Exortação apostólica do Papa sobre a Família vai ser publicada até março.

Informação foi avançada no Algarve por D. Vicenzo Paglia, responsável por este setor na Santa Sé

Faro, 27 jan 2016 (Ecclesia) – A exortação apostólica do Papa Francisco sobre o Sínodo dos Bispos dedicado à Família vai ser publicada até ao próximo mês de março.

A informação foi avançada à Agência ECCLESIA pelo presidente do Conselho Pontifício para a Família, D. Vicenzo Paglia, durante as jornadas de atualização do clero da Província Eclesiástica do Sul, que estão a decorrer até esta quinta-feira em Albufeira, no Algarve.

O arcebispo italiano mostrou-se convencido de que o documento do Papa mostrará uma Igreja Católica “em saída” e próxima das famílias em todos os momentos da vida.

“Estou convencido que a exortação será um hino ao amor, a um amor que quer zelar pelo bem das crianças, que sabe estar perto das famílias feridas para lhes levar força, que quer estar junto dos mais idosos, a um amor que toda a humanidade precisa”, salientou.

Subordinadas ao tema “Família: Centralidade, Renovação e Continuidade”, as jornadas de atualização do clero da Província Eclesiástica do Sul têm este ano como pano de fundo o último Sínodo dos Bispos dedicado à Família.

A iniciativa conta com cerca de uma centena de sacerdotes inscritos, e respetivos bispos, vindos das dioceses do Algarve, Beja, Évora e, pela primeira vez, da diocese de Setúbal.

Na sua reflexão, D. Vicenzo Paglia destacou a importância das comunidades católicas serem mais interventivas junto dos problemas e dos desafios das famílias, sobretudo daquelas que estão a começar a sua caminhada, os jovens casais.

“Hoje infelizmente, vemos uma grande brecha entre a família e a paróquia: as famílias são muito pouco eclesiais, já que se voltam facilmente, para si mesmas, e as paróquias são pouco familiares, porque se encontram abafadas pelo peso da burocracia, ou envelhecidas pelo funcionalismo. Há pouco calor, pouco acolhimento, pouco acompanhamento”, sublinhou.

Sobre a atuação da Igreja perante casos como o das pessoas divorciadas, recasadas ou que vivem em união de facto, questão que mereceu largo destaque mediático durante o Sínodo, o responsável do Vaticano frisou que todas estas pessoas podem e devem ser integradas na vida da comunidade.

“O desafio dos cristãos é estar ao lado deles, não rotulando, não criticando (…) a Igreja tem de falar para mudar. Teria sido dramático se Jesus não tivesse falado com a samaritana. Esta é a atitude do Papa Francisco, estar ao lado, não condenar, procurar o lado positivo da questão e fazê-lo crescer”, referiu.

D. Vicenzo Paglia lembrou ainda as muitas famílias que vivem hoje momentos “dramáticos” por causa da guerra, da pobreza, do desemprego ou da instabilidade social, especialmente as que foram obrigadas a viver na condição de refugiadas.

“Muitos governos não têm uma política familiar e isso é gravíssimo”, acusou o arcebispo italiano, recordando que “a solidez de uma sociedade está na família”.

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13 Comentários to “Exortação apostólica do Papa sobre a Família vai ser publicada até março.”

  1. Os governos se metem e muito no direito natural dos pais. O que não faltam são políticas para pervertê-las. E, por outro lado, bispos – CNBB – que não atuam em combater as políticas contrárias à família.

    Quero ver mesmo o tão esperado indulto para os divorciados recasados comungarem.

    Nos casos dos refugiados de guerra, nada mais natural. Queriam o quê? Matá-los?

  2. Se os clérigos voltassem a ser cura d´almas, voltassem a ser líderes religiosos de fato, pessoas religiosas, que transmitem o senso do sagrado em seus atos exteriores, na sua fala, nos seus modos, na sua vida, então, sim, começaríamos a restaurar os ambientes, fazendo-o atraente para os fora e e para os de dentro. Dá-se, porém, que notável parte do clero não inspira absolutamente nada de religião. Muitos portam-se como burocratas e transpiram tédio; muitos dos entusiasmados são também os mais mundanos em sua vida privada. Enfim, se os clérigos deixassem a Igreja ser o que ela é, UMA RELIGIÃO, as multidões não a estariam olhando como empresa, partido e/ou covil de vagabundos e sodomitas tresloucados. Chega de papel! Chega de planos de pastoral, exortações, grupelhos e outras demências. A Igreja precisa é de santidade no clero (e nos leigos).

