A briga continua.

IBP Brasil e Montfort atacam Plínio Corrêa de Oliveira e a TFP.

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

Em novembro de 2015, antes de iniciar nosso merecido e longo recesso, publicamos um artigo essencialmente informativo (e não opinativo) sobre o ressurgimento da TFP no Brasil. Porém, alguns leitores – especialmente o que seguem em maior ou menor grau as teses do Professor Orlando Fedeli – interpretaram-no como uma defesa dessa associação.

Diante desse entendimento equivocado, gostaríamos de declarar nossa isenção nesse debate, observando apenas que, em nossa modesta opinião, a disputa entre a TFP e a Montfort sobre Plínio Corrêa de Oliveira tem carecido de qualidade, havendo mais baixaria que argumentação séria. Infelizmente, o “comadrismo de peitoril” tem dominado a cena.

Ao falar do ressurgimento da TFP, quisemos apenas constatar um fato objetivo. Realmente, eles têm recobrado força e influência, inclusive porque têm, como mencionado no artigo, recebido o apoio de importantes lideranças eclesiásticas, como do Cardeal Raymond Burke e de Dom Athanasius Schneider, apoios explícitos de que a Montfort, sua principal adversária, ainda (ou pelo menos ainda) carece.

Até o momento, o maior apoio que a Montfort alega ter recebido foi um encorajamento oral por parte de Mons. Guido Pozzo, o que, aliás, causou estranhamento entre observadores atentos, dada as posições diametralmente opostas entre o fundador da Montfort – o Professor Orlando Fedeli – e esse prelado a respeito do Concílio Vaticano II (ver Conferência de Mons. Pozzo, dada no IBP, sobre a continuidade do Vaticano II).

A reação do IBP Brasil

Esclarecidos esses pontos, cumpre informar que o IBP Brasil, composto por padres do IBP incialmente formados na Montfort (Daniel Pinheiro, Renato Coelho e Luiz Fernando Pasquotto), também reagiu contra a TFP.

Não se sabe exatamente a causa dessa reação súbita, haja vista que esses sacerdotes vinham convivendo em harmonia com os membros do que consideram “seita” em suas missas, administrando-lhes inclusive a Sagrada Comunhão.

Há quem atribua essa repentina reação ao fato de essa convivência harmônica ter sido tornada pública justamente pelo artigo “E a TFP ressurge no Brasil”, o que fez com que os padres do IBP, egressos da Montfort, fossem pressionados por suas bases montfortianas a tomar uma posição. Se nada falassem, seriam considerados traidores do Professor Fedeli.

Padre Renato Coelho

A principal reação, então, veio do Padre Renato Coelho. Em sermão, que foi publicado no site do IBP SP em 22 de novembro de 2015, ele atacou explicitamente a figura de Plínio Corrêa de Oliveira, contrariando, dessa forma, a opinião do bispo que o ordenou sacerdote, Dom Athanasius Schneider (recorde-se aqui outro grande elogio desse bispo a PCO por ocasião do 20º aniversário da morte de Plínio).

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Dom Athanasius Schneider e Pe. Renato Coelho durante a ordenação deste em dezembro de 2013, na França.

Pe. Renato remeteu-se diretamente a Dom Athanasius Schneider, o que pode ter causado problemas políticos ao instituto, haja vista que esse bispo conferiu e ainda há de conferir provavelmente muitas ordenações ao instituto. Ainda em 2015, ele fez sacerdotes mais dois seminaristas do IBP provenientes da Montfort, a saber, Tomás Parra e Pedro Gubitoso, além de ordenar diácono o filho do próprio Alberto Zucchi, José Luiz.

Assim, esse sermão foi retirado do site do IBP-SP (e é razoável supor que o foi por ordens superiores), o que causou constrangimento para Zucchi, o qual procurou ocultar de seus seguidores a subtração do ataque à TFP do site do IBP-SP.

Pe. Matthieu Raffray, superior do IBP na América Latina, que tem amigos na TFP, não quer que os sacerdotes do Bom Pastor assumam as brigas que são contendas históricas e próprias da Montfort.

Fontes atestam que, para Pe. Raffray, os sacerdotes do IBP no Brasil têm de atuar com independência, afastando-se o máximo possível das influências do grupo Montfort, especialmente de seu atual líder, o leigo Alberto Zucchi.

Há, no entanto, o reconhecimento de que isso é relativamente difícil, dada a grande dependência dos padres de São Paulo em relação ao grupo Montfort.

Os superiores do IBP esperam que mesmo essa dependência seja logo superada por meio da conquista de fiéis não montfortianos, tarefa na qual eles, entretanto, não têm sido bem sucedidos, haja vista a boa oferta de missa tradicional na capital paulista, em ambientes considerados neutros. Com efeito, as missas do IBP em São Paulo têm estado vazias, o que acaba por manter o status quo.

Quanto ao sermão do Pe. Renato retirado do site do IBP, felizmente, Fratres in Unum tem esse sermão salvo.

Segue um excerto, em que Pe. Renato cita o sermão-elogio de Dom Athanasius a Plínio e fala em tom que foi percebido como irônico, acusando-o de proferir uma “temeridade”, tendo em conta a comparação que o bispo fez entre Plínio e Santa Teresinha:

Hoje, em 2015, em pleno século XXI, constatamos um dentre outros diversos enganos em matéria de profecia, daquele que é considerado por alguns como sendo um profeta, Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, o qual, em 1951, dizia que “o século XX será, não só o século da grande luta, mas sobretudo o século do imenso triunfo” (Plínio Corrêa de Oliveira, “O século da guerra, da morte e do pecado”, Revista Catolicismo, n. 2, fevereiro de 1951). Triunfo? E ainda por cima “imenso”? Vê-se que tal profecia não se realizou, a não ser que distorçamos o que ele disse ou a realidade na qual vivemos, como fazem os seguidores do protestantismo adventista com os dizeres de Ellen White.

Roberto de Mattei, que considera Dr. Plínio como sendo profeta, também diz que “o critério mais seguro para verificar se alguém é profeta é a realização da sua profecia” (Roberto de Mattei, O cruzado do século XX: Plínio Corrêa de Oliveira), que ele aplique agora esse mesmo princípio para saber se Dr. Plínio é ou não um falso profeta. Em uma certa reunião semanal, Dr. Plínio teria dito que “aquele que luta, sente o absoluto de Deus tocar na sua própria alma” (http://www.pliniocorreadeoliveira.info/BIO_20151003_homilia_d_athanasius_schneider.htm), mas não faz parte do sensus fidei o buscar sentir o absoluto de Deus tocar a própria alma, basta para um católico o querer ter a consciência reta e limpa, buscando sempre e em tudo fazer a vontade de Deus, mesmo na noite escura pela qual sua alma possa estar passando, sem sentir nenhuma consolação espiritual.

Ainda em uma outra reunião, o mesmo teria dito: “eu faço isso com o ímpeto de alma com que um cruzado avançaria na batalha” (ibidem). É mesmo? Querer fazer assim é uma coisa louvável, mas dizer que faz, que consegue, isso está longe da humildade católica.

Daí, portanto, ser uma temeridade dizer que a “Providência Divina fez que este dia [no caso, o dia 3 de outubro] fosse o dia do nascimento para a vida eterna de prof. Plínio Corrêa de Oliveira” (ibidem). Sabemos nós se ele está no Céu? Tomara que sim, mas enquanto a Igreja não o canonizar, devemos rezar em sufrágio pela sua alma e não pedindo sua intercessão, como seria no caso de Santa Terezinha.

Por fim, Pe Renato relembrou os escritos de seu pai espiritual, a saber, o Professor Fedeli, bem como citou a CNBB:

Temamos os falsos profetas e busquemos a verdade acima de tudo e de todos. Fujamos daquilo que cheira estranho, como dizer que “eu já não vivo, é o Sr. Dr. Plínio que vive em mim” (https://youtu.be/0fk-yJIiXtM?t=184), prática citada tanto por Mons. João Clá de modo positivo, como negativamente por Dom Estevão Bettencourt (Pergunte e Responderemos, n. 398, julho 1995, p. 32) e por prof. Orlando Fedeli (No país das maravilhas: a gnose burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho, p. 584). Nesse sentido, convém escutar a CNBB, a qual, em 1985, já dizia: “Os Bispos do Brasil exortam os católicos a não se inscreverem na TFP [atualmente IPCO] e não colaborarem com ela” (Pergunte e Responderemos, n. 398, julho 1995, p. 37). Não fiquemos presos a um homem qualquer, apenas Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, tem o direito absoluto sobre a nossa pessoa.

Outra reação importante veio por parte do Pe. Daniel Pinheiro, que atua em Brasília, em capela própria, a Nossa Senhora das Dores, que foi construída para ele por seus pais.

Padre Daniel Pinheiro

Pe. Daniel também fez uso de seus sermões para atacar a TFP e Plínio. Diferentemente do Pe. Renato, ele fez seus comentários de forma livre, de modo que o texto publicado de seus sermões não continha os ataques. Adicionalmente, ele proibiu os fiéis de conversarem a respeito nas cercanias da capela, o que causou indignação aos diversos membros da TFP que frequentam a Nossa Senhora das Dores, há mais de ano já.

A proibição de discutir, apesar dos ataques desde o púlpito, foi encarada por frequentadores como uma atitude de certa covardia. Alguns membros da TFP deixaram de frequentar a capela, ao menos por um tempo.

* * *

Apesar dessas reações verbais, até o momento, os padres do IBP seguem administrando a Sagrada Eucaristia aos considerados cultuadores de Plínio Corrêa de Oliveira, ato que deveria ser a seus olhos, a julgar pela mera lógica, bem mais grave que o cometido por ex- membro da Montfort que simplesmente assistiu a uma palestra do Prof. Roberto de Mattei.

Além dos sacerdotes do IBP, cumpre informar, que também o Pe. Edivaldo Oliveira, em Fortaleza, ministrou a Sagrada Comunhão notórios membros da TFP.

