Padre de Jundiaí apostata e diocese declara excomunhão.

Por JJ, 2 de fevereiro de 2016 – Há 18 anos servindo a Igreja Católica Apostólica Romana, o padre Wilson Vitoriano Ferreira da Silva deixa a instituição religiosa para se dedicar à Igreja Anglicana, e também à Associação Leões de Judá, fundada por ele em 2013. Na última sexta-feira (29), ele entregou uma ‘carta de desfiliação’ da igreja ao bispo diocesano de Jundiaí, dom Vicente Costa. Em nota enviada com exclusividade à redação do JJ Regional, dom Vicente lamentou a decisão e espera que a escolha seja repensada.

Padre Wilson pregando na Canção Nova.

Padre Wilson pregando na Canção Nova.

Na noite desta segunda-feira (01), durante seu ato eucarístico semanal, na sede do Clube Nacional, na Vila Arens, padre Wilson Vitoriano comunicou sua decisão aos fiéis. Segundo ele, se tornar um integrante da Igreja Anglicana é ter mais liberdade para evangelizar – um sonho que ele realiza como ‘pastor’ e espera contar com a compreensão dos fiéis.

“Eu quero mais liberdade para evangelizar. Há tempos venho me sentindo com vontade de mudança. Não houve brigas ou desentendimento, até porque tenho muito respeito pelo bispo. Os fiéis que me acompanham há anos terão a liberdade de continuar comigo nessa caminhada de fé”, comenta.

Renovação carismática – Conhecido como um dos primeiros padres da Diocese de Jundiaí a implantar a Renovação Carismática (RCC), padre Wilson diz que entregou a carta ao bispo e a conversa se sucedeu de forma tranquila. A decisão de mudança, porém, é irreversível, segundo ele.

“A ideia agora é procurar um terreno para que possamos criar a primeira sede anglicana da cidade. Já estamos trabalhando para isso”, informa o padre.

Em sua nota oficial sobre a decisão do padre Wilson, o bispo reforça que foram realizados vários encontros na tentativa de superar o impasse criado por certas atitudes que ele tomou à frente da “Associação Jesus Leão de Judá Senhor Salvador”, por ele fundada.

Dom Vicente afirma ainda que sempre manifestou a preocupação de pai e solicitude de pastor em cuidar e zelar pelo bem-estar e pelo ministério do padre Wilson, como também dos fiéis que participam das atividades da Associação. Mesmo assim, acredita que padre Wilson possa repensar, em oração, e mudar a decisão que manifestou em carta.

O bispo lembra aos fiéis que todas as celebrações litúrgicas, inclusive a Santa Missa, quando celebradas por um ministro que abandonou a fé católica, são “ilícitas”, isto é, não são realizadas de acordo com as normas da Igreja Católica. “Lembro-lhes ainda que os fiéis católicos não podem receber os sacramentos de um ministro que abandonou a fé católica.”

Em outras cidades – Padre Wilson Vitoriano – que arrebata milhares de fiéis em suas celebrações e já tinha sido transferido algumas vezes pela Diocese para paróquias de outras cidades -, diz que continuará com as missas de cura e libertação no Clube Nacional, sempre às segundas e sextas-feiras.

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Decreto de declaração de pena canônica

Diocese de Jundiaí, 8 de março de 2016

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Notificação sobre o abandono público da fé católica e da comunhão da Igreja por parte

do Padre Wilson Vitoriano Ferreira da Silva e sua atual situação canônica

Exorto os fiéis para que sejam “solícitos em guardar a  unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4,3).

Queridos diocesanos e diocesanas, há um pouco mais de um mês, nossa amada Igreja Particular de Jundiaí vive um dos momentos mais tristes de sua história: o abandono público da fé católica e da comunhão da Igreja por parte de um de seus presbíteros, o Padre Wilson Vitoriano Ferreira da Silva. Vendo-me obrigado a declarar a pena canônica na qual o sacerdote livremente incorreu e desejando dissipar toda confusão e inverdades, acho por bem explicar-lhes, resumidamente, todo o desenrolar desse triste acontecimento.

Desde minha chegada à Diocese de Jundiaí, pude perceber e valorizar o particular carisma de grande comunicador do referido presbítero. Aliás, inúmeras vezes solicitei-lhe que colocasse a serviço da ação evangelizadora na Diocese os dons que de Deus recebeu. É inegável que, no decorrer do exercício legítimo de seu ministério, foi instrumento do Senhor na vida de tantas pessoas. Por isso mesmo, não escondo minha grande tristeza diante de suas últimas obstinadas decisões. Sofro como um pai que vê seu filho partir.

Nos últimos anos, sem deixar de reconhecer o valor de seu trabalho, solicitei ao Padre Wilson, sempre num clima fraterno e amistoso, que estivesse atento às orientações pastorais, litúrgicas e administrativas da Igreja, sem nunca esconder-lhe alguns pontos que exigiam de sua parte maior atenção e verdadeira mudança. As minhas advertências, contudo, nunca tiveram um caráter coercitivo, isto é, de repressão. Sempre foi meu desejo que o referido presbítero estivesse realizado no exercício de seu ministério. Dessa forma, não poucas vezes, encorajei-o a dirigir com entusiasmo a “Associação Jesus Leão de Judá Senhor Salvador”, por ele fundada.

