Cardeal Christoph Schönborn e o convite explícito ao sacrilégio.

O arcebispo de Viena, entrevistado pelo Padre Spadaro, remove qualquer ilusão das “belas almas”:”Amoris Laetitia é “magistério”. E como! Ele ainda acrescenta: em “certos casos” quem está numa situação objetiva de pecado pode receber os sacramentos. E isso é chamado, gostem ou não,  passe livre para o sacrilégio.

Por Paolo Deotto – Riscossa Cristiana | Tradução: FratresInUnum.comO argumento “astuto” com o qual as “belas almas” (vamos chamá-las assim, por delicadeza …) até agora tentaram justificar as declarações incríveis contidas na Amoris Laetitia eram as seguintes: A. L. não é magistério, é a “opinião” do Pontífice sobre a família.

zschAfirmação grotesca, é claro, e em todo caso contraditória, porque é muito estranho que um Papa possa ter uma “opinião” pessoal sobre argumentos de fé e doutrina. Temos então o caso singular de um Papa que em alguns casos pode ser o Doutor Jekyll e, em outros, Mr. Hyde [ndt: referência ao filme “O médico e o monstro“, . Quando ele sai em viagem, dá uma de Mr. Hyde, disparando tranquilamente afirmações heréticas por todos os lados.

 

De resto, cabe às “belas almas” resignarem-se. Algumas, por um mal entendido dever de ofício (“afinal, o chefe tem sempre razão”), outras por servilismo, outras ainda pela incapacidade congênita de raciocínio,  mas, no entanto, todos sem exceção tentando dar nó em goteira pra fazer do círculo um quadrado.

 

O jornal Corriere publicou um trecho da entrevista em que o cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena, concedeu ao Padre Antonio Spadaro, diretor da revista dos jesuítas, Civilta Cattolica. Bem, o entrevistado, e é bom que seja lembrado (…), o qual foi de fato nomeado como o intérprete autêntico da  A. L. , já foi removendo imediatamente todas as ilusões. O que faz com que os argumentos dos caçadores de desculpas desmoronem desastrosamente:  

 

“É claro que este é um ato do Magistério! É uma exortação apostólica. É claro que aqui o Papa exerce o seu papel de pastor, mestre e doutor da fé, depois de ter-se beneficiado da consulta dos dois sínodos. Eu acho que, sem dúvida, deveríamos falar de um documento papal de alta qualidade, uma autêntica lição de doutrina sagrada, que nos reconduz à atualidade da Palavra de Deus. Amoris Laetitia é um ato de magistério que torna atual no tempo presente o ensinamento da Igreja”.

 

Mais claro do que isso…

 

Não tenho a pretensão de fazer aqui uma análise em profundidade da entrevista. No entanto, sinto que é apropriado concentrar-se em algumas palavras, porque elas nos mostram, com ousada clareza, como o relativismo passou agora a dominar uma certa “teologia”. Depois disso, é ótimo que A. L. seja, sem dúvida, um ato do Magistério. De “qual” magistério, é uma história bem diferente.

 

Parece ser útil ler com atenção a seguinte passagem:

 

Pergunta: O Papa afirma que “em certos casos”, quando se encontra diante de uma situação objetiva de pecado – mas sem ser subjetivamente culpado ou sem sê-lo inteiramente – é possível viver na graça de Deus. Existe uma ruptura com o que foi afirmado no passado?

 

Resposta: O Papa nos convida a não olhar apenas para as condições exteriores, que têm sua própria importância, mas a nos perguntarmos se temos sede do perdão misericordioso, a fim de melhor respondermos ao dinamismo da graça santificante. A passagem entre a regra geral e os “certos casos” não pode ser feita apenas considerando situações formais. Por conseguinte, é possível que, em certos casos, o que é uma situação objetiva de pecado possa receber a ajuda dos sacramentos. 

 

Eis aqui oficializadas as novas e interessantes categorias: a “situação objetiva do pecado”, em que, no entanto, não se pode ser “subjetivamente culpado”, ou sê-lo mas “não inteiramente.” Ao caos certamente não casual da pergunta, segue-se o caos, certamente não casual, da resposta.

