Foto da semana.

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São Paulo, Capela São Pio X, 22 de novembro de 2015: Sua Excelência Reverendíssima Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, celebra Missa e administra crisma a fiéis do Priorado Padre Anchieta. Em passagem por alguns dias no Brasil, o bispo visitou fiéis (Ribeirão Preto, Varre Sai, etc) e acompanhou o desenvolvimento do apostolado da Fraternidade pelo país.

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37 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Vistou Niterói (RJ), Passos (MG), Caçapava (SP).

  2. Infelizmente o apostolado da FSSPX na maior nação católica do mundo é fraquíssimo.

    • Coisa de se pensar…

    • Talvez seja porque a “maior nação católica do mundo” não é mais católica do mundo, e sim a maior nação de católicos mornos que se recusam a conhecer a verdadeira Fé por causa de uma falsa obediência.

  3. O Padre à esquerda de D. Fellay é o superior da FSSPX na América Latina, Padre Mario.

  4. Foi tudo escondido, entre eles. Nem fiquei sabendo!

    • É, a correspondência assinada por D. Fellay dirigida a você deve ter se extraviado de novo… que pena. De todo modo, os bispos e padres da FSSPX que visitam o Brasil vêm pelos seus fiéis, que sabiam disso tudo o tempo todo. Bastava ouvir os avisos antes do sermão ou ver os painéis na entrada das capelas e priorados…

    • O evento foi anunciado na internet só acessar a programação do priorado.

  5. Será que nós, tradicionalistas dos mais diversos grupos (IBP, Monfort, IPCO, FSSPX, AASJMV, etc.) não poderíamos ter aproveitado essa visita de Dom Fellay para sentar, conversar, trocar ideias? Por que nunca nos unimos? Por que nunca fizemos um congresso ou uma romaria a Aparecida de todos nós? Será que nossas diferenças são tão grandes que torna isso inviável? Coisas para se pensar…

    • Sim, torna.

    • Juntar Montfort, IBP, TFP, FSSPX e Administração Apostólica para “conversar, trocar ideias”?

      Tá maluco?
      Seria guerra, meu amigo. Guerra! Inimigos mortais só se unem sob duas circunstâncias: Guerra ou falsidade. Nem para lutar contra um inimigo comum são capazes de se unir, vide a ridícula atuação da Montfort durante o Sínodo. E a Administração está apenas “continuando” a tradição. Já parou de defendê-la há muito tempo.

    • Quer juntar Montfort, TFP, FSSPX e Administração Apostólica?

      Tá doido?!
      Tá falando sério?!
      Quer ver sangue jorrar?!
      Esses grupos já demonstraram que o único contato entre si é a briga e o ataque, ou a falsidade. Nem contra um inimigo comum se unem, vide a atuação ridícula da Montfort durante o Sínodo, o silêncio da AASJMV, o IBP que agora fala mal da TFP até dentro de sermão da Missa e a TFP que continua publicando livros exaltando o Dominus Plinius…

      Tirando a FSSPX, que faz sentido estar “separada”, o melhor a se fazer é não se associar a nenhum desses grupos, manter relações amistosas com todos, mas defender a Tradição sem cair nessas “briguinhas de comadres”. Quanto tempo útil se perde nisso!

  6. N. Oliver, concordo totalmente que se perde muito tempo útil com essas brigas à toa. Sou da mesma opinião. Por isso que proponho: por que não superar as diferenças ao menos para dialogar? É o que penso…

  7. “Se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
    deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” (Mt 5,23-24)

  8. Que felicidade ter uma filha crismada por Dom Fellay!

    Deo gratias!

    Att.,
    Vitor Martins

  9. Eu acho que entre os ditos tradicionalistas não existe um problema de desacordo doutrinal, no final, quase todos defendem qual é a causa da atual crise na Igreja: o modernismo, que penetrou a teologia católica até chegar no topo da hierarquia clerical, culminando no Concílio Vaticano II e em todas as mudanças pós-conciliares.
    Ocorre que esses diversos grupos desacordam quantos alguns meios necessários para combater o modernismo na Igreja. Agora, os fiéis de boa-fé, que desejam ver o fim de tamanho tormento, ficam no meio desse fogo cruzado. Infelizmente,em nossa época, faltam verdadeiros líderes (bispos), figuras grandes que falem a verdade e exortem o Papa a reconhecer a crise, suas causas e os meios aptos a reverter o processo de autodemolição.