No dia 02 de fevereiro de 2014, transferi o Padre Wilson para a cidade de Salto, como Pároco da Paróquia Cristo Rei, cuja igreja paroquial é um dos maiores templos de toda a Diocese. Pensei, portanto, que o sacerdote poderia desenvolver comodamente os seus trabalhos de evangelização. Quando percebi, porém, que os cuidados para com a referida Associação exigiam tempo considerável, comprometendo inclusive as obrigações e os deveres do Padre Wilson como Pároco, longe de o reprimir, uma vez mais manifestei-lhe minha intenção de ajudá-lo a se dedicar ao seu apostolado. Provisionei-o, com sua total aprovação, como Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Campo Limpo Paulista – SP, no dia 15 fevereiro de 2015, nas proximidades da cidade de Jundiaí, onde se encontra o maior número de seus associados.

Para atender às necessidades dos associados, o Clube Nacional, na Vila Arens, foi alugado pela Associação fundada pelo Padre Wilson para sediar os encontros às segundas e sextas-feiras, quando se realizavam eventos celebrativos e temáticos. Alguns aspectos desses eventos começaram a preocupar-me: o esvaziamento do sentido do domingo, o Dia do Senhor; o apelo emocional demasiado nas pregações; e a acentuação de uma interpretação bíblica estranha à sã doutrina. Diversas vezes, tive a oportunidade de manifestar minha preocupação ao Padre Wilson, que, então, demonstrava acolher minhas inquietações.

Percebendo, contudo, que a situação passava a um âmbito insustentável, no dia 20 de novembro de 2015, confiando em sua filial obediência, fiz, por escrito, nove precisos pedidos: 1) integrar-se ao Plano da Ação Evangelizadora da Diocese; 2) exercer, de fato, o ofício para o qual tinha sido nomeado, isto é, Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário; 3) ter residência na Paróquia de Provisão; 4) participar integralmente das atividades do presbitério; 5) não mais celebrar, de maneira habitual, em clubes e outros espaços menos aptos a realização dos divinos mistérios; 6) respeitar as normas litúrgicas da Igreja, realizando fora da Santa Missa “as orações para alcançar cura”; 7) atentar para o excesso de alguns eventos, como, por exemplo, o “Cerco de Jericó”, na programação da Associação; 8) não pedir “dízimo” aos fiéis, mas, sim, “contribuição”, “ajuda”; 9) administrar o patrimônio, bens e donativos recebidos em nome da Associação, de acordo com a legislação universal da Igreja (Código de Direito Canônico) e com o Regimento do Conselho de Economia e Administração (cf. minha carta datada de 20 novembro de 2015). Vê-se, muito claramente, que meus pedidos tinham em vista o bem do próprio Padre Wilson, assim como o da Associação, que eu pretendia reconhecer canonicamente, isto é, de acordo com as leis da Igreja, sempre respeitando a devida autonomia (cf. Cânones 299, 321-323 do Código de Direito Canônico).

No mês de dezembro (dias 09 e 29), tive duas conversas com o Padre Wilson, explicando-lhe que minhas orientações eram verdadeiras ajudas ao seu trabalho, e não empecilhos. Quando pensava que as maiores dificuldades estavam dirimidas, no dia 29 de janeiro, recebi a visita do sacerdote, acompanhado de alguns membros da Associação. Na ocasião, Padre Wilson me entregou a carta com a qual declarou estar“consciente e livremente se desligando da Igreja Católica Apostólica Romana” para fazer parte de uma “outra família de fé”. Foi com dor extrema que li sua carta. Apesar de todos os meus esforços, apesar de toda minha solicitude e paciência, um Padre do meu presbitério não só quebrava a promessa que fez no dia da sua ordenação, de respeitar e obedecer ao seu Bispo, mas rompia a comunhão com o próprio Sucessor de Pedro, “perpétuo e visível princípio da unidade da Igreja Católica” (Constituição Dogmática Lumen Gentium, n.23a) e com os membros da Igreja que lhe são sujeitos. Trata-se de um evidente ato cismático (cf. Cânon 751, do Código de Direito Canônico).

       Como se não bastasse, nos dias que se seguiram, Padre Wilson, em suas pregações, em redes sociais e em entrevistas concedidas aos diversos meios de comunicação, negou pertinazmente verdades que se devem crer com fé divina e católica, cometendo verdadeiro ato herético (cf. Cânon 751, do Código de Direito Canônico):

  1. Negou a doutrina da Igreja que afirma “que não é apenas através da Escritura que a Igreja deriva sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado”, e negou também que “Escritura e Tradição devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência” (Constituição Dogmática Dei Verbum, n. 9). Negou, de igual modo, “que, segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal maneira entrelaçados e unidos, que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas” (Constituição Dogmática Dei Verbum, n.10c);

  1. Negou, insistentemente, que “a única Igreja de Cristo, que no Símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica, (…) constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na Igreja Católica,governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele” (Constituição DogmáticaLumen gentium, n. 8b). Reiteradas vezes apresentou a Igreja governada visivelmente pelo Papa e pelos Bispos em comunhão com ele como sendo uma em meio a tantas outras.