 

E assim aprendemos que se pode estar em pecado, mas não estar, ou estar em pecado, mas não completamente em pecado, uma vez que se faça uma curiosa distinção entre a situação “objetiva ” e “subjetiva” de pecado. E quem é culpado, “sem sê-lo completamente”, o que deveria fazer? Um arrependimento, mas só percentual? De qualquer forma, em “certos casos” (quais? Não sabemos!) quem está numa situação objetiva de pecado (não se especifica se é subjetivamente culpado ou apenas parcialmente) pode receber “a ajuda dos sacramentos”.

 

Mas a única “ajuda” que o pecador pode receber não é a absolvição, precedida da confissão? E essa confissão envolve arrependimento sincero e o propósito de não continuar no pecado.

 

Não, aqui se fala  de “sacramentos”, no plural, e desde que há muito tempo se cogitava, perdão, debatiam, sobre a comunhão para divorciados novamente casados, aqui descobrimos que praticamente todos podem receber a comunhão, porque o caos aparente das situações “objetivas”,”subjetivas”, não é totalmente objetivo, em última análise inclui tudo e todos. A imprecisão de “certos casos”, obviamente, deixa a porta aberta para diferentes interpretações.

 

Resta, no entanto, o fato é incontestável, de que “quem come o pão e bebe o cálice do Senhor indignamente, come e bebe a própria condenação”. Mas, parece que isso não é mais motivo de preocupação. Evidentemente, a salvação eterna não entra mais nos interesses desta particular “neo-igreja” que expressa um novo magistério. Tanto é assim que, com as afirmações acima registradas, erga omnes, dá-se um passe livre para o sacrilégio.

 

E para fechar, eu me limito a sublinhar uma única coisa: essa bagunça (e o resto você pode ler no Corriere.it) não vem de um palhaço qualquer, na onda de estranhezas para-teológicas. Ela vem do Cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, indicado pela autoridade máxima(…) como o melhor intérprete da A. L.

 

É tudo tão terrivelmente claro. Deus nos salve.

31 Comentários to “Cardeal Christoph Schönborn e o convite explícito ao sacrilégio.”

  1. Eu vi um padre comentando a situação objetiva de pecado. Ele falou que muitos não sabem o que é isso, mas citou o exemplo dos casais em segunda União já velhinhos que, embora casados não mantém mais qualquer tipo de relação sexual por exemplo. Vivendo quase que como irmãos. Nesse caso, poderiam comungar, pois estariam numa situação objetiva de pecado (segunda união), mas não em situação subjetiva (não praticavam mais os atos próprios da união matrimonial). A questão é que isso não fora bem explicado na encíclica. Muitos padres podem derrubar seu teor portanto.

    • vcleal1, a situação objetiva de pecado consiste exatamente na prática sexual entre pessoas que não são marido e mulher perante a Igreja e, por conseguinte, perante DEUS. Então não há nada de subjetivo em praticar os atos próprios da união matrimonial com alguém com quem não se contraiu Matrimônio legítimo. Se os velhinhos que você cita vivem como irmãos de fato, não estão mais em pecado e podem, sim, se confessar e comungar, afinal não vivem mais como marido e mulher.

    • Vcleal1, quem disse isso foi o Padre José Eduardo. Mas há que se ponderar uma coisa: que situação objetiva de pecado há em o casal viver como irmãos? É justamente pelo fato de viverem assim que não há pecado algum, independente se para outros pareça pecado ou não. São João viveu com Nossa Senhora, e nem por isso se viu pecado algum. Ou seja, a simples “aparência de pecado” não é pecado tampouco uma situação objetiva. Na verdade seria bem “subjetiva mesmo. Essa parte do Amoris Laetitia é realmente difícil achar uma saída ortodoxa.

    • Vcleal1 – Se os velhinhos estiverem vivendo como disse fraternalmente, estarem ambos fora das relações e desejos sexuais, seriam sem problemas serem considerados católicos, confessarem e comungarem, poderiam viver como 2 amigos separados dos anteriores, servindo numa mesma casa de simples proteção um para o outro.

  2. Vcleal1,

    Só um detalhe: é o ato sexual, ainda que oculto, que cria a situação objetiva de pecado mortal e não uma eventual segunda união civil, ainda que escandalosa.

