Casamentos católicos, maioria nulos. Coabitação pagã, algumas são verdadeiros casamentos.

Papa Francisco: A maioria dos casamentos Católicos são nulos, algumas convivências “são casamento real”.

Por LifeSiteNews, 17 de junho de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: O papa Francisco falou ontem em um congresso pastoral sobre a família pastoral para a Diocese de Roma, e suas observações estão causando consternação entre os fiéis católicos. Em comentários improvisados, o papa fez uma dupla afirmação de que a “grande maioria” dos casamentos católicos são “nulos” – em outras palavras, casamentos não reais – e que alguns casais que coabitam sem terem se casado estão em um “casamento real”, recebendo a graça do Sacramento.

“Eu vi muita fidelidade nessas convivências, e estou certo de que este é um casamento de verdade, eles têm a graça de um casamento de verdade por causa de sua fidelidade”, disse ele.

O Vaticano providenciou um vídeo com as observações integrais feitas pelo Papa, bem como uma transcrição completa de suas observações. Na transcrição, no entanto, as palavras do Papa como ouvidas claramente no vídeo (em 01:14:20) são alteradas substituindo o que ele literalmente disse: “grande maioria” dos casamentos católicos são nulos, por  “uma parte” deles são nulos.

As declarações do Papa sobre a coabitação veio em resposta a uma pergunta sobre a crise no casamento hoje. Ele começou falando de viver numa “cultura do provisório”, recordando a história de um menino que queria ser um padre “, mas apenas por dez anos.”

“É provisório, e por causa disso a grande maioria dos nossos casamentos sacramentais são nulos”, disse ele. “Porque eles dizem ‘sim, para o resto da minha vida!” Mas eles não sabem o que estão dizendo. Porque eles têm uma cultura diferente. Eles dizem que, eles têm boa vontade, mas eles não sabem. “

Mais tarde em sua resposta o Papa Francisco falou dos casais que preferem coabitar, e disse que os sacerdotes não devem dizer-lhes para se casar, mas ao invés devem apenas acompanhá-los. “Eles preferem coabitar, e este é um desafio, uma tarefa. Não perguntem ‘por que você não se casam? “Não, é para acompanhar, para esperar, e para ajudá-los a amadurecer, ajudar a fidelidade a amadurecer.”

Ele acrescentou: “No nordeste da Argentina, na roça, os casais têm um filho e vivem juntos. Eles entram em um casamento civil quando a criança vai para a escola, e quando eles se tornam avós eles decidem se casar religiosamente “.

“É uma superstição, porque o casamento assusta o marido. É uma superstição que temos que superar “, disse o papa. “Eu vi um monte de fidelidade nessas convivências, e estou certo de que estes são casamentos de verdade, eles têm a graça de um casamento de verdade por causa de sua fidelidade.”

Em relação à coabitação, o Catecismo da Igreja Católica diz:

2391. Hoje em dia, há muitos que reclamam uma espécie de «direito à experiência», quando há intenção de contrair matrimónio. Seja qual for a firmeza do propósito daqueles que enveredam por relações sexuais prematuras, «estas não permitem assegurar que a sinceridade e a fidelidade da relação interpessoal dum homem e duma mulher fiquem a salvo nem, sobretudo, que esta relação fique protegida de volubilidade dos desejos e dos caprichos»(143). A união carnal só é legítima quando se tiver instaurado uma definitiva comunidade de vida entre o homem e a mulher. O amor humano não tolera o «ensaio». Exige o dom total e definitivo das pessoas entre si .

Na Familiaris Consortio, o Papa S. João Paulo II escreveu sobre o mal de coabitação. No tocante aos vários fatores que conduziram a situações de coabitação, diz ele,

… Apresenta a Igreja árduos problemas pastorais, em razão das graves consequências que deles derivam, tanto religiosos e morais (a perda do sentido religioso do casamento visto à luz da Aliança de Deus com o Seu povo; a privação da graça do sacramento; escândalo grave), e também sociais (a destruição do conceito de família; o enfraquecimento do senso de fidelidade, também em relação à sociedade, possíveis danos psicológicos para as crianças, o reforço do egoísmo).

Tradução de observações do Papa Francisco foram tomadas a partir do Rorate Caeli.
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31 Responses to “Casamentos católicos, maioria nulos. Coabitação pagã, algumas são verdadeiros casamentos.”

  1. É, definitivamente, o final dos tempos!
    Se o representante de Pedro, sai por aí, dizendo essas sandices, ninguém pode ser criticado por posturas semelhantes!
    O Sagrado Ministério do Casamento, desacreditado pelo ocupante do Trono de Pedro!
    A Profecia de Fátima se cumpriu!
    O “papa de branco” ocupa o vaticano!

  2. Nossa então coabitar é melhor que receber o Sacramento do Matrimônio? As coabitações tem a graça pela fidelidade? A maioria dos casamantos católicos são nulos? Meu DEUS, Bergoglio acaba de desmerecer ainda mais o Matrimônio para enaltecer as situações objetivas de pecado. Valha-me DEUS…

  3. Eita…..isso pra quem vive amasiado é uma verdadeira maravilha.
    Senhor, abrevia esses tempos maus!
    Nossa Senhora de Fátima, que mostrou a visão do Inferno para que o mundo se convertesse, rogai por nós!

