Bomba fraterna.

Brasília, 30 de junho de 2016: Grupo antibomba e viaturas policiais cercam a Nunciatura Apostólica.

Não, não houve nenhuma ameaça terrorista. Na verdade, tratou-se apenas de uma varredura preventiva para a solenidade que, na noite daquela quinta-feira, receberia o Presidente em exercício Michel Temer em uma homenagem ao Papa Francisco.

A verdadeira bomba ficou por conta do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Leonardo Ulrich Steiner, que, no mesmíssimo dia, em entrevista à Rádio bolivariana do Vaticano, declarou que Michel Temer “não tem legitimidade”, “não é efetivo” e “não é reconhecido pela Constituição”.

Quem se move nos corredores eclesiásticos sabe muito bem que um torpedo calculado como esse não é mera coincidência. Quis Steiner, diplomaticamente, deixar o Núncio Apostólico, tido como “conservador” para os padrões cnbbísticos, em maus lençóis?

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3 Comentários to “Bomba fraterna.”

  1. Como o diabo é feio… Será que o projeto da nunciatura é do Lúcio Co$ta ou do O$car Niemeyer? Não sei se parece a entrada de um clube de golf que faliu ou uma capela funerária pós-moderna. Talvez os dois. Deve coisa dos anos ´70. Dá até pra ver a sombra do Cannibale Bugnini pairando numa densa nuvem enxofre vinda diretamente de Brescia.

  2. Por que esse Leopardo Steiner não faz outra coisa da vida? Poderia ir cavocar terra lá em Forquilhinha junto a tia-bisavó franciscana e o Genéscio Boff.

    Vou tentar descobrir se o Leopardo tem viajado de primeira classe para Europa. É fácil…

  3. Tem razão, eu não havia reparado na feiura do edifício. É de dar vergonha a qualquer brasileiro de bom gosto. O que me chamou a atenção na notícia foi a declaração do comunista a respeito do maçom que irá na homenagem daquele que reúne as duas características.