Reforma de um mínimo suspiro de tentativa de reforma da reforma. 

Nota do Fratres: Nada mais do que o esperado por parte da Sala de Imprensa da Santa Sé. O demissionário padre Lombardi — descanse em paz –, desmentidor oficial do Vaticano, rápido em rechaçar qualquer vestígio de ortodoxia e sonolentíssimo em fustigar enganos, não fez mais do que o seu papel. Nada havia a ser esclarecido. O bom cardeal Sarah foi claríssimo quando apenas sugeriu uma mudança, sem valor oficial. Mas, é fundamental, imperioso, defender as reformas pós-conciliares contra o menor sussurro dos restauracionistas.

Cardeal Sarah

Cardeal Sarah

Não se deve esquecer que, há pouco mais de um ano, o Papa Francisco, comemorando o aniversário da primeira missa em italiano celebrada por Paulo VI, disse, referindo-se aos que defendem uma “reforma da reforma”:

Vamos agradecer ao Senhor pelo que Ele tem feito na sua Igreja nestes 50 anos de reforma litúrgica. Foi realmente um gesto corajoso para a Igreja se aproximar do povo de Deus para que eles pudessem entender o que estavam fazendo. Isso é importante para nós, seguir a missa dessa forma. Não é possível voltar atrás. Devemos sempre ir adiante. Sempre adiante! E aqueles que querem voltar atrás estão enganados. Sigamos adiante neste caminho.

É importante ressaltar que a fala do cardeal guineense, pela clareza que incomoda a atual hierarquia, mobilizou, numa velocidade insólita, todo o aparato modernista-eclesiástico de apologetas do “espírito do Concílio”. Primeiro, foi Dom Vincent Nichols, o ultra-progressista arcebispo de Westminster, sede do encontro em que discursou Sarah, a escrever imediatamente a seus padres, instando-os ao não seguir o pedido do prefeito da liturgia. Um gesto nada elegante de “comunhão episcopal” nada fraterna.

Até no Brasil, o Cardeal Arcebispo de São Paulo, privadamente, demonstrou ceticismo e minimizou as notícias acerca do discurso de Sarah, afirmando ser um gosto particular do prefeito e não um ato oficial do Vaticano, e que uma tal mudança significaria rever o estabelecido pelo Vaticano II — da nossa parte, é inacreditável que um Cardeal ignore que o Vaticano II, em sua Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium, nada tenha disposto sobre a posição do altar.

Por fim, a reunião de Francisco e Sarah logo após a conferência do purpurado em Londres já estava na agenda? Ou foi um chamado à ordem? Esperamos que a primeira alternativa seja a verdadeira. No entanto, alguns analistas associaram o duro discurso de Francisco, chamando de “hereges e não católicos” os que afirmam “‘é isso ou nada’”, ao livro “Deus ou nada”, do Cardeal Robert Sarah (cujo prefácio de Bento XVI desapareceu misteriosamente).

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Celebração da Missa, nenhuma mudança dos altares

O cardeal Sarah, durante uma conferência em Londres havia convidado os sacerdotes a celebrar voltados ao Oriente, de costas para o povo. Após um esclarecimento com o Papa, a nota de Lombardi.

Por Andrea Tornielli – La Stampa | Tradução: FratresInUnum.com: Parecia mais que um convite, porque a falar sobre isso, se bem que durante uma conferência e não como um ato oficial, foi o cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino. O cardeal Africano, há uma semana, em Londres, na abertura da conferência Sacra Liturgia, havia lançado uma espécie de apelo a todos os sacerdotes do mundo, convidando-os a começarem, no primeiro domingo do Advento, em novembro, a celebrar a missa “versus Orientem”, isto é, com o altar voltado para o leste, de costas para o povo, como se usava antes da reforma conciliar. “É muito importante que voltemos, o mais rápido possível para uma direção comum, sacerdotes e fiéis voltados na mesma direção, para o oriente, ou pelo menos para a abside, para o Senhor que vem”, disse ele, acrescentando: “Peço-vos aplicar esta prática sempre que possível “.

