Carta a um juiz.

(“Vós sois deuses… contudo, morrereis como um homem qualquer” Sl 81,6-7)

Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Prezado juiz Jesseir Coelho de Alcântara.

Permite-me tratar-te por “tu” em vez de “Vossa Excelência”, sem que isso queira significar nenhuma falta de respeito.

Tu deves ter-te emocionado pelo recém-nascido encontrado no centro de Goiânia em 22 de dezembro de 2015, dentro de dois sacos de lixo, debaixo de uma árvore da Rua 01. A criança foi encontrada por um casal, socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada até o Hospital Materno Infantil, onde os servidores, emocionados, deram-lhe o nome de Manoel, “Deus conosco”. O bebê teve alta no dia de Natal, 25 de dezembro, com uma lista extensa de pessoas querendo adotá-lo[1]. Que alegria, para um juiz como tu, da 1ª vara de crime dolosos contra a vida, ver que uma pessoa foi salva de uma tentativa de homicídio!

No entanto, há três anos, também em época natalina, em 21 de dezembro de 2012, o mesmo Hospital Materno Infantil terminava de executar um aborto em um bebê com mais de 20 semanas (cinco meses) de vida, filho de uma adolescente de 15 anos [2]. Que fizera ele para merecer a pena capital? Nada. Mas, segundo informações de sua mãe, ele teria sido fruto de um estupro. No dia 12 de dezembro, tu havias mandado expedir um alvará judicial para o aborto, com a seguinte justificativa: “Se for permitido que a criança nasça, um dia ela saberá que foi fruto de um ato criminoso, o que acarretará enormes problemas em sua formação[3]. A solução para a violência sofrida (o estupro) seria, segundo teu parecer, uma violência ainda maior: o aborto. O estuprador, após um julgamento com amplo direito de defesa, se fosse condenado, não receberia pena de morte. Sofreria alguns anos de reclusão, começando em regime fechado, mas com direito a progredir para os regimes semiaberto e aberto. A criança, porém, inocente e indefesa, deveria pagar com a morte pelo crime de seu pai. Como magistrado, tu sabes que isso contradiz o princípio fundamental esculpido em nossa Constituição de que “nenhuma pena não passará da pessoa do condenado” (art. 5º, XLV, CF).

No entanto, no caso acima, houve uma peculiaridade. A indução do aborto já havia começado quando a titular da Delegacia de Proteção e à Criança e ao Adolescente (DPCA), Renata Vieira Freitas, encontrou fortes indícios de que a alegação de estupro era falsa. Segundo o pai da criança, a adolescente teria inventado a estória de violência por ódio ou vingança. Posteriormente a delegada verificaria, com a confissão da própria jovem, que o “estupro” não passara de uma farsa. No entanto, já no dia 20, a delegada tentou inutilmente comunicar-se contigo, a fim de que tu anulasses teu próprio alvará. Tu, porém, estavas descansando em um lugar longínquo… enquanto um inocente morria. Lembro-me de como o Hospital estava enfeitado com adornos natalinos. E os profissionais da saúde não enxergavam a gritante contradição entre o festejo do nascimento do menino Jesus e a provocação de um aborto. Dirás tu: “Não era o menino Jesus que estava sendo abortado”. Mas Ele te dirá no dia do juízo: “Cada vez que o fizeste a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste” (Mt 25,40).

Em Goiânia tu te tornaste famoso por seres o juiz que expediu o maior número de alvarás para aborto de crianças malformadas (aborto eugênico). Tuas sentenças mostram que estás ciente de que aquilo que autorizas é um ilícito. Transcrevo trechos da sentença de 16 de novembro de 2004, no qual autorizaste o aborto de uma criança anencéfala[4] (as palavras são repetidas em diversas outras sentenças):

O que a requerente almeja não se enquadra no nosso Direito Positivo, já que pleiteia o chamado aborto eugenésico […]. Poder-se-ia, no caso, preferir o formalismo e, com isso, concluir pela impossibilidade jurídica do pedido. […] É sabido que o direito à vida, abrangendo a vida uterina, assegurado pelo caput do artigo 5º do Texto Constitucional, é inviolável.

