As indiretas da misericórdia.

Missa em Santa Marta – Odres novos

News.va – O cristão que se esconde por detrás do «sempre se fez assim» comete pecado, tornando-se idólatra e rebelde e vivendo uma «existência remendada, meio a meio», precisamente porque fecha o seu coração às «novidades do Espírito Santo». Foi um convite a libertar-se dos «hábitos», renovando-os, para deixar espaço às «surpresas de Deus» aquele que o Papa Francisco lançou durante a missa celebrada na manhã de segunda-feira, 18 de Janeiro, na capela da Casa de Santa Marta.

Na primeira leitura (1 Sm 15, 16-23), observou o Papa, «ouvimos o modo como o rei Saul foi rejeitado por Deus por não obedecer: o Senhor disse-lhe que venceria a batalha, a guerra, mas que deveria combater até ao extermínio». Mas Saul «não obedeceu!». E assim «quando o profeta o repreendeu e rejeitou em nome de Deus como rei de Israel, ele explicou: “ Ouvi a voz do povo que queria escolher os melhores bois, para os sacrificar ao Senhor”».

«É bom fazer um sacrifício – disse Francisco – mas o Senhor tinha ordenado, tinha dado o mandato de fazer outra coisa». E eis que Samuel diz a Saul: « Acaso o Senhor se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como na obediência à sua voz?». Sim, afirmou o Papa, «a obediência vai além», superando até as palavras de justificação de Saul. «Ouvi o povo e o povo disse-me: fizemos sempre assim! As coisas de maior valor devem ser feitas ao serviço do Senhor, quer no templo quer para os sacrifícios. Sempre foi assim!».

Por conseguinte, «o rei, que devia mudar aquele “sempre foi assim”, disse a Samuel: “Temi o povo”». Saul «sentiu medo!», e deste modo «deixou que a vida continuasse contra a vontade do Senhor».

A mesma atitude – prosseguiu o Papa referindo-se ao trecho litúrgico de Marcos (2, 18-22) – ensina-nos «Jesus no Evangelho quando os doutores da lei o repreendem porque os seus discípulos não faziam jejum: «Mas foi sempre assim, por que os teus não jejuam?» E Jesus responde com este princípio de vida:

«Ninguém põe um remendo de pano novo em roupa velha; ao contrário, o remendo arranca um novo pedaço da veste usada e torna-se pior o rasgão. E ninguém põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho arrebentá-los-á e perder-se-á juntamente com os odres, mas para vinho novo, odres novos!».

Substancialmente, afirmou Francisco, «o que significa isto, muda a lei? Não!». Quer dizer, aliás, «que a lei está ao serviço do homem que está ao serviço de Deus e por isso o homem deve manter o coração aberto». A atitude de quem diz «foi sempre assim», nasce na realidade de um «coração fechado». Ao contrário «Jesus disse-nos: “Enviar-vos-ei o Espírito Santo e Ele guiar-vos-á para a verdade plena”». Mas «se mantiveres o coração fechado à novidade do Espírito, nunca chegarás à verdade plena!». E «a tua vida cristã será meio a meio, uma vida remendada com coisas novas mas sobre uma estrutura que não está aberta à voz do Senhor: um coração fechado, porque não és capaz de mudar os odres».

Exactamente «este – explicou o Pontífice – foi o pecado do rei Saul, pelo qual foi rejeitado». E é também «o pecado de muitos cristãos que se apegam ao que sempre foi feito e não deixam mudar os odres». Acabando assim por viver «uma existência pela metade, remendada, sem sentido». Mas «por que acontece isto? Por que é tão grave, por que o Senhor rejeita Saul e escolhe outro rei?». A resposta é dada por Samuel quando «explica o que é um coração fechado, um coração que não ouve a voz do Senhor, que não está aberto à novidade do Senhor, ao Espírito que sempre nos surpreende». Quem tem um coração assim, afirma Samuel, «é um pecador». Lê-se na passagem bíblica: «A rebelião é tão culpável quanto a superstição; a desobediência é como o pecado de idolatria». Portanto, afirmou Francisco, «os cristãos obstinados repetem que “sempre foi assim, este é o caminho, esta é a estrada”, pecam: pecam de divinação». É «como se tivessem ido à cartomante». No final resulta «mais importante o que foi dito e o que não muda; o que sinto – em mim e no meu coração fechado – do que a palavra do Senhor». E isto «é também pecado de idolatria: a obstinação! O cristão que teima, peca de idolatria».

