Cardeal Ratzinger: Nós não publicamos todo o Terceiro Segredo de Fátima.

Nota do Fratres: embora não seja uma nova revelação, vale a pena recordar a informação outrora já divulgada por diversos especialistas na mensagem de Fátima, como Antonio Socci, Padre Gruner e Padre Kramer. A respeito do fato abaixo relatado, declarou Padre Kramer em uma entrevista:

“Assim sendo, depois que isso aconteceu [o diálogo de pe. Dollinger com Ratzinger], o teólogo alemão a que estou me referindo, voltou para um país da América do Sul onde foi Reitor de um seminário [em Anápolis, GO], onde contou, para um jovem padre o que o Cardeal Ratzinger lhe tinha relatado. E precisamente quando ele relatou que Nossa Senhora alertou contra as mudanças na Missa e que haveria um Concílio diabólico na Igreja, os dois viram um afloramento de fumaça vindo do piso. Porém, era um chão de mármore. Isto não poderia ser de modo algum um fenômeno natural. Ambos, o jovem padre e o velho Reitor alemão, ficaram tão impressionados que escreveram um dossiê, e o enviaram para o Cardeal Ratzinger.”

* * *

Cardeal Joseph Ratzinger disse a Pe. Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger

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Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Hoje, na festa de Pentecostes, liguei para o Pe. Ingo Dollinger, um padre alemão e antigo professor de teologia no Brasil, que está agora bastante idoso e fisicamente fraco. Ele tem sido um amigo pessoal do Papa Emérito Bento XVI por muitos anos. Pe. Dollinger inesperadamente confirmou por telefone os seguintes fatos:

Não muito tempo depois da publicação do Terceiro Segredo de Fátima, em junho de 2000, pela Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger disse a Pe. Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger. Ele também contou a Dollinger que a parte publicada do Segredo é autêntica e que a parte inédita do Segredo fala sobre “um mau Concílio e uma má Missa” que estavam por vir num futuro próximo.

Pe. Dollinger me deu permissão para publicar estes fatos nesta Festa do Espírito Santo e ele me deu a sua bênção.Pe. Dollinger foi ordenado sacerdote em 1954 e serviu como secretário do muito respeitado bispo de Augsburg, Josef Stimpfle. Pela Providência de Deus eu conheci este bispo uma vez, quando eu ainda não era católica, e fiquei profundamente tocada por sua humildade, calor e acolhimento. Ele me convidou para visitá-lo uma vez em Augsburg. Quando eu estava em meu processo de conversão, eu o procurei, mas, em seguida, para meu desgosto, descobri que Bispo Stimpfle já havia falecido. (Ele faz muita falta.)

O próprio Pe. Dollinger esteve também envolvido com as discussões da Conferência dos Bispos da Alemanha relativas à maçonaria, na década de 1970, no final das quais veio a afirmação de que a Maçonaria não é compatível com a fé católica. Mais tarde, ele ensinou teologia moral no seminário da Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz, que pertence ao Opus Angelorum. Bispo Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, Cazaquistão, é membro dessa mesma Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz. Mais importante ainda, o Pe. Dollinger tinha Padre Pio (falecido em 1968) como o seu confessor por muitos anos e tornara-se muito próximo a ele. Dollinger também é conhecido pessoalmente por um dos meus familiares queridos.Esta informação confidencial referente ao Terceiro Segredo, que tem circulado entre certos grupos católicos por alguns anos até hoje, foi agora confirmada pessoalmente a mim pelo próprio Pe. Dollinger, em um momento na história em que a Igreja parece ter caído em um poço de confusão. Ele pode ajudar a explicar, pelo menos em parte, por que estamos onde estamos agora.

Importante, isso mostra a misericórdia amorosa da Mãe de Deus para nos alertar e preparar os seus filhos para esta batalha em que a Igreja agora se encontra. Apesar da decisão das pessoas em lugares responsáveis no seio da Igreja, Ela tem a certeza de que a verdade completa ainda será revelada e se propagará.

