Desagregação familiar é plano de fundo do caso do estupro de jovem, diz Bispo.

PETRÓPOLIS, 06 Jun. 16 / 07:30 am (ACI).- A desagregação familiar é um dos pontos que, na visão do Bispo da Diocese de Petrópolis (RJ), Dom Gregório Paixão, OSB, podem ser observados por trás do recente caso do estupro coletivo contra uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro. Segundo ele, a família, como fundamento da sociedade, deve ser resgatada.

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Dom Gregório Paixão, OSB

“Olhando o plano de fundo dessa história, vemos uma desagregação familiar e uma total perda de valores humanos na sociedade”, expressou a ACI Digital.

“Em primeiro lugar – declarou o Bispo –, temos que olhar o fato pelo que aconteceu, uma violência. E foi cometido contra uma pessoa que era menor de idade”. O Prelado recordou ainda que no dia 31 de maio, o Senado brasileiro aprovou projeto de lei que prevê pena mais rigorosa para estupro cometido por duas ou mais pessoas, podendo totalizar 25 anos de prisão.

Por outro lado, ressaltou que é preciso “levar em consideração o que vemos por trás disso tudo”, o “plano de fundo dessa história”.

“Os homens que cometeram tal crime são pessoas que não têm valores religiosos, não têm formação familiar. A própria menina começou muito nova uma vida sexual ativa, estava envolvida naquele meio”, indicou.

De acordo com ele, “isso é uma mostra de uma sociedade em que os jovens vão muito cedo para bailes onde o ambiente não é adequado, que possuem uma formação familiar ruim”.

Além disso, observou que “este fato reflete uma sociedade com total ausência de Deus”, porque, “quando se há a certeza que temos um Senhor, buscamos conter as nossas índoles negativas, aprendemos a não tratar o outro como objeto e sim como um irmão”.

Em seguida, o Bispo de Petrópolis mencionou como os depoimentos que surgiram após a divulgação do ocorrido demonstram que “a moça tinha uma vida desagregada”. Lembrou ainda que, diante desses fatos, muitas pessoas passaram criticá-la, chegando até mesmo a dizer que ela mereceu.

Entretanto, ressaltou que a adolescente “é vítima de uma sociedade que abandona seus filhos. A sociedade toda é vítima”.

Além disso, o Prelado chamou a atenção para outra situação, a das pessoas que vêm acusando a menina. “Vemos que aqueles que criticam a jovem são os mesmos que pregam a morte da sociedade, como por exemplo, o aborto. Reclamam da violência, mas pregam outra violência”.

Frente a esta realidade, Dom Gregório Paixão indicou que a forma que a sociedade possui para evitar tais fatos “é voltar ao seu fundamento que é o núcleo familiar, o qual muitos políticos vêm buscando destruir com leis. Temos que retomar a responsabilidade dos pais sobre seus filhos”.

Quanto à Igreja, o Bispo reforçou que deve insistir na defesa dos valores cristãos, “como uma voz que clama no deserto”. “Precisa seguir pregando os valores naturais, a família, não pode desistir de mostrar o caminho da beleza e lutar contra uma cultura de morte. É preciso continuar pregando o Evangelho da verdade”, concluiu.

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12 Comentários to “Desagregação familiar é plano de fundo do caso do estupro de jovem, diz Bispo.”

  1. Dom Gregório, concordo com o senhor, mas a CNBB e os bispos deveriam começar a falar mais de castidade, fidelidade, sobre o céu, sobre o inferno e o Juízo Final nas missas ao invés de repetir chavões politicos nas Campanhas da Fraternidade com as mesmas asneiras todo ano: justiça social, reforma agrária, ecologia etc.. Ano que vem a CNBB vai refletir sobre os … biomas do Brasil.

    É esta a prioridade da CNBB????
    E a crise de vocações que esvaziou os seminários ?
    E as igrejas vazias no domingo ?
    E a debandada geral dos católicos migrando para seitas pentecostais?
    E a imoralidade escandalosa observada em muitos seminários do Brasil (drogas, bebida, sexo, homossexualismo) ?
    Um único bispo pode fazer muito mais pela Igreja do que mil leigos.

  2. Salve maria,

    Creio que se faz necessário uma retificação referente a expressão “pano de fundo”, por algum lapso, grafada “plano de fundo” no título da matéria.

