Papa aceita renúncia de Dom Aldo Pagotto. Leia a carta aberta do Arcebispo.

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese de Paraíba apresentada por Dom Aldo di Cillo Pagotto, S.S.S. (Congregação do Santíssimo Sacramento).

A renúncia foi aceita em conformidade ao parágrafo 2º do cânone 401 do Código de Direito Canônico.

“Cân. 401 —  § 2. Roga-se instantaneamente ao Bispo diocesano que, em virtude da sua precária saúde ou outra causa grave, se tenha tornado menos apto para o desempenho do seu ofício, que apresente a renúncia”.

De acordo com a Arquidiocese de Paraíba, o Administrador Apostólico nomeado pelo Papa será Dom Genival Saraiva de França, Bispo Emérito de Palmares (PE).

Com a renúncia, a Arquidiocese da Paraíba fica vacante até nomeação de um novo Arcebispo.

* * *

Dom Aldo Pagotto: “Detentores desse ministério, nós não perdemos a coragem. Dissemos não aos procedimentos secretos e vergonhosos. Conduzimo-nos sem duplicidade e não falsificamos a Palavra de Deus” (2 Cor. 4, 1 ss).

Carta aberta aos Irmãos Bispos do Regional NE 2 da CNBB, ao Clero e ao Povo de Deus da Igreja Particular da Paraíba.

Invocando o santo nome de Deus Uno e Trino, coloco-me sob a proteção da Imaculada Virgem Maria e, em espírito de oração, discernimento e obediência, apresentei ao Santo Padre, o Papa Francisco, o meu pedido de renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese da Paraíba. Cito sumariamente alguns fatores que me obrigam a tal atitude.

1. Ao longo de 12 anos, preposto ao governo pastoral desta Arquidiocese, tentei desenvolver a missão evangelizadora e pastoral que o Senhor me confiou junto ao Clero, aos cristãos fieis, às autoridades constitucionais e às lideranças institucionais, seguindo o lema: “Há um só Corpo e um só Espírito” (Ef 4, 4).

– Minha intenção sempre se voltou à promoção da comunhão na caridade, tentando participar de forma proativa na edificação da Igreja fraterna e solidária, e da construção da sociedade com inclusão e justiça social.

– Tentei doar o melhor de mim mesmo, não obstante as sérias limitações de saúde, ademais das repercussões no equilíbrio emocional, causadas pela constante necessidade de superar conflitos inevitáveis, advindos de reações ao meu modo de ser e de agir.

2. Tomei decisões enérgicas e inadiáveis em relação à reorganização da administração, finanças e recuperação do patrimônio da Arquidiocese, sempre em sintonia com o nosso ecônomo. Embora tenha sido exitoso, desinstalei e desagradei muita gente, por razões facilmente presumíveis.

– Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério. Cometi erros por confiar demais, numa ingênua misericórdia.

– Tomei posições assertivas diante de políticas públicas estruturais em vista do desenvolvimento integral de nossa gente e de nossa terra. Evitei “ficar em cima de muro”. Foi inevitável acolher reações e interpretações diferentes, independente de minha reta intenção de não me imiscuir na esfera político-partidária, e jamais almejar algum poder de ordem temporal.

3. Não tardaram retaliações internas e externas, ademais da instauração de um clima de desestabilização urdida por grupos de pressão, incluindo os que se denominaram “padres anônimos”, escudados no sigilo da fonte de informações, obtendo ampla cobertura num jornal. Matérias sobre a vida da Igreja da Paraíba, descritas em forma unilateral, distorcida, provocatória, foram periodicamente veiculadas, seguidas de comentários arbitrários por várias redes sociais.

– A exemplo, um blog divulgou carta difamatória, envolvendo o arcebispo e vários sacerdotes, arbitrariamente expostos ao escárnio público. As redes sociais encarregaram-se de espalhar comentários peregrinos e duvidosos. A presumida autora da carta responde em foro criminal.

4. A ideia obsessiva espalhada intenciona afirmar à fina força que o clero esteja dividido, que o governo da Arquidiocese esteja desestabilizado, e que, nesse contexto, o arcebispo perdeu a capacidade de coordenação e, por fim, não vale à pena ordenar padres numa igreja dividida.

5. Esse sucinto relato sobre fatos amplia-se em relatórios que eu enviei à Nunciatura Apostólica no Brasil e às demais instâncias da Santa Sé, como pedido de compreensão e ajuda, porquanto eu não tenha nada a esconder. Sabe-se que outro dossiê foi enviado às mesmas instâncias, por parte de membros do Clero e de leigos.

6. Por tanto tumulto, embora eu esteja sofrendo muito, permito-me afirmar que conservo a minha consciência em paz. Sempre estarei disposto a corrigir rumos, a reorientar passos, a confirmar êxitos alcançados, contando com a graça de Deus e também com a efetiva presença de bons padres, religiosos presbíteros e de bons leigos e leigas, qualificados como forças vivas de nossa amada Igreja Particular da Paraíba.

7. Auto-elogio e passividade não fazem parte do meu feitio. Deus sabe o que faz e o tempo é juiz da história. Minha nonna (avó) dizia: “quando alguém te caluniar e tentar destruir tua vida, tua resposta seja o silêncio e mais trabalho, não se rebaixando ao nível mesquinho do espírito da treva”.

8. Passo por duras provações, sentindo a frustração de alguns sonhos que, entanto, entrego nas mãos de Deus. Que a minha vida seja para a maior glória de Deus, não para a busca de mim mesmo e de outros interesses que não provenham do Senhor. Comigo sofrem muitas pessoas e comunidades. Todos esperam em Deus que tem saídas inesperadas para os impasses criados. Não há mal do qual Deus não tire um bem maior!

– Penso que eu não tenha o direito de provocar ou de prolongar sofrimentos ainda maiores, especialmente aos jovens que esperam servir a Deus na vida sacerdotal nesta Igreja da Paraíba que tanto nós todos amamos.

