A Itália do ‘Family Day’.

Por Roberto de Mattei – Corrispondenza Romana, 3-2-2016 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.comO Family Day de 30 de janeiro trouxe à luz a existência de outra Itália, bem diversa daquela relativista e imoral apresentada pela mídia como a única real.

A Itália do Family Day é aquele conjunto de pessoas, mais amplo do que habitualmente se imagina, que permaneceu fiel (ou retornou nos últimos anos) àquilo que Bento XVI definiu como “valores não negociáveis” – a vida, a família, a educação dos filhos –, na convicção de que somente sobre esses pilares é possível fundar uma sociedade bem ordenada.

A Itália do Family Day é contrária ao projeto de lei apresentado pela senadora Monica Cirinnà para introduzir o casamento e a adoção homossexual em nosso País.

A Itália do Family Day não é só uma Itália que defende a instituição familiar, mas antes uma Itália que se arregimenta contra os inimigos da família, a começar pelo grupo de relativistas que, por trás do pano da lei Cirinnà, quer impor ao País uma ideologia e uma prática pansexualista. Esta minoria é apoiada pela União Europeia, pelo lobby marxista-iluminista e pela maçonaria de vários níveis e graus, mas goza infelizmente da simpatia e da benevolência de uma parte dos bispos e dos movimentos católicos.

Nesse sentido, a Itália do Family Day não é a de Dom Nunzio Galantino, secretário da Conferência Episcopal Italiana (CEI), nem a de associações como Comunhão e Libertação, Agesci, Focolari, Renovação Carismática, que em 30 de janeiro desertaram do Circo Máximo [local da concentração, em Roma]. Dom Galantino procurou por todos os meios evitar a manifestação, e posteriormente, na impossibilidade de impedi-la, quis impor-lhe outro objetivo, como observa Riccardo Cascioli em “La Nuova Bussola quotidiana” de 1º de fevereiro: “chegar a uma lei sobre as uniões civis que mantenha a diferença com a família fundada no casamento entre homem e mulher e que evite as adoções. Em outras palavras, a CEI quer o DICO contra o qual ela mesma combateu há oito anos”.

O primeiro Family Day foi de fato promovido pelos bispos italianos em 2007, contra a legalização das uniões civis (DICO, acrônimo de “direitos dos conviventes”), justamente apresentada pela CEI como uma porta aberta ao pseudo-casamento homossexual. Hoje ela nos conta que é preciso aceitar as uniões civis a fim de evitar o referido “casamento”.

Pleteia-o, entre outros, em uma entrevista, Dom Marcello Semeraro, bispo de Albano: “Em princípio, não tenho objeção ao fato de que, na esfera pública, se dê consistência jurídica a essas uniões. Parece-me que a oposição refere-se ao aspecto da filiação, das adoções, não ao reconhecimento público das uniões. O importante é que não sejam assimiladas à realidade do casamento.” E, para que não restem dúvidas, acrescenta: “Não há nenhum problema em se fazer uma lei sobre uniões civis” (“Corriere della Sera”, 31-1-2016). A posição é clara: não à adoção de crianças pelos homossexuais, sim à legalização das uniões homossexuais, desde que não sejam formalmente definidas como casamento. Se fossem removidos do projeto de lei Cirinnà alguns elementos que equiparam em tudo as uniões civis homossexuais ao casamento, então um católico poderia aceitá-lo.

Dom Semeraro é considerado, como Dom Galantino, um confidente do Papa Francisco. Portanto, a pergunta surge naturalmente: qual é a posição do Papa sobre o assunto?

No “Libero” de 31 de janeiro, Antonio Socci observa que foi “evidentíssima a ausência e palpável a frieza” do Papa Francisco, que nem sequer enviou uma saudação ao Family Day, nem o mencionou no discurso da audiência da manhã de sábado nem no Ângelus do dia seguinte. Como julgar esse silêncio, quando o Governo e o Parlamento italiano estão se preparando para infligir uma ferida moral na Itália?

