Impressões sobre o Sínodo (II): Ser ou não ser, eis a questão.

Existe pecado, e pecado mortal? Ser ou não ser católico de verdade – eis toda a questão!

Por Pe. Romano | FratresInUnum.com

O debate suscitado na Igreja e na mídia, a respeito da Comunhão aos casais em segunda união, depois de um casamento contraído validamente por um ou pelos dois “cônjuges”, deixa de lado uma questão fundamental: existe pecado, e pecado mortal? E, mais ainda: quem se encontra objetivamente numa situação de pecado, pode salvar-se?

Nuvens sobre o Vaticano.

Uma das terríveis lacunas deixadas pelo Relatório final do recém concluído Sínodo sobre a Família, em particular nos polêmicos e ambíguos nn. 84-86, é a total ausência de referência ao pecado no qual vivem as pessoas que se encontram em uma união adúltera.

Sim, adúltera.

Por mais que se possa apelar ao sofrimento em que se encontram tais pessoas, e por mais graves que tenham sido as razões que levaram à separação de um casamento anterior válido, o fato é que essas pessoas estão vivendo numa situação de pecado e em perigo de se perderem eternamente!

A primeira atitude da Igreja, ao acolher essas pessoas – uma atitude de verdadeira misericórdia! – é de ajudá-las a se confrontarem com a verdade divinamente revelada, sobre a unidade e indissolubilidade do matrimônio, e a buscarem o único caminho possível: o da conversão e da mudança de vida. Caminho este que poderá ser árduo e longo, mas que não pode ficar pela metade. Seria um gravíssimo erro, tanto para essas pessoas como para todos os demais fiéis, propor soluções pastorais de “integração” que, inevitavelmente, levariam à acomodação artificial a uma situação objetivamente grave, que teria consequências fatais, isto é, em breves palavras, a condenação eterna ao inferno.

Mas, que consciência têm nossos pastores dessas verdades fundamentais? A perda da consciência do pecado é, certamente, o maior drama da nossa época. E se aqueles que são chamados a pregar o Evangelho a todas as gentes, e a anunciar que, sem conversão, não há salvação, omitem-se em anunciar tais verdades, estamos diante de uma situação catastrófica! De fato, o discurso atual, dentro da Igreja, e que se refletiu sobre o Sínodo, é o de quase absoluto silêncio sobre as verdades últimas da nossa existência – os novíssimos -: morte, juízo, inferno e paraíso, e sobre o pecado, que condiciona a nossa salvação. Verdades basilares da nossa Santa Religião, e que devem determinar a nossa vida sobre esta terra, porque, como diz Nosso Senhor, “que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder a sua alma?” (Cf. Mc 8, 36)

Estamos, portanto, no coração da crise da Igreja, que é uma crise de fé. Fé na Redenção, cuja visão parece – ao menos no discurso e na prática pastoral – distanciar-se sempre mais da sua intrínseca conexão com o pecado, que é a causa de todos os males, temporais e eternos, do homem. Cristo se torna o amigo, o companheiro de caminhada dos homens, o defensor das causas mais nobres da humanidade, e não o Salvador, o Redentor que vem para tirar o pecado do mundo, para reconciliar o ser humano com Deus, livrando-o do pecado. Não é, pois, de se admirar que a abordagem do Relatório seja toda ela de cunho sociológico e antropológico. Palavras como integração, acolhida, avaliação da situação concreta, quando dissociadas, ainda que indiretamente, da verdade integral da Revelação, reduzem a mensagem evangélica a uma mera filantropia e a uma misericórdia que quer quase que justificar o pecado a todo custo.

Certamente, não há nada de novo no que acabo de dizer: afinal, este é o discurso que, há muito, ecoa a partir dos púlpitos e cátedras, e de inúmeros simpósios e congressos. Contudo, parece que entramos numa nova fase, na qual aqueles que receberam autoridade máxima para ensinar a verdade e dissipar as trevas do erro, também se dobram a essa linguagem humanística e relativista. Pastores que foram constituídos como tais para conduzir as ovelhas a Cristo emanam um perfume sedutor de ovelhas, mas, na verdade – conscientemente ou não -, tornam-se lobos vorazes, que abrem as portas do abismo para um rebanho que não consegue mais distinguir o bem e o mal, se não houver quem o ajude.

Atualíssimas, portanto, são as palavras de Paulo VI a Jean Guiton, seu amigo e confidente, pouco tempo antes de morrer: “Há uma grande perturbação neste momento da Igreja, e o que se questiona é a fé. O que me perturba, quando considero o mundo católico, é que dentro do catolicismo parece, às vezes, que pode predominar um pensamento não católico, e pode suceder que este pensamento não católico dentro do catolicismo se converta, amanhã, como o pensamento mais forte. Porém, nunca representará o pensamento da Igreja. É necessário que subsista uma pequena grei, por muito pequena que seja”. Dizeres de um Papa que, certamente, não pode ser rotulado de tradicionalista e que, em outro momento de grande lucidez, afirmou que “por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no Templo de Deus” (29 de junho de 1972).

A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é, certamente, indefectível e santa. Porém, o dano que causa às almas um ensino vago e ambíguo não pode deixar-nos tranquilos. Por amor à verdade, por amor à salvação eterna das almas, a começar pela nossa própria, não podemos calar a verdade. Nas últimas décadas, tem-se falado tanto de profetismo na Igreja, geralmente associado à denúncia  das injustiças sociais. Pois bem: é preciso nadar contra a corrente – como os profetas!

Faz-se mister denunciar, como S. João Batista, a maldade do pecado, da impureza, do adultério, e lembrar que nenhuma integração forçada pode garantir a salvação eterna, se não estiver profundamente enraizada na verdade. É necessário lembrar, também aos Pastores da Igreja, que existe um inferno eterno, para onde todos – incluindo eles – podem ir, se não se converterem. É fundamental que a pregação da Igreja volte a ser “sim ou não, pois tudo o mais vem do Maligno”(cf. Mt 5, 37).

O problema do Sínodo é, pois, uma questão de fé, da verdadeira fé, da fé católica, sem a qual não podemos nos salvar. O dilema é este: a perda da fé católica. Ser ou não ser católico: eis a questão, a grande e decisiva questão!

