CF 2016: Campanha do esgoto.

Conic apresenta texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016

Por Arquidiocese do Rio de Janeiro – O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016, que será realizada em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o objetivo de debater com a sociedade questões do saneamento básico a fim de garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.

O tema escolhido para a reflexão é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24). A proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, “Laudato Si”.

“Nesse tema e lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogos que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia”, explica a coordenação geral, representada pelo bispo da Igreja Anglicana e presidente do Conic, dom Flávio Irala, e a secretária-geral, pastora Romi Márcia Bencke.

Ainda, na apresentação do texto-base, a organização diz que a reflexão da CEF 2016 será “a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país”.

O texto-base está organizado em cinco partes, a partir do método ver, julgar e agir. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2016.

Campanha cruza fronteiras

Uma das novidades da Campanha é a parceria com a Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.

Desde 1958, a Misereor contribui para fortalecer a voz dos povos do Sul, que lutam e buscam caminhos que possam conduzir ao bem-viver dos homens e mulheres. A CFE está em sintonia, também, com o Conselho Mundial das Igrejas e com o papa Francisco.

Integram a Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil, Diretoria do Conic, Misereor.

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17 Comentários to “CF 2016: Campanha do esgoto.”

  1. Já to imaginando na cerimônia de adoração da santa cruz na sexta feira santa o padre falando sobre esgoto…
    Do esgoto dos pecados do mundo não querem saber!

  2. A ignorância e principalmente o pecado impedem que a alma atinja a beleza, assim surge o gosto pelo feio, o desagradável.
    Entretanto, algumas músicas parecem mesmo descer no fundo de nossas almas, e nossos corações vão realmente ao alto.
    O que é ruim passa, acaba. O que é bom fica.
    Boa semana a todos!

  3. Mas é tudo tão pomposo!A burocracia da CNB do B vibra com tudo isso.Para os incautos,parece que essas campanhas fazem uma enorme diferença nos destinos da pátria.

    Mas sabemos que essa imensa verborragia e perda de tempo sempre dá em nada.

    Ou melhor,acaba que nossa pátria se torna cada vez mais protestante.Um paraíso para as seitas.

  4. Lixo!
    Embora em consonância com a Igreja católica bergogliana, esse tema do esgoto ilustra como passarela o caminho, advertindo aos mais atentos, onde isso terminará.

  5. Por que não pensei nisto antes? Depois da música, entra o pessoal da pastoral da dança, segurando um cartaz “Sabesp (Saneamento Básico de SP) trabalhando pra voce.” Cobrando por inserção,logico.

  6. O certo é que a CNBB só se vale de grupos heréticos e separados da Igreja num quase sincretismo, a saberem:
    Outro dia assistia a um video de bispos que seriam esquerdistas, como D Jose M Pires, D Waldir Calheiros, D Antonio Fragoso, D Hélder etc. signatarios do tal “PACTO DAS CATACUMBAS”, e nos 14,34′ versaram unicamente nos “pobres”, bem à la TL-CNBB-CF, num tal de “pobres prá lá, pobres prá cá” – os mais humildes continuando a serem usados como massa-de-manobra para se atingirem objetivos nada cristãos – pois os que apregoam essas causas de forma humanista sem colocar a Jesus como centro principal, ou são socialistas ou aliados deles, uns antropocentristas!
    Os prelados acima e mais anteriormente atacavam ferozmente o Regime Militar do qual o povo humilde de fato tem saudades, agora sofrido como nunca, recordando como viviam bem melhor antes, enquanto no presente estão subjugados, e aqueles agora apoiando os que estão no poder, os comunistas, especialistas em fabricarem miseráveis!
    Ajuntando ao acima com os quais a CNBB se associa, a Aliança de Batistas do Brasil, a ABB, até entre os protestantes é tida como das mais radicais esquerdistas agremiações!
    A “VISÃO MUNDIAL” no presente teria em sua direção um famoso esquerdista…
    Enquanto isso, na Igreja Anglicana, arcebispo anglicano Desmond Tutu ameaçou ir para o inferno se Deus não parar de condenar o homossexualismo…
    Note-se que a Igreja Anglicana possui, há anos, um bispo homossexual que é conselheiro oficial do presidente Barack Obama, não sendo a única grande denominação protestante a abraçar o homossexualismo de forma ostensiva!
    Pelas anteriores CFs da CNBB, parece-me que doravante serão direcionadas ao “Pluralismo, à Diversidade, ao Multiculturalismo, à Mãe Terra, Gaia” etc. – que, assim como os partidos-melancias, ditos “verdes”, os da “sustentabilidade”, que são os novos disfarces do comunismo ateu, e ajuntando os cacos de cada um, redundarão na possível religião globalista!
    Assim, a CNBB ajuntando-se ao sincretismo acima, gerariam doravante CEFs humanistas em que o transcendente do Evangelho como arauto foi excluído e, faltaria apenas o logotipo ser mudado para o martelo e foice!

