplicarão as “pastorais de recasados”, onde aprenderão que o que importa é mesmo o amor. Agora se multiplicarão toda espécie de “agentes de pastoral” e “ministros” recasados, que não terão mais qualquer pudor em se aproximar da Igreja sem abrir mão de seus pecados. O povo logo vai “se acostumar” com a idéia e daqui pra comunhão de recasados e absurdos ainda maiores é um pulo.

    Acabou o pecado! Não existe mais essa baboseira.
    Acabou a santidade! São meros atributos humanos. Canonizemos Gandhi que teve um grande amor pela “pessoa humana”.
    Acabou a Sã Doutrina! O negócio agora é a “ditadura da misericórdia”
    Acabou a época de lutar contra o mundo. O negócio agora é resistir ao próprio papa.
    Acabou a esperança terrena. Agora só uma intervenção leva a Igreja de volta aonde deveria.

    Agora, o dilúvio! O dilúvio do modernismo, ainda mais forte que no pós-Concílio.

    • Este fim de semana ouço o Padre dizer em seus avisos paroquiais na Missa que será realizado um encontro entre pessoas de segunda união !!! Para casais em segunda união, será realizado um encontro do Vicariato !!!
      Sabem dizer qual o objetivo deste encontro ? Agora teremos encontros para casais de primeira união e outro para casais de 2ª ou mais uniões ???
      Tá difícil se calar diante de mais este absurdo.

  7. Hajam bombeiros para apagarem o devastador incêndio que se alastraria depois das conclusões do Sínodo das Familias, o qual mais se pareceria “Sínodo de como atender as demandas de casais insatisfeitos com a doutrina da Igreja que não lhes permitia atenderem seus interesses pessoais de “”viver a vida e ser feliz””!
    Nesse ínterim, o lobby gay, mesmo não plenamente satisfeito nos seus intentos, teria conseguido uma vitória parcial, e prosseguirão em novos assédios!
    Eis pois, que depois dessas conclusões sinodais, ventos uivantes vêm de todas as direções, alternando-se, pondo em risco e muito a vida dos próprios debeladores do fogo, por não saberem como e a hora em que serão envolvidos pelas chamas!
    Parece que o que imaginava teria se concretizado: o Sínodo anterior teria sido para se prepararem a todos para as novas implementações pós-sinodais que se seguiriam, no entanto, à margem da doutrina de sempre da Igreja!
    Alguns sites que defendem o papa Francisco, não sei como se arranjarão doravante, pois os comentaristas nem todos compartilhavam com eles!
    As ideias, representando a doutrina e divergirem da prática – essa é de difícil assimilação – de como conciliar a defesa do homem e rejeitarem as ideias; não são elas por primeiro que nos conduzem às iniciativas para depois encetarmos as ações, tomando-as com parãmetros?
    Conseguir uma dessa e dar certo é algo de malabarismo, coisa de mágico – ou se quiser – pisar no braseiro sem queimar os pés!
    Creio que os que aderirem de forma entusiástica a esses novos modelos de ação – a mídia globalista amestrada dará aquela força – poderia dizer que eventualmente naquela paroquia ou diocese o revolucionarismo está em curso ou implantado!
    *“Quanto ao Sacramento do Matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra. …. Impor-se-ão leis iníquas com o objetivo de extinguir esse Sacramento, facilitando a todos viverem mal (5), propagando-se a geração de filhos mal-nascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo rapidamente o espírito cristão. II 6
    * N Senhora do Bom Sucesso.