  4. Horror dos horrores! Por favor, quem souber italiano ( e mesmo quem não sabe, pois o italiano se pode compreender alguma coisa se sabe o português) ouçam essa conferência a partir dos minutos: 01:14:20.
    Ele ainfa faz um gracejo, dizendo: “não vão me denunciar ao Cardeal Muller ok? “.
    Só sacrilégio, só blasfêmia, só escândalo! Aí está um homem que definitivamente perdeu a fé sobrenatural!
    Ele ri do pecado mortal, faz piada com o pecado mortal. Cita exemplos de sua desastrosa administração em Buenos Aires!
    Alguns desses exemplos: uma mulher vai ter com ele e acusa os padres e bispos de serem espertos pois passam 8 anos se preparando no Seminário pra serem ordenados e depois se arrependem, se encontram uma mulher e se apaixonam, recebem licença pra deixar o sacerdócio e se casar.
    Mas os leigos não, esses fazem 3 ou 4 encontros de preparação para o matrimônio e são obrigados a viver esse compromisso pelo resto da vida.
    Bom, como ele não dá ponto sem nó, a sugestão vem em seguida: vivam em estado de fornicação até se acharem preparados pra assumir um casamento pelo resto da vida. Nesse meio tempo rezem e rezem muito pra que a “Senhora morte” não os pegue de surpresa durante esse tempo de “preparação”, pois São Paulo, aquele Apóstolo “rígido” para os padrões bergoglianos, deixa claro que nem adúlteros e nem fornicadores herdarão a vida eterna.
    Outro exemplo, pelo qual ele terá que responder a Deus é a proibição do casamento em Buenos Aires para aqueles casais que procuravam a Igreja para reparar o mal intrínseco da fornicação seguida de gravidez. Esse é um dos poucos casos em que uma situação de pecado mortal pode se reverter em uma situação de graça. Quando um casal resolve corrigir o malfeito mediante o sacrifício de se unir sacramentalmente para cuidar da prole inocente, na verdade eles estão buscando e obtendo de Deus não apenas o perdão mas também as graças necessárias pra levar adiante essa missão. E é aí que entra o acompanhamento da Igreja.
    Mas Bergoglio prefere a alternativa temerária de deixar que vivam em estado de fornicação pública por alguns anos, e quando o costume de estar juntos já estiver arraigado e os filhos crescidos, se tiverem a sorte de que a morte não chegue primeiro, aí sim entre a família toda na Igreja pra uma cerimônia que há muito tempo deixou de ser escândalo público e mal exemplo para as novas gerações!
    Quando se chega no momento 1:14:20 ele cita o famigerado exemplo dos casais argentinos: “No nordeste da Argentina, na roça, onde os casais têm um filho e vivem juntos. Eles entram em um casamento civil quando a criança vai para a escola, e quando eles se tornam avós eles decidem se casar religiosamente “.
    Eu realmente não sei de onde ele tirou isso, mas se é verdade, isso apenas comprova o estrago que a Teologia da Libertação fez por aquelas bandas pois nas minhas memórias de infância está justamente os casamentos dos meus tios na roça e que aconteciam exatamente nessa época do ano: nas festas de Santo Antônio e São João, com direito a quadrilha, fogueira, muito milho verde e bebidas quentes!
    No Nordeste do Brasil, na roça ainda é grande escândalo que as pessoas vivam “amaziadas” ou “amancebadas”.
    Ainda que o protestantismo tenha avançado por aquelas bandas, na cabeça daquele povo simples até um casamento religioso feito em igreja protestante tem o peso de um sacramento!
    Mas no final vem a heresia: “eu vi tanta fidelidade nessas convivências”! Fidelidade a quem cara-pálida? A Deus que não é e essa é a única que devia contar pra alguém que se diz vigário de Cristo!
    Pra adicionar insulto à injúria, ele ainda diz que tem certeza, que está seguro de que essas convivências em estado de fornicação tem a verdadeira graça do matrimônio pela “fidelidade”.
    Ora, nesse caso até o casamento entre dois sodomitas também têm a graça do matrimônio se eles são fiéis um ao outro! É a conseguência lógica de mais essa asneira bergogliana.
    O mais triste em tudo isso foram os aplausos! Como diz São Paulo, não apenas fazem essas coisas mas ainda aplaudem quem as pratica!
    Se houvesse ainda fé naquela assembléia que lotou São João de Latrão, ao invés de aplausos teriam agido exatamente como Jesus na escadaria do templo com os mercadores. Teriam feito com que esse bispo vestido de branco que parece ser o santo Padre, saísse dali catando coquinho até a estação Termini de Roma.

  5. Quanto à afirmação do papa de que a maioria dos casamentos são nulos, o escândalo está, a meu ver, em que ele, os bispos e padres, em sua imensa maioria, nada façam para mudar a situação.
    Vejam bem: se o casal, ou um dos noivos, ao pronunciar seu sim, tem reserva de consciência a ter os filhos que Deus mandar, ou quanto à impossibilidade de divórcio, ou quanto à não trair, em tese, o casamento é nulo. Logo, olhemos para nossas famílias ou círculo social: a maioria dos casamentos recentes não se enquadraria em uma dessas hipóteses?
    O problema é que as pessoas surgem nas paróquias querendo casar, falam com a secretária, marcam seu casamento e um mês antes passam por um “cursinho”, em que, nos piores casos, fala-se de métodos anticoncepcionais, de divórcio; nos melhores casos, mesmo tudo bem no curso, ninguém se converte, com raras exceções.
    Os padres não deviam admitir tais casais de noivos ao casamento! “Que outro padre suje suas mãos, eu não”!

    Quanto ao comentário sobre as coabitações, é demoníaco.
    Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

  6. Certamente, essas considerações do bispo de Roma valem também para os casais gays que vivem em harmonia com seus irmãos e com o meio-ambiente, lutam pelos direitos humanos, combatem a depredação da natureza, querem um mundo mais tolerante, mais pacífico e igualitário.