O Padre Wilson, portanto, sem que em nada dependesse de algum decreto meu, se colocou fora da comunhão eclesial. Ele incorreu no delito de que fala o Cânon 1364 do Código de Direito Canônico, isto é, seus atos de cisma e heresia comportam a excomunhão automática (cf. Cânon 1331, § 1º). Apesar da notoriedade do ocorrido, cumprindo quanto disposto pelo Cânon 1341 – que previne que uma pena não seja declarada a não ser depois de esgotados razoáveis esforços –, enviei-lhe, através de três sacerdotes, no dia 13 de fevereiro, uma nova carta. Exortei ao Padre Wilson, claramente, que, caso ele persistisse obstinadamente no erro, eu deveria declarar a excomunhão na qual certamente incorreu no dia 29 de janeiro. Dei-lhe um prazo de quinze dias para repensar sua decisão. Não obstante todos os eventos que se seguiram nas últimas semanas no Clube Nacional, quis acreditar que o Padre Wilson pudesse reconsiderar sua atitude. Intensifiquei minhas orações por ele e por todos os que, cientes ou não, o acompanham.

Agora, tendo expirado o prazo estabelecido, cumpro o dever de declarar a excomunhão (cf. cópia do Decreto que esta Notificação acompanha) na qual Padre Wilson incorreu. Desde o dia 29 de janeiro, conforme Cânon 1331, § 1º, o referido sacerdote está proibido de: “ter qualquer participação ministerial na celebração do sacrifício da Eucaristia ou em quaisquer outras cerimônias de culto; celebrar sacramentos ou sacramentais e receber os sacramentos; exercer quaisquer ofícios, ministérios ou encargos eclesiásticos ou praticar atos de regime”. A partir de hoje, com a declaração de sua pena, somam-se as seguintes disposições canônicas: o Padre Wilson, em nosso meio ou em nossos templos, se pretender ter qualquer participação ministerial na celebração da Santa Missa ou noutra celebração, deverá ser afastado ou, então, deverá ser suspensa a ação litúrgica; praticará invalidamente todos os atos de regime, isto é, não poderá exercer a missão de “reger”, “governar” os fiéis; não poderá receber validamente nenhum ofício ou encargo na Igreja; não terá direito à remuneração eclesiástica (cf. Cânon 1331, § 2º).

A excomunhão é prática presente nas primeiras comunidades cristãs, atestada inclusive pelo Novo Testamento (Mt 18,17; Gl 1,8). Trata-se da última etapa da “correção fraterna”. As portas da Igreja não se fecham para o Padre Wilson. Antes, estão abertas para que ele possa ouvir a Palavra de Deus, meditá-la com gravidade e decidir-se por um caminho de arrependimento e conversão. A excomunhão é uma pena medicinal, ou seja, um remédio forte para que a pessoa tome consciência de seu erro e, arrependida, recobre a saúde espiritual.

Dessa forma, queridos diocesanos e diocesanas, peço-lhes que intensifiquem suas orações pelo Padre Wilson. Desejo que, em cada Paróquia da Diocese, num dos próximos dias, antes da Semana Santa, seja rezada a Santa Missa pela Igreja local (cf. Missal Romano, pág. 880). Suplico, ainda, em nome do Senhor, que não haja nenhum tipo de ofensa à pessoa do Padre Wilson. Que ele possa perceber que, apesar de tudo, a Igreja Católica, constituída por Cristo sobre a terra como comunidade visível e espiritual (cf. Constituição Dogmática Lumen Gentium, n.8a), o espera de braços abertos.

Dirijo-me também, com especial afeto, aos membros da “Associação Leão de Judá Senhor Salvador”: não abandonem o seio da Igreja Católica! Não se esqueçam de que “os católicos devem professar que pertencem, por dom misericordioso de Deus, à Igreja fundada por Cristo e guiada pelos sucessores de Pedro e dos outros Apóstolos, depositários da tradição apostólica originária, intacta e viva” (DeclaraçãoMysterium Ecclesiae, 1b). Dessa forma, quem quer permanecer católico deve ter ciência de que participar das atividades e celebrações presididas pelo Padre Wilson ofende a unidade da Igreja. É grande pecado celebrar o Sacramento da Comunhão sem viver na comunhão eclesial. Com as palavras do Apóstolo Paulo, lanço um apelo do coração: “Rogo-vos, irmãos, acautelai-vos dos que provocam dissensões e escândalos, contrariando o ensinamento que aprendestes; afastai-vos deles. Esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre. Com um palavreado bonito e lisonjeiro, enganam os simples” (Rm 16,17-18).

No tocante aos sacramentos, é bom ter claro quanto segue: Padre Wilson, por ora, celebra ilicitamente o Batismo, a Eucaristia e a Unção dos Enfermos, isto é, esses sacramentos não são realizados de acordo com as normas da Igreja Católica. Se, porém, a sua concepção a respeito dos mesmos sacramentos se distanciar da concepção da doutrina católica, comprometendo a intenção interna de fazer o que a Igreja faz quando os celebra (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1128), serão certamenteinválidos. No que diz respeito ao Sacramento da Reconciliação, Padre Wilson não tem mais a faculdade de ouvir confissões. Isso significa que não pode mais absolver validamente, a não ser quem se encontra em perigo de morte. Além disso, Padre Wilson não pode mais assistir em nome da Igreja aos matrimônios. Quando pelo menos um dos cônjuges tiver sido batizado na Igreja Católica, será inválido o matrimônio realizado perante sua assistência, pois não será obedecida a forma canônica.