Padre Mathieu Raffray no Brasil

Em dezembro e janeiro passados, Pe. Matthieu Raffray, superior do IBP para a América Latina, esteve no Brasil. Nessa ocasião, ele pôde participar do Jantar Montfort de Natal.

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Jantar de Natal de 2015 da Associação Montfort.

Ainda durante sua passagem pelo Brasil, PeRaffray solicitou diálogo com a editoria deste blog. Ele acredita que Fratres in Unum, por relatar fatos que acabam por levar à revelação dos profundos vínculos entre a Montfort e o IBP no Brasil, esteja prejudicando o instituto no país.

Infelizmente, por incompatibilidade de agendas, o encontro não pôde se concretizar, mas reafirmamos que o objetivo primordial deste espaço, especialmente desta coluna, é o de informar os católicos sobre a situação da Tradição (não só do IBP, como demonstram nossas colunas passadas) no Brasil, procurando nos ater aos fatos.

Nesse sentido, estamos abertos a todo tipo de retificação ou de esclarecimento que o instituto ou a referida associação venham nos fazer. Nosso compromisso é com a verdade dos fatos. Temos como valor a recusa a qualquer tipo de concessão ou manipulação, ao mesmo tempo em que desejamos o sucesso dos empreendimentos de ambas as instituições.

A reação da Montfort de Alberto Zucchi

Alberto Zucchi, por sua vez, também não deixou de reagir – a seu modo. Porém, ele preferiu não escrever mais nada, dado o insucesso de suas tentativas anteriores, quando não fez mais que chamar os tfpistas de zumbis. Vivendo à sombra do Professor Fedeli, ele apenas republicou um áudio deste sobre o assunto, veiculado pela Rádio Italiana, cinco anos atrás. De novo, foi feito apenas o seguinte comentário, considerado bastante ofensivo e nada argumentativo:

Publicamos hoje, no dia 27 de novembro, em honra a Nossa Senhora das Graças, pedindo que ela proteja aos católicos das garras do demônio, lançadas através destas seitas delirantes, que hoje são tristemente defendidas como expoentes da tradição católica no Brasil.

Alguns membros da TFP se perguntaram se, com esse comentário, a Montfort acredita que seja ela mesma então a expoente da tradição católica no Brasil, mesmo com seu contínuo silêncio pós-Fedeli em relação a temas espinhosos para não desagradar as autoridades eclesiásticas. Eles observam que a Montfort da tradição sequer comentou uma linha sobre a propaganda ecumênica de Francisco, ao passo que se apressou para louvar, numa interpretação dos fatos bastante peculiar, à conclamação de Francisco e Kyrill à resistência contra o mundo moderno.

Além desses silêncios considerados constrangedores para aqueles que se alegam defensores da Tradição, Zucchi também preferiu silenciar no site Montfort sobre a missa dos 20 anos de morte de Plínio Corrêa de Oliveira, ocorrida no Mosteiro de São Bento.

O principal motivo disso foi não estragar a relação com Dom Athanasius Schneider, que poderia, dentre outros, ser o ordenante de seu filho, José Luiz, que deve se tornar sacerdote em meados de 2016. 

Não deixa de ser paradoxal o fato de o primeiro contato de Zucchi com Dom Athanasius ter sido intermediado por um antigo conhecido seu e membro da… TFP.

Apesar de não escrever, nem poder atuar em público contra o apoio de Dom Schneider ao IPCO, Zucchi não deixou de atuar nos bastidores.

Ocorrida a missa no Mosteiro de São Bento, ele embalou com uma comitiva rumo a Presidente Prudente, cerca de sete horas de viagem da capital paulista, para pressionar o membros do Instituto Cristandade a publicar uma nota de repúdio à TFP.

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Membros do Instituto Cristandade com Dom Athanasius Schneider.

Segundo apurado por nossa redação, foram mais de oito horas de gritaria, com Zucchi querendo obter de todo jeito do grupo essa nota pública de repúdio, haja vista a assistência de alguns de seus membros à Missa de 20 anos de Plínio Correa de Oliveira. A justificativa de Zucchi era a de que, ao irem à Missa do evento, eles estariam apoiando uma organização que era o braço da maçonaria para destruir a autêntica resistência católica no país. Sem sucesso no convencimento, Zucchi se exasperou.

Segundo relatos, Alex Chirata e Hector Oliveira acompanharam-no na veemência. Chirata, figura pouco conhecida, tornou-se um dos principais auxiliares de Zucchi, após a morte de Fedeli. Hector, por sua vez, ex-carismático, notabilizou-se por tentar uma campanha no facebook em que as fotos de perfil dos usuários seriam trocadas por uma figura de Plinio Correa com um sinal de proibido acompanhada dos dizeres: “Acautelai-vos dos falsos profetas”.

campanha

Essa campanha também não teve muito sucesso.

Embora não convencidos pela argumentação de Zucchi e seus acompanhantes, os membros do Instituto Cristandade temeram mais pela privação do acesso aos padres do IBP. Desde o início da briga, eles não têm mais recebido visitas desses sacerdotes, nem mesmo do Padre Edivaldo Oliveira, também visitador habitual de Presidente Prudente até pouco tempo, tendo ele inclusive fundado um coral no local.

Dessa forma, o grupo Cristandade ficou sem missa tridentina, mesmo que esporádica. Parece que, em certa medida, o atendimento dos padres do IBP e do Pe. Edivaldo está condicionado ao apoio à Montfort.

O significado desses fatos

A disputa, portanto, segue. De um lado, a Montfort acusa a TFP de ser uma seita; de outro, a TFP os ignora, dizendo que já os respondeu, ao mesmo tempo em que observa o declínio doutrinário e a retração da Montfort em relação ao Vaticano II e à reforma litúrgica. No campo dos fatos, apesar da gritaria da Montfort, a TFP segue recobrando força.

Esses acontecimentos, porém, mostram também a crescente busca de autonomia do IBP em relação à Montfort. O IBP não tem encampado lutas que são historicamente empreendidas por esse grupo no Brasil e agora sequer pode atacar a TFP, como demonstra a retirada desse sermão do site do instituto em São Paulo.

Outrossim, o silêncio da Montfort sobre a Missa celebrada por Dom Schneider demonstra que nem mesmo ela está hoje à vontade para tais ataques de maneira pública e oficial. Nesse quadro, a briga tende a mergulhar apenas em calúnias e detrações de bastidores.

Cabe a nós acompanhar o desenrolar dessas pendengas, mantendo-nos fiéis aos fatos e rezando para que tudo termine da melhor forma possível, isto é, da forma que Nosso Senhor Jesus Cristo seja mais respeitado e mais amado, com a difusão da Santa Missa Tridentina, com o fim dos partidarismos e divisões que grassam no meio tradicional brasileiro.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

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54 Comentários to “A briga continua.”

  1. Confissão, missa tradicional, comunhão e nada mais! Não sinto o menor interesse em me envolver em um desses grupos tradicionais brasileiros, enquanto houver Missa Tridentina para ir estou satisfeito, entro e saio de lá sem me envolver com ninguém. É uma questão de auto-preservação.

    • Antes de tudo, e aliás o “tudo” é esse, devemos ser católicos! O catecismo tá aí e quase ninguém “usa”, e quanto a grupos, organizações dentro da Igreja tudo tem que estar em conformidade com o que a Igreja sempre ensinou! Não pode ser uma Igreja dentro de outra, e cá para nós, dá pra perceber os “excessos”, a não ser que nos fanatizemos por “camisas”, igual a torcer por um time de futebol! Sejamos católicos em primeiro lugar, amemos a nossa Igreja, busquemos a relação “impessoal” com os clérigos ( creio que me fiz entender, falo do distanciamento necessário, do respeito, e do que se esperar dele , por princípio), e claro, que ama, busca conhecer, estudemos o básico ao menos, e sejamos caridosos, como Cristo o foi, não confundir isso, com um pacifismo politicamente correto, mais com um conceito mais amplo de propagar o sacrifício da cruz e se dar sem medidas (pautado sempre na escolha radical pela verdade que é Cristo, que como fogo, fere tb a nós e as nossas vontades, nossa natureza decaída).

  2. Eu tenho medo, muito medo dessas organizações tocadas por leigos. A boa prudência foi o que me levou alguns anos atrás a optar pelos sacerdotes e Bispos da SSPX ao invés de ouvir a sereia montfortiana.
    Entre um leigo que naquela época metralhava todo mundo (Padres de Campos, SSPX, Olavo de Carvalho, Dom Lourenço Fleshman, João Clá, Plínio Corrêa, João Paulo II…etc) e os padres da SSPX que nunca falharam em me dar bons conselhos, oferecer-me os Sacramentos em rito tradicional e confirmar minha família na fé, não havia nem o que discutir!
    Então ao ler essas noticias me dou por conta do sectarismo dessa gente! Como já dizia o ditado: “o cavaco não cai longe do pau!”. Orlando Fedeli era mestre nessas manobras! No privado descia a lenha em João Paulo II e depois em público se fazia fotografar ajoelhado diante do Papa recebendo bênçãos para sua organização! Algo que lhe era muito útil pra provar que a organização fundada por ele tinha o selo de aprovação da mesma Roma, que ele em privado dizia combater!
    Tenho medo, muito medo dessa gente! Quer dizer que silenciam-se quando um Bispo como Dom Athanasius Schneider, celebra missa ou elogia alguém que eles constantemente atacam (Plínio Corrêa de Oliveira) só pra não ter problemas na hora de pedir a esse mesmo Bispo pra ordenar seus candidatos ao sacerdócio?
    Machiavel perto dessa gente era inocente! Acho que confundem o conselho evangélico de ser “prudente como as serpentes”, com outros atributos da serpente como malícia, furtividade e dissimulação.
    A essa altura eu só posso recomendar aos que assistem suas missas, o mesmo conselho de Jesus em Mt 23-3:

    “Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam”.

