Papa Francisco e Patriarca de Moscou se encontrarão em Cuba.

Rádio Vaticano – O Papa Francisco e o Patriarca de Moscovo e de todas as Rússias, Kirill, encontram-se em Cuba no próximo dia 12 de fevereiro. O Santo Padre fará ali uma pequena escala na sua viagem ao México encontrando-se com o Patriarca de Moscovo que está naquele país em visita oficial.

É com grande alegria que o Patriarcado de Moscovo e a Santa Sé, num comunicado conjunto, anunciam este acontecimento. Em particular, o padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, durante a conferência de imprensa de apresentação da Viagem Apostólica do Papa Francisco ao México, teve oportunidade de dar mais alguns pormenores sobre este histórico acontecimento.

O padre Lombardi informou ser este um encontro que estava a ser “há muito preparado” e será “o primeiro na história”. “Sinal da esperança para todos os homens de boa vontade” é como o porta-voz vaticano refere o evento do próximo dia 12 de fevereiro que terá lugar no aeroporto internacional José Martí em Havana, cidade capital de Cuba. A receber o Santo Padre estará o presidente cubano Raul Castro.

Este encontro pessoal entre Kirill e Francisco terá um momento de reunião a sós e, de seguida, será feita a assinatura de uma declaração conjunta. Estão também previstas algumas breves palavras de ambos.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé traçou um perfil do Patriarca Kirill:

“Certamente é uma personalidade que tem uma longuíssima história de empenho ecuménico e de participação nas relações com as outras Igrejas. Com o Patriarca precedente Aleksej II, Kirill era o responsável pelas relações exteriores do Patriarcado. Portanto, mantinha muitas relações ecuménicas e conhecia muito bem também a situação do ecumenismo. Entre outras coisas, esteve aqui em Roma por ocasião da consagração da Igreja ortodoxa e tinha encontrado o Papa Bento XVI, quando Kirill ainda não era Patriarca” – salientou o padre Lombardi.

A Igreja ortodoxa russa representa cerca de dois terços dos ortodoxos do mundo, mais ou menos duzentos milhões de cristãos. Assim – disse ainda o padre Lombardi – este encontro entre o Papa e o Patriarca de Moscovo, constitui “um passo ecuménico particularmente importante”.

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27 Comentários to “Papa Francisco e Patriarca de Moscou se encontrarão em Cuba.”

  1. Eu espero que o Patriarca de Moscou ensine a Francisco como condenar o pecado de forma enérgica.

  2. Eu sinceramente gostaria de ver um encontro ecumênico discutindo tópicos de teologia como em um debate, com pauta e sistema da discussão pré-definidos. Lembro-me de um similar entre Santo Agostinho e um herege que me fugiu o nome. O juiz da cidade foi o juiz da disputa e nem era cristão.
    Encontro político desse é preparação para o reino do Anticristo.

  3. O que o padre Lombardi fez questão de omitir é que o patriarca de Moscou, Kirill, assim como Putin, foi agente da KGB. Enquanto agente secreto comunista, Kirill era conhecido como camarada Mikhailov. E este camarada foi um dos principais responsáveis por obrigar os católicos na Rússia a viverem e serem considerados como “cidadãos de segunda classe”. Na referida conferência de imprensa, o que desejaria perguntar ao Pe. Lombardi é pela razão de tanto esforço em manter a ditadura comunista em Cuba, transformada em fazenda particular dos irmãos Castros — na qual os infelizes cubanos são obrigados a trabalhar como escravos. Outra perguntinha seria: O Vaticano fez a opção pelos pobres cubanos ou pela pobreza cubana?
    A respeito desse surpreendente e estranho encontro do Papa Francisco com o Patriarca Kirill na ilha-presídio, recomendo a seguinte matéria:
    http://www.abim.inf.br/encontro-francisco-kirill-preocupantes-dimensoes-politicas/#.VrgL0Bg4HIU

  4. Indicando como importante fator para o encontro, é o que se subentende na nota, com o patriarca, seria um sinal da política ecumenista do Vaticano; Mais do que deveria. Seria presságio da pretensão de metamorfosear o Catolicismo?