  10. Onde houver o ser humano, sempre haverá algo toldado pelo pecado. Por este motivo, nós não podemos olhar as associações, grupos de católicos, pessoas ligadas a Tradição, como modelos perfeitos para seguirmos. Quando defendemos a Tradição. É a doutrina infalível da Santa Igreja que está em jogo. Ela sim! Que é infalível. Qual a causa de defendermos com tanta garra a Fraternidade São Pio X? Devido ser praticamente a única, que conserva íntegra a doutrina de Santa Igreja. Esta é a razão do nosso dever de defender, zelar, acompanhar as centenas de padres que vivem à doutrina de vinte séculos de cristianismo. A Fraternidade São Pio X, só tem valor; devido a sua fidelidade à Santa Igreja. Nós não podemos seguir nenhum líder. O líder de todo católico, é Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós aprovamos, gostamos, de determinadas pessoas ou grupo. É devido à sua fidelidade ao Nosso Divino Redentor. Tudo que está relacionada à Tradição infalível da Santa Igreja. Devemos apoia-La, gosta-La, Ama-La. Nunca devemos olhar os erros, ou defeitos dos membros de qualquer movimento em favor da Tradição. Quando debruçamos para estudar a história da Igreja. Vemos em todos os séculos, nuvens negras cobrirem os horizontes, de homens eclesiásticos, que não cumpriram os seus deveres de membros da Esposa de Cristo. Lá vemos: Papas, bispos, padres…Os erros dos médicos não ofende a medicina.

  11. Deveríamos aprender um pouco com os “da esquerda”. Eles estão impondo sua agenda por serem muito mais sagazes do que nós. Primeiramente, unem-se, independentemente das diferenças, para atingir um objetivo comum: a tomada do poder. Depois, quando o objetivo foi alcançado, é que começam os expurgos internos.

    Tenho a impressão de que os tradicionalistas fazem o contrário. Primeiro, põem-se em guerra fratricida; depois, quando esta guerra terminar (supondo-se que terminará), é que os poucos sobrevivente lançar-se-ão para atacar o inimigo.

    Humanamente falando, é a coisa mais burra que podemos fazer.

    Então, penso que, sim, o ideal é que todos nós (os avulsos – como eu – a ACM, a AASJMV, a FSSPX, o IBP, o IPCO, etc.) unamos forças para atacar o inimigo comum e resgatar a Igreja. Depois, tiramos nossas diferenças (se é que será necessário). Do contrário, continuaremos a assistir a lenta agonia do Corpo de Cristo, incapazes de sairmos de nós mesmos e de efetivamente lutarmos contra o mal que nos cerca.

    Alexandre.

  12. Alexandre,

    Estaria completamente de acordo com a sua argumentação se se tratasse apenas de uma questão de poder ocupação de espaços. Como se trata da verdadeira fé católica, tenho que discordar.
    Dentre todos esses grupos, entendo que quem realmente guarda a fé católica, sem qualquer concessão, é a FSSPX. A FSSPX não pode corroborar as negociatas que foram feitas pelos demais grupos, às vezes em troca de uma legitimidade que no fundo não tem muito valor…
    A crítica a todos os pontos ruins do concílio e da missa tem que ser mantida na sua integridade. Trata-se da fé católica, o maior tesouro que existe.

    Acredito que sim, todos os tradicionalistas (e até neo-cons) devem se unir quando se trata de defender questões práticas relacionadas a leis e a outros assuntos seculares.

    • Caro Rudolph,

      Acho que você não entendeu o meu ponto. Mas é interessante que o teu artigo exemplifica exatamente o que eu afirmara: primeiro, o expurgo; depois, o combate. E isto simplesmente não funciona.

      Um dos problemas com os tradicionalistas é que sempre partimos do pressuposto de que os que não concordam conosco estão necessariamente de má-fé, não se importando com a doutrina católica e com a verdade (e, de uma certa forma, nem com a Verdade).

      Mas não é assim.

      Vivemos num estado tal de confusão que a imensa maioria de nós está lutando como pode para conservar a fé e para defender a Igreja. Os que não concordam conosco podem simplesmente ainda não ter alcançado nosso discernimento. Esperar que alcancemos todos um denominador comum em determinas questões é ignorar que o inimigo nos ataca em massa e que está destruindo a Igreja justamente porque deixa estas discussões para depois.

      Você, por exemplo, aderiu à Fraternidade. Ótimo! Mas há muitos de nós que têm restrições à ela; uns são tradicionalistas que a Fraternidade chamaria de liberais; outros, que chamariam de liberal a própria Fraternidade.

      São argumentos e mais argumentos de todos os lados. São citações e mais citações do Magistério por todas as facções. São manifestações com base em direito canônico para tudo quanto é gosto. Mas a imensa maioria dos católicos (inclusive dos tradicionalistas) não tem condições intelectuais nem têm formação teológica e canônica para se meter nestas discussões. E, colocando-se nelas, arriscam perder suas almas.

      Então, repito, estas divisões não servem à causa do Evangelho. Melhor seria se tentássemos nos entender sem necessariamente exigirmos uns dos outros adesão incondicional às nossas próprias teses e que pudéssemos que atacar em bloco.

      Esperar que estejamos todos de acordo em tudo senão não participamos dos esforços alheios parece coisa de vizinhos birrentos e mais revela os estragos do pecado original em nós do que as graças que já obtivemos na caminhada que cada um de nós empreendemos.

      Alexandre.

