Padres casados. O eixo Alemanha-Brasil.

Publicamos a seguir nossa tradução de matéria de janeiro deste ano, do sempre bem informado vaticanista Andrea Tornielli, no momento em que FratresInUnum.com recebe confirmação segura de que Francisco pretende mesmo tratar do tema do celibato sacerdotal no próximo Sínodo dos Bispos.

Estamos em condições de afirmar que o assunto foi pauta de reunião privativa dos bispos na Assembléia da CNBB de 2015, sendo capitaneado por Dom Cláudio Hummes. Então, o arcebispo emérito pediu que os bispos do Brasil fizessem uma “proposta concreta” a Francisco sobre o tema. A recém-eleita presidência da CNBB não demonstrou nenhum empenho especial pela causa, por conta divisão do episcopado brasileiro a respeito. 

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Padres casados. O eixo Alemanha-Brasil.

Por Sandro Magister, 12 de janeiro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: No relato de um teólogo alemão e de um bispo brasileiro, o projeto de Francisco visando permitir exceções locais para a norma do celibato clerical. A começar pela  Amazônia.

jpg_1351207Uma troca de cartas, uma entrevista e uma inovação que já se tornou lei vem confirmar a vontade do Papa Francisco de estender na Igreja Católica a presença de um clero casado, como já foi mencionado no seguinte artigo do site http://www.chiesa:

> Il prossimo sinodo è già in cantiere. Sui preti sposati (9.12.2015)

A troca de cartas ocorreu por iniciativa de um teólogo alemão proeminente, Wunibald Müller, de 65 anos que, em dezembro de 2013, escreveu uma carta aberta ao papa, amplamente divulgada pelo site oficial da Conferência Episcopal da Alemanha sob o título “Papa Francisco, abra a porta”,  pedindo-lhe que elimine a obrigatoriedade do celibato para os padres.

Müller não é um qualquer. Ele é psicólogo e escritor prolífico. Fundou e dirige a “Recollectio-Haus” junto à abadia beneditina de Münsterschwarzach, na diocese de Würzburg, a qual se encarrega de cuidar de sacerdotes e religiosos em crise existencial,  e que é financiada por outras sete dioceses (Augsburg, Freiburg, Limburg, Mainz, Mónaco -Frisinga, Paderborn, Rottenburg-Stuttgart). Além disso, a  Recollectio-Haus conta com a consultoria do conselheiro espiritual beneditino, Anselm Grün, muito lido não só na Alemanha, mas no mundo inteiro.

A orientação de Müller está bem representada pelos títulos de suas teses de mestrado e doutorado: “O sacerdote como guia espiritual de pessoas homossexuais” e “A homossexualidade, um desafio para a teologia e o cuidado das almas”.

Não tendo recebido qualquer resposta à sua primeira carta, em abril de 2014, Müller voltou à carga com uma segunda carta a Jorge Mario Bergoglio. E quase dois meses depois o papa finalmente respondeu.

Em 25 de novembro, a “Katholische Nachrichten-Agentur”, a agência de notícias dos bispos alemães, deu a notícia da correspondência e dos sinais de “abertura” vindos do papa. Em 4 de janeiro, o “Süddeutsche Zeitung” entrevistou Müller pedindo informações mais detalhadas:

P. – Você escreveu uma carta ao Papa Francisco?

R. – Eu pedi um relaxamento do celibato. Deve haver tanto padres casados como padres celibatários, tanto os homossexuais como heterossexuais.

P. – E a resposta?

R. – Francisco agradeceu-me pelas minhas reflexões, o que me deixa muito feliz. Ele me disse que as minhas propostas não podem ser implementadas para a Igreja universal, mas penso que não exclui soluções a nível regional. Ao bispo brasileiro Erwin Kräutler, Francisco já pediu para que ele investigue se em sua diocese existem homens casados de experiência comprovada, que possam ser ordenados sacerdotes. O papa procura espaços por onde começar a mudar algo que depois poderá, então, desenvolver a sua própria dinâmica.

Erwin Kräutler (foto), bispo austríaco que renunciou à imensa Prelazia amazônica do Xingu por motivos de idade, mas ainda muito ativo como secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia, é precisamente o bispo do Brasil que alguns dias antes do Natal teve com o Papa Francisco um enésimo colóquio, que diz respeito precisamente à possível implementação de um clero casado nos territórios dramaticamente desprovidos de um clero celibatário.

A conversa entre ele e o papa saiu como notícia na Rádio Vaticano, no dia 22 de Dezembro:

P. – O que o papa disse sobre as comunidades privadas de um padre para celebrar a Eucaristia?

R. – Ele me disse que temos que fazer propostas concretas. Mesmo propostas imprudentes, ousadas. Ele me disse que temos que ter a coragem de falar. Ele não vai tomar a iniciativa sozinho, mas só depois de ouvir as pessoas. Ele quer que se crie um consenso e que se comece em uma região qualquer com as experiências finalizadas para que as pessoas possam celebrar a Eucaristia. Se lermos a exortação de João Paulo II “Dies Domini”,  ela diz claramente que não existe uma comunidade cristã se não se reúne em torno do altar. Pela vontade de Deus, então, temos que abrir o caminho para que isso aconteça. Sobre como será esse caminho, no Brasil já tem uma comissão trabalhando nesse sentido.

P. – Então, o que podemos esperar neste ponto a partir do pontificado de Francisco?

R. – Uma reviravolta. Aliás, já estamos numa reviravolta. Na verdade, já chegamos a um ponto de não retorno. Eu acredito que o próximo papa, ou o que virá depois dele, não poderá mais voltar atrás em relação ao que está fazendo Francisco hoje.

Em uma entrevista precedente, no dia 12 de Julho, 2015, à revista italiana “Credere”, Kräutler já havia confirmado que “o Papa pediu à Comissão da Amazônia uma proposta concreta desde abril passado” e, desde então, “estamos avaliando alguns caminhos a fim de que todas as comunidades tenham a oportunidade de participar da Eucaristia mais de três vezes por ano “.

Entre esses “caminhos” está precisamente a ordenação de homens casados, para compensar o fato – disse Kräutler – de que “para 800 comunidades temos apenas 30 sacerdotes, e a região é de fato muito extensa.”

Deve ser dito, todavia, que a falta de vocações ao sacerdócio no Brasil pode também ser devida ao mau exemplo que uma boa parte do clero daquele país dá, se for verdade o retrato traçado há algum tempo por uma revista Católica influente e insuspeita como “Il Regno”:

“Os fiéis são forçados a se reunir na igreja para celebrar uma espécie de missa sem padre nas cidades onde não faltam sacerdotes. Aos domingos, eles poderiam muito bem se distribuir em diferentes igrejas, mas, ao invés, preferem concelebrar juntos e deixar os fiéis à mercê de fiéis fanáticos e sem noção, isso quando os fanáticos e sem noção não são os próprios celebrantes, que muitas vezes modificam os textos litúrgicos segundo sua conveniência, porque nem sequer são capazes de compreendê-los, ou que convertem o canto do Sanctus em um ritmo dançante, que não mencionam o Papa, o Bispo e nem a memória dos mortos. Padres tão preguiçosos que, normalmente às segundas-feiras, fazem como os barbeiros na Itália, descansam e não celebram a missa nem nas catedrais. Eles também não visitam os doentes, não levam o viático e nem celebram funerais. E nem sempre podem citar em sua justificativa a escassez de sacerdotes “.