27 Comentários to “Impressões sobre o Sínodo (II): Ser ou não ser, eis a questão.”

  1. Perfeito! Essa é a questão fundamental! O máximo de ortodoxia a que se chega nas paróquias é afirmar “corajosamente” que casais em segunda união não podem comungar. Mas como assim? E onde está a outra e mais importante parte da verdade?

    Parabéns ao padre Romano por lembrar dessa verdade esquecida!

  2. No sermão da missa de finados rezada na capela dum cemitério, aqui em Salvador, não se ouviu a palavra “purgatório” sequer uma vez, nem nada análogo a isso, como: “lugar onde as almas pagam as penas dos pecados” etc.
    Ora, a diferença fundamental entre o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados não é que naqueles se veneram os salvos e neste se reza pela libertação dos padecentes das chamas do purgatório?! Mas isso não se diz, nem por meio de figuras de linguagem. É absolutamente assustadora a omissão que os padres têm empreendido nas suas homilias a respeito de pontos fundamentais da fé e da moral católicas que muita gente, que vai à missa esporadicamente, não sabe e anseia por saber: e tem o direito de saber.
    Por mais repetitivo que possa soar aos “católicos praticantes”, é fundamental que, nos discursos sermonísticos, se aluda às verdades de fé relacionadas ao dia comemorativo. Se não for assim, qual o sentido desses sermões, qual a finalidade deles, a não ser ensinar a pôr em prática o Evangelho, de forma objetiva?!
    Sei lá, parece-me uma atitude conivente com a heresia protestante, consciente ou inconscientemente planejada, o omitir-se do clérigo a respeito do purgatório, noção FUNDAMENTAL para se compreender e viver o dia de finados. Isso é muito desolador. Não se ouvem nas homilias expressões tais como “pecado mortal”, “estado de graça”, “confissão sacramental”, noções sobre as quais evidentemente MUITA GENTE tem dúvida e contra as quais, ou a favor das quais, muito mais gente têm agido, ofendendo à Santíssima Trindade e perdendo a salvação de sua alma.
    Como recém-convertido à única e verdadeira Igreja de Deus, eu não consigo compreender ainda, por mais que me bata tentando, as razões ou a falta dela pelas quais o clero tem se eximido de forma escancarada de sua função de ensino da moral e da fé católicas romanas.
    Será que “os de casa” há mais tempo, podem-mas esclarecer?!

    • Iuri: Assim como nas igrejas protestantes que estão muito infiltradas de maçons – pastores famosos acusam entre si disso – a Igreja católica não escapou dessa, mais encarniçada ainda, e as previsões de N Senhora, como em La Salette, Akita, do Bom Sucesso, Lourdes e Fátima, além do CIC 675 dão o itinerario sequencial disso, e o Apocalipse.
      Só para ter ideia desse trechinho de La Salette:
      Em 1846, Nossa Senhora chegou à montanha de La Salette e advertiu-nos:
      “No ano de 1864, Lúcifer, juntamente com um grande número de demônios, será solto do inferno. Eles vão pôr fim à fé pouco a pouco, mesmo naqueles que se dedicam a Deus. Eles irão cegá-los de tal maneira que, a menos que sejam abençoadas com uma graça especial, essas pessoas irão assumir o espírito desses anjos do inferno; várias instituições religiosas perderão toda a fé e perderão muitas almas”.
      “Livros maus serão abundantes na terra e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo que concerne ao serviço de Deus. Os chefes, os líderes do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência, e o demônio obscureceu sua inteligência. Eles tornaram-se estrelas errantes que o velho demônio arrastará com sua cauda para fazê-los perecer”.

    • Prezado, minhas dúvidas e aflições são correlatas ao tema levantado na postagem e no seu comentário – como proceder um leigo em meio à crise da Igreja.
      Sou jovem e a Igreja que conheci foi a que hoje eu sei ser chamada conciliar, inclusive não há em minha cidade a Missa de Sempre. A catequese que recebi me ensinou basicamente apenas a como rezar o terço e como me comportar na minha primeira Comunhão, da mesma forma, posteriormente recebi o Sacramento da Crisma após 1 ano de catequese de aulas as quais hoje questiono o valor. O resultado é que fui mais um “católico nominal” ou “não praticante”. Pelo menos na minha melhor fase, pois com o passar dos anos flertei com o espiritismo, esoterismo, ocultismo, racionalismo, comunismo, relativismo, a ponto de ser um jovem “padrão moderno” que tão comumente encontramos, defensor do comunismo, ideologia de gênero, relativismo, ecumenismo e etc. Cheguei ao ponto de declarar-me ateu e como a maioria dos ateus “modinhas”, ou seja, jovens e ignorantes, busquei ativamente atacar a religiosidade, blasfemando contra a Igreja.
      Pois bem, hoje arrependido e consciente de quão errados e quão perdidos foram meus caminhos tento encontrar minha rota de volta à Igreja, Igreja essa que percebi que absolutamente não conhecia. Não conhecia nada da Fé. E hoje, o muito pouco que começo a conhecer e a compreender é em razão de sites e blogs de Apologética Católica ou de católicos tradicionais. Daí hoje estou iniciando minhas leituras do Catecismo juntamente com a Bíblia.
      O principal problema que tenho encontrado na minha caminhada de retorno à Igreja de NSJC é a confusão que hoje se encontra nela. Passando por sites e blogs católicos encontra-se quem seja a favor do CVII, quem diga que é infalível, quem diga que não é infalível, quem diga que é herético. Encontra-se quem diga que a Sé está vacante, e que os últimos papas foram na verdade anti-papas. Para minha surpresa encontra-se até quem repita (com pequenas modificações) as profecias apocalípticas muito frequentes no protestantismo, nas quais a Igreja e o papado são as bestas do apocalipse e o Papa é (ou será) o anti-cristo. Encontra-se quem fale de Reino de Maria em um tom que me parece milenarismo (mas o que sei eu?). Todos embasam suas convicções no catecismo, na Sagrada Escritura, em documentos patrísticos, em documentos de concílios, em encíclicas, em teólogos, no Direito Canônico e etc. Alguns falam profecias de santos católicos e em mensagens de Nossa Senhora, outros dizem que tais profecias são falsas ou não reconhecidas pela Igreja ou que determinada parte da profecia foi adulterada. Fala-se de uma falsa irmã Lúcia, da mensagem de Fátima adulterada ou incompleta. Fala-se de planos maçônicos, de infiltrações comunistas, satanistas etc. E há quem fale que tudo isso é teoria da conspiração e heresia.
      Ou seja, que confusão. Para mim, como recém-chegado a este universo, é muito difícil discernir ao que dar crédito, como conferir referências e checar fontes e informações, e por outro lado, é muito fácil ser acometido de dúvidas com qualquer meia palavra. Além disso é muito triste ver a Igreja convulsionando-se dessa maneira, no meu pouco conhecimento parece-me um cenário com semelhanças à balbúrdia protestante (guardadas as devidas proporções), onde cada um chega às suas próprias conclusões, apesar de todos clamares se basear na mesma coisa.
      Enfim, como um pecador buscando a conversão, faço coro aos que afirmam que é fundamental que a pregação da Igreja volte a ser “sim ou não, pois tudo o mais vem do Maligno”(cf. Mt 5, 37), para que tenhamos um farol claro a perseguir quando ainda em meio às trevas.