  7. O pior é ver um alto prelado da Igreja pedir diálogo com o ISIS.

  8. Sobre a Campanha da Mediocridade Ecumênica 2016, algumas dúvidas:

    Qual o relação do esgoto com a salvação das almas? Durante a campanha os desinfetantes serão usados como água benta ao som de “Asperges me”? Água sanitária pode ser usada em rituais de exorcismo? Os batismos realizados nesse período serão com creolina em vez de água? Vasos sanitários serão objeto de adoração?

    A Coleta Nacional feita todo Domingo de Ramos será incluída na conta da cia. de água e esgoto do mês subsequente?

    Os ratos vão para o céu? (Me refiro ao roedores, não aos ratos do concílio e do sínodo).

    Perdi uma aposta. Pensei que o tema para 2016 seria “Fraternidade e Olimpíadas” ou “Fraternidade e Estado Islâmico”.

    • vergonhoso….e onde está a verdadeira fé católica de sempre… serão anos de dificuldade meus amigos…mas logo os Corações de Jesus e Maria Triunfarão sobre a Terra !!!

  9. Escrevi este texto em 02.05.2010 a Dom Ercílio Turco então bispo da Diocese de Osasco sp, a Dom Farez Makaaroun Arcebispo Greco Melquita de São Paulo e Todo Brasil, Dom Daldir Wartan Boghossian Exarca Armenio Apostólico para América Latina e Dom Edgar Madi Arcebispo maronita de São Paulo e todos Brasil. O que cobrar dos católicos se seus bispo não dão exemplo. e mais uma vez Uma Campanha da Fraternidade Ecumênica enquanto isso os católicos vão beber nas seitas e heresias que se espalanham aos miulhares.

    Reverendíssimo Padre Romildo, que a Sagrada Paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Criso esteja no seu coração de sacerdote. Se quereis progredir no amor de Deus, meditai todos os dias a Paixao Senhor. Nada contribui tanto para a santidade das pessoas como a Paixao do Senhor. (São Boaventura)

    Gostaria de dizer que estou muito grato pelo retorno. Sinceramente não esperava que o senhor retornasse. Reverendísismo padre antes de conversarmos gostarai de saber se a Santa Missa celebrada à rua Alice Manholer Piteri nº 274 (próximo à rua Salem Bechara) é de conhecimento da diocese e também se a mesma é válida. Reverendísimo padre gostaria hoje de refletir um pouco sobre a Campanha da Fraternidade. Manifesto minha tristeza com relação à Campanha da Fraternidade que ao invés de escolher temas espirituais, escolhe somente temas ligados à coisas materiais. O Diretório de liturgia de 2007, página 63 diz: A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove, todos os anos, durante a Quaresma e a Semana Santa, a Campanha da Fraternidade, cuja principal finalidade é promover a evangelização entre os fiéis.

    No ano de 2004, o tema da Campanha da Fraternidade foi: A Fraternidade e a água. O lema foi Água fonte de Vida.

    No ano de 2005, o tema da Campanha da Fraternidade foi: Slidariedade e Paz. O lema foi – Felizes os que promovem a paz.