No entanto, ao arrepio da lei e da Constituição, tu dizes:

A interrupção da gravidez encontra fundamento quando o feto possuir malformação congênita, degeneração ou houver possibilidade de que venha a nascer com enfermidade incurável.

Em tua opinião, portanto, tu poderias agir como um juiz de exceção, permitindo o que a lei proíbe[5]. Sim, pois a lei não é omissa no que se refere ao distúrbio do nascituro. O aborto eugênico enquadra-se perfeitamente nos artigos 125 ou 126 do Código Penal, conforme seja feito sem ou com o consentimento da gestante. E a autorização judicial não tem nenhum efeito jurídico, a não ser o de tornar o juiz partícipe do crime, conforme diz o artigo 29 do Código Penal: “Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade”.

Mas qual procurador de justiça ousaria oferecer denúncia contra um juiz por crime de aborto? Tu estás tranquilo. De um lado, a incapacidade de a criança se defender, do outro, a omissão do Ministério Público. Curiosamente, em algumas de tuas sentenças, tu escreves a seguinte frase: “Quem se sentir lesado que recorra”. Ora, como a criança poderá recorrer? Se um cidadão quiser impetrar habeas corpus em favor dela, encontrará inúmeros obstáculos. Quando em 06/10/2015, tu autorizaste o aborto de uma criança com síndrome de body-stalk (cordão umbilical curto), o impetrante do habeas corpus não pôde fotocopiar os autos, por proibição expressa da escrivania. Foi-lhe concedido tão-somente folheá-los. A petição teve que ser redigida a mão no próprio balcão do cartório. Mesmo assim, o desembargador Aluizio Ataides de Sousa conheceu o pedido e deferiu a liminar, a tempo de impedir o aborto. A criança nasceu, recebeu um nome (Giovana) e morreu após uma hora e quarenta minutos. Foi registrada como cidadã e sepultada dignamente. Não foi descartada nem tratada como lixo hospitalar. Dize-me, senhor juiz: para ti, a curta sobrevida extrauterina torna o bebê indigno de respeito?

Nos dois alvarás para aborto expedidos em 2011 – o primeiro de uma criança normal com possível deformidade futura (eugenia preventiva)[6], o segundo de uma criança com síndrome de Edwards[7] – os funcionários da escrivania sonegaram toda sorte de informações aos impetrantes, incluindo o número do processo (!), alegando um pretenso “segredo de justiça”.

A última de tuas sentenças de aborto eugênico, dada em 17 de dezembro de 2015, foi tão sigilosa, que nem o serviço de notícias do Tribunal de Justiça de Goiás fez referência a ela! A informação só foi obtida dos jornais Opção[8] e Diário da Manhã[9]. A criança, com vinte e cinco semanas (seis meses) padecia da síndrome de Edwards, conhecida também como trissomia 18, uma anomalia genética que se caracteriza por atraso mental, atraso do crescimento e, por vezes, má-formação grave no coração. A esperança de vida é baixa, mas já foram registrados casos de adolescentes portadores da síndrome[10]. Tu afirmas que tal caso não se confunde com o de bebês apresentando deficiência física ou mental, como a síndrome de Down (trissomia 21 ou mongolismo). Não há, contudo, diferença essencial, mas apenas diferença de grau entre as duas síndromes. Crê, senhor juiz: em breve tu estarás autorizando não só o aborto de crianças “mongoloides”, mas o de qualquer bebê considerado “de má qualidade” pelos pais ou pelos médicos.

valentina

Valentina, uma criança com síndrome de Edwards,

 

Tu és cristão e dizes com acerto que “ser juiz é um sacerdócio”. No entanto, parece que tu ignoras os Dez Mandamentos – em particular o quinto: “não matarás” – quando estás oficiando no fórum. Talvez tu digas que o Estado é laico (ou louco?), de modo que, se no templo tu oras ao Senhor, na tua profissão podes olhar para um bebê e dizer: “Não conheço esse homem” (Mc 14,71).

