Deo gratias: mais dois padres brasileiros pelo IBP!

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

No último sábado, 25 de junho, ocorreu a maior cerimônia de ordenações do Instituto do Bom Pastor, que, em setembro deste ano, completa dez anos de existência. Foram ordenados cinco novos padres e cinco novos diáconos pelo arcebispo Dom François Bacqué, núncio apostólico na França, e que já fora núncio junto aos Países Baixos de 2001 a 2011 e é bem conhecido pelas ordenações realizadas nas comunidades Ecclesia Dei, como a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro e o Instituto Cristo Rei Soberano Pontífice.

Entre os sacerdotes, destacam-se os nomes dos neossacerdotes José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio da Silva, brasileiros oriundos de São Paulo e de Belo Horizonte, respectivamente. Entre os diáconos, os também brasileiros Ivan Chudzik e Marcos Mattke, ambos do Paraná.

Embora todos os quatro sejam ligados, em maior ou menor grau, à Associação Cultural Montfort, desta vez, seu atual presente, o Sr. Alberto Zucchi, tem um de seus filhos entre os ordenados, Pe. José Luiz. Ele ingressou no seminário em 2009, junto com seus colegas provenientes do Colégio São Mauro (escola da Montfort em São Paulo), os Pe. Pedro Gubitoso e Tomás Parra, mas, muito jovem, teve de aguardar mais um ano para ser ordenado, devido às restrições canônicas.

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Os neossacerdotes Thiago Bonifácio e José Luiz em meio a seus familiares e amigos após a ordenação

Com essas ordenações, o grupo de brasileiros oriundos da Associação Montfort já conta com sete sacerdotes, caminhando para o número de nove, em 2017, o que tem inspirado certa preocupação em algumas lideranças do Instituto do Bom Pastor — e pode-se inferir que, também, nas autoridades de Roma, que há alguns anos pediram “bom discernimento para vocações provenientes do Brasil”.

Atritos internos

Do ponto de vista da Montfort, a ordenação de José Luiz Zucchi confere novo alento à influência da associação junto ao IBP, que já não é mais a mesma de pouco tempo atrás. Espera-se que Pe. José Luiz seja a referência do grupo junto ao instituto, especialmente por conta do distanciamento que se sente, nos círculos do grupo em São Paulo, por parte do superior do Bom Pastor no Brasil, Pe. Daniel Pinheiro, de Brasília. Com efeito, os fiéis têm cada vez mais a impressão de que, para o Pe. Daniel, a conquista de autonomia e de afastamento da Montfort não deve sofrer retrocessos, mas avançar. Diante dessa postura, Pe. Daniel tem sido reprovado, pela cúpula da Montfort, por suposta ingratidão.

Fiéis pelo Brasil anseiam por essa independência, haja vista as interferências das lideranças do grupo paulistano no atendimento de católicos ligados à Missa tradicional em Americana e Presidente Prudente, devido a divergências com suas linhas de ação e suas percepções. 

Primeira Missa no Brasil

O desejo inicial em relação a essas ordenações era de que ocorressem no Brasil, como em 2015, quando se tornaram sacerdotes Pedro Henrique Gubitoso e Tomás Parra, ambos presentes agora na França para o grande evento, acompanhados também do Pe. Luiz Fernando Pasquotto.

Parte do clero conservador brasileiro crê que isso se deveu, em parte, à necessidade da Montfort de evitar Dom Athanasius Schneider, graças à sua amizade com a TFP e sua admiração por seu fundador, considerados inimigos mortais pela associação. Alguns ressaltam, todavia, que a primeira aproximação do atual líder da Montfort com Dom Athanasius, segundo o próprio bispo, foi via conhecidos da TFP. Dom Athanasius inclusive teria pedido à liderança da Montfort uma “trégua” aos ataques contra a TFP.

