Onde é o nosso lugar? Um Católico ex-gay faz uma reflexão sobre o massacre de Orlando.

Por Joseph Sciambra, 15 de junho de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: Quando eu me mudei para o  bairro de Castrom em San Franciscom em 1988, eu não poderia ter escolhido um momento pior na história para me assumir como um homem “gay”. Era o auge da crise da AIDS. Só naquele ano, mais de 4.800, em sua maioria homens “gays”, morreram de AIDS nos EUA. No ano seguinte, o número de mortes só fez triplicar. Entrando na década seguinte, minha vida aparentemente exuberante tornou-se constantemente interrompida, na medida em que eu era forçado a ficar completamente sem ação quando um após outro belo e esperançoso jovem descia silenciosamente à sepultura.

Alguns desses rapazes falecidos eu conheci muito bem, enquanto outros estavam entre os incontáveis vultos que roçavam contra o meu corpo nas penumbras das casas noturnas. Alguns, eu mal consigo lembrar, pois eles existiam apenas como um catálogo ou coleção de homens quase sem rosto com quem eu tinha passado alguns momentos. Eles eram aqueles que por vezes eu anonimamente me aninhava ao lado. Atos de mútuo desespero compartilhados mutuamente nos juntavam, e inevitavelmente nos separavam. Frequentemente, eu só iria reconhecê-los na morte. No entanto, nenhum de nós queria que fosse assim. Nenhum de nós fez a passagem para o estado de “gay querendo morrer”, não mais do que aqueles aparentemente belos e esperançosos jovens que numa certa noite foram a uma boate local.

Mas, para minha geração, o que nos juntou, mesmo no meio da epidemia da AIDS, era uma necessidade coletiva de sermos aceitos; às vezes, por qualquer pessoa. Pois, muitos de nós crescemos como meninos solitários e assustados, incertos de quem éramos num nível mais básico de identidade. Mas, como filhos dos anos 70,  da era das discotecas, onde os ícones “gays” emergiam da cultura pop pela primeira vez, por volta da minha adolescência e como ávido fã da cantora Madonna – eu já não me sentia envergonhado por quem eu achava que eu era. No entanto, como os homens “gays” perfazem no máximo  cerca de 4% da população, encontrar parceiros e amigos iguais, especialmente em uma cidade relativamente pequena, não era uma tarefa muito fácil.

Assim, quando eu completei 18 anos, com o coro das vozes masculinas no refrão da música do Village People “Go West” tocando sem parar no meu cérebro, eu fui para San Francisco para estar entre os da minha própria espécie. O primeiro lugar que eu fui parar foi numa boate “gay” – uma espécie de lugar mágico com uma grande pista de dança lotada, tomada quase de forma consistente por homens incrivelmente atraentes. Mais cedo, naquela mesma noite, andando pela Rua Castro, como um turista perdido de fora da cidade, a música do Pet Shop Boys ecoando no ar, levou-me diretamente para a porta daquela boate. No interior, tudo o que eu sempre desejei fundia-se em um mundo fantástico de total felicidade: o menino que todo mundo rejeitava, o garoto magricela que ficava jogado de lado, a pequena fada triste que só queria brincar com os outros meninos, tornou-se, de repente, o objeto de atração; homens bonitos e viris me compravam bebidas e empurravam-se uns contra os outros a fim de jogarem-se em cima de mim. Ao contrário do mundo em geral, do qual eu tinha acabado de escapar – havia consistência e harmonia ali; havia ocasionalmente algumas discussões ou brigas de bêbados e inúteis, mas, no geral, todos se davam bem. Para mim, isso era a Verdade.

Eu vejo agora as fotos dos mortos, e eles me fazem lembrar dos homens que eu conheci – que morreram de AIDS há muito tempo atrás. Eles, também, achavam que a cena “gay” era o lugar onde eles pertenciam. Quando é que a Igreja Católica dará as boas-vindas a estes homens?  Mas, não com falsas platitudes sobre “ter nascido gay”. Nós precisamos ser acolhidos na Igreja –  mas com a Verdade e com o Amor.

No entanto, para além deste espaço público, também havia recantos escuros na boate, onde muitas vezes os homens escapavam para se relacionar uns com os outros. Olhando para trás agora, eu posso ver como todos nós estávamos desesperados por amor e aceitação, pois ficar esfregando uns contra os outros na pista de dança nunca foi suficiente. Às vezes, esses breves encontros deixavam-me sentindo um vazio, mas só antes, porque antes eu estava sozinho, e agora já não estava mais. Porque esses ambientes “gay” forneciam esperança de que  eu não era o único, e que, entre outros que sentiam o mesmo que eu sentia, ser “gay” fazia todo o sentido. Estávamos à procura de uma identidade, e a comunidade “gay” fornecia-nos uma que se encaixava como uma luva. E, por um tempo – eu fui muito feliz. Eu me sentia em casa, e queria que nunca acabasse.