  3. … “Sobre a atuação da Igreja perante casos como o das pessoas divorciadas, recasadas ou que vivem em união de facto, questão que mereceu largo destaque mediático durante o Sínodo, o responsável do Vaticano frisou que todas estas pessoas podem e devem ser integradas na vida da comunidade”.
    É justo, podem ser integradas à comunidade até certo ponto, respeitadas, porém devem ser aconselhadas com prudencia a mudarem de vida para que sejam de fato membros ativos e poderem fazer um bem imenso a todos, mas da forma com que se comportam no momento, como amasiados, por ex., estão fora da plena comunhão com a Igreja, em gravíssimo pecado e não podem participar ativamente da vida eclesial- eles mesmos se excluiram.
    Já imaginou os péssimos exemplos de sodomitas e amasiados como catequistas doutrinando de como integralmente seguirem as exigencias da Lei do Senhor, particularmente acerca do 6º Mandamento e discorrendo acerca da virtude da pureza e anexos?
    Ou noutras situações ostensivas pecaminosas, pecadores públicos de todos sabidos, como maçons e em destaque em alguma atividade?
    … “Muitos governos não têm uma política familiar e isso é gravíssimo”, acusou o arcebispo italiano, recordando que “a solidez de uma sociedade está na família”.
    Ao contrario, muitos governos social-comunistas têm politica familiar, isso é gravíssimo, pois a meta é destruí-las, com ajuda até de religiosos, caso Brasil com a CNBB que os ajuda a eleger, que nunca se investiu contra os marxistas, bem aos lados dos comunistas da TL e do PT, por também não os denunciar aos católicos como extremamente devassos, perversos e politicamente corretos!
    O mesmo sucede nos EUA elegendo um marxiislamita Obama, o vermelho do PS Hollande, na França etc.
    Quantas perversões têm sido instaladas graças a esses ideólogos do poder por meio de programas levados às massas sem uma reação oficial da Igreja, como numa contraofensiva ante á imoralidade que tomou conta até das ruas, sem pudor algum?

  4. É o pontificado de John Lennon: love, love, love; All we need is love.

    Tenho certeza que vai funcionar.

  5. Mas não foi esse impostor, Vincenzo Paglia, que escreveu há algum tempo atrás:

    “A mudança já está em curso e não se volta mais atrás”. No Sínodo da família, as resistências contra a comunhão aos divorciados novamente casados e outras formas de convivência de fato “não modificaram um caminho que agora já está em curso”.
    https://fratresinunum.com/tag/dom-vincenzo-paglia/

    Ele já havia avisado que “o Sínodo foi convocado para ouvir a situação das famílias reais de hoje e vir ao seu encontro de um modo apaixonado e certamente não severo. Não foi e não deve ser uma mera repetição da Doutrina. Francisco pede uma Igreja que se coloca a caminho para acomodar a todos e recolher os necessitados”.
    Então já sabíamos o que viria nesse lixo de documento escrito por aquele efeminado argentino Tucho Fernandez, reitor da Pontifícia Universidade Católica da Argentina em Buenos Aires e amigo do peito de Bergoglio. Um sujeito cuja obra de peso é um livro com o título ” “Cura-me com a tua boca – A arte de beijar”.
    Quer dizer que é o “beijoqueiro de Buenos Aires” que está escrevendo uma “Exortação apostólica do Papa sobre a Família” e vocês querem que eu ainda leve isso a sério?
    Ao contrário, devemos dar ouvidos a vozes como do Cardeal africano que falou no 51Congresso Eucarístico International que está sendo realizado em Cebu, nas Filipinas entre os dias 24-31 de janeiro de 2016.
    O cardeal Arcebispo de Abuja- Nigéria John l Onaiyekan, alertou os sacerdotes contra a prática de dar a comunhão a pessoas em estado de pecado pra fazer cortesia. Disse ainda que essa prática inflige um real dano à fé na Presença Real e que quando se trata da Eucaristia não existe espaço pra ser politicamente correto. Finalizando disse “parece-me que em muitos lugares hoje em dia é urgente recuperar aquele senso de ultraje sobre o que podemos ver claramente como um sacrilégio”.
    http://news.abs-cbn.com/focus/v1/01/29/16/cardinal-warns-of-sacrilege-vs-eucharist
    E é desse modo que eu tenho visto esses documentos que estão saindo do Vaticano, com um profundo sentimento de ultraje por aquilo que vejo como promoção de sacrilégio.

