Há um “pueblo” para Francisco?

Do artigo de Massimo Faggioli, historiador italiano, no Global Pulse:

Todavia, os problemas que afetam o pontificado de Francisco vêm muito mais do lado de dentro da Igreja do que do lado de fora. O que o Dia da Família mostrou é que a Igreja dos “valores não negociáveis”, aquela que continua a considerar a homossexualidade uma “desordem intrínseca”, está longe de acabar.

Eis um estilo de catolicismo muito diferente daquele do atual papa. A Igreja da cultura de guerra se mantém viva e ainda é capaz de mobilizar-se e ser ouvida. Mas ela é uma Igreja que não tem a mesma compreensão que Francisco.

O que se viu no palco montado no Circus Maximus foi uma espécie de volta ao começo dos anos 2000, quando a Igreja italiana era dominada pelo Cardeal Camillo Ruini, a mente política do episcopado italiano na era João Paulo II.

O Vaticano fica a uma pequena distância daquele vasto campo, mas os homens de Francisco e a sua mensagem não foram vistos no Dia da Família.

É provavelmente correto dizer que o evento era, em parte, uma resposta ao chamado do papa, feito em maio passado, para que os leigos católicos tomassem as questões sociais em suas próprias mãos em vez de ficarem esperando serem dirigidos por bispos “pilotos”.

Mas estes fiéis se puseram a assumir as questões sociais de uma maneira nada próxima ao estilo do Papa Francisco.

Não se trata de uma estratégia maquiavélica do papa, no sentido de que ele deixa os leigos fazerem o que não se atreve a fazer a fim de não se tornar impopular. Não. Existe uma diferença profunda entre a Igreja de que Franciscofala e a Igreja que o Dia da Família representou com as suas faixas e gritos de guerra.

A Igreja do “pueblo” sobre a qual fala Francisco é marcada por condições pessoais profundamente imperfeitas e sociais. É composta de paróquias onde gays, lésbicas e suas famílias são bem-vindos.

A Igreja representada pelo Dia da Família pareceu estar cega ao fato de que as famílias consistem de natureza bem como de cultura. Este evento expressou um extremismo ideológico fora de contato não só com o mundo secular, mas também com a vida diária de católicos no mundo.

A dúvida, portanto, é esta: “Quem são os católicos de Francisco?”

Não são os bispos, pelo menos não em sua maioria. Não são os membros dos movimentos leigos organizados, cuja cultura, linguagem e líderes ainda constituem uma manifestação da Igreja de João Paulo II e Bento XVI. E não são os políticos católicos, dos quais Francisco está mantendo uma clara distância.

Assim, a pergunta permanece: Há um “pueblo” para Francisco?

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20 Comentários to “Há um “pueblo” para Francisco?”

  1. Artigo simplesmente sensacional, instigante e profundamente reflexivo:
    Afinal, quem são os católicos que Francisco lidera, se os que estão na rua em defesa da Igreja não são reconhecidos pelo Pontífice?
    Esta pergunta parece sintetizar todos o dramas e contradições desta pontificado e que somente o curso da História vai conseguir responder.

  2. Está na hora de vocês abrirem os olhos para entender que a Igreja de Deus não é um clubezinho fechado. Vocês são tão bitolados que acha que a igreja têm um dono temporal.” Não sou de Paulo, Pedro ou de Apolo” Sou de Cristo e Cristo é de Deus ” ,Caiam na real!

  3. Sim, há, e está geralmente fora da Igreja.

  4. As coisas são como são, seja para o bem seja para o mau. Para um voluntarista como PF, não vale tanto a realidade, isto é, não vale o clamor dos leigos “engajados” e de parte do episcopado italiano; vale o que ele quer e acabou. E por por haver um descompasso entre o que PF quer para Igreja e o que a Igreja quer para si , ele fica como que só, à semelhança do garoto birrento que pega a bola e vai embora antes de o jogo acabar, ou nem aparece para o jogo. Por essas e por outras, não é difícil imaginar como PF foi educado em família (aprendemos em casa a não sermos egoístas e centro do mundo). Ou, se ele aprendeu em casa essas lições básicas de convivência humana, ele as desaprendeu na rua, quiçá na sacristia decadente do novus Ordo. E tudo em nome da ternura e da “teologia de joelhos”. Desceu-se muito para se criar essa metáfora ridícula e chula: “de joelhos”…

  5. Papa Francisco tem seu pontificado marcado pela leitura latino-americana da Igreja. Entretanto, há outras leituras de Igreja presentes na própria Igreja. Parece-me que aqueles que aplaudem o Papa Francisco com sua visão popular de Igreja não estão dispostos a abrir mão de suas leituras que aprenderam a ter da Igreja em um contexto europeu.