Esta informação também pode explicar por que o Papa Bento XVI, logo ao se tornar papa, tentou desfazer algumas das injustiças que estão diretamente relacionadas com esta revelação de Dollinger, a saber: ele liberou a Missa Tradicional de sua supressão; levantou a excomunhão dos bispos da Fraternidade de São Pio X (SSPX); e, por último, declarou publicamente em 2010 em Fátima: “Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”. Ele também acrescentou estas palavras em uma entrevista durante a sua viagem de avião a Fátima:

A novidade que podemos descobrir hoje, nesta mensagem, reside também no fato que os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas que os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender por um lado o perdão, mas também a necessidade de justiça.

Com esta declaração, Bento XVI efetivamente contraria suas próprias palavras anteriores a junho de 2000, quando ele havia afirmado:

“Em primeiro lugar, devemos supor, como afirma o Cardeal Sodano, que «os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do “segredo” de Fátima parecem pertencer já ao passado». Os diversos acontecimentos, na medida em que lá são representados, pertencem já ao passado. Quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro desenrolar da história, deve ficar desiludido.

Todas estas ações do Papa Bento XVI mostram que ele devia saber, em sua consciência, que de alguma forma ele teria que corrigir certas injustiças e ambiguidades confusas do passado recente. Ele defendeu a Missa Tradicional, devolveu a dignidade à FSSPX, e reinseriu a importância da mensagem de Fátima. Além disso, ele também tentou lidar com o mistério do Vaticano II, embora, ao que parece, de maneira demasiado vaga.

Neste contexto, pode valer a pena mencionar que meu marido e eu ouvimos de um sacerdote que se reunira privadamente com o Papa Bento XVI e que o próprio Papa Bento considera o Arcebispo Marcel Lefebvre “como sendo o maior teólogo do século 20”. Meu marido e eu atestamos ter ouvido essas exatas palavras diretamente deste sacerdote – palavras que teriam sido ditas pelo Papa Bento no contexto de sua proposta para reintroduzir o ensino de Marcel Lefebvre mais amplamente na Igreja Católica.

Enquanto contemplamos a gravidade das deficiências cumulativas e atrasos relativos à liberação da totalidade do Terceiro Segredo, e quando o céu nos tinha pedido para fazê-lo – ou seja, o mais tardar até 1960 – somos gratos ao Espírito Santo que aparentemente tornou possível, agora, esta conversa telefônica afirmativa hoje na Festa de Pentecostes. Possa a verdadeira mensagem de Fátima – juntamente com as recentes revelações de Pe. Brian Harrison e Dra. Alice von Hildebrand sobre o que ela também contém – espalhar-se por toda parte e, assim, ajudar a libertar todos os fiéis católicos de qualquer escravidão a meias verdades e lealdades deficientes. Que todos nós possamos, livre e plenamente, aderir à verdade integral da Mensagem da Misericórdia de Maria – que certamente irá, com o amparo da graça, ajudar a nos libertar!

Publicado originalmente: OnePeterFive – Cardinal Ratzinger: We Have Not Published the Whole Third Secret of Fatima

 

25 Responses to “Cardeal Ratzinger: Nós não publicamos todo o Terceiro Segredo de Fátima.”

  1. Uma coisa que não entra na minha cabeça: se de fato a outra parte do Segredo dizia sobre um mau concílio e uma má Missa, os Papas sabendo do Segredo por completo continuariam a exaltar o CVII a troco de que? Afrontariam a Virgem Maria com a consciência tranquila? Mesmo São JPII, grande mariano e admirador de Fátima, iria contra um aviso de N. Senhora? Essas coisas não se encaixam.

    • Caro, vivemos em uma situação complicada. É essa, sem dúvida, a pior crise que a Igreja já passou. Todo o CVII foi um grande equívoco, a elaboração dos documentos foi de um espírito totalmente anti-catolico. Recomendo a leitura de “Do Liberalismo à Apostasia”, onde Dom Lefebvre fala como ocorreu a elaboração dos documentos conciliares e a tentativa dele e de outros bispos conservadores de barrarem os documentos ambíguos.

