João Paulo II em 2002: “A pope emeritus is impossible”.

IHU – O enigma de um “papa emérito” ao lado do papa reinante, até mesmo sob a forma de “um ministério em comum” entre um papa “contemplativo” e um “ativo”, continua pesando de forma não resolvida sobre a atual época do papado.

A nota é de Sandro Magister, publicada no seu blog de Settimo Cielo, 21-06-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

João Paulo II usando uma plataforma móvel.

A figura do “papa emérito” foi deliberadamente introduzida por Bento XVIdepois da sua renúncia, mas não tem precedentes na história.

Sabe-se que ela já havia sido examinada por alguns dos seus antecessores, que, no entanto, sempre a rejeitaram como impraticável. Pio XII, por exemplo, pensando em um possível sequestro por parte dos nazistas que ocupavam Roma, tinha preparado uma carta de renúncia total ao papado e tinha confidenciado a Dom Domenico Tardini: “Se me sequestrarem, levarão embora o cardeal Pacelli, não o papa”.

A questão voltou a aparecer na última fase, cada vez mais marcada pela doença, do pontificado de João Paulo II.

O escritor e editor católico Conrad Black, canadense, nos confirma que o Papa Karol Wojtyla teve a oportunidade de falar a respeito no fim de julho de 2002, em Toronto, na Jornada Mundial da Juventude, durante um almoço com os benfeitores que haviam financiado a jornada, na casa do arcebispo emérito da cidade, o cardeal Gerald Emmett Carter, do qual Black era muito amigo.

Naquela ocasião, João Paulo II se disse totalmente contrário à hipótese. E as suas palavras exatas foram: “A pope emeritus is impossible” [Um papa emérito é impossível].

Black relatou esse episódio, na época, em um tributo à memória do santo papa, publicado no jornal britânico Catholic Herald, do qual foi coproprietário.

Joseph Ratzinger era o mestre de doutrina no qual João Paulo II punha a sua máxima confiança. E, depois, em 2005, foi o seu sucessor.

Mas, evidentemente, sobre o “papa emérito”, um e outro tomaram caminhos diferentes.

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23 Comentários to “João Paulo II em 2002: “A pope emeritus is impossible”.”

  1. Jamais concordei com esta teoria de papa emérito. Ratzinger hoje não é mais Bento XVI.

  2. Parece-me que até hoje permanece uma incógnita os reais motivos da renuncia do papa Bento XVI, havendo poucos que creiam plenamente que tenha sido especificamente por motivos de saúde; por certo que sim, governar a Igreja numa época tão turbulenta como no presente e acossado de todas as formas pelos desafetos da doutrina tradicional, e esses contando com adeptos do modernismo no interior dela, teriam influenciado ou forçado sua decisão!
    Consta na *””Carta aberta de um Arcebispo sobre a crise na Igreja, escrita por Sua Excelência Dom Jan Pawel Lenga, bispo emérito da Diocese de Karaganda, Cazaquistão, esperamos que sirva como um mais que providencial alerta para os católicos que enterraram a cabeça na areia por tanto tempo.
    Oremos para que mais outros irmãos seus no episcopado tenha a fé e a coragem de se levantar e fazer ouvir suas vozes antes que não haja mais nada o que defender.
    É difícil acreditar que o Papa Bento XVI renunciou livremente ao seu ministério como sucessor de Pedro.”” Dessa forma assim se manifestou a respeito do que se passa na Igreja e que deixa a todos atônitos.
    Porém, devido estar o papa Bento XVI debilitado pela idade avançada, tê-lo-ia feito por não suportar as pressões que provinham de todos os lados, jornais e revistas caricaturavam-no de todas as formas e pressões monetarias sobre o banco do Vaticano emperrando-o, acuando a Igreja, pois as finanças estão sob poder absoluto dos globalistas!
    De fato, de todas as partes os inimigos da Igreja o fustigavam e infiltrados em seu interior compunham esse macabro séquito de algozes de seu pontificado, mais que perceptível, estando esses a serviço dos globalistas!
    *Do mesmo.

