Divulgada «A Alegria do Amor», exortação de Francisco após Sínodo sobre a Família.

Documento com 325 pontos retrata «complexidade» dos temas e aponta a soluções atentas à realidade de cada local

Cidade do Vaticano, 08 abr 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco publicou hoje a exortação apostólica com as conclusões do Sínodo da Família, sublinhando a “complexidade” dos temas abordados, para os quais são necessárias soluções atentas à realidade de cada local.

“Na Igreja, é necessária uma unidade de doutrina e práxis, mas isto não impede que existam maneiras diferentes de interpretar alguns aspetos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela”, escreve, num documento que tem como título ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor).

O Papa observa que a intenção deste texto não é encerrar o debate, sublinhando que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais”.

“Além disso, em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”, acrescenta.

Os temas da família estiveram no centro de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, por decisão de Francisco, antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo.

“A complexidade dos temas tratados mostrou-nos a necessidade de continuar a aprofundar, com liberdade, algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais”, refere agora o Papa.

Nesse sentido, o pontífice argentino sustenta que as diferentes comunidades “deverão elaborar propostas mais práticas e eficazes, que tenham em conta tanto a doutrina da Igreja como as necessidades e desafios locais”.

A exortação apostólica pós-sinodal, “sobre o amor na família”, recolhe os resultados das duas assembleias de bispos, citando os seus relatórios, juntamente com documentos e ensinamentos dos Papas precedentes e as numerosas catequeses sobre a família do próprio Francisco.

À imagem do que fez noutros documentos magisteriais, o Papa recorre também a contributos de diversas Conferências episcopais de todo o mundo e a citações de personalidades como Martin Luther King ou Erich Fromm.

O texto está dividido em nove capítulos, num total de 325 pontos.

Sem entrar nas questões dogmáticas definidas pelo magistério da Igreja, o Papa afirma que é necessário sair da contraposição entre o desejo de mudar por mudar e a aplicação pura e simples de regras abstratas.

“Os debates, que têm lugar nos meios de comunicação ou em publicações – e mesmo entre ministros da Igreja – estendem-se desde o desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação até à atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de normas gerais”, adverte.

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«A Alegria do Amor»: Exortação pós-sinodal propõe valorização da «dimensão erótica»

Papa adverte para discurso com atenção «quase exclusiva» na procriação

Cidade do Vaticano, 08 abr 2016 (Ecclesia) – A exortação apostólica do Papa Francisco com as conclusões do Sínodo da Família, divulgada hoje, propõe uma valorização da “dimensão erótica” do amor conjugal na reflexão da Igreja.

“Não podemos, de maneira alguma, entender a dimensão erótica do amor como um mal permitido ou como um peso tolerável para o bem da família, mas como dom de Deus que embeleza o encontro dos esposos”, refere, no documento que tem como título ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor).

Francisco assinala que a “união sexual”, no Matrimónio, é vista pela como “caminho de crescimento na vida da graça para os esposos”.

Nesse sentido, questiona a apresentação que é feita pelos responsáveis católicos, com “uma ênfase quase exclusiva no dever da procriação” que acaba por ofuscar “o convite a crescer no amor e o ideal de ajuda mútua”.

A exortação pós-sinodal deixa uma rejeição de qualquer forma de submissão sexual e questiona um “ideal de matrimónio” apenas como “doação generosa e sacrificada, onde cada um renuncia a qualquer necessidade pessoal e se preocupa apenas por fazer o bem ao outro, sem satisfação alguma”.

O Papa rejeita ainda “correntes espirituais que “insistem em eliminar o desejo para se libertar da dor”.

“A sexualidade não é um recurso para compensar ou entreter, mas trata-se de uma linguagem interpessoal onde o outro é tomado a sério, com o seu valor sagrado e inviolável”, escreve.

Francisco convida os casais a “cuidar a alegria do amor”, o que permite “encontrar prazer em realidades variadas” e nas várias fases da vida, dando “real importância ao outro”.

“A ternura é uma manifestação deste amor que se liberta do desejo da posse egoísta”, pode ler-se.

O texto apresenta uma reflexão acerca da “transformação do amor”, sublinhando que o aumento da esperança média de vida leva a que “a relação íntima e a mútua pertença” sejam mantidas “durante quatro, cinco ou seis décadas”, o que “gera a necessidade de renovar repetidas vezes a recíproca escolha”.

“A aparência física transforma-se e a atração amorosa não desaparece, mas muda: com o tempo, o desejo sexual pode transformar-se em desejo de intimidade e ‘cumplicidade’”, assinala Francisco.

O Papa admite que não é possível prometer “os mesmos sentimentos durante a vida inteira”, mas defende ser viável ter “um projeto comum estável”.

“Na própria natureza do amor conjugal, existe a abertura ao definitivo”, realça.

O documento adverte para as consequências do afastamento dos membros do casal: “Pouco a pouco, aquela que era ‘a pessoa que amo’ passa a ser ‘aquele que me acompanha sempre na vida’, a seguir apenas ‘o pai ou a mãe dos meus filhos’, e por fim um estranho”.