Outro fator, que também não é secundário, é o fato de que além da marcha de aproximação à ordenação de “viri probati” na Igreja latina, há também a autorização dada aos padres casados das Igrejas Católicas de rito Oriental para atuar mesmo fora dos seus territórios de origem. Isio é, não só no Oriente Médio e Leste Europeu, como em todos os lugares.

A autorização foi dada pelo Papa Francisco, através da Congregação Vaticana para as Igrejas Orientais, presidida pelo cardeal argentino Leonardo Sandri,  em 14 de junho de 2014. Ele cancelou um século e meio de proibições intransigentes.

De fato, nas Américas e na Europa Ocidental especialmente, a hierarquia Católica Latina sempre sustentou que a presença de padres casados de rito oriental em seus territórios, e que ali chegaram como imigrantes, causavam “Gravissimum scandalum” para os fiéis.

Papa Francisco, ao invés, consentiu tal presença em condições específicas. E citou em seu favor a Constituição Apostólica “Anglicanorum coetibus” de 2009, com a qual Bento XVI admitiu a presença de padres casados ex-anglicanos nas regiões onde ainda valia a proibição de padres casados de rito oriental.

Uma última nota. A ordenação de homens casados ao sacerdócio, “em casos especiais e para as necessidades pastorais”, já foi levada em consideração em um Sínodo, o de 1971, dedicado ao  “Sacerdócio Ministerial e Justiça no Mundo”.

A hipótese foi posta à votação em concorrência com outra, que defendia o celibato para todo o clero latino, sem exceção.

E venceu a segunda,  por 107 votos contra 87.

Desde então, passaram-se 45 anos e, aparentemente, o Papa Francisco acredita que os tempos amadureceram para reconsiderar a questão e abrir uma porta para os clérigos casados, a partir de algumas áreas da América Latina, particularmente aquelas mais afetadas pela escassez de sacerdotes.

Sem drama. Porque isso – diz ele – “é uma questão de disciplina, não de fé.”

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26 Comentários to “Padres casados. O eixo Alemanha-Brasil.”

  1. Espero que a providência divina suscite um grande papa no próximo conclave.

  2. “Eu pedi um relaxamento do celibato. Deve haver tanto padres casados como padres celibatários, tanto os homossexuais como heterossexuais.”

    O Celibato não é um dogma fundamental na doutrina Católica, existe no rito Oriental, mas apresentar ao “Papa” uma proposta para admissão de padres homossexuais e casados é uma excrecência inominável.

    Ler isso me deu uma angustia enorme, temos o direito de reclamar, de acusar, de denunciar, e até de pedir o castigo dos soberbos. Mas todos esses incontestáveis direitos são fracos recursos diante de um dever do qual não podemos fugir, o dever de preencher com atos de submissão e de adoração os enormes buracos deixados pelos trânsfugas. Precisamos multiplicar o fogo interior de amor e de súplica no exercício da oração e adoração ao nosso Pai do Céu, com fidelidade e incondicional permanência nos atos de Fé.

    Senhor, peço a interseção do seu filho crucificado, que derramou o seu sangue por nós, que me guie pelo caminho da vossa gloria para a minha santificação própria, para que eu também possa ajudar na salvação dos homens e contribuir para o retorno dos filhos pródigos, me de forças para suportar esse tempo angustioso e vencer o mal…Amém

  3. Na modalidade como foi proposta, na maior cara-de-pau acerca de admissão de candidatos para haver a facção sodomita do clero e mais modalidades da fauna relativista, tem-se ideia dos proponentes, como D Claudio Hummes, amigo particular da serpente, a Jararaca!
    Já o bispo e presidente do CIMI Dom Erwin Krautler, a ONG indigenista sustentada pelos EUA e Inglaterra, conhecida por fraudes de laudos antropológicos e pela violência de seus comparsas, recebe condecoração na Áustria pelo seu excelente trabalho em prol dos interesses de mineradores europeus e norte-americanos em terras brasileiras…
    Tá!

  4. Sinceramente, nesse caso, sou de acordo que o celibato deveria ser facultativo. Como na ortodoxia, em que a pessoa faz a opção antes da Ordem. Sendo que Bispo, celibatário. Quantos bons Padres perdemos por isso.

    • Miranda, não diga bobagens. Ninguém é obrigado a ser padre. Quem quer casar que case. Agora quem quer seguir vida religiosa já sabe que o celibato é pré-requisito.

    • O principal fator que afasta bons homens do sacerdócio é a efeminação que tomou conta da Igreja. Homens de verdade gostam de lutar. Quer o combate seja físico, intelectual ou espiritual, a luta faz parte da natureza do homem. Uma religião que está sempre pronta a perdoar qualquer um, sem exigir-lhe que lute contra seus vícios, sem impor-lhe uma penitência proporcional e sem lhe pedir que carregue firme as cruzes da vida, é uma religião de mulherzinhas.

      …sem falar na liturgia nova, com palminhas e abraços da paz.

  5. D. Erwin Krautler: “Eu acredito que o próximo papa, ou o que virá depois dele, não poderá mais voltar atrás em relação ao que está fazendo Francisco hoje”. Erva daninha acautele-se: fique sabendo que a Igreja é divina. A Santa Madre Igreja passa por uma crise. É um eclipse, mas todo eclipse passa. Sendo divina, a Igreja Católica, que é a única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, sairá desta crise e, um dia virá um Papa segundo o Coração de Jesus e ele eliminará tudo o que seus antecessores tiverem feito diferentemente do que Jesus mandou: “Há aqueles que se fazem eunucos, por amor do Reino dos Céus”.
    Há certeza de que estes padres casados vão ser fiéis a suas esposas, e visse-versa, se não foram fiéis à Tradição? Aos que se virem obrigados a se separarem, qual será a “misericórdia” ? Com certeza haverá mais padres, mas o mais lógico é que haja mais padres maus, que seria melhor não existissem.
    Sabem qual é um dos efeitos desastrosos da extinção do celibato sacerdotal? O afastamento da confissão. A experiência no Oriente comprova-o. A suspeita que forçosamente penetra no espírito do penitente e talvez mais ainda da penitente é a seguinte: será que o padre, nas conversas íntimas com sua esposa, não deixará escapar nada do que ouviu nas confissões? Ninguém acredita que o fará voluntariamente, mas sem querer é possível e seria terrível!!!