  3. Situação objetiva de pecado, mas não subjetiva é quando um casal entra em segunda união e tem relações sem saber que isso é um pecado. Mas nem mesmo essa situação lhes dá o <> de comungarem. Essa situação exposta pelo AL simplesmente não existe.

  4. Dom Gehard Mülller, como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, não apreciará nem um pouquinho essas considerações acerca desse propalado “magisterio”, a não ser seja na concepção modernista da “neo-igreja” que parece despontar cada dia mais radiante no horizonte, por sinal, cada vez mais distoante da Igreja católica tradicional, aquela apresentando novas modalidade de procedimentos atendentes aos adeptos do modernismo!
    Outros prelados, os mais diversos, interpelantes e resistentes a esses tipos de procedimentos “magisteriais” transcendendo dúvidas, ambiguidades e facilitando as mentes relativizarem-se, por certo aparecerão os questionando!
    Teria D Schöenborn sido discretamente porta-voz de introdução desse novo modelo, querido dizer com suas observações que, doravante serão as normas a que todos deverão se submeter por serem magisteriais, seria isso?
    Dessa forma, dá para se preocupar com o que poderá até suceder na Jornada Mundial da Juventude a se realizar na Polonia, se cada vez mais aparecerem Altos Hierárquicos querendo praticamente imporem normas facilitadores de interpretações subjetivistas, e semeando na seara a cizania da discordia e da confusão!
    Se Pontifíce em pleno exercicio, ao acaso o emérito papa Bento XVI daria chance ao menos de se discutir um assunto tão questionável como esse, de a pessoa estar objetivamente numa situação de pecado, ao mesmo tempo estar num determinado patamar de nem nele estar ou parcialmente nele – de como mensuraria isso?
    Mais polêmicas e “non possumus” à vista!

  5. Como é cínico esse clero moderno!

  6. O problema é o famigerado sentimentalismo motivado, no exemplo citado, pela imagem do “casal de velhinhos” vivendo fraternalmente… Acontece que os Sacramentos, maior riqueza da Salvação deixada por Cristo para a Igreja, não podem ficar à mercê de sentimentalismos pessoais. Para isso existe o Magistério, o Catecismo, a Tradição. E o que é pior é que ainda cometem outra heresia, chamando este sentimentalismo de “Misericórdia”, outro erro absurdo e muito perigoso para a salvação das almas! A situação de pecado na segunda união está posta e presente, mesmo no casal velhinho que não tem mais relações sexuais. Não as tem hoje, mas já tiveram no passado e a situação de adultério permanece, pois continuam “casados”.

  7. O cardeal tenta defender a Amoris Laetitia apelando para a autoridade do papa enquanto “pastor, mestre e doutor da fé”: ora, mas então o apelo contrário também se pode fazer, com base na autoridade dos numerosos papas anteriores, que ensinaram outra coisa. Logo, o argumento de autoridade, com o qual se nos tenta fazer ‘engolir’ a Amoris Laetitia, não é mais do que uma falácia sob a qual se oculta, na realidade, a traição de Francisco para com o magistério bimilenar da Igreja. Vade retro Satana!

  8. Minha mãe, “ministra extraordinária da Sagrada Comunhão” e “atuante” na paróquia de nosso bairro há pelo menos 10 anos, me perguntou se já conheci a namorada de meu tio… Lhe respondi que não, então ela me disse:

    “é uma ótima pessoa, trabalhadeira, é bastante devota de Nossa Senhora, q Deus abençoe que dê certo”

    Detalhe: meu tio, após muitos anos traindo a esposa, finamente dela se separou. Minha “tia” (esposa do meu tio) agora vive só com as filhas e neta.
    E agora meu tio aparece com essa “namorada”.

    Respondi para minha mãe: “Deus jamais abençoará essa união pois se trata de um pecado, o tio e essa moça estão em adultério”

    Ela brava me censurou: “não julgue, Deus não quer que ninguém viva infeliz! E até o Papa já ensinou sobre isso. Tu quer saber mais que o Papa?”

    Encerrei a conversa.