As palavras de Sarah reverberaram em todo o mundo, encontrando apoio entusiástico nos sites e nos assim chamados blogs tradicionalistas, mesmo porque o cardeal tinha acrescentado que iria começar, de acordo com o Papa, um estudo para se chegar a uma “reforma da reforma” litúrgica, visando melhorar a sacralidade do rito. Um dia após a conferência de Sarah, o cardeal arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, escreveu uma carta a seus sacerdotes, instando-os a não celebrar a Missa voltada para o Oriente, tal como solicitado pelo prefeito do Culto Divino, também por causa da legislação em vigor sobre esse assunto.

Nos últimos dias, o Cardeal Sarah se encontrou novamente em audiência com Francisco. E na tarde de segunda-feira, 11 julho, padre Federico Lombardi, no mesmo dia em que foi anunciada a nomeação do seu sucessor, emitiu uma declaração, evidentemente em concordância com o Pontífice e o cardeal, que desmonta a validade do convite de Sarah e põe fim à expressão “reforma da reforma”, já há tempos abandonada até mesmo por Bento XVI.

“É oportuno um esclarecimento – afirma o porta-voz do Vaticano – na sequência de relatos da mídia que circularam após uma conferência realizada em Londres pelo Cardeal Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, poucos dias atrás. O Cardeal Sarah sempre esteve preocupado justamente com a dignidade da celebração da missa, de modo que seja expressa adequadamente a atitude de respeito e adoração do mistério eucarístico. Algumas de suas expressões foram, no entanto, mal interpretadas”, como se anunciassem novas indicações diferentes daquelas até agora promulgadas nas normas litúrgicas e nas palavras do Papa sobre a celebração voltada para o povo e sobre o rito ordinário da Missa.

“Portanto é bom lembrar – continua Lombardi – que a Institutio Generalis Missalis Romani (Instrução Geral do Missal Romano), que contém as normas relativas à celebração eucarística e que ainda está em pleno vigor, no nº 299, diz:”  “Altare extruatur a pariete seiunctum, ut facile circumiri et in eo celebratio versus populum peragi possit, quod expedit ubicumque possibile sit. Altare eum autem occupet locum , ut revera centrum sit ad quod totius congregationis fidelium attentio sponte convertatur”(isto é :” O altar deve ser construído destacado da parede, para que se possa facilmente circular em volta e celebrar voltado para o povo, o que é conveniente que seja realizado sempre que possível. O altar seja pois posicionado de modo a estar verdadeiramente no centro para que a atenção do fiel se volte naturalmente para a sua direção.”)

“Por sua parte, o Papa Francisco – afirma ainda o porta-voz do Vaticano – por ocasião da sua visita à Congregação para o Culto Divino, recordou expressamente que a forma” ordinária” da celebração da Missa é a prevista pelo Missal promulgado por Paulo VI, enquanto a forma “extraordinária”, que foi autorizada pelo Papa Bento XVI para as finalidades e com as modalidades por ele explicadas no motu proprio Summorum Pontificum, não deve tomar o lugar do “ordinário”.

“Não são, portanto, previstas novas orientações litúrgicas a partir do próximo Advento – esclarece Lombardi – como alguns erroneamente deduziram a partir de algumas palavras do Cardeal Sarah, e é melhor evitar o uso da expressão ‘reforma da reforma’, referindo-se à liturgia, dado que às vezes ela tem sido fonte de equívocos. Tudo isso foi expresso em concordância durante o curso de uma audiência recente concedida pelo Papa ao mesmo Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino”.

14 Comentários to “Reforma de um mínimo suspiro de tentativa de reforma da reforma. ”

  1. Parece-me incrível a submissão – digo, subserviência – dos cardeais aos desmandos do atual papa. Antigamente, os cardeais sabiam se portar como príncipes da Igreja e não eram assim frouxos como os de hoje. Do ponto de vista da fé, eles deviam defender a ortodoxia católica na teoria e na prática, resistindo abertamente ao papa que abandonasse as tradições da Igreja. Mas mesmo de um ponto de vista puramente humano, eles deviam ter pelo menos o brio de não se sujeitarem como fantoches aos desejos de um déspota que claramente abusa de sua autoridade. Com todo o respeito aos cardeais semi-conservadores, mas até aos olhos da pura honradez humana eles estão fazendo um papelão. Deixem de ser covardes, srs. cardeais!

