São Pedro: uma basílica ultrajada.

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 11-12-2015 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.comA imagem que ficará associada à abertura do Jubileu extraordinário da Misericórdia não é a cerimônia antitriunfalista celebrada pelo Papa Francisco na manhã de 8 de dezembro, mas o retumbante espetáculo Fiat lux: Illuminating Our Common Home, que concluiu a referida jornada, inundando de sons e de luzes a fachada e a cúpula de São Pedro.

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Ao longo do show, patrocinado pelo Grupo do Banco Mundial, imagens de leões, tigres e leopardos de proporções gigantescas se projetavam sobre a fachada de São Pedro, que se eleva precisamente sobre as ruínas do circo de Nero, onde as feras devoravam os cristãos. Graças ao jogo de luzes, a basílica dava a impressão de estar de cabeça  para baixo, de dissolver-se e submerger-se. Sobre a fachada apareciam peixes-palhaço e tartarugas marinhas, quase evocando a liquefação das estruturas da Igreja, privada de qualquer elemento de solidez. Uma enorme coruja e estranhos  animais voadores sobrevoavam em torno da cúpula, enquanto monges budistas caminhando pareciam indicar uma via de salvação alternativa ao Cristianismo. Nenhum símbolo religioso, nenhuma referência  ao Cristianismo; a Igreja cedia lugar à natureza soberana.

Andrea Tornielli escreveu que não é preciso escandalizar-se porque, como documenta o historiador da arte Sandro Barbagallo em seu livro Gli animali nell’arte religiosa. La Basilica di San Pietro (Libreria Editrice Vaticana, 2008), foram muitos os artistas que no decurso dos séculos representaram uma luxuriante fauna em torno da sepultura de Pedro. Mas se a Basílica de São Pedro é um “zoo sagrado”, como a define com irreverência o autor dessa obra, não é porque os animais ali representados estejam recluídos num recinto sagrado, mas porque o significado que a arte atribuiu àqueles animais é sagrado, isto é, ordenado a um fim transcendente.

Com efeito, no Cristianismo os animais não são divinizados, mas valorizados em função do fim para o qual foram criados por Deus: o serviço do homem. Diz o Salmista: “Deste-lbe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitaste todas as coisas debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e todos os bois e, além destes, os outros animais do campo” (Ps 8, 7-9).  O homem foi posto por Deus como vértice e rei da criação, e tudo deve ser ordenado em função dele, para que, por sua vez, ele ordene tudo a Deus como representante do universo (Gn 1,  26-27). Deus é o fim último do universo, mas o fim imediato do universo físico é o homem. “De certo modo, nós somos o fim de todas as coisas”, afirma Santo Tomás (In II Sent., d. 1, q. 2, a. 4, sed contra), porque “Deus fez todas as coisas para o homem” (Super Symb. Apostolorum, art. 1).

Por outro lado, a simbologia cristã atribui aos animais um significado emblemático. Não preocupa ao Cristianismo principalmente a extinção dos animais ou o seu bem-estar, mas o significado último e profundo de sua presença. O leão simboliza a força e o cordeiro a benignidade, para nos lembrar a existência de virtudes e perfeições diversas, que só Deus possui por inteiro. Na Terra, uma gama prodigiosa de seres criados, da matéria inorgânica até o homem, possui uma essência e uma perfeição íntima, que se expressa mediante a linguagem dos símbolos.

O ecologismo apresenta-se como  uma visão do mundo que transtorna essa escala hierárquica,  eliminando Deus e destronando o homem. Este último é posto em pé de absoluta igualdade com a natureza, numa relação de interdependência não só com os animais, mas também com os componentes inanimados do ambiente que o circunda: montanhas, rios, mares, paisagens, cadeias alimentares, ecossistemas. O pressuposto dessa cosmovisão é a dissolução de toda linha divisória entre o homem e o mundo. A Terra forma com a sua biosfera uma espécie de entidade cósmica geoecológica unitária. Ela se torna algo mais que uma “casa comum”: representa uma divindade.