  3. Fidedignas que pareçam tais fontes embora, são extra-oficiais. Relatam os pareceres pessoais das pessoas implicadas, e não gozam de um parecer magisterial. Podem, no máximo, contar como uma opinião relevante, mas jamais decisória.

  4. Se o clero não estivesse tão cansado de si mesmo e da Igreja como, frequentemente, mostra estar. Se, na Igreja de hoje, houvesse maior amor à doutrina e a identidade católicas, então a conferência-pau-mandado de Georg Gänswein teria provocado uma constelação de reações, pronunciamentos, um verdadeiro clamor. Não seria preciso desenterrar o saudoso papa de Assis para dizer o óbvio. O parto bicéfalo tinha um nome para os romanos: “monstro”.

    Mas…o que houve depois da conferência de Georg Gänswein ? Algum cardeal que veio a público miar algo? Algum teólogo? Algum ratzingeriano tímido que sonha com mitra atrás da moita pauperista? Ninguém. Não houve nada. Ficaram todos loucos ou afônicos.

    E por que o clero está tão cansado de si mesmo? Fácil responder: não há liderança, não há rumo e o rumo indicado por Bergoglio transformará a Igreja católica em algo mais grotesco que a seita anglicana, capitaneada pelo Grande Oriente.

    Os últimos 50 anos de deboche e falta de tudo e mais um pouco arruinaram a Igreja católica. Agora, sob o império do chimarrão persecutório e da histrionice herética, agora, sim, a coisa ficou bem pior. Maldito quem põe a sua esperança no homem. Resta-nos a prometida intervenção divina.

  5. “Um papa emérito é impossível”. Fico me perguntando porque Bento XVI não deu os argumentos teológicos que justificassem uma renúncia “parcial” conservando não só o título de “papa emérito” mas também as vestes e solidéu brancos que são exclusivos do Sumo Pontífice. Agora, se não há tais argumentos teológicos, pois, é algo impossível, então entramos em uma questão bem mais profunda e séria: Se Bento XVI fez uma renúncia não só inédita mas sem fundamentos teológicos não é despropósito perguntar se realmente esta renúncia de tal jaez não tenha sido inválida. Logo, Francisco seria um papa putativo e Bento XVI continuaria a ser papa de direito.
    Creio que passados os anos necessários os Historiadores da Igreja se debruçarão sobre esta questão. E penso também, que assim como o Papa Honório I foi anatematizado por outro Papa, o papa Francisco também poderá sê-lo, não por esta questão, mas pelos absurdos inclusive teológicos que suas imprecisões e ambiguidades vêm gerando dentro da Igreja, a ponto de encontrar críticos até entre cardeais.
    Será que Bento XVI tenha se valido de uma “epikéia”? Mas não tenho condições de explanar agora tal possibilidade. Com esta epikéia ele estaria tranquilo diante de Deus, embora deixando todo o orbe perplexo.

    • Me corrijam se estiver errado, mas no caso dessa impossibilidade e a renuncia ter sido legítima, não tornar-se-ia Bento XVI um antipapa?

    • Renan, isso aparentemente não tem sentido, pois Bento XVI foi eleito normalmente após o falecimento do Papa anterior a ele. As suspeitas, se é que elas devam existir, no caso deveriam recair sobre o sucessor de Bento XVI, já que este foi eleito e assumiu enquanto ainda existia um (outro) Papa.

    • Para uma compreensão maior do texto poderia o Pe. Murici explicar o significado do termo, provavelmente grego, “epikeia”?

  6. Cada vez se torna mais evidente a situação do Vaticano. Bento XVI ainda é Papa, o que passa é que ele foi obrigado a ceder o posto para alguém que cumprisse as expectativas da ONU como Bergoglio está fazendo. Só não vê quem não quer.