Face a esta verdade, a pergunta a fazer é: «qual é a estrada?». Francisco sugeriu que se «abra o coração ao Espírito Santo, discernindo qual é a vontade de Deus». É verdade, «sempre depois das batalhas, o povo sacrificava tudo ao Senhor, inclusive para a própria utilidade, até as jóias para o templo». E «era habitual, no tempo de Jesus, que os bons israelitas jejuassem». Contudo, explicou, «há uma outra realidade: o Espírito Santo que nos leva à verdade plena». E «para isto Ele precisa de corações abertos, de corações que não sejam obstinados no pecado de idolatria de si mesmo», considerando «mais importante o que eu penso» e não «a surpresa do Espírito Santo». E «esta – frisou o Papa – é a mensagem que a Igreja nos transmite hoje; o que Jesus diz com vigor: “Vinho novo em odres novos!”». Porque, repetiu, «face às novidades do Espírito, às surpresas de Deus também os hábitos devem renovar-se». Antes de prosseguir a celebração, Francisco fez votos de que «o Senhor no dê a graça de um coração aberto à voz do Espírito, que saiba discernir o que nunca deve mudar, porque é fundamento, daquilo que deve mudar para poder receber a novidade do Espírito Santo».

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35 Responses to “As indiretas da misericórdia.”

  1. Tenho arrepios ao pensar no que seria a tal “Surpresa do Espírito Santo” que Francisco tanto fala…

  2. É verdade. Devemos ter os olhos abertos às necessidades. Até para as mudanças; como também, para a modernidade. Mas não devemos mudar no nosso âmago. Não é porque a ciência não descarte a vida em outros planetas, que devamos mudar, e então passar a acreditar que Jesus foi um ET! Exagero a parte, é quase isto o que querem fazer com a Igreja Católica. Subtrair o seu âmago e substituí-lo pela versão ano 2000: anos 2000 para os modernismo, quando o mundo deixou de ser Cristão para se tornar a era de Aquarius. Sou conservador! Sou Cristão e não aquariano, seja lá o que isto for…

  3. Que os tradicionais se abram a uma voz abstrata de mudança do qual o papa se faz porta voz único, e ignorem as palavras do próprio Jesus Cristo. Ardiloso…

  4. Mais palavras ambíguas de nosso pontífice.

  5. As indiretas, em geral, são usadas para expressarem indignações, desabafos, recalques, atos convenientes a si ou ao que pretende, justificar-se por outros motivos ou não; é bom notar que usuarios das indiretas não perceberam a realidade que cedo ou tarde não escaparão do risco de terem que se depararem frontalmente com as consequências dessas indiretas, muitas delas seriam facilmente detectaveis ou em beneficio pessoal ou de grupos.
    Novidades na Igreja? Ela, com sua doutrina, é sempre uma novidade; cada dia mais necessitando ser descoberta pelos que adentram em sua espiritualidade e ao fim da vida nesse empenho, é bem possível que não alcancem o desejado – que o digam os santos!
    Mas no presente momento, temos de avaliar que são essas novidades – quantas nos aparecem sedutoras, bajuladoras do ego, supostamente libertadoras da opressão, até mesmos da “rígidas e duras” leis da Igreja – recordando que algumas delas sob esse nome são velhos erros e vicios que reapareceram de nova roupagem, mas o conteúdo sob a ótica cristã é o mesmo: reprovável!
    …”«face às novidades do Espírito, às surpresas de Deus também os hábitos devem renovar-se». Antes de prosseguir a celebração, Francisco fez votos de que «o Senhor no dê a graça de um coração aberto à voz do Espírito, que saiba discernir o que nunca deve mudar, porque é fundamento, daquilo que deve mudar para poder receber a novidade do Espírito Santo”».
    Se alguém souber me explicar o texto acima, aguardo, em face de uma misericordia para certas reais novidades, como possibilidade de recepção da S Comunhão a amasiados e admissão de sodomitas na Igreja com direitos iguais aos fieis, que poderiam entrarem no contexto acima!

