LifeSiteNews e a exortação “Amoris Laetitia”.

Importante site pró-vida americano, historicamente ligado às figuras e ao magistério de João Paulo II e Bento XVI, expressa sua perplexidade.

Papa Francisco abre a porta da Comunhão para católicos recasados em uma Exortação marcante.

Por LifeSiteNews, Roma, 8 de abril de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com:  O trecho mais controverso da nova Exortação Apostólica do  Papa Francisco – Amoris Laetitia (A Alegria do Amor) – pode ser resumido a uma nota de rodapé humilde, mas a implicação é clara: o papa abriu as portas à proposta do Cardeal Walter Kasper, segundo a qual, em algumas circunstâncias, divorciados recasados católicos poderiam ser readmitidos aos sacramentos, inclusive a Eucaristia.

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Carta do Papa Francisco aos bispos, apresentando sua exortação apostólica.

Ao fazê-lo, o papa parece ter tomado uma posição contrária à de seus predecessores, mais notavelmente o Papa São João Paulo II que categoricamente rejeitou a idéia de admitir divorciados novamente casados à Comunhão na sua Exortação Apostólica Familiaris Consortio. O Papa Bento XVI, durante seu tempo como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, também abordou a controvérsia, manifestando-se definitivamente contra a liberalização da prática na Igreja.

Somente no capítulo 8 da “historicamente longa exortação apostólica” que o Papa Francisco aborda diretamente a questão que envolveu a Igreja em um debate durante os últimos dois anos –  desde que o cardeal Kasper, a convite pessoal do Papa, esboçou essa proposta controversa em um discurso de abertura do Consistório de cardeais no Vaticano.

O texto do documento final (ou relatio) do Sínodo do ano passado sobre a família havia causado preocupação entre alguns padres sinodais ao fazer referência à idéia do “foro interno” em relação ao debate sobre divorciados novamente casados. Esta idéia tem sido usada por alguns teólogos ao argumentarem  que um penitente que persiste em um estado objetivamente pecaminoso poderia discernir, em discussão privada com seu confessor, que a sua culpabilidade subjetiva é limitada, e ele poderia, portanto, voltar aos sacramentos.

Na Exortação divulgada hoje, o Papa Francisco adotou e ampliou esse raciocínio.
Apesar de toda a ênfase do Capítulo 8 deixar margem para uma “integração” mais profunda daqueles vivem em “uniões irregulares” na vida da Igreja, no corpo principal do texto, o Papa deixa o significado da frase mais ou menos ambíguo. No entanto, ele fornece uma resposta clara no final de uma nota de rodapé no parágrafo 305, onde afirma que essa “integração” pode, “em certos casos”, envolver a admissão aos sacramentos, incluindo a Eucaristia. Ele não elucida de modo explicito o que esses “certos casos” poderiam ser, embora princípios gerais de discernimento sejam dados em outras partes do texto.

No parágrafo 305, o papa adverte que “um pastor não pode decidir que é simplesmente suficiente aplicar as leis morais àqueles que vivem em situações irregulares”, como se as leis fossem pedras para atirar na vida das pessoas. Citando uma seção bem conhecida de seu próprio discurso na conclusão do Sínodo sobre a Família em outubro passado, Francisco diz que tal pastor seria  como alguém “sentado na cadeira de Moisés e, julgando por vezes com superioridade e superficialidade casos difíceis e famílias feridas.”

Ele acrescenta:

Por causa dos condicionalismos ou dos factores atenuantes, é possível que uma pessoa, no meio duma situação objectiva de pecado – mas subjectivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja

No final dessa frase, ele inclui uma nota de rodapé (351), que esclarece: “Em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos” e, em seguida, refere-se tanto à Confissão como à Eucaristia. Ele escreve: “E de igual modo assinalo que a Eucaristia «não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos»”.

Falando do problema da integração de pessoas em uniões irregulares, o papa diz que seria impossível estabelecer “regras gerais”, como aquelas presentes no direito canônico. Em vez disso, ele encoraja as pessoas a discernir sobre suas circunstâncias individuais no “foro interno” – isto é, em consulta privada com um sacerdote – e seguindo as diretrizes estabelecidas pelo bispo.

Ele escreve: “O que é possível é simplesmente um renovado estímulo para levar a cabo um discernimento pessoal e pastoral responsável sobre casos particulares, algo que reconheça, que uma vez que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos”, as consequências ou “efeitos de uma regra não precisam necessariamente ser sempre o mesmo”.

