Editorial – Agora, na mira de Francisco: os bispos!

Como uma mãe amorosa”. Esse é o título do Motu Proprio que Papa Bergoglio acaba de publicar. O assunto é a remoção dos bispos que são negligentes em seu ofício episcopal.

Agora, eles estão no alvo: os bispos!

Logo no artigo 1o., Francisco afirma sem titubeios: “O Bispo diocesano ou Eparca, ou aquele que, mesmo que a título temporário, tem a responsabilidade por uma Igreja particular ou por uma outra comunidade de fieis equiparada a essa, no sentido do c. 368 do CIC e do c. 313 do CCEO, pode ser legitimamente removido do seu cargo, se tiver, por negligência, feito ou omitido atos que tenham provocado grave dano a outros, tratem-se de pessoas físicas ou de uma comunidade em seu conjunto. O dano pode ser físico, moral, espiritual ou patrimonial”.

vescoviEm um artigo, o Papa argentino colocou quase a totalidade dos bispos em situação perigosa. Aliás, não apenas os bispos, mas até mesmo os administradores diocesanos ou apostólicos que, a título temporário, tiverem algum dos problemas acima.

Notem que o dano pode ser físico, moral, espiritual ou patrimonial! Qual é a diocese que não tem algum clérigo, ou até mesmo o próprio Ordinário, que não tenha feito ou omitido atos que tenham causado algum dano desse tipo?… Estamos certos de que o leitor conhecerá um, senão alguns ou muitos casos em que o bispo se encontraria exatamente nessa situação.

Lembram aquele padre que deu escândalo e foi removido para outra paróquia ou diocese, como se nada tivesse acontecido? Ou aquele que foi preso porque teve de denunciar suborno de eventuais amantes e continua celebrando suas missas, com anuência do bispo e até da mídia? Ou aquele que engravidou uma moça e o bispo disse que ele não precisava abandonar o ministério, mas apenas mudar paróquia, e depois foi transferido? Ou aquele que faliu uma comunidade, e outra, e outra, e outra, e continua a falir, porque paga pontualmente a cúria? Ou aquele bispo que injustiçou um padre bom, jogando-o numa paróquia longínqua e miserável? Ou mesmo o bispo que destruiu a vida de um seminarista, expulsando-o de um seminário injustamente? Ou daqueles que permitem suas universidades e seminários serem infestados de hereges, expulsando os bons teólogos? Ou dos bispos que vivem onerando as paróquias com taxas que ninguém sabe para que serão usadas? Ou dos bispos que proíbem a missa tradicional em suas dioceses, mas permitem todos os abusos litúrgicos? Ou dos bispos que só falam em dinheiro, em construção de Catedrais milionárias e modernosas, vivem viajando mundo afora ou tirando fotos de bermuda e postando no facebook? Até agora só vimos alguns padres serem penalizados. Agora, chegou a vez dos bispos! Eis a grande novidade!

Claro, o bispo terá tempo de se defender e produzir provas, e a Congregação dos Bispos poderá até mesmo consultar a Conferência Episcopal… Mas, diante de fatos e de acusações do povo, que margem haverá para escapar das evidências de negligência? No Brasil, esse é o pecado capital do governo dos bispos. Negligência! E negligência já nos seminários, cujo maior número é entregue a formadores incapazes e, por vezes, inidôneos. Agora ficou fácil: basta abrir a caixa preta! E não faltarão ex-seminaristas, padres afastados, funcionários ou pessoas prejudicadas que não queiram abrir a boca!

Diante disso, Francisco oferece aos bispos duas alternativas: uma, com misericórdia; e outra, sem misericórdia. Ah, a misericórdia de Francisco!

“Caso considere oportuna a remoção do Bispo, a Congregação estabelecerá, com base nas circunstâncias do caso, se:

1o. dar, em mais breve tempo possível, o decreto de remoção;

2o. exortar fraternalmente o Bispo a apresentar a sua renúncia no prazo de 15 dias. Se o bispo não der a sua resposta no prazo previsto, a Congregação poderá emitir o decreto de remoção”.

Lembramos que, no segundo caso, a práxis seria aquela adotada com o finado Dom Rogélio Livieres: depois de sua remoção, não foi nomeado bispo emérito, mas ex-bispo de Ciudad del Est, porém, no caso dele, amado e venerado pelo povo e pelo clero.

Como o Motu Proprio entra em vigor no dia 5 de setembro, já deve ter começado a correria para se produzir provas e testemunhos em defesa dos negligentes. Admitamos: isso chega a provocar, digamos, misericórdia.

Claro! Todos sabemos que hoje em dia os bispos acabam caindo em situações que nem eles mesmos nunca imaginavam ter de enfrentar. Tantas vezes, acabam ajudando um padre por acreditarem em sua possibilidade de conversão. Eles são bispos, não delegados de polícia.

Pois é, mas, mesmo nesses casos – e não falamos daqueles propriamente escandalosos e negligentes –, um bispo pode perder sua diocese. E não terá ninguém para quem apelar. Se for religioso, ainda pode voltar para o convento; mas, se for diocesano, o jeito mesmo é começar a vida do zero.

Bem… Não acreditamos que Francisco faça isso propriamente por amor à justiça. Não! Justo ele que condenou o inocente Dom Livieres e promoveu o conhecidamente escandaloso Mons. Ricca ao IOR. E nem falemos do caso do badaladíssimo Mons. Camaldo…

Francisco é um soberano. Age como ditador. Como religioso, comporta-se propriamente aos modos de um superior dalguma congregação religiosa: a Igreja virou o seu convento.

Dizia Maquiavel, “divide e reinarás!”. E, de fato, Francisco é bem maquiavélico. Primeiro, jogava o povo contra os padres, em discursos sempre críticos, chegando mesmo a dedicar o Capítulo III de Evangelii Gaudium para denigrir as homilias dos padres. Como se ele fosse um grande orador, com seus três pontinhos… Nesse quesito, aliás, quantas saudades de Ratzinger! Ao invés de indiretas e banalidades, ele brindava a Igreja com uma elevada teologia. Mas, enfim, águas passadas…

Agora, Francisco joga o povo contra os bispos. Está aberta a temporada de caça! Basta fazer uma denúncia, padres ou leigos, e a guilhotina começa a ser afiada, como uma mãe amorosa.