    • Wellame: não sou jovem, tenho quase 40, mas tive um recorrido espiritual muito semelhante ao seu, e também entendi as verdades do cristianismo há pouco, depois de muito vaguear em vários tipos de doutrinas, todas as que cita e algumas outras (como o pseudocristianismo de Tolstoi). Quanto às suas dúvidas, não posso ajudar, mas se me permite um conselho, não dê muita atenção a esse tipo de discussões, e simplesmente procure cumprir os ensinamentos básicos e reais do cristianismo de todos os tempos, sem preocupar-se com profecias, concílios, sedevacatismo. Essas discussões são intermináveis e confundem mais do que ajudam. Procure cumprir com os dez mandamentos, reze o rosário todos os dias, freqüente missa semanalmente, se não há missa tradicional (eu particularmente a prefiro, tenho sorte de ter um templo da FSSPX na minha cidade) perto de seu domícilo pelo menos procure um templo onde esta se celebre com reverência. Isso é tudo que importa, isso é o que traz a salvação.

  3. “Cristo se torna o amigo, o companheiro de caminhada dos homens, o defensor das causas mais nobres da humanidade, e não o Salvador, o Redentor que vem para tirar o pecado do mundo, para reconciliar o ser humano com Deus, livrando-o do pecado.”

    Como está muito bem descrito no artigo do Pe Romano, a crise da Igreja é a Crise da Fé.

    Ou como na tradução do livro-entrevista de Vittorio Messori com Ratzinger: “A Fé em Crise”.

    E o fruto podre do Vaticano II foi conduzir a Igreja a uma crise de Fé. Humanamente falando, nossa Igreja está espiritualmente falida. Não se fala mais nos novíssimos, fala-se apenas de um “salvador” para proporcionar uma “libertação” material.

    Nada mais de céu, nem inferno; nem de Vida Eterna. O que importa para essa pseudo-Igreja pós-conciliar é o “Aqui-Agora”. É viver bem o hoje.

    Qual o percentual dos católicos que acreditam na Vida Eterna, na Ressurreição da Carne, na Visão Beatífica… Enfim… tudo o que é espiritual e transcendente é brutalmente desconsiderado por essa Igreja pós-conciliar.

    Me considero realista e não pessimista: com o Papa Francisco as coisas ficaram claras, temos uma pseudo-Igreja materialista, e esse cenário não tem mais volta, só termina com a vinda de Cristo (e Ele está próximo!).

    Para Francisco, “os maiores males que afligem o mundo nestes dias são o desemprego dos jovens e a solidão dos idosos. Os idosos precisam de cuidado e companhia; os jovens precisam de trabalho e esperança, mas não tem um nem outro, e o problema é que eles sequer os buscam mais. Eles foram esmagados pelo presente.”.

    Mas onde está a Causa Raiz de tudo isso? No pecado!

    Somente para concluir este breve “insight”: qual o principal objetivo de Satanás? Pelo o que eu saiba, é separar o homem de Deus e conduzi-los à perdição. Mas notem que esta perdição não está no plano Temporal mas no plano Espiritual. Pelo visto, a pseudo-Igreja tem logrado êxito em colaborar com as forças do inimigo.

  4. Subscrevo inteiramente o artigo, a palavra “pecado” foi excluída do vocabulário das altas hierarquias da Igreja. Para desgraça de muitas almas…

  5. *”Caminhamos como Igreja na direção de uma renovação profunda e global… Os missionarios e os evangelizadores… são os primeiros a darem conta de insuficientes como têm sido as formas de ações tradicionais”, disse o cardeal Maradiaga.
    Ou seja, os métodos modernistas e relativistas das mentes repletas de ideologias caóticas e promotoras das divisões entre pessoas e nações são os que trarão a desejada paz ao mundo sob a ótica do Evangelho, ao acaso?
    Referimo-nos a certas propostas anticristãs e doutras tantas formulações ambíguas, equívocas, obscuras de certas facções do Sínodo acerca de um novo modelo de fé, com permissões(permissividades) no matrimonio cristão, que constituiriam uma declaração pública da Igreja legitimando de modo nefasto a sua indissolubilidade, revogando ao mesmo tempo o sexto Mandamento do Decálogo: “Não cometerás adultério“, autorizando o pecado!.
    Nenhuma instituição humana, nem mesmo o papa ou um Concílio Ecumênico têm autoridade ou competência para atenuar ou invalidar um dos dez Mandamentos divinos, ou as palavras divinas de Cristo: “O que Deus uniu, o homem não separará“.
    São apavoradoras algumas das realizações deste “único e mesmo plano (maçônico)” que provêm do afrouxamento gerador da alienação à fé, até de vários altos hierárquicos por décadas, sempre em ascensão: o afrouxamento do matrimonio indissolúvel; a não interpelação da educação sexual nos programas escolares; a degradação das mulheres via modas indecentes e, de tão alienadas, imensa parte anda quase desnuda, competindo em imodéstia com prostitutas; a homossexualidade; a pornografia nos meios de comunicação, certos filmes, teatros, novelas-boemia no lar a um clic, e tantas outras mazelas contra as quais raríssimos se insurgem com contundência, sem meias palavras, sem atenuantes, caso do Pe Romano!
    *“Tempos funestos sobrevirão, nos quais …. aqueles que deveriam defender em justiça os direitos da Igreja, sem temor servil nem respeito humano, darão as mãos aos inimigos da Igreja para fazer o que estes quiserem” (II, 98).
    *N Senhora do Bom Sucesso

  6. Ser ou não católico é a diferença entre medir o tempo com relógios humanos ou olhar o mundo com a mirada infinita de Deus. Que interessam as burocracias destes desocupados da pregação do Evangelho?

