“As mais belas novas igrejas do mundo”. Segundo o jornal da Conferência Episcopal Italiana.

Eis as novas igrejas mais belas do mundo.

Por Avvenire | Tradução: FratresInUnum.com: É Rafael Moneo, Prémio Pritzker em 1996, o vencedor da sexta edição do Prêmio Internacional de Arquitetura Sagrada “Frate Sole”, fundado pelo Padre Costantino Ruggeri.

Moneo segue Tadao Ando, Alvaro Siza, Richard Meier, John Pawson e Cristián Undurraga. O famoso arquiteto espanhol, nascido em 1937, foi premiado por unanimidade pelo júri por sua Iglesia de Jesu, construída entre 2007 e 2011, em San Sebastián. A arquitetura, que o próprio Moneo define como “generosa no espaço e muito modesta em materiais”, se destaca  (interna e externamente) pelas paredes brancas, um elemento que lembra a cor dominante das flores do parque das proximidades e especialmente as importantes construções racionalistas presente em San Sebastián.

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A igreja tem uma planta em formato de cruz, construída dentro de um quadrilátero maior, mas realizada assimétrica para “refletir as tensões do mundo de hoje”. E destaca-se pela iluminação superior natural. Nos espaços que complementam a figura, encontram-se à esquerda a sacristia e o batistério e à direita a Capela do Santíssimo Sacramento e a da Reconciliação.

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O segundo lugar foi para a nova igreja da paróquia Ka Don, em Don Duong, Vietnã, construída em 2014 pelos arquitetos Vu Thi Thu Huong e Nguyen Tuan Dung com materiais simples como madeira e ferro que valorizam a relação com a natureza e a transparência entre o espaço interno e o ambiente externo. A igreja recorda a estrutura tradicional das casas da população que vive ao longo da margem sul do rio Da Nhim.

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A terceira classificada é a igreja paroquial da Santíssima Trindade, em Leipzig, projetada pelo estúdio de arquitetura alemã Schulz und Schulz. É a maior igreja católica construída na antiga Alemanha Oriental após a queda do muro. Fica no local de um antigo lugar de culto que foi destruído pelas bombas da Segunda Guerra Mundial, em frente à prefeitura, no centro da cidade. Os arquitetos trabalharam sobre a relação da história com o lugar, a escolha do material como o pórfiro, pedra porosa, mas muito dura, com a qual foram construídos os monumentos mais importantes da cidade.

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O complexo arquitetônico tem uma forma triangular. Na parte oriental está a igreja, e ao sul se conecta a uma capela e à sacristia. Na parte ocidental do piso térreo há um grande salão para a comunidade. No plano superior os apartamentos para os sacerdotes e para hóspedes. A torre do sino atinge uma altura de 50 metros.

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O júri também decidiu dar duas menções especiais para a capela de São João Batista, construída em pedra e madeira no bairro berlinense de Johannisthal e projetada pelo estúdio de arquitetura alemão Brückner & Brückner, e a capela de San Juan Bautista do arquiteto espanhol Alejandro Beautell, em Tenerife.

Rafael Moneo e os outros quatro finalistas receberão o prêmio durante uma cerimônia que terá lugar em Pavia no próximo 04 de outubro, por ocasião da festa de São Francisco de Assis.

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63 Comentários to ““As mais belas novas igrejas do mundo”. Segundo o jornal da Conferência Episcopal Italiana.”

  1. Novos Templos para uma “Nova Igreja”, nada mais adequado. Para uma Religião voltada para o homem, posso dizer que está quase perfeita. Falta somente uma placa de patrocínio.

  2. Que imundice! Estes predios horrorosos serviriam muito bem para uma sinagoga, uma loja maçonica ou para uma sessão na maçonica ONU, Mas… Igrejas catolicas!!! Mostram bem a mentalidade da Hierarquia Eclesiastica Vaticano II. Rezemos desagravando o Sagrado Coração de Jesus e Maria e pedindo que o quanto antes venha a nós os castigos prometidos em Fatima.

  3. Feias como inferno, impiedosas como o diabo. Eis a arte moderna.

  4. Podem ser revertidas, em dez anos ou menos, em quadra de futsal, cabaré ou centro de doutrinação islâmica (depende da oferta do comprador). Ninguém pode negar que o reverendo clero sabe mesmo investir no futuro.

  5. Sou arquiteto e Urbanista, sofro ao ver esses projetos.

    Mas confesso que está coerente com o novo conceito de Igreja. Bem falou o colega acima: “Novos templos para uma nova Igreja”

  6. As mais feias novas igrejas do mundo.

  7. É de assustar a qualquer católico de fato!

    A segunda é a que mais incomoda!

  8. A igreja bonita é a participação do povo e sua fé em qualquer arquitetura. O pecado maior está em nos adjetivos sobre a Casa de Deus.