  13. Alexandre, gostaria de parabenizá-lo pelos comentários e dizer que você foi um dos poucos que entendeu em profundidade o que quis dizer. Tomar a iniciativa de dialogar não significa que eu concorde com tudo o que pensa meu interlocutor. O que acho mais triste nos meios tradicionais é essa eterna desconfiança mútua entre os diversos grupos, onde o outro é sempre aquele que “se vendeu” e o meu grupo é aquele que guarda a “verdadeira fé”.
    Prezado Rudolph, penso que a sua posição esteja muito mais próxima com a da triste “Resistência” do que com a da FSSPX, pois Fellay, até onde sei, nunca deixou de enviar emissários para os encontros e reuniões solicitados por Roma, mesmo conservando suas críticas (=diálogo). Ou ainda, quando o Papa Francisco emitiu documento tornando válidas e lícitas as confissões feitas com sacerdotes da Fraternidade, a nota emitida por ela mostrou abertura e humildade, agradecendo o gesto do Papa. Ali não havia nenhuma crítica a pessoa do Pontífice nem menosprezo ao seu gesto.

  14. Senhores, o que eu disse é que em questões práticas eu entendo que pode sim haver união. O problema é que quando há qualquer coisa que contrária algo que é importante para um dos grupos a união se torna impossível. Exemplo: peregrinação Summorum Pontíficum. Também acho que tem que haver diálogo, o que não significa concordância. O diálogo pode dar certo ou não!

    O problema que temos na Igreja toda, não só entre os tradicionalistas é a FALTA ABSOLUTA DE LIDERANÇAS SÉRIAS DENTRO DA HIERARQUIA DA IGREJA. A hierarquia foi feita para manter a Igreja Una. Enquanto ela não for restaurada na fé, nada feito.

    Outra coisa: se há um líder religioso autêntico da tradição, D. Fellay é o seu nome. Basta todo mundo segui-lo.

    Não me parece bom que haja tanta desunião entre os católicos tradicionais, porém não vejo solução para isso justamente pela inexistência de um chefe legalmente constituído. Essa desunião é consequência direta do fato de nós termos sido jogados na sarjeta pelos homens da Igreja.

    Por último, não é porque estou com a FSSPX que eu penso que fora dela não há salvação. Jamais. Eu realmente acredito que as questões teolologicas e argumentos, etc. não são muito relevantes para os pobres fiéis. Fiel tem que receber boa doutrina, bons exemplos e sacramentos bem administrados pelos sacerdotes

    Se D.Fellay não faz concessões em matéria de fé por pedido de Roma, porque o faria em nome de uma união com a Monfort, Ibp, etc?

  15. Senhores, Salve Maria, Vaso Insigne de Devoção.

    Peço que leiam meu chato comentário até o fim. O inicio dele parece não ter nada a ver com o topico mas no fim entenderão o que quero dizer.

    Haverá uma constante discussão entre métodos, estratégias que nada tem a ver com a fé. É nisso que todos da Tradição perdem seu precioso tempo: Tentando provar, através de métodos e estratégias (adesão a eles) como se melhor católico tradicionalista. Como se, ser católico, dependesse de estratégias e métodos (técnica), quando na verdade depende de adesão a uma fé.

    Aderir a uma fé significa REPUGNAR tudo aquilo que vai contra ela, mesmo que isto implique em diminuir, abrandar, frear ou até mesmo cancelar por completo a manutenção de uma estratégia ou método/técnica.

    Eu citei adesão a “uma” fé, abrindo possibilidades de outras existirem. Pois bem, há outras falsas fés, como sabemos. E estas falsas, por assim serem e para que se sustentem, precisarão necessariamente apelar para afirmações opostas em muitas ocasiões. Como afirmações opostas não podem coexistir mesmo para a mais liberal das almas – isto está na forma da alma humana – esta alma terá que então mudar sua ótica, terá que, continuamente, mudar a forma como analisa tais afirmações, para que eles possam conviver sem que seja obrigatório o desprezo de uma delas. ( O desprezo de uma delas não pode ocorrer pois elas todas, unidas, compões a falsa fé).

    A verdadeira Fé, no entanto, é formada por afirmações que, desde sua geração, são todas completamente harmoniosas e jamais conflitantes. Portanto, aquele que adere a esta verdadeira Fé, não precisa mudar sua ótica constantemente pois jamais se verá no conflito de duas afirmações opostas. Já quem muda a Fé constantemente está refém de um “aggiornamento” (já ouviram isto antes?), sem isto a pessoal que afere à falsa Fé não terá sossego em consciência.