  3. Daqui a pouco vão aparecer esquerdopatas na mídia dizendo que o Bispo culpou a vítima….

  4. O Revmo bispo D Gregorio tem toda a razão: o problema está intimamente ligado à gradativa perda da fé e suas consequencias, dentre essas, está a desagregação familiar.
    Isso é um processo que vem sendo paulatinamente instalado, desde os planos de Vindice e Nubius e seus asseclas que praticamente infiltraram e dominaram o mundo das modas para perverterem a mulher de forma sutil e lentamente!
    A Serpente do Éden, no paraíso, ao invés de tentar Adão, preferiu Eva pois sabia que a mulher é o pêndulo moral da sociedade e subjugada, Adão a seguiria e teria alcançado seu objetivo, como o foi; hoje isso reflete de forma patente em infindas réplicas, pois os homens são facilmente dominados por elas nessa area pelo alto poder sedutor de dominio sobre as paixões dos varões, sendo a prova quantas são mortas por os abandonar, e apelarem para o assassinato por descontrole total!
    O caso Brasil, por ex., deteriora-se a olhos vistos mais depois dos socialistas entrarem no poder – FHC e seu PSDB, forma mitigada do comunismo da Escola de Frankfurt – que implanta o relativismo de forma mais camuflada.
    Porém, após a entrada dos comunistas do modelo trotsky-stalinista do PT, começaram a agir de imediato de forma agressiva e patente, usando a midia geral, caso das novelas e mais programas repletos de mensagens anti católicas, recheadas de todas as perversões, praticamente levando as familias diariamente, a principio para perto dos bordeis e hoje, diretamente para dentro das cenas ocorridas nesses locais, transformando o lar pelo conteúdo das imagens num cabaré doméstico!
    Lamentável que a CNBB não enfrentou os desafetos da Igreja; deveria estar numa cruzada nacional contra essa degradação total religiosa-ético-moral promovida pelos caóticos comunistas!
    Sem alongar, que esperar de “familias” das recentes gerações “educadas” nas tvs, cujos subfrutos são casais desfilando com filhos desde o colo, vestidas de corarem prostitutas, varias tatuadas com mensagens subliminares esoteristas, quase todas, geralmente “evangélicas” e só entendendo de modernismos e novas invenções tecnológicas?

  5. No dia 2 de junho de 2002, o jornalista Tim Lopes saiu da sede da TV Globo para fazer mais uma reportagem investigativa. Com uma microcâmera escondida, ele pretendia filmar um baile funk na favela da Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo do Alemão. Ele investigava a denúncia de que havia exploração sexual de menores e consumo de drogas durante as festas patrocinadas por traficantes.
    Tim Lopes foi executado com um golpe de espada, seu corpo foi esquartejado e queimado em pneus em um local, conhecido como “micro-ondas” – usado por traficantes para incendiar vítimas e, assim, eliminar provas dos crimes.
    Lá se vão 14 anos e pelo jeito a cena não mudou, só piorou.
    Dizer que os homens que cometeram tal crime e as orgias regadas a drogas com adolescentes são pessoas que não têm valores religiosos e nem formação familiar é o mesmo que dizer que demônios são anjos rebeldes porque não receberam boa formação angélica e não têm valores divinos.
    Tim Lopes morreu porque quis jogar uma luz sobre esse submundo onde jovens adolescentes se vendem em troca de droga e se aliam a bandidos em troca de prestígio. E quando falamos em submundo estamos falando de um território que tem suas leis próprias.
    De acordo com uma das testemunhas, Tim Lopes teve as mãos amarradas e foi levado de carro, para o topo da favela, onde foi baleado no pé, para não fugir e de lá seguiram para a favela da Grota.
    Ao chegar lá, os traficantes já o aguardavam para fazer uma espécie de “julgamento” e decidir se o matariam ou não.
    Como podem ver, eles têm seus próprios tribunais e código de conduta, portanto dentro desse submundo não adianta dizer que “ aconteceu, uma violência”, porque a violência é o meio de vida deles e nem dizer que a pessoa era menor de idade, porque a maioria dos menores que fazem vida no tráfico começa a “carreira” aos oito anos, como “olheiro” ou “fogueteiro”. Eles são os responsáveis por vigiar a favela e avisar aos criminosos sobre a chegada da polícia ou bando rival.