  6. Meus caros “frates e sores”. Uma das coisas que mais me desanima e entristece nesses fóruns de discussão acerca do que está acontecendo na Igreja, é que os fatos são expostos e comprovados, são discutidos à exaustão e depois simplesmente se esquece tanto os fatos como a cronologia dos mesmos.
    Não sei se essa amnésia coletiva que compromete o concatenamento dos fatos é proposital ou um fenômeno gerado pela velocidade das informações via internet e a incapacidade de processá-las, mas para mim que acompanho, leio e traduzo tais eventos, uma das graças que tenho recebido em abundância é justamente aquela de olhar os sinais dos tempos à luz da Palavra de Deus.
    Ainda que alguns insistam em viver como o avestruz com a cabeça atolada até os ombros no buraco, não temos pra onde correr, estamos vivendo os tempos em que se cumpre a profecia paulina descrita na II Carta aos Tessalonicenses e também a mesma descrita na Carta aos Romanos.
    No tocante a todos os governos e governantes do mundo, independente do sistema político ser parlamentarista, presidencialista ou monárquico, “Não há nenhum justo, nem ao menos um; não há uma só pessoa que entenda, ninguém que de fato busque a Deus”( Romanos 3:10).
    Obama, Trudeau, Renzi, David Cameron, Merkel, Dilma, monarcas das casas reais europeias, enfim todos os líderes de nações outrora cristãs, são a prova contundente do que diz o salmo de Davi: “Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Todas as suas atitudes são corruptas e abomináveis: não há um que faça o bem”.
    Os reis da terra se levantam, e os governantes se ajuntam em oposição ao Senhor e contra o seu Cristo” (Atos 4-26)
    Esse é o reino do Anticristo do qual nos adverte São Paulo quando diz que o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém.
    (2 Tessalonicenses 2:7)
    A eleição desses anticristos só foi possível graças à maciça apostasia da fé e o reinado de terror que eles estão implantando só foi possível com o ocaso da Igreja, com o desaparecimento da voz da Igreja em todos os fatos que dizem respeito à salvação do homem, somado à prevaricação de seus pastores que em grande número abraçaram o hedonismo.
    Por algum motivo Nosso Senhor está permitindo que sejamos as testemunhas da monstruosidade dessa impostura.
    Então só pra refrescar a memória vamos nos ater à cronologia dos fatos.
    Assim que assumiu o Pontificado, Bergoglio convoca um Sínodo da Família em duas etapas cujo objetivo era legitimar o adultério e a aceitação da sodomia pela Igreja como um todo.
    Nesse Sínodo escandaloso, o impostor Bruno Forte, para espanto de todos joga duas bombas:
    “os homossexuais têm dons e qualidades para oferecer à comunidade cristã” e que a Igreja deve ser para eles “uma casa acolhedora”.
    O relatório do Sínodo admite que “existem casos em que o mútuo apoio constitui um sustento precioso para a vida dos parceiros” e refere-se à necessidade de atenção especial às crianças que vivem com casais homossexuais, lembrando que, em primeiro lugar, devem vir sempre as exigências e direitos das crianças…daí os batismos e primeiras-comunhões de crianças que vivem nessas situações sem que seus responsáveis vivam, creiam ou concordem com a Doutrina da Igreja.
    Mas agora vem a bomba relógio maior do Relatório que foi rejeitado, mas que Bergoglio insistiu para que permanecesse: Bruno Forte enfatiza que “a Igreja não concorda que o termo ‘família’ possa ser aplicado tanto à união entre homossexuais quanto ao casamento de um homem e uma mulher”. No entanto, diz ser evidente que as pessoas humanas envolvidas nesses vários tipos de experiência têm direitos que devem ser tutelados. “É preciso buscar uma codificação de direitos que possam ser assegurados a pessoas que vivem em uniões homossexuais. É uma questão de civilidade e de respeito à dignidade das pessoas”.
    http://www.cidadenova.org.br/editorial/inova/817-homossexuais_tem_dons_para_oferecer_a_co