Há cinquenta anos, quando se encerrou o Concílio Vaticano II, o tema dominante naquela quadra histórica era um certo “culto ao homem”, contido na fórmula “humanismo integral” de Jacques Maritain. O livro do filósofo francês, com esse título, é de 1936, mas sua maior influência foi sobretudo quando um leitor entusiasta, Giovanni  Battista Montini, eleito Papa com o nome de Paulo VI,  quis  fazer dele a bússola de seu pontificado. Na homilia da Missa de 7 de dezembro de 1965, Paulo VI recordou que no Vaticano II se produziu o encontro entre “o culto de Deus que quis ser homem” e “a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus”.

Cinquenta anos depois, assistimos à passagem do humanismo integral à ecologia integral; da Carta internacional dos direitos do  homem à dos direitos da natureza. No século XVI, o humanismo havia recusado a civilização cristã medieval em nome do antropocentrismo. A tentativa de construir a Cidade do Homem sobre as ruínas da Cidade de Deus fracassou tragicamente no século XX, e baldas foram as tentativas de cristianizar o antropocentrismo sob o nome de humanismo integral. A religião do homem é substituída pela da Terra: o antropocentrismo, criticado por seus “desvios”, é substituído por uma nova visão ecocêntrica. A ideologia de gênero, que dissolve toda identidade e toda essência, insere-se nessa perspectiva panteísta e igualitária.

É um conceito radicalmente evolucionista, que coincide em grande medida com o de Teilhard de Chardin. Deus é a “autoconsciência” do universo que, evoluindo, torna-se consciente de sua evolução. Não é casual a citação de Teilhard no parágrafo 83 da Laudato sì, encíclica do Papa Francisco na qual filósofos como Enrico Maria Radaelli e Arnaldo Xavier da Silveira salientaram pontos em desacordo com a Tradição Católica. E o espetáculo Fiat Lux foi apresentado como um “manifesto ecologista” que pretende traduzir em imagens a encíclica Laudato sì.

Antonio Socci o definiu no jornal Libero como “uma encenação gnóstica e neopagã com uma inequívoca mensagem ideológica anticristã”, observando que “em São Pedro, na festa da Imaculada Conceição, em vez de celebrar a Mãe de Deus, preferiram a celebração da Mãe Terra, para propagar a ideologia dominante, a da ‘religião do clima e da ecologia’, neopagã e neomalthusiana, apoiada pelas potências do mundo. É uma profanação espiritual (porque aquele lugar – lembremo-nos – é um lugar de martírio cristão)”.

Por sua vez, escreveu Alessandro Gnochi em Riscossa Cristiana: “Portanto, não foi o ISIS que profanou o coração da Cristandade, nem foram os extremistas do credo laico os que danificaram o credo católico, nem os artistas blasfemos e coprolálicos os que contaminaram a fé de tantos cristãos. Não era preciso perquisição ou detectador de metal para impedir o ingresso dos vândalos na cidadela de Deus: eles estavam no interior das muralhas e já tinham acionado a sua bomba multicolor de transmissão satelital no calor da sala de controle.”

Os fotógrafos, os desenhistas gráficos e os publicitários que realizaram o Fiat Lux sabem o que representa para os católicos a Basílica de São Pedro, imagem material do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja. Os jogos de luz que iluminaram a Basílica tinham uma meta simbólica, antitética àquela expressa por todas as luzes, lâmpadas e fogos que transmitiram ao longo dos séculos o significado da luz divina. Esta luz estava ausente no dia 8 de dezembro. Entre as imagens e luzes projetadas na Basílica, faltavam as de Nosso Senhor e da Imaculada Conceição, cuja festa se celebrava. São Pedro foi imersa na falsa luz trazida pelo anjo rebelde, Lúcifer, príncipe deste mundo e rei das trevas.

A palavra “luz divina” não é apenas uma metáfora, mas uma realidade, como realidade são as trevas que envolvem hoje o mundo. E nesta vigília de Natal a humanidade aguarda o momento em que a noite se iluminará como o dia, “nox sicut dies illuminabitur” (Salmo 11), quando se  comprirão as promessas feitas pela Imaculada em Fátima. (Roberto de Mattei)

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19 Comentários to “São Pedro: uma basílica ultrajada.”