Esperamos que, agora, os bispos acordem! Durante muito tempo foram complacentes e, brindando a promessa circense de uma eventual sinodalidade, hipnotizados com o discurso colegial bergogliano, deixaram passar monstruosidades como as aberrações doutrinais de Amoris Lætitia. Agora, eles serão as vítimas dessa arbitrariedade e, talvez assim, e somente assim, percebam quanto custa negociar com a verdade do Evangelho para insuflar a vaidade mundana de um homem.

Por detrás da demagogia de Francisco jaz um déspota cujo desejo de poder não supera apenas a obstinação ideológica. Obstinação que visa transformar o catolicismo numa sucursal da ONU, e fazê-lo o homem mais aplaudido do mundo e… pelo mundo!

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42 Comentários to “Editorial – Agora, na mira de Francisco: os bispos!”

  1. Quem não deve não teme. Simples assim.

    • Não tão simples assim. Dom Livieris não devia, nem temia a fúria injusta de Francisco e seu revanchismo. Deu no que deu! Mesmo o bispo justo ou o bom – na verdade, especialmente esses! – podem ser condenados por Francisco.
      Não creio que bispos negligentes serão punidos. Francisco já provou que pode agir como quiser e a revelia do Direito Canônico. Essa nova norma serve apenas para dar uma aparência de legalidade ao seu governo tirânico e aos seus atos despóticos. Francisco age primeiro e depois se preocupa com leis e cânones. Foi assim com o lava-pés de mulheres, é assim com a expulsão de (bons) bispos.

    • Concordo padre Henrique, e digo mais, já passou da hora do papa punir esses bispos que jogam para debaixo do tapete todos os crimes que alguns padres cometem.
      Obrigado papa Francisco por ter coragem de enfrentar esses lobos travestidos de cordeiro.

    • Daneels deve muito e teme pouco.

    • Pelo contrário. Aqueles que nada devem ao poder de turno é que mais devem temer. Quando alguém deve alguma coisa ao tirano da ocasião, as duas partes podem chegar a um acordo sórdido em que os únicos prejudicados, fatalmente, serão terceiros.

      Quando ninguém deve nada ao governante do momento, é que deve se preocupar. Pois aí não há possibilidade de acordo. Vai pra guilhotina sem direito à defesa!

    • Huuummm. Pe Henrique logo logo será nomeado bispo…

    • Pe. Henrique, simples assim? Simples assim para os lobos sanguissedentes desta Igreja pós-conciliar dita da Misericórdia.

      Como uma mãe amorosa e cheia de ternura: veja abaixo no primeiro encontro Bergoglio-Ratzinger a palavra ternura (tenerezza) da boca do próprio pontífice. Veja também o tom de voz, a expressão e verá não a mãe amorosa, nem humildade, nem ternura: mas ódio e hipocrisia:

      Veja também no vídeo o quadro de “Nossa Senhora da Humildade” dado a Bento XVI pelo ternura de seu pontificado que trouxe o Motu Proprio Summorum Pontificum.

      Vivo em uma cidade com um milhão e meio de habitantes e o Arcebispo, “como uma mãe amorosa”, nunca permitiu uma única missa do rito de São Pio V.

      Veja o Pontífice neste vídeo (permita-me o editor publicá-lo), “como uma mãe amorosa”:

    • No Brasil, que eu saiba, o único bispo que não estaria indo nessa onda de “misericordia sem restrições” é um que admiro – D ALDO PAGOTTO – que junto com outros bispos fez parte de um livro de atitudes conservadoras, no caso, nada de acordo como inovações recentes no Vaticano e consta que estariam fazendo pressões sobre ele.
      Pressões ele sofre desde que substituiu D Hélder e resolveu fazer uma varredura dos vermelhos encastelados na Arquidiocese de Olinda e Recife – e venceu a parada.
      Esse é um dos que nada devem de entregar a Igreja aos seus inimigos e já fez até discursos contra o PT, dando nomes!

  2. Durante a última celebração litúrgica da Imaculada Conceição, quando Francisco citou o quinquagésimo aniversário do Concílio Vaticano II, referiu que tratava-se de um concílio “marcado pelo poder do Espírito que empurrava a Igreja para sair das águas pouco profundas que durante muitos anos a haviam recluída em si mesma” (???) “para retornar com entusiasmo o caminho missionário “.

    Agora eu me pergunto qual “caminho missionário” a Igreja trilha hoje. Afinal, sob o novo mandamento do “ide e dialogueis” o Papa castra a Igreja de seu empenho missionário essencial e reduz o apostolado católico a uma “conversa de comadres”, trazendo consequências trágicas para um princípio fundamental do depósito da fé: Salus animarum suprema Lex, isto é, a lei suprema da Igreja consistente na salvação das almas.

    Com isso, se um bispo pode ser “legitimamente removido do seu cargo, se tiver, por negligência, feito ou omitido atos que tenham provocado grave dano a outros”, incluíndo-se aí “danos espirituais”, que dizer do Bispo de Roma, que governa a Igreja Universal e que tem provocado extrema confusão em todo o povo de Deus?

  3. Isso valerá para Arcebispos que conduzem os antros esquerdistas das PUCs pelo Brasil?

  4. Belo editorial.
    Na mosca.
    Na prática, Bergoglio poderá remover a maioria dos bispos, nomear seus escolhidos e não mais haverá qualquer resistência à implementação de suas “mudanças doutrinais”.
    Mais acertada ainda a frase: “Como se ele fosse um grande orador, com seus três pontinhos…”.
    Eu diria com seus três pontinhos, papa .’. Bergoglio.

    Tempos maus .’. tempos maus .’. tempos maus .’.

  5. Fui seminarista em Ciudad del Este. Se não fosse pelo Mons. Rogélio e o antigo reitor do seminário, Mons. Victor Sequeiros, eu não teria tido a fantástica experiência em estar num seminário tradicional. Mons. Rogélio era um pai, a diocese em peso o tinha como um. Apenas um pequenino grupo não o aceitava, e era justamente o grupo que apoiava os bispos paraguaios da teologia da libertação.