    Desde que me entendo por gente, mesmo quando minha mãe sequer ia na Igreja, jamais ouviria essa resposta dela se a mesma situação ocorresse até 5 anos atrás…

    Não há como negar que impostores inimigos da Igreja se infiltraram em seu topo, que ela está ocupada por uma quadrilha composta por aqueles que a querem destruir

    Malditos, caso quisessem se atirar no precipício sozinhos, mas não, arrastam milhões de Almas para o erro. Deverão prestar contas de cada uma delas!

  9. O Padre Bernard Lucien (que é especialista sobre o tema) tratou sobre isso aqui:

    http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/espaco-do-leitor/duvidas/872-sobre-a-autoridade-de-amoris-laetitia-resposta-do-pe-bernard-lucien

    Se não é certo dizer que AL não é Magistério em geral, tampouco é correto afirmar que todas passagens da AL são do magistério autoritativo (solicitando assentimento interno) ou que não existam certas passagens que, de fato, são meras reflexões do Papa… A questão, portanto, é complexa.

    • Antes de se perguntar sobre a autoridade de A.L., o senhor deveria ser perguntar sobre a autoridade da análise do pe. Lucien e a do Cardeal Schönborn, indicado pelo Papa como intérprete seguro da A.L…

    • Endosso as palavras do sr Fábio.

      Salve Maria.

  10. Ninguém iria convocar dois Sínodos pra discutir a situação do “casal de velhinhos” vivendo fraternalmente. Mesmo porque esse assunto já foi tratado e esclarecido por João Paulo II há várias décadas atrás. Os dois objetivos eram empurrar a aceitação do adultério e da sodomia para os fiéis que ainda não vazaram geral para a apostasia. O resto é conversa pra boi dormir.

  11. Caro Fábio, eu não entendo que a visão do Cardeal Schönborn seja necessariamente oposta a do Pe. Lucien. O Cardeal fala da autoridade do documento no geral, sem querer precisar os pormenores. Era só uma entrevista e a resposta dele foi breve para se opor ao erro dos que diziam que a AL não era magisterial.

    Veja o que diz o Pe. Lucien aqui: “a Exortação apostólica pertence também ao Magistério, pelo menos, ao magistério somente pedagógico. E não está excluído, mas trata-se de estabelecer em cada caso, que certas passagens possam pertencer ao magistério autêntico autoritário”. O que não impede que na sua visão o capítulo 8 da AL e suas respectivas notas situem-se “expressamente e diretamente na linha do governo pastoral e não na de magistério”.

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:XxHx8QYa0O0J:www.apologistascatolicos.com.br/index.php/espaco-do-leitor/duvidas/872-sobre-a-autoridade-de-amoris-laetitia-resposta-do-pe-bernard-lucien+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

    Fora que não é comum os Papas precisarem a autoridade de cada uma das passagens dos documentos promulgados, ficando a cargo dos teólogos por critérios internos e externos dos textos dar a conhecer se há definição, ensinamento que requer assentimento, magistério sem intenção de obrigar às consciências, opinião pessoal, etc. Seria AL uma exceção, onde Francisco mandou Cardeal Schönborn dizer que cada frase nela é do Magistério autoritário? E muito improvável.

    • “Seria AL uma exceção, onde Francisco mandou Cardeal Schönborn dizer que cada frase nela é do Magistério autoritário? E muito improvável.”

      Infelizmente não, caro Nelson.

      Padre Lucien, que muito admiro, parece-me, neste ponto, querer tapar o sol com a peneira; sem querer entrar em pormenores sobre essa questão ( para a qual não disponho de tempo hábil ), o próprio Francisco / Bergoglio diz que a AL se trata de um documento doutrinal e, inclusive, tomista.