      Quanto ao fato dos papas, João XXIII foi um papa liberal. Quando o Concílio foi convocado, já havia um esquema preparatório que tinha sido elaborado durante 2 ou 3 anos antes de como ele ia ocorrer e através de que etapas. João XXIII simplesmente cancelou tudo, desfez tudo e colocou os teólogos dele como líderes preparatórios de vários documentos importantes, alguns deles suspeitos de heresia na época de Pio XII. Paulo VI veio e acabou tudo, ele foi o mais radical. Mudou sacramentos, missa, várias tradições piedosas e etc. Houve um época da Igreja que o Rosário quase não era rezado. Paulo VI era muito dúbio, as vezes ficava com medo pensando “será que tô fazendo a coisa certa?” e depois ia lá e assinava a Missa Nova, feita de maneira deliqüente pelo padre Bugnini, maçon, que o próprio Paulo VI tinha demitido de suas funções após descobrir (recomendo, para entender melhor: Catecismo Católico da Crise na Igreja).
      JPII apareceu e tentou restaurar o que Paulo VI destruiu, porém de forma liberal. Criou um novo código de direito canônico, um novo “mistério” pro Rosário, uma décima quinta estação pra via sacra e fez o lamentável encontro de Assis, que dizem que Dom Lefebvre chorou quando soube do Santo Padre colocado de mesmo degrau do lado de tantos hereges, cismáticos e pagãos. Bento XVI apareceu e tentou ajeitar algumas coisas: removeu as excomunhões da FSSPX, aumentou a margem da possibilidade da celebração da Missa Tridentina, usava os paramentos tradicionais e etc., mas infelizmente não foi o bastante e infelizmente ele seguiu o espírito modernista que tinha sido instalado graças ao Vaticano II. Ele deu bênção com bispo anglicano (de ordenação inválida), participou de encontros ecumênicos e etc.
      Francisco nem se fala.

      A questão é que papas como João XXIII, JPII, Bento XVI se sentiram desconfortáveis sabendo da mensagem de Fátima e tentaram da forma deles, resolver o problema, mas foi nem de perto totalmente resolvido.
      O próprio João Paulo II complicou ainda mais quando tornou o processo para a causa dos santos muitíssimo mais fácil de ser concluído, motivo de ter tanta gente agora sendo beatificada e canonizada. Até Dom Hélder foi considerado “servo de Deus” pelo Vaticano.

      A questão é que se você não parar, comprar um desses livros e ler, você nunca vai aprender nada. Não se aprende informações aprofundadas sobre isso na internet, onde cada um pensa o que quer. É verdadeiramente necessário ler LIVROS e se não o fizer, nunca conhecerá o que está por trás da crise na Igreja.

      Deus o abençoe.