    Quem viveu no seminário de CDE sabe muito bem que: Cardeal Bergoglio ODIAVA aquele seminário, tendo enviado DIVERSAS VEZES a Roma (em especial ao Papa Bento XVI) cartas criticando o seminário, o seu bispo e o clero. Bergoglio desejava o encerramento das atividades do seminário, mas por que? Porque havia o lobby dos bispos progressistas da América do Sul que não admitiam os seus seminários estarem vazios, possuírem um clero frágil e sem piedade, e que 200 jovens, oriundos de quase 10 países (até mesmo jovens de EL SALVADOR, COSTA RICA e MÉXICO) estarem saindo dos seminários em seus países e indo para Ciudad del Este.

    Lembro-me do dia em que o Mons. Rogélio foi deposto. TODOS os seminaristas se revezaram na capela do seminário com o Santíssimo Sacramento exposto na madrugada. Rezamos piedosamente por horas e mais horas pelo nosso bispo. Mas que pela manhã tivemos a péssima notícia. Para quem não sabe o que ocorreu em Roma, aqui vos falo em primeira mão: Mons. Rogélio foi chamado pelo prefeito da congregação para os bispos 3 vezes. Nas 2 primeiras vezes ele ordenou que ele renunciasse ao seu posto, e recebeu um “não”. Na última vez, lhe foi ordenado o mesmo, mas Mons. Rogélio também disse que não o faria, pois havia recebido o dever de guiar aquela diocese, então lhe foi dada a carta de deposição. O mais interessante de tudo: enquanto tudo isto acontecia, a diocese já tinha um novo bispo “provisório”. Antes de se dirigir a Roma, foi prometido ao bispo de CDE que ele teria uma audiência com Francisco e lhe foi GARANTIDO que Francisco o receberia. Mas neste período, onde estava Francisco? Ele o recebeu? Não! Francisco estava na Albânia.

    Lembro-me da visita apostólica que antecedeu a isto tudo: o Cardeal Santos Abril y Castelló foi muito bem recebido, mas, na sua última alocução, na Missa de encerramento da visita apostólica na Catedral de San Blás em CDE, o cardeal afirmou que “esperava que todos em CDE recebessem as diretrizes de Roma com muito carinho, como desejo do Papa”, falando como se tudo já estivesse esquematizado entre Roma, o núncio apostólico paraguaio, os visitadores, e o bispo “provisório” da ocasião, Mons. Valenzuela. Também o que poucos sabem: durante a visita, os visitadores enviados por Roma não tiveram o interesse de sequer analisar quaisquer papeladas da diocese: tudo foi ignorado, até parecia que estavam lá para cumprirem protocolo, pois, de nada adiantaria mostrar-lhes que tudo estava nos conformes, já que a decisão já estava tomada desde muito antes da visita apostólica. Retirar Mons. Rogélio de CDE, trazê-lo para Roma, e lá removê-lo do seu cargo foi uma jogada muito inteligente.

    Enfim, long history short, para não “escandalizar” mais à respeito de Bergóglio X Mons. Rogélio Livieres, imagino o estrago que este Motu Proprio de Bergóglio será capaz de fazer. De Francisco não espero mais nada… Já estive num lugar onde sua mão estava pesando e fazendo todos sofrerem, e lhes digo: é terrível, perturbador!

    • Se Deus for misericordioso conosco um dia ainda veremos um Papa anular todas essas arbitrariedades que estamos a ver… e um dia veremos Mons. Livieres ser reconhecido como o herói da Fé que foi… que ele possa interceder por essa intenção de onde agora se encontra, pois certamente está na Glória de Deus

    • É com essa pessoa ( Bergoglio ) que a FSSPX quer fazer acordo; é essa a pessoa que pe Schimidberger reconhece como tendo o Primado de são Pedro e suas prerrogativas… vejam o tipo de tratamento que ele dispensa…

  6. Poderemos provar a veracidade das intenções dos provaveis afastamentos de bispos que seriam adotados pelo papa Francisco por começarmos em denunciar a CNBB a ele, procedendo a um levantamento pregresso desde sua gênese dos seus procedimentos heterodoxos, sempre em favor dos partidos socialistas, e veremos quanto farto material subversivo teremos para as apreciações dele para proceder ás sanções e remoções que pretenderia levar a cabo e que criterios de justiçamento irá adotar!
    Que tal pedir o rebaixamento de D Hélder?
    De imediato, poderíamos acusá-la de os comunistas no Brasil terem se apoderado e se mantendo no poder até então graças a ela – sua parceira para o que der e vier – anti impeachment da caótica abortista Dilma, associada aos terroristas degoladores dos cristãos do ISIS, das fotos de Dilma e D Raymundo Damasceno em conversações amigaveis e muitos mais, parecendo-se companheiros de lutas, e as restrições e penalidades contra ela que seriam aplicadas.
    Nada mais será necessario até que apareça o resultado; apenas esse caso e concluiremos se será justiçamento à la saudoso conservador Dom Livieres ou silenciar-se em relação às ações “progressistas” da vermelha CNBB!

  7. Relaxem senhores Bispos modernosos TL latino americanos. Tá tranquilo, tá favorável. Isso só vai servir para os conservadores. Pegadinha do Malandro…

  8. Poderíamos colocar uma palavrinha nova no Vaticano “Impeachment” de Bergoglio

  9. Estratégia da Receita Federal: colocar todos à margem da lei e perseguir a quem interessar.

  10. Num ambiente de arguição justa, dereito de defesa e de testemunhas idôneas, eu concordaria com a frase do Padre Henrique, mas sabemos que o samba bergoliano é de uma nota só, ou seja, se não for do timinho ideológico, bye, bye. Quando vier notificação e punição para os mitrados que ignoram as diretrizes litúrgicas e deixam as senhoras do Apostolado da Oração conduzirem o Santíssimo Sacramento, pode ser que eu pense em acreditar na retidão de intenção de Sua Santidade. Ele tem raiva da Tiara, mas idolatra o poder, a infeliz verdade é essa! Pena.

  11. Perguntar não ofende: quando for para nomear novos Bispos o povo também será consultado? Se levantarmos 5 milhões de assinaturas pelo Episcopado do Padre Paulo Ricardo, tem alguma possibilidade do Papa pensar a respeito? Ou ele só pensa no povo como colaboradores na destituição?

