Dom Aldo: “Pedi para conversar com o próprio papa. Mas isso não me foi concedido. Essa resposta nem veio”.

O padrão do Vaticano de Francisco se repete: um bispo tido por “conservador” e “divisivo”, que fere a “comunhão”, acusado de imoralidades por uma quadrilha eclesiástica de imorais, é instado a renunciar. O bispo tenta dialogar, clama por ser ouvido, mas não consegue sequer trocar meias palavras com o Papa da Misericórdia. 

‘Quando você mexe no bolso, vêm as reações’, diz bispo acusado de proteger padres pedófilos

Aldo di Cillo Pagotto diz que foi vítima de retaliação por investigar desvios de dinheiro na Igreja, fala da ‘infiltração’ gay no seminário e diz ter sido pressionado pelo Vaticano a renunciar

Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba.

Dom Aldo Pagotto, arcebispo emérito da Paraíba.

Por Veja – Na última quarta-feira, o Vaticano anunciou que o papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba, dom Aldo di Cillo Pagotto. Oficialmente, dom Aldo deixou o posto por “motivos de saúde”. Mas só oficialmente. Por trás da decisão, há muito mais. Há pelo menos quatro anos, o arcebispo era investigado pelo próprio Vaticano sob suspeita de acobertar padres pedófilos. Dom Aldo também era acusado de promover orgias e de ter mantido relacionamento com um jovem de 18 anos – o que ele nega. Foi o primeiro caso, no Brasil, de um arcebispo que deixa o posto no curso de uma investigação sobre envolvimento em escândalos sexuais.

Na mesma quarta-feira, dom Aldo falou por quase duas horas a VEJA. O resultado da conversa é revelador dos bastidores da Igreja – e de segredos que, na grande maioria das vezes, graças à hierarquia e à disciplina dos religiosos, são mantidos distantes dos olhos e ouvidos do distinto público. Na entrevista, o bispo deixa evidente que, na verdade, foi obrigado a renunciar. Ele conta que, no início de junho, foi chamado a Brasília para uma conversa com o núncio apostólico, o representante do papa no Brasil. E que, naquele mesmo dia, o núncio — em nome do papa — o fez redigir a carta de renúncia.

O arcebispo se diz alvo de uma grande injustiça cometida pelo papado de Francisco e atribui a sua situação a uma disputa que tem como pano de fundo acusações de corrupção, homossexualismo, pedofilia e, quase sempre, disputa por poder.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Desvio de dinheiro

Dom Aldo diz que foi vítima de uma orquestração maquinada por um grupo de padres que se opunham a medidas que ele adotou desde que assumiu a Arquidiocese da Paraíba. Ao falar desses padres, cujos nomes ele se esforça para não revelar, o religioso escancara o ambiente interno conflagrado no clero – algo que a Igreja, quase sempre, consegue manter em segredo. Ele acusa os adversários de estarem envolvidos em desvios de dinheiro e de serem, eles próprios, personagens de escândalos sexuais. Na origem de tudo, diz ele, está a disputa pelo controle das finanças.

“Tudo começou porque eu tenho uma visão mais moderna. A questão administrativa e patrimonial da Arquidiocese estava bastante comprometida. Então começamos a colocar as coisas em ordem, com prestação de contas. Isso mexeu na posição de uns privilegiados. Havia coisas não muito bem resolvidas.”

“Quando você mexe no bolso, que é a parte mais delicada do corpo da pessoa, vêm as reações, que não são tão diretas no começo. Aí começam com outras acusações. Diziam que eu era financista, materialista, e que a Igreja não é só isso.”

“Essa reação partia de um grupo pequeno, mas muito bem articulado, formado por cinco padres. Passaram a acusar que o clero no estado estaria dividido, e outras coisas morais. Diziam que eu era ditador. Depois foram para os ataques pessoais de ordem afetiva e sexual. Aí foram para a baixaria mesmo, com acusações horrendas à minha pessoa e a outros padres também.”

“Esses padres têm poder financeiro. E a reação vinha justamente daí. Tudo parte de quando você quer mexer nas finanças.”

Mas esses padres estavam envolvidos com corrupção?, perguntou VEJA.

A resposta: “Havia um colégio aqui, o Pio XII, que eu tive que fechar quando cheguei porque havia uma coisa não resolvida ali. Era um colégio tradicional, de mais de 80 anos. Pedimos uma auditoria e fizeram de tudo para não fazer essa auditoria. Sempre me era aconselhado: ‘Não é bom mexer com isso’”.