  2. Que o Cardeal Sarah que se cuide, pois poderia estar no mesmo caminho dos considerados adeptos do retrocesso, o qual doravante não mais terá vez, é o que dizem os interlocutores do Vaticano e o proprio papa Francisco em oportunidades, caminhar para frente!
    Também seu livro “Deus ou nada” pareceria não ter vindo oportunamente…
    Orígenes, lá pelos longínquos anos 230 aproximadamente, ensinava aos fieis que “Do oriente nos vem a propiciação. É de lá que vem aquele homem cujo nome é Oriente e que foi constituído mediador entre Deus e os homens. Por esse motivo és convidado a olhar sempre para o oriente, de onde nasce para ti o Sol da justiça”…
    Interessante que hoje de manhã certo interlocutor do Vaticano reportava que as palavras do Cardeal Sarah precisam ser entendidas de forma correta – ao que pareceu, não poderia ser interpretado ipsis litteris – mas quereriam dizer que para certas situações, não adoção como prática diaria recomendável; ao menos, entendi que não deveria ser um modelo a ser adotado de forma constante, dando impressão de acolhida parcial a seus planos litúrgicos.
    A Consagração feita à frente do povo facilmente poderia distrair os fieis de Jesus e induzi-los a fitar também o semblante piedoso ou não com que o sacerdote se comportaria e dividiriam as atenções entre ele e Cristo que nos é apresentado – embora se saiba que a dispersão estava entre os planos maçonistas de incensar o antropocentrismo e cada vez mais relativizar a S Missa, e com mais ênfase ainda esfriarem as devoções ao SS Sacramento!
    O “Jornal do Recife”, órgão oficial da Maçonaria, na edição de 18/09/1897 questionou seus leitores com a seguinte interpelação : “O que adianta, que utilidade tem a Missa?” “A Missa é uma mentira convencional como outra qualquer”….
    E noutro texto do mesmo jornal: “O celibato clerical é um absurdo! o voto da castidade, uma blasfêmia!… (Livro “Um Cristão Católico” – Recife – 1898).
    Há também outras referencias restritivas maçonistas concernentes às celebrações seguindo os parãmetros acima!

  3. Antes de mais nada é preciso que recordem o episódio que causou a escolha do Cardeal Sarah para a Congregação para o culto divino: apenas uma estratégia de controle de danos pra tentar cobrir o fiasco das declarações racistas de Kasper. Pegou muito mal que um cardeal europeu declarasse à imprensa que os Cardeais africanos não tinham nada o que dizer sobre as decisões do Sínodo.
    http://edwardpentin.co.uk/statement-on-cardinal-kasper-interview/
    O desprezo que a ultra liberal Conferência de Bispos alemães tem pelos Bispos da África não é segredo pra ninguém. O editor do jornal oficial da CNBA ( conferencia nacional de bispos alemães) chegou a escrever a seguinte pérola sobre a África:

    “Então, também na África. Naturalmente que a Igreja está crescendo por lá. E cresce porque as pessoas são socialmente dependentes e geralmente não tem nada mais ao que se agarrar senão a sua fé. Cresce porque a situação da educação lá é tão mediana ou precária que as pessoas aceitam simples respostas pra questões difíceis. Respostas como aquelas que o Cardeal Sarah de Guiné fornece. E mesmo o aumento no número de padres é resultado não do esforço missionário mas resultado do fato de que o sacerdócio é uma das poucas possibilidades de segurança social naquele continente negro”.
    http://www.firstthings.com/blogs/firstthoughts/2015/11/german-bishops-website-on-africa-cardinal-sarah