    “Na hierarquia do tráfico, “avião” é o cargo que vem em seguida e concentra 732 adolescentes e 263 crianças. Eles são usados para transportar drogas e armas dentro e fora da favela. O serviço também rende, em média, R$ 150 semanais. Os chamados “soldados”, que são os que têm o direito de ganhar a primeira arma e andam com ela para possíveis confrontos e defesa dos chefes, são o terceiro nível da escala. Eles também compõem a maior parte dos trabalhadores do tráfico. Do total de 8.583, 525 são menores de 12 anos. Nas comunidades pesquisadas, eles recebem em torno de R$ 200 a cada sete dias.
    http://noticias.r7.com/cidades/noticias/criancas-comecam-no-trafico-de-drogas-do-rio-aos-oito-anos-de-idade-diz-instituto-20091227.html

    Essa é a realidade do submundo frequentado pela garota que ganhou manchete internacional. Um submundo onde o fato dela ter 16 ou 12 anos faz pouca ou nenhuma diferença. Um submundo onde a exploração de crianças que diariamente acabam mortas nas brigas entre facções não causa comoção e nem ganha manchete em jornal.
    Portanto eu acho que tomar o exemplo do que acontece nesse submundo e aplicar à sociedade como um todo não procede e nem ajuda em nada.
    Nesses ambientes, quem ainda consegue fazer algum trabalho eficaz de resgate são algumas seitas protestantes. Vez por outra se encontra um ex-traficante com bíblia debaixo do braço e eles são prova de que a retirada de indivíduos do “mundo do crime” e sua inclusão em programas desenvolvidos por tais entidades e, em última instância, sua conversão, vem se configurando como alternativa de vida para muitos. As seitas se tornaram uma ferramenta útil para o abandono da violência e a entrada, ou retorno, a uma vida mais em conformidade com os preceitos evangélicos.
    Em contra-partida, enquanto a CNBB estiver com essa mesma cantilena de “grito dos oprimidos”, ênfase no “pecado social” ao invés da responsabilidade individual, a Igreja continuará perdendo terreno, influência e seguidores nesses territórios.
    De fato, estamos vivendo “uma sociedade com total ausência de Deus”, mas isso porque a hierarquia Católica em sua maioria prevaricou, deixaram de anunciar Deus e o Reino de Deus, pra anunciar o reino desse mundo, passando a adorar e servir a criatura ao invés do Criador.

  6. Os 10 Mandamentos da Lei não existem mais, por isso nada mais é pecado logo os confecionários não mais utilidade. Ai esta a explicação porque os confecionários desapareceram.

  7. A verdade é que, hoje, não se oferece aos jovens um modelo de família; nem à jovem abusada, nem aos seus abusadores. A sociedade, com sua permissividade, mostra à juventude que tudo é bom e permitido. Ora, poucos querem se casar e constituir família, pois o sexo é farto e e fácil. Não se namora mais sem intercurso sexual. E tanto faz qual seja o sexo do outro copulante ou a quantidade de parceiros.

    É, pois, preciso investir na família! Investir na família como modelo, a fim de que as novas gerações possam com ela se identificar e querê-la.

    Por que uma moça de 16 anos já é mãe?!? Por que tantos homens consentem em concurso sexual de vários com uma única mulher, desacordada, sem possibilidade de manifestar seu consentimento ou vontade?!? Há algo errado! Muito errado…

    Que a Sagrada Família, com seu santo modelo, possa ser o padrão para as atuais e futuras gerações!

  8. O bispo esqueceu de mencionar que a menor é dependente química e se sujeitava a esses abusos para conseguir drogas, de acordo com entrevista concedida pela mãe dela ao canal SBT. Pois bem, a legalização das drogas, que já arruinou tantas famílias, é uma das bandeiras de FHC e de outros importantes políticos brasileiros.
    Conheci mães de classe média que gastaram o que tinham e não tinham para tratar filhos dependentes químicos. Já a mãe dessa menor, que vive numa das regiões mais pobres do Rio de Janeiro, certamente não tem recursos para tratar sua filha.

  9. Grande explicação Gercione! É preciso pontuar as diferenças.

    Sobre o Tim Lopes, apesar da morte brutal e covarde, também dizem as más linguas que ele era consumidor. E isso explica a morte brutal, pois ficou devendo. Não, não tenho como saber, mas já ouvi essa história aqui no Rio de Janeiro.

  10. “mas a CNBB e os bispos deveriam começar a falar mais de castidade, fidelidade, sobre o céu, sobre o inferno e o Juízo Final nas missas ao invés de repetir chavões politicos nas Campanhas da Fraternidade com as mesmas asneiras todo ano: justiça social, reforma agrária, ecologia etc.. Ano que vem a CNBB vai refletir sobre os … biomas do Brasil.”

    “Dizer que os homens que cometeram tal crime e as orgias regadas a drogas com adolescentes são pessoas que não têm valores religiosos e nem formação familiar é o mesmo que dizer que demônios são anjos rebeldes porque não receberam boa formação angélica e não têm valores divinos.”