    Ora, se temos uma verdadeira Fé que é formada por afirmações harmoniosas, é obvio que esta Fé só pode ser unica, não ha como ter outra Fé como esta pois, se existisse, esta segunda seria, junto com a primeira, a mesma. Já as falsas fés, estas podem ser milhares, pois cada uma se difere da outra em suas óticas, e seus métodos, nas suas formas de harmonizar coisas que são contraditórias. Todas as falsas fés são iguais num ponto: Tentar harmonizar o contraditório, os opostos. Por que são tantas? Porque diferem em sua criatividade…quem poderá harmonizar os opostos da melhor maneira? Da maneira mais inteligente? Da maneira mais “una”? Ora, o que as falsas fés desejam, no fundo, é ter a nota da unica e verdadeira Fé. Nas falsas fés cresce a vaidade nos que aderiram a elas, para ver quem tem a melhor ótica, a melhor estratégia de harmonização. Na verdadeira Fé, esta vaidade não cabe pois, a forma de se conceber as afirmações é apenas uma, pois as afirmações não são opostas.

    Obviamente, para verdadeira Fé eu me refiro à Fé Católica.

    A Fé Católica tem apenas um sentido, e obrigatoriamente REPUGNA tudo aquilo que vai contra ela pois não tolera duas afirmações opostas. Quando se diz:

    “Pelo bem da Fé Católica, vou iniciar uma estratégia de aceitar ou conviver com aquilo que vai contra ela”, está a se dizer uma incongruência, algo que vai contra a propria Fé, algo que não cabe nela. Não pode fazer parte de uma estratégia de proteção à limpeza, permitir a sujeira! Para se proteger a limpeza, faz-se mister não apenas o amor à limpeza, mas também o ódio à sujeira!

    Por isso, quando se quer adotar uma “estratégia” para defesa da Fé Católica, esta estratégia não pode envolver o incentivo, aceite ou compactuação com aquilo que ofende a Fé. Claro que o mal menor pode causar um bem, mas em questão de fé, não somos nós que decidimos, ela é SUPREMA E MAIOR. Qualquer coisa além disso é conciliar duas afirmações opostas. É liberalismo, mesmo que esteja escondido atrás de muita boa vontade e sinceridade. É o “aggiornamento”, termo célebre de Joao XXIII. É o espirito do Concilio querendo unir afirmações opostas. É a letra do concilio querendo agradar a todos.

    Porque disse tudo isso? Pois há muita discussão entre grupos da Tradição, mas cada um vê a crise de um jeito diferente. Até parece que todos veêm a crise da mesma forma e por isso que a necessidade de “dialogos” é vista como importante por leitores deste blog, mas na verdade, a crise é vista de forma diferente, por isso a unidade é pouca. Nem todos os grupos tem os mesmo inimigos, por isso o front é bagunçado e nem sempre formado por todos do mesmo lado. E nunca, nunca a Tradição irá se organizar enquanto o Inimigo não ser o mesmo, enquanto a realidade da crise é vista de forma diferente. Parece ser este um tabu dificil de ser aceito por todos: Nem todos enxergam na crise da Igreja a mesma gravidade. ESTA É A GRANDE DIFERENÇA DOS GRUPOS TRADICIONAIS. E claro, se cada um ve o inimigo de uma forma diferente, por qual razão haveria de ter uma união? Por qual razão haveria de ter um dialogo? Absolutamente nenhuma!

    Mas o IBP pensa igual a FSSPX…a FSSP pensa igual ao IBP…A ACM pensa igual à FSSP…

    Lembram-se da verdadeira Fé que necessariamente repugna o que lhe for oposto?

    A FSSPX não apenas vê como necessária a liberdade de rezar a Missa Antiga, liberdade que ela sempre teve e qualquer um também independente de Motu Proprio.

    A FSSPX não apenas vê como necessária a intransigência com a comunhão na mão.

    A FSSPX não apenas vê como necessária a plena liberdade para não crer em nada do Concilio Vaticano II.

    A FSSPX, como uma pequena promotora da Verdadeira Fé, vê como necessária, e mais, vê-se OBRIGADA a delatar, a publicar, a repugnar aquilo que é contra a verdadeira Fé. Ela se vê obrigada a apontar em alto e claro som o quanto o Vaticano II é ruim. O quanto a Missa Nova é ruim, sendo a missa das falsas fés. A FSSPX se vê obrigada a simplesmente denunciar a todo momento o quanto a Igreja que esta aí, Roma que esta aí, é uma IGreja pervertida pelo liberalismo, pervertida! Promover apenas o que é bom sem denunciar o que é mal é como enxugar gelo. Denunciar a qualquer um que queira ouvir…não baixinho para os grupinhos mais próximos.

    Aí é que está a questão das estratégias. Alguns pensariam: “Puxa, mas a FSSPX com a estrutura que tem, se fizesse logo um acordo com Roma, que bem faria às almas!” Isto seria vender a Fé pela Fé. Não se monta estratégias colocando a Fé em jogo. E aí é que está a questão de se ter os mesmo inimigos. Quem não dá aos liberais de Roma, mesmo que entre eles esteja o Papa, os adjetivos que merecem, o posicionamento que merecem, não percebe os mesmos problemas ou os mesmos inimigos. Não digo aqui que o Papa é inimigo. Digo que o liberalismo do Papa o é. E não é que por ser Papa deixará de ser submetido a uma cirurgia caso tenha uma doença! Há quem pense que Bento XVI era conservador! Era tradicional! O mestre do liberalismo do Vaticano II.