    • É Gercione, eu acompanhei um tempo essa discussão do pessoal da Montfort e vc. tem razão quando diz de outros atributos da “serpente etc”. E vc. tem razão. Parodiando poderia se dizer que eles tem a “inocência da serpente (com outros atributos que vc. acresce) e a sagacidade da pomba (haja vista a infantil contradição sobre TFP/D.Athanasius, nessa “gelada” entrou até um padre que foi ordenado… pelo que hoje critica).
      É o ocaso precoce de quem queria ser paladino de tudo. Não deu em nada. É só fechar a tampa e adeus.

  3. Anderson Fortaleza

    Tenho posições favoráveis e não favoráveis para um e outro grupo tradicional, mas estou começando a achar que você está certo. As tais divergências partem, às vezes, para fora da caridade, respeito e civilidade. “Confissão, missa tradicional, comunhão e nada mais!” mais doutrina de sempre. Salve Maria.

  4. Vi a Tereza, filha do Alberto, cantando no jantar. Faz tempo que ele coloca ela pra fazer solo. Pelo menos por ali, o talento dela é inquestionável kkkk

  5. Misericórdia, Senhor, misericórdia! Quanta divisão semeada por Zucchi e seus asseclas!

  6. Não tenho laços com nenhum dos institutos, mas cheguei a ler uns trechos do livro do Fedeli sobre a TFP e me espantei. É idolatria pura! O que ele fala sobre a seita interna “Sempre Viva” é terrível.

    Mas mais do que isso, o que me espantou mesmo foi ouvir alguns áudios de palestras do Plínio no YouTube. Bem se nota a idolatria feita a ele e sua mãe, bem como o jeito hipnótico e histérico com o qual a plateia reage fazendo “oooohhhh”. Bizarro e totalmente incompatível com o Evangelho. O Senhor da nossa vida é Jesus Cristo, somente.

    • Verdade, Ricardo! Isso é evidente, e ainda tem gente que defende esse pessoal…

    • Caro Ricardo, aconselho que leia os livros da tfp que refutam toda essa lorota do Fideli. São três volumes muito bem escritos e que nunca foram refutados.

      https://onedrive.live.com/?id=5674DB567C10668E%21532&cid=5674DB567C10668E

      Os unicos que continuam com isso é a Montfort, a TFP a ja respondeu toda essa ladainha e enquanto esse grupo vive de atacar os outros a tfp ja esta presente em mais de 27 países e a cada dia cresce o reconhecimento de Plínio Correia de Oliveira foi um grande católico, exemplo de luta a ser seguido em nossos dias.

  7. Quando as organizações católicas verdadeiramente se unirem em prol do ideal maior ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo, ao invés de se envolverem em intrigas adolescentes, a função apostólica desses grupos passará a ser mais qualitativa. Explico: ataques entre grupos tradicionais só fomenta o ódio e a divisão, e muitas vezes, por motivos irrelevantes.

    Desta forma, se o tempo gasto com as ferroadas fosse empregado na difusão da fé universal (Católica), provavelmente teríamos mais católicos verdadeiramente praticantes e mais almas seriam salvas.

    Por fim, desejo de coração que Nossa Senhora visite a consciência de cada um dos envolvidos e o coração de cada um dos maculados, para que vejam que o verdadeiro dono da verdade não é, senão, o próprio Cristo encarnado, cuja Páscoa logo mais comemoraremos.

    Que neste tempo Quaresmal, possamos fazer nossa introspecção, nossa profunda reflexão de pecados, vícios, falhas, ao invés de apontar o dos outros. Se queremos difundir a fé, devemos, em primeiro lugar, dar o exemplo, e não buscar embates.

    Sei que virão aqueles que falarão a célebre frase de Nosso Senhor “guarda a espada na bainha, etc”, ou de São Paulo, “combati o bom combate, etc.”. A luta pela fé deve ser sólida e o combate deve ser nosso (pessoal) contra o maligno, e não de católicos contra católicos.

    Salvo melhor juízo, o que admito por não ser o dono da verdade, é minha opinião.

  8. Uma briga idiota…que só faz vítimas e ninguem sai ganhando com nada!

  9. O artigo se mostra tendencioso. Claramente o autor está de apenas um lado: a TFP.

    Há algum artigo exista neste site que seja “indiferente”, mas que analise os fatos com honestidade?
    É fácil um professor Ateu dar uma aula sobre “Evolucionismo” para Católicos, haverá muitas “verdades” em favor do mesmo. E uma desonestidade maior ainda.

    Citar o nome destes Padres tão bons para fazer teorias é de uma malícia que só o autor consegue.
    Inacreditável. Como no mesmo texto em que ele “divide” ele chega a pregar “união” em favor da Missa Tridentina.
    Inconformado.

    • Eu discordo radicalmente de você Rodolpho SP.

      E agradeço muito ao Fratres in Unum o excelente serviço de informação que prestam a nós católicos conservadores.

      No artigo não há teorias. Há fatos pelo que pude ver. Por exemplo, Zucchi foi até Prudente e o sermão do Pe Renato foi efetivamente retirado do site do IBP.

      Rezarei por você Rodolpho.

    • É tendencioso sem dúvidas…

  10. “A disputa, portanto, segue. De um lado, a Montfort acusa a TFP de ser uma seita; de outro, a TFP os ignora, dizendo que já os respondeu, ao mesmo tempo em que observa o declínio doutrinário e a retração da Montfort em relação ao Vaticano II e à reforma litúrgica. No campo dos fatos, apesar da gritaria da Montfort, a TFP segue recobrando força.

    Esses acontecimentos, porém, mostram também a crescente busca de autonomia do IBP em relação à Montfort. O IBP não tem encampado lutas que são historicamente empreendidas por esse grupo no Brasil e agora sequer pode atacar a TFP, como demonstra a retirada desse sermão do site do instituto em São Paulo.

    Outrossim, o silêncio da Montfort sobre a Missa celebrada por Dom Schneider demonstra que nem mesmo ela está hoje à vontade para tais ataques de maneira pública e oficial. Nesse quadro, a briga tende a mergulhar apenas em calúnias e detrações de bastidores.”

    Não existe Santidade nesses grupos e, tranquilamente, e por motivos doutrinais, poder-se-ia incluir entre eles a FSSPX e a Resistência, que erram em tópicos graves concernentes à Fé.

    Alexandre V.

  11. Penso que as investidas da Montfort contra a TFP é imprudente e descabida. Parece-me que não existe nem uma evidência sequer de que esse tal culto exista atualmente nos meios da TFP (mas não descarto a hipótese de que algum dia já tenha havido. Mas mesmo assim não se saberia ao certo até que ponto o próprio Plínio teria ciência disso).

    Por conta disso (da falta de evidências), o mínimo que a Montfort deveria conferir à TFP seria o benefício da dúvida. E tal como ela mudou de posição em relação à FSSPX, ela também poderia mudar de posição em relação à TFP (mesmo que em menor grau). Não descarto a possibilidade de que se mantenha reservas internas, fundadas em evidências passadas, em relação à TFP. O problema é querer levar essa briga a público, causando prejuízo a ambos os lados e à própria “luta tradicionalista” como um todo.

    Em suma: não se justifica os ataques públicos da Montfort à TFP (muito menos o tal ataque indireto, pelos “bastidores”, que beira o desonroso). Por prudência, mesmo sem ceder, a Montfort teria o dever de tomar uma posição mais discreta, a não ser que ela traga evidências claras de que a tal seita ainda exista nos meios da TFP (bem como provas inequívocas de que ela realmente existiu).

    Não obstante, penso eu que a TFP também tem o que mudar. Embora eu respeite a figura do PCO (dando-lhe o benefício da dúvida), considero que a TFP teria muito a ganhar se ela buscasse inspirar sua imagem externa e seu ícones não tanto em seu fundador, mas sim em figuras da Tradição católica: sejam santos (combativos) canonizados, seja a imagem da Cruz Sagrada, etc. Não vejo muito sentido em a TFP sustentar a todo lugar a figura de Plínio de Oliveira.. E especialmente porque PCO é pouco conhecido pela juventude (ele teve seu importante papel a seu tempo).

    Portanto, se a TFP quer atrair é a juventude, seria mais um motivo para se utilizar de ícones católicos mais universais, e falar apenas ocasionalmente na figura do PCO (como fazem a maioria dos grupos em relação a seu fundador). Digo isso não para sustentar que a TFP deva se envergonhar de seu fundador (como eu disse, dou-lhe o benefício da dúvida, e sempre vejo ortodoxia em seus escritos em geral), no entanto, não vejo razão para manter a figura dele com tanta insistência como o ícone principal do instituto.

    Vejamos, por exemplo, o caso da FSSPX: não obstante sua forte ligação à figura de Dom Marcel Lefebvre, ela não sustenta sua figura como seu estandarte principal, e quando ela o faz, ela sempre faz com bastante normalidade. O mesmo vale para a totalidade das ordens religiosas, fraternidades, fundações, institutos católicos, etc: não se vê, em nenhum deles (ao menos que eu conheça), tanto excesso em falar na figura de seu próprio fundador. O mesmo vale para a Montfort (eles também são mais sóbrios em tratar da figura de Orlando Fedeli).

    Já no caso da TFP eu vejo certo excesso. Talvez seja mera reação aos ataques da Montfort. Mas, como eu disse, creio que ela deveria adotar estandartes mais universalmente católicos, pelo fato de ela estar difundida não só no Brasil, como também em vários países do globo, e especialmente pelo fato de que os valores que ela defende (Tradição, Família, Propriedade, etc.) são demasiadamente importantes e devem ser levadas com toda a clareza e eficiência ao homem comum (este tão ignorante da realidade dos fatos que não conhecem sequer o ensino católico tradicional sobre a família e os contraceptivos, por exemplo).