Isso se aplica até mesmo à “disciplina sacramental”, escreve ele em uma nota a esse texto, porque “o discernimento pode reconhecer que em uma situação particular não existe nenhuma falha grave.”

Citando o Sínodo da Família em seu texto final, Francisco diz que o “discernimento nunca pode prescindir das exigências do Evangelho sobre a verdade e a caridade, tal como proposto pela Igreja”. Ainda citando o texto Sínodo, ele diz que o discernimento deve envolver várias condições: “a humildade , discrição e amor à Igreja e seu ensino, em uma busca sincera da vontade de Deus e um desejo de dar uma resposta mais perfeita a Ele”.

Em seguida, escreve: “Essas atitudes são essenciais para evitar o grave perigo de mal-entendidos, como a noção de que qualquer sacerdote pode conceder rapidamente ‘exceções’, ou que algumas pessoas podem obter privilégios sacramentais em troca de favores.”

O Papa baseia o seu argumento em uma interpretação radical do papel da consciência – a qual segundo o que ele sugere, poderia, em alguns casos, realmente revelar a uma pessoa que Deus pode de fato estar “pedindo” para que ela  continue vivendo em uma situação que não chega a ser o “objetivo ideal”do Evangelho.

O Papa escreve que a “consciência individual precisa ser incorporada na práxis da Igreja, em certas situações que não englobam objetivamente nossa compreensão do casamento”. Ele continua:

É claro que devemos incentivar o amadurecimento duma consciência esclarecida, formada e acompanhada pelo discernimento responsável e sério do pastor, e propor uma confiança cada vez maior na graça. Mas esta consciência pode reconhecer não só que uma situação não corresponde objectivamente à proposta geral do Evangelho, mas reconhecer também, com sinceridade e honestidade, aquilo que, por agora, é a resposta generosa que se pode oferecer a Deus e descobrir com certa segurança moral que esta é a doação que o próprio Deus está a pedir no meio da complexidade concreta dos limites, embora não seja ainda plenamente o ideal objectivo.

Talvez o aspecto mais surpreendente do tratamento que essa Exortação dá às uniões irregulares é a aparente omissão do papa em relação à ideia de que casais que vivem em tais uniões e que se julgam incapazes de se separar por alguma razão legítima deveriam ser exigidos ou até mesmo encorajados a viver juntos apenas como “irmão e irmã” – ou seja, a renúncia ao envolvimento em relações sexuais.

O Papa João Paulo II tinha, na Familiaris Consortio, proposto a continência sexual como a única solução moral para os casais que, ao se arrependerem de sua união irregular, achavam que “por razões graves” – tais como a necessidade de criar seus filhos – “não poderiam satisfazer a obrigação de se separar”. “Nesses casos”, escreveu João Paulo II, o casal deveria “assumir a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos sexuais próprios dos cônjuges devidamente casados”.

O Papa Francisco, no entanto, enquanto cita esta frase da Familiaris Consortio para demonstrar que a Igreja reconhece casos em que a separação pode ser impossível, deixa de fora a segunda metade da frase, que faz referência explícita à obrigação da continência. Numa nota de rodapé, o Papa Francisco, em seguida, põe em dúvida a sabedoria de se propor uma vida de continência para tais casais, sugerindo que isso poderia prejudicar o relacionamento do casal e, consequentemente, os filhos do casal.

“Nestas situações, muitos, conhecendo e aceitando a possibilidade de conviver «como irmão e irmã» que a Igreja lhes oferece, assinalam que, se faltam algumas expressões de intimidade, «não raro se põe em risco a fidelidade e se compromete o bem da prole»” . Esta nota de rodapé, por sua vez cita o documento do Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes – em particular, uma seção que reconhece a tensão que casais enfrentam durante períodos de abstinência quando praticam o planejamento familiar natural. No entanto, aqui Papa Francisco faz uso da citação para aplicá-la àqueles que vivem em uniões irregulares.

Papa Francisco reconhece que a abordagem pastoral que ele delineou pode ser vista por alguns como fonte de confusão, mas sugere que este é um risco que ele está disposto a assumir. “Eu entendo aqueles que preferem uma pastoral mais rigorosa que não deixa espaço para a confusão”, escreve. “Mas eu sinceramente acredito que Jesus quer uma Igreja atenta ao bem que o Espírito Santo semeia no meio da fraqueza humana, uma Mãe que, ao expressar claramente seu ensinamento objetivo, sempre faz o que ela pode, mesmo se no processo os seus sapatos acabam se contaminando com a lama da rua”.