    Imediatamente isso causou um alvoroço e Bergoglio rapidamente se viu forçado a indicar o prelado africano pra acalmar os rumores. Mas de lá pra cá deixou claro que não endossa e nem apóia em nada a postura conservadora de Sarah.
    O mal estar do pontifice com relação ao Cardeal Sarah fica patente em suas constantes alfinetadas contra o prelado. Sarah escreveu o livro “Deus ou Nada – Entrevista Sobre a Fé” e imediatamente Bergoglio, que entoou louvores ao livro herético de Kasper, não poupou a vara ao livro de Sarah:

    _“Entre nós, católicos, também temos alguns, muitos que se crêem com a verdade absoluta”, acrescentou. “E assim seguem adiante sujando os outros com calúnias, com difamação, e ferem, ferem. E isso… deve ser combatido”. Aqueles que na Igreja nos dizem: ‘é isso ou nada’ são hereges e não-católicos”.
    https://fratresinunum.com/2016/06/16/papa-francisco-os-catolicos-rigidos-do-estilo-isso-ou-nada-sao-hereges-e-nao-catolicos/

    Com base nesses precedentes, achei muito estranho esse anúncio do Cardeal Sarah durante a Conferencia de Liturgia na Inglaterra. Eu sabia que a reação da impostura viria rápido e veio. Tudo como antes no quartel de Abrantes!
    Pra ser franca, também achei a proposta do Cardeal Sarah inviável por várias razões.
    A primeira delas é que não se põe remendo velho em roupa nova e nem vinho novo em odres velhos. Tentar trazer de volta gestos e posições do rito antigo para uma missa elaborada pra ser um banquete entre irmãos não faz nenhum sentido!
    A própria Constituição Sacrum Concilium também contradiz o Cardeal Sarah, já que de cara ela deixa claro o verdadeiro propósito da reforma litúrgica:

    “Este sagrado Concílio deseja … para promover o que quer que possa promover a união entre todos os que crêem em Cristo; para fortalecer o que quer que possa ajudar a chamar toda a humanidade para o lar da Igreja”. (SC 1)

    Ou seja; um desejo de transformar a Santa Missa em uma ferramenta para o ecumenismo é a força motriz por trás das reformas que foram forçadas sobre o rito depois do Concílio. E eis aí o motivo pelo qual a Missa Católica foi transformada no rito protestantizado conhecido como o Novus Ordo Missae!
    Definitivamente a Sacrosanctum Concilium não é a chave para restaurar a sanidade litúrgica, pois essa constituiçãoo deixa bem claro:

    “O povo cristão, na medida do possível, deve ser educado para poder entendê-los [os ritos sagrados] com facilidade e tomar parte neles plenamente, de forma ativa, e como convém a uma comunidade … Os ritos devem ser distinguidos pela sua nobre simplicidade; eles devem ser curtos, claros e livre de repetições inúteis; eles devem estar à altura da capacidade de compreensão das pessoas, e, normalmente, não deve exigir muita explicação. “(SC 21, 34)

    Quanto ao pervertido e herético Dom Vincent Nichols, o ultra-progressista arcebispo de Westminster, vamos esperar sentados que Bergoglio, o Cortador de Cabeças mande pra lá um visitador apostólico por causa do escândalo das “missas gays” que ele promove naquela Diocese. Esse impostor travestido de Bispo é um grande promotor da agenda LGBT na Diocese de Westminster e enquanto persegue os Católicos tradicionais, não só abre a Catedral para as famigeradas “missas-gay” como por vezes é ele mesmo o celebrante:

    • Gercione, uma pergunta: a missa nova foi ou nao imposta por Paulo VI? Pergunto isto porque alguns dizem que ele dizem que por Carta Apostolica ele praticamente aboliu (na pratica) o Rito Antigo, outros dizem que por obediencia foi acatada a ” sugestao” da missa nova. Nao creio ser o ultimo caso , devido a “aceitacao” do novo rito quase universalmente. qual foi o mecanismo que este Papa usou pra que houvesse o desaparecimento na pratica do Rito Antigo.? Agradecido

  4. O tempo dirá tudo. A seita conciliar se afunda vertiginosamente no caos e no mais completo sem-rumo. Muitos católicos acordaram para a gravidade da situação. Enquanto isso, o emperrado aparelho burocrático da seita estrebucha distribuindo escândalos e arrancarrabos que fazem vergonha até aos pagãos. A igreja conciliar é um grande cortiço.