Os temas da família estiveram no centro de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, por decisão do Papa Francisco, antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo.

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«A Alegria do Amor»: Papa apresenta reflexão sobre famílias reais com horizonte de esperança

Exortação apostólica recolhe resultados de debate global após duas assembleias do Sínodo dos Bispos

Cidade do Vaticano, 08 abr 2016 (Ecclesia) – O Papa publicou hoje a sua nova exortação apostólica sobre a Família, uma reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.

Francisco fala por isso da ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor) como um documento com “os pés assentes na terra”, que começa a partir das Sagradas Escrituras no primeiro capítulo, falando num encontro entre homem e mulher que “cura a solidão”, originando “a geração e a família”.

Ao longo de nove capítulos, em mais de 300 pontos, o Papa dedica a sua atenção à situação atual das famílias e os seus numerosos desafios, desde o fenómeno migratório à “ideologia de género”; da cultura do “provisório” à mentalidade “antinatalidade”, passando pelos dramas do abuso de menores.

A exortação apresenta um olhar positivo sobre a família e o matrimónio, face ao individualismo que se limita a procurar “a satisfação das aspirações pessoais”.

O Papa observa que a apresentação de “um ideal teológico do matrimónio” não pode estar distante da “situação concreta e das possibilidades efetivas” das famílias “tais como são”, desejando que o discurso católicos supere a “simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais”.

Nesse sentido, propõe uma pastoral “positiva, acolhedora, que torna possível um aprofundamento gradual das exigências do Evangelho”.

“Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”, insiste.

Francisco passa em revista vários elementos centrais do ensinamento da Igreja acerca do matrimónio e da família, com atenção especial ao tema da “indissolubilidade”, da “sacramentalidade” do casamento, da transmissão da vida e da educação dos filhos.

Um dos capítulos é uma leitura exegética do chamado “hino ao amor” de São Paulo (1 Cor 13, 4-7), com vários conselhos que são uma presença constante nas catequeses do Papa, centrados em três “palavras-chave”: “Com licença, obrigado, desculpa”.

A respeito da fecundidade e do caráter “gerador” do amor, o texto retoma uma advertência de São João Paulo II, explicando que a paternidade responsável não é “procriação ilimitada”.

A exortação pós-sinodal lamenta que alguns fiquem “indiferentes” aos sofrimentos das famílias pobres e mais necessitadas e, numa nota para o interior da Igreja, sublinha que as famílias são “sujeito” e não apenas objeto de evangelização.

O Papa observa que “os ministros ordenados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas atuais das famílias”, considerando necessário melhorar a formação psicoafetiva dos seminaristas.

“Pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados”, acrescenta.

Francisco dedica um capítulo à educação dos filhos, realçando que a “obsessão” não é positiva, dado que “não é possível ter o controlo de todas as situações”.

“O Evangelho lembra-nos também que os filhos não são uma propriedade da família, mas espera-os o seu caminho pessoal de vida”, precisa.

A reflexão alude à espiritualidade conjugal e familiar, “feita de milhares de gestos reais e concretos” e recorda que “nenhuma família é uma realidade perfeita”.

“Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida”, conclui o Papa.

32 Comentários to “Divulgada «A Alegria do Amor», exortação de Francisco após Sínodo sobre a Família.”

  1. Tragédia consumada.

    Embora a linguagem usada seja muitas vezes barroca, as piores previsões foram concretizadas. Por outro lado, os parágrafos sobre “A Dimensão Erótica do Amor” são bastante claros e é impossível lê-los sem ruborizar-se tal é o nível da linguagem usada.

  2. A parte mais estranha do documento, pra mim, é essa (o que são legítimos desejos? o que são realidade demográficas?)

    As famílias numerosas são uma alegria para a Igreja. Nelas, o amor manifesta a sua fecundidade generosa. Isto não implica esquecer uma sã advertência de São João Paulo II, quando explicava que a paternidade responsável não é «procriação ilimitada ou falta de consciência acerca daquilo que é necessário para o crescimento dos filhos, mas é, antes, a faculdade que os cônjuges têm de usar a sua liberdade inviolável de modo sábio e responsável, tendo em consideração tanto as realidades sociais e demográficas, como a sua própria situação e os seus legítimos desejos»

  3. «Examinei a situação das famílias que vivem a experiência de ter no seu seio pessoas com tendência homossexual, experiência não fácil nem para os pais nem para os filhos. Por isso desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual [parece-me importante que um papa fale da homossexualidade como uma ORIENTAÇÃO e não como DESVIO ou DEPRAVAÇÃO, até há pouco tempo usadas e ainda em uso por alguns sectores da igreja católica], deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar «qualquer sinal de discriminação injusta» (Catecismo Da Igreja Católica 276) e particularmente toda a forma de agressão e violência. Às famílias, por sua vez, deve-se assegurar um respeitoso acompanhamento, para que quantos manifestam a orientação homossexual possam dispor dos auxílios necessários para compreender e realizar plenamente a vontade de Deus na sua vida»

    • Primeiro, escreva Igreja Católica com letra maiúscula antes de pedir respeito. Trata-se de nome próprio e só pessoas anticatólicas escrevem o nome da igreja com as iniciais minúsculas. Segundo, são os gays que não param de ofender e implicar com a Igreja e não o contrário. Terceiro, a verdade não pode ser escondida (seria falta de caridade) quem tem este vício e o pratica, vai para o inferno. Dizer o contrário é falso. É simples assim.