Dom Aldo diz que, só nas contas da escola, havia um rombo de 1,8 milhão de reais. E quem são esses padres?

“Eu sei quem são. Alguns nomes eu levei para a Santa Sé. Pelo menos o nome de dois, entre eles o que capitaneia, eu informei à Santa Sé. São padres muito bem posicionados aqui, veteranos.”

O segredo do processo e o silêncio do papa

Alvo de denúncias cada vez mais constantes, e de uma série de dossiês enviados a Roma, dom Aldo Pagotto passou a ser formalmente investigado pelo Vaticano. O rol de acusações contra ele era extenso: além de ser acusado de proteger padres pedófilos, diziam as denúncias, teria relaxado os critérios para a aceitação de novos seminaristas. Além disso, era apontado como personagem central de um grupo de religiosos que se esbaldavam em festas e promoviam orgias sexuais. Em janeiro de 2015, já em consequência das investigações, o Vaticano impediu o arcebispo de ordenar novos padres.

“Em junho do ano passado fui ao Vaticano tirar a história limpo. Falei com o cardeal Stella (Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero — uma espécie de ministro do Vaticano). O cardeal me tratou muito bem, me escutou durante uma hora, mas disse que a resposta viria só depois de agosto e setembro e que o desfecho dependia também da Congregação para os Bispos. Comecei a cobrar e não vinha nada.”

“Em maio eu pedi para conversar com o próprio papa. Mas isso não me foi concedido. Essa resposta nem veio. Dois ou três dias depois de redigir a carta de renúncia, fiz outra carta ao papa reforçando esse pedido. Escrevi ao papa dizendo que gostaria muito de falar com ele. Ali eu ainda tinha esperança (de que a investigação pudesse ter outro desfecho). Nada.”

O chamado para renunciar

Dom Aldo revela que a renúncia não foi um ato de vontade própria. Foi uma determinação do Vaticano – uma determinação que a disciplina religiosa e o respeito à hierarquia da Igreja o obrigavam a aceitar. A renúncia era uma forma de evitar mais desgastes. A explicação oficial que viria na sequência – “motivos de saúde”— ajudaria

“Fiquei lá (na Nunciatura Apostólica, em Brasília) uma manhã inteira. A conversa com o núncio foi de pelo menos uma hora. A sós, no gabinete dele. Ele recordou todos os fatos. Eu pedi, de novo, para ter acesso ao que eu era acusado, ao relatório ou ao dossiê. Ele disse: não se pode mostrar. Então, se é assim… Ele também não disse quem acusava. Ele aconselha. Eu também tirei minhas dúvidas. Ele disse: ‘O papa está muito preocupado com você. É para o seu bem. Para o seu bem e para o bem da Igreja. Então, para o bem da Igreja e para o seu bem, você pense’. Eu cheguei a dizer: está bem, está muito certo, entendi tudo. Eu mesmo me choquei.”

“Ele me falou: ‘Olha, você faça essa carta’. É assim mesmo. Ele é o representante do papa.”

A certa altura, o arcebispo percebe que estava falando demais. E tenta se corrigir:

O senhor, então foi instado a renunciar?

“Não é bem assim…. Eu me aconselhei também. E eu aqui já dizia para alguns padres da minha insatisfação, do meu estado de saúde. Não é que recebi uma ordem: faça. Não é bem assim. A gente é livre. Eu disse a ele (ao núncio): é até interessante que eu faça (a carta), e fiz.”

O senhor acha justo o desfecho do caso?

“Não acho. Eu tenho muita dificuldade de aceitar uma coisa dessas. É muito ruim, muito ruim.”

‘Tive que limpar o seminário’

Dom Aldo Pagotto admite que havia “problemas” na Arquidiocese. Entre eles problemas, ele cita o fato de ter aceitado, como candidatos a padre, jovens homossexuais que já haviam sido rejeitados em outros seminários por “conduta inadequada”. Ele diz, porém, que fez o que tinha de ser feito: “limpou” o seminário.

“Nós tivemos problemas no seminário. Eu tive que limpar o seminário de pessoas suspeitas de comportamento não adequado.”

Em que sentido? Sexual?

“É, exatamente.”

E o que é “limpar”?