  5. O lugar do encontro de ambos é muito auspicioso – Cuba – bem ao lado dos carniceiros do clã dos Castro e ao lado de tenebrosas recordações com fotos, como de Che Guevara, junto a um povo acuado, de “coleira no pescoço e fecho éclair na boca”!
    Cirilo I tem um passado suspeito por haverem acusações de que colaboraria com a KGB, e de ser secretário pessoal do Metropolita Nikodim Rotov – o qual faleceu em pleno Vaticano, à hora da audiencia pessoal com o papa João Paulo I e, revirando-se seus pertences, apontavam-no documentos pessoais como graduado coronel da KGB – e de aquele ter também ligações com a mesma Agencia russa de spionagem, hoje em dia muito amigo do “cristão” Putin, além de Medvedev.
    Tem também Cirilo I um passado de ecumenista, críticado pelas correntes mais conservadoras da IOR e de querer se juntar à Igreja católica, mais precisamente aos liberalistas dela, conhecidos como progressistas, os politicamente corretos que a infestam no presente.
    Cirilo I outrora se encontrou com Fidel Castro, que elogiou o metropolita como seu aliado na luta contra o imperialismo norte-americano, e Cirilo abençoou toda a sua corte, em nome do patriarca Aleixo II no reconhecimento dos valores da IOR – ao que parece, todos gente de casa!
    No entanto, nessa época da visita como suposto cristão, não interpelou a DITADURA COMUNISTA escravagista e material-ateísta da ilha-prisão da dinastia cubana dos Castro, transmitindo nítida impressão que todos pertenceriam ao mesmo clã, e que de fé cristã teria Cirilo I apenas disfarce para segundas intenções!

  6. Só eu que achei piada pronta um encontro entre Francisco e o Patriarca Kirill em Cuba?

  7. “Mais recentemente, o Metropolita Kirill (agente “Mikhaylov”), o qual fora um representante influente no Conselho Mundial das Igrejas desde 1971 e, após 1975, um membro do Comitê Central do WCC, foi em 2009 eleito patriarca da Igreja Ortodoxa Russa.” (retirado do livro Desinformação do Cel. Pacepa publicado no final de 2015 no Brasil).

    Com esta citação acima faço as seguintes considerações:

    1-) A igreja cismática russa não tem sucessão apostólica, foi completamente destruída durante a revolução comunista na Rússia. Foi criada pela KGB (que hoje se chama FSB e ao tempo de Stalin era NKVD), mudam-se as siglas mas o conteúdo é o mesmo.

    2-) O que tem a ver Cuba com a cismática igreja russa? Estariam eles preocupados com a fome por que passa este país e seu co-irmão comunista a Venezuela? É claro que esta é mais uma manobra para demolir a Igreja de Rito Latino e, é claro, a de rito ucraniano.

    3-) Durante o Concílio Vaticano II, a Igreja Católica de Rito Ucraniano, se chocou com os observadores desta “igreja” russa que ali estiveram como observadores, uma vez que os ucranianos fieis a Roma foram muito perseguidos pela Rússia do qual convido os leitores a conhecer a origem do rito ucraniano https://fratresinunum.com/2014/11/22/sao-josafa-kuncewycz-bispo-e-martir-ucraniano/

    4-) Atualmente quem manda na Rússia e na igreja cismática russa é o atual Presidente Putin, que recentemente confessou que ainda ama o comunismo e foi apontado com “alta probabilidade”, por um juiz inglês, como sendo o mandante do assassinato em Londres de Alexander Litvinenko, morto pela ingestão de alta dose de polônio radioativo, por ter denunciado que a FSB é quem estava por detrás dos atentados terroristas na Rússia que vitimou muitos russos, fazendo com que Putin fosse o héroi na guerra contra os fabricados “terroristas” chechenos.

    5-) Como fica o mártir polonês Santo André Bobola que foi trucidado pelos cismáticos russos?