9. Creio que o melhor, pelo momento, para a Igreja Universal e para a Igreja Particular da Paraíba, seja a minha renúncia. Ante o desgaste enfrentado, sinto-me no dever de evitar comprometer a Unidade na Caridade, a expressão característica e essencial da Igreja de Jesus Cristo.

– Sinto-me fortalecido na fé, cultivando a espiritualidade eucarística e marial. O Senhor é meu Pastor. Ele não me faltará (Sl 23). Ele me dará forças, sustentar-me-á ao longo das provações, impulsionando-me a fazer o dom de mim mesmo para a continuidade da missão que Ele ainda me confia. Há muitos espaços e oportunidades. Estou disposto a buscá-los, pedindo a Deus que me mostre o lugar onde eu possa ser útil, a começar pela minha Congregação do Santíssimo Sacramento, que eu tanto amo.

10. Deixo registrado o meu pedido sincero de perdão às pessoas a quem eu tenha feito sofrer, voluntária ou involuntariamente. Cometi erros, acertei passos, estou disposto a caminhar com quem queira caminhar, construindo dias melhores para todos, superando o apego a cargos, títulos, privilégios.

– Peço perdão a Deus e perdôo os que me fizeram sofrer muito. Não há nada de oculto que um dia não venha a ser revelado e proclamado pelos tetos. Nem devemos temer quem mata o corpo, mas não o espírito (Lc 12, 1-4).

11. Passo, em obediência, o comando da Arquidiocese para um Irmão mais jovem, com forças, coragem e capacidade para tomar rumos acertados, mostrados pelo Pai de amor e misericórdia, o Senhor da vida!

– Sigo o exemplo de SS. o Papa Bento XVI, dando o espaço àquele que Deus enviar para o bem de sua Igreja.

12. Sirvo-me, pois, da 2ª Carta de Paulo aos Coríntios (2 Cor. 4, 1 ss) para expressar meus sentimentos e auspícios: “Detentores desse ministério, nós não perdemos a coragem. Dissemos não aos procedimentos secretos e vergonhosos. Conduzimo-nos sem duplicidade e não falsificamos a Palavra de Deus” (…) “Não é a nós mesmos, mas a Jesus Cristo Senhor que nós proclamamos. Mas este tesouro nós o guardamos em vasos de argila, para que o poder incomparável seja de Deus e não nosso. Pressionados de todos os lados, não somos esmagados; em impasses, nós conseguimos passar; perseguidos, mas não alcançados; prostrados por terra, mas não liquidados. Sem cessar trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja manifestada em nosso corpo”.

13. Oro e desejo de todo o meu coração que a Igreja Particular da Paraíba prospere na ação evangelizadora e pastoral, seja fecunda na promoção da unidade interna e das obras de apostolado externo, abençoado por Nosso Senhor e por Nossa Senhora das Neves, nossa padroeira.

– Que cresça sempre mais em qualidade e em número de cristãos fiéis, que dêem testemunho do Evangelho de Jesus, pela palavra e pelos exemplos de vida, vivida na unidade e no amor. Em tudo, amar e servir, unidos a Nosso Senhor, qual ramos à videira, para que se produzam muitos frutos (cf. Jo 15, 1s).

– Deixo o território material da Paraíba. Espiritualmente, porém, a pequenina gigante, a Paraíba, nunca sairá do meu coração, agradecido pelo muito que aprendi com o espírito guerreiro, hospitaleiro e amoroso de nossa gente.

– Deixo a todos e todas, além de minha constante prece, um forte abraço, um beijo no coração e as saudades jamais saciadas, na esperança de quando em vez voltar para visitar as mil amizades sinceras e fraternas, a quem agradeço e a quem eu quero bem de verdade.

João Pessoa (PB), 6 de julho de 2016

+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Emérito da Paraíba

Fonte: Arquidiocese da Paraíba

37 Comentários to “Papa aceita renúncia de Dom Aldo Pagotto. Leia a carta aberta do Arcebispo.”

  1. O Vaticano o pressionou de todas as formas para que renunciasse. Oficialmente, o motivo da renúncia é a saúde do arcebispo (há anos, ele trata um câncer). Na verdade, o bispo sofreu por ser conservador (no passado, teve ligações com a TFP e recentemente assinou aquele livro sobre a família, lançado com D. Schneider e outro bispo americano para atacar a ala kasper, ou seja, atacar Bergoglio). Então, encontraram problemas (reais) na arquidiocese, que acontecem em quase todas as dioceses do Brasil (o que não deixa de ser lamentável e o que não diminui a responsabilidade de Dom Aldo – ele mesmo o reconhece na carta aberta ), e forçaram o arcebispo a renunciar. Os progressistas da Paraíba, dentre eles um padre que é deputado pelo PT (suspenso de ordens por Dom Aldo), estão comemorando. Ninguém duvida que Francisco mande um progressista para “reconciliar” a arquidiocese, tal como fez em Ciudad del Este.

    Sem defender Dom Aldo de seus possíveis erros, é incontestável que o machado da misericórdia francisquista, “como uma mãe amorosa”, só recai sobre a cabeça de conservadores — normalmente, ingênuos na misericórdia, como Dom Aldo se auto-qualificou. Isso porque Francisco não gosta de cortar cabeças…

    • Belo comentário Fábio…
      Antigamente os bispos mandavam nos padres, hoje os padres mandam nos bispos e até os removem… isso um pouco é devido ao nosso atual Código de Direito Canônico dar margem a tantas permissividades por parte de nosso clero. Então hoje mais do nunca, bispos que “não são aceitos” pelo seu clero são convidados a se retirar… ano passado foi dom Antônio Carlos Altieri, hoje é dom Aldo.
      Eu particularmente não sei onde Dom Aldo pode ter cometido erro tão grande, talvez algum irmão da Paraíba possa me ajudar, mas eu não tenho dúvidas que pesou o fato dele ser mais conservador. Aí meu caro, o bispo pode ser um anjo alado que vai aparecer alguma “pedofilia” ou algum “escândalo financeiro” que o fará “pedir pra sair”, como pode-se ver aqui: http://www.jornaldaparaiba.com.br/politica/noticia/172487_dom-aldo-coleciona-denuncias-investigadas-pelo-vaticano
      E assim, cada vez mais, a Igreja Católica vai fazendo de tudo para agradar seus inimigos e perseguidores, tudo em nome de uma falsa misericórdia. Remove-se bons bispos (Dom Rogélio, Cardeal Burke), pede-se “perdão” aos gays, marginaliza-se e estigmatiza-se os “conservadores” (Franciscanos da Imaculada), comemora-se a “reforma” com os luteranos, apoia-se o PT (CNBB), joga-se no lixo a doutrina milenar e divina (Sínodo) e por aí vai.
      Mais do que nunca, fica a pergunta de Lucas 18,8; “Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?”