Escrevo esta carta para que vivas, mesmo sabendo que poderás persistir na conduta que te levará à morte. Ao escrever, lembro-me do que disse o Senhor ao profeta Ezequiel:

Se digo ao ímpio: ‘Tu hás de morrer’ e tu não o advertires, se não lhe falares a fim de desviá-lo do seu caminho mau, para que viva, ele morrerá, mas o seu sangue requerê-lo-ei da tua mão. Por outro lado, se tu advertires o ímpio, mas ele não se arrepender do seu caminho mau, morrerá na sua iniquidade, mas tu terás salvo a tua vida (Ez 3,18-19).

Senhor juiz, “escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e a tua descendência” (Dt 30,19).

Anápolis, 4 de janeiro de 2016.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Mensagens respeitosas podem ser enviadas ao
Sr. juiz Jesseir Correio de Alcântara:
1ª Vara Criminal
Fórum Dr. Heitor Moraes Fleury
Rua 10, nº 150, Térreo, sala 178
Setor Oeste,
74.120-020, Goiânia, GO.
Telefones: (62) 3216-2723 / 3216-2721.

 


[1] Pedro NUNES. Bebê comove servidores de hospital. O Popular, 25 dez. 2015, p. 3.

[2] A adolescente completou 15 anos no dia 15 de dezembro. O aborto começou no dia 19, mas o neném só foi expelido no dia 21, após aplicação de várias doses de misoprostol (Cytotec).

[3] Aline LEONARDO. “Menina de 14 anos estuprada por padrasto poderá abortar”. Notícias do Tribunal de Justiça de Goiás, 14 dez. 2012.

[4] Cf. autos do processo 200402082081.

[5] Art. 5º, XXXVII, CF – não haverá juízo ou tribunal de exceção.

[6] Processo n. 201100707390.

[7] Processo n. 201100980606.

[10] Cf. Síndrome de Edwards in Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Síndrome_de_Edwards)

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18 Comentários to “Carta a um juiz.”

  1. Confio em Deus, em Sua Justiça Divina!
    Pessoas, como esse Juiz, que se perfazem para a mídia, passando uma personalidade que de fato eles não têm, enganam a todos, mas não enganam ao Senhor!
    Seus valores morais são dúbios, e a pretensa defesa pela vida, que ele apregoa ao pretender julgar criminosos, não aplica aos pobres inocentes, que ele autoriza assassinarem (aborto É assassinato)!

  2. O Pe. Lodi, como sempre, preciso, contundente e magnífico. Oxalá um pronunciamento como esse não partisse apenas de um padre, mas tivesse caráter colegial, viesse, por exemplo, da presidência da CNBB! Seria pedir muito, eu sei, máxime quando a entidade se acha completamente esboroada pelo marxismo, mas não custa pedir a Deus que, um dia, isso venha a acontecer.
    Se tivéssemos um episcopado capaz de escrever uma carta dessas, o Brasil certamente não estaria na situação em que se encontra. Não estranha o trabalho demolidor do episcopado nacional nos últimos cinquenta anos. Era preciso arrasar para dominar. Agora, dominaram. Deus, porém, é maior. Que a graça do Seu Natal renove a fé em nossa pátria.

  3. “Se vocês se calarem, as pedras falarão”, afirmou Jesus.

    Esse padre é o meu herói.
    Que homem porreta, como diria os nordestinos!
    Que profeta (que anuncia o Evangelho da Vida e denuncia os Sinais de Morte da sociedade), como diria os cristãos!

    Pessoal, “o joio cresce junto com o trigo”, Senão, vejamos:
    Os dois se dizem cristãos: tanto o padre como o juiz. Mas nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no reino dos Céus….

    Qualquer cidadão brasileiro (seja ele médico, enfermeiro, civil, militar, autoridade…) pode alegar a Escusa de Consciência, com fundamentos na Constituição que prevê:

    “Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”. (artigo 5º, inciso VIII, CF/88).