A decisão de hoje do Papa é o resultado de décadas de pressão por parte dos progressistas no rescaldo do Concílio Vaticano II. Em particular, foi um grande ponto de discussão no Sínodo sobre a Família que o Papa João Paulo II convocou em 1980. E foi em sua exortação seguinte ao Sínodo, Familiaris Consortio, que ele firmemente fechou a porta sobre essa questão, citando as Escrituras e a Doutrina da Igreja. Seu curto parágrafo sobre a questão ainda oferece a explicação mais convincente e concisa do porquê tal proposta é impossível. João Paulo II escreveu:

A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e actuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio.

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11 Comentários to “LifeSiteNews e a exortação “Amoris Laetitia”.”

  1. Se o pecado não é mais uma realidade objetiva, mas subjetiva a cada consciência, então, de fato, o Inferno está vazio e Deus não se ofende mais com nada que o homem possa fazer – exceto querer guardar a Disciplina Tradicional, o que, claro, é uma ofensa contra os irmãos e profundo farisaísmo neopelagiano.

    A Igreja não é mais a mesma. Não dá mais pra tapar o sol com a peneira. Algo está muito errado.

  2. Já estou confuso, quem fala a Verdade, Bergoglio ou Jesus?

  3. Não seria de forma desfundamentada e sem sentido que diversos prelados e cardeais que são pastores, mesmo entre o clero estão se opondo ao papa Francisco ostensivamente; não poderiam o seguir em tudo, pois haveriam possibilidades de existirem em certos textos dele facilitações para conclusões subjetivistas, inadmissíveis na exegese da doutrina da Igreja, pois ela foi elaborada para sempre, sem acréscimos ou lenitivos posteriores.
    O trecho abaixo poderia induzir a relaxar na seria busca da perfeição, converter o grave estado de pecado mortal em venial em certas situações – quiçá imperfeição:
    “Por causa dos condicionalismos ou dos factores atenuantes, é possível que uma pessoa, no meio duma situação objectiva de pecado – mas subjectivamente não seja culpável ou não o seja plenamente –, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja”.
    O trecho abaixo induziria a comunhões sacrílegas e o comungante achando-se “reconfortado”, devido ao estado pecaminoso em que se encontra, arraigando-o mais nele e, a cada uma delas, complicando-se a mais – também quem o induziu a erro:
    “Em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos” e, em seguida, refere-se tanto à Confissão como à Eucaristia. Ele escreve: “E de igual modo assinalo que a Eucaristia «não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos»”.
    O trecho abaixo facilitariam muitas conclusões contradizentes; o demonio tenta e está ultra ativo; somos diferentes, muitos com as mentes deformadas na fé cristã, há serias divergencias tanto entre prelados, assim como entre presbíteros, desmerecimento do Direito Canônico como arcaico, desatualizado, além de alguns ou muitos seriam infiltrados na Igreja, ocupando-se de a destruir por dentro, os teelistas e ass., por meio de adoção do relativismo – conhecemos varios:
    “Falando do problema da integração de pessoas em uniões irregulares, o papa diz que seria impossível estabelecer “regras gerais”, como aquelas presentes no direito canônico. Em vez disso, ele encoraja as pessoas a discernir sobre suas circunstâncias individuais no “foro interno” – isto é, em consulta privada com um sacerdote – e seguindo as diretrizes estabelecidas pelo bispo”.
    O trecho abaixo indicaria que teria chegado a hora de se reverem certos ensinamentos do S Evangelho e os condicionar a casos pontuais. Na Confissão, o sacerdote seria mais atenuado ao imputar na gravidade das faltas, ou seja, um confessor rígido doravante seria considerado autoritario se agisse arbitrariamente por irreconhecer certas exceções em casos especiais, redefinidas e fixadas por autoridade superior recém chegada:
    “No entanto, ele fornece uma resposta clara no final de uma nota de rodapé no parágrafo 305, onde afirma que essa “integração” pode, “em certos casos”, envolver a admissão aos sacramentos, incluindo a Eucaristia. Ele não elucida de modo explicito o que esses “certos casos” poderiam ser, embora princípios gerais de discernimento sejam dados em outras partes do texto.
    “No parágrafo 305, o papa adverte que “um pastor não pode decidir que é simplesmente suficiente aplicar as leis morais àqueles que vivem em situações irregulares”, como se as leis fossem pedras para atirar na vida das pessoas. Citando uma seção bem conhecida de seu próprio discurso na conclusão do Sínodo sobre a Família em outubro passado, Francisco diz que tal pastor seria como alguém “sentado na cadeira de Moisés e, julgando por vezes com superioridade e superficialidade casos difíceis e famílias feridas.discernimento sejam dados em outras partes do texto.
    D Sócrates B. Villegas, Arcebispo de Lingayen Dagupan Presidente da Conferencia Episcopal das Filipinas já se adiantou ao admitir a profanação da S Eucaristia pela recepção por recasados em uniões ilicitas…