       Com exceção do Batismo, os sacramentos administrados, celebrados ou conferidos pelos ministros anglicanos – como é o caso da Crisma e da Ordem –, tendo em consideração o que foi estabelecido pela Carta Apostólica Apostolicae curae (1896), do Papa Leão XIII, e a prática recente decorrente da Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus (2009), do Papa Bento XVI, são certamenteinválidos. O Matrimônio – que não é conferido por ministros, pois os celebrantes são sempre os nubentes – pode ser válido caso nenhum dos contraentes tenha sido batizado na Igreja Católica.

Enfim, espero que todos nós saibamos tirar lições desse evento tão doloroso. Unamo-nos, ainda mais intensamente, à oração do Senhor Jesus: “Que todos sejam um!” (Jo 17,21a). No coração do Ano Santo da Misericórdia, não nos furtemos à experiência do Pai Misericordioso, sempre disposto a perdoar o filho que volta arrependido (cf. Lc 15,11-24).  Confio à Santíssima Virgem Maria, entre nós invocada sob o título de Nossa Senhora do Desterro, os rumos de nossa Igreja Particular de Jundiaí.

assinatura_bispo-CMYKDom Vicente Costa

Bispo Diocesano de Jundiaí

Prot.: 102

Liv.: 16

Pág.: 19-26

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29 Comentários to “Padre de Jundiaí apostata e diocese declara excomunhão.”

  1. Padre Wilson me entregou a carta com a qual declarou estar “consciente e livremente se desligando da Igreja Católica Apostólica Romana” para fazer parte de uma “outra família de fé”… e certamente vai carregar com ele, para essa “outra família de fé”, o Espírito Santo com o qual ele julga ter conexão direta via carismatismo, afinal na onda do Vaticano II: “o espírito sopra onde quer”.
    Então nesse caso, quer dizer que de repente o Bispo diocesano de Jundaí redescobriu os documentos pré- Vaticano II?

    ” Com exceção do Batismo, os sacramentos administrados, celebrados ou conferidos pelos ministros anglicanos – como é o caso da Crisma e da Ordem –, tendo em consideração o que foi estabelecido pela Carta Apostólica Apostolicae curae (1896), do Papa Leão XIII, e a prática recente decorrente da Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus (2009), do Papa Bento XVI, são certamente inválidos. O Matrimônio – que não é conferido por ministros, pois os celebrantes são sempre os nubentes – pode ser válido caso nenhum dos contraentes tenha sido batizado na Igreja Católica”.

    Que as Ordens anglicanas são inválidas, qualquer Católico consciente está careca de saber, resta dizer isso a Bergoglio e a outros tantos bispos ecumenistas que fazem questão de receber publicamente bênçãos de anglicanos e em algumas vezes até mesmo de “bispas” e “sacerdotizas” anglicanas.
    Lamentável receber uma notícia dessas bem no primeiro dia da Páscoa…uma Páscoa que começou trágica para tantos cristãos com o flagelo do terrorismo islâmico, da perseguição violenta e a desgraça da apostasia.
    Oremus. Flectamus genua!

  2. Digo o mesmo. Lamentável uma notícia dessas na Oitava da Páscoa. É de se imaginar, portanto, que tal presbítero permaneceu obstinado logo durante a Quaresma! Que grande desgraça!
    Que o sangue dos fiéis que, nesses dias, foram vítimas do fanatismo dos infiéis, clame diante do trono de Deus pela conversão deste homem.

  3. Não é que “São” Henrique VIII que teve apenas 7 amasias e trucidou muitos católicos ainda continua fazendo seus milagres?
    Era o ex padre Wilson carismático, bem que poderia ser mais um daqueles, como muitos sedizentes católicos e mesmo de seitas protestantes pentecostalistas, que afirmam solenemente entrarem em constantes contatos diretos como o “Espirito Santo”!
    De fato, dá para a creditar que esse aparece entre parênteses tenha realmente contato direto com tais, inclusive com pe Wilson, talvez em coloquios mais demorados dado seu cargo de pastor que lhe arrebanhe mais “fieis”I
    Existem carismáticos que se diferem dos católicos por parecerem viver num mundo diferente do nosso, de pés no chão; sentiriam-se constantemente em êxtases, levitações e recendo constantes visitas do “Espíirto Santo”!
    Membros da IURD, alguns já me disseram que a denominação “trabalha” com o “Espírito Santo” talvez seria o mesmo!
    As experiencias dos sedizentes católicos que se acham em similares condições podem ser observadas no cultos das seitas protestantes, hoje em dia quantitavamente presentes em mais de 95% das seitas, cujos cultos de nada se diferem dos centros espíritas adotantes do tal qual carismatismo, nada atentos aos santos, como diz o místico S João da Cruz: “Quem se abre à cata de dons carismáticos, abre as portas ao demonio”.
    Ao acaso, pe Wilson teria invejado o Pe Beto recém excomungado, que teria criado uma facção religiosa, uma “igreja mais aberta, inclusiva, atenta às mudanças de momento”, onde as improvisações, livre arbitrio e o inerente relativismo é o carro-chefe?
    Se não se reconsiderar da grave apostasia em que incidiu, então que vá fundo, agora pastor Wilson!