    Ora, aí tá explicado porque Bergoglio foi contra o Family Day. Ele apóia sim o projeto de lei da deputada italiana Monica Cirinná que quer regularizar o “casamento civil” entre sodomitas na Itália. Ele mesmo insistiu que permanecesse no Relatório Final do Sínodo a proposta indecente de Bruno Forte: “É preciso buscar uma codificação de direitos que possam ser assegurados a pessoas que vivem em uniões homossexuais. É uma questão de civilidade e de respeito à dignidade das pessoas”.
    Legalizar a cohabitação pecaminosa entre dois sodomitas, um pecado que brada aos céus e pede a vingança de Deus contra quem o pratica, para Bergoglio e sua corja de impostores trata-se de “uma questão de civilidade e de respeito à dignidade das pessoas”.
    A maior prova disso foi o encontro que seu enviado o traidor Nunzio Galantino teve com Mônica Cirinná pra negociar a retirada da adoção por “casais gays” do projeto porque assim ficaria mais fácil convencer o povo a apoiar a lei.

    “O secretário da CEI está tão envolvido nas negociações que corre a notícia de um jantar privado que ele teve com a parlamentar Monica Cirinnà o qual o mesmo Galantino teria relatado aos seus colaboradores mais próximos sobre os resultados positivos. Mas não é só isso! Como existe a hipótese de que a discussão desse projeto de lei não será concluída antes de Setembro-Outubro, Galantino imediatamente e discretamente tentou dissuadir o “Comitê Defendamos os nossos filhos” de convocar um segundo “Dia da Família” em 3 de outubro, dia da vigília de oração para o Sínodo sobre a Família para o qual o Secretário CEI convocou todos os movimentos e associações eclesiais. No melhor estilo clerical: aos leigos cabe obedecer e orar (ordem de comando), porque a política fica por conta de “Don Nunzio”.
    O que emerge é, portanto, algo já visto, precisamente pela Lei 194, que em 1978, introduziu o aborto na Itália, com a oposição fingida da DC: ali então foi permitido um massacre de crianças (foram sacrificados mais de 5 milhões) com uma lei que foi apresentada como para a “proteção da maternidade”. E hoje vamos aprovar o casamento gay com uma lei que está sendo apresentada como para a “proteção do casamento”, e além disso, com o apoio da Conferência Episcopal Italiana.
    Quanto aos bispos italianos, por ocasião do 20 de junho passado ficou claro que muitos deles não estão de acordo com Monsenhor Galantino, e nem mesmo o presidente da CEI, o cardeal Angelo Bagnasco, segue a linha de Don Nunzio. No entanto, o secretário da CEI – que, do ponto de vista dos estatutos não tem algum poder de decisão – pode fazer o bom e o mau tempo sem levantar nenhuma objeção. E isto também é um mistério, talvez que um dia alguém vai conseguir explicar.
    http://www.lanuovabq.it/it/articoli-buona-scuola-cirinnae-le-manovre-di-galantino-13179.htm

    Concluindo, espero que essa cronologia dos fatos, deixe claro de uma vez por todas quem e como estão trabalhando contra Cristo e sua Igreja. A fortaleza foi assaltada e o inimigo está dentro, cabe a nós indentificá-lo e resisti-lo revestidos de toda a armadura de Deus, para que possamos estar firmes contra as astutas ciladas do Maligno. (Efésios 6:11)