    Quando se tem, portanto, ressalvas humanas, ou quando se adota estratégias humanas para com coisas divinas como a Fé, o resultado só pode ser ruim ou no mínimo, indesejado.

    Em suma, a grande diferença entre FSSPX e outros grupos é que: Ela não tem sua atuação amarrada. Denuncia publicamente, a todo instante, por meio de seus Bispos e padres, o quanto a Missa NOva é ruim, o quanto o Vaticano II é ruim, o quanto a colegialidade é um absurdo, o quando a liberdade religiosa é nociva. Atacam em cheio o coração da Igreja conciliar. Isto é uma questão de orientação da Instituição. Não quer dizer que não haja padres exatamente com este mesmo espirito catolico no IBP por exemplo, e talvez até com mais. O ponto é que nada justifica submeter-se a autoridades corrompidas e liberais por causa de uma “estrategia”. Antes que me interpelem, o Papa Francisco e todos os bispos atuais tem obrigação de submeter às autoridades papais anteriores que formam a Tradição. Cito isto para que fique claro que são eles mesmos que corromperam sua propria autoridade, antes.

    Temos que sempre lembrar que, defender a Fé significa, na maioria das vezes e ainda nesta crise atual, atacar a mentira, atacar aquilo que a ofende. Isto significa uma orientação católica e não-liberal. Ao contrário da promoção de diálogos. Apenas assim é que a divisão deixará de existir. Amigos, para São Tomas de Aquino, são aqueles que amam as mesmas coisas e que odeiam as mesmas coisas. Para que não haja divisão, basta não apenas amar a as mesmas coisas mas também, odiar as mesmas coisas. E amar pressupõe ações tipicas de quem ama. E odiar pressupões ações tipicas de quem odeia. Não há outro caminho, não há curvas tortuosas, o caminho é retissimo.

  16. Caro Rudolph,

    Concordo contigo no que se refere à ausência de lideranças confiáveis dentro da hierarquia católica que possam nos unir. Concordo, igualmente que, na ausência delas, dificilmente nossas diferenças serão tiradas. Mas isto é mais um argumento no sentido daquilo que eu estou falando do que no sentido daquilo que você defende. Pois, se sem esta liderança confiável, estamos fadados a não falarmos a mesma língua em diversas questões, então é absolutamente necessário que, em momentos cruciais, deixemos estas questões de lado e atuemos em conjunto para ganhar espaço dentro da Igreja de forma a permitir o surgimento de uma hierarquia renovada no sentido da Tradição e que venha a resolver estas pendências.

    Você, por exemplo, pensa que D. Fellay é o grande defensor da Tradição nos tempos hodiernos.

    Muito bom.

    Eu seria a última pessoa a te desmentir.

    Mas deixe-me dizer algo que talvez você ainda não saiba: o pessoal da Resistência não concorda contigo! E nem o do IBP!

    À direita e à esquerda da Fraternidade há vozes que dela discordam. E como fazer para convencê-los de teus pontos de vista? Simples: citações e mais citações do Magistério, de canonistas e de teólogos. O problema é que a resposta que viria tanto do IBP quanto da Resistência seria constituída de… citações e mais citações do Magistério, de canonistas e de teólogos.

    E, no meio deste fogo cruzado, o pobre fiel católico não pode senão escandalizar-se de nossas posturas e buscar refúgio justamente com o clero modernista.

    Se nossas pendências são por ora insuperáveis e se o debate que possa convencer pessoas a granel não dispensa altos voos canônicos, magisteriais e teológicos, então o melhor que temos a fazer é concedermo-nos mutuamente o benefício da dúvida e partirmos todos do pressuposto de que o católico tradicionalista que frequenta Missas Tridentinas na capela ao lado está de boa fé lutando para o bem de sua alma e de toda a Igreja.

    Do contrário, ficaremos assim:

    a) Caio, que é da Fraternidade, não frequenta as Missas do IBP por entender que este instituto se vendeu à Roma Modernista;

    b) Tácio, que é da Resistência, não frequenta as capelas da Fraternidade por entender que o simples fato de D. Fellay manter aberto um canal de diálogo com o Vaticano já é uma traição inaceitável à obra de D. Lefebvre;

    c) Fulgêncio, que é sedevacantista, não frequenta nem a Resistência, nem a Fraternidade nem o IBP por achar que, aceitando estes grupos os Papas pós-conciliares como verdadeiros sucessores de S. Pedro, são eles todos uns traidores imorais do verdadeiro catolicismo.

    Se você acha que chegaremos a algum lugar agindo assim, não há muito o que eu possa fazer para te convencer do contrário.

    Não me diga que doutrina é importante.

    Novamente, eu seria a última pessoa a te dizer o contrário.