    • Certo, mas nao é tudo Fabrício! Tudo tem que ser para recordar a grandeza e a perfeição de Deus nosso Senhor! O Templo de Deus deve evangelizar por si só! Essa arquitetura não incomoda os que odeiam a Cristo e sua Igreja, portanto será usada na nova religião sincretista. Então não apóie essa revolução. .querem esconder o que lembra Cristo! !

    • Participacao do povo em oracao conjunta guiados com o Padre em direcao a Deus no altar e tabernaculo. Voce ve algum tabernaculo para adoracao da Eucaristia?

    • Quem é que está sempre presente dentro do templo, Sr. Fabrico Mariano? É o Senhor, que está no Santíssimo Sacramento, dentro do Sacrário e o templo é para ele. Não para essa bobagem de “povo de Deus” dita pelo Vaticano II. Não por essa abominação que todas as vezes é repetida na Missa Nova do Homem aqui e que já mandaram retirar, mas aqueles que não tem fé católica garantiram para o pobre e ignorante fiel repetir: “Ele está no meio de nós”. São feias sim, pois são voltadas para o Homem, não para Deus. Isso é uma verdade e respeito humano algum – isso sim, um pecado devo lembrar – pode contrariar. Se até São Francisco de Assis mandou se vender tudo para que pudessem comprar um cálice de ouro para receber o Sangue do Senhor, quem é o homem, clérigo ou leigo, para aprovar essas abominações e colocar o Senhor dentro? Tenha a santa paciência!

  9. Como é que se constroem espaços frios desse jeito e colocam o nome disso de igrejas?
    Existe uma ‘comunidade’ rccista, muito famosa por essas bandas daqui, que agora construiu um troço exatamente nesse estilo esquisito. E o povo perdendo a fé.

  10. Avança o projeto diabólico de descaracterização. Até o templo sagrado que inconfundível, se distinguia e sobressaia das demais construções e cuja visão já elevava os nossos espíritos à Deus, agora confunde-se com um Shopping ou qualquer outro estabelecimento estranho, duvidoso ou profano.

  11. Cadê beleza nisso aí? Nada disso aí parece igreja, nem por fora nem por dentro! Não se vê o tabernáculo, nem imagens, nem ícones nem nada!!!

  12. É pra combinar com a Nova Evangelização…

  13. Lamentável…

  14. Honestamente me impressionam os argumentos que usam para defender esta arquitetura fria, sem graca e com intencao clara. Parece mais um banco. Da a. Impressap que em uma delas a cruz esta invertida.

  15. Depois do aparecimento de arquitetos estilo Niemayer – confesso marxista, devoto de Stálin, diga-se de passagem – cada qual no seu estilo mais modernista que o outro, os projetos compatibilizariam com a dispersão da fé católica para o globalismo do deus-homem!
    A de Brasilia, de B Horizonte em construção e mais igrejas, obras arquitetônicas desse, mais pareceriam associação de fé com turismo!
    Quem sabe, nem a seita Igreja Católica Brasileira aceitaria esses modelos?!

  16. O papa já decidiu destruir a basílica de São Pedro e colocar uma dessas lá? Pequena e acanhada, claro, como demonstração de humildade…

    • Esse era o sonho de “Dom” Hélder Câmara… que o Papa vendesse o Vaticano, vendesse aos pobres e morasse na periferia de Roma…

  17. Eu diria antes: “Os mais belos CENTROS DE CONGRESSOS do mundo”

  18. Certa vez perguntaram a Paulo VI por que ele não autorizava a celebração exclusiva da missa tridentina por parte dos padres que não concordassem com o Vaticano II, e ele respondeu: “Eu jamais permitirei que o concílio seja condenado através de um símbolo”. Ou seja: a missa “antiga” seria (e é) o estandarte de um corpo doutrinário diferente daquele a que os novos ritos remetem e, por isso, seria preciso, para fazer triunfar esse novo corpo doutrinário, substituir os símbolos do antigo pelos desse novo. Analogamente, a arquitetura sacra tradicional também era e é um grandioso símbolo da fé e da adoração a Deus, incompatível com o antropocentrismo moderno, e daí ser imperioso para os inovadores substituirem-na por outra arquitetura que expresse as novas ideias. “Só é destruído o que é substituído”, como já dizia Napoleão. Duvido que os autores dessas novas igrejas e os jurados que as julgaram realmente as achem belas em sentido estrito; o que aprovam nelas é o valor simbólico que elas encerram – não se trata, portanto, de uma verdadeira controvérsia entre gostos estéticos diferentes, mas sim entre representações intelectuais opostas. Lembremo-nos de que tanto a fé quanto as heresias que a negam são, antes de mais nada e fundamentalmente, atos do intelecto.
    A propósito, há cerca de 20 anos atrás eu li um livro escrito por um padre redentorista europeu (título e autor me fogem agora), onde este propunha abertamente que as novas igrejas deveriam ser construídas antes para atender aos interesses da vida natural do homem do que para o culto divino – aliás, segundo o autor, a melhor forma de cultuar a Deus seria promovendo ao máximo a felicidade natural do homem na terra. Como sugestões práticas, esse padre defendia que as novas igrejas deveriam ser não um amplo salão aberto, mas sim um conjunto de compartimentos cada um dedicado a uma ‘utilidade’ puramente humana: deveriam conter um cinema, uma piscina, um bar, um restaurante, um ateliê de arte moderna, uma academia de ginástica, uma biblioteca de autores modernos, uma escola de dança, um teatro, etc. Segundo esse redentorista, um conjunto dessas coisas é que deveria ser o templo ‘católico’ dos novos tempos, inaugurados pelo Vaticano II. E, pelo andar da carruagem, parece que é mesmo nesse fundo de poço que a arquitetura “católica” vai parar.