      Não é só o Schönborn mas, sim, Francisco; aliás, iria além, pois Schönborn, aqui, é porta voz fiel de Francisco; veja-se http://www.onepeterfive.com/pope-francis-praises-amoris-laetitia-sound-doctrine/ :

      “In a question and answer session after his remarks at the opening of the Ecclesial Convention of the Diocese of Rome on 16 June, and in the evening, Pope Francis said with regard to his exhortation:

      For your consolation, I have to tell you that everything that is written in the exhortation [Amoris Laetitia] […] everything is Thomistic, from the beginning to the end. It is sound doctrine. [emphasis added]

      For the purposes of substantiation, I will include here the original Italian text of the pope’s own words:

      Per la vostra tranquillità, devo dirvi che tutto quello che è scritto nell’Esortazione – e riprendo le parole di un grande teologo che è stato segretario della Congregazione per la Dottrina della Fede, il cardinale Schönborn, che l’ha presentata – tutto è tomista, dall’inizio alla fine. E’ la dottrina sicura. Ma noi vogliamo, tante volte, che la dottrina sicura abbia quella sicurezza matematica che non esiste, né con il lassismo, di manica larga, né con la rigidità.”

      Entenda-me: Francisco é interprete autêntico e autorizado de suas próprias palavras e, se tivessemos que lhe perguntar sobre o teor de suas palavras, já teríamos a resposta… infelizmente!

      Salve Maria.

  12. Prefiro a Cruz e prefiro Deus. Não acreditem na via do pecado. Reconheçamos justa a cruz para nós, como disse São Dimas e digamos sempre aos inimigos da verdadeira Religião: “Prefiro a Cruz e prefiro Deus”. Amém.

  13. Se parte do clero vive em concubinato sodomita, mas celebra, comunga, grava discos e até exorcismo, é claro que esse mesmo clero não se importaria em dar a comunhão até para os não-cristãos. Ou se tem fé ou não se tem fé. Quem vive em situação habitual de pecado talvez não tenha nenhuma.

  14. Não vejo nada de errado com aqueles
    que não consideram a AL um documento magisterial.

    Aliás, não vejo nada de errado também com
    o entendimento de que quase todos os documentos do CVII e
    pós-CVII não são magisteriais.

    Afinal de contas, segundo a sã-teologia,
    o Magistério divide-se em “Magistério Tradicional”
    e “Magistério Inventivo”, sendo que o Magistério
    Católico é necessariamente “Magistério Tradicional”.

    Em vista disso, por força do próprio conceito de Magistério
    Católico, o “Magistério Inventivo” não pode ser considerado
    verdadeiramente Magistério (stricto sensu).

    Nesse sentido, há coerência em defender
    que a AL (bem como outros documentos pós-conciliares)
    não são documentos verdadeiramente magisteriais.

  15. Fico lendo esses comentários atordoados sobre a qualificação teológica do panfleto lambisgoia-sexista de Bergoglio. Tal panfleto é um insulto:

    1) à inteligência, ao bom senso, aos bons costumes;
    2) à honra da Igreja católica.

    Sejamos adultos e continuemos alicerçados na Sagrada Escritura, na doutrina oficial da Igreja e na doutrina comum dos Doutores. O resto é com Deus, “de Quem não se zomba”.

  16. Gercione Lima disse tudo em poucas palavras, levar tanta gente pra Roma so para discutir o que ta mais que esclarecido ? Me desculpem mas nao engulo.

  17. Ele não quer ir para o inferno só. Quer levar seu rebanho junto.

  18. O que poderia esperar de uma mundo relativista, no qual tudo depende do ponto de vista, do momento, do dia da semana. O ecumenismo desastrado que os 50 anos de pós-concílio prega é justamente o subjetivismo: não me sentido mal, não há nada de errado. Isso coloca toda obra salvífica no chão, pois a entrega do Unigênito do Pai, foi justamente por não querer mais sacrifícios da antiga lei (Heb 10,5); foi dado uma oblação a altura do Ofendido: Deus. Sendo o homem capaz de se auto justificar, de reparar a Divina Majestade, para que seguir os ensinamentos do Filho de Deus? Deus é perfeito, é santo, logo não poderia aceitar o senão o mínimo de perfeição, o mínimo de santidade. Não canhamos na balela de que por sermos criaturas imperfeitas, temos que nos acostumar com nossos vícios. Isso é negar a misericórdia de Deus, é dizer, ou melhor é agir como aquele servo infiel que recebendo um talento, conformou-se em se manter com esse único dizendo que não poderia tirar donde não se colocou. O seu fim foi arder nas trevas exteriores (Mt 25, 14). Quando um documento gera “n” interpretações, cabe ao que deus origem a esse documento dar a interpretação correta. Infelizmente vemos que vários documentos pós-concílio Vaticano II, trazem mais confusão, talvez alusão a Torre de Babel, que causam mais mal às almas que o próprio demônio desde a criação do mundo. É preciso que sigamos o que o apóstolo Pedro, diz: “Sede sóbrios e vigilantes” ( Pd 5,8); pois temos ao nosso redor um leão que ruge procurando a quem devorar. Dialogar com o mal é meio caminho para se render a ele. A exemplo dos santos fujamos das tentações, recorrendo a Nossa Senhora, não vamos fazer média (ecumenismo atual) com o mal. Desde que a Santa Igreja, foi convertida em um órgão mundial, braço de ONU talvez, um descalabro de concessões inválidas foram feitas em nome da “fraternidade” universal. Realizando aquilo que Nosso Senhor já havia dito: aquele que não me confessar diante dos homens-respeito humano(…)(Mt 10. 33). Peçamos a Nossa Senhora que não sejamos infiéis às palavras de seu Divino Filho.

