Reflexões sobre temas da Sagrada Escritura: O escândalo dado pelo Sacerdote, pecado enorme por sua natureza.

“O que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurassem ao pescoço a mó dum moinho, e que o lançassem no fundo do mar” (S. Mateus XVIII, 6)

“É inevitável que venham escândalos, mas ai daquele homem pelo qual vem o escândalo” (S. Mateus  XVIII, 7).

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

1 – O Sacerdote escandaloso é o grande inimigo de Deus. – Ofende à Santíssima Trindade, persegue-A, se assim posso exprimir-me, com uma impiedade que horroriza. O Eterno Pai elegera-o, para fazer conhecer e honrar o seu nome, para publicar e fazer observar a sua lei, para trazer à sua obediência as almas desgarradas, e confirmar no seu amor as almas inconstantes, para lhe preparar um povo de escolhidos, fazendo-o reinar sobre os corações; para isto o prevenira com as bênçãos da sua graça, o enchera de seus benefícios. Este Sacerdote tinha aceitado tão nobre missão, e prometido solenemente consagrar-lhe toda  a sua existência; ora, se chega a escandalizar, que faz ele? Combate contra a causa de Deus que prometer defender. Longe de submeter ao Senhor os súditos fiéis; longe de induzir os homens a respeitar o seu nome,  leva-os a blasfemá-lo; em lugar de o fazer reinar sobre os corações, expulsa-o deles; em lugar de lhe preparar escolhidos, é para o inferno que os recruta!

LaSalette08Deus Filho, Redentor das almas, confiava no Sacerdote, para lhes aplicar os merecimentos da sua morte e do seu sangue. Para isto o revestira de inefáveis poderes, e lhe pôs nas mãos todos os tesouros da sua misericórdia; pois a essas almas, remidas por tão alto preço, não só as deixa perder, mas ainda, à vista do seu Salvador, as fere, mata e precipita na eterna condenação; aniquila para elas a obra da Redenção!

Deus Espírito Santo tomara-o para seu instrumento. Queria servir-se dele, para combater o pecado, purificar as almas, e fazer delas outros tantos templos onde morasse com o Eterno Pai e com o Filho:  “Viremos a ele e nele faremos morada” (S. João XIV, 23); e o Sacerdote escandaloso, em vez de auxiliar estes misericordiosos desígnios, destrói-os; em vez de arruinar o império do pecado, estende-o e consolida-o; em vez de purificar as almas, mancha-as; e fecha para Deus esses templos espirituais de que era guarda, e abre-os para o demônio! Não é isto fazer à Santíssima Trindade uma guerra cruel e pérfida?

2- O Sacerdote escandaloso é inimigo das almas. – Constituindo-nos seus ministros, Deus queria que cooperássemos para as salvar. Temos rigorosa obrigação; de guiá-los e ampará-los; de levantá-los, se caem; e de empregar na sua santificação todos os meios que foram postos à nossa disposição. Como cumpre o Sacerdote escandaloso esta obrigação? Nós só temos acesso junto das almas, pela confiança que lhes inspiramos; que confiança pode inspirar aquele que prega uma moral, e pratica outra? Entre as palavras que dizem: “Não façais o eu  faço”, e as ações que clamam: “Não acrediteis o que eu digo”, advinha-se o que impressionará mais fortemente os espíritos, talvez já mal dispostos. Os corações corrompidos autorizam-se em suas desordens como o exemplo daquele que devia reprimi-las. E as almas simples não temerão perder-se, seguindo os maus exemplos do guia que Deus lhes deu. E neste caso, onde parará a licença de costumes? Quando à tendência que leva o homem a imitar tudo o que vê, vem juntar-se o impulso das paixões: o mau exemplo é uma torrente, que rompe todos os diques. Mas, se esta corrente se precipita dos mais altos montes, o seu curso será ainda mais impetuoso, e os estragos mais extensos; a alteza da nossa dignidade é a medida do mal causado com os nossos escândalos. O arbusto, ao cair, a nada causa dano; mas o carvalho frondoso esmaga, na sua queda, tudo o que encontra debaixo de si. Assim, o sal da terra tornou-se um princípio de corrupção, para os que ele devia conservar na inocência; a luz do mundo, que devia dirigir  as almas nos caminhos da virtude, mete-as nas alfurjas do vício; o Pastor de almas que devia defender o seu rebanho, faz nele uma horrível carnificina.