Mas, acabou. De repente, embora sempre reconheci a realidade da AIDS pairando no ar – eu imaginava que era algo que acontecia com outras pessoas, mas jamais comigo ou meus amigos. Mas então as pessoas que eu conhecia muito bem, começaram a ficar doentes e morrer. Era aleatório e rápido. Alguns de nós começou a perder a conta. E eu me perguntava por que eu estava aqui; porque estávamos todos aqui. Será que estávamos todos de alguma forma marcados para morrer?  Seria o desconhecido Deus da minha infância um senhor cruel que nos odiava e queria todo homem gay destruído?

Estas questões enormes, enquanto simplesmente tentava sobreviver ao massacre – naquele  momento, eu não podia sequer começar a compreender. Mais tarde, quando conquistei uma certa medida de calma e paz, percebi que todos os que entram em alguma boate gay ou bar, ou mesmo uma sauna gay ou sex clube, é porque eles não tem mais para onde ir. Não importa o que fizemos para nós mesmos, nenhum de nós merecia morrer. Só que fizemos, e, embora estivéssemos aterrorizados, ficamos a nos perguntar – para onde mais poderíamos ir?

Eu me tornei maior de idade no período pós-conciliar da Igreja na década de 70. Naquela época, uma espécie de indiferença aparentemente benigna permeava todos os aspectos da educação Católica. Isto criou uma adesão rigorosa à teoria subjetiva segundo a qual todas as doutrinas e ensinamentos multisseculares da Igreja são inerentemente relativos a certos indivíduos e situações. Essencialmente nos disseram para cada um criar o seu próprio Jesus pessoal – para fazer o nosso próprio mundo; e foi isso  exatamente o que fizemos. Quanto a mim, eu criei o meu próprio “mundo gay e um deus “gay”. Quando a AIDS começou a chegar cada vez mais perto de mim – eu pensei que o Deus que eu havia criado tinha se voltado contra mim.

O flagrante fracasso de toda a hierarquia católica nos EUA de agir rápida e decisivamente na repressão contra a dissidência generalizada, especificamente no tocante a filosofias altamente errôneas sobre a homossexualidade, tornou-se materializada em um homem principalmente: Padre John J. McNeill. Além dele, haviam outros altos dissidentes “gays” na década de 70, ou seja, Bispo Raymond Hunthausen, o falecido padre Robert Nugent e irmã Jeannine Gramick; dos três, Gramick ainda está viva e ativa – causando estragos tanto fora como dentro da Igreja.

Eu nunca esquecerei um amigo querido, uma das vanguardas “gay” do movimento, que se assumiu naquela época revolucionária dos anos 70, e que repetidamente recomendava, quando ele descobriu que eu tinha sido criado como Católico, o livro best seller de McNeill : “A Igreja e o homossexual”. Meu amigo, que me disse que ele tinha uma vez vacilado incessantemente sobre sua um pouco atrasada “saída do armário” como um” homem gay”, e que pois se assumiu após  ter completado 20, disse que Padre McNeill confirmou que suas dúvidas recorrentes eram infundadas. Ele apontou para algo em especifico que Padre McNeill tinha escrito: “Os seres humanos não escolhem sua orientação sexual; eles descobrem-na como algo dado. “Ele leu em voz alta para mim passagens detalhando a afirmação de Padre McNeill segundo as quais os atos sexuais cometidos entre pessoas do mesmo sexo eram tão” santos “como aqueles entre homens e mulheres. Até então, ele estava, pelo que eu poderia dizer, talvez em sua terceira ou quarta relação “estável”. Mas, como eu disse a ele, minha geração havia crescido sem qualquer amarra persistente pesada, cultural, social ou religiosa sobre a sexualidade. Eu simplesmente sabia que eu era “gay” e sabia onde era o meu lugar. Meu amigo acabaria morrendo de Aids alguns anos mais tarde.

Eu nunca contraí o HIV, no entanto, passei a maior parte da década de 90 em um ciclo constante de antibióticos, tentando, às vezes inutilmente, evitar as infecções sexualmente transmissíveis intermináveis que continuavam correndo pelo meu corpo. Quando eu abandonei o mundo “gay”, não por qualquer escolha, mas por causa da realidade iminente da morte, eu inexplicavelmente, e quase que imediatamente, fui falar com um padre católico.  Eu contei pra ele tudo que eu havia feito e vivido na última década e como eu queria deixar San Francisco e Castro. Quando eu terminei de falar, ele soltou um suspiro e disse: “Mas, você nasceu gay, que é onde você pertence.” Ele criticou alguns dos meus métodos, que eu tinha vivido minha vida enquanto “gay” de uma forma um pouco irregular e irresponsável e que eu deveria tentar “sossegar” com um homem só.