    • Onde está a dignidade na sodomia, pecado de bradar aos céus???

  4. Por que? Essa é a grande exclamação que me vem a mente. Por que cargas d’água esse senhor que tomou a cátedra de São Pedro perde tanto tempo com esses assuntos mundanos? Será que outros temas mais urgentes não necessitam de sua atenção? A apostasia das nações? O desmazelo com as doutrinas católicas? As heresias praticadas contra o Sagrado Coração? O avanço de doutrinas anti-cristãs no mundo? Mas o cara publica uma encíclica anti-cristã e ainda tenta justificar-se. Rogo ao Imaculado Coração de Maria perdão por tantas e tantas afrontas ao Seu Filho.
    Não vou comentar o conteúdo desse documento porque não tive coragem de abri-lo. Espero que os católicos vigiem pois os lobos estão travestidos de cordeiros.

  5. Os Cleaners estão se aperfeiçoando – passaram de simples tontos a mentirosos – e estão a plenos pulmões já….

  6. “Dimensão erótica”, não é linguagem da Igreja.

  7. E eu achando que a pior fase da Igreja foram os Bórgias…

  8. Vou desenhar.
    Assim como a divulgação contra o racismo é paradoxalmente a sua maior propaganda, o que percebo nas entrelinhas deste senhor é: incentivo à uma busca por “novos horizontes” na questão sexual. O laicismo e o homocentrismo nunca deixaram os lábios desse reformador.

    • Leiam o livro: A Conjuração Anticristã do Monsenhor Henri Delassus.
      Tudo que o Papa está fazendo e a maneira como atua estão descritos no livro. Atitudes Maçonicas, confusas, poucos vão entender o que está acontecendo.

  9. Imaginem a alegria e a gratidão dos srs. bispos ao bispo-mór de Roma por esse documento “magistral”. Vem ajudá-los a integrar tantos católicos que viviam marginalizados nas periferias e agora vão sentir-se católicos em plena comunhão com a hierarquia, participando de todas as actividades pastorais e sociais, dando, inclusive, sua contribuição financeira paras as dioceses. Engordando o dizimo, a receita da mitra diocesana.
    Agora não haverá mais nenhuma discriminação nas paróquias. As chamadas beatas não vão poder mais , dedo em riste, apontar para os “adúlteros”.
    O próximo passo de Francisco I será integrar plenamente os gays na Igreja Católica Moderna, em união com os judeus e protestantes. E assim vai preparar a Religião Mundial.
    Imaginem o que vai acontecer nas dioceses e paróquias mais modernistas e liberais! Quanta festa, para não dizer orgia.
    A Igreja está, realmente, reduzida a uma sinagoga bem liberal. É um centro de humanismo e filantropia.
    Cada um viva como quiser, para não morrer de tédio por tanta baboseira teológico-pastoral!
    Mas não caiam na esparrela dessa pastoral do inferno que só ajuda o lulopetismo e democratismo de Sanders, que será a grande vedete no Vaticano nos próximos dias, como participante de um Congresso Mundial das Esquerdas Radicais.

  10. De verdade, achei que iria ser pior. Mas não foi. Não sei se comemoro, pois repete o discurso dúbio do CV II, mesmo citando a doutrina, pede mudanças pastorais, o que na prática prevalece o relativismo e afins. Anotem aí como os liberais pegarão esse documento só no que interessam, como fazem com tudo.

    De modo geral, o senso fidei do povo Católico está confuso. Assim sendo, citar a doutrina e dizer “acolha, abrace, ame, e tal e coisa…” vai causar problemas. Lembremos que São João Paulo II tem uma excelente trabalho pastoral chamado teologia do Corpo e o Papa Emérito Bento XVI, já escreveu documento falando da acolhida aos homossexuais.

    Mas isso não importa.

  11. Quanta loucura! Quanta ambigüidade! Estilo Vaticano II! Eu agradeço a Deus por Dom Lefebvre ter criado a Fraternidade e a cada dia que passa no pontificado de Francisco mais tenho certeza que é impossível haver um acordo entre a Fraternidade e Roma atualmente. 6 papas! Os católicos fiéis à tradição estão sofrendo já tem 6 papas e essa tortura não acaba! Que Deus tenha misericórdia de nós e que Ele ponha um fim nessa terrível crise na Igreja, muito pior que a crise ariana!

    • Neto, Salve Maria

      O que me causa estranheza é a ausência de críticas aos erros modernistas de Francisco por parte da FSSPX após os acordos de regularização canônica.

      Será que após eventual regularização a FSSPX terá o mesmo fim que os católicos ligados a Dom Riffan?

      Atenciosamente.