    • O “administrador” que está indo temporariamente, conheço e já conversei… é TL daqueles que dizem que não existe mais, porém é só deixar falar um minuto, que como o mesmo já me falou antes, “fulano” é da “teologia da enxada”…

  2. É absolutamente necessário entender que a guerra que se trava na Igreja é *política*. É uma guerra por cargos, a pedra de um cargo desses para os católicos é uma péssima notícia, péssima, quer dizer que a estratégia do inimigo funcionou porque eles jamais querem entrar no MÉRITO de qualquer discussão. Entendam senhores, entrar no mérito é bobagem, eles arranjam uma confusão hoje e você vence, amanhã arranjam outra, não é disso que se trata. Um bispo fiel faz um estrago miserável nas fileiras do diabo, Dom Antônio de Castro Mayer é prova disso, e todos os filhos do diabo sabem disso.

    Os padres fiéis que estão chegando agora devem entender que devem ser pessoas de espírito guerreiro, não devem ser conciliadores. Ao mesmo tempo devem ser astutos, prudentes como a serpente, como disse Nosso Senhor. Devem preparar seu espírito para a GUERRA, misericórdia se tem com os vencidos e não com os adversários no campo de batalha, no campo de batalha o objetivo é humilhá-los e destruí-los, ponto!

    E como convém a quem entra em um campo de batalha com desvantagem numérica a estratégia é fundamental, fundamental. Um bispo católico fiel só deveria deixar o governo de sua diocese em três casos: 1) Expulsão, 2) Idade e 3) Morte. Quem espera, por exemplo, que o Papa Francisco renuncie pode esperar sentado, ele ficará lá até o fim e, assim como Obama, quando sentir que o fim está chegando irá acelerar de modo fantástico o ritmo das reformas.

    Se eu pudesse dar um conselho aos seminaristas fiéis eu lhes diria o seguinte: assinem o Curso Online de Filosofia do professor Olavo de Carvalho e cursem o primeiro ano, as primeiras 50 aulas. Ali ele lhes ensinará a LUTAR e a VENCER. O catecismo não ensina estratégia de guerra a ninguém e é por isso que eu lhes recomendo este curso, lá não é lugar de doutrina ou de aprender a fé católica, é lugar de preparar o espírito para a guerra. A fé católica vocês estudem nos livros porque no seminário também não vão lhes ensinar.

    • O Anderson Fortaleza no fundo insinua que Dom Aldo, com todo o seu conhecimento e experiência de vida, agiu de forma inadequada, e que Olavo de Carvalho saberia se sair melhor do que ele! Ora bolas, para lidar com a ação do demônio na Igreja basta ler as Escrituras e a vida dos santos e aprender com eles! Ninguém que queira defender a verdadeira fé precisa ler um sujeito que ensina falando palavrões e falando imoralidades!

    • “misericórdia se tem com os vencidos e não com os adversários no campo de batalha, no campo de batalha o objetivo é humilhá-los e destruí-los, ponto!”
      Será?… parece coerente a frase mas… será cristã? não que eu concorde com essa misericórdia barata e ingênua mas… essa tática de guerra não foi a de Jesus.
      Mas se esse bispo está sendo vítima de calúnias e complôs, seus adversários certamente aprovam essa frase e a adotaram com base de seu combate, afinal “misericórdia se tem com os vencidos e não com os adversários no campo de batalha, no campo de batalha o objetivo é humilhá-los e destruí-los, ponto!”
      Não, desculpe. Não é por aí o caminho.

    • O site do Padre Paulo Ricardo também é excelente, têm vários cursos e parece que para seminaristas é gratuito.

  3. Triste e doloroso tudo isso.

  4. Menos um para nos “incomodar”!
    Seria o que as esquerdas devem ter achado da decisão de D Aldo Pagotto ao retirar-se de suas atividades pastorais como Arcebispo, pois também se dissociava dos Kasper & Ass. e isso não deixou de lhe ser um estorvo a mais!
    O grande e conservador arcebispo D Aldo foi um dos muito raros prelados que combatiam ao lado de D Luiz Begonzini de forma patente os comunistas – ele tem videos em que desbanca o Partido dos “Trabalhadores”, especialista em “trabalhar” o erario público – grupo mafioso de fazer inveja às aves-de-rapina das mais agressivas e predadoras especies!
    Ele também adentrou uma arquidiocese em que o clero “progressista”, capacho do socialismo militavam naquelas bandas haviam se arraigado por bastante tempo, e essa ideologia já fora absorvida pelas mentes de muitos incautos, inclusive do clero nessa arquidiocese – e que lhe trouxe serios aborrecimentos e varios embates!
    O que ocorreu com D Aldo durante esse tempo à frente da Arquidiocese foi similar ao sucedido com D José Cardoso Sobrinho na Arquidiocese de Olinda e Recife, após a saída do provável agente da KGB travestido de cardeal da Igreja, D Hélder Cãmara, e aquele muito padeceu por discordias geradas por diversos sacerdotes agentes comunistas, e mesmo como a esquerdista CNBB!
    A integrante atual das hostes infernais em pleno declinio do PT, Eleonora Menicucci – a falsaria Dilma às eleições prometera que não adotaria o aborto como programa de governo – e para dissimular-se, característica nata em todo revolucionario, repassou o encargo de devotar-se à causa abortista à experiente Eleonora Menicucci, expert no métier !
    Ela fugia dos militares e abrigou-se em J Pessoa; essa arquidiocese era considerada “aberta” por frei Betto que a encaminhou para lá – e ali achou terreno propicio para suas atividades alienantes como mercenaria do comunismo internacional, montando seu primeiro grupo feminista com as mulheres do Algamar, o grupo intitulava-se “Maria Mulher”, sob as bênçãos do prelado local da TL àquele tempo.
    Para os que prezam a doutrina de sempre da Igreja, uma grande falta; para os opositores, comemoração!