  7. E se Bento XVI não quis renunciar e o fez contra sua vontade, nesse caso ele ainda seria o Papa e a eleição de Francisco seria invalida, da mesma forma que um casamento é nulo quando um dos noivos ou os dois não se casam por livre espontaneidade.

    Bento XVI então permaneceria Papa embora para todos pareça que não, o interessante é que Nossa Senhora em Fátima fala de um martírio do Bispo de branco, sempre achamos que seria o martírio de um Papa, mais aos olhos do mundo Bento XVI não é mais Papa porém é um Bispo que se veste de branco. Talvez por isso Nossa Senhora não tenha dito Papa e sim Bispo de branco.

  8. Só levantando meras hipóteses: talvez Bento XVI tenha sido ameaçado de morte caso não renunciasse, e não estando muito disposto a enfrentar o martírio, tenha cedido… Ou talvez tenha sido ameaçado com a revelação de algum fato grave de seu passado, e não estivesse disposto a suportar essa humilhação… Em qualquer desses casos, ele pode, talvez, ter pensado em escapar da ameaça firmando alguma espécie de trégua com os ameaçadores, aceitando parcialmente as exigências destes: ele simularia uma renúncia, se afastaria da vida pública, e em troca os feitores da ameaça estariam livres para ganhar um novo chefe da Igreja, mais ao gosto deles… Seria como se o papa permitisse que a eleição de seu sucessor ocorresse com ele estando ainda vivo, e ficasse então esse sucessor-eleito (papa materialiter et non formaliter – [entendedores entenderão…]) como uma espécie de seu vigário na administração da Igreja (um vigário do vigário de Cristo). Por uma analogia com a monarquia luso-brasileira: quando Dona Maria I não pôde mais governar, seu filho e sucessor natural Dom João VI assumiu as rédeas do governo, mas sem sucedê-la de fato na condição real (era, pois, um “rex materialiter et non formaliter”), o que só aconteceu quando a rainha morreu e então ele passou a ser rei efetivamente.

  9. A profecia de Sao Francisco de Assis parece explicar muito bem o momento atual em que vivemos:

    “Meus Irmãos, actuai com valor; tende coragem e confiai no Senhor. Aproxima-se rapidamente o tempo em que haverão grandes desafios e aflições; abundarão confusões e dissensões, tanto espirituais como temporais; a caridade de muitos esfriará e a malícia dos malvados aumentará.
    Os demónios terão um poder fora do normal; a imaculada pureza de nossa Ordem, e de outras, será tão obscurecida, que haverá bem poucos Cristãos que obedecerão ao verdadeiro Soberano Pontífice e à Igreja Romana com corações leais e caridade perfeita. Nos tempos dessa tribulação, um homem não canonicamente eleito será elevado ao Pontificado, que, com sua astúcia, empenhar-se-á em levar muitos ao erro e à morte.
    Então os escândalos multiplicar-se-ão, a nossa Ordem será dividida, e muitas outras serão totalmente destruídas, porque consentirão o erro em vez de o combater.
    Haverá uma tal diversidade de opiniões e cismas entre as pessoas, os religiosos e o clero, que, se aqueles dias não fossem abreviados, segundo as palavras do Evangelho, até os eleitos seriam levados ao erro, se não fossem guiados, no meio de tão grande confusão, pela imensa misericórdia de Deus.
    Então a nossa Regra e nosso modo de vida serão violentamente combatidos por alguns, e provas terríveis cairão sobre nós. Os que permanecerem fiéis receberão a coroa da vida; mas ai dos que confiando somente na sua Ordem, caírem na tibieza, pois não serão capazes de suportar as tentações permitidas como teste para os eleitos. Os que perseverarem o seu fervor e mantiverem a sua virtude com amor e zelo pela verdade sofrerão injúrias e perseguições como se fossem rebeldes e cismáticos. Pois os seus perseguidores, instigados por espíritos malignos, dirão que prestam um grande serviço a Deus, eliminando aqueles homens pestilentos da face da Terra. Mas o Senhor será o refúgio dos aflitos, e salvará todos que n’Ele confiarem. E a fim de serem como o seu Mestre, estes, os eleitos, agirão com confiança e com a sua morte obterão para si próprios a vida eterna. Escolhendo obedecer a Deus e não aos homens, eles não temerão nada e preferirão perecer do que aprovar a falsidade e a perfídia.
    Alguns pregadores manterão silêncio sobre a verdade, e outros calcá-la-ão aos pés e negá-la-ão. A santidade de vida será desprezada até pelos que exteriormente a professam, pois naqueles dias Nosso Senhor Jesus Cristo lhes mandará não um verdadeiro pastor, mas um destruidor.”
    https://archive.org/stream/worksseraphicfa00frangoog#page/n268/mode/2up