  12. Tem-se impressão que a Igreja estaria entrando num tempo diferente dos quase 2 000 anteriores, de uma fé fácil, adaptável…
    A característica atual, ao que pareceria, seria de uma flexibilização doutrinaria, atendente a circunstancias pessoais sob o caso a caso, a locais e a outros de cunhos meramente antropológicos, para satisfazerem minorias, povos, costumes, ou seja, o Divino Mestre “deveria desde o começo” ter aventado possibilidade de certas aberturas doutrinarias para o porvir num certo e determinado “estagio mais avançado” da humanidade…
    Adotando tais posições, imaginemos as não sei quantas possibilidades de a Igreja católica passasse a ser como nas comunidades cismáticas da Igreja Ortodoxa, em que são independentes entre si, cada bispo em sua diocese põe e dispõe como lhe aprouver, e o líder deles, o patriarca metropolita, não passa de um figurante entre eles, sem valor algum como autoridade pastoral – a alienação e o relativismo religiosos antecipadamente agradecem!!
    Evidentemente, diversos cardeais já se opuseram anteriormente de forma bastante patente, tentaram dissuadir o papa Francisco dessas posições consideradas modernistas, e agora com esse documento pós sinodal – já sabiam quais seriam as conclusões esperadas, portanto, não foram surpreendidos – apenas lamentam as posições adotadas por ele, pois seriam facilitadoras de admissão de prática de um cristianismo mais relativizado, facilitaria os fieis cada vez possuirem uma fé subjetivizada e serem mais facilmente cooptados por ideologias!
    Aliás, desde o simplificar dos procedimentos relacionados a verificação de nulidade ou não anteriores de casamentos a criterios de titulares de dioceses, já enfraqueceriam ao longo do tempo três sacramentos essenciais da Igreja: o Casamento, a Confissão e a Eucaristia – abrindo novas oportunidades para sub reinterpretações da doutrina da Igreja e ela se nivelar às seitas, ou como desejam os globalistas, uma religião mundialista de entronização do deus-homem!
    Confiram as múltis possibilidades sob o acima de certas decisões a criterio de certos pastores nada fieis:
    “Os recasados em novas uniões, por ex., podem se reencontrar em situações bastante diferentes que não devem ser catalogadas ou encerradas em afirmações muito rígidas sem dar lugar a um discernimento pessoal e pastoral apropriado”. Nº 298
    Dias atrás, tivemos a oportunidade de conferirmos as diversas restrições do Cardeal Müller para que se alterasse o texto, em cerca de 20 páginas, preparado pela Congregação para a Doutrina da Fé antes da publicação da Exortação e enviada ao secretariado do Papa – ao que tudo indica, teriam sido desconsideradas.

  13. “Continua tudo como dantes no quartel d’Abrantes”.

    Os BISPOS fiéis ao Magistério já esperavam esse descalabro de documento; ninguém em sã consciência achava que o Bispo de Roma fosse defender, categoricamente, como deveria, a DOUTRINA, basta ver suas atitudes frívolas e impactantes para bobo ver e acreditar nele…

    O documentinho ralé ralé de quinta categoria, como quase tudo vindo desse Bispo de Roma, apenas deu mais “autoridade” pra se fazer o que há tempos se vem fazendo, ou seja, cada padre, cada Bispo, cada “dona maria da capela” pode aconselhar o que mais lhe convêm em cada situação…É a velha e sempre atual e miserável tática, usada desde do Concílio, de usar termos ou frases dúbias e ambíguas, e depois deixar que o leitor tire a conclusão que quiser…

    Quem obedece ao MAGISTÉRIO VERDADEIRO, continuará fazê-lo; quem não obedece e dá comunhão a amancebados, a adúlteros, a sodomitas inveterados no pecado, tem agora mais um álibi para continuar sua obra de destruição, vinda de quem??? De BERGÓGLIOOOO…..DEUS ME DEFENDA DESSE BISPO DE ROMA!!!!!!!!!!!

    Mas, “Deus não permitiria o mal se desse mal não pudesse tirar algo melhor”…Dessa maneira os Bispos recuperam um pouco da autoridade que lhes foi tirada com a falsa colegialidade; claro que os que são doidos varridos como os da tl farão mais estragos com o placet de Roma, porém, os bons, que podemos contar nos dedos, farão coisas melhores em suas Dioceses sem serem tachados de andar na contra mão…

    Só nesse prisma podemos entender a aproximação cada vez mais iminente dos Bispos da FSSPX de Roma…Só imploramos a Deus que eles não façam como os outros grupos ligados a Tradição que foram calados e só tecem elogios ao período conturbado que vive a Igreja nesse pós Concílio, limitando-se a celebrarem belos Pontificais…

    “Continua tudo como dantes no quartel d’Abrantes”…

    Agindo assim, Bergóglio, com sua curtura e eloquência fabulosas, ou melhor, CABULOSAS, fica mais fácil de seu sucessor varrer esses dias horríveis que vivemos desde 2013, quase pior do que os da década de 70…

    Mãe de Fátima, rogai por nós!