    • Prezado Ricardo, a resposta da sua dúvida está na falta de uma peça desse quebra-cabeça que talvez voce ignore. A aparição de Nossa Senhora, em Fátima, no tocante ao terceiro segredo foi alertar que os padres, bispos, cardeais e papas, todos contaminados pelo PROGRESSISMO dentro da Igreja Católica, não mexessem na Tradição Católica que se mantinha incólume até então. Mas, fizeram ouvidos moucos. O Concílio Vaticano II foi feito de forma ambígua para ter dupla interpretação. Não obstante o CVII seja um concílio válido, porém, não é infalível. Não é dogmático. Diz-se pastoral. A vontade dos progressistas sob alegativa de que “a Igreja precisaria se adequar aos tempos modernos”, foi um erro. E vem perdurando até os dias atuais. O CVII tem sido a base de mudanças cruciais que estão levando a Igreja Católica a uma dolorosa situação. O ECUMENISMO é um dos erros fundamentais, pois, afirma que todas as religiões levam a Deus e à salvação… o que não é verdade, dado que a única Igreja fundada pela boca de Deus é a Católica: Jesus disse: “Pedro sobre ti EDIFICAREI A MINHA IGREJA e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”. Perceba que “portas” está no plural. E por que?. Porque o inferno tem muitas portas que são as falsas religiões criadas por homens e não passam de meros preceitos humanos. Portanto, não salvam. Exemplos de portas do inferno: protestantismo(seita), espiritismo, budismo, islamismo, gnosticismo, panteísmo, maçonaria(seita), e por ai vai… Ainda há outras erros como a colegialidade, liberdade religiosa, etc. Outra coisa foi o pedido de Nossa Senhora de que não mexessem na liturgia. E o Papa PAULO VI, com a ajuda primordial do Mons. Annibale, convocaram 6(seis) representantes das maiores linhas protestantes e criaram a atual MISSA NOVA, substituindo a verdadeira MISSA TRIDENTINA, realmente católica. Muitas outras coisas há que se dizer, mas, ficaria uma longa resposta. Um abraço cordial e estude no sentido de fundamentar sua fé, pois, fora da Igreja Católica não há salvação. E, por favor, reze a Deus para a conversão dos padres, bispos, cardeais e Papas progressistas desde João XXIII, Paulo VI, João Paulo II e Francisco. O Papa Bento XVI é a exceção, razão pela qual (os progressistas) o forçaram a renunciar sob a alegativa de estar idoso e doente. Deram-lhe um título honroso de “Papa Emérito” e o colocaram isolado em algum canto do Vaticano. Exatamente por tudo que fez durante o seu reinado no sentido de promover a “reforma da reforma”.

    • Sim, se encaixam: desde antes do cvii a Santa Igreja já estava repleta de quintos-colunistas ( maçons e filo-maçons/ socialistas-comunistas ); tenho em mãos relatos e livros de Bispos perfeitamente ortodoxos, franceses, ligados ao Sodalitium Pianum ( fundado por São Pio X ) que, em 1916, já falam com todas as letras de infiltrações maciças e coordenadas.

      Não tem e não pode ter dentro da Igreja quem, constituído como membro da Santa Hierarquia, não tem disposição sincera, interior e objetiva em cumprir a vontade de Deus expressa pelo Magistério da Igreja ( tanto Ordinário quanto Extraordinário ), pela Tradição e a Sagrada Escritura e, da mesma forma, quem faz parte de seitas anticristãs ( como a maçonaria e o comunismo ).

      Se o que está publicado acima for verdadeiro ( se… ), trata-se de um dos maiores escândalos do pós-cvii: as pessoas do mundo inteiro ( e por algumas gerações ) foram induzidas em erro por um suposto ”magistério” que se legítimo no plano do Direito Divino e Eclesiástico não poderia, jamais, levar a cabo tal coisa, errar em tal assunto.

      Patenteia-se aquilo que todos, a boca pequena, desconfiavam.

      Rezemos ardorosamente o Rosário pois o centenário de Fátima se aproxima e, ao que parece, querem ”celebrar” a revolta luterana.

      Ou conversão ou castigo.

      Alexandre V.

    • Sim, tens razão. Se existisse mesmo essa “parte” falando de um mau concílio ele simplesmente não seria realizado e o Papa Pio XII falaria algo à respeito.
      Isso tudo é falso. O Cardeal disse tudo que existia à respeito …
      Ivan Tadeu