  12. Padre Paul Kramer, autor de vários livros sobre Fátima escreveu:

    “Em 1998, o falecido Padre Malachi Martin disse no programa radiofonico “The Art Bell Show” que, no início de Fevereiro de 1960, quando era Secretário do Cardeal Bea, teve a oportunidade de ler o Terceiro Segredo de Fátima, que descreveu como sendo escrito numa única folha de papel. Mais disse que as palavras de Nossa Senhora eram muito sintéticas e específicas, e que falavam de um futuro “papa” – um impostor que usurparia a Santa Sé de Roma, estando completamente sob o controlo do demonio. Assim, o Terceiro Segredo de Fátima revela o “mistério de impiedade” (2 Tess. 2:7): A falsa Igreja “Católica” – a contra-Igreja, a anti-Igreja – o mistério do dragão, cuja cauda varreu a terça parte das “estrelas do Céu”, isto é, a terça parte da hierarquia católica sob a direcção do antipapa herético.

    É isto que o Papa João Paulo II revelou enigmaticamente a respeito do Terceiro Segredo em 13 de Maio de 2000: “A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, altertando a Humanidade para não fazer o jogo do «dragão» cuja «cauda arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra»”(Apoc. 12:4)

    Quando falei com o Padre Malachi Martin sobre o antipapa herético da apostasia no Terceiro Segredo, a resposta do Padre Malachi foi: “Assim fosse só isso!” O antipapa e os seus colaboradores apóstatas serão (como diz a Irmã Lúcia) “partidários do demónio [que] trabalham para o mal e não têm medo de nada.”1 Estes “partidários do demónio” constituem o “terço das estrelas do Céu” arrastadas pela cauda do dragão. Estes homens, que se apresentam como clérigos ‘católicos’, são membros secretos da seita e estão consagrados ao demonio. Chegarão a controlar o aparelho de estado do Vaticano e a estabelecer o ramo ‘católico’ de uma nova religião universal ecuménica. A sua falsa ‘igreja’ será católica apenas no nome. Formará a parte ‘católica’ da religião estabelecida e obrigatória da Nova Ordem Mundial. O Catolicismo autêntico será posto fora da lei, e os fiéis Católicos que restarem serão sujeitos à perseguição mais feroz que alguma vez houve na história do mundo.

    Os Católicos não serão benvindos na Civilização do Amor: o exclusivismo dos seus dogmas (como, por exemplo, extra ecclesiam nulla salus, ou seja, “Fora da Igreja não há salvação”) fará com que sejam considerados perigosos ‘fanáticos’ e ‘terroristas’ – uma ameaça mortal à unidade e ‘paz’ ecumênicas da Nova Ordem Mundial. Assim, a verdadeira Igreja Católica será tratada como uma organização fora da lei, e uma ameaça à paz mundial. A situação da Igreja será, pois, a mesma que havia durante as perseguições romanas, quando a Igreja era considerada uma organização subversiva e criminosa. Serão promulgadas leis penais para castigar os praticantes não-conformistas de formas ‘ultrapassadas’ de religião pré-conciliar que ameaçam a ‘paz’ mundial (a ordem ecuménica neo-pagã da Civilização do Amor) pelo seu apego divisivo a um exclusivismo dogmático que (como já se alega) leva a ‘perseguições’ inquisitoriais, guerras religiosas e cruzadas.

    Oferecer-se-á aos Católicos uma alternativa, para que possam evitar as maçadas da perseguição e do martírio. A vasta maioria será levada pelo engano e cometerá apostasia. À semelhança do que hoje se passa na China, terão o seu latim, o seu incenso, a sua ‘Missa’, etc. – mas com a condição de estarem em comunhão com a igreja estabelecida – com a Roma que já nessa altura será apóstata. Serão obrigados a estar sujeitos ao papa impostor, cuja igreja falsa estará em comunhão com a Grande Igreja Ecuménica que unirá todas as religiões.

    Os que tiverem a graça e a fortaleza de se manterem fiéis à Fé Católica recusar-se-ão a abandonar a verdadeira religião católica tradicional. Porque recusaram, serão tidos como fanáticos incorrigíveis e cismáticos obstinados. Serão desprezados por toda a parte como inimigos da Civilização do Amor, e serão acusados pelo fracasso da Nova Ordem Mundial em alcançar paz, amor, unidade e harmonia universais. O seu destino é-nos mostrado pela visão do Terceiro Segredo: o Papa, o clero e os Católicos fiéis serão sistematicamente perseguidos e brutalmente exterminados por se recusarem a abraçar a falsa religião do Ecumenismo e da Liberdade Religiosa, princípios estes que foram vigorosa e explicitamente condenados pela Igreja Católica nas declarações pré-conciliares de Papas como Pio IX no Syllabus, Pio XI na Mortalium Animos e Gregório XVI na Mirari vos”.
    http://www.fatima.org/port/resources/cr74grande.asp

    A perseguição está vindo de dentro e avança a olhos vistos: “Serão promulgadas leis penais para castigar os praticantes não-conformistas de formas ‘ultrapassadas’ de religião pré-conciliar que ameaçam a ‘paz’ mundial (a ordem ecuménica neo-pagã da Civilização do Amor) pelo seu apego divisivo a um exclusivismo dogmático que (como já se alega) leva a ‘perseguições’ inquisitoriais, guerras religiosas e cruzadas”.
    De fato, “quem não deve não teme”! Padres e Bispos que cantam hosanas à “Amoris Malícia”, que adotam a linguagem do Lobby Gay, que se tornaram papagaios de púlpito para o que vem dessa Roma Apóstata podem aprontar o que quiserem e dormir sossegados, pois continuarão como “conservadores” de seus cargos e salários. Mas os que não entrarem na linha, ao menor sinal de dissensão: expurgo!
    “Por isso alegrai-vos, ó céus, e todos que aí habitais. Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta”.
    Apocalipse 12:12

  13. Será que podemos denunciar os Bispos da CNBB de traição à Igreja, actos de negligência, na comunidade Brasileira no seu conjunto? Por danos morais, espirituais sofrido pelos católicos brasileiros? Por que não tentar? Talvez Francisco queira provar que este artigo está errado.