  1. Foi um espetáculo extremamente deprimente, a legítima pirotecnia apenas de efeitos virtuais querendo passar por cima das realidades divinas, sob a égide do príncipe dos demonios, Lúcifer, distinguindo-se bem o cãntico em latim que usa o mesmo termo noutro sentido completamente inverso!
    Foram as cenas a transmutação do sagrado no caduco humanismo, a serpente representando as ideologias que vagueiam pela terra, insurgindo-se á vista de todos pelo odio que possui contra Nossa Senhora, logo em seu dia – mas que por ela será oportunamente esmagada sob seus pés e despachada para seu devido lugar – para as profundezas do inferno!
    Idem, foi o indevido uso da Casa do Senhor Deus como pano de fundo para mera diversão: converteu-a em local de apresentação circense – a qual também não passou de um desmerecimento do divino em favor do profano!
    O pior é que haveria(m) patrocinio e/ou consentimento dos Altos Hierárquicos que deveriam zelar pelo respeito e integridade da fé católica de não convivencia com o mundanismo, representado pelos Judas Iscariotes que permitiram a execução desse infortunio, reedições atualizadas, versões dele modelo século XXI!
    Ah, se S Pio estivesse vivo e se deparasse com essa de fazer a Casa do Senhor Deus de ponto de espetáculos, local de entretenimento…

  2. “Filho do homem, disse-me ele, vês tu o que fazem os anciãos de Israel na obscuridade, cada um deles em sua câmara, guarnecida de ídolos, pensando que o Senhor não os vê, e que ele abandonou a terra?
    E ajuntou: Verás ainda abominações mais graves que eles estão cometendo.”
    (Ezequiel VIII, 12-13)

  3. Isso me dá um aperto no coração, uma angústia…

    • Imagine nós, leigos sem qualquer direção, reverendíssimo.

      Reze por nós. Quando não tiver intenção específica para as suas missas, ofereça-as na intenção dos “católicos perplexos”, que estão vendo sua fé se afogar em meio à tempestade.

  4. Realmente foi um espetáculo deprimente e com o aval da hierarquia!!

  5. Está virando um carnaval. No Brasil já tem até padres dançando no altar como se estivesse em um show de Rock. Ultrajante e estão submetendo ao ridículo a Igreja de Cristo.

  6. Por isso disse o Senhor: “a minha casa será chamada casa de oração”: Domus mea, domus orationis vocabitur. Porque no final é só isso que importa: a oração da Igreja militante, padecente e triunfante por aqueles que foram resgatados pelo sangue de Cristo e pelas ovelhas que ainda farão parte do redil. O resto como diz o Eclesiastes, é vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.
    Eu segurava a mão do meu pai enquanto ele exalava o último suspiro e entre as ave-marias do meu rosário, sussurava-lhe no ouvido:
    _ Não tenha medo!
    Eu estive presente no limiar que divide as duas realidades: temporal e eterna. Contemplei com os olhos da fé, o que meu pai já podia contemplar com a visão: o justo Juiz que há de vir julgar os vivos e os mortos. Naquele momento eu era a “eclesia” que suplicava:

    Rei tremendo em majestade,
    que salvais só por piedade,
    me salvai, fonte de graça.

    Recordai, ó bom Jesus,
    que por mim fostes à Cruz,
    nesse dia me guardai.

    A buscar-me, vos cansastes,
    pela cruz me resgatastes,
    tanta dor não seja vã.

    Juiz justo no castigo,
    sede bom para comigo,
    perdoai-me nesse dia.

    Pela culpa, se enrubesce
    o meu rosto; ouvi a prece
    e poupai-me, justo Deus.

    Vós, ó Deus de majestade,
    vivo esplendor da Trindade,
    entre os eleitos nos contai.

    A Maria perdoando
    e ao ladrão, na cruz, salvando,
    vós me destes esperança.

    Meu pedido não é digno,
    mas, Senhor, vós sois benigno
    não me queime o fogo eterno.

    No rebanho dai-me abrigo,
    arrancai-me do inimigo,
    colocai-me à vossa destra.

    Quando forem os malditos
    para o fogo eterno, aflitos,
    entre os vossos acolhei-me.

    Onde estavam os Bispos? Onde estavam os padres? Nenhum para dar o último adeus a uma alma, nenhum para confortá-la nos momentos finais, nenhum para oferecer hóstias e preces, nenhum para usar a ocasião para recordar aos vivos sobre a realidade dos Novíssimos. Porque certamente não crêem mais nessas verdades e estavam muito ocupados com as vaidades mundanas que só contribuem para a ruína da Cristandade.
    Há muito que a Basílica de São Pedro tornou-se uma Duomo profanada porque foi ocupada por impostores que vêem nela apenas uma fonte de lucro e vaidades. Só nos resta esperar que o Justo Juiz retorne para tomar posse do que lhe pertence e expulsar novamente esses vendilhões do templo com o mesmo rigor com que fez na primeira vez.