    • Prezado Ricardo, a consagração da Rússia, todos nós sabemos, foi um pedido muito claro feito por Nossa Senhora à Igreja. Isso até hoje não foi feito, por quê? Isso pode ser uma afronta? Não penso que devemos usar este termo. Talvez achassem que a consagração da Rússia pudesse gerar uma perseguição aos católicos, e pela falta de confiança na mensagem não procederam como deveriam proceder. Em 1689, Nosso Senhor por meio de Santa Maria Margarida Alacoque pediu que fosse gravado nas armas e pintado nos estandartes da corte francesa o seu adorável Sagrado Coração. Caso isso fosse feito, o rei teria sucesso sobre os inimigos da França e da Igreja. Foi uma promessa! No entanto, Luís XIV não atendeu ao pedido. Exatamente cem anos depois, a Revolução Francesa destrói tudo na França. Muitas vezes os homens procedem assim, não como uma afronta, mas por uma certa falta de confiança ou por acreditarem que tudo pode ser resolvido com suas próprias forças e estratégias. A lição que podemos extrair disso tudo é que devemos obedecer imediatamente às ordens do céu, sempre com fé e confiança, na certeza de que teremos a recompensa.

  2. Enquanto isso, a CNBB organiza a próxima Campanha da Fraternidade de 2017 que convida o povo a refletir sobre OS BIOMAS BRASILEIROS E A DEFESA DA VIDA…

  3. Três palavras: pá de cal! Está muito bem explicado agora a razão da mensagem não ter sido publicada em 1960. Pra usar um termo em voga: Nossa Senhora já tinha predito O GOLPE!!

  4. Ao ler o comentário do Ricardo, quero ressaltar que tenho a msm dúvida sobre o que ele expôs. Alguém pode responder?

  5. Caro Ricardo,

    LSNSJC.

    Tua pergunta é das mais inquietantes. Mas, lembremo-nos, a Igreja, como Corpo Místico de Cristo, passa por sua paixão, como o Senhor mesmo passou. E, na Paixão, por medo dos judeus, quase todos O abandonaram, ainda que o traidor propriamente dito tenha sido um só. Por outro lado, somente um acompanhou-O até o fim.

    Penso que o mesmo se dá hoje. Traidores propriamente ditos, são poucos. Mas a maioria tem medo de segui-lO até a cruz. São traidores também? Talvez, como os demais apóstolos também, de uma certa forma, O traíram.

    É o Mistério da iniquidade em ação.

    Alexandre.

    • Acompanhei perfeitamente sua visão lógica da aprovação derradeira da Igreja. Só não acredito, que medo da morte seja traição, mas fraqueza. De fato, a Igreja vai morrer (CIC 677), e acho que já agoniza.

      Gostaria mito de ouvi-lo mais Alexandre, uma vez que me encontro isolado de pessoas que possam compreender melhor esse momento.

      Paz e bem!

  6. Prezado sr. Ricardo,

    a) A Profecia de Fátima, vista sob um
    olhar modernista, ou sob uma análise fria e
    puramente racionalista, implicaria em uma mera
    “mensagem de décadas atrás, sujeita a fortes influências
    subjetivas de três crianças analfabetas”.

    Em vista disso, os dois primeiros papas conciliares,
    na melhor das hipóteses, consideraram-na apenas
    uma mensagem antiquada (daí porque
    João XXIII dizer: “Questo non é per i nostri tempi”
    [Isto não é para nossos tempos]):

    http://www.sensusfidei.com.br/2016/05/13/fatima-1960/

    b) Quanto a João Paulo I, dada a brevidade de seu pontificado,
    não consta sequer que chegou a conhecer a Mensagem.

    c) JPII, por sua vez, esteve sempre enganado por uma falsa irmã Lúcia:

    http://polemicas-a-parte.blogspot.com.br/2009/10/duas-irmas-lucias-de-fatima.html

    Essa falsa irmã Lúcia é a mesma que “participava” ativa e sorridentemente
    das catástrofes litúrgicas pós-conciliares, e que chegou a afirmar (absurdamente)
    que o pedido de Nossa Senhora para a Consagração da Rússia
    teria sido atendido em 1984.

    d) O próprio post acima menciona a atitude de Bento XVI.

    e) Já Francisco, por fim, dispensa maiores comentários.

    No mais, a verdade é que essa afirmação de Pe. Dollinger
    sobre o terceiro segredo vai perfeitamente ao encontro de
    tantos outros testemunhos daqueles que tiveram acesso
    à Mensagem, como Cardeal Ciappi, Cardeal Ottavini,
    Cardeal Oddi e o próprio Pio XII (então Cardeal Pacelli),
    que disse:

    “Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma”.