    6-) Poderia dizer muito mais, mas passo aos leitores as seguintes considerações do Prof. Plínio Correa de Oliveira:

    Novo estilo de Propaganda Comunista: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ACC_1955_057_Novo_estilo.htm#.VrisgfkrIdV

    A pele é de ovelha: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/ACC_1965_176_A_pele_e_de_ovelha.htm#.VrisfPkrIdV

    • Lucas,

      Apenas 2 observações:

      1. O Rito Ucraniano são as Divinas Lirturgias de São João Crisóstomo e de São Basílio de Cesaréia. São Josafá seguia estes ritos da Missa, ele não “começou” nenhum “rito”;

      2. A Igreja (é um erro chamar a uma igreja particular de “rito”) Ucraino-Católica RETORNOU à plena comunhão com o Santo Padre com São Josafá.

  8. O patriarca visitará também o Brasil. A paróquia ortodoxa russa de São Paulo está se preparando para recebê-lo na Catedral Ortodoxa Antioquena de São Paulo, onde se celebrará uma Divina Liturgia para aproximadamente 3 mil pessoas.

  9. O comunismo triunfou na Rússia graças ao apoio da IO. Lembrando que o comunismo foi condenado pela Igreja como intrinsicamente mau repetidas vezes.

    Quanto a viagem do Papa Francisco ao México , alguém poderia me informar se ele vai pedir perdão aos Cristeros ??? Pois o ditador mexicano – alias um comunista – os massacrou após o malfado acordo imposto aos Cristeros pelo vaticano sob pena de excomunhão..

    • Ah sim, tiveram tanto apoio da IO que uma das primeiras coisa que os bolcheviques fizeram foi mandar todos os padres para campos de prisioneiros….
      Essa tese sua não faz o menor sentido

  10. Sinal dos tempos!
    Este é o meu papa e esta é a minha Igreja!
    O papa é o pai espiritual de todos (e não somente dos católicos), mas o bastão do Pastor foi partido, não apenas em duas partes, mas esmigalhado e o corpo e sangue, alma e divindade foi mutilado, dilacerado, paralisado em razão dos dolorosos cismas.
    Espero ansiosamente a UNIFICAÇÃO DAS DATAS DA PÁSCOA (Latinos e Ortodoxos) seja reestabelecida o mais rápido possível, pois em breve (após o ano da Misericórdia 2015/2016) iniciaremos os tempos da Grande Tribulação e “Ai das mulheres que estejam grávidas e amamentem, nesses dias!” (Lc 21, 23).
    No fim, somente um “pequeno rebanho”, formado pelos bispos, sacerdotes, religiosos e fieis conservarão fortemente unidos ao papa.
    Somente este “pequeno rebanho” será fiel a Cristo, ao Evangelho e a toda Verdade.
    Somente sobre Pedro, Cristo fundou a Igreja,
    Somente a Pedro, o Senhor confiuo a tarefa de confirmar na fé os irmãos.
    Somente por Pedro, Jesus orou, para que a sua fé ficasse sempre íntegra.

    • Ora, Renato, quem lhe revelou que após o ano da misericórdia será inciado os tempos da Grande Tribulação?

    • Post confuso. Por que só a unificação da Páscoa? Não se pleiteia a conversão daqueles cismático-hereges como Nossa Senhora disse em Fátima? E gratuitamente fala de “após ano da misericórdia, período das tribulações”! Por quê isso onde vc leu isso.

    • R Assis: onde se baseou como profeta prevendo o inicio da tribulação que anuncia para 2017?
      Não já estamos em plena tribulação?
      Quer situação pior que praticamente cessar o espírito profético da Igreja, de dar mostras de se juntar a hereges e pagãos, querer se parecer com elas e nem mais tentar converter os povos?
      De nosso pontifice dialogar com pessoas de deveriam ser tidos como nossos confrontantes, encontrando-se com eles em lugares suspeitos, como na Cuba subversiva e espalhadora de marxismo nas Américas?
      Precisa mais?

  11. “Eu gostei e ainda gosto dos ideais comunistas e socialistas. Se nós olharmos para o Código da construção comunista que percorreu largamente a União Soviética, é muito semelhante à Bíblia.”