Tanto mais quanto a Congregação para a Doutrina da Fé já declarou três décadas atrás que a homossexualidade não pode reivindicar qualquer reconhecimento jurídico, porque aquilo que é mau aos olhos de Deus não deve ser admitido oficialmente como justo (Carta sobre a assistência pastoral das pessoas homossexuais, 1º de outubro de 1986, nº 17).

A Itália do Family Day talvez ignore este documento, que o Papa não pode ignorar. Mas tendo como arma apenas o bom senso, ela proclamou no dia 30 de janeiro o seu não claro e límpido não apenas à chamada stepchild adoption [adoção de enteado, ou seja, de um filho ou filha do parceiro ou da parceira homossexual], mas a todo o projeto Cirinnà. Quanto ao posicionamento da multidão que abarrotava o Circo Máximo, ele pôde ser conferido pela força dos aplausos que acompanharam os discursos mais fortes de alguns oradores italianos e estrangeiros, como Seljka Marrkic, líder da Iniciativa cívica que promoveu na Croácia o referendo que rejeitou a união civil e, três meses depois, derrubou o presidente do Conselho de ministros.

Devemos reconhecer com serena objetividade que a Marcha pela Vida – que vem ocorrendo na Itália desde 2011 – quebrou o gelo ao desfazer um mito que pesava sobre o mundo pró-vida italiano: a ideia de que era impossível, ou pelo menos contraproducente, fazer uma grande manifestação pública em defesa da vida.

Nas pegadas da March for Life dos EUA, mas também da grande Manif pour tous da França, nasceu o Family Day, desejoso de aglomerar uma massa tão grande quanto possível, reunindo diferentes correntes. Intransigentes algumas, outras abertas ao compromisso. A razão do seu sucesso em termos de quantidade é também a razão de sua fraqueza em termos de substância e metas. A batalha em curso não é de fato política, mas cultural, que não se ganha tanto pela mobilização das massas quanto pela força das ideias que se contrapõem ao adversário.

Trata-se de uma batalha entre duas visões do mundo, ambas fundadas em alguns princípios fundamentais. Se admitirmos a existência de uma Verdade absoluta e de um Bem absoluto que é Deus, nenhuma concessão é possível. A defesa da verdade deve ser levada até o martírio.

A palavra mártir significa testemunho da verdade, e hoje, ao lado do martírio cruento dos cristãos, que recomeçou em muitas partes do mundo, há um martírio sem derramamento de sangue, mas não menos terrível, infligido pelas armas midiáticas, jurídicas e psicológicas, com a intenção de ridicularizar, fazer calar, e, se possível, aprisionar os defensores da ordem natural e cristã.

Por isto esperamos que o “Comitê de defesa dos nossos filhos”, promotor do Dia da Família, continue a denunciar as iniquidades da lei Cirinnà, mesmo se esta vier infelizmente a ser aprovada e ainda que sob uma fórmula edulcorada.

A Manif pour tous francesa levou pela primeira vez quase um milhão de pessoas às ruas em 13 de janeiro de 2013, poucas semanas antes do debate no Parlamento da lei Taubira. Mas continuou a se manifestar, com força ainda maior, mesmo após a aprovação do pseudo-casamento homossexual, provocando um movimento que abriu caminho a muitos outros na Europa. Dias atrás, Christiane Taubira, de quem a celerada lei francesa toma o nome, saiu de cena, demitindo-se de suas funções de ministro da Justiça.

Portanto, esperamos que se realizem novas manifestações na Itália, conduzidas com força e determinação, ainda que o número de participantes devesse ser menor, pois o que importa não é a magnitude do número, mas a força da mensagem.

Não utilizamos a expressão Family Day para nos referirmos aos organizadores daquele evento, mas para identificar uma multidão que vai muito além daquela fisicamente reunida no Circo Máximo em 30 de janeiro. Esta Itália não está resignada, quer lutar e precisa de um guia. Os guias devem ser autênticos, nas suas intenções, ideias, linguagem e comportamento. E a Itália do Family Day está pronta para denunciar os falsos guias com a mesma força com a qual continuará a combater os verdadeiros inimigos. (Roberto de Mattei)

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9 Comentários to “A Itália do ‘Family Day’.”