    • Desculpe, padre Elcio, mas tanto o celibato dos padres como a confissão auricular, é uma questão de disciplina. O que a Igreja estabeleceu por mandato do Senhor foi o que o pecador deve se confessar (se reconhecer)réu de pecado, para receber o perdão. O mais pode mudar, a meu ver. Ainda que hajam bons motivos para a confissão auricular, ela só é obrigatória porque a Igreja a exige atualmente, mas poderia mudar.
      Além do mais, mais padres maus, do que hoje, eu diria que é impossível. Basta ver o que disse a revista Católica influente e insuspeita como “Il Regno”. Pelo contrário, talvez os padres que optem pelo celibato mesmo tendo a possibilidade de casar sejam os melhores, que os que o fazem hoje com o propósito de depois darem um jeitinho no problema, que é o que se vê muito por aí. E os homens casados que sejam ordenados também podem ser bem mais fiéis a Deus e a Igreja do que se tem visto hoje com tantos padres ditos celibatários. Vai saber!
      Mas realmente, aquela proposta do tal teólogo alemão “Eu pedi um relaxamento do celibato. Deve haver tanto padres casados como padres celibatários, tanto os homossexuais como heterossexuais.”, aí é o cúmulo! E esse a meu ver é o problema: junto com o que realmente pode ser alterado, vem os absurdos, e ao invés de nos concentrarmos e combatermos os absurdos, acabamos combatendo o que em si mesmo não é mal, e perdendo a credibilidade ao contestar os verdadeiros grandes erros e problemas.

  6. Para as doidivanas da T.L, quem “celebra” a “eucaristia” é a “comunidade”. O “ministro ordenado” apenas “preside” a “celebração da vida” do “povo a caminho” da “construção do reino”, isto é, o reino igualitário Shangrilá onde a multidão infrene dos saunistas do clero poderá dançar, para todo o sempre, o Sabá do panteísmo sodomita-ecológico da “casa comum” da mãe joana tribalista.

    Que sentido tem, para essa gente endemoniada da T.L., que haja ou não um “ministro ordenado”? Que palhaçada infernal!

  7. Padre, sua bênção. Concordo que seja difícil para um próximo Papa enfrentar todas as mudanças drásticas de um pontificado desastroso, porém dizer que “não poderá mais voltar atrás”? Sim, o cenário não é nada bom pra nós, mas se Deus nos presenteasse com um homem santo, disposto a ouvir a Sua voz e tivesse disposto a encarar os erros do presente, por que não?

  8. A proposta é ridícula na parte que fala “Eu pedi um relaxamento do celibato. Deve haver tanto padres casados como padres celibatários, tanto os homossexuais como heterossexuais.”

    Primeiro que tratar uma discussão séria como “relaxamento” já demonstra o nível de quem pede isso.
    Segundo… que mer** é essa de homossexuais? Por acaso existe casamento entre pessoas do mesmo sexo? Por acaso a Igreja permitiu isso e eu não fiquei sabendo? Em tempos sério um cara que me pede isso deveria ser afastado para ontem, que reze, medite e se converta, para depois dar pitacos.

    Terceiro, não vejo problema algum em discutir a mudança do celibato obrigatório para o opcional, permitindo que homens casados também recebam a Ordem Presbiteral tal qual já temos os diáconos permanentes hoje na Igreja. Há tantos que vivem uma profunda vida de fé e oração, muito maior que a de muitos padres. Aliás, se formos ver (um exemplo), a quantidade de leigos fiéis ao Rito Tridentino é imensamente maior que a de padres e seminaristas, pensemos em quanto mais tal rito poderia ser celebrado, pensemos no quanto mais todas as comunidades poderiam ser melhores assistidas, tirando essa “leigarada” dos altares (inclusive mulheres) em celebrações da palavra, de corpo presente e etc. Haveriam mais visitas aos hospitais, mais padres atendendo confissões e indo de encontro com aqueles que no último momento de vida necessitam da misericórdia de Deus.

    Pensemo: Quantos amigos ou familiares conhecemos que seguem uma profissão e um caminho de matrimônio, por não sentirem o chamado ao CELIBATO, mas que tem um amor e um desejo de celebrar a Santa Missa? Mesmo que não expressem, quantos amam a liturgia e defendem ela com unhas e dentes, é quase um caminho óbvio que estes tornar-se-iam sacerdotes do Senhor.

    Que o Senhor nosso Deus, por intercessão de nossa Mãe Maria, ilumine a sua Igreja para que todas as decisões tomadas sejam sempre de acordo com a sua vontade.

    • Concordo com o Higor: quantos homens casados são até mais fiéis, piedosos que muitos padres? E a tradição das igrejas orientações permite tão opção. Claro que precisaremos melhorar com os padres de formação desses candidatos e também deve ser lembrado que as mulheres que casam com esses futuros padres são preparadas por toda a sua vida para isto.

    • Higor, duvido que homens casados ligados à Missa de Sempre aceitem se tornarem sacerdotes.

    • Higor, quem não se sente chamado a celibato, NÃO PODE celebrar a Santa Missa no rito latino da Igreja Católica, simples assim.

  9. Muito bom dia a todos e

    Salve Maria.

    O celibato sacerdotal tem tal nível de sugestão no Novo Testamento, da parte do Evangelho e de São Paulo, que poderia, sim, só por seu aspecto prudencial, tornar-se reconhecidamente matéria indiscutível, Verdade de Fé.

    O próprio Papa Pio XII estabeleceu sobre a Virgindade e a Castidade uma síntese doutrinária que pode ser muito bem entendida como parte integrante do Magistério Ordinário e Infalível da Igreja ( Carta Encíclica Sacra Virginitas ); conexa com esta matéria, da Virgindade e Castidade, explica Pio XII que essas mesmas virtudes são partes integrantes e essenciais do exercício do Sacerdócio, inclusive como uma forma de imitar a Cristo ( Carta Encíclica Maenti Nostrae que, ao menos nesse tocante, também se põe em seu aspecto doutrinal, como tendo o seu fundamento na Revelação Pública feita por Nosso Senhor e os Apóstolos ).

    Pessoalmente, e amparado por Pio XII, sustento tal linha interpretativa.

    Desautorizar o celibato é cumprir com uma obra satânica já que tal coisa aumentaria o espectro de situações pecaminosas a que se veria exposto os membros do clero e, além disso tudo, não aumentaria o número de vocações, ao contrário do que acham alguns; já pensou se, depois de ”casado” e com filhos, o ”padre” querer se ”divorciar”?… e se o ”padre casado” tiver um caso dentro da própria paróquia?… conseguem imaginar as implicações??

    Tal coisa pretendida por alguns não contribui para o incremento do Corpo Místico de Cristo.

    Alexandre V.,
    alepaideia@gmail.com .

  10. “Eu acredito que o próximo papa, ou o que virá depois dele, não poderá mais voltar atrás em relação ao que está fazendo Francisco hoje.”

    Pois é. Depois de Francisco, é ladeira abaixo. Mas Deus levantará um santo homem corajoso no meio de um colégio de cardeais poltrão. E este acabará com toda a loucura que a Igreja tem vivido nos últimos anos.