    “O Código proclama ideias muito boas: igualdade, fraternidade, alegria.”

    “Eu não deitei fora o meu cartão de membro [do Partido Comunista], não o queimei.”

    Vladimir Putin, 26 de janeiro de 2016

    http://www.interfax-religion.com/?act=news&div=12690

    “A Rússia precisa de reviver os sentido de solidariedade da Era Soviética.”

    Patriarca Kirill, 22 de janeiro de 2015

    http://www.interfax-religion.com/?act=news&div=11782

  12. Pessoal,
    Rezemos pela a unidade dos católicos (latino-romanos e ortodoxo-russo).
    realmente, os católicos Latinos estão a ano-luz dos Ortodoxos com relação às celebrações litúrgicas. Confira:

  13. Espero que o Patriarca Kiril ensine a Francisco como realmente se condena o pecado do homossexualismo e aborto, pois se depender de palavras severas saindo da boca de Francisco em relação a esses pecados que bradam aos céus, vai ficar difícil.

  14. O lugar do encontro por si mesmo dá as pistas de encontro apenas de “democráticos”…
    Recorda a liberação dos cubanos dos tiranos que oprimiam o povo, como os imperialistas dos EUA e de mais países; também esse encontro recorda do passado de Cuba, Fidel e Raúl Castro, Ernesto Che Guevara e mais “beneméritos” da causa, estilo Mao, Stálin…
    Eis aí por meio desse “ortodoxo” Kirill da IOR a nova cara da propaganda comunista, pois antes a Rússia exportava só o materialismo e ateísmo estilo stalinista, de líderes anarquistas que chegavam derrubando governos à força e massacrando os opositores, como as hordas dos bárbaros.
    Mas mudaram de tática: via subversão; compreenderam a necessidade de vestirem de anjos de luz para penetrarem em certos ambientes, de forma insuspeita e, com essas “ortodoxias” externas se infiltram em ambientes religiosos, anteriormente vedados a marxistas, tidos também como diabólicos.
    Essa obra foi iniciada por Lênin na década de 20, continuada por Stálin, em seguida pelos próximos sucessores no mesmo caminho, e os comunistas, agora contam com o anjo de luz da vez, o “cristão e defensor dos cristãos no O Medio” V Putin, que segue também nas novos rumos para fins de propaganda mundial do comunismo no estilo “light e diet”!
    O novo (velho) comunismo só mostrará suas garras quando estiver tudo dominado, todos dentro dos currais e confinados como gado no estábulo, tipo Cuba!

  15. Será que no nosso mundo; ainda tem alguém tão inocente, que vai pensar em frutos positivos para a Santa Igreja. Neste encontro tão misterioso para nós católicos? Alguém julgando as melhores intenções, poderá pensar assim: Certamente o Sumo Pontífice, vai pedir ao dito cujo, a sua conversão. Vai como outrora foi um São Pafúncio, no local onde morava uma pecadora Taís. E fala da sublimidade da alma, da necessidade da sua salvação… Ela cai em si; e muda de vida. Hoje temos uma Santa Taís em nossos altares. Quem sabe? Se o Papa vai falar da necessidade da consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Só uma força sobrenatural, é capaz de mudar o rumo do mundo. Humanamente falando, tudo está tomado pelos maus. O demônio parece que apossou de todos os cargos importantes na terra. Mas… Com um Sopro de Divino Espírito, tudo reduz a pó, todas estas armadilhas dos inimigos.

  16. Nenhum leitor do Fratres disse uma palavra até agora sobre a participação do judeus na Revolução Bolchevique, que, na Rússia, é justamente chamada de Revolução Judeu-Bolchevique. Um dos primeiros atos dessa revolução foi emancipar os judeus ( fato previsto por Dostoiévski com décadas de antecedência ), que eram a maioria dos revolucionários. Trotsky era um judeu chamado Lev Bronstein.
    A impressão que tenho é os leitores do FRATRES enxergam somente os tentáculos do polvo e não querem ver a cabeça do monstro.
    Há vasta bibliografia demonstrando que judeus banqueiros de Wall Street financiaram Lênin. O comunismo é apenas um subproduto de organização judaico-maçônica.