    Francisco e seus “santos” comparsas sorriem de suas vitórias pírricas. O afã de destruir é explicado pela consciência de que essa igreja “maio de 68” tem os dias contados. Eles bem querem fingir que não, que abrirão as portas, diluirão a doutrina, etc… para o palato secular lhe achar gosto. MENTIRA.

    Francisco confunde multidões e bandeirinhas, tweets, likes e capas de revistas com ovelhas perdidas quando ele cada vez mais tem o cheiro de uma… alcateia!

    Santo Padre, eu e outros católicos seremos coelhos sim, e nossas bem amadas crianças serão educadas na FÉ e na TRADIÇÃO e no magistério AUTÊNTICO.

    As gerações futuras da tradição reerguerão a Igreja, abandonada pelos “fiéis do tal de segundo” E dos desvarios desta gente morna ficará apenas a débil memória, como aviso.

    Lamento, Santo Padre. A demografia não perdoará.

  7. Me desculpe o revmo. padre, mas são posições como essas que dão munição pros inimigos da fé.

    Muitas coisas estão cobertas de razão nesse artigo. Mas algumas coisas denotam uma dureza, uma linha tão fria que assusta um pouco.
    Não nego que “a perda da consciência do pecado é, certamente, o maior drama da nossa época.” Mas a classificação do pecado por tipo é fria e injusta.
    Faltar a missa no domingo, trabalhar no domingo, oficialmente também é pecado mortal. Mas vários motivos justos podem tornar isso até virtude. O olhar ou o pensamento também podem levar alguém a cometer adultério, mas não se pode comparar esse adultério com o de um homem ou uma mulher que traem seu cônjuge na prática, e nem comparar o adultério do cônjuge que trai com o adulterio de um casal separado que forma um novo casamento.
    Todos esses são adultérios, são pecados, ferem a lei de Deus. Mas não é tudo igual. Quando s. Paulo disse que se a parte não crente quiser se separar a outra fica livre pois Deus nos chamou a paz, ele mostrava que a lei de Jesus que jamais pensaria em alterar, podia ser aplicada com equidade, com caridade, com bom senso.
    Eu não sou a favor do divórcio. Estou com todos os bispos que foram contra a comunhão para os divorciados e a negação que em princípio toda segunda união com cônjuge vivo seja pecado. Mas não suporto uma visão dura, fechada, dos casos concretos.
    É esta visão que põe no inferno quase a totalidade da humanidade. Divorciado recasado morre e vai pro inferno. Faltou a missa no domingo e morreu na segunda, vai pro inferno. Tomou um porre ou uma overdose e morreu, vai pro inferno, teve relação sexual com o noivo e morreu, vai pro inferno. Criança abortada não vai pro céu. Judeus, muçulmanos, budistas, harekryshinas, espíritas, protestantes, ortodoxos, maçônicos, ateus, vão todos pro inferno. Acho que desse jeito não vai dar pra completar nem os 144 mil que a bíblia garante que estarão lá.
    Meu Deus! Sei que vão me estraçalhar por este comentário, mas eu juro que não sou a favor do ecumenismo, do relativismo, da comunhão pros recasados, do aborto nem de nada dessas coisas que os tradicionalistas tanto contestam e eu também contesto.
    Eu só queria lembrar do purgatório (que tão bem lembrou o Iuri. Bento XVI uma vez disse que se não existisse o purgatório Deus ia ter que criá-lo. E realmente é um absurdo que nem no dia de finados os padres não falem dele. Ele existe. Ele é essencial. É castigo e é esperança. É ele que nos garante que até o servo mal e negligente do Senhor poderá se salvar, levando muitas chibatadas. Quanto mais os casais em segunda união.
    A salvação que Jesus nos deu, se tivesse que passar por peneiras tão finas, quase ninguém se salvava. Ele nos deu a salvação e nós precisamos nos esforçar – cada um de acordo com as graças e oportunidades que recebe – pra não perdê-la. Mas o necessário pra isso não é atender todos os preceitos e ser santo, é atingir o mínimo que Deus exige, e esse mínimo não é igual pra todos, pois todos não são iguais, e as situações que viveram também não são. E Deus é um juiz justo. Aquele mínimo que está no fundo da alma, na nossa opção de vida, nas nossas escolhas, no nosso último instante.
    Passados na peneira da salvação haverá o purgatório, graças a Deus. E graças ao purgatório, embora só os santos entrem no céu, muitos entrarão.
    Mas as vezes me parece que artigos como esse – e torno a dizer, com partes muito boas e verdadeiras – acaba dando munição pros inimigos, pois por trás de tanta beleza e verdade, rotula de pecado mortal situações que talvez não sejam, ou pelo menos não sejam mortais.
    Já li uns 7 livros de Bento XVI, e sua linha de pensamento parece ser esta. Estou lendo agora “Introdução ao Cristianismo” e recomendo. Ele explica muito melhor que eu.
    Desculpe, pe. Romano, mais uma vez, por discordar de ti. E abaixo colo um comentário que fiz há dias atras sobre a questão do segundo casamento, que acho pertinente pra explicar melhor meu ponto de vista:

    “… o pecado mortal realmente põe a alma na possibilidade de inferno e impede, claro, a recepção de qualquer sacramento. Mas penso que a coisa não é tão matemática…se a pessoa tem a consciência bem esclarecida e faz uma escolha errada é aí que o pecado mortal acontece…Uma vez que a pessoa se arrependeu dessa decisão desobediente e contrária a lei de Deus, que se confessou e foi perdoada, o pecado mortal foi apagado. A continuação da situação, ou seja, nesse caso, do segundo casamento é um outro caso, um outro pecado. Aquele primeiro pecado mortal, foi apagado, pelo remorso e pela confissão.
    Essa continuação da segunda união conjugal, pode ser pecado sim, mas é outro, mais grave ou mais leve, de acordo com as circunstâncias. Por exemplo, se existir possibilidade de reverter a situação reparando sofrimentos injustos, e recompondo o primeiro casamento, não fazê-lo seria um pecado grave, mortal como o primeiro. Mas se não houver essa possibilidade, se o tempo que passou foi muito grande, os filhos da primeira união já são adultos e os da segunda ainda são crianças, por exemplo, romper o segundo casamento seria causar aos ultimos filhos, o mal que se causou aos primeiros. Manter a situação como está pode ser o mal menor, algo que talvez Deus tolere, como tolerou Moisés…A segunda união mesmo sem deixar de ser uma desordem na ordem estabelecida por Deus, não deveria ser considerada da mesma forma que o pecado mortal que o originou. Essa segunda união, dentro do exemplo que dei pelo menos, na minha opinião seria um pecado bem menor que aquele mortal anterior.
    A QUESTÃO TODA É QUE ALGUNS QUEREM CONTINUAR TAXANDO TODA E QUALQUER SEGUNDA UNIÃO COMO PECADO MORTAL E PONTE PRO INFERNO, E OUTROS QUEREM QUE ESSE PECADO, OU ESSA DESORDEM NÃO SEJA MAIS IMPEDIMENTO PARA A COMUNHÃO EUCARÍSTICA…A Eucaristia não é essencial pra salvação, portanto, privar-se dela os casais em segunda união não lhes impediria a salvação, mas seria a manutenção do sinal do matrimônio indissolúvel, e esse sinal precisa ser mantido, com uma penitência constante para o casal, que ainda prefere ficar sem a Eucaristia a ficar sem a vida conjugal sexual. Essa penitência só precisaria durar até que o casal amadurecesse a ponto de achar que abser-se da Eucaristia lhe doi mais que abster-se da sexualidade. Se não atingirem isso nessa vida, atingirão no purgatório.”

    • Cara Teresa: parece que v tem uma concepção da fé católica tal qual o modernismo adota: tudo só pelo lado fácil, da comodidade, sempre da forma que “eu” vejo, “eu” acho, “eu” entendo, mas os pensamentos do Senhor não batem com os nossos!
      Acho ideal que todos lessem, relessem e treslessem as corretíssimas considerações e admoestações do Pe Romano: sacerdotes desse quilate estão em franca extinção; ao contrario dele, só falam quase unicamente em “misericórdia etc. parecendo que a Justiça do Senhor foi extinta!!!
      Esse modo de pensar é o das seitas; ali dentro cada um entende como quiser, daí milhares de igrejocas, cada qual querendo ser mais verdadeira e “acolhedora” que a outra!
      O cristianismo católico é o da CRUZ de Jesus: sem ela, nada feito, e sem concessões, quer por esse ou aquele motivo!
      V sabia que concessõezinhas daqui, outras dali levam ao afrouxamento total?
      Daí a pouco, cair no relativismo total será fácil, bastando imaginar se os bispos nas dioceses puderem considerar sim ou não a validade de casamentos desde o começo, ao que parece de forma muito mais superficial como não era até então – nesses mais liberais, imagine!
      “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela”; Mt 7:13

  8. O Pe da minha paroquia que e da Ordem Valombrosiana mencionou em sua homilia no dia de finados
    “o famoso teologo Leonardo Boff ” duas vezes no começo e no final.

  9. O artigo é excelente, e não concordo com a crítica da Teresa. Ele só falou objetivamente do pecado, for falta de tempo e espaço não destacou razões subjetivas e atenuantes que obviamente podem existir.

  10. Caramba, Wellame! Lendo o que voce escreveu parece até que estou lendo a mim mesma, tamanha a semelhança de pensamento, experiência e impressões!

  11. 1 – V aprendeu catecismo com os padres da TL em sua paroquia, excelentes doutrinadores dos acampamentos do MST, Teresa?
    2 – Usava o catecismo do frei Beto?
    3 – Tinha como diretor espiritual L Boff ou Pe Fabio de Melo?
    4 – Correspondia com cardeais tipo D Walter Kasper, Baldisseri, Bruno Forte, Maradiaga ou ligados a eles?
    .. “Sei que vão me estraçalhar por este comentário, mas eu juro que não sou a favor do ecumenismo, do relativismo, da comunhão pros recasados, do aborto nem de nada dessas coisas que os tradicionalistas tanto contestam e eu também contesto”.
    Teoricamente, v estaria a favor dos tradicionais, mas em certos “casos concretos” seria é a favor da Ditadura do Relativismo!.
    Sim, v comporta-se como “politicamente correta”!
    “Casos concretos…Integração…, Acolhida… Misericordia… Não discriminação…Avaliação de cada situação em particular” … ainda que indiretamente, da verdade integral da Revelação, reduzem a mensagem evangélica a uma mera filantropia e a uma misericórdia que quer quase que justificar o pecado a todo custo!
    “Mas o necessário pra isso não é atender todos os preceitos e ser santo”.
    Ser santo não é necessário?
    Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 1 Pd 1:16
    “Aquele mínimo que está no fundo da alma, na “nossa” opção de vida, nas “nossas” escolhas, no nosso último instante”…
    Entendi: no “nosso” querer!
    “A Eucaristia não é essencial para a salvação, portanto os casais privarem-se dela em de segunda união não lhes impediria a salvação”…
    Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Jo 6:54
    Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Jo 6:56
    Que absurdo excluir a S Comunhão da salvação!
    A perda da consciência do pecado é, certamente, o maior drama da nossa época; v teria caído nisso direitinho!
    Se catequista, coitado de seus alunos!

  12. Alguém conhece a beata Laura Vicuña?
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Laura_Vicu%C3%B1a
    É outra pessoa mais que morreu (como João Batista e Thomas More) testemunhando a verdade da indissolubilidade do matrimônio, oferecendo sua própria vida aos 12 anos pela conversão de sua mãe que, abandonada pelo primeiro marido, se uniu com outro homem. Por motivos óbvios, ninguém quis lembrar dessa jovem chilena no último sínodo.