  19. Massimo Cappo, leigo católico italiano, aquele senhor em trajes de mendigo, membro da comunidade Família de Belém (de Assis), o qual fez intensa oração de joelhos na Praça São Pedro durante o conclave de 2013, reapareceu no Vaticano no princípio de novembro passado. Fazia poucos dias que terminara o pseudocatólico Sínodo da Família. Nessa nova ocasião, Massimo declarou que havia regressado para rezar pela Igreja e exortar os fiéis a fazer penitência. “Estou andando aqui para fazer penitência pela Igreja, para rezar desde esta manhã; para rezar a Deus para que tenha piedade de sua Igreja, que está em uma situação muito, muito difícil, e que é um escândalo, lamentavelmente”, disse ele. “Fiz minha a oração do profeta Daniel, que disse: ‘Senhor, pecamos; porém, afastai a vossa ira’, porque estamos em tempos em que Deus está julgando a sua Igreja. […] Devemos fazer penitência. […] Temos os inimigos externos, que são sobretudo os terroristas islâmicos; temos os inimigos internos, como os chamava o Papa Ratzinger aos que geram escândalo dentro da Igreja”.

    Vide mais em: .

    Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam! Que venha o triunfo do Imaculado Coração de Maria, para a glória da Santíssima Trindade e o bem da Igreja e das almas.

    P.S.: Querida Sra. Gercione Lima, saiba que conta com minhas preces, por sua saúde e por toda a sua família. Uma dúvida minha sobre a qual gostaria muito de ouvir sua opinião: que pensa da consideração de alguns acerca de que houve “duas irmãs Lúcias” de Fátima? Pelas fotografias, facilmente encontradas em livros e na internet, me parece, sim, tratar-se de uma “nova Lúcia” a que aparece a partir do fim da década de 1950 (e essa “nova Lúcia” chegou a fazer declarações que contradiziam a “primeira Lúcia”). Não me surpreenderia se assim tiver sido. Meu abraço. Deus e a Virgem Santíssima nos abençoem a todos. Laudetur Iesus Christus!

  20. Caríssimo Autor do texto,

    Parece-me que é possível incorrer numa situação que, objectivamente, consubstancie um pecado (ex. violar um dos Mandamentos da Lei de Deus), tendo o pecador nela incorrido sem consciência ou mesmo com ignorância do carácter pecaminoso do que fazia.

    Neste casos, não haverá evidentemente culpa (e, por isso, não haverá pena).

    A questão que se coloca é outra: alguém que numa situação assim, isto é, em que peca mas sem culpa (por exemplo, vida em mores uxorio de duas pessoas não validamente casadas, sem conhecerem que pecam) PODE COMUNGAR? Não. A sacralidade da Eucaristia é objectiva e é plena e não pode ser profanada: é o Corpo do próprio Senhor. Por isso, qualquer um está obrigado a um cuidado, a um escrúpulo, a um dever de indagar se é digno de O receber, antes de se aproximar da Sagrada Comunhão. Não o fazendo, desconhece que comete um sacrilégio COM CULPA (e, por isso, com pena). Não há volta a dar.