  5. Fico e permaneço com dito rito Extraordinário!

  6. “e é melhor evitar o uso da expressão ‘reforma da reforma’, referindo-se à liturgia, dado que às vezes ela tem sido fonte de equívocos”

    Essa é uma dica MARAVILHOSA, de hoje em diante só falarei em “reforma da reforma”. É ótimo quando se encontra esses atalhos simbólicos, é como o Donald Trump, ele cunhou aquele “Make America Great Again”, que passa a clara idéia de que os Estados Unidos estão péssimos. A esquerda americana se morde de raiva com esta expressão.

  7. Papa Francisco celebra a Santa Missa Versus Deum (ad Orientem) na Capela Sistina

    • Miguel, o altar da Capela Sistina está junto à parede. Francisco é ‘obrigado’ a celebrar ‘Versus Deum’ ali.

  8. No dia 13 de Janeiro de 2008, o Papa Bento XVI celebrou publicamente Missa (NOVUS ORDO) na Capela Sistina em seu altar tradicional, que está ligado à parede . Depois ele passou a celebrar anualmente a mesma missa, no mesmo altar na Capela Sistina para a Festa do Batismo do o Senhor. Então a prática de celebrar desse modo na Capela Sistina por ocasião da festa do Batismo do Senhor foi repetida por Bergoglio, quando ele celebrou a festa pela primeira vez como Sumo Pontífice em 12 de Janeiro de 2014. Não sei de de lá pra cá ele manteve a tradição. O que eu sei é que se dependesse dele, todas as missas na Diocese de Roma seriam exatamente iguais as que ele gostava de celebrar como Arcebispo de Buenos Aires.

  9. Deus age no FIM. A Palavra final não será deles. “O ímpio conspira contra o justo e range contra ele os dentes. O SENHOR, porém, se ri do ímpio porque vê chegando seu dia´´ (Ps XXXVI,13). A fogueira heresiarca só vai conseguir uma coisa: provar quem é de ouro e quem não é. O Imaculado Coração está só de olho, observando tudo.

  10. Foi em nome do ecumenismo que Paulo Vi promulgou o seu missal de laboratório, fabricado por um criptomaçom, Bugnini, e meia dúzia de intelectualoides beneditinos novidadeiros e vaidosos. Eles destruíram a liturgia latina. Onde estarão todos eles agora? Esperando sufrágio de se suas miseráveis almas na liturgia do padre Jibóia? Nem isso eles merecem.

  11. E a ditadura progressista, da opressão e da destruição, continua na Igreja progressista, escândalo e vergonha mundial!

  12. Sinceramente, não sei como ainda existem pessoas que se iludem com a missa de motu proprio, achando que ela seja algum princípcio de “restauração” ou possibilidade de real “apostolado”:

    ““Por sua parte, o Papa Francisco – afirma ainda o porta-voz do Vaticano – por ocasião da sua visita à Congregação para o Culto Divino, recordou expressamente que a forma” ordinária” da celebração da Missa é a prevista pelo Missal promulgado por Paulo VI, enquanto a forma “extraordinária”, que foi autorizada pelo Papa Bento XVI para as finalidades e com as modalidades por ele explicadas no motu proprio Summorum Pontificum, não deve tomar o lugar do “ordinário”.”

    O mal de nós, católicos, é teimarmos em tentar restringir o mal a algo menor do que ele realmente é… aqui se patenteia uma colocação que ouvi anos atrás: de que a missa de motu proprio seria tão somente uma forma de manter os grupos tradicionalistas sobre controle, dando-lhes migalhas enquanto os modernistas destroem ( ou tentam destruir ) aquilo que realmente é importante: a Igreja, a Missa e a Fé.

    Vale o adágio: “os amigos eu quero próximo;, os inimigos, mais próximos ainda…”.

    Em outros termos: jamais permitiriam a ”missa antiga” convivendo com a ”missa nova”, protestantizada, se a primeira realmente representasse um perigo ao progressismo, fato!

    Salve Maria.