  14. Essa norma é redundante, posto que um Papa pode, em qualquer tempo, proceder sumariamente à destituição de bispos, sendo esse o maior ato de jurisdição que lhe compete. Então, à primeira vista, parece tratar-se de uma medida intimidatória.

    Antigamente havia o elegante “promoveatur ut amoveatur “(seja promovido para ser removido). Agora, com El Papa, entrou-se na era do tacape e da chibata. Seja como for, estamos fartos de ver que muitos postos-chaves da Igreja ocupados por teômanos, verdadeiros psicopatas, para dizer o mínimo. Basta citar o obscuro Secretário de Estado de Bento XVI, o cardeal Bertone, que mandou reformar a peso de (muito) ouro um apartamento de cobertura ‘intra muros’ da cidade do Vaticano. Essa cornucópia de dinheirA foi desviada – dizem e provam – das doações feitas a um hospital de crianças doentes. Embora o ‘motu proprio’ de El Papa não incida obviamente sobre os eméritos, por que será que El Papa não mete a mão no vespeiro de Bertone?

    Resposta da velhinha que varre a sacristia: “- Ixi, meu filho, esse tal Bertone deve saber de cada uma…!”

  15. É uma lástima, mas Bergoglio está encarnando nada menos que o estereótipo do jesuíta maquiavélico e de moral laxa, estereótipo forjado caluniosamente por jansenistas e iluministas nos séculos XVII e XVIII, e que levou os reis católicos da Europa a exigirem e obterem do papa Clemente XIV a supressão universal da Companhia de Jesus. Em Bergoglio, as mentiras levantadas contra os jesuítas pelos seus detratores se tornaram verdade.
    Aliás, e a propósito, DO PONTO DE VISTA MÍSTICO, o pontificado de Bergoglio não teria como dar plenamente certo, ainda que ele não fosse a personalidade problemática que é, mas já pelo simples fato de ele ser jesuíta. Um dos pontos centrais das constituições que Santo Inácio escreveu – em êxtase e sob o influxo de numerosas revelações privadas que ele recebia – era a proibição formal a todo jesuíta de ascender a qualquer dignidade eclesiástica (bispado, cardinalato) sem ser a isso obrigado pela autoridade papal. E como entre a morte de um papa e a eleição do próximo falta essa autoridade que poderia obrigar o jesuíta à ascensão proibida por Inácio, logo nunca, jamais, um jesuíta poderia aceitar a eleição como papa. É por isso que, de fato, nenhum jesuíta jamais se sentou no trono de Pedro, em todos os séculos que se passaram entre Inácio e seu indigno filho Bergoglio, mesmo havendo muitos dentre eles altamente cotados para o papado, como foi o caso do cardeal São Roberto Belarmino. A Companhia foi criada por Deus para servir o papado, não para ocupá-lo, como Deus mesmo revelou a Santo Inácio e a Igreja sancionou ao aprovar solenemente as constituições escritas por ele e que exigiam de todo jesuíta o voto formal, sob pena de pecado grave, de nunca ascender a nenhuma dignidade eclesiástica sem ser obrigado a isso. Como dizia um outro santo (Santo Afonso): “É um mal fazer um bem que Deus não quer.” Logo, a benção divina não acompanha o pontificado de Francisco, e não acompanharia ainda que ele não apresentasse nenhum dos problemas de ortodoxia que apresenta.

  16. E enfim com isso, nos aproximamos da perseguição que o demônio faria com todos os filhos eleitos. Exatamente como foi dito em La Salette. Como o pessoal está falando, os bispos que não estiverem de acordo com as futuras mudanças que bergolio planeja fazer serão imediatamente retirados. E porque não dizer que ele poderá ir mais além e excomungar quem não concordar com suas ideias? Será que estaríamos nos aproximando de uma ditadura dentro do nosso Refúgio nesses tempos apocalípticos? É por isso que Nossa Senhora falava que seria uma crise tão grande como nunca houve, realmente. É como se todos os meios de você se refugiar estivessem sendo barrados, já não podemos comungar a Eucaristia na boca mais, a Missa Tridentina pode correr um sério risco de ser extinto e nos seminários a crise é maior ainda. Que Nosso Senhor Jesus Cristo tenha Misericórdia de nós, porque ao passo que estamos andando ainda veremos protestantes ao nosso lado na hora da Missa. Rezo para que isso não aconteça, mas com os desdobramentos que estamos vendo…
    Não esqueçamos que eles planejam comemorar os nem sei quantos anos da reforma protestante e ano passado divulgaram um video ecumenico, está claro que ano que vem com tantas festas importantes eles tentarão de algum modo colocar os protestantes dentro da Igreja.
    São Miguel Arcanjo defendei-nos nesses combates!

  17. Para o Pe. Henrique e demais defensores de Bergoglio, vejamos qual é o critério de idoneidade para um Bispo segundo o santo padre: um tipo Samuel Ruiz de Chiapas (México), adepto da TL responsável pela grande migração de católicos para as igrejas protestantes – vide https://denzingerbergoglio.com/2016/04/25/monsenor-samuel-ruiz-por-los-frutos-se-conoce-el-arbol-lo-sabra-francisco/.
    Este é um meio disfarçado (nem tanto) de perseguir aqueles que se esforçam para defender a doutrina e troca-los pelos seus amigos progressistas, para consolidar a religião universal da ONU. Isto não é nenhuma novidade, pois está se tornando cada vez mais evidente. C.I.C. § 675
    Simples assim.

  18. O “Papa” com essa medida de conceder a si um poder ditatorial deixa de ser o pai benevolente e misericordioso como fundamento visível da unidade da Igreja que detnha a sua autoridade religiosa baseada na fé e na moral para se tornar um ditador de fato e de direito. Agora ele tudo pode…Até o que não lhe convêm.

    “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.
    Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho.
    Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos.
    Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.” (Atos do Apóstolos 20 – 28:31)

  19. Nosso senhor nada devia, é certo que nada temia também, mas o nada dever e o nada temer nâo exclui a perseguiçâo injusta. Que sofismo, como se só os culpados sofressem perseguiçôes nesse mundo .Lamentável o dito pelo Pe. Henrique.