  14. O papa cita o psicanalista Erich Fromm, um dos “diretores” da Escola de Frankfurt…!! para quem sabe ler, um pingo é letra.

  15. Chamam-lhe «A Alegria do Amor» mas não passa da alegria do ódio satânico que escorre nas veias dos senhores que mandam no vaticano hoje e em primeiro lugar do papa “Francisco o revolucionário”. Lançam as almas ao inferno e ainda lhe chamam “amor”. Que amor é esse que se alegra com a condenação das almas? Que amor é este que aumenta as dores de Cristo? Que amor é este que contradiz a Verdade? Para esta gente primeiro estão as suas vaidades depois Cristo. Primeiro os seus prazeres mundanos depois as almas. O inferno acabou de provar que existe e que existem homens que lutam a favor de Satanás, conscientemente, mesmo com o perigo da condenação eterna das suas almas….são loucos.

  16. Amigos, salve Maria.

    Parece-me que o trecho mais importante nesta exortação é o seguinte:

    305 – “(…) Por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes, é possível que uma
    pessoa, no meio duma situação objetiva de pecado – mas subjetivamente não seja culpável ou
    não o seja plenamente – possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na
    vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja” (351).

    E a nota 351 reza o seguinte:

    “Em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos. Por isso, «aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor» [Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium (24 de Novembro de 2013), 44: AAS 105 (2013), 1038]. E
    de igual modo assinalo que a Eucaristia «não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos» [Ibid., 47: o. c., 1039].

    Portanto, está cristalino, sem ambiguidade nenhuma, que a partir de agora em certos casos está permitida a comunhão a recasados. Esta conclusão também foi feita pelo autor de uma apresentação da exortação publicada no site Zenit, onde está escrito:

    “(…) o Papa afirma, de modo humilde e simples, em uma nota (351), que também pode-se dar a ajuda dos sacramentos ‘em certos casos’. Mas para este fim Francisco não oferece uma casuística de receitas (…)”.

    https://pt.zenit.org/articles/apresentacao-da-exortacao-pos-sinodal/

    Abraços a todos,

    Sandro de Pontes

  17. Francisco é o papa do “Fim do Mundo”.
    A cada dia vemos perplexo o triste epílogo da Igreja dos conspiradores: que ao invés de proteger a família legítima (a exemplo da família de Nazaré: José, Maria e Jesus), privilegia outras modalidades de união (homossexualismo…).
    Mas as portas do inferno não prevalecerão, disse Jesus (a cabeça da Igreja).
    Vem, Senhor Jesus!

  18. Notem a velha cantilena: segundo certos autores OBVIAMENTE encampados no documento de Bergoglio, ao longo dos séculos a Igreja teria se deixado influenciar por certas doutrinas estranhas à “mensagem original do evangelho” que é de “alegria” (no sentido intramundano do termo). Dentre essas doutrinas decerto estaria o neoplatonismo, partilhado por muitos autores antigos da Igreja dentre os quais, e o maior deles, Santo Agostinho. Como, de fato, o neoplatonismo é uma doutrina que tende a “negar o corpo” e depreciá-lo, então, segundo os ATUAIS hereges, a Igreja, por causa de seus antigos Doutores, teria assumido o fundo dessa doutrina, fazendo-a sua posteriormente. Conclusão: o cristianismo teria uma visão muito negativa do corpo, e da sexualidade, por motivos da sua conformação histórica ao longo dos primeiros séculos.

    Quer dizer, “en resumidas cuentas”: a Igreja, segundo se pode concluir da doutrina de Bergoglio, não teria sido fiel ao Evangelho, mas o teria deturpado em muitos pontos, por exemplo, nas questões relativas ao “corpo”, ao sexo etc. Daí chegou ele, com seu grosseiro e aversivo analfabetismo doutrinal, para “consertar” as coisas. Será que já é possível perceber quão grave é a situação?

  19. “O Papa observa que a intenção deste texto não é encerrar o debate, sublinhando que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais DEVEM SER RESOLVIDAS ATRAVÉS DE INTERVENÇÕES MAGISTRAIS”.
    “Além disso, em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”, acrescenta”
    Os 2 trechinhos retirados do post, que entendo, já que o Magisterio de sempre da Igreja poderia ser relegado a um segundo plano ou a convições mais acertadas segundos algumas mentalidades e, como a Igreja está com varios dissidentes dentro de seus quadros, imagino as diversas possibilidades de adotarem posturas controversas uns dos outros!
    Estou de acordo como os que fizeram observações, como D G Müller adjuntos a ele nessas proposições diferentes por não favorecerem interpretações que nem sempre conviriam à doutrina!!

  20. Opinião de Padre Demétrio Gomes, da Arquidiocese de Niteroi, em seu Facebook, dia 9 de abril de 2016:

    “As portas para os sacramentos sempre estiveram abertas para os divorciados que voltaram a casar. As únicas exigências necessárias são as mesmas que se faz a qualquer fiel, sem distinção. A saber, para os sacramentos da Penitência e Comunhão:arrependimento sincero dos pecados, e estado de graça. Sempre foi assim!”