  13. A mentalidade da Teresa é aquela mesma de uma pessoa que construiu um império sobre dinheiro roubado e agora tem medo de devolver porque a esposa não vai mais acostumar a viver sem empregadas, os filhos que nunca conheceram pobreza terão que passar necessidades e assim vai.
    Há empresários que quando se vêem forçados a encarar uma situação assim, preferem o suicídio!
    Os pecados são diferentes, mas o que move o coração é o mesmo sentimento: a recusa de abandonar o pecado e seus frutos por causa das consequências negativas que esse abandono pode vir a causar na esfera temporal.
    No entanto é o próprio Jesus que em várias parábolas nos dá vários exemplos da necessidade de buscar antes de mais nada o Reino de Deus e sua Justiça:

    “O Reino dos céus assemelha-se a um tesouro escondido no campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o novamente. Então, transbordando de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele terreno… “Da mesma forma, o Reino dos céus é como um negociante que procura pérolas preciosas. E, assim que encontrou uma pérola valiosíssima, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou… etc.”

    De fato, abandonar a segunda união, fruto do adultério POR CAUSA DE CRISTO é um fardo, missão impossível mesmo! Mas basta o coração “se apaixonar” por um candidato à “terceira união” que com a mesma facilidade que se desfez da primeira, também largarão a segunda. Eu vejo isso acontecendo todos os dias e até com membros da minha família!

    Sinceramente quando Teresa diz que no artigo do Pe. Romano há coisas denotam uma dureza, uma linha tão fria que assusta um pouco, eu me pergunto se algum dia ela se sentou e leu os Evangelhos na íntegra, porque ali Jesus fala do inferno e da necessidade de conversão muto mais do que de coisas adocicadas pra agradar o paladar do leitor.
    “A perda da consciência do pecado é, certamente, o maior drama da nossa época”, e tem como uma de suas consequências essa mentalidade de que qualquer menção à gravidade do pecado é fria e injusta.
    Faltar à missa no domingo só ainda é classificado como pecado mortal porque os modernistas que destruíram a verdadeira missa, ainda precisam manter as ovelhas ingênuas ali sentadas nos bancos da Igreja para ouvir doutrinação modernista. Trabalhar no domingo, oficialmente também é pecado mortal mas se o trabalho for invadir terra alheia, pilhar e roubar em nome de uma certa “doutrina social”, aí já não é mais pecado…o motivo justo pode tornar isso até virtude.
    O olhar ou o pensamento também podem levar alguém a cometer adultério ? Claro que sim, aliás, Jesus diz que com esse olhar ou pensamento de cobiça, a pessoa já cometeu adultério em seu coração.
    De fato não se pode comparar o adultério do cônjuge que trai com o adulterio de um casal separado que forma um novo casamento.
    A segunda situação é incrivelmente pior, porque aquele que caiu e teve a coragem de se levantar está numa situação bem melhor do que aquele que caiu e achou o buraco tão confortável que agora se recusa a sair dele!
    Eu não sei a que passagem ou carta de São Paulo você se refere quando diz que se a parte não crente quiser se separar a outra fica livre pois Deus nos chamou a paz. Mas se for Romanos 7:3, note que nas duas vezes que esse homem é citado há um artigo antes. Ou seja, ele é O marido. Essa mulher recém convertida do exemplo, que vive com outro homem que não o seu primeiro (o) marido (o único que é o verdadeiro marido), está cometendo (presente do indicativo) adultério. Ela tem duas opções: ou se reconcilia com o verdadeiro marido, ou permanece como solteira (1Co. 7:11). O que São Paulo jamais admitiu é que pessoas em situação de adultério fossem aceitas como membros da igreja em pé de igualdade com famílias sacramentalmente constituídas e que matam um leão por dia para preservar a santidade do matrimônio para suas famílias, para a igreja e para as próximas gerações.
    Isso sim é que seria um rebaixamento, um desastre e uma desgraça para a instituição da família, e Cristo e os Apóstolos sabiamente deixaram isso bem claro na Bíblia.
    Outra falácia do seu enunciado é o uso da situação aplicada à parte “recém convertida”. Desgraça seria para a parte não crente, ou seja o primeiro marido dessa mulher que poderia (hipoteticamente) estar em vias de conversão, mas vê a sua mulher vivendo com outro, e ainda ser aceita por uma igreja que diz proclamar a Palavra de Deus.
    O escândalo das anulações de casamento em demanda nos Estados Unidos provocou esse efeito: abandono da fé por parte daqueles cônjuges que se sentirem injustiçados ou simplesmente por terem constatado o “vacilo da Igreja” numa questão que antes era cláusula pétrea. A falácia está em trazer a emoção para dentro do debate e apelar para “misericórdia” (ninguém ousaria negar esse sentimento) para reforçar a defesa do adultério.
    Enfim, quando alguém vem falar da Lei de Deus baseando-se em “achologia”: eu acho, eu penso, na minha opinião…etc, ela fecha pra si mesma aquele canal da graça pelo qual o Espírito Santo comunica a sabedoria de Deus e convence a respeito do pecado.

    • Concordo plenamente Gercione, sempre sábias palavras. Que exemplo vc deu:” O que São Paulo jamais admitiu é que pessoas em situação de adultério fossem aceitas como membros da igreja em pé de igualdade com famílias sacramentalmente constituídas E QUE MATAM UM LEÃO POR DIA PARA PRESERVAR A SANTIDADE DO MATRIMÔNIO para suas famílias, para a igreja e para as próximas gerações.
      Na epístola de São Pedro, cap. 5,8 – Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. É o que fazemos mesmo, matar um leão por dia, senão ele nos devora.

  14. Sou pecador, e nunca pude dizer que me encontrei realmente.
    Tenho dúvidas, e muitas vezes duvido até mesmo da existência Divina!
    Sou humano, e quero entender, mas não estamos preparados para isso.
    Tento seguir os ensinamentos da Sagrada Palavra, mas às vezes falho, erro.
    Nunca deixei de contar com a Santa Madre Igreja Católica, para me acolher.
    Sempre foi meu refúgio, porto seguro.
    Por isso, quando da ascensão de Bergoglio, minhas dúvidas retornaram mais forte, minha crença está abalada.Não concordo com esse progressismo, essa modernidade apregoada por Bergoglio e seus apaniguados!
    Penso como Reinaldo Azevedo:

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/bergoglio-o-dito-papa-francisco-nao-me-representa-ou-o-sangue-de-cristo-e-de-150-milhoes-de-vitimas-do-comunismo/

    Rogo a Deus, que em Sua infinita Misericórdia, salve nossa amada Igreja!