    • Ledo engano; sempre mencionado aqui que os três irmãos gemeos, os nazifascistas e comunistas são todos subsidiarios da maçonaria, já os extintos, incorporados no comunismo, sempre mencionado aqui nesse sentido, representando os globalistas nos Illuminati, Bilbergs e mais grupos judeus donos das finanças mundiais.

  17. Nathan, o que mais envergonha nesse vídeo postado por você é saber que as imagens utilizadas do clero católico é daqui do Brasil.

  18. Aí acima o Sr. Lucas Janusckiewicz Coletta comentou, de forma irresponsável, a Igreja Ortodoxa russa foi aniquilada pelos comunistas, e depois recriada pela KGB sem sucessão apostólica. Sinceramente, eu não sei dizer se a IO tem ou tinha sucessão apostólica; não vou entrar nesse mérito. Mas é errado dizer que a IO atual é obra dos comunistas, e também é igualmente estúpido dizer que o comunismo foi obra da IO. Primeiramente, no início da Revolução Bolchevique eles mandaram os padres ortodoxos para campos de prisioneiros – só isso já desmonta a teoria de que o bolchevismo surgiu com as bençãos da IO. E quando houve a invasão hitlerista em 1941, Stalin recorreu a tudo que tinha ao alcance, e percebeu que a religião seria um fator crucial de coesão do povo russo contra o inimigo. E então mandou libertar os padres que estavam cativos, e deu-lhes alguns direitos de cidadania, permitindo a volta do culto. Stalin não deixa de ser um monstro por ter feito isso, mas o que quero dizer é que os padres que foram libertados eram exatamente os mesmos que haviam sido presos – portanto, a IO não foi ‘aniquilada’ e depois ‘refeita’ pelos soviéticos. Ela foi expulsa da vida civil, feita prisioneira, e depois libertada por conveniência – mas era a mesma, com as mesmas pessoas e regras. Mais cautela com essas teorias, por favor!

  19. Lendo essa notícia eu não coloco a mão no fogo, devido ao papa controverso que temos. Mas eu tenho a esperança de que prevaleça a palavra de Nossa Senhora em Fátima, que disse que A RÚSSIA SE CONVERTERÁ, muito embora pareça ter vários católicos torcendo contra.

  20. As pessoas esquecem-se, aqui no Mundo Ocidental, que este encontro acontece precisamente no 70º aniversário do pseudo-sínodo de Lviv que quase aniquilou os Católicos de Rito Oriental na Ucrânia, numa ação concertada entre o regime político soviético e a IOR. Hoje, os Greco-católicos Ucrânianos são, de longe, a maior comunidade católica fora do Rito Latino, com um clero jovem e dinâmico.

    Os Católicos de Rito Oriental são o melhor exemplo do que deveria ser a conversão da Rússia anunciada em Fátima. A mesma fé, os mesmos dogmas, o mesmo pontífice dos Católicos Latinos, mas com a tradição diferente, a tradição de rito ortodoxo, oriental.

    Esperemos que o Papa Francisco perceba que o estatuto da Igreja Uniata não é negociável.

    http://news.ugcc.ua/en/news/i_do_not_expect_that_much_will_change__his_beatitude_sviatoslav_on_the_meeting_of_pope_francis_with_patriarch_kirill_75898.html

  21. Ótimo texto sobre esse assunto.

    https://www.cubanet.org/blogs/caifas-y-la-kgb-de-nuevo-en-la-habana/

    Caifás y la KGB de nuevo en La Habana

    Cirilio I tiene un historial, largo y patético, de ser un servidor y apologista del comunismo

    miércoles, febrero 10, 2016 | Julio M. Shiling | 6 Comentarios comment count
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    Poapa-Kirill