    Pelo visto, os frutos da Encíclica de Francisco já estão à um bom tempo acontecendo na Arquidiocese de Niteroi.
    Padre Demétrio já participou de retiros na Tv Canção Nova e de programas com Padre Paulo Ricardo.

    • Caro Luís Martins:
      Se voce conhecesso um pouco mais o Pe. Demétrio, teria percebido que ele disse exatamente o contrário do que voce entendeu.
      Pense bem: “Para a comunhão é necessária a confissão, o arrependimento e o estado de graça”
      E não é verdade? qualquer adúltero, homossexual, assassino, ladrão, ou pessoa piedosa… pra qualquer um a regra é a mesma. Ou não é?
      O que ele falou de errado?

    • Prezada Teresa:
      Eu conheço o Padre Demétrio e já assisti palestras dele na Arquidiocese de Niterói. Infelizmente ele aprova a RCC protestante – especificamente a Canção Nova, onde faz retiros, palestras e participações com o Padre Paulo Ricardo – e tem uma visão boazinha do Concílio Vaticano II.
      Eu entendi muito bem o que disse Padre Demétrio: Ele inicialmente não quis detalhar que os divorciados deveriam deixar a situação de pecado para poderem participar da comunhão, deixou que ficasse ao critério do leitor esse entendimento. Só que a declaração do Padre deixou dúvidas, que graças a Deus ele explicitou e confirmou a doutrina católica de que o divorciado deve abandonar a situação de pecado para comungar. Face aos pronunciamentos posteriores do Padre Demétrio, queira Deus que ele continue no bom caminho na questão da comunhão dos divorciados.

  21. Se tem alguma coisa que ainda me consola em toda essa tragédia (a perda de almas é a maior tragédia que pode existir) é saber que mais uma vez Bergoglio tentou evitar entrar nas questões dogmáticas definidas pelo Magistério da Igreja, ao jogar para o público a exortação “concupiscentia laetitia” ou em bom português, “A Alegria da Safadeza”.
    Resumindo, não vale o papel em que está escrito. E eu nem preciso me dar o trabalho de ler na íntegra os “50 tons de cinza de Bergoglio”, pra detectar nele o rastro do beijoqueiro Tucho Fernandez e outros depravados como Bruno Forte e Spadaro, basta ver os temas que estão criando rebuliço na imprensa e que são os que serão martelados nas paróquias e dioceses: valorização da “dimensão erótica”, eufemisticamente chamar Jesus de mentiroso ao dizer que não há culpa grave do adultério e confirmar a linguagem do lobby gay ao falar de “orientação sexual”.
    Fala sério! Orientação sexual? Esse é um termo que não existe e nunca existiu na linguagem da Igreja. Uma vez que o fim primário do ato sexual é a procriação, tanto homem como mulher estão “orientados” nessa direção. Todo ato sexual que viola seu caráter procriativo e unitivo ( porque a prole se beneficia da união entre o pai e a mãe) são pecados contra a Castidade.
    A palavra ORIENTAÇÃO vem do latim: ORIENS ou seja Oriente. Na liturgia Católica a expressão AD ORIENTEM (para o Oriente) significa que tanto o padre como os fiéis, olham para a mesma direção, ou seja para leste, para o ORIENTE, a direção em que nasce o sol. Aquele mesmo sol mencionado no Cântico de Zacarias, “Graças ao coração misericordioso de nosso Deus, que enviará do alto o sol nascente para nos visitar, iluminar os que jazem nas trevas da morte e guiar nossos passos no caminho da paz”.
    Dito isso, o que a Igreja sempre ensinou é que a sexualidade humana foi projetada, ordenada e ORIENTADA para a procriação e assim como só existe um ORIENTE onde nasce o sol, não podem haver dois ou mais ORIENTES para a sexualidade humana. Portanto esse fato científico e biológico tem implicações morais.
    Eis porque se diz então que os atos homossexuais são “desordenados” e incorrigivelmente, intrinsicamente maus. Em nenhuma hipótese podem ser justificados ou aceitos.
    Devagarzinho estão querendo eliminar a própria linguagem do Catecismo a esse respeito e isso foi uma tentativa clara no Sínodo do Adultério e da Sodomia, que Bergoglio traz novamente à baila com esse documento infeliz.
    Notem também o cuidado que essas raposas velhas tem em repetir a todo instante: ”há no novo documento “verdadeiras novidades, mas não rupturas” em relação ao magistério precedente ( Cardeal Christoph Schonborn).
    Mas tudo que eu consigo ver nessa exortação é tão somente uma clara exaltação de “tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, que não procedem do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2:15-17). “D (1Jo 2. 16)
    Por outro lado, será que podemods mesmo afirmar que esse documento não contém nenhuma ruptura em relação ao Magistério precedente? Como não? Bergoglio diz: “Não podemos, de maneira alguma, entender a dimensão erótica do amor como um mal permitido ou como um peso tolerável para o bem da família”.
    Mas a Igreja sempre ensinou DOGMATICAMENTE que o fim principal do casamento é a procriação. O amor mútuo é também um fim, porém subordinado, no sentido de depender do fim principal: uma vez que vem a prole, essa se beneficiará da estabilidade, do exemplo e do amor mútuo que existe entre seus pais. Em terceiro lugar como finalidade, está também o alívio da concupiscência que é proporcionado pelo casamento.
    Se os fins forem invertidos, como faz Bergoglio com essa afirmação, abre-se as portas para todas as aberrações e a própria destruição da família.
    O prazer erótico nunca foi e nunca será um bem em si, ainda que digam que faz bem pra pele, que ajuda na circulação sanguínea, que causa relaxamento e bem estar…etc. Ele existe como estímulo à procriação, caso contrário, sem esse estímulo, (que baixa ou desaparece quase por completo depois da menopausa) a humanidade entraria em um processo de declínio.
    Essa “reflexão acerca da “transformação do amor”, sublinhando que o aumento da esperança média de vida faz com que “a relação íntima e a mútua pertença” sejam mantidas “durante quatro, cinco ou seis décadas”, omite o fato de que essa “relação íntima” que se mantém por décadas depois da menopausa ou andropausa só é possível devido ao advento do Viagra e afins, bem como a reposição hormonal sintética para mulheres, responsável pelo elevado índice de câncer.
    A exortação é nota ZERO em matéria de Antropologia Católica. Esse é o resultado desses “tios velhos solteirões” se meterem a pontificar em um assunto que não é de sua alçada e para o qual não foram consagrados. Daí a sugestão mais que preocupante de “poder ser útil a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados”.
    Mas a “piece of resistance” mesmo é quando Bergoglio observa que a apresentação de “um ideal teológico do matrimónio” não pode estar distante da “situação concreta e das possibilidades efetivas” das famílias “tais como são”, desejando que o discurso católicos supere a “simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais”.
    Nesse ponto ele simplesmente joga a VERITATIS SPLENDOR pela janela e descarta tudo que João Paulo II escreveu a esse respeito:

    “Só no mistério da Redenção de Cristo se encontram as «concretas» possibilidades do homem. «Seria um erro gravíssimo concluir (…) que a norma ensinada pela Igreja é em si própria apenas um “ideal” que deve posteriormente ser adaptado, proporcionado, graduado — dizem — às concretas possibilidades do homem: segundo um “cálculo dos vários bens em questão”. Mas, quais são as “concretas possibilidades do homem”? E de que homem se fala? Do homem dominado pela concupiscência ou do homem redimido por Cristo? Pois é disso que se trata: da realidade da redenção de Cristo. Cristo redimiu-nos! O que significa que Ele nos deu a possibilidade de realizar toda a verdade do nosso ser; Ele libertou a nossa liberdade do domínio da concupiscência. E se o homem redimido ainda peca, não é devido à imperfeição do acto redentor de Cristo, mas à vontade do homem de furtar-se à graça que brota daquele acto. O mandamento de Deus é certamente proporcionado às capacidades do homem: mas às capacidades do homem a quem foi dado o Espírito Santo; do homem que, no caso de cair no pecado, sempre pode obter o perdão e gozar da presença do Espírito».[164]
    Neste contexto, abre-se o justo espaço à misericórdia de Deus pelo pecado do homem que se converte, e à compreensão pela fraqueza humana. Esta compreensão não significa nunca comprometer e falsificar a medida do bem e do mal, para adaptá-la às circunstâncias. Se é humano que a pessoa, tendo pecado, reconheça a sua fraqueza e peça misericórdia pela própria culpa, é inaceitável, pelo contrário, o comportamento de quem faz da própria fraqueza o critério da verdade do bem, de modo a poder-se sentir justificado por si só, mesmo sem necessidade de recorrer a Deus e à Sua misericórdia. Semelhante atitude corrompe a moralidade da sociedade inteira, porque ensina a duvidar da objectividade da lei moral em geral e a rejeitar o carácter absoluto das proibições morais acerca de determinados actos humanos, acabando por confundir todos os juízos de valor”.
    http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_06081993_veritatis-splendor.html

    O que mais me causa é espanto é a rapidez com que muitos bispos e padres pós conciliares passaram do Magistério de João Paulo II ao contra-magistério de Bergoglio! A velocidade com a qual abandonaram a Veritatis Splendor para abraçarem a “Falsitatis Splendor” de Bergoglio! Quem ainda tem a cara de pau de defender esse compêndio de auto-ajuda para adúlteros e sodomitas, devia também ter coragem de limpar as mãos na parede!

    • Isto se chama amor a instituicao. entre os que e estao la’ por varias razoes, os vira casacas amam mais o emprego que a Verdade. Resumindo carreiristas que nao acreditam em nada, fica a senha…

  22. D Roberto Ferrería Paz é ou era de Niterói.
    Como um recasado poderá comungar se o arrependimento falso dele irá durar no máximo até o próximo encontro?