    No ano de 2006, o tema da Campanha da Fraternidade foi: A Fraternidade e as pessoas com deficiência. O lema foi – levanta-te, vem para o meio.

    no ano de 2007, o tema da Campanha da Fraternidade foi: Fraternidade e Amazônia. o lema foi – Vida e missão neste chão.

    No ano de 2008, o lema da Campanha da Fraternidade foi: Fraternidade e defesa da vida. O lema foi – escolhe, pois, a vida.

    No ano de 2009, o lema da Campanha da Fraternidade foi: Fraternidade e Segurança Pública. O lema foi – A paz é fruto da justiça.

    Neste ano de 2010, o lema da Campanha da Fraternidade é Economia e vida (ecumênia). O lema é: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. (A Igreja não consegue revolver seus problemas de relacionamentos internos e vai prmover o ecumenismo).

    Em 2011, o lema será Fraternidade e a Vida no Planeta, com o lema a criação geme em dores de parto.

    Reverendíssmo padre, o senhor chama isso de evangelização? Falar sobre água, chão e outros temas vazios ajudará os católicos frios e acomodados a se converterem? Ajudará também aqueles que ainda vão à Igreja a perseverarem no caminho de santidade? Claro que não! Somente Jesus Crsito: Caminho, verdade e vida é que poder transformar as trevas em luz. Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus não forem anunciados (Papa Paulo VI, Exortação Apostólica – Evangelii Nuntiandi). Baseando no que escreveu Sua Santidade de saudavel memória escreveu, o que a CNBB faz na Quaresma nada tem a ver com a evangelização proposta pela Santa Igreja. A CNBB está preocupada somente com aquilo que é terreno e passageiro. Os senhores bispos e sacerdotes que estão á frente de tão prejudicial campanha, deveriam obedecer o verdadeiro sentido da evangelização, como escreveu o Papa Paulo VI. Não é dever dos bispos e sacerdotes cuidar de terra, água, segurança pública e coisas do gênero e sim da pregação do evangelho ajudando os católicos a conhecerem o caminho do céu…A Igreja nasceu para tornar todos os homens participantes da redenção salvadora e, por eles, ordenar efetivamente a Jesus Cristo o universo inteiro, dialtando pelo mundo o seu reino para glória de Deus Pai. .. Aos apóstolos e seus sucessores, confiou Jesus Cristo a missão de ensinar, santificar e governar em eu nomee com eu Poder (Apostolicam actuositatem nº 2). Está claro que os Temas escolhidos para tais Campanhas da Fraternidade deturpam claramente o sentido da Quaresma e Semana Santa para:

    Lembrar os católicos de que os esmos possuem uma alma imortal para salvar.

    Aconselhar os católicos a meditarem piedaosamenbte a Sagrada paixao de Nosso Senhor, não aquela editada pela CNBB, cheia de política e vazia de conteúdo.

    Incentivar os católicos a se aproxiamarem com fé e frequêncoa do Sacramento da Reconciliação.

    Lembrar os católicos que é preciso fazer penitência para conquistar a vida eterna.

    A conselhar os católicos a rezarem com fé, devoção e respeito, lebrando-lhes que sem oração todos irão para o inferno? Quem reza se salva, quem não reza se condena (Santo Afonso Maria de Ligório – Doutor da Igreja).

    Enfim, aos invés do senhores bispos e padres usarem tantos temas vazios e terrenos, por que não usam temas convidando os católicos à santidade, a amrem a Dues, a deixarem a imoralidade, a desapegarem das coisas terremas, a estudarem a Sã doutrina católica.

    Igreja deve cuidar das coisas de Deus…deixem a água, a terra, a segurança para outras autoridades…pois a Igreja não está fazendo o que deveria.

    Reverendíssimo padre, por favor perdoe-me mas a situação é esta…

    Estarei orando pelo senhor e seu ministério sacerdotal, assim como peço também suas orações.