    Salve Maria.

  7. As mudanças que ocorreram na Igreja em seu interior, a partir da data que os conspiradores Vindice e Nubius mudaram de tática fim do século XIX, encaixam-se no abordado pelo texto acima, de não mais atacarem a Igreja pela violencia, mas em a arruinarem a partir de dentro, e que começaram gradativamente a surtir os primeiros resultados.
    Agindo pois dessa data em diante pelo método de subversão, a partir do interior, mais ainda infiltrando seus agentes como sacerdotes até chegarem aos postos mais altos do poder hierárquico, começaram paulatinamente a concretizarem seus macabros planos de relativizar a Igreja.
    Assim, logo que começaram alguns desses a tomarem posição, daí empreenderam com sucesso as ações previstas pela “Fraternidade”, como no Concilio Vaticano II, de tal forma de possuirem de seus membros em postos influentes, como o Cardeal Bugnini e diversos noutros locais que solidarizavam com os modernistas, e nesse concilio conseguiram impor textos que facilitassem interpretações duvidosas ou atendentes às ideologias.
    No presente, deparamo-nos com diversos heterodoxismos implantados, a partir do topo da Igreja desde o Vaticano II, como na S Missa, a S Comunhão nas mãos, omissão em combaterem a patente e crescente degradação ético-moral da sociedade, conferencias episcopais com infiltrados socialistas e impondo-se dentro delas, grupos de sacerdotes esquerdizados, como a TL, ou procedendo escandalosamente forma a desmerecê-la seriamente e arrastando multidões de incautos para o abismo!
    Hoje em dia desses temos alguns clérigos tão ostensivos que, na maior hipocrisia, defendem socialistas, entram em partidos alinhados a governos comunistas, desde muitos sacerdotes até a alguns bispos, como aqui no Brasil, como os eclesiásticos defensores de não impeachment da filha do Dragão Vermelho, Dilma!
    Incluem-se no acima os muitos silentes que se omitem em os combater!

  8. Claro que isto tudo não faz sentido. Com que “direito” ocultariam esta parte da mensagem. Há mais coisas não é??

  9. Ricardo, também já pensei isso, mas a questão é muito complexa, mas parece que passou a predominar na Cúria Romana o parecer de que Fátima não era uma autêntica aparição da Virgem Maria.

  10. Ricardo, é preciso ter em mente algumas coisas:

    1) o ânimo que dominou a época do Concílio era recheado de ideologias modernistas e, quem tem a cabeça dominada por ideologias, muitas vezes se nega a olhar a realidade ou se torna incapaz de tal coisa;

    2) os papas poderiam continuar a exaltar o Concílio pela possível cegueira provocada pela ideologia e, talvez, por também ser feio afirmar que um concílio tenha sido um erro da Igreja;

    3) sendo a aparição de Fátima uma revelação privada, nenhum católico é obrigado a crer nela; seria bem possível, então, haver prelados que crêem mais nas ideologias progressistas do que nas aparições de Fátima; e isso também dificulta reconhecer que o concílio foi um erro, já que uma revelação privada não faz parte do depósito da fé e não tem força de dogma.

    4) lembre-se que o Papa não trabalha sozinho; há várias pessoas com poder ao lado dele e que podem fazer pressão para impedi-lo de algo; já faz muito tempo que ser papa também é ser político, gostemos disso ou não; então, mesmo sendo o JPII devoto de Maria, ele também precisava lidar com todas pressões imagináveis que um homem que está agindo publicamente diante de outros interesses políticos tem que lidar. O Pe. Gabriele Amorth conta que o JP tentou realizar a consagração da Rússia na Praça de São Pedro certa vez e no último momento, quando ele ia pronunciar o nome “Rússia”, algum assistente o pressionou para não fazer… e ele não fez. As coisas que acontecem nas cúpulas do poder nunca são tão simples como nós pensamos e há coisas que nós nem imaginamos que acontecem.