  5. Nossa Paraíba ficou mais triste hoje.
    Que Deus proteja Dom Aldo, pois vai fazer falta para nós pobres fieis.
    Que Nossa Senhora das Neves rogue a Deus por nós.

  6. Lamentamos profundamente a renúncia do arcebispo da Paraíba, D. Aldo. Ele conseguiu reverter os estragos causados por D. José Maria Pires (ligado á Teologia da Libertação).

    Espero que o Vaticano faça URGENTEMENTE uma visita apostólica na Arquidiocese de Belo Horizonte-MG, pois o que ocorreu na Paraíba-PB é uma ponta de Iceberg dos desvios praticados em Belo Horizonte-MG, tais como:

    1) Construção da futuro catedral Cristo Rei (projetada pelo marxista ateu Oscar Niemeyer), no formato da Foice e Martelo (símbolos anticristãos do Comunismo ateu);

    2) Administrador de fato de Belo Horizonte é o polêmico bispo D. Mol (conhecido como o Dom MOLOC, o deus das moscas da PUC-Minas);

    3) frouxidão na seleção de seminaristas;

    4) Escândalos envolvendo algumas autoridades eclesiásticas, dentre outros.

    Final dos Tempos: Tempos de Provação. Tempos de Oração e Vigília.

  7. há sempre a possibilidade de os fiéis exporem as suas objeções ao papa, de forma educada ( por carta).

  8. Os filhos das trevas são mais astutos em seus negócios que os filhos da Luz e nesse tempo nosso podemos dizer que os filhos das trevas chegaram ao poder, acobertando os seus e triturando os demais. Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei.

  9. Augusto, não insinuo nada meu caro, não conheço Dom Aldo. Eu estou tratando da consequência óbvia da renúncia de Dom Aldo que é uma *vitória* para a revolução comunista em curso. Agora estamos em uma luta de vida e morte na Igreja mas você está preocupado com bom mocismo, enquanto os comunistas avançam a agentda da destruição da Igreja, do aborto, da submissão de toda o ocidente à psicose islâmica e gayzista, sua preocupação é puritana, está preocupado com palavrões. Meu Deus.

    Outra pessoa ali apareceu dizendo que destruir o inimigo não é cristão, é o tipo de gente que no tempo das Cruzadas, quando do chamado ao martírio para a defesa da sociedade Cristã, ia ficar em casa porque “não é Cristão” revidar depois de 600 anos de morticínio islâmico.

    É por isso que apanhamos e vamos continuar apanhando. Ninguém quer lutar para vencer, só quer parecer bom moço perante a platéia.

    • Apoiado, Anderson, quanto à necessidade de derrotar o inimigo e submete-lo ao que é justo. Não penso, no entanto, que se possa recomendar aos católicos um autor que não se enquadra perfeitamente naquilo que se espera de um católico. Quanto à geração mimimi, serão os primeiros a debandar e jurar fidelidade a Mafoma e a seus sequazes psicóticos e sanguinários.

  10. SMJ (salvo melhor juízo), apesar de D. Aldo ter frequentando a TFP antes de caminhar em direção a outra vocação, receber o sacramento da ordem e ir pertencer ao clero, não vejo motivos para considerá-lo um Tradicionalista nos devidos termos enunciado pelo Prof. Plínio Correia de Oliveira, uma vez que não fazia resistência à Missa Nova e ao CVII. Porém D. Aldo não era um comunista de carteirinha como são muitos membros do clero atual.

    Ruim com D. Aldo, pior sem ele. Por isso lamentamos sua renúncia.

  11. Como é que se age com os ultraconservadores dentro da Igreja?

    “Eles fazem o seu trabalho e eu faço o meu. Eu quero uma Igreja aberta, compreensiva que acompanhe as famílias feridas. Eles dizem não a tudo. Eu sigo o meu caminho sem olhar para o lado. Não corto cabeças. Eu nunca gostei de fazê-lo. Repito: eu rejeito o conflito. E conclui com um sorriso: “Os cravos a gente arranca fazendo pressão de cima. Ou os colocamos pra descansar, de lado, quando chega a idade da aposentadoria”.
    http://www.lanacion.com.ar/1914940-francisco-no-tengo-ningun-problema-con-macri-es-una-persona-noble

    Nessa entrevista ao jornal argentino La Nacion, Bergoglio explica direitinho como trata seus desafetos. E olha que esse bispo da Paraíba nem é um ultraconservador! Se ele trata assim o lenho verde, o que não fará com o seco? (Lc 23, 28. 31)

  12. Em muitos lugares o governo da igreja é plenamente colegial: quem governa são os presbíteros. É claro que os bispos devem ouvir seu clero, mas a autoridade não deve ser objeto de pressão.
    Mas um fruto peco da aventura conciliar.

    Está cada vez mais difícil encontrar os sinais distintivos da Igreja católica. O grupo social (?) heterogêneo e disforme que leva esse nome esfacela-se cada vez mais.

    Quantos de nós acha um ambiente sadio para apresentar uma pessoa de fora que se interessou pela religião?

    Os “profetas da desgraça”, de quem se ria tresloucadamente Roncalli, estavam certos. É triste que tenham previsto tudo isso que vemos atônitos e “sine pastor”.