    • Sra. Gercione,Lima,

      Não há nenhuma objetividade nesta reconstituição dos fatos, pois parte-se da premissa segundo a qual se deve, a todo custo, desqualificar o Santo Padre. Trata-se, pois, de um argumento falacioso, em que se faz a reconstituições de alguns fatos apenas, em detrimento de outros, a partir de uma interpretação feita “a priori”. Também os textos bíblicos são citados fora de seu contexto, numa interpretação “milenarista” que é contrária à Sagrada Escritura, enquanto os autores bíblicos tem, de fato, o objetivo de convidar os fiéis à perseverança na fé, pois não se sabe quando será o Dia do Senhor. Afirmar categoricamente que estamos no fim dos tempos significa concordar com a leitura fundamentalista que certas comunidades protestantes fazem dos textos bíblicos. Além disso, é estranho que alguém que manifeste tantas críticas e reservas ao Concílio Vaticano II cite, com tanta profusão, a Sagrada Escritura, se recordamos que esta é justamente uma das “grandes inovações” deste “Concílio de prevaricadores”, isto é, tornar a Palavra de Deus mais acessível aos féis, seja na Sagrada Liturgia, seja na meditação pessoal. Não é uma contradição valer-se de algo que foi promovido pelo Concílio para criticar o próprio Concílio? Admira-me que um “tradicionalista” convicto tenha em mãos a Bíblia e, pior, a leia como uma Testemunha de Jeová (com todos respeito pelas Testemunhas de Jeová)!!!

  7. Acredito que haveria o pueblo do papa Francisco, como os da esquerdista Pastoral da Juventude, da CNBB e de sua secretaria nacional, a jovem Aline Ogliari, que recebeu uma mensagem de incentivo dele, ela e mais dirigentes dessa suposta Pastoral, mas que no seu conteúdo “-doutrinario” a ideologia marxista eram o ingrediente principal, assim como enfatizava a entronização de seres humanos grandes carniceiros, como Che Guevara.
    Aliás, nas páginas do FACEBOOK da acima, os elogios e defesa dos ideais niilistas de Fidel Castro, do mencionado e doutros ditadores abutres comunistas estão em evidencia, assim como de vermelhos sacerdotes e outros supostos religiosos e leigos a serviço do marxismo.
    Também estaria nesse pueblo a direção da CNBB e dos que a apoiam em seus expedientes, em que os vermelhos estão associados ao esquema, exaltando o marxismo e todos as suas medidas “pastorais”, em que o humanismo da Mãe Terra e doutros imanentes são os donos da festa.
    De igual forma, os membros dos conhecidos desordeiros e invasores de terras alheias, os tais “movimentos sociais, que à verdade não passam de milicias comunistas, como os grupos agregados aos revolucionarios e anarquistas do MST e grupos semelhantes, espalhando o terror, tratados como heróis pelos partidos comunistas, e ele os incentivando a continuarem em sua luta revolucionaria em prol de “terra, trabalho e teto”…
    Quem não se ativer aos conservadores, caso dos defensores da familia tradicional, das considerações do post, considerados à direita, obrigatoria e compulsoriamente incidirá nos esquerdistas – inexiste meio termo!

  8. Obrigado Sra. Gercione, pela clareza de raciocínio e coerência , coisa que anda em falta hoje em dia mesmo diante de tantas evidências, não há como ignorar os fatos, estamos em pleno reinado do anticristo, se alguém espera que o filho do pecado apareça em uma nuvem de enxofre com chifre , rabo e proclamando eu sou o anticristo. é melhor se cuidar pois já caiu no engano. O iníquo foi precedido de mais de 500 anos de afastamento da fé até culminar no modernismo do qual, o atual pontífice, é a mais lógica personificação, e cumpre e encerra em si, tudo o que anseia um mundo apóstata. Para quem não conhece recomendo a leitura de Federico Mihura Seeber El anticristo.

  9. O desastre maior são os sites paroquiais passando as noticias como se nada de errado estivesse acontecendo ,literalmente omitindo as barbaridades …..pobres fiéis…

  10. “A Igreja representada pelo Dia da Família pareceu estar cega ao fato de que as famílias consistem de natureza bem como de cultura. Este evento expressou um extremismo ideológico fora de contato não só com o mundo secular, mas também com a vida diária de católicos no mundo.”

    Parece-me um texto crítico ao Dia da Família.