  11. Eu já disse aqui e volto a repetir: “Más companhias corrompem os bons costumes”. Ou trocando no popular: “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.
    Não adianta ficar nas conjecturas, os filhos das trevas já não agem mais às escuras, agem e falam abertamente! Sejamos então simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.
    Sejamos realistas, todos esses golpes contra a Igreja vêm sendo arquitetado de longe e com uma resiliência de fazer inveja aos piores terroristas!
    O primeiro passo antes de combater uma doença é saber seu histórico, suas causas e seus agentes ao invés de se limitar a analisar os sintomas ou do desfecho que é sempre a morte.
    Para entender essa obsessão de Bergoglio com a profanação da Eucaristia por adúlteros, com o acesso irrestrito aos sacramentos por parte de pecadores públicos e sem arrependimento e a instauração do celibato opcional é preciso conhecer as personalidades pardas por trás de tudo isso.
    Atualmente, os executores desses planos macabros são nada menos do que o canalha Spadaro, o pervertido Bruno Forte e o libertino Tucho Fernandez.
    Bergoglio limita-se a colocar o selo papal por cima da abominação para dar-lhe a credibilidade e a autoridade da Igreja. Eis aí a impostura religiosa: o selo de aprovação da Igreja sendo aplicado a documentos que foram redigidos pela mão de Satanás em pessoa.
    Mas antes deles, o bispo desgraçado Jeronimo Podestá e sua consorte adúltera Clelia Luro foram dois pecadores públicos que execeram forte influência sobre o Cardeal Bergoglio nesse sentido:

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/525423-clelia-luro-uma-mulher-comprometida-com-as-reformas-da-igreja

    Esses traidores não contentes em provocar o escândalo, saíram ainda arrastando uma outra multidão de sacrílegos e suas mulherzinhas cheias de pecado para formar uma legião intitulada Federação Latino Americana de Padres Casados. Portanto apertem os cintos porque o celibato será o próximo alvo de Bergoglio, O Demolidor.
    Nós fomos avisados que esses tempos viriam e estamos agora no olho do furacão. São Paulo nos avisou em sua Carta a Timóteo:

    Timóteo 3:1-9

    “1 Saiba, porém, que nos últimos dias haverá momentos difíceis. Os homens serão egoístas, gananciosos, soberbos, blasfemos, rebeldes com os pais, ingratos, iníquos, sem afeto, implacáveis, mentirosos, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que de Deus; manterão aparências de piedade, mas negarão a realidade. Evite essas pessoas! Entre esses encontram-se os que entram nas casas e cativam mulherzinhas cheias de pecados e possuídas por todo tipo de desejos, que estão sempre aprendendo, mas que nunca conseguem chegar ao conhecimento da verdade. E assim como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, também esses se opõem à verdade; são homens de espírito corrupto e fé inconsistente. Mas eles não irão longe, pois sua loucura será desmascarada diante de todos, como aconteceu com aqueles dois.”

    Portanto, se formos destacar algumas palavras desta epístola, descobriremos quais são as características dos presbíteros que estão reivindicando e lutando pelo fim do celibato nos dias de hoje;

    a. Egoístas. O vocábulo grego é “philautoi” cujo significado é, amantes de si mesmos, adoradores de si próprios; aquele padre que tem adoração pelo espelho e pelos holofotes.

    b. Avarentos – Mesquinhos, obcecados pelo dinheiro, que amam o conforto e vaidade, que disfarçadamente praticam a simonia ou trocam favores eclesiais por dinheiro e bem estar.

    c. Orgulhosos – homens vaidosos que manifestam com arrogância alta opinião sobre si mesmo, sentem-se moralmente superiores a todos que não compartilham de suas idéias.

    d. Arrogantes – altivos, insolentes, soberbos e presunçosos como Leonardo Boff.

    e. Blasfemadores – vocábulo grego “blasphemoi” que significa “insulto ao sagrado”. Nem preciso discorrer sobre aqueles presbíteros que zombam das orações, dos exercícios de piedade e de todo o passado da Igreja.

    f. Desobediente aos pais – sem nenhum amor e apego à família, na frente dos pais eles fingem obediência, mas suas ações às ocultas só o referir já causa vergonha aos pais que confiam neles. No caso de presbíteros, isso se aplica claramente à família religiosa a qual pertencem. Desonram o hábito e o Fundador da Ordem.

    g. Ingratos – não reconhecem o benefício que receberam ao serem ordenados, enfim um homem mal agradecido. Presbíteros que cospem no prato em que comeram depois de abusar da confiança do Bispo que o ordenou.

    h. Irreverentes – homem sem acatamento, sem respeito às coisas sagradas, profanos;

    i. Desafeiçoados – No grego é “astorgos”, que siginifica: sem afeição natural”, “insociável, tosco”, feio, disforme, sem nenhum afeto natural, perdeu a ternura, o afeto, a amizade sincera, a dedicação. É aquele “misericordioso” que lhe fuzila só com o olhar aqueles que lhe pedem uma missa funeral ou pela conversão de um membro da família.

    j. Implacáveis – No grego é “aspondos”, uma pessoa de comportamento hostil, que não tem espírito de perdão. São capazes de usar pecados confessados para chantagear o penitente.

    k. Caluniadores – vocábulo grego diaboloi – significa lançadores de contendas, diabos. São difamadores, desagregadores, maldizentes, traidores. O pior é que hoje em dia ainda vão na mídia para falar mal até de quem reza por eles, como um certo Bispo que ficou rindo de um buquê de rosários que lhe ofereceram, ou chamando Católicos fiéis de restauracionistas pelagianos.

    l. Sem domínio de si – São homens precipitados no agir e no falar; não raro precisam de um cleaner pra limpar a sujeira que vão deixando pelo caminho.

    m. Cruéis – vocábulo grego “anêmeroi”, significa selvagem, individuo que tem prazer em fazer o mal prá ver os outros sofrerem, é desumano, atroz, bárbaro. Alguns desses já foram prestar contas a Deus pela crueldade, como um certo Volpe que tanto perseguiu os Franciscanos da Imaculada e outros tantos que abusaram sexualmente de rapazes vulneráveis a seus ataques.

    n. Inimigos do bem – aqui o vocábulo grego é “aphilagatos”, que significa: aquele que se opõe a toda bondade.

    o. Traidores – Quer coisa pior do que um Bispo ou padre que trai a Igreja por um rabo de saia? Ou pior, se juntam aos piores inimigos da Igreja como o lobby gay pra destruí-la? E o que não falar dos muitos que apunhalaram Bento XVI pelas costas?

    p. Atrevidos – indivíduo insolente, irreverente, como um tal Frei Petrônio, Provincial dos Carmelitas que zomba abertamente dos fiéis chamando-os de estropiços e outros nomes em rede de internet e mesmo durante suas homilias.

    q. Enfatuados – presunçosos, soberbos, arrogantes, vaidosos;

    r. Mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus – mais amigos dos deleites deste mundo do que amigos de Deus; esses aí não querem ser excluídos das “Alegrias do Amor Erótico”. Estão exultantes com a nova “exortação apostólica da declaração dos direitos universais ao orgasmo”.

    s. Aparentando serem piedosos – São Paulo fala dessa forma de piedade, usando o vocábulo grego morphê, que significa esboço, forma, mas de modo apenas superficial, enquanto na realidade rejeitam toda a piedade autêntica proveniente de Deus. A verdade de Cristo não se tornou uma força regeneradora na experiência de vida de tais homens, pois suas conversões foram apenas emocionais, não são verdadeiras. A palavra “piedade” a que São Paulo se refere no grego, é “eusebeia” – que diz respeito à fidelidade a DEUS, reverencia a DEUS.