  4. Pior é que já há os normalistas para defenderem o Papa.
    Suas estratégias são vigaristas. Por que eles não refutam análises bem fundamentadas como a do LifeSiteNews, do Roberto de Mattei, do Antonio Socci, do The Remnant, entre outros?
    Ao invés, eles preferem refutar comentários amadores feitos por internautas, geralmente falhos e passíveis de serem refutados.

    Escolha seletiva… Não querem debate, mas utilizam-se de artifícios para enganar alguns…

  5. Por que eles não refutam análises bem fundamentadas como a do LifeSiteNews, do Roberto de Mattei, do Antonio Socci, do The Remnant, entre outros?
    Pedro ,pq não tem neurônios para tanto…

  6. Os ensinamentos do Papa Francisco são pura confusão… O Espírito Santo não pode contradizer Jesus porque são o mesmo Deus.

  7. Infelizmente, não há como negar a realidade dos fatos: esta exortação apostólica é um documento ambíguo, com afirmações contrárias aos fundamentos da moral católica. Em algumas passagens, afirma-se claramente o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio, mas, em seguida, com uma argumentação falaciosa, abre-se o caminho para que as pessoas tranquilizem a própria consciência e continuem em “situações objetivas de pecado grave, que subjetivamente não seriam moralmente imputáveis ao sujeito”, pois, presumivelmente, certas circunstâncias ou condicionamentos o eximiriam de obedecer à Lei Divina. Isto significa que caberia à consciência “subjetiva” (sem uma clara referência ao preceito moral) decidir quais mandamentos uma determinada pessoa estaria apta a colocar em prática em cada situação particular. Ao invés de submeter a própria consciência à Lei Divina, transforma-se a consciência em juiz da Lei. Resumindo: como é possível afirmar que alguém pode simultaneamente viver em uma situação de pecado grave, vetada pela Lei de Deus, e em estado de graça santificante? Uma vez que a situação de pecado grave se opõe à situação de graça santificante, verifica-se aqui não apenas um erro moral, mas a negação do primeiro princípio do pensamento lógico: “algo não pode ser e não-ser simultaneamente”. Rezemos pela Santa Igreja, pois cremos firmemente na promessa de Nosso Senhor: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela!”