“Limpar quer dizer convidar a sair. Isso foi em 2012. Em um seminário sempre há entrada e saída de pessoas. Seminário onde só entram pessoas e ninguém sai não é bom. Tem pessoas com determinada tendência que vêm procurar seminário e você sabe que a intenção pode ser outra. Eu não posso ser julgado por isso. Na verdade, os papas todos tiveram problemas assim. O João Paulo teve problemas imensos. Depois veio Bento 16, que estatuiu normas muito caridosas, mas muito objetivas. E, agora, Francisco da mesa forma. No caso daqui, houve problemas, eu não posso negar. Mas eu fiz relatórios disso, desde o outro núncio apostólico, como estava o seminário, que tinha havido infiltração (de gays). Eu relatei a infiltração. Não escondi.”

A “infiltração” gay

“No seminário, o problema era homossexualismo. Falando abertamente, é isso. Tivemos alguns casos. O relato é de que houve infiltração, romance, defesa de comportamentos que não são admitidos pela Igreja. Naquele momento, entre 2011 e 2012, isso envolveu cinco ou seis pessoas. Faziam defesa desse comportamento lá dentro. Também havia comportamentos estranhos. Colegas estranharam, pessoas da comunidade também. Diziam: ‘Olha, esse rapaz aqui parece que é…’. Havia toda uma preocupação para evitar a reprodução desses escândalos que estamos vendo.”

Pedofilia na Arquidiocese

“Eu digo que por misericórdia eu aceitei alguns padres em crise. Aceitei seminaristas egressos (que já haviam sido expulsos de outros seminários), mas eu não sabia desse comportamento. Por indicação de alguém, por pedidos para que eu desse chance. Esses pedidos vinham de bispos, de superiores de alguma congregação. Enfim, eu fui misericordioso. Aceitei e me dei mal. Esses seminaristas foram ordenados por mim e depois tive que afastá-los. Eu afastei seis. Eram acusados de envolvimento de pedofilia. Um foi inocentado.”

“Era aquela questão com meninos, coroinhas. Dentro da igreja. Eram casos na região metropolitana de João Pessoa e no interior. Do interior eram três, e três da capital. As denúncias foram feitas por familiares dos meninos. Comecei a receber essas denúncias de 2012 para 2013, tudo de uma vez, uma atrás da outra. Os padres foram afastados imediatamente. Um deles morreu. Nunca foi ouvido em juízo e morreu de muita depressão, coitadinho.”

A acusação de relacionamento homossexual

“Deus me livre, isso não existe. É mentira. Não tem como.”

E com base em que o acusam de ser homossexual?

“Respondo com uma frase: ‘Acusemo-lo daquilo que nós somos’.”

Isso existe entre os religiosos que o acusam?

“Claro que existe. Acuse-o daquilo que a gente é.”

A acusação de organizar festas e orgias

“Mas que festas? Deus me livre, eu não tenho tempo para pecar. A minha única diversão é nadar na piscina de um colégio aqui perto. Não vou ao cinema. Minha vida é trabalho. Não existe isso aí.”

 

19 Comentários to “Dom Aldo: “Pedi para conversar com o próprio papa. Mas isso não me foi concedido. Essa resposta nem veio”.”

  1. História muito mal contada. Pessoalmente, não acredito a 100% em Dom Aldo. Não tenho o papa por boa pessoa, nem bom governante da Igreja, nem tão pouco o “misericordioso” que aparenta ser. Acho que, no fundo, ninguém tem razão. Seja Bispo, Papa, Cardeal, Padre, que compactue com a pedofilia (encobrindo, protegendo, etc) tem de ser expulso da Igreja, entregue às autoridades e passar o resto da vida numa prisão.

    Mas vejo muita vitimização nesse discurso, o que não abona muito a favor dele. Não o acho completamente inocente.

    Quanto ao papa actualmente em funções, vai ter um dia de prestar contas a Deus. Ó, e se vai!…

  2. A misericórdia de Francisco tão falsa quanto a frase “Não houve ruptura na Tradição com o Vaticano II. A culpa é apenas da TL e da imprensa.” Quem tem entendimento e honestidade que entenda!