    Pior. No caso dos magistrados não há desculpas, visto que é DEVER do juiz declarar-se Impedido ou Suspeito para julgar uma ação em casos excepcionais, podendo inclusive alegar motivos de foro íntimo, nos termos dos artigos 134 a 138 do Código de Processo Civil- CPC e legislação penal análoga. Tal medida visa garantir a imparcialidade do juiz no exercício de sua função.

    Como há enxurrada de pecados praticados todos os dias nos Tribunais, principalmente nas Varas Criminais (abortos), varas de Família (divórcio)… praticados por juízes. advogados, promotores ditos “cristãos”?!?

    Todos – sem exceção – podem alegar Escusa de Consciência!!!

    Para os médicos, o aborto afronta o Juramento de Hipócrates quando o médico promete defender a Vida Humana em plenitude. Nestas condições, a legalização do aborto é imoral, ilegal e inconstitucional, pois, atropela o princípio da inviolabilidade da vida, prescrito pelo artigo 5º da Constituição Federal, ao legalizar o assassinato de crianças no ventre da mãe. É, reitero, um verdadeiro Projeto Matar. Lamentavelmente, médicos, juízes, MP estão sendo “inocente útil” ou, pior, verdadeiro “lobo em pele de cordeiro”. “Se vocês se calarem, as pedras falarão”, afirmou Jesus.:

    Historicamente, o rei Herodes ordenou a matança escandalosa de todas as crianças abaixo dos 2 anos. Como a história se repete: atualmente existem novos Herodes (CFM, ONU: agenda pró-aborto, Governo federal, parlamentares, juízes…). A lei de Deus é bastante clara e objetiva: “Não matarás” (Ex 20,13). Aliás, segue a advertência de Deus: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Deuteronômio 30:19). Não será preciso estudar embriologia para saber que, desde 1827, graças a Karl Ernest von Baer, ficou assentado que, a partir da concepção, existe uma nova vida. Detalhe: o coração do bebê-embrião começa a bater a partir do 20º dia da concepção e só irá parar de bater na sua morte. Com efeito, quando uma “civilização”, em nome da liberdade e do puro positivismo jurídico, sobrepõe a liberdade ao direito à vida, tem início um perigoso processo. A esse filme nós já assistimos no século XX (eugenia de Hitler). A maioria decidindo quando, como e em que circunstância uma minoria pode morrer. É a liberdade para o holocausto.É por isso que o Papa João Paulo II sentenciou, em seu último livro, que o direito à vida é um limite da democracia. Ultrapassando esta linha VERMELHA a humanidade estará sujeita à barbárie!
    “Num momento histórico em que o homem adquiriu um poder até agora impensável, esta tarefa torna-se particularmente urgente. O homem é capaz de destruir o mundo (Guerra nuclear: Coreia do Norte, Irã…). Pode manipular-se a si mesmo. Pode, por assim dizer,criar seres humanos (clonagem) e excluir outros seres humanos de serem homens (aborto). Como reconhecemos o que é justo? Como podemos distinguir entre o bem e o mal, entre o verdadeiro direito e o direito apenas aparente? O pedido de Salomão permanece a questão decisiva perante a qual se encontram também hoje o homem político e a política. Grande parte da matéria que se deve regular juridicamente, pode ter por critério suficiente o da maioria (democracia: ditadura da maioria). Mas é evidente que, nas questões fundamentais do direito em que está em jogo a dignidade do homem e da humanidade, o princípio maioritário não basta: no processo de formação do direito, cada pessoa que tem responsabilidade deve ela mesma procurar os critérios da própria orientação”, afirmou Bento XVI no seu histórico discurso no parlamento alemão (22/09/11).

    E por favor, parem de “ASSASSINAR” a Semântica: aborto é aborto seja aqui no Brasil ou no Japão, Jamais as frases “direito à interrupção da gravidez” ou “direito da gestante” serão reconhecidas pela Ciência Jurídica, pelo simples motivo de não serem DIREITOS, mas tão-somente “supostos direitos” ou “pseudodireitos’, tendo em vista que o verdadeiro DIREITO é a VIDA e jamais a MORTE.

    Verificamos atualmente outros eufemismo na nossa sociedade, como por ex:
    – prostituta é prostituta e não Garota de Programa ou Acompanhante.
    – Corrupção é corrupção e não desvio de recursos públicos.