    Padre Romildo, há algun anos atrás tentei falar com o Monsenhor Claudemir para ver haveria possibilidade de celebrar a Divina Liturgia de São João Crisótomo (Rito Bizantino) na Catedral de Osasco…mas não consegui…sou católico de rito oriental bizantino. o senhor acha que haveria a possibilidade?

    Domingo, 2 de maio de 2010 Ano da Graça do Senhor Jesus Cristo

    Festa da Trasladação das relíquias de Santo Atanásio, o Grande, Patriarca de Alexandria (c. † 373)

    Aguardo retorno

  10. Campanha blasfema junto com hereges.
    Literalmente vão falar da privada (vaso sanitário para os sensiveis) na semana santa!

  11. Artigo de Percival Puggina a respeito da Campanha da Fraternidade

    CARTA À CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ Percival Puggina
    Senhores,

    Na condição de fiel leigo, atuante em movimentos da nossa Igreja Católica, levo a essa nobre Congregação a minha inconformidade perante o que vem acontecendo na Conferência dos Bispos do Brasil. Os fatos não são estranhos ao conhecimento de Sua Santidade, o Papa Bento XVI. Falando aos bispos brasileiros do Sul III e IV, em visita ad limina, no dia 5 de Dezembro do ano passado, ele usou palavras muito claras ao adverti-los contra “os princípios enganadores da Teologia da Libertação” e para “o perigo que comporta a assunção acrítica, feita por alguns teólogos, de teses e metodologias provenientes do marxismo, cujas sequelas mais ou menos visíveis, feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa e anarquia fazem-se sentir ainda, criando, nas vossas comunidades diocesanas, grande sofrimento e grave perda de forças vivas”.

    Pois bem, nestes dias quaresmais, está em curso uma nova Campanha da Fraternidade, desta feita ecumênica, sob cujas sombras brilham citações evangélicas e sob cujas luzes se insinuam leituras marxistas da realidade social brasileira, afinadas com aquela reprovada subteologia.

    Soma-se a tais distorções, na Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, um profundo desconhecimento das autonomias inerentes a duas esferas da atividade humana – a da economia e a da política. Assumindo critérios de interpretação próprios do marxismo, ela busca atribuir à economia de mercado tarefas que são próprias da política – esta sim, responsável pelos principais fatores que dão causa à miséria e às profundas desigualdades sociais do nosso país: analfabetismo, baixo nível intelectual, péssimo sistema educacional, deficiências culturais, má distribuição de renda, políticas monetárias, desníveis salariais do setor público, apropriação de 40% do PIB nacional pelo Estado, corrupção, descontrole do gasto público, bem como mordomias, luxos e prodigalidades custeados com recursos dos contribuintes. Não, não é a economia de mercado que dá causa aos problemas sociais brasileiros. É da má política e da inadequação de nossas instituições que tais males derivam.

    Muito conviria a essa Congregação conhecer o desconforto e a rejeição suscitada pela atual Campanha, que, de modo solerte, confunde idolatria com economia de mercado e recua em relação à Doutrina Social da Igreja quando propõe vagos modelos “alternativos” de organização da atividade econômica “que privilegiem a solidariedade e a partilha”, sem nada explicitar concretamente ou apontando para instrumentos consagrados há mais de um século (como o cooperativismo em harmonia com a economia de mercado) ou, ainda, para o retorno às fracassadas experiências do socialismo. E, por outro viés, silencia sobre a firme orientação que o Santo Padre João Paulo II explicitou com tanta clareza nos nºs 41 e 42 da Centesimus Annus.

    É preciso atentar para a gravidade da situação. A totalidade da opinião pública e da imprensa brasileira confunde a CNBB com “a” Igreja. Quando alguém se manifesta nessa organização, seja o presidente, seja um assessor, as manchetes falam em manifestação “da” Igreja. A Campanha da Fraternidade é “da” Igreja. Seus temas e seus lemas também são vistos assim. Jamais, alguém da estrutura da organização faz a necessária distinção e esclarecimento, estimulando uma fusão e uma confusão que, ao que se infere, bem lhes convém.