    Mas serei bem sincero: não acho que as questões sejam realmente doutrinárias. Não vejo quais são as VERDADES DE FÉ defendidas pela Fraternidade e negadas pelo IBP ou mesmo pela AASJMV (se você puder me apontá-las, ficarei imensamente agradecido). O que eu vejo são meras posturas diferentes em meio à crise que nos cerca.

    A Fraternidade, por exemplo, acha que o apostolado da AASJMV, por ser demasiadamente laxista, acaba por aproximar as almas do modernismo, com grande perigo para elas. E esta é uma crítica à qual D. Rifan talvez pudesse dar ouvidos para evitar que males como este aconteçam.

    Por outro lado, pessoas ligadas à AASJMV já me disseram que a obra da Fraternidade, por promover uma desconfiança asfixiante em relação às autoridades da Igreja, acaba por aproximar perigosamente as almas do sedevacantismo.

    E, se você quer saber, esta também é uma crítica à qual D. Fellay deve estar atento (se é que não está).

    Faríamos melhor se tentássemos nos entender uns aos outros, apontando os erros eventualmente existentes nos diversos grupos católicos, tendo a humildade de aceitar as críticas eventualmente cabíveis ao nosso próprio grupo. E, quando há um objetivo comum, estarmos todos juntos para mostrar ao mundo a força da Tradição.

    Cordialmente,

    Alexandre.

    OS. Antes que me acusem, nada tenho contra D. Fellay ou contra a Fraternidade. Até participei de um destes eventos recentes dele e comunguei das mãos deste bom bispo.

    • Aqui na minha cidade, Bom Jesus-RJ, jovens da paróquia da Administração frequentaram na última semana um evento de natureza carismática promovido pela renovação carismática chatólica: “tempo de liberdade”… E qual a postura do nosso administrados apostólico? Silêncio… Jogou seus fiéis no modernismo.

  17. Alexandre,

    Eu acho muito desejável tudo isso que você coloca. Eu não acredito que a divisão entre os tradicionalistas seja boa para nada, no entanto, você fala em “deixar as diferenças de lado”… Quem vai fazer isso e como? Quais diferenças? Sem responder a essas questões, tudo não passa de “wishful thinking”.
    Outra coisa: as autoridades da Igreja CAUSAM várias das divisões que existem entre os tradicionalistas com suas promessas, acordos, etc.

  18. Sr. Ricardo Gomes,

    Estou de acordo com suas colocações.

  19. Caro Rudolph,

    Comece consigo mesmo. Não precisamos esperar que os padres e bispos que levam adiante nossos respectivos grupos se abençoem mutuamente para que, então, e somente então, passemos a nos tratar como irmãos na fé.

    Não há nada de “wishful thinking” nisto. A própria peregrinação “Summorum Pontificum” demonstra que grupos diversos estão tentando se unir para demonstrar ao mundo e à Igreja a força da Tradição.

    Eu mesmo tento viver o que estou pregando. Em geral, frequento as Missas rezadas de acordo com o “Summorum Pontificum” (que, em geral, são as que se celebram em minha diocese). Mas nunca tive problemas em frequentar (e em aconselhar a amigos a frequência a) Missas celebradas pelo IBP ou pela AASJMV. E, conforme já dito, fui à Missa de D. Fellay e chamei alguns amigos para ir sem nenhum problema. Neste último sábado, estive na Missa na Catedral de Santo Amaro e, para ser sincero, não busquei saber as credenciais do padre celebrante. Fui e pronto.

    Come vê, “no wishfull thinking here”.

    Mas, se você esperar que os padres da Fraternidade abençoem que se frequentem Missas do IBP quando eles mesmos não podem rezar para o teu grupo, então talvez você espere demais. E talvez esta espera tua e de boa parte dos católicos defensores da Tradição seja fatal para o triunfo dela em meio a esta crise.

    Alexandre.

    • Mas eu vou nas missas da Administração, IBP, missas em paróquias. Não tenho problema com isso não.
      Só que temos que decidir se estamos discutindo relações entre as instituições ou entre seus fiéis.

  20. Excelentes palavras Alexandre!

  21. Estamos em meio a um desastre, o pior da Historia da IGreja, é o que Nossa Senhora disse em la Salette e em Fatima. É o pior. Temos a promessa de Cristo que a Igreja jamais irá sucumbir, dizer o inverso é gravemente errado. A Igreja triunfará com ou sem diálogo entre os grupos da Tradição. A Tradição não será fatal para o triunfo da Igreja, pois o triunfo da Igreja é o triunfo da Tradição. Quando triunfa a Igreja é porque a Tradição triunfou e vice versa.

    Os problemas entre os grupos tradicionais tem-se mostrado ser, sim, doutrinários, filosóficos e até teológicos, topicos dos quais conheço superficialmente mas algumas noções básicas que me levam a afirmar isto. Realmente há uma diferença de postura e é justamente aí que parecem residir as diferenças mais importantes.