    “estamos vivendo “uma sociedade com total ausência de Deus”, mas isso porque a hierarquia Católica em sua maioria prevaricou, deixaram de anunciar Deus e o Reino de Deus, pra anunciar o reino desse mundo, passando a adorar e servir a criatura ao invés do Criador.”

    Paulo VI não se gloriou de nós (nós, vírgula, ele) também agora termos o culto do homem?…

    Sr. Bispo, boa meditação sobremos biomassssss ano que vem em Aparecida…

    Por favor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  11. Tenho sempre a lamentar que todas as homilias até hoje que assisti, nunca vi nenhum padre apontar quem são os culpados, mas falam em crises e corrupções a torto e direito, só e só, mas os promotores dessas coisas, os conspiradores que são os culpados, nuuuuuuunca!
    Filhos sem pai e mãe?
    Nada melhor que esclarecesse a nós que são os componentes do Partido dos Trabalhadores, que detestam trabalhar, mas o trabalho desses sanguessugas é de surripiar o povo e enfiar nele ideologia de Marx,, como a atriz de teatro Dilma que encena muito bem que “nunca sabe de nada, não viu nada, não estava lá na hora e nem conhece quem acusa ela”!

  12. Caro Heitor, difícil é achar um jornalista esquerdista que não fuma ou cheira, mas dívida de drogas não foi mesmo o motivo do assassinato brutal. A verdade já foi contada em depoimento pelos próprios participantes da chacina:

    “A dinâmica do crime: J.S.T. contou que os traficantes descobriram a câmera escondida de Tim Lopes por causa de uma pequena luz vermelha dentro de sua bolsa. A informação teria sido passada a Elias Maluco, chefe do bando que Cinqüenta, que ordenou a execução. O grupo então seqüestrou o jornalista, colocou-o no parta-malas de um carro e levou-o para uma área isolada na Favela da Grota, na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio. J.S.T. esta em um Audi A3, que teria sido um dos carros usados no crime, no qual Tim Lopes teria sido levado. Tim Lopes foi amarrado ao tronco de uma árvore, antes de ser duramente torturado e morto. A mando de Elias Maluco, J.S.T. e os comparsas SBT e Biel, teriam ido comprar gasolina e óleo diesel para queimar o corpo e, ao retornarem, atearam fogo. De acordo com o depoimento, ele teria participado do crime para não morrer, pois, se algo “desse errado”, os integrantes do grupo seriam assassinados a mando de Elias Maluco.
    http://www.sidneyrezende.com/noticia/7018+assassino+confesso+conta+detalhes+da+morte+de+tim+lopes

    Há farto material na net sobre o assassinato cruel daquele repórter e todos corroboram com a informação de que Tim Lopes estava ali naquele baile funk filmando os traficantes e a exploração sexual de meninas como essa, que só agora virou notícia graças ao compartilhamento de miséria pelo wassup.
    De acordo com a avó da menina, ela costumava ir para o antro dos bandidos desde os 13 anos e, às vezes, passava dias sem dar notícias.
    Eu sinceramente não sei que mundo é esse, mas no que eu vivo, independente de desagregação familiar ( que é um fenômeno mundial) um adolescente que some de casa e não aparece em 24 horas é motivo pra se acionar a polícia pra desvendar seu paradeiro. No mundo em que eu vivo, se os pais de uma criança ou adolescente não tem condições de cuidar dela ou negligencia sua responsabilidade expondo-a a perigo de vida, eles perdem a guarda da criança que é imediatamente colocada aos cuidados de uma outra família ou instituição.
    Ao invés de usar esse caso (que é mais do que corriqueiro nesse tipo de submundo) pra ficar fomentando guerra de sexos, feminismo, caça à bruxas, acusações infundadas…etc, a sociedade como um todo deveria começar a pensar seriamente em estratégias e políticas pra resgatar essas crianças das mãos dos traficantes.
    É inadimissível que uma criança de 8 anos de idade esteja trabalhando de “vaporzinho, aviãozinho, fogueteiro ou olheiro” para quadrilhas do narcotráfico. É inconcebível que mesmo sabendo da presença de menores de idade em bailes funk, o Estado não faça absolutamente nada pra proibir e fechar esses antros de depravação.
    Enquanto nada for feito nesse sentido, esse tipo de sensacionalismo barato só serve pra alimentar discussão inútil em rede social, desviar o foco de assuntos realmente sérios e urgentes e dar o que falar a quem não tem o que fazer.