    • Qje infelicidade a sua de fazer alguma conexão entre o que este padre fez e a RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA!!
      A RENOVAÇÃO é extremamente Mariana…Eucarística… Obediente… Apaixonada pela tradição e pelo MAGISTÉRIO da Igreja. Sou casado,pai de três flilhos,advogado, et,etc e coordenador diocesano da Rcc. Vc,com certeza,fala de algo que não conhece.

    • É isso mesmo. É lamentável o que houve. Mas um padre tão fraco em convicções, contestário da doutrina católica, não fará falta. Aliás, esse elemento já foi é tarde! Iria, com essas protestantizações com carismáticos ou sem, levar a paróquia para um abismo pior ainda.
      Xô! Vaza! E logo! Foi uma limpa na diocese de Jundiaí.

  4. Apenas para relembrar que este mesmo bispo havia proibido a comunhão na boca, e na diocese de Jundiai não tem a Missa tridentina, mas é um vasto campo do Caminho neocatecumenal.

  5. Você percebe a qualidade de nossos seminários brasileiros quando um sacerdote católico apostata e vira anglicano… ANGLICANO! Quem diabos com formação séria apostata pra virar anglicano?
    Tenho receio dos padres da minha diocese, porque o seminário daqui é péssimo.

    Um colega meu que crê que tem vocação sacerdotal não foi aceito no seminário porque “não tinha pastoral”, ou seja, porque era bom. Você só entra no seminário se tiver jeitinho. E, por incrível que pareça, uma das perguntas que fizeram a ele foi: “Se você tivesse um colega de quarto e esse colega tivesse um namorado, o que você faria?”

    Não é brincadeira, é sério pelo mais absurdo que possa parecer. Agora ele pensa em ir para IBP, FSSPX ou outro seminário que não lembro agora mas, obviamente, não é brasileiro.

  6. Interessante observar que esse padre era carismático. Digo isso não para condenar a Renovação Carismática, pois ela foi aceita pela Igreja, mas para ressaltar que a vivência dos dons carismáticos pode dar uma falsa sensação de estar ligado diretamente a Deus, sem precisar da mediação da hierarquia da Igreja. Essa falsa sensação, então, de estar diretamente ligado a Deus, sem precisar da mediação da Igreja, pode levar a atitudes de cisma, como visto nesse triste exemplo. Por outro, e não me refiro a este caso em particular, a Igreja precisa voltar mais a sua atenção à teologia mística, a fim de não deixar os padres e os fiéis carismáticos à mercê dos perigos de viver os dons carismáticos sem uma adequada orientação Igreja. Sobre as missas de cura e libertação, não nego que elas façam grande bem aos fieis que necessitam de cura e libertação, mas, de fato, como o bispo observou, não se deve rezar orações de cura e libertação dentro da missa. Essa é uma questão que o movimento carismático deveria levar mais em consideração. Como atender aos fieis que precisam de cura e libertação, sem ter que rezar orações de cura e libertação dentro da missa? Ao meu ver, a solução seria os bispos nomearem exorcistas para as suas dioceses, mas muitos bispos permitem que sejam rezadas orações de cura e libertação dentro da missa. Então o que fazer? Obedecer à Instrução do Vaticano sobre Orações de Cura e Libertação ou à diretriz do bispo diocesano?

    • Gaaça e paz, Alex
      Ótima colocação sobre a necessidade da teologia mística.
      Sobre a RCC, entendo que é um movimento de fiéis leigos que tem grande obediência aos padres. Entendo, assim, que abusos ou desvios dentro da liturgia da missa normalmente ocorrem por orientação (ou falta dela) da parte dos padres mesmos, inclusive de muitos que tomam elementos da RCC, como a música, para se projetarem como estrelas nos momentos menos adequados para shows.

    • Pe. Francisco, a sua bênção. Obrigado pelo comentário. Obrigado também por abonar minha observação sobre a necessidade da teologia mística.
      Recomendo-me às suas orações.
      Graça e Paz!

  7. Dentro de pouco tempo tudo será serenamente apaziguado conforme o melhor espírito ecumênico, tolerante, misericordioso, bondoso, latitudinarista da nova teologia do Vaticano II e do bispo de Roma.
    Afinal, o importante é ser feliz e entusiasmado no serviço geral do Povo de Deus, quer dizer, de toda a humanidade que avança rapidamente em direção do Ponto Ômega!

    • A pobre seita anglicana – uma igrejola que gosta de macaquear o antigo cerimonial da Igreja latina – recebe ex-católicos de vez em nunca. Na esvoaçante e fogosa debandada de PADRE Wilson rumo aos braços do diabo, pai de todas as heresias, vejo apenas mais um funesto episódio da funesta aventura da apoquentação conciliar.