    Não bastasse furtar a riqueza espiritual da Quaresma para fazer dela um tempo de polêmica e radicalização política e ideológica, envolvendo o ano litúrgico em questões temporais e políticas desviadas da sã doutrina e da orientação pontifícia, a CNBB acaba de providenciar aos leigos brasileiros uma nova surpresa.

    Periodicamente, a assessoria da instituição (o mesmo grupo de assessores que fornece a carne, os ossos, as cartilagens e o animus de seus documentos oficiais) emite “Análises de conjuntura”. São textos que, se despidos dos eventuais recursos ao léxico religioso, poderiam constituir editoriais do Granma. Vêm, é verdade, com a observação de que não constituem “opinião oficial da entidade”. Mas são acolhidas no site da CNBB, redigidas no seu estilo e pisam nas mesmas areias movediças por onde andam muitos de seus textos oficiais e oficiosos.

    Agora, em plena efervescência das contestações à CFE de 2010, a mais recente “Análise de conjuntura” sugere, claramente, a continuidade do governo Lula, através da pessoa indicada por ele para o suceder, posto que a eleição do oposicionista José Serra representaria “o retorno da política neoliberal anteriormente efetivada por Fernando Henrique Cardoso, dialogando com os interesses do empresariado nacional e do capital internacional”.

    O assunto trouxe a CNBB novamente ao noticiário, com ela arrastando “a” Igreja Católica para o torvelinho do debate político e para as matérias de opinião. Esse não é o campo próprio da Igreja. Mas, repita-se, o ingresso da CNBB e de suas pastorais nesse jogo, com tal fardamento ideológico, não é novidade na cena brasileira. A CNBB e a maior parte de suas pastorais, seus documentos oficiais e não oficiais, sempre serviram às partidas disputadas pelo Partido dos Trabalhadores e pelas organizações da sociedade por ele lideradas. Mudam a música, mas não a letra. A identificação é tanta que a imprensa brasileira surpreendeu-se quando a CNBB veio a público reprovar certos preceitos do decreto presidencial que instituiu o Plano Nacional de Direitos Humanos, nos últimos dias do ano passado. A coisa soou como arrufos entre parceiros.

    É uma pena. E penso que esteja a demandar uma atitude da Santa Sé para coibir abusos e desvios que tumultuam a vida da Igreja em nosso país, espalhando entre os fiéis a rebelião, a divisão, o dissenso, a ofensa e anarquia tão precisamente apontadas por nosso querido pontífice Bento XVI. Os problemas criados “na” e “pela” CNBB só se resolverão com uma total remodelação das estruturas de sua burocracia funcional e com a substituição dos atuais assessores. Eles evidenciam ter com seus vínculos ideológicos um compromisso muito superior do que com as angústias pastorais das dioceses. E arrastam a imagem da Igreja por esses descaminhos.

    Em união de fé e amor ao Cristo Redentor.

    Percival Puggina
    Arquiteto, empresário e escritor em Porto Alegre, Brasil.
    E-mail: puggina@puggina.org

  12. Caro Roberto Santana, obrigado, de coração, por mostrar a todos que o que é verdadeiro, o que é BELO, jamais passará…

    Depois de ler um pedacinho, porque tudo agente vomita até o estômago junto, o lixo putrefato e a “música” da abjeta CF 2016, vejo o seu comentário citando uma antífona belíssima da Santíssima Virgem, magistralmente cantada pela soprano, coral e orquestra, mostrando-nos que essa lepra diabólica, ecumênica, panteísta, sincretista, que grassa na Igreja do Brasil, nunca foi nem nunca fará parte da SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, apesar de nela estar colada há anos sugando-lhe a seiva, como um parasita; ainda que tenha recebido um novo impulso a partir do fatídico ano de 2013, as palavras da Santíssima Virgem nos consolam: POR FIM MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ!!!!