  1. Fiquei surpreso de saber que alguns movimentos católicos não participaram do Family Day! Será que deixaram de participar por medo de represálias? Será que se fosse na época de São João Paulo II teriam participado?

    Quanto à Itália, parece que está passando por uma fase socialmente bastante conturbada, em alguns pontos parecida com a crise social e política brasileira onde a esquerda tem tentado implementar uma nova ordem social. Será que essa agitação social na Itália se transformará em uma espécia de revolução de esquerda?

    De qualquer forma, os tempos em que estamos vivendo não são nada fáceis para os cristãos. Que a misericórdia de Deus e o auxílio de Nossa Senhora estejam conosco!

  2. Essa luta social pelos valores cristãos vivenciada nesses contexto do Family Day me fez lembrar de uma entrevista interessante que li um tempo atrás e cujo um excerto gostaria de partilhar aqui, pois acho que vem ao caso:

    CWR: For the benefit of our readers, would you please summarize the main thesis of your new book?
    Gabriele Kuby: After my conversion to the Catholic faith, and given my background in the study of sociology and interest in political and social developments, I began to realize that sexuality is the issue of our time. We live in a time when sexual norms are being turned completely upside down, which is unique in human history. No society does has done this. No society has ever said, “Live out your sexual drive any way you like,” but our society does. I think this issue of sexuality is the main attack on the dignity of the human being, and on society as a whole, because if a society lets go of its morality in general, and especially in the area of sexuality, it tumbles into anarchy and chaos, and this can result in a new totalitarian regime by the state.)

    Tradução
    Pergunta: Em prol de nossos leitores, a senhora poderia resumir a tese principal de seu novo livro?
    Gabriele Kuby: Após minha conversão à fé católica, e dado minha formação em sociologia e meu interesse em desenvolvimento político e social, eu comecei a perceber que a sexualidade é a questão de nosso tempo. Vivemos em uma época em que as normas sexuais estão sendo completamente reviradas de cabeça para baixo, a qual é sem par na história da humanidade. Nenhuma sociedade fez isso! Nenhuma sociedade jamais disse: “Viva de acordo com seu desejo sexual do jeito que você bem quiser”, mas a nossa sociedade o diz. Acho que a questão da [revolução da] sexualidade é o principal ataque contra a dignidade do ser humano, e à sociedade como um todo, porque, se a sociedade abandona a moral em geral, e especialmente na área da sexualidade, ela cai em anarquia e caos, e isso pode resultar em um novo regime totalitário de estado.

    http://www.catholicworldreport.com/Item/3357/the_global_sexual_revolution_and_the_assault_on_freedom_and_family.aspx

  3. “Pleteia-o, entre outros, em uma entrevista, Dom Marcello Semeraro, bispo de Albano: “Em princípio, não tenho objeção ao fato de que, na esfera pública, se dê consistência jurídica a essas uniões. Parece-me que a oposição refere-se ao aspecto da filiação, das adoções, não ao reconhecimento público das uniões. O importante é que não sejam assimiladas à realidade do casamento.” E, para que não restem dúvidas, acrescenta: “Não há nenhum problema em se fazer uma lei sobre uniões civis” (“Corriere della Sera”, 31-1-2016). A posição é clara: não à adoção de crianças pelos homossexuais, sim à legalização das uniões homossexuais, desde que não sejam formalmente definidas como casamento. Se fossem removidos do projeto de lei Cirinnà alguns elementos que equiparam em tudo as uniões civis homossexuais ao casamento, então um católico poderia aceitá-lo.

    Dom Semeraro é considerado, como Dom Galantino, um confidente do Papa Francisco. Portanto, a pergunta surge naturalmente: qual é a posição do Papa sobre o assunto?”

    A posição do Bispo de Roma, como sempre, varia de acordo com o público…

    É pra agradar e ser aplaudido??? Ele será a favor…

    Desagrada e o torna impopular??? Ele será contra…

    Já imagino o próximo encontro dele com o Patriarca Ortodoxo…Deus me livre…Se não se ajoelhar e beijar a mão do Patriarca, inclinando-se profundamente diante do mesmo, pedindo desculpas pela cruel Igreja Romana, intransigente e fechada até 2013, vivendo um novo “pentecostes”, “não estando tão bem como agora”…estranharemos…

  4. Os projetos de adoção de crianças nem mais são parte dos interesses dos pares homossexuais. São, sim, projetos das organizações de pedófilos.