  8. Quanto drama! parece que a igreja esta ruindo. irmaos lembremos a promessa de Jesus. “as portas do inferno nao prevalecerao “. a Nossa amada igreja viveu tempos muito piores de agora e superou todas a crises

  9. Sinodo. Voti rovesciati? Interessante interpretazione della recente votazione sulla Relazione Finale
    http://chiesaepostconcilio.blogspot.com.br/2015/10/sinodo-voti-rovesciati-interessante.html

  10. A Paz de Cristo meus irmãos.

    O texto do Pe. Romano é muito lúcido e evidencia uma triste realidade de confusão que paira sobre a Igreja atualmente. Sobre isto gostaria de ressaltar alguns pontos:

    1) “Para se entender o que virá depois do Sínodo, não é tanto ao texto das propostas dos Padres Sinodais ao Papa que devemos nos ater”. É bom que se diga que o relatório do sínodo não autoriza a Comunhão dos que vivem em adultério. Interpretar dessa forma é forçar uma interpretação ainda que o texto não seja suficientemente claro.

    2) Por mais que o Papa se mostre contrariado e mande os seus recados não se vê claramente aí uma autorização para que os recasados comunguem.

    3) Tudo permanece do jeito que estava antes em matéria de doutrina, o que evidencia sim uma derrota de Kasper e afins, ao contrário do que o texto nos faz acreditar. A diferença é que aqueles que abusavam da sua autoridade e liberavam as comunhões sacrílegas irão ter ainda mais liberdade para fazê-lo.

    4) Aguardemos o documento papal. Talvez Francisco escreva um. E como documento oficial que remeta ao Sacramento do Matrimônio não poderá conter brechas doutrinais.

    5) É uma hora triste que pesa cobre a Igreja. Reina a confusão. Aqueles que deveriam ser confirmados em sua Fé e fidelidade são desencorajados. Jamais esperei viver um momento como esse. A gente se prepara até para a perseguição do mundo, mas não para isso. Só me faz crer que é tempo de intensificar as orações pela Igreja e pelo Sumo Pontífice.

    Que Deus tenha piedade de nós.
    Que a Virgem de Fátima nos proteja e nos guarde.

  11. Ontem eu vi Cristo! Aliás vi um “alter Christus” no altar emaciado por dias de jejum e sacrifício em reparação por esse Sínodo da abominação e do sacrilégio.
    Era a Festa de Cristo Rei estabelecida pelo Papa Pius XI em 1925 como um antídoto contra o secularismo, um estilo de vida que deixa Deus fora de todos os aspectos da sociedade dos que vivem como se Deus não existisse. Essa festa foi estabelecida para proclamar de modo visível a realeza de Cristo sobre indivíduos, famílias, sociedades, governos e nações.
    Tivemos uma belíssima procissão após a Missa Solene e no final, após o Rosário e a Bênção do SS Sacramento, o Alter Christus no altar, assim que fechou o tabernáculo simplesmente desmaiou e caiu no altar.
    E eu vi Cristo ali caído, vi-o em toda a sua realeza e majestade porque a liturgia tradicional não conhece outro Cristo senão aquele radiante, majestoso, nobre.
    Dom Lefebvre já dizia:

    “Oportet illum regnare”, é preciso que ele reine, como nos diz S.Paulo. Nosso Senhor veio para reinar. Eles dizem não, e nós dizemos sim, com todos os papas. Nosso Senhor não veio para ficar escondido no interior das casas sem sair delas. Por que os missionários tanto se deixaram massacrar?Para pregar que Nosso Senhor Jesus Cristo é o único verdadeiro Deus, para dizer aos pagãos que eles precisavam se converter. Então os pagãos quiseram fazê-lo desaparecer, mas eles, não hesitaram em dar sua vida para continuar a pregar Nosso Senhor Jesus Cristo”.

    Eles pregaram Letra e Espírito porque ambos provém de uma mesma fonte que é o Verbo. Ontem eu vi letra e espírito atuando juntos porque o mesmo padre que pronunciou as palavras “ESTE É O MEU CORPO QUE É DADO POR VÓS”, que alimentou-nos com as partículas sagradas depois de ter celebrado em jejum três missas pela manhã e ter caminhado um longo trajeto com paramentos pesados erguendo a custódia com o Santíssimo Sacramento pra testemunhar a realeza de Cristo para uma sociedade paganizada e indiferente, sucumbiu no altar e passou o dia crucificado numa cama de hospital.