  7. Estranho eu vi a mesma noticia aqui explicada no blog O Catequista … Nao pode haver mais de uma verdade…

  8. Quantas dúvidas, ambiguidades e polêmicas a mais com que nos deparamos provenientes do Vaticano, sempre em ascensão!
    Dessa vez, ajuntadas às anteriores que diversos da Alta hierarquia clero e grandes teólogos leigos discordam, prometem render novos debates; acredito que as interpelações internas e externas aumentarão e poderiam chegar a confrontos mais ousados ao papa Francisco depois dessa, pois a paciencia de varios clérigos começariam a chegar a um ponto de intolerancia, quem sabe?
    Via em certo site numa exposição especial que o papa Francisco nunca se ajoelha de frente para o SS Sacramento; porém, o faz para receber bênçãos de pastores, nos lava-pés…
    IHU: “Jamais pensei em renunciar. Por natureza sou um pouco inconsciente”. Seria proveniente desse modo de ser e se comportar que levaria o papa Francisco a uma dessas improvisações deleterias à fé e, constantemente, de uma ou outra forma, trazerem serios mal-entendidos doutrinarios aos fieis, como acima?
    Nunca ouvi nem de bispos ou mesmo dos padres em homilias, quaisquer referencias comprometedoras a eventuais entrevistas ou falas polêmicas oriundas do papa Francisco, como da recente exortação “Amoris laetitia” no mesmo seguimento, geradora de polêmicas em certos textos; muito ao inverso, sempre eles demonstrando adesão integral a seus ensinamentos, sem nenhuma restrição, parecendo-se até bastante entusiasmados!
    Imaginemos o caso Brasil, piorando o caótico quadro, com varias gerações já “educadas” sob influxos da esquerdista TL aliada a governos de doutrinario marxista, alienadores das mentes para o social-comunismo!
    Dessa forma, as uniões ilegítimas são entronizadas, quase todas mulheres a zero no quesito modestia, publicamente, sem o menor constrangimento – há décadas vêm sendo pervertidas pelos bordeis-on-line que são as novelas e afins – em que todas as devassidões são entronizadas, como gayzismo e glbtismo, as modestas são tachadas de antiquadas e mais adjetivos pejorativos, sendo programas de conteúdos rigorosamente anti cristãos, BBBs e tudo isso com silencio-anuencia da CNBB e dos que mais deveriam interpelar e combater!
    O crescimento de seitas e um catolicismo cada vez mais relapso são os produtos finais desses desacertos!

  9. A Teologia Moral clássica não apoia as palavras de Francisco. Se alguém (livre e conscientemente) faz um Voto ou um Juramento, fica obrigado realmente a cumpri-lo, mesmo que, ao fazer o Voto ou Juramento, não tenha intenção de cumpri-lo. Ora, o Matrimônio é uma espécie de Voto, elevado à dignidade sacramental pela instituição divina (aliás, é o único Voto com valor sacramental, dado que os próprios Votos dos religiosos não são sacramento); logo, vale para ele o que vale para os outros Votos – salvo no que toca ao quesito “dispensa”, porque esta nem o Papa lhe pode conceder (diferentemente do que se passa com os Votos não sacramentais). Aliás, mesmo que alguém se casasse com a intenção mais diabólica possível, isto é, apenas para poder profanar uma a uma, sistematicamente, todas as obrigações matrimoniais (coisa em que um satanista, por exemplo, poderia pensar, por ódio a Deus), ainda assim esse casamento seria válido. Na verdade, é dificílimo que um casamento seja inválido – razão pela qual, diga-se de passagem, eram raras as declarações de nulidade matrimonial antes do Vaticano II…

  10. Depois da praxe bergogliana de um passo a frente e dois para trás, finalmente o Bergóglio assume o seu relativismo.

  11. E se a “grande maioria dos casamentos católicos são NULOS”, logo, essa grande maioria poderia – mais uma vez – contrair matrimônio na Igreja, uma vez que o matrimônio celebrado antes seria inexistente.

  12. Era a esse ponto que Francisco queria chegar? Antes falava de modo velado, mas agora escancarou sua ideologia. Misericórdia, Senhor!

  13. Vejam senhores:
    Um Papa que ignora os princípios elementares do catecismo católico e que “dá de ombros” para o magistério anterior ao dele.
    Vejam onde a impenitência nos levou a todos de uma só vez e nas mãos de quem fomos parar!

    Miserere nobis, Dómine, miserere nobis!

  14. Bergoglio é o clérigo modelar do Vaticano Dois. Não adianta disfarçar e dizer que não é assim. Uma vez que o Vaticano Dois desprezou o Magistério anterior em pontos importantes, de modo a ser preciso se inventar a “hermenêutica da continuidade” para conter o descalabro, ENTÃO conclui-se que porteira do abuso foi aberta com o Concílio e pelo Concílio. Não foi nem preciso que Bergoglio pulasse a cerca, pois tudo foi preparado desde então. Não foi à toa que um dos últimos atos públicos do Santo Padre Bento XVI tenha sido uma aula magna sobre o Concílio.
    Não adianta dizer que há belas paisagens nos documentos do Vaticano Dois. Isso é desonesto. Seria como dizer que alguém de fígado sadio está muito bem de saúde embora tenha dado um tiro de bazuka no pé.

  15. “O maior sinal da ira de Deus sobre um povo e a mais terrível punição que sobre ele pode descarregar neste mundo é permitir que, em castigo dos seus crimes, venha a cair nas mãos de pastores que mais o são de nome do que de fato, que mais exercitam contra ele a crueldade de lobos famintos que a caridade de solícitos pastores, e que, em lugar de o alimentar cuidadosamente, o dilacera e devora com crueldade; que, em vez de levar o povo a Deus, o vende a Satanás; que em lugar de o encaminhar para o Céu, o arrasta com eles para o inferno; e, em vez de serem o sal da terra e a luz do mundo, são o seu veneno e as suas trevas.” – São João Eudes
    Bergoglio, uma mentira como nunca houve na história universal.

    Miserere nobis, Dómine, miserere nobis!

  16. Alguém deveria fazer uma análise à estratégia Begogliana para destruir a Igreja. Lembremos a história, durante o primeiro sínodo, em que os pais recasados deveriam receber a comunhão por causa dos seus filhos, porque estes não entenderiam porque é que o seus pais não comungavam. Agora a coisa evoluiu, de tal forma, que já não se fala das criancinhas, neste momento já os protestantes podem comungar e também os recasados. Estamos na última etapa e temos o reconhecimento das uniões fora do casamento como “casamentos de verdade, eles têm a graça de um casamento de verdade por causa de sua fidelidade”.
    E a coisa não fica por aqui, existem os outros sacramentos a destruir e tudo virá primeiro levezinho e pouco a poupo veremos os sacramentos da confissão e da Santa Missa e serem atacados e destruídos, primeiro pela banalização e dessacralização depois pela total eliminação, não admira que Bergoglio se recuse a dobrar os joelhos perante o Santíssimo Sacramento, já não tem fé na Igreja e em Cristo e há-de fazer o possível para que esta desapareça da face da terra. Desiludam-se aqueles que ainda julgam que pode haver retorno, há-que que ser rápido porque o Diabo já tem pouco tempo.