  10. “Se, na Igreja de hoje, houvesse maior amor à doutrina e a identidade católicas, então a conferência-pau-mandado de Georg Gänswein teria provocado uma constelação de reações, pronunciamentos, um verdadeiro clamor. Não seria preciso desenterrar o saudoso papa de Assis para dizer o óbvio. O parto bicéfalo tinha um nome para os romanos: “monstro”….

    Se a Igreja “não estivesse tão bem como agora”, é claro que essa conferência bizarra do secretário de Bento XVI teria levado teólogos, Bispos, cardeais, padres, catedráticos, a mostrarem o absurdo que D. Georg Gänswein soltou..

    “O parto bicéfalo tinha um nome para os romanos: “monstro”, não só para os romanos mas para quem quer que tenha um mínimo de bom senso…

    Um Papado exercido por um Papa ativo e outro contemplativo….VALA-ME DEUS…Já ouvi e vi coisas nesta vida, mas, cada dia uma nova “surpresa do espírito”, como diz o Papa ativo me surpreende, rsss…

    “A Igreja nunca esteve tão bem”… Imagino quando ela não estava bem…VALA-ME DEUS!!!!!!!!!!!

    São João Batista, rogai por nós!

    • Citei os romanos pq “monstro” é um termo que vem deles.Monstro é derivado de “moneo” (era um sinal ou aviso dos “deuses” para os gentios). O parto bicéfalo era considerado o monstro por antonomásia.

  11. Tu és eternamente sacerdote segundo a ordem de Melquisedec!
    Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja!
    Então…”por que se agitam os povos? Por que tramam as nações projetos vãos contra o Senhor e o seu Cristo”?
    A essa altura, pra mim pouco interessa quais foram os motivos de Ratzinger. Me interessa os motivos de Deus. E Nossa Senhora nos avisou que se não parássemos de ofender a Deus, um castigo maior cairia sobre nós.
    O que eu sei é que assim como eu não posso sair do Sacramento do meu casamento dizendo ao meu marido, “eu não sou mais sua esposa”,( visto que o que Deus uniu homem nenhum tem o poder de separar) acredito que igualmente aquele que foi consagrado pra ser o Vigário de Cristo nesse mundo também não pode simplesmente dar na veneta e dizer: CANSEI! TO FORA!
    O pior é que no caso de Bento XVI ele continua dentro…dentro das vestes, dentro do Vaticano, dentro do título como “Papa Emérito”.
    Só que essa instituição “papa emérito” é criação humana e não divina.
    Pedro poderia ter arrumado um “emérito” pra ele no auge da perseguição em Roma e caído fora. Mas na Via Apia, Cristo apareceu pra ele e o mandou de volta para o martírio.
    Bento XVI continua Papa por uma simples questão de bom senso. No “exercício ativo” do Pontificado, o que temos é um “bispo vestido de branco” que se parece com o Santo Padre. O resto são conjecturas humanas.