    Em outras palavras: penso que a TFP poderia fazer um ‘marketing’ melhor fazendo uso de imagens e figuras mais universais, que realmente remetam aos importantes valores da família e do catolicismo, despertando assim maior interesse nas pessoas. Quantas pessoas não devem ser tomadas por uma grande indiferença ao ver a figura de um homem que sequer conhecem (Plínio Corrêa de Oliveira) falando sobre um assunto que ignoram quase completamente (p.ex: posição católica tradicional em assuntos políticos, econômicos, culturais, etc).

    Existem pessoas dentro da TFP que parecem já ter tido essa percepção, de modo que apenas ocasionalmente fazem uma homenagem (com figuras, citações, etc.) ao seu fundador (como na recordação dos 20 anos de sua morte), tomando posições inteligentes e atualizadas em relação aos demais assuntos em geral.
    Mas parece-me que esse modo de proceder ainda não é o “oficial” dentro da TFP e, como eu disse, creio que ainda exista certo exagero desnecessário em torno da figura e dos escritos de PCO.

  12. Muito bom e oportuno o comentário da Sra. Gercione sobre esse esclarecedor artigo do Gonzaga Castro.
    Nesta triste história da briga entre a Montfort e a TFP é curioso observar que o Fedeli odiava outras pessoas que tinham saído da TFP, dizendo que na referida organização havia problemas, mas discordando de algumas acusações terríveis contra o Dr. Plínio Correa de Oliveira.
    Deve-se notar que houve pessoas ilustres que saíram da TFP por discordarem de muita coisa que lá praticava mas procederam com máxima elegância e circunspecção. Um modo de agir bem diferente do Fedeli que se mostrou muito atabalhoado em suas atitudes.

    • Duarte, você está muito enganado em relação a Plínio Corrêa de Oliveira.
      PCO não foi apenas um líder local. Em 1981 ele derrubou a nova manobra comunista do “socialismo autogestionário”. Ele teve a ousadia de desafiar a Revolução, fazendo publicar nos principais jornais do mundo seis páginas inteiras denunciando o socialismo autogestionário de Mitterand, o que levou ao murchamento daquela manobra.
      Em 1990, promoveu o maior abaixo assinado da História, quando foram colhidas mais de cinco milhões de assinaturas em cerca de 20 países, pedindo a libertação da Lituânia. Hoje, os dirigentes lituanos reconhecem que esse fato foi o empurrão final que determinou o desfazimento da União Soviética.
      Em 1974, teve a coragem de publicar uma Declaração de Resistência, opondo-se à política pró comunista de Paulo VI. Foi uma declaração extremamente respeitosa, mas forte, tudo dentro dos limites do Direito Canônico e da Doutrina Católica.
      Em 1970, a propósito do Novus Ordo Missae, promoveu um estudo a respeito das condições em que um Papa perde o pontificado quando cai em heresia. Tudo muito bem fundamentado teologicamente, baseado em mais de cem autores consagrados, alguns santos canonizados. Trata-se da obra de Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira intitulada “Considerações sobre o ‘Ordo Missae’ de Paulo VI”. Em Francês: “La Nouvelle Messe de Paul VI: Qu’en penser?”
      PCO foi o único grande líder católico leigo que não aceitou o Nova Missa desde o início. Até Dom Mayer já ia embarcando na nova liturgia da missa, quando PCO o alertou. Mons Lefebvre chegou a celebrar pelo Novus Ordo durante mais de um ano. Essa volta atrás de D. Mayer com relação ao Novus Ordo fortaleceu o movimento de resistência dos padres tradicionalistas de Campos.
      Na década de 1960, impediu que o Brasil caísse no regime comunista, pelas campanhas de alerta contra a Reforma Agrária, fato esse reconhecido pelos próprios esquerdistas.
      Na mesma década de 1960, o Monsenhor baiano Sales Brasil afirma em seu livro “Em Defesa”, que se PCO tivesse vivido nos primórdios da Igreja, poderia ser considerado um dos “Padres da Igreja”.
      Em 1982 promoveu uma campanha a respeito da guerra das Malvinas, o que impediu que a Russia se introduzisse militarmente na América do Sul através da Argentina.
      Em 1963, escreveu a célebre obra “A liberdade da Igreja no Estado Comunista”, denunciando a manobra de aproximação da Igreja com o comunismo. Essa manobra, que estava se desenvolvendo sobretudo na Polônia, com o envolvimento do Cardeal Wyszynski, consistia em que a Igreja tivesse liberdade de culto, contanto que renunciasse a pregar a doutrina da Igreja a respeito da propriedade e da família. Tal obra teve ampla repercussão na Polônia e em outros países, sendo objeto de louvor da Congregação dos Seminários e Universidades da Santa Sé, numa carta assinada pelo Cardeal Pizzardo e pelo futuro Cardeal Dino Staffa, na qual está afirmado que o autor é “merecidamente célebre pela sua ciência filosófica, histórica e sociológica” e que o “denso opúsculo” é “um eco fidelíssimo de todos os Documentos do supremo Magistério da Igreja”. Essa obra, ele a escreveu de um só fôlego durante uma noite em Roma.
      Descreveu como ninguém todo o processo Revolucionário que, desde a Idade Média, vem destruindo a Civilização Cristã e introduzindo o reino do demônio na Terra. Em sua famosa obra “Revolução e Contra Revolução”, descreve a natureza da Revolução, as suas causas mais profundas, as tendências revolucionárias, os seus princípios, os seus agentes e também as suas fraquezas. Descreve também como deve atuar a Contra Revolução.
      São conhecidas as suas descrições dos vários povos e países, tão acertadas que, numa ocasião um deputado vietnamita disse não acreditar que ele nunca tivesse estado no Vietnã, de tão certas que estavam as suas descrições daquele povo.
      Respondia na hora as questões que lhe eram apresentadas e os conselhos que lhe eram solicitados, tudo com um acerto admirável.
      Todos da TFP são testemunhas do seu discernimento dos espíritos, pelo qual ele via o interior das almas das pessoas e a ação da graça nelas. Esse discernimento também lhe permitia ver a ação dos anjos e demônios nos ambientes e nas pessoas.
      Teve a coragem de fundar uma organização (a TFP), onde a quase totalidade, embora leigos, adotasse o celibato e vivessem habitualmente em estado de graça. Onde a reza diária do rosário é de rigor. Foi ele que introduziu a saudação “Salve Maria”, em oposição ao “anauê”. Foi autor de uma quantidade inumerável de orações. Foi um grande admirador dos santos e demais lutadores em prol da boa causa.
      PCO, desde criança, percebeu todo o vulto da Revolução e decidiu enfrentá-la. Jamais transigiu e jamais maculou sua alma com o pecado. Lutou contra o mal até o último momento.
      Muito e muito mais poderia ser dito a respeito da personalidade e da ação de Plínio Corrêa de Oliveira.
      Vê-se, por aí, que as referências feitas a ele pelo IPCO são ainda pouco pelo que ele representa como exemplo e como ele merece, por Justiça.
      É dever de todo cristão reconhecer e enaltecer as qualidades de quem as possui.

    • Prezado sr. Pedro Fagundes,

      Agradeço os relatos sobre PCO.
      No entanto, eu não estava menosprezando as obras dele.
      Nem tampouco questionando o importante papel
      que desempenhou no século passado.

      Mas sou da opinião de que há sim exagero
      em torno da pessoa dele.
      Se pessoas do convívio próximo dele afirmam
      que ele foi abençoado com graças tão espetaculares,
      eu respeito essa opinião.

      No entanto, creio que a maioria das pessoas que conhecem
      seus escritos não o reconheça como um profeta,
      mas sim como um católico firme e de aguda inteligência.

      Ora, Gustavo Corção, em menor grau, também pode
      ser definido dessa maneira. E nem por isso
      nós vemos sua figura sendo replicada em tudo que é lugar
      pelas pessoas que admiram suas obras.

      Seria mais ou menos como pegar um livro de um renomado
      autor de Direito, ou de Economia, ou mesmo de Teologia,
      e em todas as páginas do livro ter um brasão com sua figura,
      no canto direito e, como se não bastasse, ela também aparecesse
      atrás do papel, em “gota d’água”, em todas as folhas do livro.

      Ou, pior ainda, seria pegar o livro de um certo discípulo
      daquele grande escritor de Teologia, ou Direito, ou Economia,
      e nesse livro também constasse a figura de seu mestre
      no canto direito, em forma de brasão, e atrás do papel,
      em formato “gota d’água”.

      Qual a necessidade desse exagero?

      Você dirá:
      Mas PCO foi mais que um grande escritor,
      foi um grande profeta do século XX!

      E eu diria:
      Ainda fosse o caso, há exagero.
      Não vejo razão, por exemplo,
      para que o site oficial da TFP
      tenha sempre tantas fotos de PCO.
      Que os escritos das pessoas da TFP
      estejam sempre acompanhadas da foto de PCO.
      Que os e-mail enviados pela TFP venham sempre com
      a figura de PCO.
      Que o brasão da TFP (que, salvo engano meu,
      não é a foto do PCO) constantemente perca seu espaço
      para a foto de perfil dele.
      Tudo isso dificulta a formação de uma identidade própria da TFP.

      Aliás, em meu exemplo eu menciono a FSSPX,
      e muitos na FSSPX acreditam que
      Dom Lefebvre foi um verdadeiro santo,
      e nem por isso sua figura abunda tanto
      nos escritos e reuniões da FSSPX.

      E não digo nada disso por que tenha qualquer
      coisa contra PCO. Eu apenas vejo certa
      excentricidade da TFP nesse ponto,
      e deixo aqui minha crítica construtiva.

      Aliás, não obstante essa minha opinião,
      tenho a TFP em distinta consideração,
      posto que devo reconhecer os bons préstimos
      dessa instituição para o nosso país
      (tanto no passado, quanto no presente,
      e desejo também que permaneça no futuro).

      Mas certamente nem tudo ali são flores,
      e seria absurdo dizer que a TFP
      não tem em que melhorar.