    O Papa parece indicar que, depois de um caminho de discernimento acerca do seu estado de vida, possam os pseudo-cônjuges receber os sacramentos, como ajuda para a sua vida.
    Contudo, depois de um tal percurso de aprofundamento, deve ser impossível que se chegue ao fim sem consciência do pecado que fazem. Basta perguntarem ao Padre da sua paróquia: se ele lhes recusar a comunhão e lhes disser que o faz porque vivem em pecado, deixam automaticamente de estar em ignorância acerca do seu estado.

    E isto torna tudo ainda mais grave: se o seu modo de vida já era pecado (embora sem culpa e, por isso, sem pena), agora passam ambos a pecar conscientemente (o que implica culpa e, por isso, pena). E, se porfiarem em comungar indignamente, condenam-se ao Inferno por duas razões: a vida em mores uxorio conscientes da sua gravidade, e o sacrilégio repetido da comunhão indigna.

    Não parece, de facto, que o caminho apontado pelo Santo Padre seja bom para a salvação dos recasados nesta situação.

    Evidentemente, a minha discordância quanto à bondade da solução apresentada (que, não sendo magisterial, não me vincula), não pode tornar-se pretexto para atacar tudo. Há obviamente situações em que se pecou objectivamente, mas não há culpa (ou situação subjectiva de pecado, como se lhe refere o Cardeal) – em qualquer caso, não pode é haver sacramentos.

  21. ” O argumento “astuto” com o qual as “belas almas” (vamos chamá-las assim, por delicadeza …) até agora tentaram justificar as declarações incríveis contidas na Amoris Laetitia eram as seguintes: A. L. não é magistério, é a “opinião” do Pontífice sobre a família.

    zschAfirmação grotesca, é claro, e em todo caso contraditória, porque é muito estranho que um Papa possa ter uma “opinião” pessoal sobre argumentos de fé e doutrina. Temos então o caso singular de um Papa que em alguns casos pode ser o Doutor Jekyll e, em outros, Mr. Hyde [ndt: referência ao filme “O médico e o monstro“, . Quando ele sai em viagem, dá uma de Mr. Hyde, disparando tranquilamente afirmações heréticas por todos os lados.”

    Essa é uma consequência de se passar anos e anos dizendo que ” os papas só são infalíveis quando se pronunciam ex catedra…”, o que obviamente é falso e vale, inclusive, para os “papas” que vieram antes de Francisco!

    Se Christoph Schönborn está certo quando diz:

    ““É claro que este é um ato do Magistério! É uma exortação apostólica. É claro que aqui o Papa exerce o seu papel de pastor, mestre e doutor da fé, depois de ter-se beneficiado da consulta dos dois sínodos. Eu acho que, sem dúvida, deveríamos falar de um documento papal de alta qualidade, uma autêntica lição de doutrina sagrada, que nos reconduz à atualidade da Palavra de Deus. Amoris Laetitia é um ato de magistério que torna atual no tempo presente o ensinamento da Igreja”.”

    Então, coerentemente, deveríamos concluir que Francisco é herege, sim senhor!; de maneira semelhante, portanto, deveríamos pesar e concluir as palavras dos outros “papas”.

    Gostaria muito que a equipe do FIU tivesse, agora, coerência e honestidade intelectual e publicasse esse meu post, já que muitos outros não vieram à luz, justamente, pelo teor sedevacantista dos mesmos; percebam que, naquilo que concluo mais acima, nada mais faço que concluir coerentemente.

    Talvez sem o querer, o FIU ajudou em muito à causa sedevacantista com esta reprodução.

    Salve Maria.

  22. Prezado sr. Alexandre,

    O autor do texto provavelmente segue a mesma corrente
    defendida pela TFP e IBP (dentre outros) nesse assunto,
    qual seja, de que é possível que um o magistério papal
    (quando não Extraordinário, e quando não MOU)
    contenha erros graves, e mesmo heresias.

    A crítica do autor, certamente, é direcionada a alguns grupos
    de conservadores (dentre eles, o Cardeal Burke), que
    defendem que a AL não é magistério, e que o que ali
    consta são somente opiniões pessoais do Papa.

    No entanto, o texto é superficial e desajeitado,
    e acaba por atingir também alguns tradicionalistas
    (“friend fire”), que entendem que não só a AL,
    mas praticamente todos os documentos pós-conciliares
    não são magisteriais.