Outros falam também de uma possível rejeição por parte dos superiores do IBP em ter a ordenação no Brasil, sobretudo depois da crítica proferida por Pe. Renato Coelho, superior do IBP em São Paulo, a Dom Athanasius no blog oficial do instituto. Tal hipótese parece plausível, sobretudo porque, mesmo evitando Dom Athanasius, haveria outras opções para a celebração no Brasil, entre elas, Dom Fernando Guimarães, Arcebispo Militar do Brasil, que há pouco tempo administrou crisma a fiéis do IBP em São Paulo.

Seja como for, o grande evento relacionado ao neossacerdote José Luiz Zucchi no Brasil será sua primeira missa celebrada em sua terra natal. Ela há de acontecer amanhã, sábado, 2 de julho de 2016, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo.

Nessa mesma Igreja, há quase 60 anos, era ordenado outro José Luiz — Cônego José Luiz Villac, discípulo de Plínio Correa de Oliveira. Décadas mais tarde, enquanto o primeiro José Luiz chega ao ocaso de sua vida, dedicada inteiramente à luta contra-revolucionária, um novo José Luiz — José Luiz Zucchi — subirá ao altar de Deus dedicado a Nossa Senhora do Carmo. É a Igreja que se renova. Trata-se, portanto, de mais um jovem sacerdote da estirpe, embora distante, de Plínio Correa de Oliveira, cuja seiva, mesmo que hoje renegada, formou o pensamento de seus outrora discípulos Orlando Fedeli e Alberto Zucchi.

A busca de pacificação com a Administração Apostólica São João Maria Vianney

Convites para essa primeira missa foram enviados para significativa parte do clero conservador brasileiro, incluindo o Padre Jonas Lisboa, da Administração Apostólica São João Maria Vianney, que atua em São Paulo como Capelão da Capela Santa Luzia, na rua Tabatinguera, no centro de São Paulo.

A conciliação com a Administração é estratégica para o IBP no país. Embora seus membros brasileiros, a exemplo do seu grupo de origem, sempre tenham reprovado energicamente a mudança de orientação de Dom Fernando Rifan e de seus padres, a ponto de desaconselhar a frequência em suas missas, agora o momento é de conciliação para não haja grande resistência para a instalação dos novos padres do instituto nas dioceses pelo Brasil. 

Os fiéis anseiam que se chegue a uma pacificação entre os promotores da Missa Tradicional no Brasil e que as guerras partidárias dêem lugar às obras de apostolado para expansão da Tradição na Terra de Santa Cruz. Que os jovens sacerdotes sejam instrumentos da Providência Divina para isso!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

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14 Comentários to “Deo gratias: mais dois padres brasileiros pelo IBP!”