    Certa matéria que li, abordava os casos de desaparecimento de crianças no mundo e denunciava que grande parte dessas crianças iam para as organizações de pedófilos. Mesmo sem poder comprovar por fatos as denuncias, achei que faziam sentido; dado o grau de perversão que se chegou a civilização moderna.

    Estas organizações de pedófilos mantinham em cativeiros as crianças raptadas que, quando atingiam a idade adulta, ou ao menos de fertilização; eram forçadas a gestarem mais crianças. Tal como um criadouro de animais. E a “reprodução” dessas crianças servia para venda para toda sorte de interesses dos compradores.

    Por que Senhor, meu Deus, tardas? Vinde logo!

  5. ” Esta Itália não está resignada, quer lutar e precisa de um guia. Os guias devem ser autênticos, nas suas intenções, ideias, linguagem e comportamento. E a Itália do Family Day está pronta para denunciar os falsos guias com a mesma força com a qual continuará a combater os verdadeiros inimigos.”

    Não é só a Itália que está assim. É todo o mundo católico. Creio que em poucos momentos da História a Igreja esteve tão dependente da ação enérgica dos seus bispos. Até quando vamos assistir esta letargia omissa dos pastores da Igreja?

    • Nas grandes e terríveis crises da Igreja – dos bispos da Espanha visigótica que faziam churrasco às vésperas da invasão mafomética aos bispos da época da pseudo-Reforma de Martinha Lutera e Mariajoana Calvina – quase nenhum deles moveu a sagrada pança episcopal em favor da Igreja católica. Deviam estar contando as 30 moedas de praxe ou servindo aos interesses do baixo ventre.

  6. De que lado está o papa?
    “Entre os grandes da Itália de hoje,estão Giorgio Napolitano e Emma Bonino.” o papa.
    http://www.ilgiornale.it/news/politica/papa-loda-napolitano-e-bonino-sono-i-grandi-dellitalia-oggi-1221517.html?mobile_detect=false

  7. “Dom Marcello Semeraro, bispo de Albano: “Em princípio, não tenho objeção ao fato de que, na esfera pública, se dê consistência jurídica a essas uniões. Parece-me que a oposição refere-se ao aspecto da filiação, das adoções, não ao reconhecimento público das uniões. O importante é que não sejam assimiladas à realidade do casamento.” E, para que não restem dúvidas, acrescenta: “Não há nenhum problema em se fazer uma lei sobre uniões civis” (“Corriere della Sera”, 31-1-2016). A posição é clara: não à adoção de crianças pelos homossexuais, sim à legalização das uniões homossexuais, desde que não sejam formalmente definidas como casamento. Se fossem removidos do projeto de lei Cirinnà alguns elementos que equiparam em tudo as uniões civis homossexuais ao casamento, então um católico poderia aceitá-lo”.