    • Uê, Pedro Henrique, v gostaria é que a Igreja representada pelos leigos que não assumem relativismos, por incrível que pareça, vindos de dentro do Vaticano ficassem sem se manifestar e deixassem ficar como parece que querem, bem calados?
      A reação a desmandos doutrinarios vindos de dentro do Vaticano é saudável, e estamos sabendo que nem todos os bispos e cardeais, muitos deles, não apoiam certas ideias que mais e parecem de não cristãos, ou de quem mudou de religião, como para o protestantismo!
      Quem cala, consente!

  11. “Nem todo aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (S. Mateus 7, 21)

    Caros fraternos, paz e bem!

    O santo padre o papa é o pai espiritual de todos, e não apenas dos católicos.
    Não basta pertencer à Igreja católica para ser salvo. É preciso respeitar a vontade de Deus. Também os NÃO CATÓLICOS (Judeus, ateus, espíritas, muçulmanos…) são criaturas feitas à imagem de Deus e destinadas a alcançar um dia a Salvação, se viverem seguindo retamente a voz da própria consciência.

    A Salvação é oferecida a todos, sem exceção. A quem pouco foi dado, pouco será cobrado. A quem muito foi dado, muito será pedido. São condenados somente aqueles que recusam Deus deliberadamente. Somente o Altíssimo, na Sua infinita Justiça, estabelecerá o grau de responsabilidade de cada ser humano e pronunciará o Juízo final.

    Estamos vivendo o INÍCIO DAS DORES DE PARTO:
    – Apostasia, rumores de guerras, terremotos, fome e tribulações….

    E segundo as profecias (S Malaquias), Francisco seria o último papa. É o papa da Misericórdia, última tábua de salvação da humanidade (Sta Faustina). Depois, virá o Tempo da Justiça Divina. Tempos de retorno às catacumbas, tempos de perseguição… mas “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16, 18).

    Penso que a Santíssima Trindade está preparando os católicos para viverem sua fé independentemente da presença ou ausência papal. Explico: as profecias serão cumpridas em breve;
    – o 3º Segredo de Fátima: assassinato do “bispo de branco”;

    – “o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém” (2ª Tessalonicenses 2:7): E quem detém a manifestação do Anticristo: os papas Bento XVI e Francisco;

    – “Fere ao pastor, e as ovelhas se dispersarão” (Zacarias 13:7): qual pastor: o papa.

    E quem é o maior inimigo da Igreja?
    Com certeza, não são os apóstolos descendentes Judas Iscariotes (bispos heréticos), o Estado Islâmico (invenção da Nova Ordem Mundial), lobby gay do vaticano,.. mas tão-somente:

    Satanás, a Antiga Serpente que seduziu Adão e Eva, nossos primeiros pais. E como derrotar Lúcifer? Através das armas espirituais: oração, jejum, penitência…

    Senão, vejamos:
    Padre Gabriel Amorth, exorcista chefe do Vaticano, escreveu:
    “Cada Ave Maria é como um golpe na minha cabeça. Se os cristãos soubessem o quão poderoso é o Rosário seria o meu fim.”

    Repetindo: “Se os cristãos soubessem o quão poderoso é o Rosário seria o meu fim.”

    2017 está às portas.

  12. “…Também os NÃO CATÓLICOS (Judeus, ateus, espíritas, muçulmanos…) são criaturas feitas à imagem de Deus e destinadas a alcançar um dia a Salvação, se viverem seguindo retamente a voz da própria consciência…”

    R – Fora da Igreja (CATÓLICA) não há salvação.

    São Cipriano (séc. III): “Não há salvação fora da Igreja”.

    Credo de Santo Atanásio (séc. IV), oficial da Igreja Católica: ” Todo aquele queira se salvar, antes de tudo é preciso que mantenha a fé católica; e aquele que não a guardar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá para sempre (…) está é a fé católica e aquele que não crer fiel e firmemente, não poderá se salvar”.

    Papa Inocêncio III (1198-1216): “De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva”.

    IV Concílio de Latrão(1215), infalível, Canon I: “…Há apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual absolutamente ninguém é salvo…”. Canon III: “Nós excomungamos e anatematizamos toda heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre a qual nós, acima, explanamos…”.