3- O Sacerdote escandaloso é o maior inimigo da Igreja. – Uma só queda no Santuário pode ter consequências incalculáveis. O mundo, tão indulgente para si, é inexorável para os ministros do Senhor. Ao mesmo tempo que desculpa os seus próprios crimes, não perdoa aos Sacerdotes uma fraqueza. E muito longe de encobrir, com o seu silêncio, os escândalos que neles vê, publica-os aos quatro ventos. Fá-los correr de paróquia em paróquia, de diocese em diocese. Perpetua-os, e dá-lhes uma espécie de imortalidade, bem lamentável.

O mundo quereria que durasse cem anos, e talvez até ao fim dos séculos, muitas almas pequem, se pervertam e se condenem, em consequência de um pecado cometido por um sacerdote escandaloso. A censura que faz cair sobre o seu mau proceder, recai indiretamente sobre todos os membros do Clero. Imputa os mesmos vícios aos que exercem as mesmas funções. Chega até a tratar como fábulas, as verdades mais sagradas, só porque é testemunha da sua oposição com os costumes daquele que as ensina. Se este Sacerdote, dizem, cresse o que prega, portar-se-ia assim? Eis, pois, a honra do Clero manchada, o zelo dos bons Sacerdotes paralisado, a piedade destruída, os sacramentos abandonados ou profanados, a fé quase extinta em vastas regiões, milhares de almas perdidas em consequência dos escândalos dados por um Sacerdote e um Pastor de almas. (…) “Vae homini illi!” Ai daquele homem por quem vier o escândalo! Se, ó Deus, todo-poderoso, se castigais de um modo tão terrível o escândalo dado a um só dos vossos filhos, que suplício reservais àquele que tiver escandalizado as multidões, e os povos?

E  o escândalo pode ser dado de de três maneiras diferentes: 1-  De intenção e perversidade; 2- De tibieza e de negligência; 3- De leviandade e de imprudência.

1º) Escândalo de intenção e de perversidade. – O homem do Santuário, que leva o esquecimento dos seus deveres até espalhar em volta de si um cheiro de morte, justifica de sobra a máxima: Corruptio optimi pessima = a corrupção do ótimo é péssima. Todavia, quando falamos do escândalo de intenção, não afirmamos que alguém perca as almas, pelo gosto de as perder. Este escândalo que é propriamente o de Satanás, só seria possível em um sacerdote que atingisse o último grau de perversidade. Mas, sem chegarmos a este ponto, sabe-se que certa palavra, certa ação, certo procedimento são capazes de ferir a consciência do próximo; vêem-se as consequências funestas, que de certo pecado podem resultar para a honra do Sacerdócio, e não se recua, comete-se. Este desgraçado Sacerdote ilude-se a si, para pecar livremente; abusa até da autoridade, do ascendente que lhe dá o seu estado, para abalar uma virtude, de que ele devia ser o amparo. (…)

2º) Escândalo de tibieza e negligência. – Este inspira menos horror que o primeiro; mas as consequências podem ser também deploráveis. Ai! e quão comum é ele! Se os costumes de um sacerdote não são um modelo, tornam-se um perigo; se não ensina a piedade com sua vida, inspira, autoriza, multiplica o vício. A vida do Sacerdote deve ser a censura não só das desordens públicas, mas ainda das falsas virtudes, que o mundo desejaria substituir às virtudes evangélicas. A sua separação de tudo o que é profano; sua modéstia, sua santidade devem recordar incessantemente aos seculares: que os verdadeiros cristãos são homens mortos para si mesmos, cuja vida está escondida com Jesus Cristo em Deus. Já conhecemos as exigências do mundo em matéria de santidade sacerdotal. Quer que o ministro de Deus seja um Anjo, isento de todo o defeito, adornado de todas as virtudes; se vê qualquer coisa de menos, admira-se, escandaliza-se. Se há exageração nas suas ideias neste ponto, esclareçamos os juízos do mundo, mas não os desprezemos. Relações com os seculares, funções desprezadas ou mal exercidas. Oh! quão numerosas são as ocasiões de escândalo, para um homem do Santuário, par um pastor de almas!