  20. A Igreja é mãe amorosa, mas Bergoglio é um pai severo com os que não se rendem a ternura e as surpresas de Deus, vide http://adelantelafe.com/papa-francisco-nombro-ahora-exactamente-ano-nuevo-arzobispo-berlin-defensor-la-union-gay/
    Somente os de coração endurecidos serão eliminados.

  21. Caros fraternos, paz e bem!

    Este é o meu papa. Este é o papa dos Católicos Apostólicos Romanos.
    Vamos confiar na sabedoria papal, pois quem o inspira é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
    Aliás, para decepção de alguns, o papa Francisco não é ligado com o Anticristo. Senão, vejamos:
    Recentemente, a imprensa noticiou que o papa Francisco recusou-se a receber uma doação milionária do atual presidente da Argentina no valor exata de:
    $ 16.666.000
    Alguém conseguiu ver a malícia na doação?!?
    Simplesmente, ela traz a sequência do número da besta: 666
    Confira no Livro Apocalipse 13, 18.

    Viva o papa. Viva o Espírito Santo. Viva o povo de Deus. Viva a Igreja Católica.

    PS.: Caso esta doação fosse para alguns líderes religiosos, provavelmente eles a aceitariam.

    • Concordo plenamente Renato! Esse é o nosso Papa, amado Francisco, exemplo de cristão que não prega o evangelho apenas em palavras e sim em gestos… Em ações concretas… Há quão seria bom se todos os bispos seguissem o exemplo de Francisco, se saíssem de suas mansões episcopais e fossem para as ruas falar com os pobres… Quão seria bom se todos os bispos decessem de suas cátedras e abraçassem os fiéis, como Francisco faz… se todos os bispos se importassem de verdade com os miseráveis deste mundo, se esquecessem um pouco de suas vestes e seus aneis de ouro…

    • Boi preto conhece boi preto, Argentino conhece Argentino…

    • Deu muito na pinta 16 666 000, não acha, uma chacota?
      Quer dizer então que v concorda plenamente, por exemplo com o cap 8º da Amoris Laetitia, Alcorão, livro de paz, a Comunhão para certos casos de ajuntados?
      Nenhuma restrição a fazer, tudo legal?
      Assim não, meu caro!

  22. Bastava que Bento XVI ficasse mais dois ou três aninhos, talvez fechado em Castel Gandolfo, estudando Mozart ao piano de cauda (que decerto poderia ter à disposição), para que esta DESGRAÇA, CALAMIDADE e OPRESSÃO bergóglica não recaísse sobre a Igreja de Deus.

    Tímidos não prestam pra mandar nem na cozinha.

    • O Papa Bento XVI, é um santo, um homem sem vaidade pessoal, fez o que fez buscando apascentar a divisão na Igreja e aplacar a súcia midiática que fustigava implacavelmente, seu ato não foi um erro e sim um sacrifício de amor e resignação, não impute a ele as sandices do sucessor; se houve algum erro foi posterior, na escolha do Colégio Cardinalício.

  23. Irmãos,

    Salve Maria! Quase sempre que fico a saber de notícias e de declarações, publicações ou decisões do papa Francisco, vem-me uma grande tristeza. Para onde nos quer conduzir aquele que recebeu a missão de confirmar na fé os irmãos, aquele que deveria agir como Vicarius Filii Dei?

    Recordo-me sempre destas palavras e do semblante grave de Sua Santidade Bento XVI em 11/10/2012, quando, no Vaticano, falou brevemente, e espontaneamente, aos participantes de uma procissão de velas organizada pela Ação Católica italiana, por ocasião dos 50 anos da abertura do Vaticano II: “[…] In questi cinquant’anni abbiamo imparato ed esperito che il peccato originale esiste e si traduce, sempre di nuovo, in peccati personali, che possono anche divenire strutture del peccato. Abbiamo visto che nel campo del Signore c’è sempre anche la zizzania. Abbiamo visto che nella rete di Pietro si trovano anche pesci cattivi. Abbiamo visto che la fragilità umana è presente anche nella Chiesa, che la nave della Chiesa sta navigando anche con vento contrario, con tempeste che minacciano la nave e qualche volta abbiamo pensato: ‘il Signore dorme e ci ha dimenticato’ […]”. Isto é: “[…] Nestes cinquenta anos aprendemos e experimentamos que o pecado original existe e que se traduz, sempre de novo, em pecados pessoais, que podem também tornar-se estruturas de pecado. Vimos que no campo do Senhor há sempre a cizânia [o joio]. Vimos que na rede de Pedro se encontram também peixes maus. Vimos que a fragilidade humana está presente também na Igreja, que a barca da Igreja continua a navegar inclusive com vento contrário, com tempestades que ameaçam a barca, e às vezes pensamos: ‘O Senhor dorme e esqueceu-nos’ […]”.

    Também me vem à mente, de maneira frequente, a terceira parte do segredo de Fátima nos conteúdos declarados por vários prelados, mas ainda não (e talvez não tão cedo ou nunca) divulgados oficialmente, acerca da crise de fé na Igreja, a partir de seu cume. O que me faz recordar, também, este ensinamento do Catecismo sobre a “ultima Eclesiae probatio” (“última provação da Igreja”), no n. 675: “Ante Christi Adventum, Ecclesia probationem subire debet finalem quae fidem plurium credentium labefactabit. Persecutio, quae eius peregrinationem comitatur in terris, deteget ‘mysterium iniquitatis’ sub forma religiosae fallaciae hominibus afferentis simulatam eorum problematibus solutionem penso pretio apostasiae a veritate. Fallacia religiosa suprema illa est Anti-Christi, id est, cuiusdam pseudo-messianismi in quo homo se ipsum glorificat loco Dei Eiusque Messiae qui in carne venit”. Ou seja: “Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes [cf. Lc 18, 8; Mt 24, 12]. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra [cf. Lc 21, 12; Jo 15, 19-20], porá a descoberto o ‘mistério da iniquidade’, sob a forma de uma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, de um pseudomessianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado [cf. 2 Ts 2, 4-12; 1 Ts 5, 2-3; 2 Jo 7; 1 Jo 2, 18.22]”.