    Palavras do Eclesiastes, filho de Davi, rei de Jerusalém:
    Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.
    […] Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste.
    O sol se levanta, o sol se põe; apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo.
    O vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte, volteia e gira nos mesmos circuitos.
    Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr.
    Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir.
    O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.
    Se é encontrada alguma coisa da qual se diz: Veja: isto é novo, ela já existia nos tempos passados[…]
    “Eu, o Eclesiastes, fui rei de Israel em Jerusalém.
    Apliquei meu espírito a um estudo atencioso e à sábia observação de tudo que se passa debaixo dos céus: Deus impôs aos homens esta ocupação ingrata.
    Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa.
    O que está curvado não se pode endireitar, e o que falta não se pode calcular.
    Eu disse comigo mesmo: Eis que amontoei e acumulei mais sabedoria que todos os que me precederam em Jerusalém. Porque meu espírito estudou muito a sabedoria e a ciência, e apliquei o meu espírito ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice. Mas cheguei à conclusão de que isso é também vento que passa[…].

    Tudo passa. Só Deus basta! ( Santa Teresa)

  7. Uma das lições do Gênesis mais esquecida atualmente é a de que a Terra foi amaldiçoada quando Adão caiu. O mundo natural não é mais, propriamente falando, o mundo da realização humana. É-lhe antagônico, persegue-o, dificulta-lhe a vida com “cardos e abrolhos”. O mundo propriamente humano é o mundo da cultura, não o mundo natural. E não venham os “antropólogos” falar que essa distinção é arcaica. Deixado por conta própria, o ser humano é tragado, engolido ou estraçalhado pelo mundo natural. Na melhor das hipóteses, atrofia.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_de_Aveyron

    E, mais do que isso, “sabemos que até hoje toda a criação geme e padece, como em dores de parto” (Rm 8, 22). Rousseau e Teilhard de Chardin se regozijam no calorzinho em que devem agora estar esperando por mais outros.

  8. Nossa Santa Igreja infelizmente está nas mãos de lobos, traidores, esta é triste a realidade. Aqui em Brasília msm, nosso Arcebispo q foi questionado outro dia por bravos Católicos cansados dessa letargia do episcopado e dos vacilos da CNBB, aprontou mais uma. Dessa vez, ele enviou uma carta à uma dona de terreiro de candomblé, em razão de um incêndio ocorrido no tal terreiro q acabou por destruir o lugar. Na carta, ele “manifesta solidariedade” e “repudia atentados contra a liberdade religiosa”. Acontece q embora a mídia daqui não canse de bombardear isso, sequer foi provado pela perícia q o incêndio no tal terreiro teve motivação criminosa, pelo menos até agora. Mesmo assim, nosso amado Arcebispo se doeu, prestando solidariedade e repudiando atentados antecipadamente. Só não consigo entender pq não existe essa msm preocupação com a nossa Igreja, pq não houve resposta do msm nível aos questionamentos feitos pelos Católicos do DF!

    Quem quiser conferir a carta, ai vai o link: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/12/arcebispo-do-df-envia-carta-de-apoio-terreiro-de-candomble-incendiado.html

  9. Poderiam ter projetado pinturas de Giotto como o da prédica de São Francisco aos pássaros ou de outros artistas até mesmo modernos ilustrando a atividade de evangelização e a conexão que possa haver com os animais e a natureza, mas somente a natureza bruta pareceu com isso que a mesma foi projetada ali na Basílica de São Pedro para esmagar a glória de Deus que é a Basílica e a glória e corôa da criação que é o homem.

  10. Merece ampla divulgação este importante e oportuno artigo do Prof. Roberto de Mattei. Lamentavelmente, esse “espetáculo” (denominado FIAT LUX) representou uma profanação da magnífica Basílica de São Pedro.
    E tal profanação realizada no último dia 8 de dezembro — dia da Festa da Imaculada Conceição. A grande ausente em tal “espetáculo”. Ela sequer foi mencionada… Aliás, Nosso Senhor Jesus Cristo também sequer foi mencionado… Sintoma da tremenda crise que atingiu — após o Concílio Vaticano II — a Igreja Católica , na qual — segundo famosa expressão do Papa Paulo VI — “a fumaça de Satanás penetrou”…
    Esse “espetáculo” poderia ser também considerado como uma representação da penetração na Igreja dessa “fumaça negra de Satanás”! Em vez de FIAT LUX, melhor seria denominado de TREVAS.
    “Et tenebrae factae sunt in universa terra” (“E em toda a terra houve trevas”, São Lucas, 23,44).