      Prova disso foi a opinião que Dom Mayer emitiu,
      já estando de idade avançada, contra a TFP:
      https://fratresinunum.com/2008/10/13/carta-de-dom-antonio-de-castro-mayer-sobre-a-tfp/

      Veja, portanto, que você citou o exemplo de Dom Mayer,
      mas esse mesmo Dom Mayer chamou a TFP
      de “anticlerical”.

      Penso eu que esse aspecto negativo da TFP já
      tenha sido extirpado, tendo em vista, por exemplo,
      os elogios públicos conferidos por Dom Burke e Dom Athanasius
      a essa instituição.

      Mas se isso já não existe mais hoje,
      existiu no passado (e em presença de PCO),
      e foi corrigido, muito possivelmente, graças
      ao alerta de Dom Mayer.

      Portanto, se por um lado tenho a TFP em boa conta,
      de outro lado espero, como qualquer bom católico,
      que ela esteja sempre disposta a extirpar tudo de anticatólico
      que possa existir dentro dela
      (algo a que todas as instituições constituídas por homens
      pecadores está sujeita).

      Salve Maria.

  13. Não faço parte de nenhum dos grupos, mas percebi o óbvio em minha convivência nos círculos tradicionais: os fãs da Montfort, semelhantemente aos membros da instituição, de acordo com as notícias do próprio Fratres, são os católicos mais intolerantes e raivosos que já conheci. São histéricos assim como os comunistas!! De forma totalmente contrária, os membros do IPCO que conheci se mostraram extremamente acolhedores e caridosos, mesmo com aqueles que divergem de suas posições.

  14. A CNBB há 60 anos, como pretendia seu fundador, Dom Hélder Câmara, o “Arcebispo Vermelho”, fomenta o progressismo, o marxismo, a reforma agrária socialista e confiscatória, a invasão de propriedade privada no Brasil. Atenta gravemente contra a lei de Deus quando auxilia, direta e indiretamente, às organizações comunistas e filo-comunistas a atentarem contra o sagrado direito de propriedade e contra a instituição familiar. Mas pelo que podemos ver, o Rev. Pe. Renato Coelho acha pertinente utilizar-se do pronunciamento dos bispos progressistas para atacar a pessoa do Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, de venerável memória, e a sua tão querida TFP, que por tantas décadas combateu pela civilização cristã no Brasil e no mundo. Nesse mesmo pronunciamento de 1985, a CNBB acusa a TFP de ter “exagerada devoção” à Santíssima Virgem, e fazer “uso abusivo” de seu nome. Questiono-me com meus botões, afinal, o que é ter devoção exagerada à Nossa Senhora ? É glorificá-la e dar a ela o devido louvor por ser Mãe de Deus, Rainha do céu e da terra ? É anunciar a vinda do Seu Reino sobre o mundo, como profetizou São Luís Maria Grinion de Montfort, em seu Tratado da Verdadeira Devoção ? Afinal, estaria errado São Bernardo ao proferir as famosas palavras “De Maria nunquam satis” ? Outra questão muito importante é saber se afinal, o Reverendíssimo sacerdote vai se tornar partidário da invasão de terras e da reforma agrária socialista, já que passou a dar tanto crédito às declarações da CNBB quando esta atacava o Prof. Plínio justamente por lutar pela preservação do direito de propriedade instituído por Deus no Decálogo. Deixo para que os sensatos respondam a si mesmos.

  15. Entre tapas e beijos prossegue a relação Montfort/TFP. Talvez seja tão candente justamente por ser familiar, no sentido de terem uma mesma gênese.
    E nessa contenda faço, por justiça, um reparo. Não vejo porque Alberto Zucchi tinha que noticiar no site da Montfort a missa realizada por Dom Schneider no Mosteiro do São Bento.
    A contenda é muito misteriosa. É difícil entender como um homem pode frequentar a TFP por trinta anos e depois acusá-la de herética. É verdade que por vezes Orlando Fedeli disse que DESCONHECIA OS ERROS da TFP, mas no seu livro, No País das Maravilhas, a Gnose Burlesca da TFP, Orlando Fedeli literalmente afirma que CONHECIA OS ERROS DA TFP, que quando alunos o alertaram sobre os erros eles disseram coisas que ele já conhecia, que esses depoimentos apenas confirmaram as suas observações. Ele mesmo confessa que em 1966 já se falava do profetismo de Doutor Plínio Correa de Oliveira, cuja explanação teria sido dita em um simpósio do qual ele participou.
    Então fico desconfortado com essa contradição. Ora afirma que não sabia de nada, ora afirma que sabia.
    Parece-me que Fedeli aceitava abertamente certas facetas construídas em torno de Doutor Plínio, como um líder considerado pai, profetismo, Reino de Maria, Bagarre, a intrínseca relação da mensagem de Fátima com a TFP, mas levantou-se contra o que ele considerou, sem confessar, exageros nessas proposições, em especial a devoção à mãe de Doutor Plínio. Ora, esses exageros, hoje reconhecidos por membros da própria TFP/IPCO, surgiram no crepúsculo de vida de PCO. Portanto, existiu uma TFP antes dos exageros e outra posterior.
    Estou certo que se a TFP continuasse no mesmo diapasão da primeira fase, mesmo defendendo a Bagarre, o Reino de Maria, o profetismo de seu fundador, o Sr. Orlando Fedeli não se rebelaria, e nem mesmo os seguidores. Ficaria neste grupo pelo menos até o falecimento de seu líder.
    A discórdia foi gerada pelo passo a mais dado na TFP, e esse passo foi dado por João Clá, com ou sem assentimento de Plínio Correa de Oliveira.

  16. Fiquei pasmo quando vi o forte ataque do Pe. Renato Coelho ao Dom Schneider em sermão que publicou em novembro de 2015 na própria página do IBP. O referido bispo, além de ter feito a ordenação sacerdotal de vários membros do IBP, fez também a do próprio Pe. Renato. Ademais, Dom Schneider antes visitara o IBP na França, onde pronunciou conferência num claro relacionamento cordial com a direção desse Instituto religioso. A crítica pesada apresentada contra o bispo teve forte sabor de ingratidão pessoal, sectarismo pró-ACM (Associação Cultural Montfort) e desacordo com a orientação geral do próprio IBP.
    .
    Ainda pasmo, lembrei-me da conversa pessoal que tive em certa ocasião com o Pe. Renato, na qual o mesmo me comentou o problema da crise de perseverança dos jovens sacerdotes nos primeiros anos de seu ministério. Desde então comecei a rezar pela sua perseverança pessoal. A retirada da publicação do site do IBP pode ser entendida como a falta de apoio da direção do Instituto ao seu agressivo sermão, seguida muito provavelmente por um pedido de desculpas da direção do Instituto ao próprio bispo e de uma provável repreensão privada ao turbulento sacerdote. Todo esse “imbróglio”, se de um lado pode aparentemente fragilizar a perseverança pessoal desse jovem presbítero, caso não tenha a humildade de seguir as orientações de seus superiores, de outro lado pode robustecer sua vocação, porquanto o carisma do Instituto Bom Pastor não é o de promover a calúnia e a detração do prof. Plinio Corrêa de Oliveira e de sua obra, mas o de atender à necessidade dos fiéis católicos que buscam a santa missa e os sacramentos. Com certeza se o Pe. Renato cessar a nefasta obra de detração e calúnia contra D. Schneider e Dr. Plinio, nele se fortalecerá a graça de sua congregação religiosa, o que, aliás, se aplica também aos demais jovens sacerdotes brasileiros do IBP, Pe. Daniel Pinheiro e Pe Luiz Fernando Pasquotto. É, aliás, o que todos nós desejamos.
    .
    O blog Fratres in Unum veio manifestar sua intenção de informar os católicos sobre a situação da Tradição no Brasil. Sem dúvida tem sido excelente veículo de informação sobre os principais fatos nacionais e internacionais da vida da Igreja, como também de divulgação de temas de grande interesse para os leitores católicos. Aproveito o ensejo para compartilhar recente reflexão sobre a delicada questão da “Tradição”, mencionada várias vezes no artigo, que pode interessar à vasta gama de leitores do blog, e que está, creio, no âmago de toda essa querela.
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    A palavra “Tradição” tem muitos significados. Quando foi insculpida no lema “Tradição, Família e Propriedade”, referiu-se ao conjunto de noções teóricas, instituições, usos e costumes, da civilização cristã, transmitidos e acrescidos no decurso do tempo. Quando posta ao lado da Sagrada Escritura, a Tradição é compreendida como uma das fontes da Revelação cristã. Além de outros significados, a Tradição ainda pode indicar qualquer movimento, eclesiástico ou laical, que segue a doutrina católica tradicional com todas as suas consequências teóricas, teórico-práticas e práticas, em matéria teológica, canônica, litúrgica, pastoral etc., em oposição ao modernismo, progressismo e correntes afins com a heresia.
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    É exagerado e abusivo que um movimento – clerical ou laical – se arrogue a exclusividade, autenticidade ou proeminência da representação da Tradição. Tal atitude não passa de manifestação de egoísmo de grupo, forma refinada e sutil de orgulho. Fazemos parte, todos os batizados e que professam a fé cristã, de uma mesma Igreja, que tem instalada em Roma a sede ou cátedra da verdade. Os que se afastam dessa Tradição, tenham ou não cargos eclesiásticos, devem ser alertados, esclarecidos e corrigidos, observado o legítimo direito de resistência e o devido respeito à hierarquia.
    .
    Por fim, é deplorável que membros do Instituto Cristandade tenham sido assediados por membros dirigentes da Montfort. Oxalá o padre Pe. Matthieu Raffray, superior do IBP na América Latina, consiga articular o IBP no Brasil de modo a atender o público católico ávido da sagrada liturgia tradicional. Outros continentes seriam mais apropriados para o ministério dos jovens sacerdotes brasileiros do IBP que não conseguirem se purificar do ranço do ódio, da calúnia e da detração.