  19. Simplesmente grotesco.

  20. Refletem bem a pobreza espiritual de nossa época. Antropocentrismo, materialismo, tristeza, descrença, protestantização… A arte (arquitetura inclusive) é expressão exterior daquilo que está cheio o coração do homem. Se as igrejas católicas sempre nos remeteram ao céu com sua arquitetura bela, altiva e alegre estes monstros modernos nos remetem mais ao porão do capeta.

  21. A cruz lisa e de braços de iguais medidas é um símbolo esotérico, muito associado a um ramo da maçonaria, o rosa-cruz.

    • Alexandre, a cruz de quatro “braços” iguais é usada milenares pela igreja católica ortodóxa. Symbiotic remete a Cristo e a expansão e evangelização aos quatro cantos do mundo. Se você fizer uma busca por igrejas ortodoxas ou, melhor, as bizantinas, anteriores às góticas cuja planta era em forma de cruz latina, poderá constatar a presença da simetria e centralidade, seja sob a de uma cruz grega, sejam em outras formas geométricas uniformes, como o quadrado, o octógono ou o círculo.

    • Kleber, o problema é que eu duvido que essa cruz de quatro braços iguais (essa, particulamente, muito feia) esteja sendo usada nesse sentido. Colocaram aí só porque ela é muito feia mesmo. E quem não acha feia perdeu o senso das coisas. Em muitas seitas protestantes têm essas cruzes assim. Isso não é usado no sentido de Cruz, isso é um “mais”.

    • Caríssimo Kleber,

      Muito bom dia e Salve Maria.

      As “igrejas” mostradas acima são ortodoxas, bizantinas ou de período anterior ao gótico?!

      Se não, é porque o contexto é outro que esse apontado por você, não é mesmo?!… além do que, vossa argumentação não descaracteriza as minhas colocações.

      Um grande abraço e

      Salve Maria.

  22. Belíssimas igrejas… para os shows do “Padre” Fábio de Melo…

  23. A única que parece realmente uma Igreja mesmo é a segunda que dá para ver o crucifixo com o Cristo, que é muito mais importante que essas estruturas estranhas e ridiculas… Mas realmente, perdeu-se completamente o senso de Igreja. Deveriam tentar fazer uma como a Sagrada Família ou os modelos do estilo gótico meio estranhos por fora, mas formidáveis por dentro. O espaço de oração é fundamental para que uma pessoa consiga ver as maravilhas de Deus na terra. Se capricham tanto em tantos eventos mundanos, porque não fazem o melhor para Deus? Tenho certeza que nem ele deve ter gostado de tantos formatos estranhos.

  24. “Foi você, Niemeyer?! Mais uma de tuas travessuras?!”

  25. Recomendo aos leitores esse documentário de Roger Scruton – “Por que a Beleza importa?”. Quando a “arte” conseguiu desconstruir o conceito de belo. Isso também nas artes sacras e na arquitetura foram adotadas. O conceito de belo esta intrinsecamente ligado aos aspectos da alma. Se não há alma viva – (entenda viva quando esta em Deus ou ligada ao Divino criador de todas as coisas.) – o que resta é a escória humana.

  26. Parece uma camara frigorifica!

  27. Para essas igrejas estão faltando uma placa indicativa que avise que aquilo é um templo católico, senão a gente passa em frente e nem faz o sinal-da-cruz! Que tristeza..

  28. Estou boquiaberto com a igreja do Vietnã, pois está bem nos estilo de locais de congresso do PC vermelho de lá!
    Quanta piedade me inspirou!

