Papa Francisco: “Eu não gosto quando se fala de genocídio de cristãos”.

IHU – Para o Papa Francisco, é uma expressão redutiva, que focaliza a questão a partir de um ponto de vista apenas sociológico e diminui uma realidade articulada, complexa e dramática. Na Villa Nazareth, na tarde do último sábado, o pontífice afirmou que ele não gosta do uso da definição “genocídio” aplicada à situação dos cristãos no Oriente Médio. Na realidade, está em curso lá uma perseguição, um martírio, e, portanto, deve-se falar de sacrifício da vida por razões de fé.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada no sítio Vatican Insider, 18-06-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Villa Nazareth, na região da Pineta Sacchetti, em Roma, foi criada em 1946 pelo então Mons. Domenico Tardini, depois cardeal, para acolher órfãos e filhos de famílias numerosas e pobres, a fim de valorizar a sua formação a serviço da sociedade. O presidente da fundação é o cardeal Achille Silvestrini, que, como jovem padre, foi colaborador deTardini. Quem acompanhou o papa na visita foi o vice-presidente, o arcebispo Dom Claudio Maria Celli.

Depois das saudações iniciais, na capela, reuniram-se estudantes do colégio universitário da Villa Nazareth de hoje, leigos, padres: ouviu-se o trecho do evangelho do Bom Samaritano. O bispo de Roma, em seguida, colocou em evidência a figura do albergueiro, que acolheu o samaritano: “Ele deve ter pensado que é um louco, que usa o seu dinheiro, que cuida das feridas”. Em vez disso, é um “pecador que tem compaixão”. “É isso que faz o testemunho”, destacou Francisco. “O samaritano semeou inquietação no coração do albergueiro. E é isso que o testemunho faz.”

“Certamente, o albergueiro está no Céu. Aquela semente germinou”, concluiu o Papa Francisco a sua análise da parábola evangélica. No encontro com os jovens, o papa reconstruiu a parábola em uma perspectiva totalmente particular, a do albergueiro, “um anônimo, porque o Evangelho não nos diz nada dele, nem o nome”.

Porém, justamente esse homem “viu algo que nunca teria acreditado em ver: um samaritano que ajuda um judeu. Ele o pegou e, com as suas próprias mãos, cuidou das suas feridas. Levou-o a um albergue e prometeu ao proprietário: ‘Eu vou te pagar’. ‘Ele deve ser louco. Nunca vi isso’, o albergueiro deve ter dito. Mas, a partir desse ‘louco’, ele recebeu a Palavra de Deus. E, quando o samaritano voltou para pagar a conta, ele talvez deve ter dito: ‘Deixe assim, eu resolvo’. ‘Essas palavras do albergueiro, ‘deixe, fica por minha conta’, foram a primeira resposta ao testemunho do Samaritano, o testemunho de um pecador, porque o Samaritano não era fiel ao povo de Deus, mas teve compaixão. Era um pecador que teve compaixão e sentiu isso. Mas, no início, o albergueiro não entendeu nada. Ficou com a dúvida, a curiosidade, a inquietação dentro. O testemunho semeou inquietação no coração do hospedeiro. Não sabemos o que aconteceu depois, mas, certamente, o Espírito Santo o fez crescer. E ele, o albergueiro anônimo, deixou crescer essa mensagem. O testemunho passa e vai embora. Você o deixa lá e vai. E o Senhor o faz crescer: é como a planta que cresce mesmo enquanto o dono dorme.”

“Que Deus livre dos padres que tem pressa”

“Desejo isso – assinalou o papa – também para nós. E que o Senhor nos livre dos bandidos (como aquele que tinha roubado e ferido o transeunte). Existem muitos, hein! Mas nos livre também dos sacerdotes que estão sempre com pressa, como aquele que não teve tempo para parar e socorrer o ferido. Talvez ele tinha que ir fechar a igreja, há um horário a ser respeitado, eles não têm tempo para escutar e ver: devem fazer as suas coisas. E dos doutores da lei, como aquele que não pôde parar. Talvez ele era um advogado e não podia correr o risco de perder um dia de trabalho e, talvez, de um dia para ir testemunhar no tribunal… Um daqueles que querem apresentar a fé de Jesus com rigidez matemática. Ensine-nos a parar e nos ensine a sabedoria do Evangelho. Isto é, a sujarmos as mãos: que o Senhor nos dê essa graça.”