    O sanctíssima, o piissima, dulcis Virgo Maria!
    Mater amata, intemerata, ora, ora pro nobis.
    Tu solatium et refugium, Virgo Mater Maria!
    Quidquid optamus per te speramus: ora, ora pro nobis.
    Tua gaudia et suspiria juvent nos, o Maria!
    In te speramus, ad te clamamus: ora, ora pro nobis.

    Ó santíssima, Ó piíssima, Doce, sempre Virgem Maria!
    Mãe amada, intemerata (pura): ora, ora, por nós!
    À vossa guarda e à vossa proteção, recorremo-nos, ó Maria!
    Em vós esperamos, a vós clamamos: ora, ora, por nós!

  13. Anos atrás parei de contribuir nas Campanhas da Fraternidade da CNBB após apresentado um quadro que ela estaria é ajudando certos grupos meio estranhos, tipo movimentos sociais, que promovem reuniões do tipo da PJ da Juventude, de Manaus, mas o assunto acabaria mais sendo de materialismo, o que não é de estranhar.
    Então, promover espiritualidade, conversão, retiro interior para cada um se conhecer melhor e mudar de vida e semelhantes, pouco ou quase nada disso, seriam mais superficialismos, assuntos de ideologias e organizações de encontros de modelos socialistas.
    Dessa forma, quando chegar o Domingo de Ramos que fazem coleta para evangelização da CNBB, seria bom conferir nessa direção se estaria sendo é desviado para “evangelização”, em que veneram santos do tipo Che Guevara e outros projetos dos vermelhos, como vimos nas fotos da PJ de Manaus,até com bispos, e nesse caso além de perdermos o dinheiro, estaríamos aplicando ele indevidamente, dupla perda e ajudando no erro.
    Confiram no frei Rojão: “Próximo Domingo: cuidado com o que v doa como Gesto Concreto da Campanha da Fraternidade”.

  14. O eleito da CELAM – o senhor-do-fim-do-mundo – para a Santa Sé faz a pauta daquela. Mantem intransigente a sequencia da programação das conferencias episcopais. Já não é mais a Igreja de Cristo que governa, mas as criadas do mundo – as conferencias episcopais. Foram fundadas com CNPJ. São associações civis. Fundadas por homens. Com intuitos humanos. Com poder de agir no âmbito temporal, também atuam, por ordem de Bergoglio – ou o contrário, ele que as obedece. No religioso, deturpam a sã doutrina por ações meramente humanitárias. De ordem material.

    Pretendem, com isso, ensinar nos dois campos: temporal e sobrenatural. No campo temporal, perdem a amizade de Deus ensinando ciências humanas, político-social, contra a Moral Católica. Confundem socialismo com justiça. Por culpa, claro, donde foram instruídos em politicas e sociologia para errarem? Seja por imperícia, imprudência, negligencia. Pior! Na verdade se instruíram bem em marxismo para ensinar, por meio da Igreja, como doutrina social. Não podem tais homens ensinar alguma coisa no campo natural. Tampouco em religião. São, na maioria, gnósticos. Talvez ateus disfarçados.

    Bergoglio só reconhece o inferno e a ação do demonio quando é contrariado. Se alguma Ordem Religiosa está caminhando segundo regras ortodoxas, ele se irrita. Manda uma visita apostólica. Se algum bispo ou cardeal defende a doutrina perene da Igreja, ele os chama de corações duros. São fariseus. É o clero doente.

    No número 84 do texto final do sínodo dos bispos aboliu o pecado mortal. E, segundo, “Dom” Odilo, no programa dominical da Rede Vida, Bergoglio vai dar vida ativa na Igreja para as pessoas em pecado de adultério. Será mesmo que há pecado mortal? Não pergunto daqueles que contrariam os desejos de Bergoglio.