  29. Todas essas igrejas seguem o conceito idealista-racionalista-cartesiano de Deus como uma fórmula matemático-geométrica, que por sinal é o único conceito de Deus que um ateu ou não cristão pode compreender. Este deus evidentemente não existe: o Deus cristão é o Deus-Encarnado, uma Pessoa, com forma e aparência humanas. Por essa razão, desde que foi permitido, a partir do século IV a construção de templos cristãos, esses foram construídos segundo essa concepção: das catacumbas, aos templos bizantinos, românicos, góticos, renascentistas e barrocos, clássicos e neogóticos, TODOS exaltam a forma e a presença humanas, verdadeiras bíblias e santorais pintados ou esculpidos, em que, como conta uma lenda sobre os eslavos pagãos que foram à Hagia Sophia: “não sabíamos se estávamos no céu ou na terra…” Se uma igreja não fizer esse efeito, não passa de um “depósito de fiéis”. A negação da forma humana, seja do Cristo, da Virgem ou dos Santos, não passa de uma negação da Encarnação e portanto do escândalo do acontecimento cristão: “O Verbo se fez carne…”: essa é a mais fundamental afirmação do cristianismo. A “carne” do Cristo é algo difícil de ser aceito desde a origem dos cristianismo: gnósticos, docetistas, adocianistas, apolinaristas, monofisistas, monotelistas e iconoclastas procuraram negar isso de diferentes maneiras. A Reforma Protestante, na sua intensão de uma “Igreja Espiritual” negou a representação e portanto a Encarnação. Não é à toa que o protestantismo descamba para o racionalismo ou o pneumatismo histérico! Já os medievais diziam: “nada penetra na mente se não passar pelos sentidos”. O Sagrado não é um conceito ou ideia, mas algo que se toca, se cheira se vê, se ouve, se prova! Por isso São João diz: “O que os nossos olhos VIRAM, o que as nossas mãos TOCARAM…” . A coisa mais horrorosa que já vi até hoje foi uma “capela” numa casa jesuíta na Inglaterra: um salão, com luz saindo pelas paredes com um caixotinho no meio, uns cubos para se sentar espalhados e nas paredes, doze riscos, retos ou inclinados, que diziam, representavam os apóstolos…. Parecia o salão de recepção de uma cartomante… Já a coisa mais bela, foi a Sagrada Família de Barcelona: não descrevo porque é necessário VER, OUVIR. TOCAR, SENTIR!!!

    • Um dos poucos comentários, em minha opinião, que fundamentou sua reprovação em relação a tais construções. Como arquiteto, cristão – embora não católico mais – devo concordar contigo que um espaço planejado para uso religioso deve conter o conteúdo simbólico que a religião em questão professa, permitir através dos sentidos que tal simbologia seja reconhecida, decodificada (para isso, há que se conhecer os mitos, os ritos e o vocabulário não verbal aplicado tradicionalmente na religião em questão). Eles simplificaram demais, “limparam” – para usar o termo que os arquitetos modernos usam.
      Ainda assim, preservou-se, em alguns casos, simbologia imaterial, mas das mais forte e presentes na história religiosa: a incidência da luz natural, vinda do alto, que e arremata o lado (Deus é luz).
      Nesse aspecto, assim como outros (mitos e ritos,simbologia) que faltam em todas essas igrejas premiadas, a catedral de Brasília, moderna, projeto do falecido Niemeyer (comunista e ateu fervoroso), ainda que com formas novas, possui agora carga simbólica, ritual e contém muito do que uma tradicional igreja gótica possui. Não sei se você já teve a oportunidade de visitá-la e, concordando com sua bem colocada posição acerca do reconhecimento e apreensão sensorial do espaço (antes do mental), mas o Niemeyer foi, em minha opinião, brilhante e criou uma exceção entre as igrejas modernas ao concordar o vocabulário de formas de geometria simples com a simbologia católica romana usada desde o período medieval. Tentarei resumir: extra-sensorial na catedral por uma escada em um buraco no meio de um gramado, como num vestiário de estão de futebol (como um despir-se do mundo externo, terreno e pecaminoso), adentra-se num espaço escuro (como os vestíbulos existentes nas catedrais góticas, ao passar pela porta de entrada após subir uma escadaria (essa foi uma inversão curiosa feira pelo Niemeyer, mas a sequência justifica e mantém a idéia do elevar-se a Deus – que mora no alto), daí se enxerga um longo e baixo corredor escuro com uma luz ao final, com o altar banhado por ela, com crucifixo, alguns degraus acima do piso geral (um detalhe, mas importante pelo que eu disse anteriormente). Caminha-se em direção a luz (!) até que se chega à nave única, circular (as primeiras igrejas, em forma de basílica, cujo uso original era civil, social e nada religioso, doado pelo imperador Constantino – convertido à então recente igreja católica – para que essa se estabelecesse como religião oficial de Roma e iniciasse sua expansão). O círculo, essa forma geométrica regula, equilibradar e simétrica em todos os sentidos remete à perfeição dívida, à Terra como habitat e criação divina, à idéia de união e acolhimento (em mesma sintonia com o “abraço” criado pelo arquiteto barroco Borromini na majestosa e arrebatadora praça de São Pedro, no Vaticano). Então se chega a um salão inundado de luz!luz que vem do alto atravessando o magnífico conjunto de vitrais em proporções tão monumentais quanto qualquer igreja gótica, ilumina e é refletida (!) pelos três (!) Anjos barrocos pendurados sob o teto, sobrevoando à nave. Como não olhar para o alto e não sentir-se arrebatado nesse ambiente – independente de credo! – sim, um templo religioso, católico sobretudo, necessita desse arrebatamento. É parte da doutrinação, historicamente e muito evidenciado no gótico e no barroco. Desculpe pelo longo texto, foi pura empolgação de quem gosta de história, sem pretensões à doutrinação ou convencimento…rss