  6. Pelo que entendi, poderia dizer que o Papa é a figura de Samuel e os tradicionalistas a figura de Saul. Mas Saul desobedece a Deus, não a Samuel. Já o tradicionalista ignora o Concílio pastoral e suas sugestões, mas em que isso contraria a Deus?

  7. Vê-se bem que a misericórdia de Deus é diferente da de Francisco: Saul perdeu o reino de Israel, não cabia um tipo de misericórdia que lhe desse outra chance como rei. Em todas as escrituras, em nenhum lugar, Deus ensina que a misericórdia deve antepor-se ao juízo, jamais se vê a misericórdia elevada a um princípio onde ela é substituída pelo juízo. Os filhos aprendem com o Pai!

  8. Eu me deixo guiar pelo Espírito Santo a cada vez que me volto para Tradição e deixo as novidades do homem como o Vaticano II, Missa Nova e essa nova concepção de misericórdia de lado. Não se preocupe, Sanyo Padre. Estou no caminho certo.

  9. Estranho discurso a primeira vista…mas mostra-se claro o objectivo…

  10. Só tem problema com a “lei” quem se incomoda com a lei por algum motivo… Além disso, a lei, por vezes, nos ordena certos sacrifícios; “sacrifício” é outra coisa que incomoda “El” Papa. Quem, dos mais velhos, não ouviu, à saciedade, aqueles padres modernosos e ranzinzas a vituperar o “legalismo” da Igreja? Quem não sabe que o grande incomodado com a lei, o sacrifício e as “obras” foi Martinho Lutero?

    Que injusta opressão pesa sobre a Igreja de Deus!

  11. Tratá-se da nova religião inaugurada pelo CV II. É o odre novo para a nova evangelização. Ela é nova e horizontal. É a mensagem de um Jesus humanista. Para reino humano e tão somente para ele. Sem Céu, muito menos inferno. Destacada de toda revelação, ensinada por dois mil anos, para uma nova vertente. A vertente que Francisco dá, segundo a leitura dos texto do CV II. Que, segundo ele , é a voz do Espirito Santo. Enquanto o ensino perene é uma cartomante. Então o Espirito Santo mudou de ideia?

    O mesmo ocorreu na missa nova. Inventada por completo. Enquanto a missa de São Pio V foi a unificação das sagradas liturgias para universalizar o rito santo. O CV II inaugura um nova aliança? A velha – antes do CV II – é uma cartomante? É odre velho?

  12. Ah ,as pauladas diárias em S.Marta…

  13. O Santo Padre está convencido sobre o conteúdo das surpresas que o tal “espírito” lhe confidencia. Ainda bem que a Santa Igreja Romana tem o Papa Francisco, que, agora, finalmente pode corrigir os equívocos que têm se perpetuado na sagrada doutrina em dois milênios de história! Em apenas TRÊS anos de pontificado, Francisco, iluminado por tal “espírito”, tem nos revelado surpresas que se insinuam contra séculos de uma, “até então”, sedimentada doutrina católica.

    Após séculos no erro, Francisco (O Papa Humilde) finalmente conduz a Igreja para as trilhas da verdade. Sugiro que a Igreja acrescente no cânon bíblico mais um livro nas Escrituras: “As surpresas do espírito, segundo Francisco, humilde” que conseguiu enxergar os “equívocos” na doutrina católica que seus mais de duzentos predecessores não conseguiram. Seria apropriado acrescentá-lo antes do Apocalipse, apontando realmente que devemos estar próximos do “fim dos tempos”.

    A surpresa mais recente do “espírito” é: “Todas as religiões são caminhos para se encontrar Deus!” Amém?

  14. O cristão que se esconde por detrás do «sempre se fez assim» comete pecado, tornando-se idólatra e rebelde e vivendo uma «existência remendada, meio a meio», precisamente porque fecha o seu coração às «novidades do Espírito Santo».