Depois do Pai Nosso e da bênção, o pontífice cumprimentou o pessoal de serviço e se dirigiu ao campo desportivo, onde cerca de 1.300 pessoas o esperavam. Falando sem ler os textos escritos, respondeu a uma série de perguntas de estudantes e ex-estudantes da residência universitária sobre vários temas.

No Oriente Médio há perseguição, não “genocídio”

Ele não gosta da utilização da expressão “genocídio” para a situação dos cristãos no Oriente Médio. De acordo com o papa, trata-se de uma definição redutiva, que focaliza a questão a partir de uma ótica sociológica, e isso reduz uma realidade articulada e complexa a categorias de pura dinâmica social.

Na realidade, no Oriente Médio, trata-se de perseguição, “que leva os cristãos à plenitude da sua fé”, de martírio e, portanto, de sacrifício da própria vida por razões de fé.

“Eu não gosto – declarou, com tom severo –, e quero dizer isso claramente, quando se fala de um genocídio dos cristãos no Oriente Médio. Isso é um reducionismo.”

“Nós façamos reducionismo sociológico daquilo que é um mistério da fé, um martírio”, adverte. “Aqueles cristãos coptas, degolados nas praias da Líbia. Todos morreram dizendo ‘Jesus, me ajude’. Estou certo de que a maioria deles nem sabia ler, mas eram doutores de coerência cristã, isto é, eram testemunhos de fé, e a fé nos faz testemunhar tantas coisas difíceis na vida.”

“Não nos enganemos – advertiu ainda o Papa Bergoglio –, o martírio cruel não é o único modo de testemunhar aJesus Cristo. Hoje, há mais mártires do que nos séculos passados, mas há o martírio de todos os dias: o martírio da paciência, na educação dos filhos, na fidelidade ao amor.”

O martírio cotidiano e da honestidade

Francisco estendeu a sua reflexão a diversas situações da vida cotidiana, em que, de modos diferentes, os cristãos vivem situações de martírio, de testemunho da própria fé. Além do martírio máximo, o do sangue, também existe o de todos os dias, o “martírio da honestidade neste mundo que se pode chamar de paraíso dos subornos”. Muito frequentemente, “falta a coragem de jogar na cara o dinheiro sujo. É um mundo onde tantos pais dão de comer aos filhos o pão sujo dos subornos.”

“Muitas vezes, eu me encontro em crise com a fé”

Aos que lhe perguntavam se ele já teve uma crise de fé, Francisco diz – depois de definir ironicamente a pergunta como corajosa: “Muitas vezes, eu me encontro em crise com a fé, às vezes tive a audácia de repreender Jesus e também de duvidar. Essa será a verdade? Ou será um sonho?”.

Isso lhe aconteceu “como menino, como seminarista, como religioso, como padre, como bispo e até como papa”. Depois, destacou: a “um cristão que não sentiu isso algumas vezes”, um cristão ao qual “a fé não entrou em crise, falta alguma coisa”. A esse propósito, o papa acrescentou: “Eu não sei chinês, tenho muita dificuldade com as línguas. Disseram-me que a palavra crise se faz com dois ideogramas: risco e oportunidade”.

Aos jovens: não às “múmias de museu” e às vidas “estacionadas”

Depois, um apelo aos jovens: “Arrisque, caso contrário a sua vida lentamente vai ser uma vida paralítica, feliz, contente, mas lá, estacionada”. Para o papa, é “muito triste ver vidas estacionadas. É muito triste ver pessoas que parecem mais com múmias de museu do que com seres vivos. Arrisque! – exclamou – Vá em frente!”.