  17. Acredito que falta a Montfort/Alberto Zucchi é reitdão. Para que tenham ideia a quem Fedeli/Zucchi atacam é preciso conher ao menos quem foi Plinio Corrêa de Oliveira. Sugiro que leiam as obras deste e mais recentemente uma compilação das memórias contadas pelo próprio:

    http://www.abim.inf.br/fatos-e-documentos-ineditos-revelados-em-notas-biograficas-de-plinio-correa-de-oliveira/#.VuMj_vkrJhG

  18. Sobre o sermão do Rev. Pe. Renato Coelho, como não teve – e não haveria de ter – repercussão relevante no noticiário católico, não vou dele tratar.

    O que faço questão de esclarecer e deixar registrado no Fratres in Unum, é o motivo pelo qual deixei de comparecer às Missas celebradas pelo IBP na minha Diocese. Tive de infelizmente tomar esta resolução pelo modo policialesco com que a Montfort e seus membros procederam com a minha pessoa. Sempre deixei claro para eles que, embora não frequente mais as sedes do IPCO/TFP, jamais deixei de ter a devida consideração pela pessoa do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Como não sou obrigado a ir à Missa com o mesmo estado de espírito com que vou ao Fórum para uma audiência criminal, aonde vou como advogado militante, dado que na igreja sou apontado e execrado como réu por membros intolerantes e fanáticos da Montfort, considero que teologicamente estou desobrigado de ir a ela, mesmo que seja a tridentina.

    Também experimentei em minha própria pele esse assédio de que foram vítimas os membros do Instituto Cristandade. Acrescento que durante um ano tentei evitar qualquer discussão ou atrito mas, a gota d’água, foi quando em novembro de 2015, na saída da missa, o sr. Hector Oliveira fez ataque calunioso em relação à mãe do Prof. Plinio, afirmando que ela se casou às pressas.

    O histórico Manifesto da Resistência, publicado por Plinio Corrêa de Oliveira em 1974, que teve larga repercussão mundial, colocou numa posição segura, quer do ponto de vista do direito canônico, da teologia e da história, a resistência face ao processo de autodemolição da Santa Igreja. Esta segura posição dá sólido e suficiente embasamento para prosseguir a luta antimodernista e anticomunista.

    Noto, como muitos outros, que a simbiose entre o IBP e a Montfort só prejudica infelizmente o trabalho e a expansão desse instituto, incumbido pela Providência, pelo preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, de ministrar os sacramentos aos católicos tradicionalistas brasileiros, e com isso sustentar nosso povo na luta que empreende contra o lobo comunista que nos devora. Mas, ao invés de também chamar os brasileiros que apostataram da Igreja, a voltarem agora ao seio dela, ficam empenhados em difundir inverdades e calúnias que foram publicamente refutadas há mais de 30 anos!

    O IBP ou qualquer grupo tradicionalista só irá crescer se, além da celebração da santa missa e dos sacramentos, apontar suas armas contra o socialismo e o comunismo, que investem contra os mandamentos divinos que asseguram a propriedade privada e a moralidade na sociedade e no lar. Foi, aliás, tarefa na qual muito se empenhou, e com empenho sem igual até hoje, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Não é o que também tem feito o Pe. Paulo Ricardo, trazendo com isso enorme benefício para seus milhares de apoiadores e seguidores? Essa tarefa de esclarecimento do público católico é de grande importância, tanto mais que incontáveis bispos, sacerdotes e leigos da esquerda católica agem em sentido oposto pregando a revolução social. Os tradicionalistas, clérigos ou leigos, que não fazem o combate anticomunista, prestam grande desserviço à Igreja e à Pátria.

    É desconcertante notar, nessa matéria, o que faz a Associação Montfort. Seu dirigente, Zuchi, além de desacreditar os patriotas brasileiros direitistas e anticomunistas, fugiu de combater de frente o patriarca Kirill da Igreja Ortodoxa Russa, que é notoriamente conhecido como ex-agente da KGB, e acérrimo inimigo dos ucranianos do rito greco-católico. Além disso, Zucchi emprega a sua artilharia (detração, difamação, calúnia, desinformação etc.) contra Plinio Corrêa de Oliveira, sem se importar com o fato de Dr. Plinio e a TFP terem desenvolvido notável atividade pública sempre com amparo na doutrina católica, no ensinamento pontifício, e no de célebres autores católicos, como o Pe. Garrigou Lagrange, Monsenhor Delassus e o grande São Luís Maria Grignon de Montfort.

    Com efeito, disse Monsenhor Delassus: “Voltamos à confusão de Babel; todas as ideias estão confusas e, nessa confusão, numerosos cristãos são arrastados mais facilmente do mundo para o sulco dos erros maçônicos.” (“A Conjuração Anticristã”, capítulo XXXV, p. 279).

    Os escritos do Prof. Plínio Correa de Oliveira, disponíveis neste endereço (http://www.pliniocorreadeoliveira.info/novidades.asp) são claros e precisos, e a eles remeto os leitores de Fratres in Unum. Por sua vez, Zuchi e os seus pares são confusos e contraditórios, embora queiram aparecer como os paladinos do conservadorismo e da tradição. Será em vão que poderão aqui, nestes comentários, com pseudônimos ou abertamente, voltar a tocar seu costumeiro realejo. Para quem não sabe do que se trata, é o recurso do quem se faz de surdo para não ouvir as réplicas publicamente apresentadas, e voltar a tocar o mesmo realejo da calúnia e da difamação. É o que vêm fazendo há trinta anos a Montfort.

  19. Orlando Fedeli era um homem inteligente, porém tratava mal qualquer um que não concordasse com ele, humilhando publicamente diante de seus alunos os desafetos. Zucchi é um paspalhão que só tem em comum com Fedeli as mesmas disposições histéricas em caluniar e xingar. Pude perceber, quando convivi com eles, a inveja que tinham da TFP e dos Arautos, juntamente com um ódio mortal à tudo que se relacionava a eles. O medo doentio em vigiar os novatos e os convidados das palestras de Fedeli, a fobia de que fossem eles membros da maçonaria ou discípulos de Plínio, João Clá, Olavo de Carvalho ou da gnose, todos eles inimigos a serem destruídos e humilhados, esse clima de pavor e medo, com a risada histriônica de Fedeli nas aulas me fazem ter pesadelos até hoje. Qualquer palavra destoante do “mestre e senhor” OF era perigosa e mortal no grupo. Já nas reuniões com a TFP jamais senti esse clima sombrio, muito pelo contrário, muito atenciosos e educados.

  20. Prezado Manoel – Parabéns pelo artigo realmente esclarecedor. Lamentável que o IBP ( Instituto Bom Pastor), que tanto bem poderia fazer as as almas por este Brasil afora, tenha se deixado envolver por este pessoal seguidor de Orlando Fedeli. Realmente lamentável.

  21. Santa Missa no Rito Tradicional é isso que quero. Somos a Igreja Santa e Católica e não devemos brigar entre nós. Tenho amigos ligados à Monfort e vários amigos do IPCO e tenho grande simpatia pelos dois.

  22. Conhecendo os lados e observando tudo o que aqui se disse, penso que o que está faltando para os filhos da luz, são orações, caridade e focar no nosso principal objetivo. Precisamos rezar para Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, para que nos consiga de Deus Nosso Senhor as graças para o cumprimento de sua Vontade e que tenhamos um grande amor a Deus e o fervor de Vosso Serviço, com isto o demônio se afastará e haverá bem menos contendas absurdas como as que ocorrem entre nós católicos!

  23. Todas essas pessoas merecem respeito, ao menos os membros mais antigos. Tiveram em sua juventude – e no decorrer do tempo – bastante intemperes. Combatiam os comunistas que ocupavam a sociedade brasileira, enquanto o canal de TV anti-família( seja lá o seja essa emissora: liberal, marxista…) os atacava pelas costas.

    http://globoplay.globo.com/v/877670/

    Nunca foram de lavar as mãos. O professor Orlando Fedeli teve sua formação católica na TFP e seus alunos herdaram, indiretamente, as virtudes do PCO, tal como o professor. Pena da sua personalidade exacerbada.

    Se os Reverendos Padres carregam consigo rancor desses, deveriam ter sidos expurgados nos seminários onde se formaram. Onde estava o reitor para observar isso? Agora, o melhor é rezar muito pelas suas vocações. Pois tal rancor é prejudicial para eles e seus paroquianos. A missão de um sacerdote já muito combatida diretamente pelo demônio. Ainda me vem um Zucchi para piorar.

    • Conheci a Dr. Plinio por meio de Orlando Fedeli. Como Fedelli conheceu a Dr. Plínio?

      O texto que transcrevo a seguir é do livro recém editado Minha Vida Pública, uma compilação de relatos autobiográficos de Plinio Corrêa de Oliveira,

      Parte VIII – Capítulo IV pag. 433.

      4. Grupo da Aureliano

      Nessa fase de expectativa, Nossa Senhora nos favoreceu e começaram a se formar grupos maiores aqui em São Paulo.

      Esta frutificação se deu de várias formas. Uma delas veio com a fundação do chamado grupo da Aureliano.

      Como se iniciou esse grupo?

      Os bons tratadistas de História, quando falam da história da Igreja, eles naturalmente contam muita coisa bonita. Mas a Igreja tem o elemento divino e o elemento humano. O elemento divino é sempre perfeito. Mas o elemento humano… é humano.

      Então, há defecções e outras coisas do gênero na história da Igreja, que é preciso contar também. E o método que os bons historiadores seguem, sobretudo os historiadores católicos, é, na fase anterior à defecção, se a pessoa fez um bem, não ocultar este bem, mas apresentá-lo tal como ele foi. E dizer honestamente: enquanto correspondeu à graça, fez tais e tais coisas boas; depois começou a decair, defeccionou, e fez tais e tais coisas ruins. É sempre a política da verdade que se deve seguir.