    • Ah, a Sagrada Família, em Barcelona, do genial Gaudí, é um dos lugares mais impressionantes que já conheci e – sim, quem a visitou, portanto teve a experiência sensorial do espaço – saberá entender seu excelente exemplo. Ela valeria uma boa descrição roteiro para leitura do espaço. Cheia de símbolos e significados culturais catalãs escondidos em seus detalhes, mas em sintonia com os valores católicos, conciliando neogótico, art-noveau, modernismo e cultura antiga catalã.

    • Caro Dr. Kléber:
      Não sou de alimentar polêmicas, nem tenho formação em arquitetura, mas devo dar algo como um testemunho. Moro em BRASÍLIA, há 55 anos. Tenho que entrar naquela catedral pelo menos uma vez por mês e aguentar celebrações de até três horas sob um calor HORROROSO, com uma acústica PÉSSIMA. Se houvesse realmente lei no Brasil, a catedral de Brasília deveria ser INTERDITADA, pois se houver um tumulto, centenas vão ser pisoteados, pois há uma única saída; se houver um incêndio, vai ser pior que o que aconteceu na boate Kiss, muitos morrerão sufocados.
      Como todas as obras da “Mucca Sacra” Niemayer, foi feita para ser vista e não utilizada: é mais uma escultura que uma obra de arquitetura.
      Do ponto de vista teológico, todas as concepções que regem aquele edifício são de natureza gnóstica, no seu culto ao deus-luz, não há nenhuma referência ao fato cristão nela; os anjos também são uma concepção gnóstica, pois são os “Éons” intermediários entre o deus-luz e os homens, culto à pura forma, à proporção matemática, algo completamente platônico, como também o “ovo-choco” que a vitralista Perreti colocou lá dentro, e o aquário de algas que o cerca.
      Sei que o que estou dizendo é uma blasfêmia para um arquiteto, como seria para um católico ofender a Virgem Maria, mas sinceramente, talvez já fosse tempo de dizer sobre Niemayer: “O rei está nú!” A Esplanada dos ministérios com seus caixotinhos e esculturas altamente REPETITIVAS (basta ver a biblioteca, igualzinho ao colégio elefante branco, de 50 anos atrás e o museu da república, sem uma única janela e uma única entrada: sabe quanto é a conta de luz daquela coisa, para mantê-la iluminada e refrigerada? Esta na mais completa contradição com todos os conceitos contemporâneos, que prezam a luz natural, a economia de energia e a segurança.
      Uma coisa é visitar a ESTUFA, com tudo vazio; outra é ficar três horas ali dentro com mais três mil pessoas. Mas parece que para alguns, edifícios são só para serem vistos e não utilizados. Eu não entendo, porque a grande proposta da arquitetura dita “moderna” do Bauhauss em diante, me parece era exaltar a funcionalidade, a utilidade, a praticidade, a acessibilidade, a segurança, a economia de energia, a solidez dos materiais. É tudo que a arquitetura de Niemayer NÃO É!
      S. João na sua 1ª Epístola “define” Deus ( Deus a rigor é indefinível) como “luz”, mas também o “define” como “amor”. Esta expressão evidentemente é muito mais próxima do que é o Cristianismo: uma RELAÇÃO amorosa entre o criador e a criatura, com um intermediário que não é “imaterial”, mas que se fez “CARNE”.

    • A Catedral de Brasília é obra mais que satânica. Ainda conta com ajuda daqueles vitrais da Marianne Peretti, uma esotérica.