    “São estes os que se introduzem pelas casas e conquistam mulherzinhas sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos”. São compulsivos sexuais, abominam toda a espécie de ascese e mortificação e como se comportam mais como vedetes de palco do que sacerdotes do Altíssimo, conseguem impressionar pela aparência ou falsa erudição, doidivanas que “estão sempre aprendendo, mas que nunca são capazes de chegar ao conhecimento da verdade”.
    Jesus disse claramente: “Há aqueles que se fazem eunucos, por amor do Reino dos Céus”.
    E é desse modo que qualquer mulher deveria se aproximar de um sacerdote, vê-lo como um eunuco separado por Deus e para o serviço de Deus. Um homem casado com a Igreja de modo indissolúvel e absoluto.
    Portanto, eu sou capaz de ter mais respeito pelo leigo libertino que vive pulando cerca com a mulher do próximo pelos motéis da vida, do que um sacerdote ordenado que abandonou a batina para se “casar civilmente” com alguma mulher. O segundo além de adúltero é sacrílego.

  12. “D. Erwin Krautler: “Eu acredito que o próximo papa, ou o que virá depois dele, não poderá mais voltar atrás em relação ao que está fazendo Francisco hoje”….

    Calma, diabo…calma…sua vitória é sempre parcial…Da mesma forma que Bergóglio ousa passar por cima de tudo, como um trator, um PAPA fiel à Nosso Senhor não temerá em varrer as mazelas dele
    como um lixo que se acumulou durante os anos infelizes desse Pontificado…

    Digo mais, como falou o cardeal Siri e outros Bispos e padres repetiram “se o Vaticano II não destruiu a Igreja é porque ela é divina mesmo”…

    • Graças dou à Providência de Deus, primeira e principalmente.

      Agradeço a Aubrey Byrne pelo grande auxílio ao publicar o link do texto logo acima, do qual reproduzo algumas passagens a seguir ( “AINDA SOBRE O CELIBATO ECLESIÁSTICO por Pe. Frei Marcelino de Milão O. F. M. Cap.” ):

      “II – MOTIVOS DO CELIBATO E ALGUMAS OBJEÇÕES

      1) – PIO XII em “Menti nostrae” escreve: “O Sacerdote tem como campo de sua própria atividade tudo o que se refere à vida sobrenatural” (21). E’ a interpretação genuína da definição paulina: “ex hominibus assumptus pro his quae sunt ad Deum … ” (22). O Sacerdote é como mística escada por
      onde sobem ao céu as orações e sacrifícios dos homens e por onde descem, à terra as graças e as bênçãos de Deus. “O Sacerdote – acrescenta o Papa – é o órgão de comunicação e incremento
      da vida no Corpo Místico de Cristo” (1. c.) ou como dizia São Paulo, “minister Christi et dispensator mysteriorum Dei” (23). Note-se, de passagem, os têrmos usados pelo apóstolo: Huperétes” adidos, não a um serviço genérico e sim a um emprego determinado e estável; “oiconómoi” administradores
      de bens não próprios. isto é de bens sobrenaturais como o são a doutrina revelada e os meios de salvação. Realmente os apóstolos e seus sucessores no ministério são homens escolhidos por Deus e consagrados inteiramente à pregação da Sua doutrina, pelo que gozam de grande poder e responsabilidade. Porisso, justamente conclui o Santo Padre:” é necessário que êle (o sacerdote)
      renuncie a tudo quanto é do mundo, para cuidar sómente daquilo que é de Deus (24). E é exatamente porque deve estar livre das preocupações do mundo, para se dedicar todo ao serviço divino, que a Igreja estabeleceu a lei do celibato” (25). De fato quem casa tem de se preocupar com as necessidades de sua família e agradar à espôsa. Com isto sua atividade fica dividida (26). Difícilmente, pois, o sacerdote conseguiria das almas aquela ilimitada confiança. necessária para dirigir as consciências se uma mulher participasse de sua vida íntima .

      . 2) – As investidas mais frequentes_ e· acirradas contra o celibato não provêm de nobres programas, mas da suposta impossibilidade de sua prática. Diremos só algumas:

      a) – A tendência afetiva – proclama-se – é uma fôrça inata no coração humano. Age fortemente na vida psíquica do homem ao ponto de tornar-se um fator não secundário da personalidade humana. Coibir- esta tendência com o celibato, é contrário à natureza.
      O celibato não pretende fazer “tabula rasa” do afeto_ humano e sim dar-lhe tima -solução eminentemente espiritual. Trata-se de mudar o alvo o qual aliás. é tão encantador, tão obrigatório e tão atraente que leva o sacerdote ao sácrifício consciente do simples amor humano pela fôrça interior do apelo divino.
      Por outra, quem não tem só “olhos terrenos”, vê que êste amor espiritual possui fecundidade sublime, como observa Pio XII: “Com a lei do celibato o Sacerdote, ao invés de perder o dom e o encargo da paternidade. aumenta-o ao infinito, pois se não gera filhos para esta vida terrena e caduca, gera-os para a celeste e eterna” (27).

      b) – A castidade – diz-se – é impossível e a pretensão de dominar o instinto carnal é genuina hipocrisia.
      Além de ser êste um êrro condenado pelo Concílio de Trento (28), prescinde do auxílio da Graça. A Igreja nunca ensinou que a natureza pode triunfar sôbre seus instintos só com suas fôrças. Mas sempre “auxiliante Gratia” ..
      Casos particulares de hábitos inveterados e taras hereditárias tornam, às vezes, sobre-humano o exercício da castidade. São anormalidades e os indivíduos portadores delas não são talhados para o sacerdócio. Quando o matrimônio é a única indicação e o único remédio eficaz contra a concupiscência, não há possibilidade de escolha: Para tais é absolutamente interditato o ingresso nas
      fileiras clericais. Instruções da Igreja, a êste sentido, não faltam. Basta mencionar a da Sagrada Congregação para a Disciplina dos Sacramentos de 27-12-1930 e a da Sagrada Congregação dos Religiosos de 1-12-1931, mais as recentes diretrizes de Pio XII (29)…

      Os clérigos todos cremos… na verdade das palavras de Pio XII: “Quanto mais refulge a castidade sacerdotal, tanto mais unido se torna o Sacerdote com Cristo “hóstia pura, hóstia santa, hóstia imaculada” (31).”