“Você vai errar mais se ficar parado”, insistiu. “Esse é o pior erro. O fechamento. Arrisque nos ideais nobres, sujando as próprias mãos. Assim como aquele samaritano da parábola arriscou. O testemunho credível de Jesus Cristo que é vivo. Eles nos acompanhou na dor, mas está vivo. Dito assim, parece muito clerical. Eu entendo que testemunho os jovens buscam: a do tapa.”

Francisco explicou: “Um tapa acorda você das ilusões que você faz com ideias e promessas, ilusões de sucesso, ‘vou ter sucesso por este caminho’. O espelho está na moda. Olhar-se. Aquele narcisismo que a cultura de hoje nos oferece. Quando não temos testemunho, mas temos um bom trabalho, uma família e somos homens e mulheres estacionados na vida. Que não caminham. Somos os conformistas, seguidores de um hábito que nos deixa tranquilos, precisamos do necessário, não nos falta nada. Mas quando estamos tranquilos, sempre há a tentação da paralisia”.

É melhor não se casar sem a consciência do sacramento

“É melhor não se casar se não se sabe o que é o sacramento”, disse. Na quinta-feira passada à tarde, no Latrão, o papa observou, pela mesma razão, que “hoje a maior parte dos matrimônios não são válidos”. Mas a versão oficial do discurso, revisado no Vaticano, relata: “Uma parte dos matrimônios”. Francisco voltou atrás: “Hoje – explicou – muitos não são livres nesta cultura hedonista. O sacramento do matrimônio só pode ser celebrado na liberdade, caso contrário, você não o recebe”.

“Uma parte das pessoas que se casam não sabem o que fazem”, continuou. “Existe uma cultura do provisório que penetra em nós, nos nossos valores e julgamentos. E isso significa que o matrimônio dura enquanto dura o amor, e depois termina. A Igreja deve trabalhar muito nesse ponto, na preparação para o matrimônio.”

Depois, Francisco confidenciou a sua alegria quando, na missa de Santa Marta, são festejados os 50 ou 60 anos de casamento de alguns casais. “Fico feliz de falar com eles”, diz, revelando ter perguntado frequentemente os esposos: “Em todos esses anos, quem teve mais paciência?”. E de ter recebido frequentemente como resposta: “Ambos, brigamos quase todos os dias. Mas, paciência, padre, nós estamos apaixonados”.

“Depois de 60 anos – observa Jorge Mario Bergoglio – isso é ótimo. Um dos frutos do sacramento. É a graça quem faz isso. Talvez possamos entender isso.” “Briga-se – reconhece –, todos sabemos disso. Os pratos voam: é coisa de todos os dias. Mas não terminar o dia sem fazer as pazes. Eu tenho medo da ‘guerra fria’ de todos os dias. Basta um gesto para pedir desculpas ou perdoar. Não se esqueçam de se acariciarem, vocês, esposos. A carícia é uma das linguagens do amor, para dizer: ‘Eu gosto tanto de ti, te amo’. Também com o corpo. Sempre. As carícias: acho que, com elas, será possível manter aquela força do sacramento. O Senhor também acaricia a Igreja, a sua esposa.”

A economia mata, a indústria de armas é o melhor negócio

“A guerra é o negócio que, neste momento, dá mais dinheiro. Muitas vezes, a Cruz Vermelha não consegue fazer chegar as ajudas humanitárias. Mas as armas sempre chegam. Não há alfândega que as detenha.”

O Papa Francisco repetiu isso no diálogo com os jovens da Villa Nazareth. “Hoje – denuncia – há uma economia que mata. No centro, nunca está o homem ou a mulher, mas o Deus dinheiro, e isso mata. Em uma manhã, você pode encontrar um sem-teto morto de frio na Praça Risorgimento, e isso não é notícia. Mas, se a Bolsa de Tóquio ou de Nova York caem dois ou três pontos, é uma grande tragédia internacional. Somos escravos de um sistema que mata.”