    Existe ainda uma quarta posição, que é a da FSSPX
    (entre outros), e que não se confunde nem com primeira
    (a do autor do texto), nem com a segunda
    (parte dos conservadores) e nem mesmo com a terceira
    (a de alguns tradicionalistas).

    De todo modo, ao contrário do que o sr. concluiu,
    esse texto também contraria a tese sedevacantista
    (e não a favorece).
    Isso porque, se o Papa não é Papa,
    então, definitivamente, o documento elaborado por
    ele não é magistério, não é verdade?

    Portanto, em última análise, para os sedevacantistas,
    todos os documentos do CVII e pós-CVII são
    não-magisteriais, e nisso há certa coincidência
    com o entendimento de alguns tradicionalistas.
    O resultado acaba sendo o mesmo.
    A diferença, evidentemente, é que esses tradicionalistas
    (como quaisquer outros) entendem que os papas
    “conciliares” são apenas “maus administradores da vinha”,
    e não anti-papas.

    De minha parte, acredito que a confusão
    no meio anti-modernista seja meramente terminológica:

    O Magistério Ordinário Papal deve ser entendimento
    em sentido lato (sentido amplo) e em sentido estrito.

    Em sentido estrito, o Magistério Ordinário Papal
    é infalível.
    Já em sentido amplo, o Magistério Ordinário Papal
    é não-infalível.

    Quando tradicionalistas (como Arnaldo Xavier, p.e.),
    defendem que pode haver erros graves ou heresias
    no magistério ordinário papal, eles só podem
    estar falando (mesmo que não façam essa distinção),
    do Magistério em sentido amplo,
    e não do Magistério em sentido estrito.

    Já quando teólogos defendem que o Magistério
    Ordinário papal não pode conter erros graves nem
    heresias, eles estão falando do Magistério
    pontifício stricto sensu.

    Portanto, como eu disse, a divergência é meramente
    terminológica. O resultado acaba sendo o mesmo:

    Certas manifestações pontifícias podem ser desastrosas
    e conter erros graves ou mesmo heresias.

    O termo utilizado para designar essas manifestações é
    meramente acidental. Por exemplo:

    -> João XXII ensinou heresia em homilias.
    -> Homilias fazem parte do conceito de magistério (lato sensu).
    = O magistério papal pode conter heresia.

    Assim, pode-se dizer que o Magistério Ordinário de João XXII
    conteve heresia, e isso é incontroverso
    (repito: o termo é utilizado em sentido amplo).

    Não obstante, Existem várias distinções teológicas
    (e terminológicas) a serem feitas antes de chegarmos a essa conclusão,
    e elas devem existir mesmo, mas elas devem ser usadas
    apenas nas situações adequadas.

    Por exemplo:

    Imagine o sr. Sarmento explicando para 1,2 bilhões
    de almas batizadas aquilo que consta no estudo
    do Pe. Lucien (por ele citado):
    Ele teria que falar de magistério simplesmente
    autêntico, de atos de governo simplesmente pastorais,
    etc etc.

    Eu lhe pergunto:
    Qual a eficiência disso?
    Será que todos os católicos do mundo
    devem ter conhecimentos teológicos para
    poder rejeitar um ensinamento ridículo e
    claramente heterodoxo como esse da AL?
    Ou basta ter bom senso?
    Ou basta que os Pastores falem com clareza e de forma simples?

    E qual a forma mais simples e clara
    do que dizer simplesmente que esse documento
    não é magistério e, portanto, não obriga ninguém?

    Não é mais simples assim?

    O resultado é o mesmo,
    e muitas almas são poupadas de grandes
    distinções teológicas que, embora tenham seu elevado
    valor, devem ser reservadas a situações específicas
    (como discussões especificamente teológicas)
    e a ambientes acadêmicos.

    Salve Maria.

  23. A proposito di grandi teologi … tomisti

    Il “grande teologo” Schönborn in visita dai Sikh di Vienna
    http://www.unavox.it/FruttiPostconcilio/NuoviPreti/Card_Schonborn_parla_al_tempio_sikh_di_Vienna.html