    MIAMI, Estados Unidos (Julio M. Shiling).- Para tratar de entender la acción, impía y nauseabunda, de que los cabecillas de la Iglesia Católica y la Iglesia Ortodoxa Rusa se reúnan en Cuba para intentar remendar un divorcio de hace más de novecientos sesenta y un años, podemos remontarnos a un pasado muy lejano del cristianismo y su base fundadora, el judaísmo. Parecería un chiste pensar que Raúl Castro, un tirano que cuenta con una nutrida colección de pecados capitales, igual que el régimen que encabeza, podría ser el anfitrión de tan histórico encuentro. Pero no. Es en serio y definitivamente no es por su encanto, sus dones protocolares o los de su comitiva, como la visita reciente a Francia nos recordó.

    José ben Caifás, miembro de la secta judía de los saduceos, fue nombrado sumo sacerdote por el procurador romano de turno y estuvo en ese puesto mucho tiempo, coincidiendo con la vida de Jesús de Nazaret. Las principales facciones del judaísmo en esa época eran los esenios, los fariseos, los zelotes y los saduceos. De éstos, los saduceos eran los más politizados y la política que abrazaban era la de plegarse al poder político dictatorial. Entre los judíos, los saduceos no representaban a la mayoría, pero por su relación estrecha con el cesarismo, tenían una influencia desproporcional. En el Sanedrín, la asamblea judía semiautónoma en la tierra ocupada de Judea, la hegemonía de los saduceos era sólida. Tal era así, que Caifás como sumo sacerdote y líder en el Sanedrín, logró conseguir la sentencia máxima contra Jesús. Los cargos que enfrentó eran políticos.

    Si bien el mensaje de Jesús encontró resistencia por parte de todas las sectas del judaísmo (cada una por razones diferentes), las discrepancias con los saduceos fueron más profundas. ¿Qué grande podía ser la motivación de los saduceos encabezados por Caifás para que estos buscaran la muerta de Jesucristo? La pregunta se agudiza más cuando se toma en cuenta que todos eran judíos, viviendo en tierra ocupada por un régimen despótico y foráneo. Tenían desavenencias litúrgicas y de libro. Las diferencias entre las facciones judías eran numerosas e importantes, sin embargo, entre las que más resaltaba eran (1) la visión que tenían de la inmortalidad y (2) sobre la cultura que debía predominar. Los saduceos no creían en la vida después de la muerte material y favorecían la cultura greco-romana sobre la judía.

    La prédica de Jesucristo, y luego el cristianismo, se sustentaba en la noción de la supervivencia del alma y la de un orden espiritual superior. La idea platónica de la inmortalidad se expandió geométricamente con la prédica de Jesús y luego se institucionalizó con el cristianismo. La cultura en el Imperio Romano, que abrazó la cultura helénica no-platónica tras la absorción de tierras griegas, chocaba intrínsecamente con la cultura judía y sus tradiciones. Es fácil de ver por qué la visión global que Caifás y los saduceos tenían representaba una contradicción clara a las enseñanzas de Jesús. El poder político en Judea ocupada, para Caifás, ofrecía la alternativa de la viabilidad para el ejercicio de esa visión del mundo. En otras palabras, cuando lo metafísico urge de la acción política, el resultado es la ideología. No importa si el agente de cambio o reforzamiento que posibilita la manifestación de esa ideología sea una dictadura, como lo fue en el caso de Caifás. Eso mismo es ahora en nuestros tiempos, el caso del Papa Francisco.

    La selección del lugar en este “reencuentro” coreografiado en el nombre de un ecumenismo, obedece a propósitos políticos e ideológicos y no tiene nada con ver, esencialmente hablando, con la religión. Jorge Mario Bergoglio es un hijo pródigo, integralmente constituido, de la radicalidad tóxica que tomaron del Concilio Vaticano II y luego de eventos como el Consejo Episcopal Latinoamericano de Medellín (1968), la licencia moral para guerrear en el mundo y promover, por vías de un clericalismo rojo, interpretaciones desnaturalizadas del cristianismo y fusionarlas con el marxismo. Que el tiempo le haya dado un lenguaje más templado, obedece a la realidad histórica que el socialismo fracasó y no un cambio de sentimiento.