    • Não ponha sua fé em pareceres humanos. Peça ajuda a Nossa Senhora para que lhe dê a virtude da fé e perseverança final.

      Peça que amada Igreja lhe salve a alma. Ela é caminho seguro. Não se perturbe por escândalos alheios.

      Os pecados são pessoais. Quem tem que pedir perdão, por meio da Amada e Única Igreja de Deus, são homens.

      Tais pronunciamentos como: “Peço ao mundo perdão pelos pecados da Igreja.” Ora, quando foi que o mundo obteve o poder de perdoar pecados?

      Rogar a Deus pela conversão dos infiéis e pobres pecadores, sejam o membros do corpo docente ou discente da Igreja – e mesmo pelos que estão fora Dela, para que voltem ao corpo santo da Igreja -, é obrigação de todo católico.

      Se há uma Dilma no poder, certo que há uma ingratidão generalizada por parte da sociedade dos homens.

      Esqueceu-se da promulgação da constituição maçônica de 1988? Do laicismo golpista no México…e muitas obras iníquas que antecederam os acontecimentos atuais?

  15. Teresa,

    Considero o artigo do padre Romano excelente. Ele coloca a questão fundamental: “A doutrina que aprendemos no passado ainda é válida?” Se for válida, então não podemos encarar com naturalidade as mudanças propostas por alguns clérigos. Ele não falou que todos casais em segunda união vão direto para o inferno. Deus tem sempre a última palavra. Porém, da nossa parte temos que agir conforme manda a lei de Deus, conforme nos ensina a Igreja.

    Mal comparando – e comparações são sempre muito pobres – o resultado de quem pula de um andar elevado em 99% dos casos resulta em desastre irremediável. Não podemos generalizar as exceções para dizer que as pessoas que pulam de andares altos escaparão ilesas ou com poucos arranhões. Conheci uma moça que pulou do 5º de um prédio porque se decepcionou com o namorado e teve ferimentos leves. E daí? Pode-se dizer que essa sorte seja algo normal a todas as pessoas? Claro que não! Pois bem assim são os demais casos. Ninguém aqui ignora a arrependimento final, a contrição perfeita, o Purgatório, a ignorância invencível, a falta de formação, circunstâncias delicadas etc. No entanto, o que estamos falando é de catequese e de formação por parte de quem tem o dever de transmitir a Fé integralmente. A doutrina católica é perene. Podemos mudar as palavras para torná-la mais compreensível ao público alvo, mas não distorcer o conteúdo.

    As pastorais dos casais em segunda união dão a entender que o problema todo resume-se no fato deé que esses casais não podem comungar, mas não tocam no ponto essencial, que realmente precisa ser esclarecido a todos.

    Em geral, todos temos algum parente não casado na Igreja ou que vive em “segunda união”. Isso pode nos afligir, mas não podemos moldar a doutrina católica segundo as nossas apreensões e gostos. O que podemos fazer é rezar e oferecer sacrifícios para que esses casais sejam iluminados pelo Espírito Santo e tenham contato com bons católicos.

  16. Gostaria de dar uma palavrinha aos que comentaram meu comentário. Primeiramente obrigada por não terem me trucidado como pensei que aconteceria. Pelo contrário, todos foram bastante respeitosos, especialmente o Robson e a Teresa Maria, e souberam defender seus pontos de vista muito bem, Especialmente a Gercione, claro, sempre com maestria.
    Não pretendo treplicar, apenas ressaltar um pouco melhor algumas coisas que falei antes em funão da costestação que recebi:

    O Paulo e a Gercione disse que em nome da misericóridia a justiça divina foi extinta. Eu não usei a palavra misericórdia, mas invoquei até a justiça divina justamente como base do que dizia. Também o Paulo me fala de concessões como se eu as tivesse defendido. Não defendi nenhuma concessão. Contestei a classificação de pecado MORTAL de forma genérica, para adultério, falta à missa, trabalho no domingo, seguimento de religião não católica, e poderia ter citado outras coisas.

    O Isac se escandalizou porque eu disse que ser santo não é necessário, mas não lembra que eu disse que no céu só entra santos? Logo é necessário. Não é necessário para a salvação (pra escapar do inferno), mas é necessário para entrar no céu. E daí falei sobre o purgatório. Também a Eucaristia é um Grande Dom, mas é preciso certa maturidade espiritual para reconhecê-lo. E alguem pode nunca atingir isso nesse mundo, sem nem por sido ser lançado no inferno.

    O Robson me fala que uma separação pra evitar o pecado é um testemunho de fé dado a todos, especialmente aos filhos. Pode ser, em muitos casos, mas não em todos. Há casos em que isso pode até escandalizar os filhos, pô-los contra o(a) genitor que está rompendo a união familiar, e criar uma antipatia e irritação contra a fé que o levou a fazer isso. (Mas não estou dizendo que isso seja razão para não fazê-lo. Depende.)

    A Gercione dá a entender que as pessoas que permanecem na situação de pecado é porque estão confortáveis nela. Gercione, certamente voce sabe que tem pessoas que suportam a vida inteira um casamento infeliz pra não fazer sofrer os filhos, ou até para que eles não passem necessidades básicas. Pois nos segundos casamentos, isso também pode acontecer. Algumas pessoas permanecem neles não por amor a si próprias, mas aos filhos.

    Também queria chamar a atenção de todos para um fato que voces não podem negar: eu não defendi o divórcio, nem a segunda união, nem a comunhão pros divorciados, nem o ecumenismo, nem a maluquice do papa Francisco de entregar decisões doutrinárias às Conferências Episcopais e bispos. Eu APENAS provoquei a lembrança de que nos Evangelhos Jesus classificou algumas coisas como pecado, mas a gravidade e o peso deles, no entanto, não ficou estabelecida por Ele, e se a Igreja o fez, teria sido sempre de forma infalível e irretocável? ou ela pode reavaliar esses julgamentos? não estaria isso dentro de seu poder de ligar e desligar?