  17. A grande maioria dos casamentos católicos é válida, salvo prova em contrário e sentença judicial em tribunal eclesiástico. Isto é elementar. A afirmação de Bergoglio é leviana, afronta os princípios elementares do Direito Canônico, e é demolidora da Igreja Católica. Se porventura fosse essa a situação real, então ele deveria chamar todos os bispos do mundo, para cobrar deles a aplicação de medidas eficazes para resolver o gravíssimo assunto. Mas houve o sínodo recente e o que se viu nele e no documento final de Bergoglio foi a aplicação sistemática da demolição da Igreja e suas instituições. Tudo isto faz pensar: a Igreja precisa com a máxima urgência de um Papa, pois quem ocupa a Sé de Pedro se empenha em fazer o contrário do múnus petrino.
    .
    O elogio do concubinato é mais um escândalo dado por Bergoglio. Escândalos e heresias se repetem no Vaticano. Assistimos, como bem disse Gercione Lima, ao “horror dos horrores”.

    • Revelações privadas que tratam da Crise da Igreja:

      Ir. Anna K. Emmerich, sobre os males que se abateriam sobre a Igreja:

      “Eu vi também o relacionamentos entre dois papas. Vi quanto seriam funestas as conseqüências dessa falsa igreja. Vi-a crescer em dimensão, e toda a sorte de hereges vir à cidade [de Roma]. ”
      “Outra vez vi a Igreja de Pedro ser minada por um plano da seita secreta [maçonaria], entrementes tempestades a danificavam.”
      “Via uma seita secreta sabotar cruelmente a Igreja.”
      “Quando a Igreja estava muito arruinada pela seita e quando apenas o santuário e o altar ainda permaneciam de pé, os destruidores entraram com a Besta na Igreja.”
      “Vi uma aparição da mãe de Deus e ela dizia que enorme seria a tribulação. disse que as pessoas deveriam rezar com fervor […] pela igreja tenebrosa deixar Roma.”
      “Vejo que lá [em Roma] a Igreja está tão habilmente minada que com dificuldade permaneceria uma centena de sacerdotes que não sejam enganados.”
      “Todos trabalham pela destruição inclusive do clero. Aproxima-se a grande destruição.”
      “Das coisas esquisitas que vi, constavam enormes procissões de bispos.Por meio de imagens que deixavam suas bocas, se conheciam seus discursos.”
      “Seus pecados religiosos apareciam como deformidades: alguns tinham só corpo, no lugar da cabeça uma nuvem escura. Outros apenas uma cabeça, e com aparência vaporosa eram seus corpos e corações. Uns eram mancos, outros entrevados, e também entorpecidos e claudicantes.”
      “Vi que aquilo que era próprio do protestantismo alcançava, passo a passo, primazia, e em decadência sucumbiu a religião católica.”
      “Nesses dias, decairá a fé profundamente e em poucos locais será preservada: algumas casas de camponeses e outras famílias de cujos desastres e guerras Deus protegeu.”
      “Também eu vi que grande número de sacerdotes eram cooptados por por idéias nocivas à Igreja. Eles estavam a edificar uma grande igreja excêntrica, esquisita, onde qualquer coisa se podia nela admitir, na intenção de estar em união e haver iguais direitos: protestantes, católicos, e todo tipo de seita. essa coisa estava para ser a nova igreja.”

      “ouvi que Lúcifer será liberto de novo, antes dos anos dois mil, uns cinquenta ou sessenta anos.”

      [Há na internet o livro ‘Marie Julie Jahenny – La stigmatisée bretonne’, de Marquis de la Franquerie, em pdf, tanto em inglês quanto em francês, cuja leitura recomendo.]

      Marie Julie Jahenny:

      (…) “não haverá vestígio do Santo Sacrifício, nem resto aparente de fé, mas só confusão em todo lugar{…} por um tempo, deixarão de existir as obras aprovadas pela Igreja infalível, tal como hoje são. Nessa dolorosa destruição, fulgurantes sinais manifestar-se-ão sobre a terra {…}. (parece que estamos presenciando isso há algum tempo)

      Nosso Senhor revelou à Jahenny muitas coisas que sucederiam à Igreja, dentre elas, a mudança da Missa:

      “A Igreja ficará sem seu chefe supremo.” (Sede Vacante prolongada?)
      “Aviso que os discípulos que não são do meu Evangelho trabalham arduamente neste momento para reconstituir, com suas idéias e sob inspiração do inimigo das almas, uma missa cujas palavras ser-me-ão odiosas diante de meus olhos. Quando aquele momento fatal chegar, se colocará à prova a fé dos meus sacerdotes, esses textos serão os com que se celebrará nesse segundo período. O primeiro período é aquele de meu sacerdócio que existe desde o momento em que eu o fundei. O segundo é o da perseguição, quando os adversários da fé e da religião santa irão impor suas fórmulas no livro da segunda celebração. (…) São eles os infames que me crucificaram e esperam pelo reino do novo Messias.”
      “(…) muitos dos meus sacerdotes rejeitarão esse livro selado com os signos do abismo; mas também entre eles estarão os que o aceitarão e dele se servirão.”
      (…)” os que dirigem o rebanho terão a culpa da crise vindoura”
      “(…) haverá pregadores novos, com sacramentos novos, templos novos, batismos novos, e fraternidades novas”

      Escreve Joaquim de Flora (sèc. XIII):

      “Quando estiver próximo o fim do mundo, o anticristo destronará o Papa e tomará sua Sé.”

      N. Srª. de La Salette, em 1846, revelou:

      “Roma perderá a Fé e tornar-se-á a sede do anticristo… e a Igreja será eclipsada.”
      Diz a Vidente de La Salette: “Em primeiro lugar, nós não saberemos qual será o verdadeiro papa. Depois, o Santo Sacrifício da Missa cessará de ser ofertado em igrejas e casas; será tal que, por um tempo, não haverá ofícios públicos. Mas eu vejo que o Santo Sacrifício não realmente cessará: ele será oferecido em celeiros, em alcovas, em cavernas e de forma subterrânea”.