      A imagem da catedral vista de cima pelo google mapa deixa clara sua semelhança com o simbolo do rotary club – prima-imã da maçonaria.

      https://s14-eu5.ixquick.com/cgi-bin/serveimage?url=https%3A%2F%2Ftse3.mm.bing.net%2Fth%3Fid%3DOIP.M1091c76c8e5393605cf45076c815b547o0%26pid%3D15.1%26f%3D1&sp=ba09964de55325964fb9de8fe12e35f1

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      https://s14-eu5.ixquick.com/cgi-bin/serveimage?url=https%3A%2F%2Ftse2.mm.bing.net%2Fth%3Fid%3DOIP.M015eff5e6f124971052ac0a56f652073o0%26pid%3D15.1%26f%3D1&sp=5c649f1bffdf6e66c96a8bb9a6c5512f

      Sua acústica se é pobre. A confusão de sons que são provocados pelos ecos não permitem que se ouçam as pregações das homilias. É fria como um inverso, impressão causada pelo uso abusivo do mármore.

      Olhando a fachada, nessa perspectiva, ela está mais para um cálice emborcado e a hóstia – cupula redonda ao lado – jogada ao chão.

      https://s14-eu5.ixquick.com/cgi-bin/serveimage?url=https%3A%2F%2Ftse1.mm.bing.net%2Fth%3Fid%3DOIP.M0cb0991cb10a495c37469bd1184a92ddo0%26pid%3D15.1%26f%3D1&sp=92a622da44b251323b06bbdb96edb151

      E o mesmo ocorre com uma das primeiras obras modernas dos edifícios para serem usados como igrejas. O exemplo da Basílica subterrânea de São Pio X, na frança, de 1958 – dedicada por Angelo Cardinal Roncalli – parece mais uma nau emborcada.

      https://s14-eu5.ixquick.com/cgi-bin/serveimage?url=https%3A%2F%2Ftse4.mm.bing.net%2Fth%3Fid%3DOIP.Mee543a17ff5e3e157566315b037d7c88o0%26pid%3D15.1%26f%3D1&sp=e2049afa838b4b72d19eebdb2052b835

      Sinal da derrota da Igreja, se isso fosse possível – e tem problemas e confusões de sons também.

      Enfim, a Catedral de Brasília está mais para um ginásio de lutas. Como Box, MMA, UFC..shows de rock…

      Sei bem que protestante locais ficam de olho nesse prédio de Niemeyer. Por isso não exergam o satanismo que há por trás da arquitetura dele. Isso – satanismo – pouco importa para um protestante, não é mesmo?

  30. A primeira é a caixa forte do Tio Patinhas com um janelão e uma garage na lateral.

  31. Horrorosas, igual ao novo culto que nelas é celebrado!

  32. Caro A. Rudolf -(23 junho, 2016 às 9:12 am),
    Sou de Mogi Guaçu-SP, e também sempre comento: hoje em dia esses padres constroem “Caixas de Sapato”. A arquitetura “clássica” das Igrejas foi condenada. Mais uma dos esquerdistas/ modernistas.

  33. A pesar de lo interesante y atinado del comentario del Sr Carvalho, me cuesta mucho comprender su admiración por la iglesia de la Sagrada Familia de Barcelona. Personalmente por sus formas y colores la encuentro una predecesora del modernismo en la arquitectura religiosa atea actual. Porqué no colocó como ejemplo de construcciones que reflejen el auténtico espíritu católico, las catedrales de Colonia, o Notre Dame de Paris, o Reims? Ya en la iglesia de la La Sagrada Famila se comienza a preciar la deformación de lo natural y el rompimiento con el espíritu tradicional de lo que fue la arquitectura católica de siempre, en sus variados estilos artísticos.

  34. Realmente grotesco. Mas que se enquadra perfeitamente ao perfil dos modernistas!

  35. Para merecer o título de “igreja mais bela do mundo” tem que provocar “Síndrome de Stendhal”, também conhecida como síndrome de Florença (cidade onde é muitas vezes manifestada), caracterizada por uma reação psicossomática que provoca taquicardia, tontura, vertigem, confusão e até alucinações em pessoas que se deparam com obras de arte de extraordinária beleza.
    O nome desta síndrome é atribuída ao escritor francês Stendhal, Marie-Henri Beyle pseudônimo (1783 – 1842), que ficou pessoalmente impressionado com Florença em sua turnê no ano de 1817. Assim ele descreve o que sentiu ao entrar na Basílica da Santa Croce em Florença:

    “Eu havia atingido aquele nível de emoção onde se encontra as sensações celestiais dadas pelas artes e pelos sentimentos apaixonados. Saindo de Santa Croce, eu comecei a sentir taquicardia, a vida para mim parecia árida e eu andava cambaleante com medo de cair”.

    Quanto a esses caixotões frios mais parecidos com mausoléus ou sepulcros caiados a única reação psicolssomática que eles provocam é naúsea.