    A língua portuguesa agradece!

    • Renato Assis, te aplaudindo… de pé!
      Pessoas como você, me fazem sentir orgulho de cristãos do bem!

  4. Meus cumprimentos ao Rev. Pe. Luís Carlos Lodi.
    Lembra o profeta Natã, dedo em riste, fazendo um libelo acusatório contra o adúltero rei Davi. Que depois se penitenciou e ficou um santo.
    O juiz diz que a magistratura é um sacerdócio. Muito bem. O problema é que a magistratura no Brasil se prostituiu por causa dos seus altíssimos, escandalosos, vencimentos e benefícios assegurados pela sua autonomia orçamentária (que não só a salvaguarda do efeito corrosivo da inflação mas lhe aumenta a renda) e por não prestar uma tutela judiciária condizente à sociedade que a sustenta com os escorchantes impostos.

  5. … Talvez tu digas que o Estado é laico (ou louco?), de modo que, se no templo tu oras ao Senhor, na tua profissão podes olhar para um bebê e dizer: “Não conheço esse homem” (Mc 14,71).
    Sabemos que o Estado comunista, caso Brasil, se propaga como LAICO, mas a sua laicidade é apenas teórica, pois na prática é um impostor, truculento e ditatorial ATEU-MILITANTE, “Politicamente Correto”, sendo como todo Estado sob as ideologias marxistas no presente extremamente dissimulado, caso do abortista PT, do qual o aborto faz parte de seu programa oficial de (des)governo!
    Aliás, quem não o denuncia, particularmente quem deveria ser defensor da fé, apoia ou vota nele avaliza essa situação – compartilha dos assassinatos – muito influenciada pela ideologia do partido na execução sumaria dos nascituros, atendentes a conveniencias do partido!
    isso sucede no Brasil, por ex., devido á omissão de nossas autoridades eclesiásticas em potencial pois salvas as de sempre exceções, caso Pe Lodi, nunca vi até hoje nenhuma campanha da CNBB em repudio ao assassinato de nascituros!
    Inversamente, ao morrerem bandidos e policiais em confrontos, esses ideologistas ainda criticam as forças de segurança de opressoras, violentas etc., enquanto as dezenas de milhares de crianças anualmente abortadas jamais se mencionam, com um agravante de serem totalmente indefesas – são os descendentes de Herodes versão século XXI.
    No caso de juízes detentores de autoridade que ainda se confessariam cristãos católicos, pior ainda ao determinarem o aborto infantil, de nada se difere de avalizarem a morte de uma criança de qualquer idade, muitas vezes camuflando-se sob eufemismos escamoteantes num linguajar capcioso odeológoco, mas que realmente determina o exterminio infantil!
    “No entanto, fora estão os cães, os bruxos e ocultistas, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira” Ap 22,15..

  6. Ontem me deparei com o abaixo numa leitura do CIC, e achei ideal para o caso, chamando atenção de leigos e mais ainda do clero omisso, medroso, receoso de ser questionado por autoridades civis e se passarem por antiquados junto a certos “católicos”!
    #22,42 O cidadão é obrigado em consciência a não seguir as prescrições das autoridades civis quando estes preceitos são contrários às exigências da ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho. A recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política, “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). ‘E preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (At 5,29):
    Se a autoridade pública, exorbitando de sua competência, oprimir os cidadãos, estes não recusem o que é objetivamente exigido pelo bem comum; contudo, é lícito defenderem os seus direitos e os de seus concidadãos contra os abusos do poder, guardados os limites traçados pela lei natural e pela lei evangélica.
    # 2246 Faz parte da missão da Igreja “emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas, empregando todos os recursos – e somente estes – que estão de acordo com o Evangelho e com o bem de todos, conforme a diversidade dos tempos e das situações”.
    Não já passou da hora de uma cruzada contra o aborto e outros desmandos de políticos comprometidos com os globalistas?