    No se está equivocado al determinar que Bergoglio es un ideólogo altamente politizado que, como Caifás, no le importa con quien tiene que asociarse si eso le avanza su visión del mundo. En la disputa entre la inmanencia versus la transcendencia, el Obispo de Roma claramente inclina su preferencia por la primera. La inmanencia busca lo divino en el mundo material, esa idea peligrosa de tener “el cielo en la tierra”. Su encuentro en Cuba con el Patriarca Cirilio I (o Kirill) de Moscú y de todas las Rusias es un acto de concordancia ideológica.

    Vladímir Mijáilovich Gundiáyev, el nombre secular de Cirilio I, tiene un historial, largo y patético, de ser un servidor y apologista del comunismo. En 2008 visitó al tirano Fidel Castro, lo alabó y le concedió la Orden de Gloria y Honor de la Iglesia Ortodoxa Rusa y al tirano II, en ese mismo viaje, le entregó la Orden de San Daniel el Príncipe de Moscú, Primera Clase. Ha sido un defensor recalcitrante del dictador bielorruso, Aleksandr Lukashenko. Algunos periodistas e investigadores, como Tony Halpin de The Times (de Londres), reportaron en 2009 que Cirilio I tenía una conexión con la KGB, un rumor persistente desde los 1990´s. Su patriarcado está lleno de encomios al Estado ruso y el autoritarismo putinista, incluso en casos cuando el tema ha sido la supresión de la libre expresión. En general, se puede concluir decididamente que quien lidera la Iglesia Ortodoxa Rusa hoy, es un hijo de Putin.

    La reunión en La Habana entre los líderes de la Iglesia Católica y la Iglesia Ortodoxa Rusa, no tiene nada de ecuménica. Es sólo una aglomeración política (y de la sucia) e ideológica que busca deconstruir paradigmas y, de paso, aportar al intento de preservar una fiel dictadura comunista. Esto no tiene nada que ver con la aproximación de dos denominaciones que una vez fueron una. Se le seguirá dando caso omiso a lo obvio y lo relativo al titulado tema.

    La libertad de culto está, desde que la actual administración norteamericana empezó su política de “descongelamiento” hacia el castrocomunismo, en llamas. Los casos de violación groso a la expresión religiosa se han disparado. Christian Solidarity Worldwide, un grupo de derechos humanos que enfoca su trabajo en la libertad de culto y la defensa de los perseguidos por profesar su creencias religiosas a través del mundo, registraron más de dos mil trescientos casos de violaciones en Cuba en 2015. La dictadura castrista está demoliendo iglesias, arrestando a creyentes, robándose sus pertenencias y propiedades y hostigando a cualquiera que se acerca a estos grupos. Recientemente, arrasaron la iglesia Emmanuel en Santiago de Cuba y encarcelaron a más de doscientas personas. Aunque esto sí tiene que ver con la religión y otros valores fundamentales, será un agravio más que, ni Bergoglio o Gundiáyev, le interesará tocar. La dictadura cubana ha seguido la vieja práctica de los jacobinos de permitir denominaciones que están bajo su dominio de influencia y aplastan a las que no se doblegan.

    Es hora que los católicos se den cuenta, lo que muchos ortodoxos rusas ya saben. La religión que tiene primacía en el corazón del Papa Francisco, igual que Cirilio I, es la religión política y no es necesariamente de la variedad democrática. Jorge Mario Bergoglio tiene un prejuicio ideológico, igual que tenía Caifás, que define su escala de valores. De ahí la tolerancia que el Obispo de Roma exhibe hacia el cesarismo de la familia Castro. Nada de imitar a Cristo en eso. Al contrario. Bergoglio y su nuevo compañero en armas de Moscú, están en una misión, pero no es precisamente la de Cristo. Entendiendo esto, es perfectamente congruente que se reúnan en Cuba. ¿Ecuménico? ¡Por favor! Dios está mirando y Él es quien tendrá la última palabra.

    (Publicado originalmente en el blog Patria de Martí)