      Tentar acabar com o celibato sacerdotal

      1) é só mais uma tentativa de protestantizar a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana;

      2) esse assunto já está desde há muito tempo estabelecido pela própria Mãe Igreja e Seu Magistério Ordinário, em conformidade com a Doutrina Evangélica, Apostólica e dos Santos Padres.

      3)não podemos nos esquecer que alguns dos defensores do fim do celibato foram Lutero e seus asseclas, assim como liberais iluminados e franco-maçons… e ainda tem gente que acredita que, após o cvii, não se está entabulando gradativamente no seio do Catolicismo o liberalismo/ modernismo ( que nada mais são que a expressão exotérica da doutrina social/ religiosa da própria maçonaria ).

      Salve Maria.
      Alexandre V.,
      alepaideia@gmail.com .

  13. Caríssima Teresa, só hoje pude abrir meu computador. Sobretudo como sacerdote não posso deixar que mal entendidos venham falsear as consciências. Confesso que fiz um comentário às pressas, e por isso mesmo, breve. Aliás o que disse foi mais pelo que já havia ouvido sobretudo de mulheres, que me disseram em conversas comuns (não no confessionário) que, se o Papa acabasse com o celibato sacerdotal obrigatório, elas não teriam coragem de se confessar com padres casados. Aqui todos os meus fiéis se confessam pelo menos uma vez por mês porque fazem os Cinco 1º Sábados. Se eu não falei sobre o absurdo da proposta de padres homossexuais foi porque, em se tratando de algo tão claramente absurdo, achei até desnecessário comentar, tanto mais que o meu tempo naquele momento era escasso. Mas eis abaixo um post de meu blog. “A fortiori” será condenável atinente aos sacerdotes. Sabemos que infelizmente existem já muitos. Quanto à confissão auricular far-lhe-ei depois uma instrução teológica porque, infelizmente, agora não disponho de tempo. Mas neste ponto antecipo-lhe em dizer que está completamente errada, embora de boa fé. Realmente quanto ao futuro a gente se poderá fazer conjecturas. Mas, sendo padre, posso dizer com conhecimento de causa: entre outros sinais de verdadeira vocação sacerdotal, o da aceitação voluntária do celibato, é o mais seguro. Isto não significa que todos sejam fiéis até o fim. Depois, só Deus sabe quem foi sincero ao dar o seu SIM. Mas se alguém se decide a fazer este sacrifício por amor a Nosso Senhor Jesus para ter o coração livre só para as coisas de Deus, ainda pode ser fraco, teoricamente pelo menos, não podemos esperar maior força naqueles aos quais não foi exigido tamanho sacrifício. Mas bato sempre na mesma tecla, a Igreja é divina, devemos ter fé. No meu comentário acima feito um tanto açodadamente não expus um outro lado da questão da ab-rogação do voto de castidade perfeita: muitos que talvez vivem pecando contra este voto e cometendo assim inclusive sacrilégios, com tal ab-rogação, deixariam de pecar. Quanto ao número maior de padres maus, apenas queria notar que havendo um número muito maior de padres, dada a crise atual, maior seria a possibilidade de maus padres. Caríssima Teresa, só quero o bem das almas. Esta é a minha missão. Para esta missão divina, é que deixei tudo, pai, mãe, irmãos, irmã, deixei de formar uma família natural, para esposar as almas remidas pelo Sangue do Cordeiro Imaculado. Reze por mim, e, de coração, envio-lhe a minha bênção sacerdotal.

    O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O HOMOSSEXUALISMO

    ANTIGO TESTAMENTO
    Gêneses, XIII, 13: “Os homens de Sodoma eram péssimos, e grandes pecadores diante de Deus”…
    Gêneses, XIX, 4-7: “Os homens da cidade, desde os moços até os velhos, e todo o povo junto cercaram a casa. E chamaram por Lot, e disseram-lhe: Onde estão aqueles homens que entraram em tua casa ao cair da noite? Faze-os sair para que abusemos deles. Saiu Lot, fechando nas costas a porta e disse-lhes: Não queirais, vos rogo, meus irmãos, não queirais fazer este mal”.
    Gêneses, XIX, 24 e 25: “Fez, pois, o Senhor da parte do Senhor chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo do céu; e destruiu estas cidades, e todo o país em roda, todos os habitantes das cidades, e toda verdura da terra”.
    Levítico, XX, 13: “Aquele que pecar com um homem, como se ele fosse uma mulher, ambos cometeram uma coisa execranda”…
    Deuteronômio, XXIX, 22 a 24: “E dirá a geração vindoura, os filhos que nascerem depois de vós, os estrangeiros que vierem de longe, ao verem as pragas desta terra e as doenças, com que o Senhor a tiver afligido, abrasando-a com enxofre e ardor de sal, de modo que se não semeie jamais, nem se crie nela verdura, à semelhança da destruição de Sodoma e Gomorra, de Adama e Seboim, que o Senhor destruiu na sua ira e furor; e dirão todas as nações: Por que é que o Senhor fez assim a esta terra”?
    Juízes, XIX, 22: “… Chegaram uns homens daquela cidade (de Gabaa), filhos de Belial, e, cercando a casa do velho, começaram a bater à porta, gritando ao dono da casa, e dizendo: Deita cá para fora esse homem, que entrou para tua casa, a fim de abusarmos dele”. Oséias, IX, 9: “Pecaram (os iníquos e loucos profetas de Israel) gravemente, como nos dias de Gabaa. O Senhor se lembrará da sua iniqüidade e castigará os seus pecados”. X, 9: “Desde os dias de Gabaa, Israel não fez mais que pecar; nisso têm eles perseverado, não os apanhará em Gabaa (mas sim noutras regiões) a guerra (declarada) contra os filhos da iniqüidade”.
    Isaías, III, 4; 8 e 9: “Eu lhes darei meninos para príncipes, e dominá-los-ão efeminados”…”Pois Jerusalém vai-se arruinando e Judá caindo, porque as suas palavras e as suas obras são contra o Senhor, para provocarem os olhos de sua majestade. O próprio aspecto do seu semblante depõe contra eles, pois fizeram, como os de Sodoma, pública ostentação do seu pecado, e não o encobriram. Ai da sua alma! porque lhes será dado o castigo merecido”.
    1 Reis, XIV, 24: “Até houve também no país efeminados, e cometeram todas as abominações daqueles povos que o Senhor tinha destruído à vista dos filhos de Israel”.
    1 Reis, XV, 11 e 12: “Asa (rei de Judá) fez o que era reto aos olhos do Senhor, como seu pai Davi. Tirou do país os efeminados e limpou-o de todas as imundícies dos ídolos que seus pais tinham fabricado”.