    Se a Igreja entender que é preciso analisar caso por caso, desde que não se mude a doutrina e não se chame de virtude o que é pecado, e não se levante a proibição da Comunhão indiscriminadamente, nós não teríamos de quê reclamar. Mas não é isso que estão querendo fazer, e não é isso que estão fazendo. Estão querendo desprezar a lei de Deus em nome da misericórdia, e, começando pelos casais em segunda união, chegar a coisas muito mais graves, como a união homosexual, o aborto, etc.
    Aí, ao invés de combatermos isso, teimamos em dizer que todos os casos são pecados mortais e vão pro inferno… e perdemos a credibilidade, pois assim como o povo simples do tempo de Jesus, as pessoas de todos os tempos, sem grandes instruções teológicas, tendem a entender que a misericórdia (e aqui vou usar essa palavra) as vezes deve prevalescer, e ninguem consegue pensar que Deus saia jogando todo mundo no inferno por rótulos de adúltero, protestante, espírita etc.

    E eu li nos Evangelhos, Gercione, que Jesus se indignou com os que defendiam o descanso sabático (lei de Deus) sem levar em conta coisas concretas que deveriam fazê-los priorizar a bondade do que a letra da lei (de Deus). Mas volto a dizer: estão usando isso pra tentar acabar com todas as leis de Deus. E não é por aí que se resolve.

    Pra completar eu uso a achologia porque estou num site onde a gente fala o que pensa (o que acha). Não sou teóloga, leio aqui e ali, junto tudo e tiro minhas conclusões, sem certeza absoluta que estejam todas certas. Algumas eu sei que estão. Por exemplo, Isac: Leonardo Boff, frei Beto, Teologia da Libertação, cardeal Kasper… se perguntar minha opinião vou falar com convicção, é tudo inimigo de Deus, e voce tem razão Isac, eu cresci ouvindo e aprendendo deles, por isso sei exatamente o mal que fizeram e fazem a Igreja. E quando era catequista, eu aprendia com eles, e ensinava exatamente o contrário.

    O mais difícil é ser fiel sem ser extremista, nem pro lado de lá, nem pro lado de cá. A gente se vê detestado e combatido por todos. Foi o que aconteceu com Bento XVI. Todos discordam dele e o acusam de estar contra Deus e contra o Povo de Deus, a Igreja, tanto os progressistas como os tradicionalistas.
    Mas eu continuo achando (olho a achóloga de novo!) que ele tá certo. E se o que eu estou dizendo (e achando) for contrário à visão dele, então eu não a estou compreendendo bem.

  17. Que Bergoglio tem prevaricado, cometido erros graves – até dito heresias -, ele ainda representa a Igreja, como Vigário de Cristo. Por isso nossa preocupação nas atitudes dele. Não porque somos inimigos da Igreja, pelo contrários somos membros Dela e a amamos. Se se pode depor um Papa, não será um à toa que o fará. Nem mídia anti católica, nem maçom que se traveste no clero.

  18. “Gercione, certamente voce sabe que tem pessoas que suportam a vida inteira um casamento infeliz pra não fazer sofrer os filhos, ou até para que eles não passem necessidades básicas. Pois nos segundos casamentos, isso também pode acontecer. Algumas pessoas permanecem neles não por amor a si próprias, mas aos filhos”.

    Teresa eu conheço o testemunho de mulheres que engravidaram de um “dito cujo” que mais tarde se casou com outra e preferiram não procurar o “dito cujo” nunca mais justamente pra evitar o pecado do adultério.
    Essas pessoas ( que caíram mas se levantaram por não terem perdido completamente a noção do pecado) preferiram “sacrificar” os próprios filhos que cresceram sem a presença do pai biológico, a ter que viver numa situação de pecado, empurrando os filhos de lá pra cá.
    Casamento é sacrifício sim. Eu não sei o que você chama de casamento feliz, mas se o que vc chama casamento feliz é um relacionamento com uma vida sexual ativa e gratificante, carinho, reciprocidade e cuidado mútuo, ou seja, um eterno namoro, me diga onde mora o “príncipe” porque eu duvido que isso existe “até que a morte separe”.
    Não existe! A vinda dos filhos já modifica e muito a dinâmica do casal, a rotina, a convivência, o envelhecimento e seus achaques, as doenças, as dificuldades financeiras…etc, tudo isso leva a olhar com olhos diferentes para a grama do vizinho.
    Mas nós Católicos fomos chamados a um tipo diferente de vocação. Algo mais alto e sublime que só é possível com a graça de Deus. Ser um Católico coluna do meio, nem pro lado de lá, nem pro lado de cá é que é o problema. Temos que ser extremistas sim quando se trata da Verdade revelada por Cristo. Se Ele disse que aquele que se separa do seu cônjuge e se une com outro comete adultério, não há onde aplicar “achologia” nas palavras de Jesus.
    Lembre-se que eram os fariseus que insistiam em buscar justificativas para o divórcio, enquanto Jesus foi taxativo nessa matéria. Chegou a escandalizar os discípulos que disseram:
    _ Se é assim, então é melhor nem se casar!

  19. Eu concordo com voce, Gercione, nessa questão de casamento feliz/infeliz.
    Quando falei em suportar casamento infeliz, estava dizendo que, assim como nos casamentos cristãos autênticos em que muitas vezes uma das partes suporta condições difíceis e não se separa para não causar dano a vida dos filhos, nos casais em segunda união, isso também pode acontecer. Nem sempre a pessoa continua porque está gostando, porque está confortável, mas por amor aos filhos. Claro que no primeiro caso além dos filhos há o sacramento do matrimônio como motivo importante para manter o casamento. No segundo caso não. Mas daí a se achar que toda segunda união é mantida por interesses egoísticos, aí discordo. Pode haver muito altruísmo também. E inumeráveis circunstâncias.
    E torno a repetir: não estou questionando a situação de adultério do segundo casamento. Questiono a classificação de todo adultério como pecado mortal.
    Mas não vou me estender mais. É um assunto difícil. Mas o mais difícil é saber que nem todos que estão buscando resolver as coisas estão realmente procurando ser fiéis a Deus e cumprir sua vontade. Sabemos bem que existem intenções obscuras e por conta disso acabamos nos tornando por demais inflexíveis talvez. Sei que não concorda, mas…

    • Não é difícil, querida é extremamente fácil a compreensão: Adultério = Pecado Mortal. Todos!!! Simples, assim. Seja o teu sim, sim. Quente ou frio, se fordes mornos…

  20. Teresa,

    Perdoe-me, mas adultério é adultério, pecado mortal e ponto final. Não dá pra relativizar neste assunto. lei de Deus pra ser seguida só isso.