3º) Escândalo de leviandade e de imprudência.  É uma grande vitória para o inimigo das almas, se pode servir-se, para as perder, daqueles mesmos que Deus elegera para as salvar. Pouco lhe importa o modo como o auxiliam os ministros do Senhor; a leviandade e a imprudência servem-lhe quase tão eficazmente como o crime. Na realidade, a falta de prudência e de circunspeção nunca é inocente em um homem encarregado de interesses tão graves, e obrigado, por tantas leis, a uma vida que deve ser a mais séria e refletida. A um Sacerdote não se lhe admite, tão facilmente como a qualquer pessoa, a desculpa de que não pensava nisso; pois ninguém, tanto como ele, deve considerar atentamente o que diz e faz, quando, e em presença de quem o diz e o faz. Não basta que seja santo, é necessário que o mostre, e o mostre em tudo. Uma pergunta, uma palavra indiscreta, um gracejo, uma leviandade, em passo inconsiderado, têm sido muitas vezes semente de escândalo, desgraçadamente muito fecunda. Quantos eclesiásticos, em seu trato com o mundo, em suas viagens, mesmo no interior de sua casa, no meio das crianças e sobretudo no meio de pessoas de outro sexo, etc, porque desprezam precauções que a malignidade tornou indispensáveis, dão lugar a suspeitas, que ofendem a honra do Clero, e vêm a ser ocasião de ruína para as almas.

(Artigo extraído do livro “MEDITAÇÕES SACERDOTAIS” de autoria do R. P. Chaignon, S. J.).

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5 Comentários to “Reflexões sobre temas da Sagrada Escritura: O escândalo dado pelo Sacerdote, pecado enorme por sua natureza.”