    Ainda bem que o povo Católico fiel de Albano está muito bem servido por um ativo priorado da SSPX bem no coração daquela Diocese! Com um lobo como esse devorando o rebanho, é questão de necessidade urgentíssima que os padres da SSPX dêem a devida assistência espiritual àquelas pobres almas.
    Esse povo pensa que engana a quem?
    No Brasil foi a mesma conversa fiada de “união civil” e depois deu no que mesmo? Contrariando o que está bem explícito na Constituição Brasileira a respeito do casamento, o STJ reconheceu que os sodomitas também podem constituir uma “família” e têm direito à união estável com os mesmos requisitos e efeitos que as uniões estáveis de homem e mulher.
    Mas acham que se deram por satisfeitos com esse reconhecimento? Depois que o STJ reconheceu o direito ao casamento civil de um par de lésbicas do Rio Grande do Sul, outros pares de sodomitas começaram a inscrever suas uniões estáveis e pedir à justiça a conversão em casamento.
    Logo os juízes começaram a admitir que, se os pares sodomitas podem registrar a união estável e convertê-la em casamento civil, não há razão para que eles não possam se casar de forma direta. E as corregedorias estaduais começaram a regulamentar essa possibilidade em até treze estados, mais o Distrito Federal. Em todos esses estados, qualquer par de sodomitas poderia realizar seu casamento civil, bastava ir ao cartório e marcar a data!
    A canetada do juiz iníquo Joaquim Barbosa, presidente do Conselho e do STF assinando a decisão 175/2013, que regulamenta o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o Brasil fez com que desde 14 de maio de 2013, todos sodomitas tenham direito ao casamento civil!
    Acharam que eles ficaram satisfeito? A luta do lobby gayzista no Brasil entrou numa outra fase. Querem ainda que o Legislativo aprove os projetos de lei e emenda constitucional para garantir o direito ao “casamento igualitário” na Constituição e no Código Civil.
    Nos Estados Unidos, tudo começou com a mesma conversa fiada de “na esfera pública, se dar consistência jurídica a essas uniões”, ou seja criar jurisprudência para os praticantes da sodomia.
    Assim, o Estado de Connecticut, por exemplo, resolveu conceder o direito de “união civil” aos sodomitas em 2005. Era tudo que o lobby gayzista precisava pra passar à segunda fase da estratégia.
    Em 2008, numa ação impetratada na Connecticut Supreme Court, intitulada “Kerrigan contra Commissioner of Public Health”, o lobby gayzista teve ganho de causa ao provar que conceder o direito à união civil aos homossexuais ao mesmo tempo negando-lhes todos os direitos que os heterossexuais possuem ( como o de adotar filhos), violava a cláusula da Constituição segundo a qual todos tem direitos iguais.
    Segundo essa lei, qualquer um par de sodomitas que tivesse feito o contrato de união civil teria seu registro automaticamente convertido em “certidão de casamento”. O mesmo aconteceu em Vermont e New Hampshire em janeiro de 2010.
    A luta deles é pelo tal “casamento igualitário”, ou seja; equiparar a união pecaminosa, escandalosa e criminosa entre dois sodomitas com a união sagrada e abençoada por Deus entre um homem e uma mulher. É pra isso que trabalham essas marionetes de Satanás e pra nosso castigo, com o apoio desses impostores encastelados na hierarquia da Igreja.
    Na Itália eles estão jogando alto porque ali está a Sede da Igreja Católica. Ali está o berço da Cristandade. Ali Satanás quer pisotear o sangue derramado pelos mártires para que aquela nação rompesse com o paganismo e abraçasse o Cristianismo. Ali querem zombar dos Santos, escarnecer das Virgens, dos Eremitas e de tantas ordens religiosas fundadas nos conselhos evangélicos.
    Mais do que nunca devemos redobrar nossas orações, principalmente a Ladainha de Todos os Santos pois estamos assistindo a um assalto das hostes do inferno e se eles forem bem sucedidos em seus intentos, preparem-se para a perseguição mais acirrada.
    Com a aprovação dessa lei iníqua nos Estados Unidos e Canadá, qualquer um que trabalhe na indústria ligada a casamentos: fotógrafos, oficiais de justiça, decoradores, donos de salão de festas, confeiteiros que se recusarem a prestar serviços para cerimônias de sodomitas podem ser presos, processados ou perder seus negócios… e isso já está acontecendo com uma frequência assustadora.
    No tocante às crianças, o panorama é desolador: quando elas escapam do aborto e vão parar em agências de adoção, tais agências não podem mais “discriminar” entre “casais hetero” e “casais homo”. Por isso no Estado de Massachussets, a Igreja Católica se viu obrigada a abandonar essa área de adoções e deixar as pobres crianças à mercê do lobby gayzista.
    Com tudo isso acontecendo no mundo inteiro, um impostor que ainda diz que um católico pode apoiar “uma lei sobre as uniões civis que mantenha a diferença com a família fundada no casamento entre homem e mulher e que evite as adoções”, merece ser jogado na fogueira…e eu seria a primeira a ir buscar lenha pra incinerar o energúmeno. Tire o perverso do meio de vós!