  3. Antes dos papas se tornarem “estrelas midiáticas” (o que só ocorreu depois do Vaticano II), eles eram muito mais acessíveis, não só aos clérigos como até aos simples fiéis. Basta lembrar de Santa Teresinha do Menino Jesus, ainda adolescente, com apenas 15 anos de idade, e apesar disso conseguindo facilmente ir a Roma e falar direto com o papa Leão XIII para pedir-lhe a licença de ingressar no Carmelo antes da idade legal. Isso é que era solicitude pastoral de verdade. Já os papas do Vaticano II conseguiram a fama e a glória do mundo, mas perderam a verdadeira simplicidade apostólica.

  4. O discurso adoçicado da misericórdia ( ou falsa misericórdia) pós CV II, chega a esses extremos. Ora, uma mera desconfiança já seria suficiente para um Bispo não aceitar um seminarista, ainda mais dependendo da história.

    – Dom Aldo, por favor, aceite esse seminarista na sua diocese.
    – Mas eu ouvi falar que ele gostava de pequenas orgias e aliciar sacristões menores de idade?
    – É, eu sei. Mas seja misericordioso. Vivemos novos tempos na Igreja!
    – Mas não é perigoso? Esses rumores são graves!
    – Oh, não se preocupe: o segredo é amar e acolher! O senhor verá que são rumores…

    Pronto! Está montado o cenário diabólico!

  5. É preciso modernizar os processos canônicos. Pelo pouco que sei, o acusado não tem acesso aos autos do processo. Então, fica fácil montar qualquer coisa contra qualquer um. Antes de se chegar ao açougue da misericórdia psico-peronista, é preciso que os acusados tenham amplo direito de defesa, e isto inclui, obviamente, saber de que é acusado e quem o acusa.

    Não sei dizer nada desse Bispo. No entanto, é forçoso reconhecer que, em alguns casos, é difícil para superior saber se está recebendo um candidato sadio ou um tarado no seminário. Obviamente, essa dificuldade não se verifica nos casos de desmunhecação translumbrante e de assaltantes a mão armada, mas justamente nos casos de transviados enrustidos e larápios de ocasião. Note-se que, em ambos os casos, são justamente os de layout “conservador” que se dissimulam melhor, justamente por simularem aquilo que a Instituição espera de seus candidatos.

    Outra cousa: não tem essa de receber gente egressa de outras casas religiosas. Pau que cresce torto já era. E, com o mundanismo gosmento e fétido em que se afunda a Igreja conciliar, sobretudo agora com o Jesu_non_itis, a situação é mais que perdida. O diabo é pior que político: não gosta de largar o osso.

  6. Recentemente Dom Fellay disse em um sermão que do ponto de vista humano é impossível esperar uma recuperação da Igreja. O trabalho de destruição feito por essa impostura é tão profundo que somente Deus poderá restaurar a Igreja. Somente por meios sobrenaturais ela voltará a se reerguer.
    Então, quando eu vejo esse sucessor dos Apóstolos lavando roupa suja em público, se expondo dessa maneira em “tribunais pagãos”, sinto uma profunda pena porque ele ainda não entendeu que não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar. Ele menosprezou as armas sobrenaturais infalíveis prometidas aos Apóstolos e seus sucessores e preferiu agir como se a Igreja fosse uma simples empresa mundana.
    Ah se tudo fosse uma mera disputa pelo controle das finanças!
    Recentemente, todos os acusados do processo Vatileaks (que gerou aqueles dois famigerados livros sobre escândalos financeiros no Vaticano) foram absolvidos.
    Todo o processo não passou de uma cortina de fumaça. A própria escolha dos protagonistas para cargos de confiança dentro do Vaticano era um jogo de cartas marcadas.
    Francesca Immacolata Chaouqui, uma jovem deslumbrada e inexperiente, que fala pelos cotovelos em redes sociais e o padre Ángel Lucio Vallejo Balda, outro falastrão deslumbrado com os holofotes da mídia.
    No momento em que acharam necessário fritar o Cardeal Pell por sua oposição no Sínodo, foram “vazados” documentos que prejudicavam sua imagem para levá-lo a uma renúncia. Então para dar um ar de choque e seriedade pelo suposto vazamento, pegaram esses dois bobos-da-corte e os arrastaram aos tribunais por um longo tempo pra depois não dar em nada.
    Conseguiram silenciar Pell que sumiu quase por completo e ainda de quebra deram uma lição nos demais opositores da linha bergogliana.
    Mas Francesca Chaouqui continuou esperneando em seus posts no Facebook onde acusa claramente Bergoglio. O que mais me chamou atençãoo foi a resposta de uma de suas interlocutoras:

    “Cristina Allods: Fico espantada apenas com uma coisa: como é que você ainda o chama de Santo Padre. Olha vou ser bem clara com você. Eu sou a vítima de um esquema entre os jesuítas que procuravam mulheres para se divertir. Entre os autores deste esquema que me custou sete anos de vida (e tenho provas e testemunhas) está Antonio Spadaro da Civilta Cattolica, amigo de gente muito poderosa. Você acredita mesmo quando o papa fala de justiça? Eu não, como também acho super estranho que, entre toda a sujeira que sai da igreja nenhuma envolve a responsabilidade dos jesuítas enquanto eu sei de várias. É um sinal de que tudo o que está acontecendo é eles que estão na direção. É tudo seu projeto.
    Mesmo a eleição deste Papa foi guiada e construída pelos jesuítas para jogos de poder bem precisos.
    Sim, claro e eu soube de tudo isso enquanto frequentava o meio deles e me destruiram oito anos de vida. Eu também tive e-mails e tudo escrito sobre seu projeto,um projeto de Martini.
    Fui assediada, violentada e destruída sem justiça, porque eles têm um juiz entre os seus”.

    Aí está: a impostura que hoje controla o Vaticano age como uma máfia. Se Dom Aldo di Cillo Pagotto espera alguma misericórdia dessa máfia, ele pode esperar sentado.
    Infelizmente ele desprezou os únicos meios que poderiam salvá-lo. De fato, “tudo começou porque ele tem uma visão mais moderna”. “Por misericórdia” ele aceitou alguns padres em crise”. Mas onde estava a sua misericórdia com os fiéis que tinham que sustentar e ainda ser envenenados por esses maus padres com crise de identidade?
    Aceitou seminaristas egressos (que já haviam sido expulsos de outros seminários), mas não sabia do comportamento deles? Enfim, foi misericordioso com os lobos e se deu mal porque a paga do diabo é sempre fogo no rabo!
    Eu tenho um amigo que trabalha na Arquidiocese da Paraíba e ele me disse que os casos que rolavam por lá eram tão escabrosos que se um não conhece bem a fé corre o risco de perdê-la.
    Esse amigo tentou de tudo pra implementar a Missa Tridentina por lá mas sem sucesso. Foi boicotado em todas as suas iniciativas: treinou acólitos, visitou várias vezes a SSPX, desenterrou paramentos dos sótãos empoeirados mas o padre que o boicotava dizia pra ele que seu sonho era se tornar Bispo e por isso não permitiria a Missa Tridentina naquela paróquia.
    Mas grupos carismáticos como o Shalom tinham carta branca por aquelas bandas. Curiosamente não vi ainda o Shalom sair em defesa de Dom Pagotto com quem vivia numa eterna lua-de-mel. Quando o barco afunda os ratos são os primeiros a fugir do naufrágio!
    Agora, depois do leite derramado, eu se fosse esse Bispo viveria uma vida de profundo silêncio e oração, celebrando apenas a Missa Tradicional, se penitenciando por seus erros e oferecendo toda essa perseguição como sacrifício pela exaltação da Santa Igreja. É tempo de penitência…muita penitência.
    Eu da minha parte continuo carregando a minha cruz e confiando na oração de todos vocês que ainda guardam a fé e o testemunho dos Apóstolos.

    • Perfeito!
      Sua percepção da Igreja atual, nas mãos deste papa argentinho, é a mesma que eu tenho!
      Dom Aldo deveria ter permanecido tradicionalista, e recusado receber toda essa gente, de caráter pervertido… se o fez, fez com conhecimento de causa… arriscou, e se deu mal!

    • Cristina Allods, pode contar com as minhas orações. Confiamos que o Justo Juiz venha aniquilar tudo que não é verdadeiro na Igreja.

  7. Puseram um “thug” na Sé de Pedro. “Esto vir” nunca foi tão urgente.

    Gostaria que vocês lessem o post desta católica americana sobre o acontecido com dom Aldo, entre outras coisas do contexto. Leiam e releiam. http://www.barnhardt.biz/2016/07/06/chop-bergoglio-beheads-another-and-a-warning-about-liturgical-fetishists-wolves-in-jacquard-and-lace/

  8. A que ponto chegamos. Com a licença do Sr. Ferretti, já que Dom Aldo não quis dar nome aos bois, que algum paraibano venha aqui esmiuçar esse assunto grave ou desmenti-lo.