  1. De espinheiro não sai uvas. =)

  2. Eu fui aluno do professor Fedeli por muito tempo, até o dia de sua morte, e pude conversar pessoalmente com ele sobre o dr. Plínio e a TFP várias vezes. Só o que posso dizer, por mais que eu admire e respeite nosso saudoso Fedeli, é que, em relação ao dr. Plínio e à TFP, ele não era exatamente muito imparcial. Certo dia, sem pretender de modo algum impugnar as acusações dele ao dr. Plínio, eu perguntei-lhe assim: “Mas, prof. Fedeli, e tudo o que a TFP fez de bom?” E ele respondeu: “E o que é que a TFP fez de bom? Eles nunca fizeram nada que preste!” E eu retruquei: “Mas e a Revista Catolicismo, por exemplo, tão edificante?” Ele: “Ah, quem fazia a Revista era Dom Mayer, não eles.” E por aí vai; não consegui abrandar em nada a visão extremamente crítica de meu professor sobre o grupo em questão.
    Querendo, porém, tirar de certo modo a limpo as acusações do prof. Fedeli ao dr. Plínio, eu fui visitar, em 2005, uma casa dos Arautos do Evangelho, onde era superior um dos mais antigos discípulos do dr. Plínio (e muito conhecido do Fedeli, dos tempos de TFP deste), que deixara a TFP após a morte do dr. Plínio, para seguir o Clá Dias, e consegui que este superior-arauto aceitasse conversar sobre as histórias da “Sempre Viva”, a qual, segundo as acusações do prof. Fedeli, seria uma seita secreta existente dentro da TFP, agrupando os “escravos do dr. Plínio”. Eu, francamente, esperava um grito de indignação por parte do superior-arauto, uma negação categórica das acusações fedelianas, mas, muito pelo contrário, este tranquilamente confirmou-me de modo expresso a existência da Sempre Viva e a prática da escravidão ao dr. Plínio na TFP. Segundo o tal superior-arauto, o que houve é que o Fedeli entendeu mal, ou optou por interpretar da pior maneira possível, um conjunto de práticas espirituais excelentes. Para o tal arauto, ele mesmo ex-membro da Sempre Viva, a escravidão ao dr. Plínio seria uma espécie de radicalização do voto de obediência professado em todas as ordens religiosas; seria uma forma de juntar a obediência cega que Santo Inácio exigia dos religiosos, com a escravidão marial de São Luís de Montfort, sendo que o dr. Plínio, como superior, representaria Nossa Senhora para eles, de modo a poderem ser escravos d’Ela através dele. E continou apresentando diversos argumentos em favor da licitude e excelência da Sempre Viva – em nada, porém, negando os fatos objetivos relatados pelo prof. Fedeli sobre o que se passava nesse seio secreto da TFP.
    Na época, eu não quis tomar partido; apenas, depois, contei em detalhes ao prof. Fedeli meu encontro com o superior-arauto e as palavras deste. O professor disse então: “Eu sabia que eles não iriam negar! A estratégia dos sem-vergonhas é dizer que interpretam de outra maneira!”
    Hoje, após muitos estudos de Teologia (Dogmática, Moral, Ascética) eu devo dizer que também não concordo com a tentativa de justificação da Sempre Viva que o superior-arauto me apresentou. Acho que nesse ponto da escravidão ao dr. Plínio a TFP se excedeu, muito embora isso não me pareça invalidar o bem que fizeram em suas campanhas de militância católica Brasil afora, nem anule os ensinamentos bons do dr. Plínio (como aqueles que se podem ver neste canal do Youtube onde estão sendo reunidos todos os audios e vídeos dele: https://www.youtube.com/channel/UCQbKI7SvvPgybFzR5Gdze5Q).

    • Concordo com vc, Plinio exagerou nas devoções e Fedeli exagerou nas críticas à TFP. Espero que os padres brasileiros do IBP sejam padres para a Santa Igreja e não deixem de atender os grupos que carecem da Santa Missa, mas não concordam com a rixa Montfort X TFP

    • bhartolomeu, a Sempre Viva foi tratada em um dos livros (Servitudo ex Caritate) de refutação ao Fedeli, com parecer favorável do Pe. Victorino Rodirguez, renomado teólogo. É absurdo que o Fedeli não soubesse disso, já que é uma das refutações às acusações dele. O que se percebe é que ele, deliberadamente, não quer enfrentar as refutações.

  3. E o que houve com a Montfort após a morte do professor? Silêncio absoluto diante das heresias e blasfêmias de Bergóglio. Algo mudou muito, e para pior, na Montfort, não compreendo essa postura pois também se peca por omissão e o saudoso professor nunca se omitiu.

  4. Lamentável. Enquanto se fazem muitas ordenação do clero moderno ou egressos da linha RCC, que tem doutrinas envenenadas. Os jovens sacerdotes egressos da linha da Associação Cultural Montfort, ao contrário – sabem muito bem a ortodoxia da doutrina, são cultos e muito capazes para parar a tomada do modernismo dentro da Igreja – porém são sectaristas e partidários. Não ensinam doutrina envenenada. Estão envenenados pelo ódio que tem a certos adversários que não são os da Igreja. Lamentável mesmo. Prejuízo para Igreja. Que falta hoje para Igreja sacerdotes doutos? Sim. Mas só isso não basta. É necessário que sejam sábios e santos!

    Quanta falta faz sacerdotes sábios e santos para dirigir bem as almas.