      À Madre Mariana de Torres, no Equador (séc. XVII):

      “Desta forma, eu torno-te conhecido que do fim do século XIX e pouco depois da metade do século XX… será difícil receber o sacramento do batismo, e também aquele da confirmação… O espírito católico rapidamente decairá, as luzes preciosas da Fé gradualmente se extinguirão…”

      São João Bosco (Século XIX)

      “Haverá um concílio ecumênico no próximo século, após o qual haverá o caos na Igreja.” [predição de 1862]

    • Exorto a todos q rezem o terço e o exorcismo de Leão XIII, diariamente, até que o Senhor Se digne enviar o auxílio oportuno ou, de algum modo, dê um basta a essa situação.

  18. Seria bom que houvesse uma tradução no vídeo para termos uma noção mais precisa. Pela edição do LifeSiteNews, a fala do Papa foi desastrosa.

  19. A pergunta que não quer calar: “quem é ele para julgar?”

  20. Gercione Lima,

    Salve Maria! Falo italiano. Mas não quis ter o desprazer de ouvir toda a conferência com suas heresias. Ainda há os trechos em que ele fala do episódio da mulher adúltera no Evangelho. Antonio Socci, em seu site, fez hoje um comentário a respeito dessa e das outras escandalosas declarações. Como eu não ouvi toda a conferência bergogliana, venho pedir-lhe (e a outros leitores que acaso tiverem notado o pormenor): por gentileza, em que minuto exato do vídeo ele menciona o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, dizendo que não “denunciem” o papa ao cardeal de linha oposta?

    Agradeço desde já.

    Deus nos abençoe a todos.

    Laudetur Iesus Christus!

  21. Realmente, comentário muito infeliz

  22. Em nome de uma obediência canônica e não divina, em nome de uma falsa caridade dissimulada, vemos o quanto cada vez mais as “autoridades” da Santa Igreja se afasta do Caminho, Verdade e Vida. A única e verdadeira Caridade se faz na Verdade, logo não se pode ter meia verdade, pois seria uma falda caridade. O mundo dos homens, sua leis, sua normas são como eles, mutáveis, confusos, passíveis de erro conforme o tempo e o espaço. Quando o Senhor Deus compensa de uma certa forma a perda de Abel com Set, recomenda aos filhos de Set, que não se misture como os filhos de Caim. Por que seria isso? Apo´s o dilúvio a mesma recomendação fora dada aos filhos de Noé: não misture. Infelizmente, durante toda a história do gênero humano, sempre se buscou o caminho mais fácil, aquilo que agrada a todos, aquilo que abra mão da Verdade para não recriminar os que se encontram em erro. O resultado é sempre o caos, a anarquia, a luxúria, o afastamento de Deus. Que os que se encontrem em erro procurem o mais fácil, aquilo que lhe será tirado, as lentilhas em troca do direito de progenitura; vai lá, afinal não estão na Verdade, não possuem a responsabilidade de apascentar o rebanho que lhes foi confiado. A responsabilidade de apascentar é de todos os bispos, mesmo que não se encontrem “canonicamente” frente a uma diocese, e por extensão aos padres, sobre tudo aos que possuem a cura das almas. Cada pai, cada mãe, esposo, esposa, é responsável pelo seu consorte e seus descendentes, da mesma forma cada pessoa é responsável pela sua salvação, e a evitar que seu comportamento sirva de escândalo e leve outras almas a se perderem. Assim, não podemos nos furtar da nossa obrigação de filhos de Deus, de Cristãos e fechar nossos olhos ante as mazelas que o mundo prega. Diante disso, devemos, atendo as palavras de Nossa Senhora em Fátima, rezar pelos pecadores, pois muitos se condenam por não ter quem reze e se sacrifiquem por elas. Não vamos cair nessa de que rezar pelos pecadores é hipocrisia, heresia,já que somos todos pecadores; em se tratando de Salvação Eterna, nenhuma oração, nenhuma penitência por menor que seja fica longe da Misericórdia de Deus. Rezemos e nos sacrifiquemos, não pela saúde temporal, pela harmonia temporal, pela paz que o mundo deseja: sobre forma alguma vamos esquecer que a Verdadeira Vida é aquela que esse mundo não pode dar. Quantos infelizes morrem em pecado, e vemos pessoas que se dizem cristãs, pessoas que teriam a responsabilidade de darem a sua vida, para Salvar Almas, mas em clara afronta a Deus Nosso Senhor, preferem fazer um minuto de silêncio como se isso ajudasse a salvar alma alguma. Com o máximo respeito que devemos a Igreja docente, não podemos nos calar, ou melhor, deixar de rogar pelos pecadores, pelos que se encontram em pecados que brada ao Céu vingança. Não podemos ter vergonha de confessar Nosso Senhor ao mundo, pois se assim fizermos, Ele, terá vergonha de nos confessarmos diante do Pai Eterno.

  23. Parafraseando o papa Francisco…
    A “grande maioria” das ORDENAÇÕES de Padres, SAGRAÇÃO de bispos, ELEIÇÕES de papas são nulas, ou seja, não reais e que alguns LEIGOS (não ungidos) estão em uma “FUNÇÃO ECLESIÁSTICA REAL”, recebendo a graça do Sacramento.

    Viu como esta frase Inconsequente papal, se levada a ferro e fogo, pode destruir a hierarquia da Igreja?

    Sinal dos tempos. Tempos Finais. Fim-dos-tempos!

    Vem, Senhor Jesus!

    • Incrível! Neste post há tudo de contrário a doutrina de sempre da Igreja Católica de parte do papa Francisco. Realmente é a “desolação no lugar santo”.