Igreja fechada significa coração fechado

“Se uma igreja tem a porta fechada, isso significa que essa comunidade cristã tem o coração fechado. Devemos retomar o sentido da acolhida.”

E mais: “A acolhida é uma cruz, mas uma cruz bonita, porque nos recorda aquela acolhida que o bom Deus tem em relação a nós, todas as vezes que vamos ao Seu encontro.”

Cristãos perfeitos? “Olhem um pavão por trás…”

“Há quem se pavoneia”, acreditando “ser um cristão perfeito. O pavão é bonito, mas virem-nos e olhem-no por trás. Essa também é a verdade do pavão.”

O papa sugeriu isso falando da “hipocrisia da fé”. “Muitos estão maquiados como cristãos, mas não são cristãos.”

Depois, o papa contou um exemplo daquilo que pode acontecer nas Igrejas: “Você não está casado na Igreja e não pode ser padrinho. Mas você é um fraudador, um explorador, traficante de crianças. ‘Mas é um bom católico, dá esmola à Igreja. Sim, você pode ser padrinho.’ Mas assim invertemos os valores!”.

“Ou nos salvamos todos ou não se salva ninguém”

Francisco terminou citando as palavras de São Paulo: “Ou nos salvamos todos ou ninguém”, que o apóstolo pronunciou quando, ao naufragar, encontrou abrigo em Malta.

Por fim, o papa pediu desculpas aos presentes pelo comprimento das seu respostas: “Eram sete perguntas, e eu fiz o sermão das sete palavras que, na Argentina, durava três horas. Rezem por mim. Este trabalho não é fácil”.

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9 Comentários to “Papa Francisco: “Eu não gosto quando se fala de genocídio de cristãos”.”

  1. “Uma parte das pessoas que se casam não sabem o que fazem”, continuou. “Existe uma cultura do provisório que penetra em nós, nos nossos valores e julgamentos. E isso significa que o matrimônio dura enquanto dura o amor, e depois termina. A Igreja deve trabalhar muito nesse ponto, na preparação para o matrimônio.”
    Pelo que entendi, o amor a que teria se referido não passaria de uma paixão que, dependendo das circunstancias, aparecendo esse ou aquela que teria sido mais ideal ou por conveniente, trocaria; esse tipo de amor, nem algo cristão seria!
    “O Papa Francisco repetiu isso no diálogo com os jovens da Villa Nazareth. “Hoje – denuncia – há uma economia que mata. No centro, nunca está o homem ou a mulher, mas o Deus dinheiro, e isso mata. Em uma manhã, você pode encontrar um sem-teto morto de frio na Praça Risorgimento, e isso não é notícia”.
    Existe ao acaso economia mais geradora de atraso, miseria, inaudita violencia, destruição, escravagismo e morte que as esquerdas do martelo e foice – nunca, jamais denunciadas?
    As esquerdas até hoje trucidaram cerca de 180 000 000 pessoas e persistem na prática onde se instalam de diversas modalidades, além dessa física, como as miserias financeiras levando à morte, além das religiosas e ético-morais cristãs!
    Não precisarmos ir longe, pois aqui na A Latina temos as miserabilizadas Cuba depois de quase 60 anos de comunismo, idem a Venezuela, nesta, o povo sob ração do governo para as familias: 1 kg de macarrão, 2 pacotes de farinha de milho e 1 lata de leite em pó e inflação de quase 200%/ano!
    E o lamentável estado de pauperismo a que foi submetido o Brasil depois da passagem da praga de gafanhotos que é o sinistro PT, o mesmo caso acima – e ainda se aventando hipótese de existencia de um golpe branco para tirá-lo do poder, incl. com apoio da conspiradora CNBB?!
    Inexiste genocidio de cristãos?
    “Eu não gosto – declarou, com tom severo –, e quero dizer isso claramente, quando se fala de um genocídio dos cristãos no Oriente Médio. Isso é um reducionismo.”
    Leio hoje que o Arcebispo sirio-católico D Youhanna Boutros Moshe, de Mossul, Iraque, suplica ao Ocidente para ajudar a derrotar o Estado Islãmico; estão condenados à morte por eles! Acrescento que até nos abrigos improvisados sob vigilancia não escapam no O Medio à sanha dos asseclas de Satã, os muçulmanos!
    Dom Moshe acrescentou: “Se o Ocidente fosse incapaz de redobrar seus esforços na luta contra o ISIS, deveria abrir suas portas aos cristãos e às outras minorias que procuram asilo, embora prefiramos ficar por aqui protegidos do assedio deles”!
    Eis aí o difícil, D Moshe; o Ocidente prefere seus futuros ou já algozes!
    Na Europa ou Eurabia, o mesmo sucede com os poucos cristãos acolhidos; as autoridades nada fazem em defesa desses, apenas apreciam surrá-los!