Hoje analisando alguns pontos, vejo que muitos sacerdotes e prelados concordariam com ele. Um recentemente disse: “Eu acredito que as pessoas nascem da maneira que elas nascem e eu creio que Deus nos cria como nós somos.” Mas, ainda mais preocupante é a seguinte declaração: “Para mim, essa inclinação é um ponto de interrogação: pois ela não reflete o projeto original de Deus e não obstante é uma realidade, porque você nasce gay”. Este é provavelmente o pior tipo de paternalismo mal orientado sob o disfarce de misericórdia liberal. É um fracasso épico: ao mesmo tempo que  parecem defender a doutrina católica, segundo a qual a homossexualidade não é parte do plano de Deus, tentam nos condenar a algo que não faz parte do plano de Deus – porque, afinal de contas “teríamos nascido gay”.

Em um salto ainda mais auto-destrutivo, imediatamente após o massacre de Orlando, um Bispo da Flórida tinha que dizer isto: “… infelizmente, é a religião, inclusive a nossa, que os tem como alvo, principalmente verbalmente, e que também gera muitas vezes desprezo pelos gays, lésbicas e transgêneros. Os ataques de hoje em homens e mulheres LGBT muitas vezes plantam a semente do desprezo, em seguida, o ódio, que pode finalmente levar à violência “.

Esta definitivamente não é a Igreja Católica e não é o que a Igreja Católica defende, apesar de que até eu tive que descobrir isso por mim mesmo depois de muitas provações e erros.  Como a maioria dos homens “gays” e mulheres que se arrastam até a Igreja – rapidamente descobri que as práticas “pastorais” a respeito da homossexualidade dependem muitas vezes de com quem você está falando; esta incerteza vinda dos sacerdotes podem causar ressentimento ou uma capitulação de volta para a nossa identidade “gay” – embora de uma forma mais circunscrita em que às vezes se abraça a castidade. Mas, uma coisa que eu sabia quase imediatamente – é que eu não quero voltar pra aquela vida. Pois, o Senhor Jesus Cristo havia me perseguido – e, na mesma noite da minha conversão, eu estava envolvido em uma cena tão tenebrosa, que comparativamente ia muito além de qualquer um dos encontros rotineiros que eu já tinha tido em banheiros de boates gays. Mas, no último momento da minha vida, me foi dada uma escolha final, e eu escolhi Ele. Mas, será que a Igreja não deveria oferecer a todos os homens e mulheres “gays” exatamente essa mesma escolha? Ou, deveríamos esperar até o momento da morte?

No entanto, em certa medida, a Igreja tem contribuído para a eventual morte de alguns homens e mulheres homossexuais, mas não da maneira como este Bispo da Flórida está propondo. Pois, é na frouxidão (e no abandono da) doutrina católica, e não por sua dureza imaginária, que a Igreja se torna cúmplice. Porque, ao não oferecer nenhuma alternativa para a identidade “gay” – isso não gera o ódio, mas sim rejeição pura e simples. Ao invés da Igreja ser um refúgio defensivo contra o caos, a incerteza e a violência do mundo, para muitos homens e mulheres “gay”, a Igreja realmente acaba simbolizando esse caos e a desunião – mesmo por sua hipocrisia, simbolizada pela lavagem de roupa em público como por exemplo, os desacordos às vezes maliciosos entre os prelados durante o Sínodo recente. Independente do que saiu no papel, a Igreja apareceu conflituosa e confusa. A incapacidade de alguns dentro da Igreja de apresentar uma mensagem clara e concisa sobre a homossexualidade tem causado muitos a desconsiderar a Igreja pura e simplesmente, e voltar-se para o único outro mundo que eles conhecem.

Infelizmente, alguns membros da Igreja, como esse  Bispo da Flórida, continuam a cometer os mesmos erros do passado, constantemente referindo-se a nós como gays, lésbicas, transgêneros e LGBT; e nós não somos nenhuma dessas coisas. Nós não nascemos “gay”, e nós não nascemos danificados. Podemos até termos sido feridos ao longo do caminho, mas, como o resto da humanidade, podemos nos recuperar e curar. Nós não pertencemos a uma identidade, não pertencemos a um movimento, e nós não pertencem a um grupo. Então não fale com a gente como se nós pertencêssemos. Nós pertencemos a Deus.

Será que tem alguém corajoso o suficiente para nos mostrar o caminho?

Eu vejo as fotos dos mortos, e eles me fazem lembrar dos homens que eu conheci – que morreram de AIDS há um longo tempo atrás. Eles, também, pensavam que “gay” era o lugar onde eles pertenciam. Quando é que a Igreja Católica dará as boas-vindas a estes homens? Mas não com falsas platitudes sobre nascer gay. Temos de ser acolhidos na  Igreja – mas com a Verdade e com o Amor.