  12. “Um clero cansado de si mesmo”, ótimas palavras PW.

    Também observo dia após dia um clero cansado, parece que eles não suportam mais serem Católicos sem pastor e por sua vez, não sabem pastorear. Acreditam que pastorear é ser burocrático ou apenas legalistas das normas Vaticanas, em outros termos: elogiar a Igreja atual como papagaios que não discernem o que falam.

    Acho que somos todos ovelhas sem pastor

    • Heitor,

      Não quero ser injusto para com muitos padres do clero conciliante, que têm vida honesta e suam a camisa (batina nem pensar…). Só não acredito que sua “ação pastoral” os leve a algum lugar. Simplesmente porque as reformas introduzidas na Igreja pelo Vaticano Dois, especialmente a liturgia de montini, só podem levar à ruína e aí fracasso. Prova disso é que os institutos ditos tradicionalistas estão cheios de vocações autênticas enquanto que os seminários modernistas atraem, talvez na sua totalidade, um bando de vagabundas esfomeadas, analfabetas e carreiristas.

  13. Caros fraternos,
    Estamos vivendo os Tempos Finais!
    Explico:
    Bento XVI, ao assumir o título de “papa emérito”, além de usar a batina “Branca” … quer nos revelar os Sinais dos Tempos.

    A renúncia de Bento XVI nos deixou a todos muito tristes. O fato é que temos hoje duas “Suas Santidades” e ele se mantém um “bispo vestido de branco” (terceiro segredo de Fátima), exilado no Vaticano.

    Atualmente, tenho sérias dúvidas sobre a Validade da eleição de Francisco. Senão, vejamos:
    O Papa S. João Paulo II, através da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis , estabeleceu Regras Explícitas quanto à realização de futuros conclaves, a saber:
    Seções:

    79. Confirmando as prescrições dos meus Predecessores, também eu proibi qualquer um, mesmo se ele é um Cardeal, durante a vida do Papa e sem ter consultado ele, para fazer planos sobre a eleição de seu sucessor, ou prometer votos, ou tomar decisões a este respeito em reuniões privadas.

    […]

    81. Os Cardeais eleitores abstenham-se, além disso, de todas as formas de pactuação, convenção, promessa, ou outros compromissos de qualquer género, que os possam obrigar a dar ou a negar o voto a um ou a alguns. Se isto, realmente, se tivesse verificado, mesmo que fosse sob um juramento, decreto que tal compromisso é nulo e inválido e que ninguém está obrigado a observá-lo; e, desde já, comino a pena de excomunhão latae sententiae para os transgressores desta proibição. Todavia, não é meu intento proibir que, durante o período de Sé vacante, possa haver troca de ideias acerca da eleição.

    82. De igual modo, proíbo aos Cardeais fazerem, antes da eleição, capitulações, ou seja, tomarem compromissos de comum acordo, obrigando-se a pô-los em prática no caso de um deles vir a ser elevado ao Pontificado. Também estas promessas, se porventura fossem realmente feitas, mesmo sob um juramento, declaro-as nulas e inválidas.

    83. Com a mesma insistência dos meus Predecessores, exorto vivamente os Cardeais eleitores a que, ao elegerem o Pontífice, não se deixem guiar por simpatia ou aversão, nem influenciar por favores ou pessoal amizade de alguém, nem impelir pela ingerência de autoridades ou de grupos de pressão, nem pela sugestão dos meios de comunicação social, por violência, por medo ou pela busca de popularidade. Mas, tendo em vista unicamente a glória de Deus e o bem da Igreja, depois de terem implorado o auxílio divino, deem o seu voto àquele, mesmo de fora do Colégio Cardinalício, que retiverem idóneo, mais do que os outros, para reger, com fruto e utilidade, a Igreja universal.

    Excomunhão é a pena por cumplicidade e conspiração para eleger um determinado candidato.