    Quando isso vai acabar? Quando se vai colocar as questões já estão esgotadas no campo dos debates e vão levar para os tribunais eclesiais?

    Quem acusa deve provar. Se não provar fica a critério juiz eclesiástico a decisão da pena. Se as acusações do Fedeli, representado, hoje, pela Associação Cultural Montfort – que mantem as acusações do falecido professor – devem ser punidos ao alcance de seus religiosos formandos pelo Colégio São Mauro, onde a associação é mantenedora. Que a Igreja, tribunal eclesiástico, julgue onde a TFP errou. Onde está os atos condenatórios. A luz da doutrina.

    Mais tarde esse novos presbíteros serão bispos e como fica? A Associação Cultural Montfort almeja isso. Fazer bispos e cardeias. Como serão seus atos? Cheios de arbitrariedade quanto aos que consideram seus inimigos? Acho que o ódio poderia até mesmo invalidar essas ordenações. Pois se busca vingança ou santidade?

  5. “Os fiéis anseiam que se chegue a uma pacificação entre os promotores da Missa Tradicional no Brasil e que as guerras partidárias dêem lugar às obras de apostolado para expansão da Tradição na Terra de Santa Cruz. Que os jovens sacerdotes sejam instrumentos da Providência Divina para isso!”

    Faço coro!

  6. Orlando Fedeli era o homem que se amoldava às circunstâncias. Sua história era de um vai e vem constante. Ouvi dizer que ele rompeu com os padres de Campos porque esses estariam em vias de acordar com Roma, e depois acabou ele fazendo o acordo, e criticando quem resistia.
    Seus estudos em relação ao esoterismo produzem-me um desconforto, porque não esclareceu claramente para que serviram os mesmos. É verdade que propalou que fez esses estudos para o bem da Igreja, mas não deixou qualquer definição clara o que queria dizer, a não ser que todos eram gnósticos. Parece que queria dizer que o próprio catolicismo estava encharcado de gnose, mas jamais deu-nos com clareza essa e outras definições, a não ser insinuações.

    Era uma alma extremamente contraditória. Mas se ia de um extremo a outro nas suas aventuras no muindo das conveniências, neste pêndulo constante por certo passou pelo bem, e como tal é que devemos desejar que seja assim lembrado especialmente pelo nosso Pai.

  7. Sobre a postura da Montfort diante dos erros das autoridades da Igreja nos últimos anos:
    como ex-aluno do prof. Fedeli e como e ex-membro da Montfort (mas ainda amigo e colaborador desta), posso testemunhar que essa profunda moderação nas críticas ao Vaticano começou, na verdade, com o professor ainda vivo, e por iniciativa deste mesmo, e precisamente a partir de 2007, por causa de 3 fatos que ocorreram nesse ano: a promulgação do Motu Próprio Summorum Pontificum, a aprovação do IBP, e a adesão do Felipe Coelho ao sedevacantismo. Foi a soma dessas três coisas que ocasionou as transformações na postura da Montfort. Por um lado, o Motu Próprio e o IBP pareciam apontar para uma conversão de Bento XVI ao tradicionalismo, e, apostando nisso, o prof. Fedeli resolveu que ele e a Montfort iriam passar a apoiar Bento XVI fortemente (e o prof. morreu antes de ver o desfecho do pontificado de Bento e o que se lhe seguiu…). Por outro lado, a saída do Felipe Coelho da Montfort para o sedevacantismo abalou muito o prof. Fedeli, porque o Felipe era, sem dúvida, seu aluno predileto, e o professor passou a julgar que o modo como a Montfort criticava as autoridades eclesiásticas poderia ter influenciado o Felipe neste seu passo, e poderia influenciar ainda vários outros; daí, como medida prudencial, para conter a propagação do sedevacatismo entre os membros e amigos da Montfort, o prof. Fedeli decidiu que a era das críticas ardentes da Montfort aos bispos e aos papas chegara ao fim. Em 2008, o prof. me disse, que ele temia haver numerosos sedevacantistas ‘não-assumidos’ entre os membros da Montfort, de modo que fazer críticas ao Papa na Montfort seria como brincar com fogo perto de explosivos… E, com efeito, após o Felipe passar para o sedevacantismo, várias outras pessoas próximas à Montfort o fizeram também, e muitas mais certamente o teriam feito se o prof. não houvesse determinado, com urgência, o ‘cessar-fogo’ da Montfort. Antes da saída do Felipe, os únicos sedevacantistas do Brasil eram, praticamente, o dr. Homero Johas, no Rio de Janeiro, e as Monjas Redentoristas, em Campos. O dr. Homero, muito idoso, antigo colega de Gustavo Corção e sedevacantista desde tempos imemoriais, se contentava com produzir escritos por ninguém lidos. As Monjas Redentoristas de Campos, por sua vez, tiveram seu caso rapidamente abafado por Dom Rifan, que separou as monjas não-sedevacantistas das outras e fundou um novo mosteiro para elas em São Fidélis, sendo que as que ficaram para trás se tornaram tão radicais que não aceitam receber os sacramentos nem dos próprios padres sedevacantistas – mas a clausura felizmente as segura e as impede de espalhar suas ideias. Portanto, tudo o que haja de sedevacantismo no Brasil, com exceção do dr. Homero e das Redentoristas, nasceu, ao menos em certo sentido, do seio da Montfort, após o Felipe Coelho abrir o caminho. Foi por isso, e para tentar conter isso, que a Montfort mudou.