    Coloquei essas observações como possibilidades. Mas acho que ela ajudam a diminuir a perplexidade que esse assunto provoca.

  11. 2) “os papas poderiam continuar a exaltar o Concílio pela possível cegueira provocada pela ideologia e, talvez, por também ser feio afirmar que um concílio tenha sido um erro da Igreja”.

    Essa cegueira provocada pela ideologia, na verdade é um castigo que está bem explicado em II Tessalonicenses:

    “A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores.
    Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar.
    Por isso, Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro.
    Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal”.

  12. Caríssimos,

    Coincidência ou não, há boatos de um novo milagre do Sol em Portugal: http://secretummeummihi.blogspot.com.br/

    Entramos em dias interessantes e talvez decisivos para a história da Igreja.

  13. Alexandre e Helder, obrigado pelos esclarecimentos de forma respeitosa. Achei que iam me xingar porque expus uma dúvida. Mas vocês foram cordeais. Concordo com a opinião de vocês; existe muita coisa que ocorre nos “bastidores” que foge à luz do nosso conhecimento. Se isso de fato ocorreu, vamos esperar em Deus que as coisas caminhem conforme o Imaculado Coração de Maria.

  14. Teria Bento XVI tentado revogar o CVII ou parte dele e por isso foi obrigado a renunciar ?

  15. O fato é que os ditos “modernistas” eram muito mais preparados que a maioria de seus opositores. Basta ver a produção intelectual de Ernesto Buoanaitti, que foi excomungado duas vezes, para ver que de bobo ele não tinha nada. Na verdade, parece certo que a maior parte dos Padres Conciliares fosse composta de bons pastores e curas d´alma, sem teologia alguma além da dos bancos do seminário. Eles não estavam preparados para enfrentar os teólogos do Reno. Eles votavam com a maioria capitaneada pelos cardeais moderadores e demais testas de ferro de Montini.

    Paulo VI foi o pusilânime mais voluntarioso que a Igreja viu ao longo da sua conturbada história. Era fraco e indeciso, e, no entanto, era dotado de uma tenacidade aterradora quando cismava com algo. Entende-se por que ele impôs à Igreja o seu “rito” espúrio, embora alguns cardeais o tivessem advertido da temeridade de se alterar a liturgia naquela quadra dos acontecimentos. Fala-se que Montini, quando contrariado, fulminava certo olhar que derrubava qualquer um.

    Tudo isso para dizer que se é verdade o tal elogio do Santo Padre Bento XVI a Mons.Lefebvre isso pode se entender da seguinte maneira: Mons. Lefebvre tinha tamanha firmeza e clareza do princípio fundamental que norteia toda a Sagrada Teologia que, de certa forma, ele foi o maior de todos. Qual esse princípio? Um radical cristocentrismo focado no mistério da Encarnação.

    É a profissão clara e inequívoca da divindade de Jesus Cristo o princípio fundamental que o fez repudiar o ecumenismo e todas as malditas e abjetas reformas feitas para encampar essa monstruosidade doutrinal que NÃO possui lastro algum na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja.

    Que “todos sejam um” da oração de Jesus não se aplica, como pretende a insidiosa heresia ecumenista, à Igreja de Deus a qual “já” é e sempre foi UNA, conforme se professa no Credo. Os dissidentes é que devem voltar à unidade católica mediante a conversão e abjuração de seus erros e heresias. E os infiéis devem ser evangelizados e exortados a aceitar a Salvação que o Filho de Deus nos alcançou.

    Basta de prostituição.

  16. 101 prelados católicos, entre Bispos e Cardeais, na época da realização do CVII eram membros de lojas maçônicas. Isso já explica tudo!

  17. Caro Robson. Há centenas de comentários aguardando liberação, entre eles o seu, por conta do recesso. Pedimos paciência e compreensão.

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