    Consola-nos saber, como disse Bento XVI naquela ocasião de 11/10/2012 (cerca de quatro meses antes de sua surpreendente e misteriosa renúncia), que “il Signore non ci dimentica” – “o Senhor não nos esquece”. Consola-nos também saber o que Cristo nos assegurou: “portae inferi non praevalebunt adversum eam” – “as portas do inferno não prevalecerão contra ela [contra a Igreja]”. (Mt 16, 18b). Fratres, oremus pro Ecclesia sancta Dei. Oremus.

    Laudetur Iesus Christus!

  24. A Paz e Graça de Jesus,

    Caríssimos irmãos em Cristo. O Moto Próprio “Como uma mãe amorosa” no artigo 1o., SS o Papa Francisco afirma sem titubeios: “O Bispo diocesano ou Eparca, ou aquele que, mesmo que a título temporário, tem a responsabilidade por uma Igreja particular ou por uma outra comunidade de fieis equiparada a essa, no sentido do c. 368 do CIC e do c. 313 do CCEO, pode ser legitimamente removido do seu cargo, se tiver, por negligência, feito ou omitido atos que tenham provocado grave dano a outros, tratem-se de pessoas físicas ou de uma comunidade em seu conjunto. O dano pode ser físico, moral, espiritual ou patrimonial”. Essa determinação de SS o Papa Francisco e na sua misericórdia e universalidade que sempre deu de exemplo a toda Igreja Católica, desde do primeiro dia de seu papado, permite ser admoestado e consequentemente se submeter ao seu próprio Moto Próprio “Como uma mãe amorosa” como ensina o Apostolo Paulo em Rm15,14, Bíblia de Jerusalém: “Pessoalmente estou convicto, irmãos, de que estais cheios de bondade e repletos de todo o conhecimento e em grau de vos poder admoestar mutuamente”. Graças a Deus, a humildade de SS editando esse Moto Próprio e sendo válido para qualquer bispo, evidentemente também é válido para o Bispo de Roma. Logo, é admirável a demonstração de humildade de sua SS o Papa Francisco, pois se for admoestado dentro do espírito proposto no Motu Próprio “Como uma mãe amorosa”, por qualquer membro batizado da Igreja Catolica Apostólica Romana, se submeterá incontinente ao mesmo, e como consequência, de acordo com o que preconiza se converterá a um prelado humilde da Igreja Católica Apostólica Romana.

    Parabéns e que Deus abençoe o discernimento de Vossa Santidade.

    Humildemente rogo a Vossa benção.

    Sebastião Carvalho membro da Igreja Católica Apostólica Romana

  25. Claramente isto é uma mordaça para os bispos.
    Todos os bispos se encontram de uma forma ou de outra nessa situação. Porque mesmo que não estejam é possivel criar uma situção dessas.
    Francisco esmagou qualquer oposição às suas loucuras.

    • Caro Mário,
      Não sou expert em Direito Canônico, mas como alertei no comentário que antecede o seu, valendo-me pura e simplesmente da lógica, acredito que pode-se usar o Motu Proprio contra as maluquices do próprio Papa Francisco!. Gostaria de ver como SS se livraria do próprio Motu Proprio! Ou o Motu Proprio não seria proprio para nenhum outro bispo, pois não permite a exclusão de nenhum bispo!

      A Paz e a Graça de Jesus,

      Sebastião Carvalho

  26. Como uma mãe amorosa, que tem amor pela vinha plantada e regada pelo próprio sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu venho aqui denunciar uma raposa infiltrada que usa o cargo e as prerrogativas pra destruir a vinha do Senhor.
    Trata-se do Bispo modernista Robert Lynch da Diocese de St. Petersburg na Florida, que no despertar da tragédia de Orlando, saiu de dedo em riste acusando a Igreja e os cristãos:

    “Hoje eu escrevo com o coração pesado decorrente da tragédia ocorrida na madrugada de ontem em uma boate Gay, Lésbica, Transgender em Orlando, o nosso vizinho do leste …
    Em segundo lugar, infelizmente, é a religião, inclusive a nossa, que os tem como alvo, principalmente verbalmente, e que também gera muitas vezes desprezo pelos gays, lésbicas e transgêneros. Os ataques de hoje em homens e mulheres LGBT muitas vezes plantam a semente do desprezo, em seguida, o ódio, que pode finalmente levar à violência. As mulheres e homens que foram trucidados na madrugada de ontem foram todos feitos à imagem e semelhança de Deus”.

    Tentando entender o motivo de tanta “rigidez” e “intolerância” contra as próprias ovelhas às quais ele foi consagrado para pastorear e proteger, achei o motivo: “ele é parte do lobby gay que alastra e destrói a credibilidade da Igreja”. Ele é mais uma célula desse câncer maligno que vai corrompendo tudo que toca.
    Esse é o Bispo que acelerou a taxa de “modernização” da Diocese de St. Petersburg. Sites Católicos tradicionais relatam que ele reduziu radicalmente a prática da exposição do Santíssimo Sacramento nas paróquias locais, entusiasticamente promoveu a educação sexual nas escolas católicas, permitiu a continuidade de missas do grupo gay Dignidade para homossexuais e New Ways Ministry foram recebidos no diocese.
    No caso terrível de Terri Schindler Schiavo que sofreu paralisia cerebral e cujo marido adúltero decidiu por ordem judicial matá-la de fome, Lynch sequer defendeu o direito da jovem à comida e água ou seu direito a Sagrada Comunhão como uma católica batizada, um dos poucos consolos da jovem neste mundo .
    Mais recentemente, ele proibiu o Summorum Pontificum em sua Diocese.
    Mas se ele achou que ia passar impune, sua vida pregressa está de volta na blogosfera e eu fiz questão de traduzir para que todos saibam que ninguém defende com tanto ardor uma causa, se não tiver um interesse pessoal envolvido nela. Desconfiem de todo padre ou bispo que defende o vício da sodomia e seus adeptos em nome da “misericórdia”:

    “Em 22 de Março de 2002, a Diocese de São Petersburgo foi atingida por mais más notícias. Bispo Lynch tinha convocado uma conferência de imprensa improvisada para negar as acusações de que ele havia assediado sexualmente um ex-chefe de comunicações da diocese. Lynch decidiu convocar a conferência de imprensa depois que ele soube que o jornal Tampa Tribune estava prestes a divulgar a história. O bispo de 60 anos de idade alegou que as acusações contra ele eram “infundadas” O que não quer dizer que elas não eram verdadeiras.