  15. 11- Da Penitência e do Corpo de Cristo

    Demos a palavra a São Francisco de Assis:

    ” Mas todos aqueles que não vivem em espírito de penitência, nem recebem o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que praticam vícios e cometem pecados, e que vivem segundo suas más concupiscências e desejos perversos, e que não cumprem o que prometeram e com o seu corpo servem ao mundo, porque se deixaram ludibriar por suas concupiscências carnais, pelos cuidados e solicitudes deste mundo, pelo demônio, cujos filhos são e cujas obras praticam: cegos são eles, porque não são capazes de enxergar a verdadeira luz, Nosso Senhor Jesus Cristo. A sabedoria espiritual não na possuem porque não trazem dentro de si o Filho de Deus, que é a verdadeira sabedoria do Pai. E é deles que se diz: “Sua sabedoria foi devorada” (Sl 106, 27). Só enxergam, conhecem, sabem e praticam o mal e perdem deliberadamente suas almas.
    Reparai, ó cegos, iludidos por nossos inimigos, isto é, pela carne, pelo mundo e pelo demônio – que é agradável ao corpo praticar o pecado, e amargo servir a Deus, porque todos os vícios e pecados procedem do coração do homem, como diz o Evangelho (Mt 15, 19). E nada tendes de bom, nem neste mundo nem no futuro. Julgais gozar por longo tempo as vaidades deste mundo, mas estais logrados, porque virá o dia e a hora na qual não pensais, e que de todo desconheces.

    12. Do Enfermo que não Gosta de Fazer Penitência

    Adoece o corpo, a morte avança, chegam os parentes e amigos e dizem: “Põe tuas coisas em ordem”. Vede como sua mulher, seus filhos, os parentes, os amigos andam fingindo que choram. Levantando os olhos e vendo-os chorar, ele move-se de falsa compaixão, reflete no seu íntimo e diz: “Vede, minha alma e meu corpo e tudo oque é meu deposito nas vossas mãos”. É verdadeiramente maldito tal homem que deposita e entrega em mãos assim sua alma e seu corpo e tudo o que possui. Daí falar o Senhor pelo Profeta: “Maldito o homem que confia noutro homem” (Jer 17, 5).

    E logo mandam vir o padre. O padre diz-lhe: “Você quer fazer penitência por seus pecados?” Responde: “Quero”. “Você está disposto, na medida do possível, a pagar, com seus bens, as dívidas que tem e reparar os logros e enganos que cometeu contra outros?” Retruca ele: “Não”. Diz o padre: “Por que não?” E ele responde: “Porque entreguei tudo às mãos dos parentes e amigos”. E começa a perder a fala e assim morre o infeliz.

    Saibam todos: Onde e como quer que um homem venha a morrer em pecado mortal sem a devida reparação – e ele pôde fazer penitência mas a não fez – o diabo lhe arranca a alma do corpo sob tal angústia e medo que ninguém é capaz de conhecer senão quem no experimenta em sua própria pele. E todos os talentos e poderes e ciências e sabedorias que “julgava possuir ser-lhes-ão tirados” (Lc 8, 18). E tem de deixar os seus bens para os parentes e amigos e estes se apoderam deles e os distribuem entre si, e dirão mais tarde: “Maldita seja a sua alma, porque ele poderia ter dado e ganho para nós muito mais e não o fez”. O corpo comem-no os vermes. E assim ele perde a alma e o corpo neste mundo passageiro, e irá para o inferno, onde será atormentado para sempre.

    Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém, A vós [todos quantos receberdes esta carta] rogo e conjuro eu, Frei Francisco, vosso mínimo servo, pelo amor que é Deus (1 Jo 4, 16), e desejando beijar-vos os pés, que recebais estas e outras palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo com humildade e amor e as pratiqueis de boa vontade e com perfeição. [ E os que não souberem ler, façam-nas ler seguidamente por outros e guardem-nas na memória por santa operação até o fim, pois “elas são espírito e vida” (Jo 6, 63). E os que o não fizerem, terão de um dia justificar-se diante do tribunal de Cristo] (*). E todos aqueles homens e mulheres que as receberem de boa mente e as entenderem e mandarem uma cópia a outros -, se perseverarem até o fim (Mt 10, 22), que os abençoe o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém.

    (*) Os trechos entre colchetes não constam no manuscrito mais antigo que é o Codex 338 da Biblioteca da cidade de Assis.