    Ora, na recente biografia do cardeal belga Godfried Danneels (“Godfried Danneels biographie”), cujos
    autores são Karim Schelkens e Jürgen Mettepenningen. Segundo os autores, o cardeal Danneels teria trabalhado por anos para preparar a eleição do papa Francisco, realizada em 2013. Ele próprio, além disso, em um vídeo gravado durante a apresentação do livro, em Bruxelas, admite ter feito parte de um clube secreto de cardeais que se opunham a Joseph Ratzinger. Rindo, ele o define como “um clube no estilo máfia que tinha o nome de St. Gallen”.

    Moral: a eleição de Jorge Bergoglio supostamente foi o fruto de reuniões secretas que cardeais e bispos, organizados por Carlo Maria Martini, mantiveram por anos em St. Gallen, Suíça. É espantoso que este Cardeal Daneels admitiria a fazê-lo abertamente, e no registro. Pior. O grupo queria uma reforma drástica da Igreja, muito mais moderna e atual, com Jorge Bergoglio-Papa Francisco no comando, como depois veio a acontecer. Além de Danneels e Martini, segundo revelado no livro, faziam parte também do grupo o bispo holandês Adriaan Van Luyn, os cardeais alemãos Walter Kasper e Karl Lehman, o cardeal italiano Achille Silvestrini e o britânico Basil Hume, dentre outros.

    Precisamos orar por Bento XVI, que certamente sua presença entre nós tem um porquê no plano de Deus. Com certeza sua missão não está concluída.

    Longa vida ao papa emérito, Bento XVI

    Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará

    2017 está às portas!

  14. Não foi por acaso que a providência nos deu um papa “extra” seja lá o nome quem lhe queiram dar. Já entramos numa fase do pontificado de Bergoglio, que deu para vislumbrar quais as suas reais intenções e com certeza não são de todo católicas. Penso que de alguma forma a existência de um segundo papa tenha sido de alguma forma um factor inibidor para que alguns os bispos e cardeais levantem a voz ,(e apontem o dedo a Bergoglio),contra os infindáveis atropelos contar a fé e a moral. Talvez (coloco a dúvida ainda, esperemos para ver) que alguns destes esperem de Bento XVI uma palavra para se pronunciarem.
    Pessoalmente penso que o silêncio de Bento XVI não tem sido meritório antes pelo contrário tem sido prejudicial, afinal de contas o facto de ter escolhido actuar mais através da oração, a suas responsabilidade como Cristão não cessaram, e mais ainda se foi ele que pediu para ser chamado de papa, tem a obrigação moral de se manifestar contar as atitudes de Bergoglio. É difícil conjecturar o que se passou no Vaticano, com a renúncia de Bento XVI, só espero que Bento XVI se manifeste, o quanto antes, só ele é que pode esclarecer o que se passou.
    Foi aberta a caixa de pandora, a guerra contra a Igreja de Cristo, por parte do clero revolucionário, deixou de ser velada agora é aberta, Bergoglio comanda este exército de inspiração demoníaca, já não há retorno só uma limpeza sobrenatural é que limpará a Igreja deste cancro que está dentro d’Ela. Por isso espero ainda a acção de Bento XVI para dividir as águas e confirmar na fé os milhões de católicos que estão a viver esta crise na Igreja e que pela sua ignorância da fé católica são enganados quase diariamente por aquele de lhes deveria confirmar na fé. A fé deu-nos a certeza de vencermos esta batalha mas não nos podemos deixar simplesmente ficar a ver o filme como se nada fosse connosco, é preferível ser julgado e condenado por este mundo do que por Deus.