    “Eu fielmente e plenamente vivi o voto do celibato desde o dia da minha ordenação”, disse Lynch. Ele disse aos jornalistas na conferência de imprensa que ele havia pedido aos seus superiores (na verdade, eles eram seus subordinados) para rever as acusações contra ele por causa do intenso escrutínio da mídia sobre a má conduta sexual por parte do clero católico.

    A acusação de má conduta sexual contra Lynch envolvia o ex-funcionário diocesano Bill Urbanski, 42 anos, que informou aos funcionários da Igreja que o Bispo Lynch o havia assediado sexualmente em numerosas ocasiões.

    Oficiais da Igreja disseram que foi oferecido a Urbanski outro trabalho dentro da diocese, mas longe do Bispo Lynch em setembro de 2002, mas Urbanski recusou a oferta. Em vez disso, ele acabou recebendo um pacote de indenização no valor de $ 100.000 dólares depois que ele concordou em não abrir um processo. Na verdade, o número chega mais perto de $ 150.000 se o pagamento de salário estendido que qualificou Urbanski para benefícios adquiridos for incluído na pensão.

    Toda a operação foi realizada em sigilo quase total. Três subordinados leais a Lynch – o advogado diocesano, Joseph DiVito, Vigário Geral Mons. Brendan Muldoon, e Chanceler Mons. Robert Gibbons – “avaliaram” a queixa contra o patrão. Apenas o Arcebispo John Favalora de Miami não foi notificado da queixa. Nada foi feito por escrito. No entanto, os oficiais da Igreja negaram que o pagamento foi uma espécie de “suborno”. “A diocese não compra o silêncio em St. Petersburg”, disse o advogado DiVito. Ele explicou que o dinheiro veio de paroquianos, legados e contas de investimento sem restrições. “Não foram utilizados fundos destinados para o ministério”, disse DiVito.

    Quando contatado pela imprensa para uma declaração, Urbanski disse que a revelação pública o havia pego de surpresa e ele não estava preparado para discuti-la naquele momento.

    Mais tarde, o Bispo Lynch admitiu que ele pode ter cruzado a linha entre a amizade e trabalho. Ele fez uma referência vaga sobre a obtenção de algum “aconselhamento”.

    Em acréscimo a divulgação da história entre Lynch e Urbanski, o St. Petersburg Times e o Tampa Tribune estavam investigando rumores de relacionamento íntimo do Bispo Lynch com o solteirão David Herman, um empreiteiro que havia se mudado de Fort Lauderdale para São Petersburgo quando Lynch foi instalado como bispo. Os dois homens passavam férias juntos no Havaí, San Francisco, Key West, Bermudas, Israel e Roma, por vezes acompanhados por Urbanski.

    Herman tinha várias coisas em comum com Urbanski, sendo um deles o fato de que os dois homens eram triatletas. Em Março de 2000, os três homens, isto é Herman, Urbanski e Lynch foram para West Palm Beach passar um fim de semana. Urbanski, disse que o bispo pressionou-o a ir. Quando chegaram ao hotel, Urbanski disse que Lynch o fez tomarem uma sauna juntos. Herman, que se juntou aos dois homens disse claramente que Urbanski não queria estar lá.

    Urbanski disse que quando Lynch começou a fazer propostas sexuais em direção a ele, ele tentou evitar o bispo, tanto quanto possível. “Tentei evitá-lo com o passar dos anos, mas com cuidado para que ele não ficasse com raiva de mim. Eu não poderia tê-lo com raiva de mim. Porque era sempre um dia difícil no trabalho se ele estava com raiva de mim, mas eu não podia sair. Ele chegava ao ponto de me dizer como usar meu cabelo. Se eu cortava o meu cabelo, ele dizia, ‘Oh, Bill. você precisa crescer o cabelo para trás, esse não é um corte de cabelo que lhe cai bem. Ele ainda contou que toda vez que ele e Bispo Lynch viajaram juntos o bispo sempre insistiu em dormirem no mesmo quarto, e às vezes saía nu do banheiro.

    Em abril de 2002, Urbanski deu uma longa entrevista ao jornalista Brad Smith do Tampa Tribune na qual ele elaborou sobre seus quatro anos e meio de relacionamento com Bispo Lynch. Ele disse que Lynch era um perdulário que sempre viajava de primeira classe e que ele (Urbanski) foi frequentemente o destinatário da generosidade do bispo – relógios, roupas de grife e outros itens caros. Urbanski disse que no início ele era grato, até que ele percebeu que os presentes tinham um preço – mais tempo, atenção e favores sexuais em última análise, para o bispo.

    É interessante notar que os repórteres que seguiam o caso pareciam não se importar com as conotações homossexuais do relacionamento Lynch-Herman ou Lynch tomando familiaridades sexuais com Urbanski, um homem casado e com dois filhos pequenos batizados pelo próprio bispo. O que parecia realmente lhes interessar e deixá-los indignados, no entanto, era a acusação de que Lynch, como único responsável pela Diocese de St. Petersburg, havia beneficiado Herman com novos contratos de construção super faturados, totalizando US $ 30,3 milhões em base de oferta não-competitiva, embora os regulamentos diocesanos exigem licitação aberta para trabalhos de construção para a Igreja.

    Parece que o Bispo Lynch conseguiu com sucesso administrar sua própria crise de má conduta sexual, graças em grande parte a uma grande distração fornecida pela renúncia em Março de 2002, de Dom Anthony O’Connell da diocese de Palm Beach exatamente pela mesma acusação de abuso sexual …”
    http://www.renewamerica.com/columns/abbott/070330

    Agora esperem…mas esperem sentados que esse novo Motu Proprio vá de alguma forma atingir tanto esse bispo pederasta como outros como Monsenhor Ricca! Esses definitivamente não estão na mira de Francisco!