  1. A crise de fé católica que se espalha mundo afora, de graves consequencias para todos, não se pode senão atribuí-la a uma causa ético-moral-religiosa, oriunda da decadência verificada nas fileiras do clero, desde sua formação nos seminarios, contaminados pelo diabólico modernismo, tal como nas ordens religiosas e casas de formação católicas, planos esses subversivos urdidos pela maçonaria luciferina nos principios do século XIX para seus infiltrados dentro dela executarem, a partir da Alta Hierarquia.
    O sacerdote, promotor de escândalos por maus exemplos pessoais – mais evidentes nesse mundo on-line – combate a causa do Senhor Deus que prometera defender e, ao invés de submeter ao Senhor os filhos adotivos rebeldes, perverte-os os súditos fiéis; em lugar de preparar o caminho da santidade para os que pastoreia, os escolhidos, é para o inferno que os conduz!
    Os fieis, de modo geral, muitos divididos entre os afazeres particulares e se instruirem na fé, pior ainda, mal orientados por um clero deficiente, torna-se fácil presa das ideologias modernistas que sabem aliciar as mentes por meio de sofisticados engodos, particularmente no tempo presente da midia globalista, que desinforma sob aparecias do contrario, visando sempre cooptá-los para suas fileiras, sempre sobressaindo-se!
    O mundo é muito indulgente para consigo, mas é implacável apenas para com os ministros do Senhor, ao desculpar os seus próprios crimes, não perdoa aos sacerdotes uma fraqueza e ainda a aumenta mais, e muito longe de encobrir com o seu silêncio os escândalos que neles vê, publica-os aos quatro ventos para degradá-los o quanto possa.
    O pior do acima é que os escãndalos podem se perpetuar, dando-lhes uma triste e bem lamentável imortalidade que, por cem anos, talvez mesmo até ao fim dos séculos, fará que as almas pequem, se pervertam e se condenem, em conseqüência de um pecado cometido por um padre escandaloso!
    No momento presente, quantos partidos comunistas no poder implantando o relativismo e perversidades sob todas as formas, graças a comunistas sacerdotes e aos relapsos?!
    Acrescente-se que censura que faz cair sobre o mau proceder de um, recai indiretamente sobre todos os membros do clero, como se vê hoje em dia: todos os padres ficariam como que co-participantes e imputando a eles os mesmos vícios, exercendo as mesmas funções!
    Jamais os sacerdotes deveriam ser portadores da mensagem do: “Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Mt 23,3.
    Disso, dá-se chance aos inimigos da Igreja se aproveitarem até tratando como fábulas as verdades mais sagradas, só porque o sacerdote é contratestemunha do que ensina, portanto, caindo em flagrante auto condenação!.
    Recordemos as homilias de décadas anteriores da crise modernista, comparando-as com as proferidas nas S Missas atuais: então, de uns tempos para cá, quase apenas versam em misericordia, tolerancia, acolhimentos e similares, mesmo aos que erram e pretendem se manter no erro, para nunca sermos “intolerantes, discriminadores, homofóbicos” etc., termos esses que estão pervertidos, ideologizados; no entanto, significando à realidade, é que os inimigos da Igreja, intolerantes e contestadores de sua doutrina nunca podem ser afrontados, que muitos católicos apáticos concordariam, iniciando a partir de varios do clero negligentes e/ou inertes!

  2. Hoje, o Santo Evangelho fala do demônio mudo. Para complementar o artigo supra, eis uma parte da homilia postada no blog VIA-VERITAS-VITA:

    O mutismo espiritual é também um perigo para os deveres de caridade e para os do nosso estado. Isto diz respeito principalmente aos deveres de instrução e correção fraterna que pertencem aos bispos, aos párocos, pais, patrões e outros superiores encarregados de corrigir e educar os que lhes estão confiados. Se os superiores só se preocupam em salvaguardar os seus direitos pessoais e se tornam cúmplices do demônio e das paixões, contraem perante Deus uma culpabilidade, segundo as circunstâncias, e tornam-se responsáveis pela perda das almas. Assim diz o profeta Isaías: Ai de vós, cães mudos!… De vossas mãos, pedirei contas de seu sangue!

    Não é a verdadeira humildade que prende a língua, mas o demônio que fecha a boca. Quantos pecados não podíamos evitar, quantas almas não podíamos conduzir à salvação ou tornar mais perfeitas!

    Embora este dever obrigue primeiramente os superiores, no entanto, devemos dizer que todos, sem exceção têm o dever de avisar caridosamente o seu próximo, e, podendo, com toda prudência, deve livrar o seu próximo do pecado.

    Caríssimos, quero, no entanto, salientar a obrigação dos Eclesiásticos. Na verdade, é o respeito e os interesses humanos que impedem que os superiores eclesiásticos se declarem publicamente por Deus, por Jesus realmente presente na Hóstia Consagrada. Lamentam talvez internamente os sacrilégios, mas não falam contra eles. Mantêm a verdade cativa, e não ousam confessar publicamente a sua fé, ainda mesmo quando o silêncio é uma espécie de apostasia. Os estragos do demônio mudo nunca são tão deploráveis como quando exerce a sua tirania sobre os mesmos Pastores. O maior triunfo deste demônio terrível é encadear a palavra sacerdotal. Ou fecha a boca aos ministros do Senhor, ou não lhes permite que falem senão com timidez, quando deviam falar com energia. Pastores, “cães mudos”, quando não corrigis, com prudência é verdade, mas também com a santa liberdade que vos convém, os pecadores escandalosos que pervertem o povo, os libertinos, os blasfemos, os profanadores do Santíssimo Sacramentos; quando, na administração dos sacramentos, não ousais advertir quanto seria necessário, para que os recebam com respeito e fruto; quando no sagrado tribunal poupais a delicadeza dos culpados, à custa da sua salvação, deixando-os na ignorância das graves obrigações que só vós podeis ensinar-lhes, então concedeis ao demônio mudo um funesto triunfo; e mereceis esta censura de São Cipriano: “Que cruel misericórdia é essa, que consiste, não em curar o ferido, mas em esconder a sua ferida, para nela, encerrar a morte?