  24. Caro André, todo o discurso dele é enfadonho com aquela conversa mole que me dá nos nervos. Duas pessoas que eu não tenho prazer e nem paciência pra ouvir discursando: Bergoglio e Obama.
    Mas no caso dessa conferência em particular, fui obrigada a ouvir a pedidos dos meus amigos de lingua inglesa. Porque as coisas que ele falou foram tão escandalosas que o site do Vaticano, além de ter editado a fala pra evitar maiores constrangimentos, ainda publicou apenas no italiano pra evitar a difusão em outras línguas. Muito do que ele disse foi cortado, principalmente as piadinhas de mau gosto.
    http://w2.vatican.va/content/francesco/it/speeches/2016/june/documents/papa-francesco_20160616_convegno-diocesi-roma.html

    Mas me chamaram atenção em particular as seguintes passagens seguindo a cronologia do vídeo:

    17:06 ao 19:28: “E eu soube que, em alguns grupos de trabalho, durante o Sínodo, os Padres sinodais compartilharam sua própria realidade familiar. Esse dar um rosto às questões – por assim dizer – exigiu e exige, um clima de respeito que pode nos ajudar a ouvir o que Deus está dizendo para nós dentro de nossas situações. Não um respeito diplomático ou politicamente correto, mas um respeito carregado de preocupações e perguntas honestas que visavam os cuidados com as vidas que somos chamados a pastorear. Como isso ajuda a colocar um rosto nos temas! E como ajuda a perceber que por trás da letra há um rosto. Como ajuda! Nos liberta de nos apressar para obter conclusões bem formuladas, mas muitas vezes carentes de vida; nos libera de falar abstrato, para podermos nos aproximar e interagir com pessoas concretas. Nos protege de ideologizar a fé mediante sistemas bem arquitetados mas que ignoram a graça. Tantas vezes nos tornamos pelagianos! E isso só pode ser feito em um clima de fé. É a fé que nos move a não cansar de buscar a presença de Deus nas mudanças da história”.

    COMENTÁRIO: Aos poucos ele vai soltando o veneno TL. A ordem é “desideologizar a fé”. Como eu já disse aqui e Dom Boaventura Kloppenburg explicou com propriedade em seu livro Igreja Popular, para todo “católico marxista”, a fé tradicional não passa de uma ideologia que a Igreja usou durante todos esses séculos a favor dos opressores. Como já dizia Marx, a religião é o opio do povo, o mantém anestesiado, conformado, resignado, viciado. Da mesma forma, a “fé ideologizada”, a fé dos rosários, dos milagres, da missa enquanto sacrifício, do respeito pelos sacramentos.
    Então quando alguém recorda a Bergoglio o que diz a doutrina tradicional a respeito das novidades que ele (atribuindo de modo blasfemo ao Espirito Santo) quer introduzir na Igreja, ele diz que devemos evitar ideologizar a fé mediante sistemas bem arquitetados mas que ignoram a graça. Dica: toda vez que você ouvir alguém falando em “fé ideologizada” pode ter certeza que esse foi mordido pela peçonha da TL.

    28.05 minutos do vídeo: ” O realismo evangélico suja as mãos sujas, porque sabe que “trigo e joio” crescem juntos, e o melhor trigo – nesta vida – estará sempre misturado com um pouco cizânia. “Eu entendo aqueles que preferem uma pastoral mais rígida que não dá lugar a qualquer confusão”, eu entendo eles. “Mas eu creio sinceramente que Jesus quer uma Igreja atenta ao bem que o Espírito espalha no meio de fragilidade: uma Mãe que, no mesmo momento em que expressa claramente seu ensinamento objetivo”, não renuncia ao bem possível, embora correndo o risco de ficar suja com a lama da estrada. ” Uma Igreja capaz de assumir a lógica da compaixão pelas pessoas frágeis e evitar perseguições ou julgamentos muito duros e impacientes. O próprio Evangelho nos obriga a não julgar e não condenar (Mt 7,1; Lc 06:37) “(AL, 308). E aqui faço um parêntese. Chegou até minhas mãos – vocês seguramente conhecem – a imagem daquele capitel da Basílica de Santa Maria Madalena em Vézelay, no sul da França, onde começa o Caminho de Santiago: de um ladoestá Judas, enforcado, com a língua para fora, e no outro lado do capitel está Jesus, o Bom pastor que o carrega em seus ombros, o leva consigo. É um mistério, isso. Mas estes medievais, que ensinavam o catecismo com as imagens, eles entenderam o mistério de Judas. E Dom Primo Mazzolari tem um belo discurso, uma quinta-feira Santa, sobre isso, um bom discurso. É um padre não desta diocese, mas da Itália. Um padre italiano que compreendeu bem essa complexidade da lógica do Evangelho. E aquele que mais sujou as mãos foi Jesus. Jesus foi quem mais se sujou. Não era um “limpinho”, mas era do povo, andava entre o tomava o povo como era, não como deveria ser”.

    COMENTÁRIO: Antônio Socci, chega a se perguntar se passamos da heresia à blasfêmia, pois eis aqui como o Papa Bento XVI falou da pureza absoluta de Jesus:
    “Na paixão de Jesus, toda a sujeira do mundo entra em contato com o imensamente puro, com a alma de Jesus Cristo e assim com o próprio Filho de Deus. Se normalmente algo impuro mediante o contato contamina e suja a coisa pura, aqui temos o oposto: onde o mundo, com toda a sua injustiça e sua crueldade que o poluem entra em contato com o imensamente puro – ali, Ele, o puro, se revela ao mesmo tempo o mais forte. Neste contato, a sujeira do mundo é absorvida, anulada e transformada mediante a dor do amor infinito “.
    Mas Bergoglio inaugurou a era do “jesus sujinho”. Se calhar até fedia, já que tinha “cheiro de ovelha”! Como esse povo usa o nome santo de Jesus pra promover sua ideologia! Demoníaco!

    1.37.31 minutos do vídeo- “É verdade que o individualismo é como o eixo desta cultura. E esse individualismo tem tantos nomes, tantos nomes de raiz egoísta: buscam sempre a si mesmos , não olham para o outro, não olham para as famílias … Se chega tantas vezes a verdadeiras crueldades pastorais. Por exemplo, eu falo sobre uma experiência que eu conheci quando eu estava em Buenos Aires: em uma diocese vizinha, alguns párocos não queriam batizar os filhos de mães solteiras. Mas olhe! Eram animais. E este é o individualismo. “Não, nós somos os perfeitos, este é o caminho …”.