  23. Pesa sobre a Igreja, e creio seja designo de Deus, a impossibilidade de ficar moderna. Está sempre atrás da vanguarda. Dimensão erótica do amor é termo dos anos sessenta e setenta. É frase que inspiraria as eróticas canções de Roberto Carlos naqueles idos. Até ele preferiu com passar do tempo resguardar-se, e até cantar hino à Nossa Senhora. Mas Bergoglio acredita ter inventado a roda que move a concepção da sexualidade inocente quando já estamos na fase da pós-modernidade em que muitas pessoas não estão mais montadas nas rodas, mas são verdadeiras máquinas de fazer sexo.

    Nos tempos em que Kama Sutra virou cartilha, falar da valorização do erotismo como algo inocente é na verdade um anacronismo em que alcança os tempos em que era possível apontar o maconheiro da escola, porque somente existia ele.

    E lembrar da cannabis sativa não é em vão, porque somente propagou-se, bem como suas chegadas mais fortes, porque a sociedade acostumou-se com emoções fortes, principalmente depois da descontrolada liberação da concupiscência.

    Deveria Bergoglio lembrar do alto da sua cátedra que a vida sexual deve ser regrada sob pena de cairmos em um abismo de necessidades de maiores emoções cujo chão é o crack e outras abominações rasteiras.

    Mas quem sou eu para condenar a cannabis sativa se cientistas insistem em considerar que a erva é inofensiva, capaz até de servir como medicamento?

    Pois tudo, caro Papa, é assim. A sociedade secular encontra desculpas para aliviar o erro, e como foi pontificado alhures que a Igreja tem que ser moderna, chegará o dia em que a Igreja terá que modificar suas concepções a respeito das drogas para acompanhar a secularidade, e em nome da modernidade lançar uma encíclica pseudo vanguardista não exatamente fazendo apoteose das drogas, mas vendo o lado positivo delas, e ressaltando que devemos ser complacentes com os usuários, em que sabe, com os pequenos traficantes. E se condenará os antigos religiosos, que na verdade são os modernos de hoje, porque incapazes de ver no consumo algo de evangélico, já que a Igreja pena com uma certa incompreensão da verdadeira mensagem do Evangelho.

    Como se vê, esse movimento incrustado na Igreja, que como certas plantas alimenta-se da seiva da verdadeira e vigorosa árvore, é um movimento somente voltado para a modernidade, com a atualidade, e não com o Evangelho, que é tão vetusto. Se a realidade mudou, então que nos adaptemos, mesmo que a realidade não advenha da vontade de Deus, mas da vontade do mundo secular.

    Mas se a mensagem bergogliana chega com mofo, então por que nos preocuparmos?

    Bem, ao meu ver a mensagem papal pouco afeta a liberação sexual na sociedade, até porque ela está bem mais adiantada nesta corrida do que o modernismo-anacrônico dos modernistas, inclusive de Francisco,que ainda está proclamando a sexualidade lírica tal qual era propagada pelos hippies, que logo acabou deixando de ser lírica para tornar-se escandalosa como nas rodas frequentadas pela coitada da Sharon Tate. Mas a mensagem da dimensão erótica do amor, que de tão anacrônica que é nem chega a rivalizar com o belo (e adequado) Cântico dos Cânticos, de antes das calendas gregas, é uma mensagem que é feita para intra-muros, ou mais adequadamente intra-igreja. Neste mundo que a cada dia se liberaliza não há de sobrar sequer a resistência modelar da Igreja Católica. Até ela haverá de dar a chancela para as práticas “evangélicas” nos motéis, porque em nome da dimensão erótica do amor.

    E abalada essa resistência, temo pelo acordo vindouro entre a FSSPX e Roma. Confesso que a princípio, considerando a questão canônica, entendo que o acordo é conveniente. Mas considerando a grave crise da Igreja, inclusive de Roma, fico temeroso, pois precedentes revelaram que grupos conservadores tão leões a rugir, depois de acordarem viraram gatinhos a miar, como a Montfort e os Arautos do Evangelho. Miará a Fraternidade?

    Muitos miam, e muitos minam a resistência, mas a Igreja permanecerá, e espero sinceramente com a FSSPX pelos seus préstimos à causa dados até o momento.

  24. Não tenho palavras diante desse quadro apocalíptico em q vivemos. Essa concepção de amor é cabalística, e cabalistas são os autores dessa exortação. Os eternos inimigos de Deus, que desde o concílio dominaram o Vaticano, preparam o mundo para a sua era messiânica na qual a lei de Deus é abolida. Quem compreende a cabala sabe do que se trata, não por acaso o Papa citou o cabalista Erich Fromm. Que Deus nos livre logo desse inferno.

  25. Quando o Papa alega, na exortação sobre o sínodo das famílias, que a Doutrina da Igreja comporta várias interpretações o que fica claro é que a reforma protestante venceu. O Papa deu razão a Lutero. O Papa assumiu a doutrina do livre exame. Ao dizer, ainda, que ao magistério não cabe dar soluções, Francisco estabeleceu de vez a reabilitação de Lutero – que via o magistério apenas como uma forma de coordenar a Igreja, negando ao papa o poder de governá-la em nome de Cristo estipulando dogmas de fé – e por fim a condenação do Concílio de Trento.