    NOVO TESTAMENTO
    S. Lucas, XVII, 28: “Como sucedeu também no tempo de Lot; comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou a todos”. (Palavras de Jesus sobre o fim do mundo).
    1 Coríntios, VI, 9-10: “Porventura não sabeis que os injustos não possuirão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os fornicadores, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os que se dão à embriaguez, nem os maldizentes, nem os roubadores possuirão o reino de Deus”. (Entende-se obviamente: se não se converterem e deixarem o pecado).
    Romanos, I, 26 a 28 e 32: “Por isso Deus entregou-os (= os pagãos) a paixões de ignomínia. Efetivamente, as suas próprias mulheres mudaram o uso natural em outro uso, que é contra a natureza, e, do mesmo modo, também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam nos seus desejos mutuamente, cometendo homens com homens a torpeza e recebendo em si mesmos a paga que era devida ao seu desregramento. Como não procuraram conhecer a Deus, Deus abandonou-os a um sentimento depravado, para que fizessem o que não convém, cheios de toda iniqüidade, de malícia…” Versículo 32: “Os quais, tendo conhecido a justiça de Deus, não compreenderam que os que fazem tais coisas são dignos de morte; e não somente quem as faz, mas também quem aprova aqueles que as fazem”. Romanos, XIV, 10: “Todos compareceremos ante o Tribunal de Cristo”.
    1 Timóteo, I, 9 e 10: “…A lei não foi feita para o justo, mas para os injustos e desobedientes, para os irreligiosos e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas, para os fornicadores, sodomitas, roubadores de homens, para os mentirosos e perjuros, e para tudo o que é contra a sã doutrina…”
    Epístola de São Judas Tadeu, versículo 7: “Assim como Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que fornicaram com elas e se abandonaram ao prazer infame, foram postas por escarmento, sofrendo a pena do fogo eterno, da mesma maneira também estes contaminam a sua carne, desprezam a dominação (de Cristo) e blasfemam da Majestade (de Deus)”.
    2 S. Pedro, II, 4-10: “Em realidade, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, precipitados no tártaro, os entregou às cadeias das trevas para serem atormentados e reservados até ao juízo, e se não perdoou ao mundo antigo, mas somente salvou , com outros sete , a Noé, pregador da justiça, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, e se condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e de Gomorra, reduzindo-as a cinzas, para servir de exemplo àqueles que venham viver impiamente, se, enfim, livrou o justo Lot oprimido pelas injúrias e pelo viver luxurioso desses infames, ( esse justo que habitava entre eles sentia, diariamente, a sua alma atormentada, vendo e ouvindo as suas obras iníquas), (é porque) o Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne, na imunda concupiscência e desprezam a soberania (de Cristo)”.

  14. Caríssima Teresa, não tive tempo para expor toda a tese que é defendida nos manuais de Teologia Tradicional, mas fiz um resumo:
    CONFISSÃO AURICULAR
    AURICULAR vem de uma palavra latina que quer dizer ouvido. Portanto confissão auricular é quando se diz os seus pecados ao confessor em particular, ou seja, fala os pecados ao seu ouvido.
    Sobre isto diz o Concílio de Trento o cânon 6 sobre o sacramento da Penitência: “Se alguém negar que a confissão sacramental foi instituída e é necessária para a salvação por direito divino; ou disser que o modo de confessar em segredo, só ao sacerdote (=confissão auricular), que a Igreja desde o princípio sempre observou e ainda observa, é alheio à instituição de Cristo e não passa de invenção humana – SEJA EXCOMUNGADO.
    As palavras de Jesus: “Recebei o Espírito Santo, àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados e a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 22, 22 e ss) provam claramente que Jesus institui aí o sacramento da Penitência como também por essas palavras os teólogos concluem com segurança que o modo de confessar os pecados é através da confissão auricular. Vou resumir o que diz a Teologia: Jesus dando aos Apóstolos e aos seus sucessores (bispos e padres) o poder de perdoar ou não perdoar, constitui-os não só como médicos da alma para curá-las e dar-lhes os remédios necessários e adequados, mas também os constitui juízes. São pais para acolher com toda bondade e misericórdia os pecadores arrependidos; são juízes, porque devem julgar os penitentes se estão ou não bem dispostos a poderem receber a absolvição (Isto é, eles não recebem o poder de perdoar ou não arbitrariamente, conforme desejam ou não). Donde os confessores devem ouvir os pecados e procurar ver se o penitente está realmente arrependido e, portanto, com propósito firme e eficaz de fugir das ocasiões próximas de pecado. Para tudo isto é mister que ouça cada um em particular. E como médico, também deve dar os conselhos adequados, e, se for o caso, empregar os meios apropriados para levar o penitente a ter as disposições necessárias, o que exige também a confissão auricular. Portanto esta não é invenção dos homens mas de instituição divina. E mesmo em casos extraordinários em que se permite a absolvição comunitária (por ex. em caso de um naufrágio iminente, de um incêndio, etc. havendo um padre ele exorta a todos ao arrependimento e dá absolvição. Mas se a pessoa se escapar tem obrigação de fazer a confissão auricular.
    Caríssima Teresa, eis em resumo, o que ensina a Teologia Tradicional. Se persistir alguma dúvida, estou à sua disposição. Que Deus a abençoe copiosamente!

    • Muito caro, padre Elcio:
      Obrigada por sua resposta.
      Tenho tido pouco tempo pra ler o Fratres nos últimos dias e menos pra escrever. Mas o senhor que deve ter ainda menos tempo, respondeu de forma generosa e muito atenciosa. Agradeço de coração, por mim e por todos que leram, até antes de mim, pois certamente todos ficamos edificados e melhor esclarecidos.
      Deus o conserve nesse trabalho e empenho tão necessário nos nossos tempos.
      Sua bênção.