  36. “Parece que a meta de novos templos católicos não é homenagear a Deus Nosso Senhor, mas ao arquiteto que produziu a obra. ”

    Pois é, Claudia. Mas sabe que aqui em Caxias do Sul/RS tem uma igreja (por ironia, igreja de S.Pio X) que logo na entrada, como de um santo, está lá na parede a foto do arquiteto! … e quem quiser saber o que é igreja feia precisa conhecer essa. É um exemplo incomparável: cheia de losangos esquisitos, altíssima e com imagens minúsculas perdidas no meio dos losangos coloridos, com desenhos geométricos sem nenhum significado possível. E pra completar tem dois sacrários, um ao lado do outro. Pode um negócio desse?! Não sei como o povo daqui que já brigou pra substituirem uma imagem de Nossa Senhora igualmente horrorosa, não faz nada quanto à essa igreja.
    Mas diante dessas novas modalidades acima… é só mais um monumento ao vazio da fé atual.

  37. Bom dia.
    Que pena parece-me que para os comentadores deste blog o mais importante é o exterior. Achei as igrejas muito belas porque transmitem a profundidade do Amor de Deus que está presente em cada ser humano.O interior de cada um é bem mais importante. para mim não faz sentido tantas imagens, tanta decoração exterior que não me ajuda o ver o essencial, a presença de Deus no meio da comunidade reunida. Missa de Costas não foi assim que JESUS fez a ultima ceia. Isso são coisas dos homens que se dizem HOMENS DE DEUS mas que deixam Deus de lado no concreto da VIDA.
    Rezo por vós para quer saibais ser mais HUMILDES e PUROS de CORAÇÃO.

    • …Missa de Costas…

      Errou o referencial… a Missa é DE FRENTE PARA DEUS. Tornar o homem ou o povo como referencial te faz comentar essas bobagens.

    • Esse é daqueles q acha a Santa Missa tem a ver com a última ceia. Quem te ensinou isso te enganou fera. Vc diz q nós deixamos a Deus de lado, mas não fomos nós q apoiamos a retirada do Tabernáculo do centro das igrejas. Pode nos apontar onde colocaram o Santíssimo Sacramento nessas “igrejas” q vc achou “mto belas”? Eu não consegui ver!

    • Caro Jorge,

      só um protestante se sentiria bem desse cubo psicodélico que é essa igreja.

    • Bom lembrar, Jorge, que a santa missa é reatualização do calvário de Cristo. Naquele lugar, no gólgota, o Crucificado em que todos estavam voltados – seus olhares e pensamentos – era justamente a Ele. Ali estava Sua Mãe Santíssima, São João e algumas santas mulheres. Os que amavam a Jesus Cristo choravam, pediam perdão por seus pecados e e lhes doía muito a maldade perpetrada por seus inimigos. Estes, no entanto, “aplaudiam e balançavam folhetos”. Outros davam as costas pela vergonha da maldade deles mesmos. Alguns comemoravam dançando – movimentando o corpo feito serpentes – e bebendo. Tal como acontece na maioria das missas de hoje, no Brasil.

      Judas, o traidor estava se enforcando por desesperação.. Dez apóstolos estavam escondidos por covardia. Depois tiveram morte brutais – por seus testemunhos e feitos: o anuncio do Reino de Cristo – conhecido e nominado como Evangelho de Cristo . E estes foram mártires também. Enquanto são João teve morte natural. Sua Mãe Santíssima foi elevada em Corpo e Alma ao Céu. Coroada por Seu Divino Filho, com Rainha do Céu e da Terra.

      Na Santa Ceia, instituição da Sagrada Eucaristia, Nosso Senhor Jesus Cristo foi o centro do acontecimento. Todos os onze, depois que Judas, o traidor, já havida saído; estavam voltados para Ele. E não havia mulheres ali para fazer o serviço do divino “Banquete”. Nosso Senhor, pelo seu poder divino, antecipou o sua acerba paixão ali. Todos comungaram o Próprio Corpo, Sangue e Alma de Cristo.

      Veja quanto se assemelha boa parte de católicos, nas missas modernas, aos inimigos de Cristo naquele Dia, quanto a postura externa. Se se portam assim, como posso confiar no que se passa no foro íntimo dessas pessoas?

  38. A Arte Moderna é a negação do Belo, Bom e Verdadeiro. Ou seja, de Deus. Que explica isso muito bem é o professor Orlando Fedeli no artigo As Três Revoluções na Arte. Coloquem no Google, leiam e entendam o que ocorre na Igreja hoje em dia para permitir tais afrontas em forma de templos.

    Obs: o Professor Carlos Nogué está a escrever um livro sobre o tema da Arte. Acredito que ele abordará sobre tudo isso. Acompanhem o blogue dele, Estudos Tomistas, para melhor entendimento.