    • Prezada Georcine Lima,

      Padres só podem rezar a Missa somente uma vez por dia, com duas exceções, o dia dos Fiéis Defuntos e o dia de Natal.
      Existe ainda uma situação que leva o nome de “binatio”, que seria a celebração de duas Missas somente, estas por conta de situações extraordinárias como a falta de padres e grande número de pessoas sem acesso à Missa. O binatio só é possível através de indulto apostólico ou permissão especial do Ordinário, é caso raro.
      Interessante notar que as regras para a primeira Missa são complexas e exigem muita atenção, mais precisamente na purificação do cálice e as abluções, isso para se evitar a quebra do jejum do sacerdote.
      Rezar três missas seguidas é contrário à lei e pode gerar situações perigosas.

  12. O que Bento XVI tem a dizer sobre as conclusões do sínodo?
    Aguardo ansiosamente por uma notícia dele.

  13. Caros amigos, paz e bem!

    O papa Francisco foi bastante feliz com essa opinião:

    “A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas, das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3, 21-30; Sal 129/130; Lc 11, 37-54). Significa vencer as tentações constantes do irmão mais velho (cf. Lc 15, 25-32) e dos trabalhadores invejosos (cf. Mt 20, 1-16). Antes, significa valorizar ainda mais as leis e os mandamentos, criados para o homem e não vice-versa (cf. Mc 2, 27).”

    Vamos intensificar nossas orações pelo representante de Cristo na Terra, pois a sua peregrinação terrena está com os dias contados (2017 vem aí ?!?).

    Finalmente, o papa Francisco representa a MISERICÓRDIA (última tábua de salvada da humanidade, e tb para os católicos), Após, virá a JUSTIÇA DIVINA.

    Que o Bom Deus não nos puna na mesma proporção de nossas faltas, diz o salmista.

    “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

  14. Saiu no ACI.

    http://www.acidigital.com/noticias/qual-e-a-palavra-final-do-sinodo-sobre-os-divorciados-66132/
    NÃO É OFICIAL.

    Nada sobre Comunhão a divorciados recasados.

  15. Excelente artigo!

  16. Prezado Roberto F Santana

    Quando se trata de padres da Fraternidade São Pio X todas as situações são extraordinárias, a começar pelo próprio status jurídico. Então eles não respondem ao Ordinário local e nem a nenhum indulto apostólico especial. A jurisdição é dada pelos fiéis que os procuram porque prezam pela salvação de suas almas.
    Temos uma pequena capela que foi comprada e paga com o dinheiro dos fiéis. E esses a mantém. Essa capela é tão pequena que comporta apenas cerca de 110 pessoas sentadas. Interessante notar que acorrem a ela até pessoas que vivem em cidadezinhas na fronteira entre USA e Canadá. Essas famílias viajam até 3 horas de carro com crianças para assistir a primeira missa às 7 horas da manhã do domingo porque não podem manter as crianças em jejum até o horário da missa das 11 horas.
    O número de fiéis aumentou tanto que foi necessário introduzir uma terceira missa às 9 horas da manhã. Estava e está ficando difícil arrumar espaço pra acolher tanta gente. A solução de colocar um telão no salão que fica no porão da capela também já não atende a demanda.
    Então conseguimos mais um padre da Fraternidade, mas esse teve que atender outras localidades que também tiveram suas procissões da Festa de Cristo Rei. Resumo da ópera: nosso pároco teve que se desdobrar para celebrar as três missas em jejum e ainda conduzir a procissão, porque assim como Jesus com a multidão que o seguia há 3 dias, ele não poderia simplesmente despedir as pessoas e mandá-las pra casa sem lhes dar o Pão da Vida.
    São nesses casos que o “Espírito” do Evangelho fala mais alto do que “as regras”, mas ambos jamais se contradizem.

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