  15. CELIBATO SACERDOTAL – PAPA PAULO VI – ( I )
    Respondidas as perguntas sobre a Santa Missa, responderei as perguntas que me foram feitas sobre o CELIBATO SACERDOTAL. Esta questão foi muito agitada no Concílio Vaticano II. Seria um dos pontos do “aggiornamento” e também do Ecumenismo que seria facilitado pela supressão do celibato sacerdotal. Sendo a Igreja divina, o Papa Paulo VI prometeu aos Padres do Concílio que ele mesmo iria imprimir uma nova glória e um novo vigor ao celibato sacerdotal. Para tanto, o Santo Padre escreveu uma carta a Sua Ema. o Card. E. Tisserant, carta esta que foi lida na Congr. Geral 146 de 11 de outubro. Cortava assim pela raiz a fermentação deletéria dos progressistas que tencionavam acabar com o celibato sacerdotal.
    O Papa Paulo VI, cumprindo a sua promessa, dois anos após o término do Concílio escrevia a Encíclica “Celibato Sacerdotal” (junho de 1967). Desta encíclica extrairei, se Deus quiser, as respostas às perguntas que me fizeram sobre o celibato sacerdotal.
    SIGNIFICADO CRISTOLÓGICO DO CELIBATO
    “O sacerdócio cristão, que é novo, só pode ser compreendido à luz da novidade de Cristo, Pontífice máximo, e Sacerdote eterno, que instituiu o sacerdócio ministerial como participação do Seu Sacerdócio Único. Portanto o ministro de Cristo e administrador dos mistérios de Deus (1 Cor. IV, 1), encontra também n’Ele o modelo direto e o ideal supremo (cf. 1Cor. 11, 1). O Senhor Jesus Cristo, Unigênito de Deus, enviado ao mundo pelo Pai, fez-se homem para que a humanidade sujeita ao pecado e à morte, fosse regenerada e, por meio dum nascimento novo (S. Jo. III, 5; Ti. III, 5), entrasse no reino dos céus. Consagrando-se inteiramente à vontade do Pai (S. Jo. IV, 34; XVII, 4), Jesus realizou, por meio do seu ministério pascal, esta nova criação (2 Cor. V, 17; Gál. VI, 15), introduzindo no tempo e no mundo uma forma de vida, sublime e divina, que transforma a condição terrena da humanidade (Cf. Gál. III, 28).
    “O matrimônio que , por vontade de Deus, continua a obra da primeira criação (Gên. II, 18), ao ser integrado no desígnio total da salvação, adquire novo significado e valor. Na verdade, Jesus, restituiu-lhe a dignidade primitiva (S. Mat. XIX, 3-8), honrou-o (Cf. S. Jo. II, 1-11) e elevou-o à dignidade de sacramento e de sinal misterioso da sua união com a Igreja (Ef. V, 32). Assim, os cônjuges cristãos – no exercício do amor mútuo e no cumprimento dos próprios deveres, e tendo aquela santidade que lhes é própria – caminham juntos à pátria celeste. Mas Cristo, Mediador dum Testamento mais excelente (Hebr. VIII, 6), abriu também novo caminho, em que a criatura humana, unindo-se total e diretamente ao Senhor e preocupada apenas com Ele e com as coisas que Lhe dizem respeito (1 Cor. VII, 33-35), manifesta de maneira mais clara e completa a realidade profundamente inovadora do Novo Testamento”.
    “A correspondência à vocação divina é resposta de amor à caridade para conosco que Jesus Cristo mostrou de maneira sublime (S. Jo. XV, 13; III, 16); é resposta coberta de mistério no amor particular pelas almas a quem Ele fez sentir os apelos mais instantes (cf. Marc. X, 21). A graça multiplica, com força divina, as exigências do amor; este, quando autêntico, é total, exclusivo, estável e perene, é estímulo irresistível que leva a todos os heroísmos. Por isso, a escolha do celibato consagrado foi sempre considerada pela Igreja “como sinal e estímulo da caridade”: sinal de amor sem reservas, estímulo de caridade que a todos abraça. Numa vida de entrega tão inteira, feita pelos motivos que expusemos, quem poderá reconhecer sinais de pobreza espiritual ou de egoísmo, sendo ela, e devendo ser, pelo contrário, exemplo raro e excepcionalmente expressivo duma vida impulsionada e fortalecida pelo amor, no qual o homem exprime a grandeza que é exclusivamente sua? Quem poderá duvidar da plenitude moral e espiritual duma vida, assim consagrada não a qualquer ideal por mais nobre que seja, mas a Cristo, e à Sua obra em favor duma humanidade nova, em todos os lugares e em todos os tempos.

    “Preso por Cristo Jesus” (Fil. III, 12) até ao abandono total de si mesmo a Ele, o sacerdote configura-se mais perfeitamente a Cristo, também no amor com que o Eterno Sacerdote amou a Igreja Seu Corpo, oferecendo-se inteiramente por ela, para a tornar Esposa sua, gloriosa, santa e imaculada (cf. Ef. V, 25-27). A virgindade consagrada dos sacerdotes manifesta, de fato, o amor virginal de Cristo para com a Igreja e a fecundidade virginal e sobrenatural desta união em que os filhos de Deus não são gerados pela carne e pelo sangue (S. Jo. I, 13).
    O sacerdote, dedicando-se ao serviço do Senhor Jesus e do Seu Corpo Místico, em plena liberdade, facilitada pela sua oferta total, realiza, de modo mais completo, a unidade e a harmonia da vida sacerdotal; torna-se mais capaz de ouvir a Palavra de Deus e de se entregar à oração. Na verdade a palavra de Deus, conservada pela Igreja, deixa na alma do sacerdote, que diariamente a medita, vive, e anuncia, os ecos mais vibrantes e mais profundos.
    Deste modo, como Cristo, aplicado total e exclusivamente às coisas de Deus e da Igreja (cf. S. Luc. II, 49; 1 Cor.VII, 32) , o ministro do Senhor, à imitação do Sumo Sacerdote sempre vivo na presença de Deus a interceder por nós (Hebr. IX, 24 e VII, 25), encontra na recitação devota e atenta do Ofício Divino (Breviário) – na qual empresta a sua voz à Igreja que ora em união com o Seu Esposo – alegria e impulso incessantes e sente necessidade de ser mais assíduo na oração, dever eminentemente sacerdotal( Atos, VI, 2).
    E tudo o mais quanto forma a vida do sacerdote, adquire maior plenitude de significado e de eficácia santificadora. Com efeito, o seu compromisso especial de santificação encontra novos incentivos no ministério da graça e no da Eucaristia, em que está encerrado todo o bem da Igreja: operando em nome de Cristo, o sacerdote une-se mais intimamente à oferta, colocando sobre o altar a sua vida inteira, marcada com sinais de holocausto.
    Quantas considerações poderíamos acrescentar ainda sobre o aumento de capacidade, de serviço, de amor e sacrifício! Cristo disse de si mesmo: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto”. (S. Jo. XII, 24); e o Apóstolo São Paulo não hesitava em expor-se à morte de todos os dias, para possuir nos seus fiéis a glória em Cristo Jesus (1Cor. XV, 31). Assim o sacerdote, na morte cotidiana de toda a sua pessoa, na renúncia ao amor legítimo a uma família própria, por amor de Jesus e do Seu Reino, encontrará a glória duma vida em Cristo pleníssima e fecunda, porque, como Ele e n’Ele, ama e se entrega a todos os filhos de Deus.
    Na comunidade dos fiéis confiados aos seus cuidados, o sacerdote é Cristo presente; daqui a suma conveniência de que ele reproduza em tudo a imagem de Cristo e lhe siga o exemplo, tanto na vida íntima como na vida do próprio ministério. Para os seus filhos em Cristo, é o sacerdote sinal e penhor das realidades sublimes e novas do reino de Deus, das quais é distribuidor, possuindo-as em si no grau mais perfeito e alimentando a fé e a esperança de todos os cristãos, que, como tais, são obrigados à observância da castidade segundo o próprio estado.
    A consagração a Cristo, em virtude dum título novo e excelso como é o celibato, concede, além disso, ao sacerdote, mesmo no campo prático como é evidente, a máxima eficiência e a melhor aptidão psicológica e afetiva para o exercício contínuo daquela caridade perfeita que lhe permitirá, de maneira mais ampla e concreta, dar-se todo para o bem de todos (2 Cor. XII, 15), e garante-lhe, como é óbvio, maior liberdade e disponibilidade no ministério pastoral, na sua ativa e amorosa presença no mundo, ao qual Jesus Cristo o enviou (S. Jo. XVII, 18), a fim de que ele pague inteiramente a todos os filhos de Deus a dívida que tem para com eles (Rom. I, 14).