  13. A renúncia (ou remoção, como tratou a imprensa italiana) do Arcebispo era esperada. Diria que fora até demorada, pois sabemos todos, apesar da negativa do prelado, a Arquidiocese de João Pessoa esteve sob visitação em duas ocasiões. Inclusive poderíamos até especular em relação à primeira; cujo resultado não sabemos. Por ter pensamentos próximos ao prelado renunciante, talvez o primeiro visitador tenha até sido afastado do caso, uma vez que fora transferido para a Arqui Militar, uma função que na prática é quase honorífica; algo para fim de carreira. Visitação é algo sério e normalmente mudanças são esperadas após o seu término.

    independente de qual ala pertença o Arcebispo, pesa contra Ele graves acusações; incompatíveis com o ministério. Inclusive há ações correndo na justiça comum. À essa altura, impossível dizer se as acusações são verídicas ou não. De toda forma, chegou a um ponto em que era necessária uma definição. Quem estava prejudicada era a Igreja Particular da Paraíba; inclusive impedida de receber novos seminaristas e ordenar novos padres. E pela decisão de Roma, creio que, ao menos sinais de procedência parcial das denúncias deva ter sido levada em consideração. O próprio Arcebispo não nega que errou em alguns procedimentos. Nesse panorama, seria muito cômodo e até simplório alegar perseguição…

    Também é possível afirmar que, a fim de evitar constrangimento maior, fora uma renúncia forçada; do contrário seria simplesmente removido, sem o disfarce do parágrafo 2. Roma não tem tolerado atitudes como as que são acusadas o Arcebispo; que rezam alguns, fez intenso lobby para chegar ao posto de Metropolita da Paraíba. Enfim, que Ele consiga provar sua alegada inocência; e que os fatos todos sejam apurados! Pelo visto, será um trabalho árduo, porque tem história tenebrosa nesse poeirão…

    • Caro Paulo Carrara, obrigado por seu comentário. Poderia, por gentileza, informar se há resultados divulgados, com amplo massacre de reputação, se é que houve investigação formado, dos casos de Mons. Ricca e de Mons. Camaldo?

      Ou para os amigos o tratamento é “quem sou eu para julgar” enquanto para os desafetos resta a “misericórdia” como a de “uma mãe amorosa”?

    • Ferretti,
      Não estou atualizado de resultados dos casos que se referiu. Pelo que eu saiba, Francisco tem enfrentado essas situações, apurando! Prefiro confiar nas decisões de Roma até que se prove o contrário.

      No caso de D. Aldo, como escrevi e depois o mesmo confirmou em entrevista, foi uma renúncia forçada. Isto nos levaria a concluir que, ao menos parcialmente, acusações foram confirmadas. Veja, foram duas visitações na Arquidiocese. Será que a palavra dos visitadores não foi levada em consideração? Seria necessário ouvi-los a respeito, mas isto “certamente vai para o túmulo”…

      Então, fica o dito pelo não dito. E é aí que sobra espaço para especulações… Ao lermos a entrevista do Arcebispo na Veja, uma atitude quase pueril, eu diria; fica-nos uma pontinha de que realmente Ele não tinha mais capacidade em governar a arquidiocese. E assim sendo, Roma acertou na decisão!

  14. Sou de João Pessoa, conheço d. Aldo e, apesar de ele não ser tradicionalista e ultraconservador, de fato, mas é um homem fiel e sempre lutando às claras! Foi perseguição.

  15. Os pontos levantados por Paulo Carrara e G.M.Ferreti me levam a questionar o seguinte:

    1-Como anda a apuração dos fatos relacionados ao bispo Dom Juan de la Cruz Barros Madrid, no qual as vítimas o acusam de cumplicidade nos abusos que sofreram?
    2-E o Godfried Danneels e a avalanche de acusação de pedofilia na igreja belga combinada com manobras deste para acobertar,no qual a polícia se sentiu no dever de revistar a casa deste?
    3-E neste ínterim, porque o papa Francisco não só os defendeu, como também os promoveu?

    Importante recordarmos:

    https://fratresinunum.com/2016/06/07/um-motu-proprio-para-remover-bispos-exceto-alguns/

  16. Seria urgente passar o pente fino em tantas outras dioceses brasileiras… Não apenas em um…
    O clero desgosta do Arcebispo e o que temos? Sua renúncia ou remoção…
    O Arcebispo reconhece que errou – e seu erro foi julgado de que maneira pelo Papa? Aliás, pela Congregação dos Bispos, não pelo papa que fica ciente apenas do resultado e “bate o martelo”!

    Deus nos livre!

  17. Sou católica praticante amo a minha igreja e fico triste com tudo o que está acontecendo. o importante é que acima de tudo está Deus que tudo pode e tudo vê e se tem algum culpado em tudo isso que seja punido.

  18. Conheci o clero paraibano da dita diocese: uma catástrofe: padres comunistas, gays tem uma “tuia” lá. Quem começou essa coisa toda foi o ex-Arcebispo Dom Jose maria Pires (TL de carteirinha) que ordenou gato e cachorro.
    Um amigo meu padre de lá morreu de HIV, odiava o Arcebispo atual.
    Tempos bem modernos os nossos.

  19. Quando há uma ratoeira na casa toda a fazenda corre perigo.
    Enquanto Bento XVI era duramente atacado pelos opositores muitos prelados acompanhavam em silêncio. Deu no que deu. Chegou a vez para eles…depois serão padres…seminaristas…nós fiéis. Rezemos o rosário. Mãe de Cristo e Mãe da Igreja, rogai pelo pequeno resto!