    Mas não é exatamente isso que Bergoglio e sua gang vem fazendo por quase 50 anos? Reinventaram uma “igreja” segundo sua ideologia modernista e se agarram a ela com unhas e dentes, sem se afastar dela sequer um milímetro!
    Chegaram ao ponto de derrubar um Papa e vários bispos que davam sinais de reconhecer o erro e retroceder da linha conciliar, para continuarem a insistir na rebelião e idolatria de um Concílio desastroso! Depois de décadas de perdas de almas para o inferno e para as seitas, de crise vertiginosa de vocações, da perda da identidade sacerdotal, ainda fecham-se à voz do Espírito Santo que nunca deixou de suscitar vocações abundantes em seminários e institutos tradicionais enquanto seminários e ordens modernistas estão às moscas ou fechando as portas.
    De fato , «Ninguém põe um remendo de pano novo em roupa velha; ao contrário, o remendo arranca um novo pedaço da veste usada e torna-se pior o rasgão. E ninguém põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho arrebentá-los-á e perder-se-á juntamente com os odres, mas para vinho novo, odres novos!».
    Pois bem, ao tentarem aplicar o remendo modernista numa Instituição milenar e divina como a Igreja, o resultado não poderia ser outro senão aquele desastre do espetáculo “Fiat Lux” quando projetaram imagens horríveis na fachada da Basílica de São Pedro!
    Poderíamos dizer que atos como aquele são frutos da heresia modernista, mas seria insuficiente e impreciso. Heresia pressupõe a escolha de alguns dogmas revelados por Deus e a rejeição de outros. Mas o que Bergoglio e sua gang estão nos oferecendo nesse Pontificado é a total rejeição do conceito de Revelação e a construção de um edifício “religioso” totalmente diferente daquele da Igreja Católica e do Cristianismo como foi entendido por séculos.
    Por exemplo, se enquanto professando a salvação pela fé em Cristo, devemos também acreditar que Israel pode confiar em suas próprias promessas obstinando na rejeição de Cristo, ou se devemos acreditar que nesta vasta gama de religiões, há apenas uma certeza para nós: de que “somos todos filhos de Deus”, então nenhum dogma ou Verdade de fé, já nos diz nada de real.
    Aliás, as próprias palavras de Jesus (que Bergoglio capciosamente manipula à exaustão nessas indiretas) passam a ter nenhum valor, já que para ele também não existe um “Deus Católico”. Se Jesus não é Deus então suas palavras como de qualquer outro homem são relativas!
    Para Bergoglio há apenas uma certeza: independente da crença religiosa, somos todos filhos de Deus”. Essa é a bússola do seu Pontificado : a participação de todos na divindade (que para um Católico, em um sentido sobrenatural, só seria possível através de Jesus Cristo e da Igreja). Mas evidentemente que para Bergoglio esta distinção não conta.
    É interessante saber que esta é a única certeza remanescente naquele que ocupa um cargo cuja função é ensinar dogmaticamente e confirmar na fé de sempre o rebanho de Cristo! Se ele não tem outras certezas, que credibilidade tem alguma outra coisa que ele fala?
    Assim, se não existem outras certezas, se essa é a única que ainda lhe resta, qual sentido tem quando ele fala de “pecado de idolatria” se ao mesmo tempo coloca ídolos em pé de igualdade com o Menino Jesus num vídeo de péssimo gosto?
    Qual sentido tem quando ele ataca os fiéis Católicos acusando-os de terem um coração fechado, um coração que não ouve a voz do Senhor, que não está aberto à novidade do Senhor, ao Espírito que sempre nos surpreende”, se em sua visita à sinagogas e a seus amigos rabinos, ele elogia os judeus por agirem exatamente dessa maneira, permanecendo fechados à novidade de Cristo?
    Quer dizer que a crítica ácida é dirigida apenas aos Católicos que querem ser fiéis àquilo que sempre lhes foi ensinado em todo tempo e lugar?
    E por que ele não tem coragem de fazer a mesma crítica aos seus amigos judeus que continuam agarrados a seus ritos e cerimônias? Ou aos muçulmanos que conservam o alcorão e suas orações em árabe e seguem à risca seus rituais e preceitos? Ou aos budistas e hinduistas que mantêm seus livros e orações em sânscrito?
    A verdade é que o conceito de “religião” que emerge do vídeo escandaloso de Bergoglio só poderia ser aceito por gnósticos ou maçons, ou seja; a idéia de uma religião que consiste na divindade habitando dentro de cada ser humano e que se manifesta exteriormente de maneiras diferentes e igualmente válidas.
    O crente judeu tem 100% de fé na revelação da Torah e nos seus preceitos ou “mishvás”. O muçulmano tem 100% de fé no Alcorão e para eles é dogma de fé que Maomé recebeu de Alá essa revelação.
    Agora, na visão de Bergoglio o que o “Deus dos Católicos” que “não é Católico” nos propõe, é que Ele não é tão imanente assim, está sempre pronto a mudar de rota, a nos presentear com alguma surpresinha diferente de tudo que foi revelado antes!
    Substancialmente, afirma Francisco, que a “lei não mudou”, ou seja, a Doutrina continua lá no papel, mas se você resolver obedecer ao que diz a lei e não ao que “Bergóglio, o intérprete da lei diz”, você estaria mantendo um «coração fechado». E por esse “pecado” você terá sua alma “cancelada” ou “deletada” quando você morrer, enquanto todos os outros “filhos de Deus” gozarão da alegria na “presença do Pai”.
    Jesus disse-nos: “Enviar-vos-ei o Espírito Santo e Ele guiar-vos-á para a verdade plena”».
    Pois é justamente esse Espírito o qual nos convence do pecado, da justiça e do juízo que nos leva a rejeitar esse prurido de escutar as novidades bergoglianas. É Ele, o nosso paráclito, que nos leva a agarrar-nos ao que sempre foi ensinado em todo tempo e lugar e que nos convence de que ainda que um anjo do Céu, ou até um impostor fantasiado de Papa, nos anuncie algo diferente do que sempre foi transmitido pelos Apóstolos, que seja anátema!
    Ouçamos o que o Espírito diz à Igreja hoje, pois no atual momento não é muito diferente do que Ele disse à Igreja dos Tessalonicenses sobre o homem da perdição: adversatur et extollitur supra omne quod dicitur Deus, aut quod colitur: aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse o próprio Deus.