  39. O que diz o Sr. Jorge é verdade, pelo menos na coerência do que ele acredita que deva ser a Igreja. Na sua concepção, que na verdade é o conceito advindo do Concílio Vaticano II, o enfoque a ser dado nas igrejas não é propriamente Deus, mas Deus e sua relação com os homens. Porém, o que é esquecido pelos modernistas é que um fato místico sucede diariamente nas igrejas católicas que não tem qualquer comparação com fatos místicos ocorridos com outras religiões. Renova-se o sacrifício de Deus com sua real presença. Portanto, Deus está vivamente presente nas cerimônias católicas pela Sagrada Sacristia. Ora, para milagre de tal magnitude a arquitetura há de se coadunar. Por isso, as catedrais eram feitas como pré-figura do paraíso. Na Igreja Católica O ESSENCIAL NÃO É A COMUNIDADE REUNIDA, MAS DEUS UNICAMENTE, e porque Deus está presente aí sim a comunidade comunga deste inovidável milagre.

    Neste sentido, gostaria de externar uma observação. Há um equívoco dos conservadores quando afirmam que toda missa moderna é feita como se fosse um show em detrimento da seriedade do milagre da Sacristia. Na maioria das vezes que assisti missa moderna vi até certa compostura, mas uma compostura burocrática desprovida de enlevo místico. A cerimônia é apenas um elemento a mais deste ENCONTRO DA COMUNIDADE. Pois bem. Essa foi outra trágica consequência do Concílio Vaticano II que tirou das igrejas o impacto místico das cerimônias católicas. Se o povo gosta de luxo, como dizia Joãozinho Trinta, o povo gosta do místico, diria eu. Enquanto as cerimônias católicas tornaram-se burocráticas, tais como os novos templos, o povo fugiu para religiões com grande caráter místico, como o impacto das falas do espírito santo, pai de santo, batuques, falas mansas do budismo, etc, em que o espiritual, sem aprofundar-se aqui qual é verdadeiramente o espírito, é muito contundente.

    Enquanto ausentar-se na Igreja Católica o misticismo, com o verdadeiro Espírito, as igrejas ficarão vazias, principalmente essas construções que o Sr. Jorge aprova por serem, e ele não confessa, prédios para congregação, e não para receber Deus Nosso Senhor na Eucaristia. Esses enjeitados templos persistirão, mas servirão de câmera para ecos

  40. Que pena que o Jorge “que consegue ver e sentir a profundidade do Amor de Deus presente em cada ser humano”, só consiga enxergar nos leitores desse blog soberba, impureza de coração e exterioridade!
    Missa de costas! Que horror não? Durante milênios a Igreja andou errada e só veio descobrir o que JESUS fez a ultima ceia, depois de 1968 quando Paulo VI promulgou o Novus Ordo!
    Isso são coisas dos homens que se dizem HOMENS DE DEUS mas que deixam Deus de lado no concreto da VIDA!
    Todos aqules santos e santas dos dois últimos milênios, todos aqueles santos mártires, as ordens contemplativas, os eremitas…tudo na opinião do Jorge, foram homens que se diziam de Deus mas que deixavam Deus de lado no”concreto” da vida.
    Ora, os únicos aqui que eu vejo deixar “Deus de lado no concreto da vida” são justamente os construtores dessas caixas de cimento, que em seu orgulho de se acharem os “bam-bam-bam” da arquitetura, querendo se fazer sábios tornaram-se estúpidos! Nesse sepulcros caiados só consegue “sentir” Deus aqueles que abraçaram esse conceito pneumático de igreja,
    Caro Jorge, pra você “não faz sentido tantas imagens, tanta decoração exterior que não lhe ajuda ver o essencial, a presença de Deus no meio da comunidade reunida”, porque você não tem alma católica e sim espírito PROTESTANTE.
    Você pode até se dizer “católico” por uma questão de conveniência, mas pra você é a Igreja que deve se adequar ao seu espírito protestante e rebelde e não o contrário. O seu mal estar diante do que é genuinamente e historicamente Católico denota ausência de sensus fidei.
    Reze sim para que todos nós possamos ser mais HUMILDES e PUROS de CORAÇÃO. E eu peço encarecidamente a todos os sacerdotes e fiéis desse blog que rezem dobrado pelo Jorge porque essa aversão por tudo que é genuinamente e tradicionalmente Católico é um sinal claro de que a pessoa está sob forte influência do Maligno.

  41. Simplesmente feias como o pecado. Bem ao estilo daquela sala Paulo VI.

  42. Excesso do modernismo. Lamentável…

  43. Perdão por este comentário um tanto quanto atrasado, mas só queria aproveitar o tema do post para convidar aqui os leitores do Fratres a conhecerem a seguinte página, que reúne um grande acervo de fotos das igrejas REALMENTE mais belas do Brasil: https://patrimonioespiritual.org/