  20. É lamentável que um blogueiro nojento, asqueroso e um verme covarde, tenha insinuado no seu antro digital que uma senhora teria escutado dentro de uma clínica que D. Aldo conviveria com rapazes. Curiosamente esta “Senhora”, que morava num bairro popular, numa casa humilde, tenha se mudado junto com o filho andrógino para a Noruega. Quem pagou a viagem? quem está pagando suas custas? Como conseguiu passaporte e licença do governo norueguês para se instalar por lá permanentemente?
    Tenho nojo de parte do clero paraibano que adora o bode Leonardo Boff, que frequenta atá terreiro de umbanda, e não tem vergonha na cara de difamar uma pessoa íntegra.
    O que há de veracidade nesta história vergonhosa de destruir reputações, é apenas o fato que D. ALDO, não entregou à policia, três religiosos, acusados do crime que agora resolveram lhe imputar.
    Todo mundo sabe que destruir reputaçãoes é absolutamente normal para padres e simpatizantes das esquerdas.
    D. Aldo, eu tenho até pena quando a MÃO PODEROSA DE DEUS PAI, se abater sobre os seus algozes. Não irá sobrar um.
    Que Jesus Misericordioso continue lhe abençoando e o Espírito Santo lhe guiando e lhe livrando destes seres tenebrosos.
    A Paraíba fica mais pobre. Assuma quem assumir o seu cargo, ficará a grande lacuna da sua figura ímpar. Obrigada pelas missas e homilias maravilhosas que tive o prazer de assistir.
    Seus detratores sao uns miseráveis, e não possuem um centésimo da sua cultura e exemplo.

    • Maria, há dois grandes culpados pela queda de dom Aldo: o clero capacho e viúvo de dom José Maria Pires e a imprensa vendida que transmitia o veneno do dito clero.
      Dom Aldo pode ter errado em algumas coisas, acredito que mais por inocência do que por maldade, mas a sua queda foi por conta do seu estilo combativo, que não abaixava a cabeça para o PT, para a igreja universal, etc. Coisas que incomodaram demais o clero viúvo do Hélder câmara da Paraíba.

  21. E no O Globo diz que ele foi afastado por causa de envolvimento com pedofilia. Até quando as pessoas vão aturar este tipo de coisa e não vão meter processo nestes jornais?

  22. Nao vou assistir a missa alguma celebrada por padrecos vermelhos, capachos do comunismo nacional e internacional. Minhas missas doravantes serão assistidas pela TV rede vida. Ou canção nova.
    Se alguem tiver o endereço e o órgão do Vaticano a quem eu possa dirigir uma carta com meu pedido de revisão e desagravo a tudo o que fizeram com Com D. Aldo, por favor me responda.
    Para a CNBB vou escrever, embora saiba que não vão se dignar sequer de ler.
    E também quero o endereço de onde D. Aldo vai ficar em Fortaleza. Preciso agradecer a ele a missa que ele celebrou no sétimo dia da morte de minha mãe. Nunca vou esquecer as palavras tão vivas, tão bonitas, que acalmaram meu coração.

    • Continua a burlesca obsessão unitarista da seita.
      D. Aldo destoava do clero petoide-saunista, LOGO ele era um óbice à “unidade eclesial” (fundada na danação) e devia ser defenestrado.
      D. Livieres destoava do episcopado paraguaio, logo ele era um óbice à “unidade eclesial” fundada no tecnobrega e no contrabando, e devia ser defenestrado.
      Burke destoava da maré poligamica e da misericórdia transviada, LOGO virou capelão de luxo da ordem de cavalaria Chanel 5.
      Tudo em nome da unidade, como se esta pudesse prescindir da verdade e da justiça. É assim que a seita funciona.

  23. Segue entrevidsta de D. Aldo á revista Veja:

    ‘Quando você mexe no bolso, vêm as reações’, diz bispo acusado de proteger padres pedófilos
    Aldo di Cillo Pagotto diz que foi vítima de retaliação por investigar desvios de dinheiro na Igreja, fala da ‘infiltração’ gay no seminário e diz ter sido pressionado pelo Vaticano a renunciar

    Na última quarta-feira, o Vaticano anunciou que o papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba, dom Aldo di Cillo Pagotto. Oficialmente, dom Aldo deixou o posto por “motivos de saúde”. Mas só oficialmente. Por trás da decisão, há muito mais. Há pelo menos quatro anos, o arcebispo era investigado pelo próprio Vaticano sob suspeita de acobertar padres pedófilos. Dom Aldo também era acusado de promover orgias e de ter mantido relacionamento com um jovem de 18 anos – o que ele nega. Foi o primeiro caso, no Brasil, de um arcebispo que deixa o posto no curso de uma investigação sobre envolvimento em escândalos sexuais.

    Na mesma quarta-feira, dom Aldo falou por quase duas horas a VEJA. O resultado da conversa é revelador dos bastidores da Igreja – e de segredos que, na grande maioria das vezes, graças à hierarquia e à disciplina dos religiosos, são mantidos distantes dos olhos e ouvidos do distinto público. Na entrevista, o bispo deixa evidente que, na verdade, foi obrigado a renunciar. Ele conta que, no início de junho, foi chamado a Brasília para uma conversa com o núncio apostólico, o representante do papa no Brasil. E que, naquele mesmo dia, o núncio — em nome do papa — o fez redigir a carta de renúncia.
    O arcebispo se diz alvo de uma grande injustiça cometida pelo papado de Francisco e atribui a sua situação a uma disputa que tem como pano de fundo acusações de corrupção, homossexualismo, pedofilia e, quase sempre, disputa por poder.
    A seguir, os principais trechos da entrevista.