  7. Doutor Jesseir, Vossa Insolência é um assassino!

  8. Que Deus, o justo Juiz lhe dê a pena de acordo com os seus atos, Meritíssimo!

  9. Esse juiz não é exceção, é regra. O TJRJ faz a mesma coisa.

  10. Parabéns ao Padre Lodi,pelo excelente e irretocável texto.Porém, me pergunto: por que tantos católicos lúcidos dizem o óbvio e os novos Herodes continuam matando e autorizando matar? “Sede inocentes como as pombas, mas expertos( prudentes) como as serpentes”.Creio que a salvação desta vida física dos injustiçados inocentes assassinados todos os dias passa por dois pontos: a) criar, com apoio de juristas criativos, dentro da atual posição dissimulada e pro morte do Poder Judiciário em geral, sequências de procedimentos jurídicos que impliquem em protelações que durem, probabilisticamente, dez meses.Antes do juiz sedento de sangue e ilusão de poder possa dar o seu “nihil obstat” para a execução, a criança nascerá. b)Utilizando o púlpito de Bispos e Padres verdadeiramente ordenados e com os corações em Deus, assim como publicações e programas midiáticos inteligentes e criativamente piedosos( não estes ” programas católicos” piegas, vagos, ” cantores”, que vemos em rádios e TVs, ” vendendo” acomodação e alienação), assim como a palavra e ação de leigos católicos veros, difundir eficazmente curtas frases que evidenciem a barbaridade do aborto provocado, denunciem todas as manobras anti vida, exibam fotografias de fetos despedaçados ou inchados por venenos, desrespeitem leis iníquas e coloquem em paredes e ruas cartazes criativa e caridosamente bem feitos contra estas barbaridades ( caridosos significando amorosos, de busca do bem do outro, não melífluos circunlóquios), difundindo, NUM GRAU EFICAZ DE REPETIÇÃO, frases e imagens que moverão os corações bondosos mas embotados, acomodados e enganados.Sei que é difícil, quando estamos num clima onde o Mais Alto Prelado diz barbaridades como ” a igreja tem que ser inclusiva, e largar desta mania de somente ficar falando contra abortos e casamentos homossexuais.É preciso falar de amooor, de acolhimento, de misericórdia…”, sendo a culpa da difusão disto DELE e não da mídia agnóstica ou ateia, pois ele está muito bem informado de que ela existe e como age.NUNCA VI ESTA MÍDIA ” MÁ” DISTORCENDO PALAVRAS DE PIO XII OU PIO X .Jamais vi esta mídia ” má” difundindo e distorcendo palavras do Padre Lodi, ou do saudoso Frei Damião, ou do Santo Padre Pio e, se alguma vez o fez, foi exceção das exceções.Ninguém mata embriões e fetos se eles não existirem, e eles existiriam em condições predispostas a assassinatos somente como exceção, se tivessemos uma Igreja Igreja, e não umas ONGs ” cristãs” promovendo festinhas ” pastorais” , danças ao som de músicas pagãs,passeios, ” reflexões” vagas, ambíguas e tendenciosas,dizendo que Cristo é 10, dançando durante o que chamam missa, dando gritinhos, com roupas indecentes e agarrados ” cristãos” que já chegam a ser preliminares de atos sexuais impulsivos, egoístas e irresponsáveis.Já vi colégios de freiras promovendo, na época de carnaval, festinhas internas com as mesmas músicas, os mesmos trejeitos, as mesmas vestes, as mesmas danças, mas chamando a bacanal de ” folilégio”, contração de ” folia de momo no colégio”, e SENDO folilégio, pois folia é loucura( em francês, fica ainda mais evidente.É usual dizer-se, neste idioma, ” folie”, loucura).Ninguém pode servir a dois senhores. O pai que poupa seu filho da vara odeia-o.Beijos e abraços carinhosos têm seus justos momentos.Castigos, censuras, tapas, também. Movimentos de jovens ditos católicos, lutando contra o aborto, com shows de cantores( padres e leigos), gente dançando em redor de carros de som, etc, podem estar, alguns , com reta intenção, mas estarão APOIANDO E PROPAGANDO o espírito que pensam combater. Eles têm que agir com a legítima alegria dos filhos de Deus, não com os esgares do Grande Enganador, gerando máscaras faciais e sonoras que escondem, mau, angústias existenciais não resolvidas, porque ” sem mim, nada podeis fazer”.Escrevo como quem joga sementes no deserto, esperando que alguma pedra resolva clamar.