    O Pastor de almas deve ser prudente e circunspecto, mas ao mesmo tempo deve ser firme e animoso. “Deus dissipará os ossos daqueles que procuram agradar aos homens” (Sl. LII, 6). “Deus castigará os tímidos tanto como os mais criminosos” ( Apoc. XXI, 8).

  3. É uma denuncia muito forte do Pe Elcio, tão verdade que quando um leigo de uma paroquia cai em erro percebido por todos, desculpam, do tipo “foi depois disso ou daquilo que está assim”, mas ele é gente boa, coitado dele e assim vai, causando um mal sem grande repercussões.
    Enquanto isso, se de um padre, de um bispo então nem falar como desses apoiadores de partidos de esquerda, é ao contrario, caso de D Hélder, pois os escândalos deles são lembrados até de geração em geração, como temos relatos desses que foram traidores da fé católica, destaque para Lutero, mas existem diversos discípulos dele, de varias modalidades, cada um agindo de uma forma.
    Quanto mal Lutero continua fazendo ao cristianismo, e até gente da Igreja entrando para suas seitas e recentemente defendendo um ecumenismo mal entendido promovendo hereges, sem contar a alienação que seus botequins da fé continuam fazendo no povo!
    Mesmo recentemente temos enfiados em varios escândalos, como frei Betto da TL e colegas da mesma equipe, o Pe Betto excomungado, Pe Antonio Maria do rei do “amor” R Carlos, que foi abençoar o “casamento” de Ronaldinho com a Ciccarelli, e a bênção dele foi bastante forte, pois a união durou cerca de 30 dias etc. Além dos que vêem tantos erros na sociedade e nunca combatem e nem falam deles de forma direta, dando nomes aos bois, e nesse caso por silencio acabam por aprovar!

  4. Excelente artigo!

    Outrora não era comum os crimes sexuais cometidos por sacerdotes. Curiosamente, e desgraçadamente, após a renovação do Concílio Vaticano II houve uma verdadeira enxurrada de crimes cometidos por sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos, cardeais. Um vendaval sem precedentes na história da Igreja! E como é dito por este padre autor deste artigo, o escândalo cometido por um clérigo lança no esgoto o nome da Igreja.

    Há poucos anos presenciamos uma torrente de casos de crimes sexuais no interior da Igreja. A Europa escandalizada, em decorrência dos inúmeros casos em países como a Irlanda. O próprio Papa Bento XVI escreveu uma carta aos católicos irlandeses pedindo perdão. O Brasil testemunhou alguns casos. Mas, o que dizer da monstruosidade perpetrada por padres norte-americanos?! A Arquidiocese de Nova York caiu na lama. A Arquidiocese de Los Angeles — vejam bem! — teve que pagar na Justiça 600 milhões de dólares! Dólares! Isso hoje equivale a 2 bilhões e 400 milhões de reais! Entenderam? Bilhões de reais! Nos EUA houve quebra e falência de paróquias, dioceses, escolas católicas, universidades católicas, por conta dos acordos milionários feitos em obrigação ao determinado pela Justiça. A notícia pode ser encontrada facilmente na internet, se alguém se esqueceu desses fatos de alguns anos atrás.

    Alguém aí conhece fato semelhante na história da Igreja?

    Como disse o padre autor deste artigo, como será tratado por Deus o sacerdote que escandaliza todo um país, um continente, o mundo?

    Luiz Andrada
    BH – MG