    Papa Bonifácio VIII (1294-1303): “Por apego da fé, estamos obrigados a crer e manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós firmemente cremos e simplemente a confessamos e fora dela não há salvação nem perdão dos pecados (…) Romano Pontífice, o declaramos, o decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para toda criatura humana.

    Concílio de Florença (1438-1445): “Firmemente crê, professa e predica que ninguém que não esteja dentro da Igreja Católica, não somente os pagãos, mas também, judeus, os hereges e os cismáticos, não poderão participar da vida eterna e irão para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos, a não ser que antes de sua morte se unirem a Ela(…).

    O Concílio infalível de Trento (1545-1563) além de condenar e excomungar os protestantes, reiterou tudo o que os Concílios anteriores declararam, e ainda proferiu : “… nossa fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus…”

    Papa Pio IV (1559-1565), um dos papas do Concílio de Trento: “… Esta verdadeira fé católica, fora da qual ninguém pode se salvar…” (Profissão de fé da Bula “Iniunctum nobis” de 1564)

    Papa Benedito IV (1740-1758): “Esta fé da Igreja Católica, fora da qual ninguém pode se salvar…”.

    Papa Gregório XVI (1831-1846), Mirari Vos: “Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda a parte, graças aos enganos dos ímpios e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do reto e honesto. Podeis com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só batismo (Ef. 4,5): entendam, portanto os que pensam poder-se ir de todas as partes ao Porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo(Luc. 11,23) e os que não colhem com Cristo dispersam miseravelmente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha(Simb. Sancti Athanasii).(…) Desta fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errônea, digo melhor disparate, que afirma e que defende a liberdade de consciência. Esse erro corrupto que abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de alguém asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma do que a liberdade do erro?, dizia Santo Agostinho (Ep. 166)”.

  13. Caro sr. Luis:

    Para uma pessoa que em outro post disse claramente “Sra.Gercione,não é meu interesse (e nem tenho tempo) criar polêmicas”…me parece que tempo é o que não lhe falta pra ficar feito lavadeira em morro de favela procurando encrenca com quem o sr. não conhece.
    Vade retro satanás, porque eu sei exatamente quem lhe move os condões! No que depender de mim, seus “15 minutos de notoriedade” chegaram ao fim, pois não responderei mais às suas diatribes e argumentos falaciosos.
    Mas por essa figura triste, perdido em um vazio de ignorância e papolatria, podem ter certeza que eu dedicarei meu rosário dessa noite para que lhe caiam as escamas dos olhos.

  14. Geraldo, você leu corretamente o que eu escrevi?
    Haja paciência…
    Apenas constatei que o texto da matéria era crítico ao DIA DA FAMÍLIA.

    Falar que o evento expressou um extremismo ideológico fora de contato com o o mundo secular (ainda bem!) é ser favorável ao evento?

    Qualquer católico deve expressar-se, não de acordo com as correntes ideológicas de cada época, mas de acordo com o evangelho. O verdadeiro evangelho ensinado pela Igreja.

    Nunca reprovei o evento… não sei com vc concluiu isso e nem minha postagem permitia tal conclusão.

  15. texto defende a Igreja do “pueblo” que Francisco representa e critica a Igreja dos(notem expressões entre aspas) “valores não negociáveis” e aquela que continua a considerar a homossexualidade uma “desordem intrínseca”, está longe de acabar.

    Esta conclusão só pode ser exata, se eu for além das palavras do texto. Por exemplo, eu não sei nada a respeito deste historiador. Das suas obras. Qual posição dele em questões ambíguas da Igreja Católica? Ele é católico? Como isto não está no texto, inferi mesmo que ele criticou o evento e defendeu a Igreja inovadora de “pueblo-Francisco”.

    • Caso seja possível publicar a correção.

      No trecho do meu comentário: <>

      Na verdade faltou o artigo “O”.

      O texto defende a Igreja do “pueblo” de Francisco(essa é minha conclusão).

      E para acrescentar.

      Ainda me parece, no final do texto, cinismo a retórica:

      “Assim, a pergunta permanece: Há um “pueblo” para Francisco?”