    O que o dinheiro não faz…

  9. Lembro-me de uma situação, que ocorreu aqui na minha cidade, há muitos anos atrás , quando padre Aldo estava confessando uma fiel, e a sem vergonha se insinuou para ele. O mesmo saiu do confessionário e outro padre terminou de confessar a sem vergonha.
    No dia seguinte, padre Aldo apareceu para celebrar a Missa com a cabeça totalmente raspada. Passou muitos anos assim. Sempre foi um padre muito digno e honrado na paróquia que frequentava.

  10. Otro Mons. Livieres?

    A eso se refiere el blog, que el caso de Dom Aldo es igual al de Livieres en Ciudad del Este, Paraguay, a quién hicieron volar con los mismos cargos.

    Dios acorte nuestro sufrimiento.

  11. A minha experiência de leigo católico atuante dentro da Igreja, tem mostrado cada vez a dificuldade de atuar num ambiente de hostilidade crescente a quem se posiciona pela sã doutrina católica. Nunca pensei que eu teria, por exemplo, entre pró-vidas, os adversários mais implacáveis para o cumprimento da missão evangelizadora, que requer humildade, prudência, sabedoria e muita perseverança. Tenho padecido muitas dificuldades, obstáculos colocados por gente que tem inveja e falta de caridade. Mas quando nos sentimos no deserto, recorremos em oração a Deus, pois Ele tudo sabe. A fé e o amor são mesmo PROVADOS pelas adversidades, principalmente dos que querem poder e não tem caridade. É o que bem disse Santo Agostinho: “Somente Deus sabe quem é d’Ele!” Façamos pois cada um a sua parte, confiantes em Nosso Senhor Jesus Cristo, “Caminho, Verdade e Vida”.

  12. A exposição feita por Dom Aldo numa revista secular a qual recentemente deu capa a uma reportagem objetivando aumentar o esteriótipo dos padres como “pedófilos em potencial” foi muito infeliz.

  13. Não confundamos alhos e bugalhos…

    A situação da Paraíba é totalmente diferente da de Ciudad del Este…

    A única coisa comum, que não só os dois casos que sofrem, é a de sentirem na pele a “misericórdia” do “papa misericordioso”, do “papa do diálogo e da simplicidade”, do “papa que não corta a cabeça de quem não pensa como ele”…

    Estamos vivendo na era da A. Laetitia, do “quem sou eu pra julgar”, do que “temos que pedir perdão aos homossexuais”, do simpático ao “bem intencionado Lutero”, quem sabe quase “santo”…

    O show está só começando… Tem um padre já idoso e venerando que disse: “nem nos anos de 65 a 70, onde tudo foi “permitido” em nome da criatividade, eu vi um papa tão linha dura contra seus desafetos como de 2103 pra cá…

    “A misericórdia de Francisco é tão falsa quanto a frase “Não houve ruptura na Tradição com o Vaticano II.

  14. Entendo que esses escândalos causem desgaste à imagem da Igreja, mas é melhor tratar abertamente que esconder. Tratar dentro de casa, sem Jamais recorrer à imprensa marrom como esse folhetim vagabundo chamado VEJA, onde reinam azedos quadrúpedes de três patas. D Aldo perdeu oportunidade de sair-se menos exposto desse circo de horror. Uma coisa que não pode mais acontecer é varrer tudo pra debaixo dos panos como no tempo de “são” João Paulo II, o qual evitava sistematicamente Qq coisa que pudesse conspurcar seu duvidoso apostolado mediático. O caso Maciel e toda a podridão pedófila cresceu às sombras da negligência do papa ator polones, cabendo a Bento XVI forrar a cara para enfrentar os pedidos de perdão e demais atos humilhantes mas necessários. Basta de o clero manipular a Igreja de Deus como se fosse coisa sua e não do Senhor da Glória.

  15. Eu não sairia, não sairia, ponto! Que me expulsem, eu não sairia jamais!

  16. Poxa, se os seminaristas eram problemáticos e convidados a sair de outros seminários, qual o motivo de aceitá-los. Afora o caso em si, eis aí um motivo de termos Padres duvidosos, deixá-los seguir adiante apesar das evidências.

    Dito isso, que se diga nomes e que se façam denúncias