      Eu tinha na Faculdade de História do São Bento um aluno de estatura entre média e baixa, olhar extremamente vivo, e sempre com um topete louro virado para a frente.

      Ele se sentava nos primeiros bancos e acompanhava minhas aulas com um interesse extraordinário. Quando eu relatava cenas da Revolução Francesa, ou descrevia fatos da Idade Média, ele se manifestava extremamente receptivo. Eu notava nele o coruscar de uma inteligência privilegiada. Seu nome era Orlando Fedelli.

      Ele se revelou dentro de pouco tempo um recrutador de primeira categoria.

      Expositor agradável, nas horas vagas mantinha uma conversa que também agradava às pessoas da geração dele. Em pouco tempo recrutou um grupo de pessoas que ele reunia em torno de si para conversarem, contar coisas sérias e engraçadas.

      Isto cresceu e atingiu logo vinte, trinta, quarenta pessoas.

      Sentimos com alegria a necessidade de alugar uma sede para eles. Os componentes do grupo da Martim forneceram o dinheiro e assim se formou o grupo da Aureliano Coutinho, que tomou esse nome por causa da rua onde ficava a sede.

      – * –

      Como se pode apreender como era o trato de Dr. Plinio com todos os que dele se aproximavam e, mesmo depois de afastarrem-se e ainda lhe atirarem pedras. O livro é apaixonante e edificante por esse lado.
      Ou seja, quando se luta pela Igreja, só a cruz é a esperança.

    • Sr. Nilo – Salve Maria! Estou para lá da metade do livro. Apaixonante. Conviria que colocasse indicativo para a compra do mesmo, pois seria de grande interesse para muitos que querem saber da Historia do Catolicismo no Brasil durante o Sec. XX. Impressionou-me a perseguição, sabotagem, campanha de silencio que progressistas e caterva fizeram a Dr. Plinio.
      Parece que a Editora Petrus está fazendo um bom desconto para o livro no momento. – Saudações de seu amigo Gabriel

    • Já o havia indicado em minha intervenção anterior. Como minha intenção é esclarecer e contribuir para que o bom nome do Sr. Dr. Plinio seja preservado, não me pareceu necessário. Desejando já tem o título do livro e como na internet é muito facil fazer a pesquisa achei supérfluo.

    • Aliás, Gabriel, só queria comentar-lhe que não existe briga entre a TFP e a Montfort como muitos já perceberam. Apenas Zucchi continua tocando o mesmo realejo e os verdadeiros seguidores de Plinio Corrêa de Oliveira seguem sua luta contra os avanços dos inimigos da Igreja.

    • Sr. Nilo – Salve Maria!
      Bem observado. Outras lutas bem mais importantes enfrentamos no momento.
      Algo que precisaria ficar claro, abordado em outros comentários a este ilustrativo artigo, é o destaque dado a Dr. Plinio no IPCO e na TFP.
      Compreendo que uma pessoa que não viveu a vida interna da TFP tenha dificuldades em entender isto.
      Tenho conhecimento da vida de Dr. Plínio desde sua mais tenra juventude, sua fidelidade em defesa da Santa Igreja de Deus, seu combate a Revolução em muitas frentes, etc. Por outro lado o ódio, conheço a campanha de silêncio, a perseguição inclusive profissional que sofreu por parte dos progressistas. Isto tudo suscitou em todos nós um desejo de revide e de reparação.
      Houve exageros? Onde não existe exagero neste vale de lágrimas?
      Por causa do bom exemplo de Dr. Plínio, suas conferencias, seus bons conselhos, devo meu amor a Santa Igreja, à Cristandade, à virtude, e muito mais. Não poderia deixar de acrescentar, que Nossa Senhora usou dele como instrumento para minha freqüência à comunhão diária, bem como o Santo Rosário há mais de 40 anos. Não faltaram bons conselhos, grande afeto, e até “puxões de orelha”. Ao Dr. Plínio, repito, devo isto e muito mais. Se não o tivesse conhecido, prefiro nem pensar o que seria de mim. Por tudo isto, pela incomensurável misericórdia de Nossa Senhora, quero passar a eternidade agradecendo o ter conhecido ao Dr. Plínio. A outros aconteceu de maneira diferente, a mim foi assim.
      Aproveito a ocasião que me dá o Fratres de fazer este ato de reconhecimento e gratidão.

    • Felicito-o por sua atitude. Quanto nos faz bem ouvir esse reconhecimento.

  24. Caro Sr. Alexandre V, gostaria que o senhor me apontasse quais são os tópicos graves concernentes à fé em que erra a SSPX. Aliás, eu lhe sugeriria que encaminhasse esses erros à Congregação para a Doutrina da Fé e também à Comissão Ecclesia Dei, pois tenho certeza de que eles lhe seriam eternamente gratos por esse valioso trunfo na próxima vez em que se reunirem com os Bispos da SSPX para uma discussão doutrinal.
    Incrível não? Tantas vezes os oficiais desses dois dicastérios se reuniram com Dom Fellay e saíram de lá de mãos vazias depois de terem se confrontado com Bispos que conhecem a fundo a Doutrina da Igreja, enquanto o senhor aí com todo esse arsenal não levantou um dedo para ajudá-los!
    Falando sério, o sr podia enviar seu currículum para a Congregação para a Doutrina da Fé! Depois que Monsenhor Krzysztof Charamsa foi afastado de lá pode ser que ainda a vaga dele esteja disponível.
    Mas a pièce de résistance mesmo foi sua afirmação de que não existe santidade nesses grupos! Isso é o que eu chamo de autoridade!!
    Mas vejamos o que diz São Tomás de Aquino sobre a santidade:

    “Porque a santidade, que consiste na caridade perfeita, excede o nível comum da natureza, e, além disso, a partir do momento em que essa natureza foi privada da graça pela corrupção do pecado original, existem poucos homens santos. E mesmo nisso aparece soberanamente a misericórdia de Deus, que eleva alguns seres a uma santidade que falta ao maior número, segundo o curso e a inclinação comum da natureza”

    São Tomás de Aquino afirma,( esse sim com autoridade) que por causa da corrupção do pecado original, existem poucos homens santos. Os que ainda se tornam santos é devido à misericórdia de Deus que os eleva a esse estado ao dar-lhes as graças necessárias para que se tornem perfeitos como o Pai é perfeito.
    Ora, se é impossível encontrar santidade em lugares em que as fontes da graça que são os Sacramentos ainda se conservam intactos em sua fórmula, matéria e intenção, então a conclusão lógica é que ela não será encontrada em mais lugar nenhum.
    Mas o mais interessante ainda em sua afirmação é que ficou uma lacuna a ser preenchida, afinal qual é mesmo o seu conceito de santidade?
    São Tomás de Aquino também diz que a santidade se exprime em seu ponto mais alto através do culto pelo qual o homem dá a Deus o que lhe é devido.
    Já o novo conceito de santidade segundo o Vaticano II e a Dignitatis humanae corresponde a um novo culto: o culto do homem, culto pelo qual a Igreja dá ao homem a dignidade que lhe é devida favorecendo sua liberdade. O homem santo, no sentido novo do termo, é então, o homem tolerante. A tolerância torna-se um substitutivo da caridade enquanto virtude teologal e se torna a virtude primordial que serve de fundamento à nova santidade.
    Partindo desse pressuposto, uma pessoa santa, segundo essa nova concepçãoo de santidade não é somente alguém tolerante, mas é também alguém que propaga as virtudes naturais. A santidade “nova” perde de vista sua relação com o sobrenatural e se reduz freqüentemente ao empenho em causas humanas, o que é uma conseqüência lógica da concepção naturalista da nova religião: se deu comida aos pobres, já é santo, se lutou pelos excluídos e morreu com a boca cheia de formiga lá nos conflitos de terra do Araguaia já virou mártir, se rezava ecumenicamente com os pecadores mais empedernidos sem levantar um dedo pra convertê-los é beato e assim por diante.
    Então, se esse é o seu conceito de santidade, sou obrigada a concordar que não existe mesmo esse tipo de santidade na SSPX e rezo para que jamais venha a ter.

    • Cara srª Gercione e equipe do FIU,

      Muito bom dia a todos e

      Salve Maria.

      Srª Gercione, com a Graça de Deus Senhor Nosso, e para Sua Maior Glória, poderei muito bem lhe responder cada tópico de vosso infeliz comentário mas, como tenho tempo escasso, gostaria que a equipe do FIU me respondesse:

      1- se desde já me é dado esse direito de resposta e

      2- se será publicada a resposta ( no caso da mesma ser constatada em tom cordial, objetivo e respeitoso ).

      Alexandre V.,
      alepaideia@gmail.com

    • Amigos, só publicaremos comentários relacionados ao assunto do post, por favor. Obrigado desde já.

  25. Quem se puser a ler a ampla documentação veiculada tanto pelos devotos do Prof Fedêli quanto aqueles divulgados pela TFP sobre a saída do Prof Fedeli será levado a duas conclusões:

    a) que é inverossímil que Fedêli tenha ficado 30 anos de TFP e só tenha descoberto os tais supostos erros doutrinais às vésperas de sua saída; ou bem esse erros nunca existiram, tratando-se de adulterações e caricaturas produzidas pelo tal prof, ou se eles existiram – o que não creio – só resta concluir que ele os aceitava ou tolerava.
    b) no entanto, o que parece mais provável é que o dito professor Fedêli, preterido numa suposta candidatura à sucessão do Prof. Plinio, tenha sido engolfado por seu próprio ódio e inveja. Como todo bom ressentido, partiu para o atque.

    Essa fábula fedêlica me faz lembrar aquela da raposa e das uvas.

    De resto, tive a curiosidade de ver a tese de doutoramento do dito Professor Fedêli, na USP. Não tem pé nem cabeça. Diz-se também que o tal professor, metendo-se a falar sobre romantismo alemão sem conhecer nada desse idioma, escapou por pouco de ter o seu fichário-tese reprovado, ao averiguar a banca que de facto não conhecia o idioma de Lutero.