Quarenta e nove vidas preciosas foram perdidas em uma noite, mas desde que a epidemia da AIDS começou, um número estimado de 311.087 homens “gays” com um diagnóstico de AIDS morreram, incluindo 5380 estimados em 2012.

“A pessoa humana, feita à imagem e semelhança de Deus, dificilmente pode ser descrita adequadamente por uma referência reducionista à sua orientação sexual. Cada ser humano na face da terra tem problemas pessoais e dificuldades, mas também desafios para o crescimento, pontos fortes, talentos e dons igualmente. Hoje, a Igreja fornece um contexto extremamente necessário para o cuidado da pessoa humana quando ela se recusa a considerar a pessoa como “heterossexual” ou “homossexual” e insiste que cada pessoa tem uma identidade fundamental: a criatura de Deus, e por graça, o seu filho e herdeiro da vida eterna. – Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de pessoas homossexuais

Joseph Sciambra é blogueiro em JosephSciambra.com. Este artigo é reproduzido com permissão de seu blog.

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7 Comentários to “Onde é o nosso lugar? Um Católico ex-gay faz uma reflexão sobre o massacre de Orlando.”

  1. Excelente!!!

  2. Interessante notar que as características fundamentais dos movimentos homossexual, negro, feminista é que eles são idênticos aos modos, expressões, sectarismos e formas de organização do partido nazista ou de quaisquer agremiações de natureza totalitária, como os partidos comunistas, ou seja, conseguir uma domesticação geral a nível global.
    A ditadura politicamente correta imposta sobre os meios culturais de tendencias revolucionarias perverte a capacidade de expressão e raciocínio das pessoas, patrulha-as, molda-as, imbeciliza-as – em suma, as domestica e controla-lhes as mentes e as direciona para onde acharem mais conveniente – caso de adoção do homossexualismo – sem que percebam o ardil de serem, sob falsaria defesa delas, massa-de-manobra das ideologias!
    A esquerda revolucionária mudou o foco das lutas sanguinolentas anteriores, transformando-as em confrontos de raças, de cor, de sexos, de comportamentos sexuais, enfim, de qualquer coisa que descristianize e desintegre a sociedade, consiga provocar cisões entre pessoas e grupos para totalitaristicamente dominarem o mundo!
    A queda dos padrões de qualidade do discurso das universidades, da imprensa e dos meios culturais é visível e notória, sendo o jornalismo hoje em dia mais se parecendo fantoches de ideologias totalitarias, pouco ou nada decidindo por si, senão sob principios que lhes incutiram, inclusive defendendo a aberração que é a instigação dos homossexualismo, como um bem a se desejar!
    Novelas, seriados e tantos mais meios midiáticos apologizam o homossexualismo e o entronizam, enquanto isso, atribuem à Igreja os sofrimentos dos homossexuais e restrições em seus meios, como se ela fosse a causa maior ou única de suas desventuras, por apego a supostas doutrinas arcaicas, incompativeis com o relativista modernismo!
    A Igreja jamais rejeitou os homossexuais ou os perseguiu, mas como fiel depositaria da doutrina de Jesus Cristo, como boa dispenseira de sua doutrina, nem ela tem autoridade de mudar que foi determinado pelo Mestre, como de defender suas práticas sodomitas e os admitir ao nível dos fieis, ainda que por isso perca sedizentes adeptos, seja caluniada e se reduza a um punhado de fieis!
    Ter alta estatística numérica sacrificando a verdade a título de arrebanhar adeptos para a Igreja é algo secundario, dispensável!
    “Isso foi um ato de terror e de ódio “, declarou o alienado presidente Barack Obama, marxiislamita, instigador do relativista homossexualismo, para que situações como essa recrudesçam em muito nos EUA e mais países, desde sua entrada no poder!

  3. Um texto tão dúbio quanto o discurso daquela seita que auto intitula-se “igreja progressista” Ao inserir-se no contexto “(…) referindo-se a ‘nós’ como…(…)” , este homem revela-se não como um “ex” gay, mas sim como um NEO ATIVISTA , praticante da abstinência sexual que , por medo das consequências do seu pecado , está reivindicando a “permissão da Igreja” para ser gay .

  4. Aqui tem muuuuitos fariseus!
    Rezemos com amor e caridade pelos nossos irmãos para que recebam as graças de Deus ao invés de nos colocarmos no lugar de Deus para julgar e condenar! Deixemos isso para Deus que é Justo Juíz.
    “Aquele que nao tiver pecado atire a primeira pedra” Jo 8:1-11.

  5. “…ao invés de nos colocarmos no lugar de Deus para julgar e condenar!…”

    “Aqui tem muuuuitos fariseus!” – julgou e condenou… e quer dar lição de moral?