      No fundo, o atormentado PADRE Wilson nem vai notar a diferença entre o Missal de Montini e o da seita anglicana. E é de se pensar que os “sacramentos” que irá “celebrar”, exceto o batismo, sejam, doravante, não somente ilícitos, mas inválidos, uma vez que a dita seita, que apodrece sob o mando humilhante da Grande Loja da Inglaterra, não entende a Eucaristia como verdadeiro Sacrifício, e, por este exato motivo, perdeu a sucessão apostólica e não possui verdadeiro ministério. O translumbrante PADRE Wilson não perde o ministério, pelo qual dará severas contas, mas, se ele diz professar as heresias da seita anglicana, ele decerto não celebrará validamente a Eucaristia por defeito de intenção.

  8. Quem ouviu o Pregador da Casa Pontífícia, Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap, na celebração da Paixão do Senhor, nesta Sexta-feira Santa, na Basílica de São Pedro – transcrição no link http://www.news.va/pt/news/paixao-do-senhor-homilia-do-pregador-da-casa-ponti –, Lutero recuperou a verdadeira misericórdia, embora, segundo o pregador, nem Lutero nem Agostinho(sic); a resposta está mesmo nas escrituras(pensei que fosse no Magistério Sagrado da Igreja), quem acusará o “ex”-padre?!

    Eis uma parte sobre o REFORMADOR QUE MUITO CONTRIBUIU PARA AQUILO HAVIA SE PERDIDO NAS PREGAÇÕES ANTERIORES A LUTERO – “Lutero teve o mérito”.

    ***

    “Mas nada disto se entende quando não se compreende o que quer dizer, exatamente, a expressão “justiça de Deus”. Existe o perigo de se ouvir falar de justiça de Deus e, ignorando o seu significado, ficar-se com medo em vez de encorajado. Santo Agostinho já tinha deixado claro: “A ‘justiça de Deus’ é aquela pela qual, por sua graça, nós nos tornamos justos, assim como a salvação do Senhor (Sl 3,9) é aquela pela qual Deus nos salva”[2]. Em outras palavras, a justiça de Deus é o ato pelo qual Deus faz justos, agradáveis a Si, aqueles que creem no Seu Filho. Não é um fazer-se justiça, mas um fazer justos.
    Lutero teve o mérito de trazer de volta à luz esta verdade depois que, durante séculos, pelo menos na pregação cristã, o seu sentido tinha se perdido, e é isto, principalmente, que a Cristandade deve à Reforma, cujo quinto centenário ocorre no próximo ano. “Quando descobri isto, eu me senti renascer, e pareceu-me que se escancaravam para mim as portas do paraíso”[3], escreveu mais tarde o reformador. Mas não foram nem Agostinho nem Lutero os que assim explicaram o conceito de “justiça de Deus”; foi a Escritura que o fez antes deles:
    “Quando se manifestaram a bondade de Deus e o seu amor pelos homens, Ele nos salvou, não por causa de obras de justiça por nós praticadas, mas por causa da sua misericórdia” (Tt 3, 4-5). “Deus, rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, fez-nos, de mortos que estávamos pelo pecado, reviver com Cristo. Pela graça fostes salvos” (cf. Ef 2, 4).”

    ***

    O texto inteiro:

    http://www.news.va/pt/news/paixao-do-senhor-homilia-do-pregador-da-casa-ponti

    • Prezado João,

      Muito obrigado por (me) chamar atenção para mais este descalabro da seita conciliar; vamos ver até onde essas Cantalaloggia conseguem aviltar e falsificar a história e a doutrina da Igreja. Que desgraça essa gentalha toda!

      Onde estão os Bispos da Igreja? Há pelos menos uma dúzia de bispos católicos no mundo inteiro?

  9. Esse padre era da RCC? Então tá explicado.

  10. Alex,

    Deve-se obedecer à Instrução do Vaticano, pois o Bispo está em desobediência às normas da Igreja. E deve orientá-lo na caridade quanto às diretrizes da Igreja, porque pode ser que seja uma questão de desconhecimento, e não desobediência consciente.

    • Absurdo Ricardo,

      Os moralistas ensinam unanimemente que é inexcusável a ignorância naquilo que concerne ao dever de ofício. A situação do PADRE Wilson, portanto, não se enquadra naquilo que vc chama “desconhecimento”.

  11. Isso realmente ocorreu e já faz um tempo, hem. A notícia não é de agora. Mas faz bem deixar as claras. Mas bom destacar a notícia. Um real católico apostólico romano não deve apoiar esse ato do sr. Wilson. Seu retorno, se é que haverá retorno, devem-se a vários estados de coisa. Penso que para haver retorno terá que vir publicamente e realizar abjuração de tal coisa, mas pelo visto isso não é muito comum neste século XXI. O maldito relativismo religioso, ou seja um tanto faz esta ou aquela profissão de fé, desde longa data vem tomando muitos corações. É assim um mau exemplo. A alegação ou pretexto ou melhor subterfúgio, desculpinha esfarrapada do sr. Wilson de deixar a Igreja de Cristo, logo Igreja Católica Apostólica Romana, para ter – cito informalmente ‘mais liberdade para evangelização’ se um católico real reflete o que ele quer dizer em profundidade verá a absurdidade da confissão do sr. Wilson. É má, postura má. Por outro lado dou graças a Deus e a Virgem Maria, mesmo tendo conhecido o sr. Wilson aqui em Jundiaí/SP de perto, não ter perdido a Fé Católica, mesmo por este e outros atos absurdos. Aliás muito me afastei de uma determinada paróquia, na Várzea Paulista/SP que transformou o lugar que deveria ser para culto real à Deus, Cristo Nosso Senhor, e o santo sacrifício da missa, em atmosfera mesclada com o espírito mundano: bandas de rock e outros elementos absurdos, uma vergonha, um vexame. Mas pensem com sinceridade – os católicos reais – essa é a consequência futura dessas criaturas que alimentam em si a doutrina ou ensinamentos modernistas – condenada pela Igreja enquanto Igreja a tempos e tempos. E por outro lado duvido até que o sr. Wilson vá filiar-se à corrente do anglicanismo “tradicional”, pois aqueles no passado viam o porto seguro na Igreja Católica, quando tudo no meio do anglicanismo esta desmantelando. Valha-nos Deus e a Virgem Santa Maria. Sejamos Católicos!