  2. Surpresas – nem tanto de Deus
    F- Santo Padre, porque estas orelhas grandes?
    P-para ouvir melhor a confissão minha filha.
    F- e este nariz tão grande?
    P- é para respirar melhor. A emissão de poluentes e o aquecimento global me perturbam.
    F- e estes dentes?
    P – É para que todos vejam o meu sorriso e minha acolhida calorosa. É a cultura do encontro filha…Auuuuuu!
    – Que foi Santo Padre? Seus joelhos voltaram a doer como em Corpus Christi?
    Müller – não querida. É o lobo! Fuja!

  3. “EU não gosto quando se fala de genocídio de cristãos…Muitas vezes, EU me encontro em crise com a fé…Eram sete perguntas, e EU fiz o sermão das sete palavras…”
    É sempre EU, EU, EU… Jorge Mario Bergoglio em um narcisismo diabólico. Ele é a doutrina, ele é a Igreja e pra isso é capaz de perverter até mesmo o sentido das palavras de Cristo. Ao invés de confirmar a Doutrina de Cristo, é a doutrina de Cristo que deve se ajustar à sua narrativa!
    “Eu não gosto quando se fala de genocídio de cristãos”? E o fato dele gostar ou não gostar muda o fato de que os Cristãos no Oriente Médio estão passando por um verdadeiro genocídio?
    Genocídio significa a exterminação sistemática de pessoas tendo como principal motivação as diferenças de nacionalidade, raça, religião e, principalmente, diferenças étnicas. É uma prática que visa eliminar minorias étnicas em determinada região.
    A própria ONU reconhece o genocídio perpetrado pelo ISIS contra as minorias religiosas naquela região, apesar de não mover um só dedo pra sanar a tragédia.
    Já Bergoglio simplesmente “prefere” considerar o genocídio dos nossos irmãos como um simples martírio, uma escolha que eles mesmo fizeram pra testemunhar sua fé em Cristo: “Aqueles cristãos coptas, degolados nas praias da Líbia. Todos morreram dizendo “Jesus, me ajude”’.
    E foi exatamente pra isso que Jesus deixou seu vigário aqui na terra como sinal vivo de sua presença: para confirmar e ajudar os filhos de Deus: servus servorum Dei.
    Eu vi vários vídeos onde esses cristãos perguntavam: Onde está o Papa? Por que ele não faz nada por nós? Sem falar naquela cena infame na Grécia quando ele resgatou vários refugiados muçulmanos no avião papal e deixou pra trás justamente as famílias cristãs! Servus inimicorum Dei!
    Pra adicionar insulto à injúria, ainda compara o martírio dos cristãos nos séculos passados com as simples tribulações que tanto cristãos como pagãos passam no dia a dia: “o martírio da paciência, na educação dos filhos, na fidelidade ao amor”. Isso sim é um reducionismo diabólico!
    Como eu poderia comparar as tribulações que eu passo no meu dia a dia com o martírio dos Cristãos nos séculos passados? Isso seria de um narcisismo diabólico, pois como nos diz o Apóstolo em sua Carta aos Hebreus:”Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado”.
    De fato, o que ele não gosta é que lhe recordem suas obrigações enquanto vigário de Cristo. É mais fácil lavar as mãos feito Pilatos e dizer que ” trata-se de uma perseguição que leva os cristãos à plenitude da sua fé e de sacrifício da própria vida por razões de fé”, porque por ser um ato voluntário de martírio, isso o poupa de sua obrigação de fazer algo para socorrê-los. O supra sumo da covardia!
    Pra variar, volta e meia e lá vem ele com sua obsessão com o adultério e a fornicação, apesar da Carta aos Hebreus ser contundente quando diz:
    ” Seja por todos honrado o matrimônio, e o leito conjugal sem mácula ; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros” ( Hb 13,4 ).
    “É melhor não se casar se não se sabe o que é o sacramento”? Isso ele deveria dizer aos “padres rabo-de-saia” a quem ele distribuía dispensas a rodo quando era Arcebispo em Buenos Aires!
    Vejam que aqui ele está dando maus conselhos aos jovens, estudantes do colégio universitário da Villa Nazareth. Pela foto dá pra ver que se tratam de adolescentes, então amanhã se um desses jovens resolver colocar a mochila nas costas e dizer aos pais: “vou morar junto com meu namorado”, o que a família poderá dizer se foi o póprio “papa” que lhes disse:
    _ “Arrisque, caso contrário a sua vida lentamente vai ser uma vida paralítica, feliz, contente, mas lá, estacionada”.
    Na verdade, se formos aplicar a lógica bergogliana segundo a qual “hoje a maior parte dos matrimônios não são válidos” devido à cultura do provisório que penetra em nós, nos nossos valores e julgamentos, então a maioria dos outros sacramentos também é inválida.
    Os protestantes são mestres em aplicar a lógica bergogliana ao Sacramento do Batismo das crianças, mas a Igreja responde em sua Doutrina da seguinte maneira:
    “Objeta-se ainda que o Batismo das criancinhas constituiria um atentado à sua liberdade; seria contra a dignidade da pessoa impor-lhes obrigações religiosas, que terão de observar no futuro e que, mais tarde, elas virão talvez a recusar. Seria melhor não conferir o Sacramento senão naquela idade em que se tenha tornado possível um compromisso livre. Entrementes, os pais e os educadores deveriam comportar-se com reserva e abster-se de todas as pressões.
    Mas uma tal posição é absolutamente ilusória: não existe liberdade humana assim tão pura, que possa considerar-se absolutamente imune de todos os condicionamentos”.
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19801020_pastoralis_actio_po.html