    Desvio de dinheiro
    Dom Aldo diz que foi vítima de uma orquestração maquinada por um grupo de padres que se opunham a medidas que ele adotou desde que assumiu a Arquidiocese da Paraíba. Ao falar desses padres, cujos nomes ele se esforça para não revelar, o religioso escancara o ambiente interno conflagrado no clero – algo que a Igreja, quase sempre, consegue manter em segredo. Ele acusa os adversários de estarem envolvidos em desvios de dinheiro e de serem, eles próprios, personagens de escândalos sexuais. Na origem de tudo, diz ele, está a disputa pelo controle das finanças.
    “Tudo começou porque eu tenho uma visão mais moderna. A questão administrativa e patrimonial da Arquidiocese estava bastante comprometida. Então começamos a colocar as coisas em ordem, com prestação de contas. Isso mexeu na posição de uns privilegiados. Havia coisas não muito bem resolvidas.”
    “Quando você mexe no bolso, que é a parte mais delicada do corpo da pessoa, vêm as reações, que não são tão diretas no começo. Aí começam com outras acusações. Diziam que eu era financista, materialista, e que a Igreja não é só isso.”
    “Essa reação partia de um grupo pequeno, mas muito bem articulado, formado por cinco padres. Passaram a acusar que o clero no estado estaria dividido, e outras coisas morais. Diziam que eu era ditador. Depois foram para os ataques pessoais de ordem afetiva e sexual. Aí foram para a baixaria mesmo, com acusações horrendas à minha pessoa e a outros padres também.”
    “Esses padres têm poder financeiro. E a reação vinha justamente daí. Tudo parte de quando você quer mexer nas finanças.”
    Mas esses padres estavam envolvidos com corrupção?, perguntou VEJA.
    A resposta: “Havia um colégio aqui, o Pio XII, que eu tive que fechar quando cheguei porque havia uma coisa não resolvida ali. Era um colégio tradicional, de mais de 80 anos. Pedimos uma auditoria e fizeram de tudo para não fazer essa auditoria. Sempre me era aconselhado: ‘Não é bom mexer com isso’”.
    Dom Aldo diz que, só nas contas da escola, havia um rombo de 1,8 milhão de reais. E quem são esses padres?
    “Eu sei quem são. Alguns nomes eu levei para a Santa Sé. Pelo menos o nome de dois, entre eles o que capitaneia, eu informei à Santa Sé. São padres muito bem posicionados aqui, veteranos.”

    O segredo do processo e o silêncio do papa
    Alvo de denúncias cada vez mais constantes, e de uma série de dossiês enviados a Roma, dom Aldo Pagotto passou a ser formalmente investigado pelo Vaticano. O rol de acusações contra ele era extenso: além de ser acusado de proteger padres pedófilos, diziam as denúncias, teria relaxado os critérios para a aceitação de novos seminaristas. Além disso, era apontado como personagem central de um grupo de religiosos que se esbaldavam em festas e promoviam orgias sexuais. Em janeiro de 2015, já em consequência das investigações, o Vaticano impediu o arcebispo de ordenar novos padres.
    “Em junho do ano passado fui ao Vaticano tirar a história limpo. Falei com o cardeal Stella (Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero — uma espécie de ministro do Vaticano). O cardeal me tratou muito bem, me escutou durante uma hora, mas disse que a resposta viria só depois de agosto e setembro e que o desfecho dependia também da Congregação para os Bispos. Comecei a cobrar e não vinha nada.”
    “Em maio eu pedi para conversar com o próprio papa. Mas isso não me foi concedido. Essa resposta nem veio. Dois ou três dias depois de redigir a carta de renúncia, fiz outra carta ao papa reforçando esse pedido. Escrevi ao papa dizendo que gostaria muito de falar com ele. Ali eu ainda tinha esperança (de que a investigação pudesse ter outro desfecho). Nada.”

    O chamado para renunciar
    Dom Aldo revela que a renúncia não foi um ato de vontade própria. Foi uma determinação do Vaticano – uma determinação que a disciplina religiosa e o respeito à hierarquia da Igreja o obrigavam a aceitar. A renúncia era uma forma de evitar mais desgastes. A explicação oficial que viria na sequência – “motivos de saúde”— ajudaria
    “Fiquei lá (na Nunciatura Apostólica, em Brasília) uma manhã inteira. A conversa com o núncio foi de pelo menos uma hora. A sós, no gabinete dele. Ele recordou todos os fatos. Eu pedi, de novo, para ter acesso ao que eu era acusado, ao relatório ou ao dossiê. Ele disse: não se pode mostrar. Então, se é assim… Ele também não disse quem acusava. Ele aconselha. Eu também tirei minhas dúvidas. Ele disse: ‘O papa está muito preocupado com você. É para o seu bem. Para o seu bem e para o bem da Igreja. Então, para o bem da Igreja e para o seu bem, você pense’. Eu cheguei a dizer: está bem, está muito certo, entendi tudo. Eu mesmo me choquei.”
    “Ele me falou: ‘Olha, você faça essa carta’. É assim mesmo. Ele é o representante do papa.”
    A certa altura, o arcebispo percebe que estava falando demais. E tenta se corrigir:
    O senhor, então foi instado a renunciar?
    “Não é bem assim…. Eu me aconselhei também. E eu aqui já dizia para alguns padres da minha insatisfação, do meu estado de saúde. Não é que recebi uma ordem: faça. Não é bem assim. A gente é livre. Eu disse a ele (ao núncio): é até interessante que eu faça (a carta), e fiz.”
    O senhor acha justo o desfecho do caso?
    “Não acho. Eu tenho muita dificuldade de aceitar uma coisa dessas. É muito ruim, muito ruim.”

    ‘Tive que limpar o seminário’
    Dom Aldo Pagotto admite que havia “problemas” na Arquidiocese. Entre eles problemas, ele cita o fato de ter aceitado, como candidatos a padre, jovens homossexuais que já haviam sido rejeitados em outros seminários por “conduta inadequada”. Ele diz, porém, que fez o que tinha de ser feito: “limpou” o seminário.“Nós tivemos problemas no seminário. Eu tive que limpar o seminário de pessoas suspeitas de comportamento não adequado.”
    Em que sentido? Sexual?“É, exatamente.”E o que é “limpar”?“Limpar quer dizer convidar a sair. Isso foi em 2012. Em um seminário sempre há entrada e saída de pessoas. Seminário onde só entram pessoas e ninguém sai não é bom. Tem pessoas com determinada tendência que vêm procurar seminário e você sabe que a intenção pode ser outra. Eu não posso ser julgado por isso. Na verdade, os papas todos tiveram problemas assim. O João Paulo teve problemas imensos. Depois veio Bento 16, que estatuiu normas muito caridosas, mas muito objetivas. E, agora, Francisco da mesa forma. No caso daqui, houve problemas, eu não posso negar. Mas eu fiz relatórios disso, desde o outro núncio apostólico, como estava o seminário, que tinha havido infiltração (de gays). Eu relatei a infiltração. Não escondi.”