  11. Caro Ferreti: De uns meses para cá, NADA que eu posto é mostrado.Nem mesmo uma nota dizendo que não foi aprovado.É como se eu não tivesse escrito nada. Lamartine Hollanda Jr, lamarth@uol.com.br ou brazil@consul.cc

  12. Concordo em tudo o que o pe. Lodi, do pró-vida Anápolis escreveu.

    Como pode um país “cristão” (Brasil) eleger uma presidente (Dilma) que confessou que já fez aborto e, pior, defende a prática do aborto?!?

    Não obstante toda uma série de efeitos colaterais na mulher provocados pela prática de aborto, tais como: fobias, traumas psicológicos, tumores, doenças circulatórias…), gostaria de destacar um aspecto omitido nos debates jurídicos com relação ao aborto, a saber:

    Primeiro, toda a prática do Aborto, acarreta inexoravelmente um Crime ANTECEDENTE, qual seja: o Crime de TORTURA (vide abaixo Lei 9455/97), visto que os métodos abortivos são diabólicos:
    – Envenenamento, sucção…

    Como não se abalar com as duras advertências do Juiz Supremo:

    “E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40)

    E na contramão da história da Salvação, vai o papa Francisco que afirmou, numa entrevista, que é preciso “acompanhar com misericórdia” os divorciados e homossexuais, e que a Igreja Católica não deve “insistir apenas” em temas como aborto e métodos contraceptivos.

    Fazendo tábua rasa da advertência do apóstolo dos gentios:

    “prega a palavra, INSISTE oportuna e INOPORTUNAMENTE, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si” (II tm 4, 2-3).

    Encerro com as pessoas famosas que quase foram abortadas:
    – Santo João Paulo II;
    – Cristiano Ronaldo (jogador de futebol);
    – Andrea Bocelli (tenor italiano);
    – Jack Nicholson (ator Hollywood), dentre outros.

    Outros seres humanos não obtiveram a mesma sorte: disse certa vez a grande Madre Tereza de Calcutá, que o homem que iria descobrir uma vacina contra a AIDS, foi abortado por sua mãe.

    Para os magistrados incautos, segue a Lei contra a Tortura, para conhecimento, reflexão e tomada de decisão:

    Crime de Tortura (LEI Nº 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997).

    Define os crimes de tortura e dá outras providências.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1º Constitui crime de tortura:

    I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental:

    a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;

    b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;

    c) em razão de discriminação racial ou religiosa;

    II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

    Pena – reclusão, de dois a oito anos.

    § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.

    § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

    § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.

    § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:

    I – se o crime é cometido por agente público;

    II – se o crime é cometido contra criança, gestante, deficiente e adolescente;

    II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

    III – se o crime é cometido mediante seqüestro.

    § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

    § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

    § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

    Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira.

    Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Art. 4º Revoga-se o art. 233 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente.

    Brasília, 7 de abril de 1997; 176º da Independência e 109º da República.P

  13. A magistratura é um sacerdócio.

    No caso do Doutor Jesseir, ele é sacerdote de Baal!

  14. Obrigada por sua palavras Pé. Luiz Carlos.
    Tenho uma filha com 10 meses de vida e que além de linda, é sim compatível com a vida https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=697967073636773&id=100002704599493
    Não condenou a mãe porque não sei o que se passou na cabeça dela, afinal a literatura médica existente é assustadora. Porém vejo que está totalmente obsoleta.
    Em relação ao juiz, lamento, pois supostamente, ele b deveria ser uma pessoa com discernimento um pouco maior para ocupar esse cargo.

  15. Padre,

    Sou a mãe dessa linda menina que o Senhor colocou a foto e muito me emocionaram suas palavras. Obrigada por esta linda carta de amor à vida.

    Alessandra
    A orgulhosa mãe de Valentina