  15. Equívocos para trazer novidades indesejadas a Igreja?

    Os cristãos devem ser abertos a novidades sim, mas a prudência tem que estar em alerta porque nem tudo que é novo é bom. Por isso que é importante preservar a tradição já que através dela veremos se o novo é bom ou mau para a Igreja.

    O Concílio Vaticano II nos trazia o novo e os frutos desse novo onde muitos que participaram nem eram da Igreja nos trouxe o que vemos hoje, pessoas sem convicção na fé que tem entre outros males.

    O novo é bem vindo quando podemos ver que ele vai nos trazer o que é bom assim como na passagem das bodas de Caná, Jesus fez o vinho novo em talhas de pedra velhas e como sabemos que esse novo era bom? Pelos seus frutos, e assim nos confirma o chefe dos serventes: ” É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.” (João 2,10).

    Nessa passagem das bodas pensa a novidade de Deus é pegar o antigo e transformá-lo em algo bom desde dentro no seu íntimo, e como não lembrar da eucaristia ao falar nisso que entra no homem velho e transforma-o em novo? Mas pra isso o coração não pode ser duro e tem que estar aberto a Verdade divina.

  16. Seria uma blasfêmia monstruosa dizer que é vontade do Espirito Santo que o Vaticano trabalhe em prol do Comunismo. Esta é uma surpresa que vem do espírito maligno. O que é que a Igreja sempre fez? condenou o Comunismo.

  17. «face às novidades do Espírito, às surpresas de Deus também os hábitos devem renovar-se».

    Sim,Bispo de Roma… quando as surpresas vêm de Deus devemos estar abertos sim…Mas, nos últimos tempos é difícil acreditar que as surpresas acontecidas na Igreja venham de Deus…

    Será que vosso antecessor também viu as “surpresas de Deus” e depois se arrependeu e disse: “pensávamos que o Concílio traria dias de sol para a Igreja, mas, ao contrário, trouxe dias de tempestades e dúvidas e confusão;” ou ainda: “por uma brecha o fumo de satanás entrou a Igreja”…

    São essas as “surpresas” que Vossa Santidade deseja?

    Quantas vezes o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé teve que remendar vossas falas surpresas que realmente são surpresas e pavorosas vindas da boca do Bispo de Roma, e pior. é o mesmo que colocar remendo novo em jargões velhos que já mostraram o que deram há anos, mas V. Santidade insiste em fazer surpresas deletérias e sem sentido usando desses arremedos de Igreja da detestável tchurminhaaaaa mumificada da tl.