  8. Obrigado sr. Bartholomeu pelos esclarecimentos, compreendi bem.

  9. Achei interessante a parte que o autor diz que, de forma indireta, essa ordenação também é fruto do apostolado de Plinio Correa de Oliveira. Eu diria que a Montfort em relação à TFP era mais ou menos como um pedaço que se solta de um planeta, mas que continua orbitando ao redor dele. Resta saber até onde irá essa tal ‘trégua’. O mal que já fizeram com as calúnias é algo considerável, e ainda é difícil falar de Dr Plinio em ambientes tradicionais sem que venha um sabichão colar links dos livretos do Fedeli e cobrar explicações. Uma tremenda injustiça com um gigantesco líder católico.

  10. Eu sou ex-membro da Montfort, convivi com prof Orlando e conheci todos estes neo-sacerdotes quando era ainda meninos que jogavam futebol (e mal jogavam :-) nos fundos da sede. Todos sabem que o prof teve uma mudança tremenda de 2003 a 2009…passou a agir mais energicamente, de forma mais sectária. Ja chegou a falar claramente que quem não fosse da Montfort não se salvaria, mas apesar disso, foi responsável pela conversão de muitas pessoas que hoje estão de forma ou outra vivendo na Tradição Católica. Pessoas que são imensamente gratas a eles e que devem sempre ser (como um filho que é imensamente grato ao seus pais mas que não concordam com muito de suas atitudes erradas, imorais e etc)

    Sobre os neo sacerdotes: Eu os conheci antes…e tambe convivi discretamente com eles até depois de ordenados (alguns deles) e posso afirma que, pelo menos pelo que foi possível perceber, ouvir escutar, eles estão muito mais preocupados em tratar das almas do que levar grandes planos políticos montfortianos para frente, embora, é claro, eles tenham que respeitar aquelas que foram seus amigos e que são seus familiares e que ainda estão ligados intimamente à Montfort. O tempo de seminário para ter-lhes realmente preparado para serem padres, soldados da Igreja e não da Montfort. Este sacramento da Ordem há de influenciá-los para que, quem sabe, venha justamente de suas bocas as palavras para acertar a Associação, corrigir o que quer que tenham de problemas que é algo que toda agremiação de católicos precisa…orientação sacerdotal. A Montfort foi sim anti-clerical mas Deus sabe o que faz, as mais doces ironias são as divinas: Os proprios soldados da Montfort podem ter virado padres para lhes ensinar algo…que graça grande!