    A “infiltração” gay
    “No seminário, o problema era homossexualismo. Falando abertamente, é isso. Tivemos alguns casos. O relato é de que houve infiltração, romance, defesa de comportamentos que não são admitidos pela Igreja. Naquele momento, entre 2011 e 2012, isso envolveu cinco ou seis pessoas. Faziam defesa desse comportamento lá dentro. Também havia comportamentos estranhos. Colegas estranharam, pessoas da comunidade também. Diziam: ‘Olha, esse rapaz aqui parece que é…’. Havia toda uma preocupação para evitar a reprodução desses escândalos que estamos vendo.”

    Pedofilia na Arquidiocese
    “Eu digo que por misericórdia eu aceitei alguns padres em crise. Aceitei seminaristas egressos (que já haviam sido expulsos de outros seminários), mas eu não sabia desse comportamento. Por indicação de alguém, por pedidos para que eu desse chance. Esses pedidos vinham de bispos, de superiores de alguma congregação. Enfim, eu fui misericordioso. Aceitei e me dei mal. Esses seminaristas foram ordenados por mim e depois tive que afastá-los. Eu afastei seis. Eram acusados de envolvimento de pedofilia. Um foi inocentado.”
    “Era aquela questão com meninos, coroinhas. Dentro da igreja. Eram casos na região metropolitana de João Pessoa e no interior. Do interior eram três, e três da capital. As denúncias foram feitas por familiares dos meninos. Comecei a receber essas denúncias de 2012 para 2013, tudo de uma vez, uma atrás da outra. Os padres foram afastados imediatamente. Um deles morreu. Nunca foi ouvido em juízo e morreu de muita depressão, coitadinho.”
    A acusação de relacionamento homossexual
    “Deus me livre, isso não existe. É mentira. Não tem como.”
    E com base em que o acusam de ser homossexual?
    “Respondo com uma frase: ‘Acusemo-lo daquilo que nós somos’.”
    Isso existe entre os religiosos que o acusam?
    “Claro que existe. Acuse-o daquilo que a gente é.”

    A acusação de organizar festas e orgias
    “Mas que festas? Deus me livre, eu não tenho tempo para pecar. A minha única diversão é nadar na piscina de um colégio aqui perto. Não vou ao cinema. Minha vida é trabalho. Não existe isso aí.”

    • Muito reveladora essa entrevista de dom Aldo, seria legal que o Ferreti fizesse um post só pra ela.
      E mais uma vez o Papa se recusa a receber um bispo católico…

  24. A destituição de D Aldo Pagotto demorou, sim, até demais, proporcionalmente a outros que não resistiram aos assedios!
    Há muitos anos que D Aldo vem cometendo um “grave pecado”: ser conservador, combater as esquerdas, o PT e não simpático à vermelha CNBB, o que de imediato lhe faz jus à degola!
    Assim sendo, como prelado seguidor da Tradição da Igreja de sempre, adversario desde longa data do esquerdismo, CNBB-TL-PT-PC do B-CUT-PSOL-PSTU, mais PCs e doutros que relincharam contra a saída da comunista Dilma, considerando-a como sendo vítima de golpe político!
    Quanta cara-de-pau e esquerdismo, CNBB – os golpistas acusando os adversarios de os serem!
    “CHAME OS OUTROS DO QUE V É, E ACUSE OS OUTROS DO QUE V FAZ” – Lênin.
    D Aldo detestava o PT – há no youtube ele criticando o partidos dos trabalhadores(dos “trabalhadores dos cofres públicos, sindicato de gatunos)!
    D Aldo, na Paraíba, incentivou campanhas e passeatas contra o PT e enfrentou os comunistas do clero local, varios deles já afinados às esquerdas, portanto, seja cassado, ainda mais os comunistas que são especialistas em DESTRUIREM REPUTAÇÕES montarem FALSOS DOSSIÊS!
    Para piorar, estamos no tempo em que os esquerdóides estão sendo incensados a partir de dentro do proprio Vaticano; calculem o quanto a adoção dessa postura pesou negativamente contra ele!
    Outros também prelados similares a ele têm sido vítimas de problemas com a peste sodomita, do glbtismo geral, em todas suas dioceses, desde que a maçonaria decidiu infiltrar a Igreja, particularmente da década de 30 adiante!
    Complicando ainda mais, D Aldo participou de um livro com D Vasa(EUA) e D Athanasius Schneider(Cazaquistão) no tema Pró Familia; pronto: condenado às feras!
    Entroniza-se apenas o que contiver dentro do “politicamente correto” do glbtismo, do amasiamento e o relativismo geral pública e ostensivamente, como a maioria das mulheres vestidas como prostitutas sem serem seriamente advertidas dos escãndalos, assim até dentro das igrejas, sem receio de afirmar que, devido à ajuda dessas omissões, HOJE EM DIA, RESIDIMOS DENTRO DO LUPANAR!
    Dessa forma, esses acima são os modelos devassos em alta, apoiados pelo secretario geral da CNBB ao lado dos comunistas, promotores oficiais desses desvarios, sem serem publicamente contestados por nenhum bispo que tenha conhecimento – embora saibamos que nem todos concordam com seus posicionamentos alienantes e relativistas – mais a CNBB se parecendo uma extensão marxista dentro da Igreja!
    A destituição de D Aldo foi uma bomba de efeito retardado – extrapolou em muito sua duração no cargo de pastor – pois estava sendo frito em fogo brando há tempos, desde quando a quadrilha do PT estava no poder aprontando, fazendo o diabo!
    Pareceria ser o último bastião a ser transposto, ainda resistente, e se apresentar como adversario ostensivo do esquerdismo!