    COMENTÁRIO: Aqui a acusação é um dedo em riste contra João Paulo II a quem ele canonizou mas que não fazia outra coisa senão desobedecer-lhe em vida e contradizê-lo depois de morto!
    Qualquer um que ler a instrução para o Batismo das Crianças da Congregação para a Doutrina da Fé encontrará os seguintes trechos:
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19801020_pastoralis_actio_po.html

    2) Deve-se estar na posse segura de garantias de que tal dom se possa desenvolver, mediante uma verdadeira educação na fé e na vida cristã, de modo que o Sacramento atinja a sua total “verdade” [37]. Essas garantias são dadas, normalmente, pelos pais ou parentes próximos, embora possam ser supridas de diversos modos na comunidade cristã. Todavia, se tais garantias não são sérias, isso poderá constituir motivo para se adiar o Sacramento, e dever-se-á mesmo negá-lo no caso de elas serem certamente inexistentes.

    30. Pode acontecer que os pastores se encontrem diante de pais pouco crentes e praticantes ocasionais, ou mesmo diante de pais não cristãos, os quais, por motivos dignos de consideração, pedem o Baptismo para os seus filhos.

    Neste caso — num diálogo clarividente e cheio de compreensão — esforçar-se-ão por suscitar o interesse dos interlocutores pelo Sacramento que pedem, advertindo-os da responsabilidade que assumem.

    A Igreja, de facto, não pode aceder ao desejo desses pais, se eles não derem a garantia de que, uma vez baptizada, a criança irá receber a educação católica, exigida pelo Sacramento; e deve-se ter a esperança fundada de que o Baptismo dará os seus frutos [40].

    Se as garantias dadas são suficientes — por exemplo, a escolha de padrinhos e madrinhas que tomarão seriamente a seu cuidado a criança, ou ainda o apoio da comunidade dos fiéis — então o sacerdote não poderá recusar-se a administrar sem demora o Baptismo, como no caso dos filhos das famílias cristãs. Se, ao contrário, as garantias não são suficientes, será prudente adiar o Baptismo; todavia, os pastores de almas devem manter-se em contacto com os pais, de modo a obter, se possível, as condições requeridas da parte destes para a celebração do Sacramento. No caso de não ser possível chegar a esta solução poder-se-á propor, como último recurso, a inscrição da criança em vista de um catecumenato, na época da sua escolaridade.

    31. As presentes normas, já propostas anteriormente e em vigor [41], requerem alguns esclarecimentos.

    Antes de mais, deve ficar claro que a recusa do Baptismo não é uma forma de pressão. De resto, não se pode falar de recusa, e menos ainda de discriminação, mas de adiamento de carácter pedagógico, o qual intenta, segundo os casos, levar a família a progredir na fé ou torná-la mais consciente das suas responsabilidades.
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19801020_pastoralis_actio_po.html

    Mas pra Bergoglio, o que a Igreja sempre determinou com base na prudência e visando tornar as famílias mais conscientes de suas responsabilidades enquanto Católicos é visto como uma tremenda “crueldade pastoral”.
    Batizem sim filhos de “casais gays” que abominam toda a Doutrina Católica mas que usam a Igreja pra forçar aceitação de seu estilo de vida abominável, batizem sim filhos de espíritas que crescerão educados no “evangelho de Alan Kardec”, batizem sim filhos de mães solteiras que desprezam o casamento por serem feministas e por ai vai! É a feira dos sacramentos! Interessante é que no tocante ao sacramento do casamento, as pessoas, segundo Bergoglio deveriam viver na fornicação até que o casal dê garantia de que, uma vez casados, serão fiéis ao sacramento e um ao outro. Se calhar deveriam até fazer um curso de teologia primeiro, mas quando se trata do rito de iniciaçãoo cristã é porteira aberta e sem condições! É total desprezo pelas orientações da Igreja e de prévios pontificados!

    1.37.30 minutos do vídeo…”E voltamos ao individualismo: Eu acredito que nós temos medo da liberdade. Mesmo na pastoral: “Mas, o que dirão se eu fizer isso … E se pode …?”. E tem medo. “Mas se você tem medo: arrisca! No momento em que você está ali, e tem que decidir, arrisca! Se você errar, tem o confessor, o bispo lá, mas arrisca! É como aquele fariseu: a pastoral das mãos limpas, tudo limpo, tudo no lugar, tudo bonito. Mas fora deste ambiente, quanta miséria, quanta dor, quanto a pobreza, quanta falta de oportunidades de desenvolvimento! É um individualismo hedonista, é um individualismo que tem medo da liberdade. E ‘um individualismo – Eu não sei se a gramática italiana permite isso – eu diria “enjaulantee”: te enjaula, não te deixa voar livre”.

    Lembrem-se que ele está dando mau conselho ao clero de Roma e já tivemos o exemplo dado por Kasper da mulher adúltera que queria receber a Comunhão junto com a filha e o padre permitiu. Bergoglio disse que o tal padre fez a coisa certa. Agora aqui ele sugere o mesmo: Mesmo na pastoral: “Mas, o que dirão se eu fizer isso … E se pode …?”. E tem medo. “Mas se você tem medo: arrisca! No momento em que você está ali, e tem que decidir, arrisca! Se você errar, tem o confessor, o bispo lá, mas arrisca! É como aquele fariseu: a pastoral das mãos limpas, tudo limpo, tudo no lugar, tudo bonito”.
    Agora é sinal verde para o sacrilégio! Tudo que os maus padres faziam às escondidas agora podem fazer de cara limpa e sem medo de repreensões. A ordem que veio de Bergoglio é: se joguem! Se depois bater aquele incomodozinho na consciência, tem o confessor, tem o Bispo modernista na retaguarda. A essa altura o mandamento de evitar ocasiões de pecado foi pro ralo.