  6. “Hoje infelizmente, vemos uma grande brecha entre a família e a paróquia: as famílias são muito pouco eclesiais, já que se voltam facilmente, para si mesmas, e as paróquias são pouco familiares, porque se encontram abafadas pelo peso da burocracia, ou envelhecidas pelo funcionalismo. Há pouco calor, pouco acolhimento, pouco acompanhamento”

    Achei brilhante a frase do arcebispo. Como eu gostaria que as paróquias tivessem um estilo semelhante aos Oratórios europeus, nos quais há uma ligação forte entre família e paróquia.

    Quando vou à missa tridentina no Mosteiro de São Bento, tenho vontade de sair correndo quando termina, tão seco é o clima e impassíveis os semblantes…

    • “Quando vou à missa tridentina no Mosteiro de São Bento, tenho vontade de sair correndo quando termina, tão seco é o clima e impassíveis os semblantes…”(2)

      Sinto o mesmo. Aquela gente, na sua presumível maioria, descendente de pequenos imigrantes fugidos da fome na Europa, se sente e se porta, com sua altivez burlesca e suas roupas domingueiras, como ínclita herdeira dos Habsburgo ou, pelo menos, dos Saxe-Coburgo. Acontece, porém, que ninguém é mais cordial e sem afetação que o verdadeiro aristocrata (e o alegre camponês), enquanto que aquelas caras e bocas do proletariado ilustrado só fazem lembrar o “burguês fidalgo” de certo autor. Péssimo.

  7. Lá vem a outra vez a conversa dos coitadinhos. Não se pode criticar, não se pode apontar o dedo.
    No pensamento dele, se Jesus Cristo descesse à Terra agora, teria compaixão, teria abraçado esse tipo de pecadores.
    Coitadinha é desta Igreja (Nova), que já não critica nem aponta o dedo.

    Se Jesus Cristo descesse à Terra agora, certamente tiraria o chicote outra vez contra estes novos vendilhões do Templo que não zelam pela salvação das Almas dos seus paroquianos. Eles zombam da Misericórdia de Deus como se Deus não fosse também Juiz.
    E Ele perguntará a cada um na hora de julgar:
    – Que fizeste ao rebanho que eu te dei? Entregaste-o aos “lobos”?

    Jesus Cristo foi Misericordioso sim em frente aos arrependidos. Mas terminou com um aviso:

    VAI, MAS NÃO VOLTES A PECAR.

  8. Infelizmente, digo com pesar, o que Bergóglio fala ou escreve nunca levei nem levarei a sério; dizer uma coisa, ter que ser remendado o que falou pelo pe. Frederico Lombardi; fazer gestos midiáticos impactantes de “misericórdia”, depois agir com mão de ferro com quem pensa diferente do pensamento infeliz dele; usar de suas homilias para fulminar “misericordiosamente” seus adversários, e ai de nós se não fossem esses adversários; viver se contradizendo de modo pueril, pior que um pároco da roça…Não posso nem quero levar a sério seu “magistério”….DEUS ME DEFENDA!!!!!!!!!!!!!!

  9. Toda vez que algum membro da Igreja diz que o Estado tem que fazer algo, me causa muita preocupação.
    O Estado tem que cada vez menos se intrometer na na vida das pessoas, ser cada vez menor, já a Igreja é que deve ditar a vida e as decisões de seu rebanho.
    Em relação a família o Estado não deve se intrometer, que deve dizer sobre esse tema é a Igreja através da moral familiar.

  10. O que não quer dizer que essa exortação será boa para a família.