    Há grupos tradicionais que não acreditam necessariamente que a Missa Nova é ruim. Acham que ela é incompleta. Que se arrumar aqui e ali fica “aceitável”. Há grupos que em adição, acham ainda que o Vaticano II foi um Concilio Católico e que, dependendo da interpretação, é possível salvá-lo. Que ele não foi de todo mal. Que há coisas boas. Como se num concilio fosse possivel haver uma só declaração ruim. Há alguns que inclusive acabam defendendo um pouco da liberalização religiosa ensinada pelo Vaticano II. E lentamente estão agindo como liberais, sem perceber. São católicos sim, podem até ter boa doutrina, ter o pensamento correto sobre a crise mas…agem como liberais. Este é um problema grave.

    Os dois sabem que a casa pega fogo. Um corre para fora da forma como está para ver como pode salvar as pessoas que estão no incendio…o outro toma uma atitude um pouco mais lenta, pusilânime, não acredita tanto assim que o fogo queima, as vezes até tomado por uma sensação de heroísmo, suas vestes queimam e ele não vê.

    O Vaticano permitira que se possa chegar, oficialmente, em qualquer paróquia e falar mal da Missa Nova em alto e bom som dizendo: “Esta Missa Nova, que vocês assistem, é má, é ruim, é contra a vontade de Deus!”. Sera que permitira também dizer: “Desculpem, mas apenas a Igreja Catolica salva…ninguem mais.” e ainda “O Vaticano II foi ruim, foi pessimo, foi terrivel, foi o maior desastre da historia da Igreja e não há interpretação para salvá-lo”. Inclusive: “Sua Santidade, o senhor tem se comportado mal, sendo pessimo exemplo para os cristãos e fazendo tudo ao contrario do que pede a fé catolica”. Não, o Vaticano não irá permitir. O Vaticano não poderá dar isto oficialmente a ninguém…pois se desse, ele proprio se derrubaria. Não deu nem mesmo ao IBP, o que muitos ainda acreditam…o que não é verdade e não corresponde aos fatos, tanto que os sacerdotes do IBP estão submetidos a autoridades liberais e modernistas, como salvadores de ovelhas que precisam pedir permissão aos lobos: “Por favor sr Lobo, posso salvar as ovelhinhas?”. Quantos sacerdotes do IBP tem videos na Internet, textos publicados, com palavras duras e verdadeiras contra a Missa Nova, Vaticano II, contra o Papa? Esta é uma pergunta serena e não uma provocação ou desafio. Eles não podem…e os fieis do IBP? Fatalmente precisam manter esta mesma postura, pacifica, estrategica, cuidadosa, tudo pelo preço da “plena comunhão”, e muitos fieis de forma sincera, irão aderir a esta postura assim como muitos padres do IBP, também de forma sincera, irão promover esta postura. E muitos padres do IBP internamente podem interpretar a crise de maneira correta e com clareza, e alias, pessoalmente creio nisso. E estes mesmo padres irão falar de maneira mais firme e dura contra os erros do Vaticano II apenas para aqueles fieis “mais esclarecidos”…e isto é muito perigoso. Obviamente perigoso e contra o espirito catolico.

    Então a resposta é não, o Vaticano não irá permitir nada disso. E a FSSPX não irá, fazer acordos enquanto ela não tiver PLENA LIBERDADE, que é muito mais importante que a “PLENA COMUNHÃO”. Isto falo pelo que conheço e já ouvi dos bispos da FSSPX e de padres de lá. Claro que não repito isso como dogma de fé. Mas vejam, o mais importante não é nem isso, esta postura da FSSPX não é necessariamente uma postura da FSSPX. É uma postura contra os erros, uma postura firme. Pode ser muito bem que a FSSPX e as pessoas humanas dentro dela façam um acordo em que a Tradição seja diminuida. Esta postura não é excelente porque é da FSSPX. Na verdade a FSSPX é excelente porque tem esta postura. Pode muito bem surgir outro grupo de padres que tem uma forma de vida totalmente diferente da disciplina dos padres da FSSPX, que não sejam tão amigáveis uns aos outros, mas que tem a mesma postura católica. Seriam dois grupos no mesmo front. Com a mesma intransigência aos erros, que odeiam as mesmas coisas. Se hoje o IBP tomasse a mesma postura, a de se afastra da “legalidade” que os impede de servir completamente a Tradição, seria injusto dizer “O IBP se une à FSSPX!”. Não…a manchete correta seria “IBP adota postura intransigente aos erros, desvincula-se da redeas dos liberais”….isso nao significa estar do memso lado da FSSPX. A FSSPX é que esta num lado mais coerente, que não é dela, é o lado de posicionamente rigido onde não se negocia a Tradição. Como a Permanencia por exemplo, que não é a FSSPX, que nem faz parte da FSSPX, mas as duas estão no mesmo lado.

    No final, quando a Tradição triunfar, o IBP terá seus frutos se não sucumbir ao liberalismo (e que Deus assim queira), assim como FSSP e etc, assim como a FSSPX que estará então “reintegrada” à legalidade. Então por que toda essa discussão? Por que poderá se perguntar: O quanto se pode fazer estando amarrados e o quanto se pode estando soltos?