  12. A Renovação carismática tem suas origens no protestantismo dito “pentecostal”, logo é demoníaca e herética, tanto faz se a igreja neo-modernista a aceita. Seus “dons carismáticos” são frutos de transes e contatos com espíritos imundos, os mesmos que abundam no espiritismo e nas seitas protestantes mais torpes e que se esmeram em atacar a Igreja Católica e Nossa Senhora. Quem tem “vivência” de tais “dons” está no erro e na desgraça, unidos aos piores capetas da face da terra. As tais “missas de cura e libertação” são eventos pútridos e cercados de heresias e blasfêmias. Não é a toa que esse Padre Wilson, quando ameaçado na sua obra carismática, se debandou para os anglicanos, que certamente adoraram a idéia de ter entre eles um “apresentador de auditório” de sucesso , trazendo mais almas para a agremiação e por consequência mais dinheiro.

  13. Uma dúvida, amigos?
    Será que as ordens anglicanas ainda hoje são inválidas?
    Será que a partir da decisão de Leão XIII, eles, os anglicanos, não poderiam ter recorrido a um bispo católico cismático para receberem o sacerdócio, inclusive o episcopado?
    Eu não sou o primeiro a levantar tal questão…

    • Pedro Henrique

      Alguns anglicanos faziam-se ordenar e/ou sagrar pelos velhos católicos da Holanda, que mantiveram a sucessão apostólica. Mesmo que alguns tenham mantido materialmente a sucessão apostólica, resta o problema da intenção de fazer o que a Igreja sempre fez. E essa intenção, de fazer o que a Igreja faz, oferecer o Sacrifício, não consta no ordo da seita. Não há Sacrifício? Não há sacerdócio. Simples assim.

  14. Alguém sabe para que jurisdição anglicana ele foi?

  15. Normalmente, os padres que deixam a Igreja Católica rumo a Anglicana é porque almejam o episcopado. Como a igreja anglicana é mais antiga e têm mais visibilidade que outras seitas, como a “Igreja” brasileira, eles optam por ela. Nem as igrejas orientais católicas estão imunes disso, é só lembrar o caso do arquimandrita Theodoro: http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/592812/criacao-de-diocese-anglicana-gera-atrito-com-igreja-catolica
    Esperem e verão: esse padre Wilson já já vira “bispo”.

  16. Tudo isso é fruto de uma péssima formação para o sacerdócio.

    O sujeito em questão não deve ter noção do que seja o catolicismo e muito menos o que é ser sacerdote.

    Lastimo por ele e muito mais pelas pessoas que serão arrastadas para o erro .

  17. Eu só sei que a Igreja Anglicana hoje está repleta de ateus e vivendo um progressismo que parece não ter limites. Estão falando que ele foi para uma igreja que entrou em cisma com a Anglicana oficial. Acho que é a igreja daquele reverendo abortista. Lamentável!

  18. “Até 1975, eu era um frade capuchinho que ensinava História das Origens Cristãs na Universidade de Milão, na Itália. Um dia, comecei a escutar pessoas que falavam de uma nova forma de rezar. Uma senhora, de quem eu era diretor espiritual, voltando de um retiro disse-me: “Encontrei pessoas que rezam de um modo estranho: levantam as mãos, batem palmas, são muito alegres e dizem que entre eles milagres acontecem”. Então eu lhe disse: “Nunca mais irás a essa casa de retiros”.

    Esses dos quais aquela senhora falava eram carismáticos. Comecei a observá-los e via que algo daquilo que acontecia entre esses irmãos era exatamente aquilo que lemos nas primeiras comunidades cristãs.

    Eu não podia negar que havia algo daqueles primórdios da Igreja, contudo havia fenômenos que me perturbavam, como falar em línguas, abraçar-se, profetizar…

    Certo dia, fui quase forçado a um encontro carismático. Lá fui tomado de uma intensa e nova alegria, que não sabia explicar. Sentia-me sacudido. E, confessando as pessoas, percebia nelas um arrependimento novo, profundo. Eu podia ver e até tocar a graça de Deus. Mas continuava como um observador.

    Em 1977, ganhei uma passagem para ir aos Estados Unidos, assistir à grande assembleia carismática ecumênica. Dentro de mim, dizia: “Isto vem de Deus, mas não me agrada”. E as 40 mil pessoas presentes ali cantavam: “Jericó deve cair”. Os meus colegas italianos me diziam: “Escuta bem, porque Jericó és tu”. Eles tinham razão, e Jericó caiu.