    Ora, o mesmo pode ser dito do Sacramento do Matrimônio! Mas Bergoglio não está falando como São Paulo em sua Carta aos Coríntios, quando o Apóstolo defende a superioridade da castidade para o Reino: “No entanto, preferiria que todas as pessoas fossem como eu”, pois a pessoa solteira tem teoricamente menos “preocupações” e pode se dedicar mais a obra de Deus.
    O que ele tá defendendo é a fornicação como meio de preparação para o casamento! Isso é um escândalo sem precedentes na história da Igreja!
    Enquanto São Paulo diz: “mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar- se”, Bergoglio diz que é melhor abrasar-se do que se casar porque “existe uma cultura do provisório que penetra em nós, nos nossos valores e julgamentos. E isso significa que o matrimônio dura enquanto dura o amor, e depois termina”.
    No tocante à sua outra obsessão que é o controle de armas, isso revela uma hipocrisia sem limites pois a Cruz Vermelha não conseguiria fazer chegar as ajudas humanitárias às áreas de conflito se não fosse pela proteção de homens armados. Mesmo no Vaticano, não são apenas as alabardas da guarda suiça que protegem o Pontífice, mas 150 membros da gendarmeria vaticana bem armados.
    Jesus disse: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus. ” Mateus 5:48.
    Já Bergoglio num acesso de sarcasmo demoníaco retruca: Cristãos perfeitos? “Olhem um pavão por trás…”
    Em primeiro lugar, um cristão que “se pavoneia”, acreditando “ser um cristão perfeito” denuncia-se a si mesmo como alguém que está muito longe de ser perfeito. É como um certo bispo vestido de branco que se “pavoneia”, acreditando ser um homem humilde e misericordioso, quando na verdade é narcisista como um pavão e colérico como um tigre.
    E como a boca geralmente fala daquilo que o coração está cheio, assim como existem muitos que estão maquiados como cristãos, mas não são cristãos, Nossa Senhora também nos mostrou um Bispo vestido de branco, apenas maquiado como Papa, mas não é o Santo Padre.
    E olha que Bergoglio sugeriu isso falando da “hipocrisia da fé”:

    “Você não está casado na Igreja e não pode ser padrinho. Mas você é um fraudador, um explorador, traficante de crianças. ‘Mas é um bom católico, dá esmola à Igreja. Sim, você pode ser padrinho.’ Mas assim invertemos os valores!”.

    Ora e por que então ele pessoalmente autorizou a corrupta Cristina Kirchner a ser madrinha de batismo da filha de duas lésbicas na Argentina se já em 2013, jornalistas argentinos denunciaram uma rede de corrupção e de lavagem de dinheiro do ex-presidente Nestor Kirchner e Cristina Fernández de Kirchner, que estava no cargo até 2015? Cristina Fernández de Kirchner, a quem, ele recebia aos beijos no Vaticano é citada no Panama Papers como fraudadora, corrupta envolvida em lavagem de dinheiro usando a Cruz Vermelha como testa de ferro.
    No mais, você não precisa ser “casado na Igreja” pra ser padrinho ou madrinha de batismo. Qualquer católico solteiro pode ser padrinho de batismo. Mas se a figura do padrinho ou madrinha ainda é aquele que vai ajudar os pais a educar a criança na fé Católica, uma pessoa que vive publicamente em estado de pecado mortal não é mesmo exemplo ou garantia de que aquela criança receberá uma educação Católica.
    “A Igreja, de fato, não pode aceder ao desejo desses pais, se eles não derem a garantia de que, uma vez batizada, a criança irá receber a educação católica, exigida pelo Sacramento; e deve-se ter a esperança fundada de que o Baptismo dará os seus frutos [40].
    Se as garantias dadas são suficientes — por exemplo, a escolha de padrinhos e madrinhas que tomarão seriamente a seu cuidado a criança, ou ainda o apoio da comunidade dos fiéis — então o sacerdote não poderá recusar-se a administrar sem demora o Baptismo, como no caso dos filhos das famílias cristãs”.
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19801020_pastoralis_actio_po.html

  4. Segundo o dicionário, genocídio é:
    1. extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.

    Cristão sendo decapitados e queimados vivos, e o “Papa” tá preocupado com a semântica.
    Talvez “Sua Santidade” não gostou do emprego da palavra genocídio por considerá-la muito forte, melhor seria uma eufemismo. Nesse caso, o extermínio fica em segundo plano, o importante para ele é manter boas relações com os seguidores de Maomé e com o Estado Islâmico

  5. Perfeito!!!
    Martírio para os CRISTÃOS, e Genocídio para os NÃO CRISTÃOS.
    Este é o meu papa. Este é o último papa (Petrus Romanus). Este é o papa do Fim do Mundo.
    Quem viver, vera!

  6. peco perdao pelo comentario, mas nao sei como pode sair tantas ideias insólitas de uma unica pessoa

  7. “As carícias: acho que, com elas, será possível manter aquela força do sacramento”.

    Que é isso? A “força” dos sacramentos vem da Paixão de Jesus Cristo.

    Não é tão difícil perscrutar essa caixa de pandora para saber se, além da vacuidade e das aberrações doutrinais, Bergoglio padece também de algum tipo de transtorno de personalidade. Essas coisas costumam ser de família (vejam as fotos de Maria Elena Bergoglio e do sobrinho).
    Kolvenbach, dizem, não o queria bispo.

  8. Quer dizer que ser vítima de genocídio e pagar uma penitência agora é a mesma coisa?