    Santo Padre…Desista de querer abalar a Igreja com suas indiretas funestas e caquéticas, se esta é a “reforma”desejada pelo senhor, perca a esperança…

    “Tu és Pedro, ROCHA”, e não uma porção de areia movediça que engana a torto e a direita co meias palavras…

  18. São Marcos II, 18-22; São Mateus IX, 14-17: Interpretação tradicional: Os amigos íntimos do noivo, que o acompanham no dia do casamento. Assim como estes não podem ficar tristes, enquanto estão com o noivo, também os discípulos não devem jejuar enquanto estão com o Messias. Jejuarão depois que Ele lhes for arrebatado. Temos, por isto, atualmente, os jejuns prescritos pela Igreja.
    Odres: Naquele tempo era costume guardar o vinho em odres feitos de peles de animais. Com estas duas comparações Jesus quer dizer que os novos ensinamentos que Ele trouxe ao mundo não estão subordinados aos costumes e tradições judaicas. (Padre Lincoln Ramos).

  19. Os “tradicionais” seguem bem o conselho do Papa de “não se fecharem para as inovações do Espírito Santo”. Inventaram com criatividade o termo ” tradicionais” para não parecerem tradicionalistas (não, isso não!). E se esquecem que se não fosse a luta dos tradicionalistas não haveria Missa do Rito Romano Extraordinário (como os tradicionais gostam de chamar a Missa de Sempre) para que pudessem rezar.

    Quanto ao Papa, mais uma bergogliada! Abraça muçulmanos que sempre fazem o mesmo sem se abrirem para os Espírito Santo, mas para Satanás e critica católicos que sempre fazem o mesmo. A diferença nem precisa ser destacada.

  20. Queria aproveitar para perguntar ao Papa: quem é o senhor para nos julgar?

    O senhor não julga os viados! Os senhor não julga estrupadores maometanos! O senhor não julga judeus, budistas, comunistas, regimes genocidas (seu silêncio em Cuba ainda é ouvido. Prenderam cinco pessoas que foram pedir ajuda ao senhor, Papa!). Não julga ninguém por nada!

    Mas, os católicos “rebeldes e idólatras” nunca receberam sua misericórdia! É paulada mesmo! Bispos conservadores já experimentaram sua doce misericórdia seletiva!

  21. Neste estilo “doutores da lei com o coração fechado às surpresas” acho que até eu já escrevo, mas confesso que não teria esta idéia de comparar ao “ir a uma cartomante”, foi a superação. Essa eu vou guardar.

  22. “7 De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. 8 Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. 9 Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”
    (Gálatas 1,7-9)

    Simples Assim…

  23. Alguém avise o Papa que “nem todo espírito é de Deus”, é preciso discernir, o que ele deveria saber como jesuíta e filho de S. Inácio de Loyola. Afinal, como está escrito na Primeira Carta do Apóstolo S. João, capítulo 4:

    1.Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo.

    2.Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus;

    3.todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.

    Mais um falso profeta? A voz do Anticristo?

    Ele sabe a diferença entre o que deve mudar ou não na vida pessoal, prática, de alguém (uma conversão de hábitos ou a manutenção de outros), e o que deve mudar ou ser mantido em termos teológicos?

    Em teologia, “não há nada de novo sob o sol”: ou algum santo ou sábio já o descobriu e ensinou, ou algum herege já o formulou. Resta-nos saber se o Papa se refere a questões pessoais espirituais ou a questões teológicas, já que o discurso dúbio é uma marca característica deste pontificado.

  24. Não consigo entender isto! Não entendo! Ininteligível absolutamente, se for visto do ponto da doutrina católica e do magistério! Não dá, não dá e não dá! “O pecado “é um coração fechado” que “não escuta a voz do Senhor, que não está aberto à novidade do Senhor, ao Espírito que sempre nos surpreende”. O que é isto?? Surpresa do Espírito Santo? Depois de dois mil anos há algo novo a ser proclamado, isto é que nos surpreende? Aonde Isto vai chegar?