  15. Há actualmente DOIS Papas. Ora a verdade teológica é que só pode haver UM Papa. Por outro lado, historicamente sempre que houve mais que um Papa, alguém era anti-papa e, por isso, disputa precisamente por causa da verdade teológica: Só há UM Papa. Papa Emérito NUNCA existiu, nem tão pouco está previsto no Código de Direito Canónico. Portanto temos actualmente DOIS Papas uma vez que Bento XVI continua a afirmar-se como Papa. Se há DOIS Papas, um deles é antipapa: Francisco ou Bento XVI. O estado de “emérito” foi imposto por Paulo VI aos bispos, após o Vaticano II. E porquê? Porque era necessário implementar as reformas (destruição) da Igreja em nome do Vaticano II. Ora a grande maioria dos bispos eram tradicionais e era necessário afastá-los depressa das suas sedes para colocar outros favoráveis as reformas (destruição). Esta medida ainda vigora (emérito), mas ela é estranha a tradição da Igreja. Retomando o tema: Sempre que um Papa abdicou ele regressou ao seu estado anterior, no caso de Bento XVI regressaria a Cardeal, o que ele não fez e, pelo contrário, afirma que é Papa. Ora é completamente anómala esta situação, indevida e contrária a verdade teológica e a Tradição da Igreja. Temos assim um cisma e uma apostasia, não oficializada, na Igreja.

  16. Argumentos teológicos, tirados que são das Sagradas Escrituras e Sagrada Tradição não são meras opiniões dos homens. Constituem a Palavra de Deus. D. Gänswein afirmou que Bento XVI estudou os argumentos teológicos para justifcar sua atitute. Só que nunca foram mostrados.

  17. O mais estranho do pontificado do papa Francisco, como tenho visto aqui nesse site e de comentaristas, dá para concluir que os que antes estavam satisfeitos com o papa Bento XVI, os mais de tradição da igreja agora estão chateados, e os mais esquerdizados estão super contentes, mau sinal desses últimos estarem apoiando!
    E ainda o papa Francisco dando trelas para gentalha como Fidel Castro, Evo Morales e mais maus elementos da curriola das esquerdas, além de cardeais estranhos como Kasper, Maradiaga e mais modernistas, deixa a gente em alerta, pois deveria ter coisa errada nisso.

  18. Nossa Senhora disse aos pastorzinhos que muitas almas se perdiam porque não havia quem rezasse e se sacrificasse por elas. E eles dedicaram suas vidas a oferecer sacrifícios e orações em reparação e pela salvação das almas. Quem sabe muitos de nós estamos no caminho da fé graças ao apostolado destes pequenos santos.
    A oração e o sacrifício também são uma forma eficaz de apostolado pela salvação das almas, assim foram tantos santos como Terezinha, Tereza, S. João da Cruz, etc.
    Ora, Bento encontrou outra forma de exercer o ministério Petrino. Foi um homem de confiança de João Paulo II e deu continuidade ao seu trabalho apostólico com zelo e fidelidade ao Magistério e a Tradição bimilenar da Igreja de Cristo com amor. Ele “vacinou” os fiéis contra a ditadura do relativismo pregando os valores inegociáveis, por isso foi duramente perseguido e ultrajado.
    Duas coisas: se ele renunciou por forças externas (e há inúmeros indícios que apontam para isto) o ato é nulo; se máfia de St. Gallen que elegeu Bergoglio é anticanônica a eleição também é nula, portanto Bento XVI ainda é Papa e ele tem consciência disto. Equivoca-se quem diz que ele é um anti-Papa.
    Bergoglio está caminhando na direção diametralmente oposta mostrando ruptura com o Magistério e com a Tradição em favor de seus amigos progressistas. Está tratando de derrubar os mandamentos (pedras mortas), os sacramentos, a hierarquia e tudo o que se opõe aos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade dos seus irmãos iluministas.
    . O ministério de Bento é válido pois quem acolheu seus ensinamentos permanecerá fiel, e quem não acolheu quando ele estava ativo, não acolheria caso ele continuasse.
    O rebanho conhece o pastor não pelas vestes, mas pela voz. Quem é do rebanho de Cristo sabe com quem está a verdade. E desta forma Jesus separa suas ovelhas dos cabritos.