  26. Toda a atuação da Montfort nos últimos tempos, sobretudo após a morte do Orlando Fedeli, restringi-se quase que só ao ataque à TFP/IPCO. O que parece é que antes de mais nada, a associação existe em função da TFP, um contraponto a ela, uma “concorrência” ligth.
    Nos últimos tempos, em que a TFP/IPCO se notabiliza pelos seus trabalhos, enquanto a Montfort mantém um silêncio que é também muito eloquente sobre as catástrofes que a Igreja vem sofrendo, fica mais claro que eles existem sob a sombra da TFP, vendo necessidade de atacá-la enquanto recebe apoio da opinião pública católica.
    Retirem a TFP da história da Montfort e vejam o que resta.

  27. Essas intrigas, infelizmente, já faziam parte do DNA dos primeiros cristãos, como vemos registradas em 1Cor 3,4, quando no tempo do Apóstolo Paulo víamos as comunidades divididas em facções que só produziam discórdias e cizânias, coisas que Satanás adora em fazer entre os cristãos incautos e imaturos. O pior é que isso, depois de quase dois mil anos, continua nas comunidades e ninguém aprendeu! Vemos que o ser humano, e principalmente aquele ser humano que foi elevado ao plano sobrenatural – o batizado – continua voltado para baixo, e não para o Alto. Até quando teremos que ver essas coisas tão mesquinhas e estúpidas. Belial agradece.

  28. – A infantilidade histriônica da Montfort perante a TFP e FSSPX;
    – A admiração delirante diante do “Dr. Plínio” pela TFP e, de forma velada, pelos Arautos do Evangelho;
    – A possibilidade de acordo entre a Roma Pagã e FSSPX;
    – O recrudescimento do sedevacantismo que tem culminado com o conclavismo em alguns cantos do mundo;
    – O sentimentalismo piegas da RCC;
    – O atual estado de inquietação de alguns da Resistência sobre a possibilidade de milagres no Novus Ordo Missae.
    – O Papa Francisco obcecado pela sua própria humildade e que tem sido o mais radical rábula do Concílio Vaticano II, desde João XXIII;

    Tudo isso me faz pensar numa velha sentença que li há uns 15 anos: “Se Deus criou o homem, o Diabo, por certo, inventou as instituições humanas”.

    Embora eu não tenha a menor dúvida de que a Igreja Católica seja uma instituição divina, penso que muito há de humano, e por isso, tendente a falhas. A Igreja enquanto erigida paulatinamente sobre os dogmas de nossa fé é invariavelmente inerrante, mas todo clero, inclua-se o papa também, podem errar. Observe-se mixórdia teológica pós-Vaticano II. Se o clero comete graves erros, o que dizer de instituições dirigidas por leigos?

    Diante destes fatos, eu me angustio em trevas, é o que posso dizer. Talvez me falte rezar mais fervorosamente. Não há como se lamentar diante destas coisas. Em toda sua história, nunca a Igreja esteve tão mal. Nunca beirou o abismo como tal. Entretanto, creio até que tudo isso seja natural diante de um mundo que se fez anticristão de forma deliberada. Sei que Ela não perecerá. Um punhado de fiéis restará, só temo não estar mais junto deles quando da minha morte ou quando sobrevier a plenitude dos tempos. Em nenhuma das instituições citadas acima sinto qualquer fagulha de segurança. Mas há gradações, e é só! Assim sendo, incluo-me na Resistência. Foi a melhor alternativa para mim.

  29. PW tem razão na sua exposição quando afirma que ou inexistiam os erros denunciados por Orlando Fedeli em relação à TFP; ou se existiram Fedeli por muito tempo os tolerou.

    Pelo que percebi nas descrições feitas por ele muitas das práticas da TFP, consideradas heréticas, não eram feitas secretamente, mas feitas de forma franqueada, como a ida ao túmulo da mãe de Plinio Correa de Oliveira para pedir a sua intercessão, como cerimônias em que se proclamavam a grandeza da vocação de Doutor Plínio, como simpósios, workshops, etc. Orlando Fedeli comenta em seu livro que ele mesmo presenciou práticas tidas como censuráveis anos antes da sua ruptura.

    Portanto, tudo indica que Orlando Fedeli tolerava por anos o que ele acabou denunciando. Se Orlando Fedeli tolerava a pergunta que fica é se Alberto Zucchi, outro tefepista, também tolerava.

    Ora, já ouvi dizer que Alberto Zucchi era frequentador assíduo do túmulo da mãe de Doutor Plínio, que pelo menos uma vez por semana fazia suas orações no local. Também já ouvi dizer que tanto quanto Orlando Fedeli também Zucchi era fervoroso adesista do profetismo do Doutor Plínio, e que até ele teria pedido para participar das atividades dos êremos da entidade. Então, não diria que eles não pudessem denunciar erros da TFP, mas deveriam ser mais caridosos com os tefepistas, porque ele mesmos comungaram destes alegados erros.

    De outra feita, há de se dizer, a forma como Fedeli fez as acusações assemelham-se à forma feita por Lutero, pois este a pretexto de pretender realizar uma reforma na Igreja Católica acabou formando uma nova religião. Com efeito, Fedeli apesar de demonstrar que pretendia salvar a TFP acabou fazendo uma nova entidade sem qualquer semelhança com anterior. Sua forma e ideal eram absolutamente divergentes. A despeito de alguns ataques feitos contra o comunismo/socialismo. a Montfort mostrou-se mais um grupo católico de paróquia (e aqui não há qualquer menção pejorativa) congregando fiéis de ambos gêneros, e produzindo casamentos entre os mesmos, abdicando da luta ideológica, como se clube católico fosse.

    Não vejo erro em ser um clube católico, mas se Fedeli queria “reformar” a TFP então que ele fizesse uma TFP revigorada. Não foi o que sucedeu. A Montfort foi apenas mais uma agremiação paroquial, como tantas existentes, onde para estudar havia a possibilidade de jogar futebol, ou fazer festinhas, como as juninas.

  30. Vi no site da Associação Montfort, que no dia 22/03 haverá uma aula de perguntas e repostas ao vivo. Poderíamos usar dela para esclarecer um pouco mais sobre esse assunto.

  31. Revide ao artigo do Fratres? Se alguem daqui tiver bom estomago e for assistir, observem se será o mesmo realejo de sempre ou se pelo menos trepliquem o que o pessoal da TFP já respondeu…

  32. Penso ser temerário minimizar as posturas de Dr. Plínio com relação aos seus pontos de vista, suas afirmações e convicções, especialmente com relação a este preciso parágrafo, extraído do texto acima: “…em 1951, dizia que “o século XX será, não só o século da grande luta, mas sobretudo o século do imenso triunfo” (Plínio Corrêa de Oliveira, “O século da guerra, da morte e do pecado”, Revista Catolicismo, n. 2, fevereiro de 1951). Basta considerar o seguinte: 1) – por acaso o mundo todo não emprega com frequência a figura: “68, o ano que ainda não acabou”? com que fundamento portanto, pergunto eu, se pode ousar afirmar que o Século XX tenha “acabado”? 2) – a Virgem Maria afirmou que “por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará…” não foi nessa mesma época em que Ela afirmou que a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”? E isso não está ocorrendo ainda agora, em nossos dias, em plena aurora do Século XXI? Por acaso as profecias de Nossa Senhora de La Salette não estão ainda em curso?? Por acaso não disse Nosso Senhor em certa passagem dos Evangelhos que “não passará esta geração sem que tudo isso se cumpra”?? Nosso Senhor deve deixar de ser considerado “profeta”? Ele errou? É bom que os ânimos se acalmem e comecem a rezar por, por exemplo, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria…. portanto, meus caros… o Século XX, “o século da grande luta”, ainda não terminou….

    • Dr. Plinio costumava falar em divisão histórica relacionando-a com um período de tempo que se caracteriza por uma filosofia de pensamento associada a uma mentalidade, neste sentido o século XX ainda não terminou.

  33. Prezado Duarte, Salve Maria.
    Fico contente em saber que você reconhece as qualidades excepcionais do Dr. Plínio.
    Quanto ao resto farei uns comentários muito breves, pois julgo que este não é um fórum de debates, como se depreende do próprio nome: Fratres.
    Primeiramente, quero informar que o atual site oficial da TFP (tfp.org.br), pouco tem a ver com a TFP do Dr. Plínio. De fato, houve uma contenda judicial pela qual o Poder Judiciário, de forma inacreditável, entregou a TFP para um grupo de dissidentes que não são mais anticomunistas e nem antiprogressistas (os Arautos do Evangelho), e alijou da TFP os próprios fundadores. Atualmente, os continuadores da verdadeira TFP são os membros do IPCO.
    A carta de D. Mayer que você me indicou faz uma acusação muito grave ao Dr. Plínio e à TFP. É de que esta é uma seita herética. Uma acusação de tal monta deveria vir acompanhada de uma comprovação muito bem fundamentada, sob pena de ferir o oitavo mandamento. Não basta simplesmente afirmar que “embora não digam ou escrevem, a TFP vive e se comporta de acordo com um princípio que fundamentalmente mina a verdade da cristandade”; que “começou a perder-se no espírito anticlerical”; da “inversão de seguir um leigo em vez dos legítimos Pastores da Santa Igreja”. D. Mayer sabia muito bem que o Dr. Plínio não publicava nada de substancioso sem antes obter o seu “placet” e que todos os seus escritos baseavam-se nos ensinamentos do Magistério Eclesiástico. Agora, se criticar o mau clero é anticlericalismo, então Nossa Senhora de La Salette foi anticlerical. Não farei outros comentários dessa carta de D. Mayer, também por respeito à sua pessoa sagrada e em recordação à longa convivência que tive com ele.
    Me admira que essa carta tenha sido publicada no “Fratres in unum”