  25. Não teve como não lembrar:

    “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.
    Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.”
    2 Timóteo 4:3,4

  26. Como Francisco quer provar o NOVO? Por meio de uma declaração ANTIGA. Com efeito, ilustra sua fala em apoteose ao novo exemplificando com palavras ditas por Nosso Senhor há mais de DOIS MIL ANOS.
    Francisco recorre ao velho e bom vinho que já agradara aos convivas das bodas de Caná para tentar explicar a cachaça teológica hodierna.
    Reparem que para essa turma modernista Nosso Senhor é citado geralmente como referência na vã tentativa de justificar as suas ideias. Mas o quanto é olvidado quando a citação é condenação do pecado.
    Será que não basta aos fiéis ensinar o Padre Nosso ao vigário mas também agora ao papa?
    Deus não nos surpreende com novidades, porque ele nos apresentou a Revelação. Ele é eterno, e como tal, suas palavras ficaram para sempre, sem novidades. Por isso, ele deixou expresso para sempre, e sem novidades: Eu sou Aquele que é. Portanto, Nele não há evolução. Ele é. E se Ele é, não muda seus desígnios por capricho, brincando com a humanidade com novidades.
    Existem remendos, mas alguns são fixados em total desconformidade com o tecido da roupa. Essa era a indumentária característica dos jecas É o caso desse remendo inadequado proposto nas lindas vestes da história católica. Parece que a cachaça teológica enebriou infortunadamente a Bergoglio.

  27. Olha, o Papa Bergoglio fez uma condenação: aos cartomantes! Ao menos se infere.

  28. “… o que nunca deve mudar, porque é fundamento…”o papa, no entanto, não diz qual é este fundamento que nunca deve mudar. A Santa Madre Igreja sempre ensinou que é o Depósito da Revelação contido nas Sagradas Escrituras e na Tradição e transmitido até nós pelo Magistério Vivo e Perene da Igreja. O Espírito Santo ensinou toda verdade aos Apóstolos, e com a morte do último terminou a Revelação pública. Neste sentido não pode haver novidades nem, muito menos, surpresas. Por que, diferentemente dos outros papas, Francisco nunca explica as coisas com clareza? No mínimo, é um papa muito estranho. É muito claro só quando se trata de ecumenismo. Será que, para o papa Francisco, a única coisa que não pode mudar é o rumo que o Concílio Vaticano II inaugurou, como se fosse o ponto zero da Igreja? Talvez para ele, até o Concílio Vaticano II já esteja ultrapassado, aliás já se foram mais de 50 anos!…

    • Aposto que ele concordaria com a frase tão usada pelo clero modernista do Brasil: “Precisamos é de um Concílio Vaticano III!”

  29. “O cristão que se esconde por detrás do «sempre se fez assim» comete pecado, tornando-se idólatra e rebelde e vivendo uma «existência remendada, meio a meio», precisamente porque fecha o seu coração às «novidades do Espírito Santo»”.

    Os religiosos (as), os Padres, os Bispos, os Cardeais e os Papas devem ter a intenção de fazer o que a Igreja sempre fez, e “sempre se fez assim”, agora isso é pecado?

    Curiosamente o Concílio Vaticano I, afirma na Pastor Aeternus:

    “Pois o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos”.

    O que se pode dizer de um Papa, que prega apresentando o Espírito Santo, como um espírito de novidades?

    O Fratres publicou o texto onde o Prof. De Mattei explica que “A fé católica não é ofendida só com a heresia” em referência as palavras do Cardeal Müller, que disse:

    “Não só pelo meu ofício, mas pela convicção pessoal, devo dissentir. Herege na definição teológica é um católico que nega obstinadamente uma verdade revelada e proposta como tal pela Igreja para ser crida. Outra coisa é quando aqueles que são oficialmente encarregados de ensinar a fé se exprimem de forma talvez infeliz, enganosa ou vaga. O magistério do Papa e dos bispos não é superior à Palavra de Deus, mas a serve. (…) Pronunciamentos papais têm ademais um caráter vinculante diverso – desde uma decisão definitiva pronunciada ex cathedra até uma homilia que serve bastante para o aprofundamento espiritual.”

    Concedendo, mas não admitindo que seja isso, exprimir-se de forma infeliz, enganosa ou vaga é uma constante no pontificado de Bergoglio. Sendo assim, sem considerar a questão do ensinamento herético ou de outros graus que ofendam a fé católica, isso dentro o que temos visto do Bispo de Roma, levanta dois questionamentos:

    1 – É intenção da Igreja se esprimir de forma infeliz, enganosa ou vaga?

    2 – Um Papa, sobretodos o Papa, deve tero a intenção de fazer o que a Igreja sempre fez: Bergoglio tem essa intenção?

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