    Ao invés de pensarmos “Puxa como a Tradição ficaria mais forte se a FSSPX fosse “legalizada”, por que não pensarmos o inverso, quanto a Tradição ficará mais forte se todos estes grupos estivessem no lado da “postura firme e intransigente”, junto com a FSSPX.?

  22. Caro Alexandre,

    Apesar de termos visões opostas sobre postura nesta crise, permita-me parabenizá-lo sobre a forma como conduz suas palavras: Sem paixão, de maneira aparentemente franca, tomando cuidado com todos os lados.

    Com pessoas como o senhor, o tal debate (melhor que dialogo), ocorreria com alegria e teria tudo para ser frutifero.

    Nossa Senhora lhe guarde.

  23. Um dos problemas da união entre grupos tradicionalistas é que alguns foram formados excessivamente em órbita de lideranças. Isso no caso da TFP (IPCO), sob influência de Plínio Correa de Oliveira, a Montfort, sob influência de Orlando Fedeli, e até a Fraternidade São João Vianei, sob influência de Dom Rifan. Desta forma, esses grupos tornaram-se muito personalistas. Mesmo falecidos Fedeli e o Doutor Plínio, seus grupos continuam girando em torno do líder. Assim, a forma de pensar e agir é a forma de pensar e agir de seus líderes. Como tinham desafetos, seus seguidores continuam a ter os mesmos desafetos, e qualquer crítica aos seus comandantes é uma grande ofensa.

    O verdadeiro grupo católico é aquele que gira em torno do verdadeiro Mestre, porque ele é a verdade, o caminho e a vida. Neste sentido, devo confessar, a despeito da forte penetração de Dom Lefebvre, a FSSPX tem tido mais sucesso.

  24. Caro Thomas,

    Ótimo comentário.

    Na FSSPX há padres, há Bispos, ali a Igreja é estendida. E os padres não pensam todos da mesma forma nas questões acidentais e apesar disso, eles são os que realmente orientam os fieis de seus priorados. Há uma certa organização e ordem prática para que as coisas aconteçam e, principalmente, para que sejam resolvidas quando acontecerem de forma errada, mesmo que estas coisas não sejam necessariamente vinculadas à crise da Igreja, mas ao comportamento do ser-humano, como em questões morais, profissionais, pessoais, como uma paróquia comum e com pessoas comuns. Há o padre, há o prior e há um superior local e geral.

    Nos grupos citados pelo senhor até o jeito de falar é copiado do líder. As questões acidentais passam a ser um alinhador do grupo com igual força. Não há choque de ideias (mesmo as de ordem pratica) e muito menos um enfrentamento do líder. É uma infalibilidade “lideral”. E pior ainda é quando o tal líder morre…os sucessores dele passam a “governar” justificando tudo em palavras vagas do lider morto, evocando suas memória, dizendo: “Mas se o prof Astolfo estivesse vivo, ele faria isso!”.

    Neste grupos, faltaria que os lideres, seus sucessores e todos, se submetessem a uma autoridade prática e espiritual, e esta só pode ser a Igreja. Sem isto não há como ter organização, humildade e graças para se tornar um católico melhor. E claro, aqui eu me refiro à submissão a um clero realmente tradicional e não acomodado.

  25. Srs. Ricardo Gomes e Thomas,

    Vocês esclarecem muito bem o motivo da desunião entre os grupos tradicionais e o motivo real pelo qual não é possível haver uma união mais profunda de todos.
    Há, sem dúvida, ao menos a união nas orações, jejuns e missas celebradas. Todas certamente são bem aceitas por Deus, estejam os fiéis onde estiver.
    Outra coisa que pode ajudar muito a Igreja é exatamente o grande número de vocações que Deus manda para a tradição! Os modernistas não tem isso de jeito nenhum! Se as coisas continuarem assim, creio que em poucas décadas os sacerdotes terão um nível de ortodoxia, respeito, doutrina – em suma, de catolicismo muito mais elevado.

    Complementando o que disse o Thomas, há grupos tradicionais em que líderes decidem quem vai casar com quem, quem vai pro seminário, quem vai ficar solteiro, etc. Será que a FSSPX, FSSP ou IBP podem mesmo se unir a grupos assim e ignorar essas coisas?

  26. Caro Ricardo,

    Com a licença do Ferretti, agradeço tuas palavras e peço que reze por mim e por todos nós. Vivemos num momento de confusão ímpar na história da Igreja e justamente por isto vejo a todos aqui (mesmo os que pensam diferentemente de mim) como irmãos na fé com os quais tenho com certeza algo a aprender.

    Que Deus nos proteja.

    Alexandre.

  27. No flickr da FSSPX há fotos da passagem dele pelo Rio de Janeiro: https://www.flickr.com/photos/fsspx/
    (Não sei quem fez as fotos nem sou da FSSPX, só estou deixando o link.)