    1.09.21 minutos do vídeo- “Certa vez – tem tantos sacerdotes aqui, mas me perdoem – o meu predecessor, não, o outro, o cardeal Aramburu, que morreu depois do meu predecessor, quando fui nomeado arcebispo me deu um conselho: “Quando você vê que um sacerdote é assim, assim, vacila um pouco, desliza, você chama ele e diz: ‘Vamos conversar um pouco’, me disseram que você está nesta situação, quase numa vida dupla, não sei …”; e você verá que aquele sacerdote começa a dizer: “Não, isso não é verdade. Não o deixe falar, diga: ‘escuta-me: vá para casa, pense, e volte daqui há 15 dias e aí continuamos a falar. E naqueles quinze dias aquele sacerdote- assim ele me dizia – terá tempo para pensar, repensar diante de Jesus e voltar: “Sim, é verdade. Ajuda-me! “. Sempre leva tempo. “Mas, Padre, aquele sacerdote viveu e celebrou missa em pecado mortal durante aqueles 15 dias, assim diz a moral, e a Lei o que diz? O que é melhor? O que foi o melhor? Que o bispo tenha tido aquela generosidade de dar-lhe quinze dias para repensar, mesmo com o risco de celebrar a missa em pecado mortal, é melhor isto ou a moral rígida? E isso eu mesmo vi. Por falar em moral rígida, vou contar-lhes um fato que testemunhei pessoalmente. Quando fazíamos teologia, o exame para ouvir confissões – “ad audiendas”, se chamava – se fazia no terceiro ano, mas nós, os do segundo, tinhamos a permissão para assistir e nos preparar-nos e certa vez propuseram ao nosso companheiro um caso, de uma pessoa que vai se confessar, mas um caso tão complicado, em relação ao sétimo mandamento, “de justitia et jure”; mas era um caso tão irreal …; e este companheiro, que era uma pessoa normal, disse ao professor: “Mas, Padre, mas isso na vida não se encontra ” – “Sim, mas está nos livros!”. Isso eu mesmo presenciei.
    E finalizando, por volta do 1.37.31, depois dos aplausos efusivos ele ainda faz um gracejo:

    Mas por essas coisas por favor não vão lá me denunciar ao cardeal Muller, por favor!

    Novamente, quando ele fala de pecado mortal é sempre fazendo gestos “entre vírgulas”, porque ele não acredita em pecado mortal. Pecado mortal é fruto de uma fé “ideologizada”. Portanto pra ele o fato de um padre celebrar missa em pecado mortal é um mal menor. Bergoglio viveu sim essas situações em Buenos Aires com seus “curas vileros”, arrumava dispensa para os que queriam casar, arrumava-lhes emprego nas instituições Católicas e agora já fala em mudar a disciplina do celibato justamente pra favorecer esses “padres de vida dupla”.
    Não é de se admirar portanto que se Bispos e padres que vivem em pecado mortal podem celebrar e comungar, por que não os leigos também?

    • Dona Gercione Lima, a Senhora poderia me indicar alguns bons livros essenciais (além do Catecismo São Pio X) para se ter uma boa base da Fé Católica Tradicional de sempre?(que não estejam contaminados por marxismo e TL). Obrigado!

    • Querida Sra. Gercione,

      Muito agradeço a gentileza de suas considerações, notas e comentários. E admiro-a pela paciência que teve em ouvir o papa Bergoglio e suas ponderações absurdas e atentatórias contra a nossa fé católica. Francisco faz um mal tão grande, tão grande à Igreja… Aonde vamos chegar nesse pontificado?

      Lembro-me que o padre Amorth, em “L’ultimo esorcista” (2012), chegou a declarar que Satanás não queria a eleição de Ratzinger: “Il modo con cui Benedetto XVI vive la liturgia. Il suo rispetto delle regole. Il suo rigore. La sua postura sono efficacissimi contro Satana. La liturgia celebrata dal Pontefice è potente. Satana è ferito ogni volta che il Papa celebra l’Eucaristia. Satana molto ha temuto l’elezione di Ratzinger al soglio di Pietro. Perché vedeva in lui la continuazione della grande battaglia che contro di lui ha fatto per ventisei anni e mezzo il suo predecessore, Giovanni Paolo II”. E Sua Santidade Bento XVI foi levado a renunciar (foi levado! Aliás, no texto da renúncia, em latim, há erros sintáticos, que muito dificilmente Ratzinger cometeria se ele próprio tivesse escrito esse texto tão importante; mas creio que outra mão, às pressas, preparou-lhe o texto para a renúncia, feita sob alguma pressão).

      No dia da renúncia de Ratzinger ao “ministério ativo” do mandato petrino (outro mistério!), um raio caiu na cúpula da Basílica de S. Pedro, o que a muitos fez recordar Lucas 10, 18. E hoje Bento está obrigado ao silêncio. E Francisco faz o que faz e diz o que diz, na lata. Não tenho dúvida de que o “príncipe deste mundo” está contente com o andamento do atual pontificado.

      Já havia dito o papa Bento em 11/10/2012, num pronunciamento improvisado e bastante sincero, feito com semblante grave: “Abbiamo visto che nel campo del Signore c’è sempre anche la zizzania. Abbiamo visto che nella rete di Pietro si trovano anche pesci cattivi. Abbiamo visto che la fragilità umana è presente anche nella Chiesa, che la nave della Chiesa sta navigando anche con vento contrario, con tempeste che minacciano la nave e qualche volta abbiamo pensato: ‘il Signore dorme e ci ha dimenticato'”.

      Graças a Deus, sabemos que as portas do inferno nunca prevalecerão contra a Igreja. “Il Signore non ci dimentica”, disse Bento naquela ocasião de 2012. Que Deus nos abençoe e a toda a sua Santa Igreja. E nos conceda a graça de não desanimar jamais. O Imaculado Coração triunfará. Adveniat regnum tuum, Domine!

      Um fraterno abraço, Sra. Gercione.

      Laudetur Iesus Christus!

  25. A questão de casais que não se preparam bem para o casamento, mas já mantêm vida sexual antes dele aprendidos na novelas e filmes, já começam mal!
    Provavelmente seriam casais sem fé, apenas batizados, nada mais, de familias que os pais educaram eles nas igrejas, mas de noite se juntavam nas novelas, seriados e parecido produzidos por inimigos do catolicismo!
    Nos fins de semanas só passeando, distraindo, nas piscinas, praias etc., praticamente pelados e outros maus costumes; portanto, sem compromisso serio com a Igreja católica nas comunidade, católicos só de missa e tchauzinho, se ainda não for de vez em quando que vão, o que parece,
    Mesmo assim, depois passam por um curso de noivos, e dizer que o padre não falaria sobre o compromisso de matrimonio seria até afrontar eles e os cursos que as dioceses promovem, para não acharem que podem se separar sem consequencias para os 2.
    Acredito que alguns padres e bispos ouvindo uma dessas do papa Francisco não deveriam ter ficado muito satisfeitos, não parece?

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