  11. Da observação do que sucedeu após o Concílio Vaticano II uma lição permanece, e creio, caros frates, devemos sempre lembrar: Os modernistas foram eficientes na destruição da maior parte do que havia da Igreja Católica. E feita a ruína foram imperitos, pois passados mais de meio século não conseguiram construir nada.

  12. É por isso que cada vez mais guio a minha fé pela Bíblia, que é a Palavra de Deus.
    A atual situação da Igreja Católica me faz lembrar a parábola do joio e do trigo, que o Senhor deixa que cresçam juntos…E minha esperança da Igreja triunfal se baseia na Palavra de Jesus de que as portas do inferno não prevalecerão sobre ela.

    Sejamos simples como as pombas e espertos como as serpentes.
    Sejamos prudentes e sábios. E tenhamos o coração dos pequeninos.
    Oremos, porque orar é estar com Deus.

  13. “Zelus Domus Tuae”

    (O zelo por tua casa me consome – S. João 2, 17)

    Por quanto tempo mais suportaremos ver nossos pastores dando decisões equivocadas sobre a Obra de Deus? Penso que eles sofrem de uma grave doença: Apostasia.

    Urge, irmãos, tentar aplacar a ira de Deus-Pai. Se nós que somos pecadores e maus, estamos indignados e irados, imagine como deve estar cheio o Cálice da Justiça Divina (quase derramando). Mesmo Deus sendo Santo e Bom.

    Devemos ser como o salmista que pede ao Pai:
    – Que não permita – ainda – que os céus abram as portas e façam chover fogo!
    – Que não permita, ainda, que os ventos e os mares se agitem com fúria e avancem, desencadeando a cólera do Pai, tragando nações inteiras; caso contrário, colheitas e campos serão inundados, sacerdotes cairão de altos postos, cemitérios se multiplicarão e túmulos se abrirão, moscas se multiplicarão com surtos de grandes pestes e um grande sofrimento se abaterá sobre nossa geração.

    É provável que as autoridades da Igreja batem no peito quando compreenderem que o Espírito Santo suscita profetas que denunciam o império do demÕnio que vem desmantelando os pilares que sustentam o Vaticano, criando o Caos a sua volta. Com certeza, o Pai Misericordioso está encolarizado com tudo o que Ele vê, quando o Sangue e o Sacrifício de Seu Filho são esquecidos, pisados; o orgulho desta geração supera o orgulho daqueles que construíram a Torre de Babel.

    Quanto tempo mais, quanto tempo ainda os escarnecedores se divertirão zombando do Sacrifício do Filho?

    A humanidade ficará impotente quando o Dia do Senhor chegar.

  14. Tremenda presepada, muito esquisito, tão esquisito quanto um Padre midiático divulgando falsa misericórdia numa comunidade católica. Porém, se tivessem projetado a “Medalha Milagrosa”, imagens de santos, a Virgem Santíssima em aparições, no momento em que falou com Gabriel, imagens do filme do Mel Gibson ou sacras de Nosso Senhor crucificado, Papas anteriores, Profetas e grandes homens de Deus do Antigo Testamento, enfim, tanto coisa boa poderia aparecer na Basílica …

  15. Por aqui também estão fazendo coisas do tipo… quem tiver estômago assista: http://globoplay.globo.com/v/4681283/

  16. Acontece que para a igreja moderna do Vaticano II a basílica de São Pedro é um monumento odioso, um resquício daquela religião, dizem, prostituída pela mentalidade constantiniana.
    Conheço um cardeal, tido como conservador e amigo dos “tradicionalistas Ecclesia Dei Adflicta”, tido como “ratzingeriano de carteirinha”, que me disse uma vez: “Se a basílica de São Pedro for um dia destruída, não haverá nenhum dano para Igreja; pelo contrário será uma purificação da mácula constantiniana.
    É tudo bem pensado!