    Depois do encontro fomos a uma comunidade carismática em New Jersey, onde aceitei receber a efusão do Espírito Santo, mas ainda com certa resistência. Um dos sinais do Pentecostes é Deus falar através dos humildes. Quando as pessoas rezavam por mim, todas as palavras proféticas pronunciadas falavam de evangelização, de Paulo que com Barnabé inicia suas viagens apostólicas, e um irmão proclamou: “Tu provarás de uma alegria nova em proclamar minha Palavra”[…]

    Comecei a ler o breviário experimentando algo novo. Vocês sabem que um dos frutos mais evidentes do Espírito é abrir a nossa inteligência para entender as Escrituras. Outro sinal da transformação que o Espírito operara em mim era o novo desejo de rezar.

    Três meses depois voltei à Itália e os meus irmãos diziam: “Que milagre! Mandamos à América Saulo e nos mandaram de volta Paulo”.
    http://blog.cancaonova.com/fragmentos/o-testemunho-pessoal-de-raniero-cantalamessa/

    Esse é apenas um fragmento de um longo relato que ouvi pessoalmente de Cantalamessa quando ele andou visitando o Shalom e outras comunidades carismáticas pelo Brasil afora dando seu “testemunho de conversão”.
    Nesses encontros ele descrevia como andava desencantado com a Igreja. E com razão, pois o Vaticano II produziu esse tipo de religioso, muito intelectualóide mas oco em termos de espiritualidade.
    Como professor titular da cátedra de História das Origens Cristãs na Universidade de Milão, na Itália, Raniero se achava muito sábio, mas no final acabou se revelando um estúpido.
    Ele chegou a revelar que para fazer as simples orações do breviário era pesado como arrastar uma carreta! Abominava o latim e chegou a cogitar de seguir o exemplo do Padre Wilson: largar tudo.
    Só depois da viagem ao USA para participar da “grande assembleia carismática ecumênica”, com pentecostais de tudo quanto é naipe e denominação protestante misturados aos católicos pentecostais orando por ele, é que ele começou a “ler o breviário experimentando algo novo”.
    A experiência de Cantalamessa com o carismatismo foi tão forte que, pasmem! Ele podia “ver e até tocar a graça de Deus”!!
    Por outro lado, para o pessoal das comunidades carismáticas, o simples fato de ter um “pregador da casa pontifícia” como garoto propaganda do movimento, fazia com que fizessem vistas grossas para todas as suas heresias!
    Eu sinceramente não sei que tipo de vinho esses papas conciliares andaram bebendo, mas ouvir Cantalamessa desfiar seu paiol de heresias em plena Basílica de São Pedro, sem esboçar a menor reação só pode ser ardil demoníaco! Talvez aquele torpor mencionado na II Tessalonicenses que induziria muitos a acreditar no engano por não terem cultivado o amor à Verdade.
    Em sua pregação da Sexta Feira de 2010, Raniero chegou ao absurdo de dizer:

    Basílica de São Pedro
    Sexta-feira Santa, 2 de Abril de 2010
    “Em 1972 um famoso pensador francês lançava a tese segundo a qual “a violência é o coração e a alma secreta do sagrado”[…]Infelizmente, muitos continuam a citar René Girard como aquele que denunciou a aliança entre o sagrado e a violência, mas não mencionam o Girard que indicou no mistério pascal de Cristo a ruptura total e definitiva desta aliança[…]O sacrifício já não serve para “aplacar” a divindade, mas ao contrário, para mitigar o homem e fazê-lo desistir da sua hostilidade em relação a Deus e ao próximo.
    Pode-se então continuar a falar de sacrifício, a propósito da morte de Cristo e portanto da Missa? Durante muito tempo o estudioso rejeitou este conceito, considerando-o demasiado marcado pela ideia de violência, mas depois acabou por admitir essa possibilidade com toda a tradição cristã, sob a condição de ver, no de Cristo, um novo género de sacrifício, e de ver nesta mudança de significado “o acontecimento central na história religiosa da humanidade”.
    Visto a esta luz, o sacrifício de Cristo contém uma mensagem formidável para o mundo de hoje. Grita ao mundo que a violência é um resíduo arcaico, uma regressão a estádios primitivos e superados da história humana e – quando se trata de crentes – é um atraso culposo e escandaloso na tomada de consciência do salto de qualidade realizado por Cristo.
    http://www.vatican.va/liturgical_year/holy-week/2010/documents/holy-week_homily-fr-cantalamessa_20100402_po.html

    Raniero definitivamente não vê a Santa Missa como Santo Sacrifício. O Conceito dele da Missa Católica é o mesmo conceito protestante de banquete dos irmãos. Raniero continua participando de celebrações carismáticas protestantes onde se ajoelha pra receber bênçãos de hereges. Raniero está como “pinto no lixo” nesse Pontificado Bergogliano, pois ele que rejeita toda noção de Catolicismo Tradicional, pode continuar usando o púlpito da Basílica de São Pedro impunemente pra pregar heresia a outros impostores da laia dele. Raniero abraça de pernas e braços abertos as heresias protestantes porque sua religião é o ecumenismo e por causa de sua experiência fenomenalística pentecostal, está convencido de que “pode ver e até tocar a graça de Deus”.