  8. Essa semana estive numa conferência com John Henry Western, Editor Chefe do Lifewsite news. Foi engraçado porque ele veio dar a conferência e no final acabou sendo “conferenciado” por mim. O que ele falou foi tudo aquilo que o Frates tem publicado acerca da participação de Bergoglio no Sínodo e falou também da perplexidade que o Pontífice está causando em toda a Igreja.
    Foi aí que me levantei e disse-lhe que a menos que os Europeus e Americanos mergulhem fundo nos bastidores da Teologia da Libertação, eles jamais conseguirão entender a natureza desse Pontificado.
    Ele então me disse que o maior obstáculo era a barreira da língua que não permite um maior aprofundamento, mas no nosso caso não há desculpas, talvez preguiça ou falta de pesquisa porque tudo que Bergoglio está fazendo na Igreja Universal é exatamente o que ele fazia na Igreja local na Argentina e o que a CNBB vem fazendo ha décadas no Brasil.
    Diga-me com quem andas e eu te direi quem és! Bergoglio era amigo do Bispo Argentino Jeronimo Podestá e sua consorte adúltera Clelia Luro de Podestá.
    Numa época em que até o clero mais liberal se afastou dessas duas figuras perniciosas por causa do escândalo que provocavam, Bergoglio era o único a lhes permanecer íntimo.
    Se querem saber de onde Bergoglio tirou essa obsessão pela Comunhão aos adúlteros, leia e ouça as entrevistas de Clelia Luro Podestá, disponíveis no Youtube e em toda a net. Se querem saber de onde ele tira as pérolas de heresia que vive martelando na imprensa, leiam os escritos de Jeronimo Podestá.
    E leiam bem porque o segundo alvo de Bergoglio é o celibato clerical. Ele está disposto a vingar a memória do “irmão no episcopado”, tão injustiçado por ter largado a mitra por um rabo de saia!
    http://syllabus-errorum.blogspot.ca/2013/10/podesta-bergoglio-y-la-revolucion-en-la.html
    É preciso que se saiba que essas pessoas nunca acreditaram na Igreja como Instituição, para elas a Igreja é pneumática, é o povo de Deus a caminho, Jesus não queria uma Igreja como a que os homens fizeram dela…etc, daí que estão pouco se lixando para as “normas e doutrinas” dessa “supra-estrutura burguesa a serviço dos poderosos”.
    Eles continuam “comungando” mesmo em adultério e heresia porque o conceito que eles tem dos Sacramentos é completamente diferente do que ensina a Doutrina Tradicional, eles continuam celebrando missa porque para eles a missa também não é, nunca foi e não pode ser Sacrifício, eles estão pouco se lixando para pecados pessoais porque o que faz do mundo “um inferno” é o pecado social.
    Bergoglio se senta na Cátedra de Pedro com profundo desdém e desprezo por todos os Papas do passado, chama os membros da Cúria de leprosos, porque é assim que ele sempre enxergou a “Igreja Instituição”.
    São sim hereges, mas o que chamamos “heresia”, eles chamam “profecia”, portanto diferentemente dos hereges do passado, eles querem derrubar a “supra-estrutura” permanecendo no seu interior, negando-se a abandoná-la”.
    “Amoris Laetitia” é o casamento da obsessão pessoal de Bergoglio com a comunhão para adúlteros que eram seus amigos e até membros de sua própria família com o Episcopado liberal Alemão que não quer perder a vaquinha da Kirchensteuer por causa de uma Doutrina muito “dura” sobre o divórcio e o adultério.

    • Muito bom, Gercione. O ponto é este. Será que esses ricaços americanos não pagariam traduções em vários idiomas do livro do “Igreja Popular” de D. Boaventura Kloppenburg? Esse, sim, seria um livro bomba.

  9. Sempre com o mesmo intuito transtornar a disciplina e humilhar a Santa Igreja Romana, Bergoglio – aquele mesmo do foicefixo – não se furta a enviar aos Bispos um bilhetinho autógrafo (veja acima) datado do “Vaticano”. Ele não menciona expressamente a Urbe, como fazem os Papas, “datum Romae etc”, “dado em Roma, junto de São Pedro”; ele também não lhes envia, aos Bispos, a Bênção Apostólica. Bergoglio não governa, não ensina, não pretende por-se acima dos demais Bispos: ele é um igual, um entre outro. Quando muito, Bergoglio pretende exortar, com sua notável humildade, que seu papelucho gosmento e ambíguo, a tal Amoris Laetitia, seja “acolhido” pelos Bispos. Pois, para Bergoglio e para seus mestres da T.L., o Papado é mera construção histórica, um “veiculo opressor” da Igreja “imperial e constantiniana”, um mito que precisa ser destroçado a fim de se restaurar o “cristianismo primitivo” que, decerto, não se negará a entrar na religião universal do Anticristo, sendo o humilíssimo argentino uma espécie de João Batista (às avessas). Seguindo tão decisivo profeta vão os piedosos oficialistas e todos os pecadores impenitentes, cada um na sua especialidade: os abandonadores de família, os polígamos da misericórdia, as bichas de salto alto ou as de abotoaduras e sapatinho de verniz, conforme o tango: afinal, Bergoglio não faz distinção de pessoas…

  10. De fato, lê-se na exortação apostólica que a “Igreja poderia beneficiar-se da longa tradição oriental dos sacerdotes casados”, pois o celibato sacerdotal seria um obstáculo que impede os padres de entenderem concretamente os problemas relacionados ao matrimônio e à família. E já se ouvem comentários de que o próximo Sínodo será sobre o sacerdócio. Depois de toda esta confusão sobre o matrimônio, já se prepara um “novo golpe”, agora contra o sacerdócio. São tempos lamentáveis e de grande sofrimento para a Santa Igreja!