Os demônios de Paulo.

São Paulo nos encoraja a combater contra as “forças das trevas” que habitam nos ares e que detêm poder sobre os homens. Estes obedecem ao príncipe deste mundo, que causa o obscurecimento da Verdade e a difusão do erro, e que somente uma fé incondicional no Senhor, Deus dos Exércitos, é capaz de anular.

Por  Giancarlo Infante – Papale Papale | Tradução: FratresInUnum.comQuando São Paulo chegou a Pozzuoli de Malta, exausto por uma nova viagem cheia de aventuras, ele foi convidado a parar por uma semana naquele que, antes de Ostia, foi o porto de Roma. A poucos passos do mar, encontrou-se diante de um templo dedicado a Serapide, divindade solar de matriz grega, mas de origem egípcia. Como em Atenas, ele sentiu um “estremecimento em seu espírito”, também ao ver esta cidade entregue aos ídolos (cfr At. 17: 16). No entanto, apesar de debilitado pela extenuante atividade apostólica descrita no último capítulo de Atos, Paulo não perdeu o ânimo e logo retomou a sua marcha para Roma, para continuar a pregar contra a falsa religião dos pagãos, especialmente aquela que era dirigida ao ídolo solar, que ele conhecia muito bem, já que tinha vindo da Cilícia, a terra de Mitra.

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Entretanto, havia aprendido a conhecer bem as perseguições que sofrem aqueles que se levantavam contra as superstições pagãs arraigadas. Em Éfeso, eles haviam se levantado contra os ourives construtores das estátuas de Artemis-Diana, padroeira das prostitutas, e assim provocavam uma baixa nos negócios porque seus deuses sucumbiam inexoravelmente diante da pregação e consequente disseminação da doutrina cristã, a qual não deixava espaço para alternativas ou estranhos meios-termos, e que quase sempre exigia a escolha fatídica: ou com Cristo ou contra Cristo. Na verdade, muitos Efésios confessavam publicamente o seu recurso a práticas mágicas e espontaneamente ateavam fogo a todos os livros de magia negra em sua posse, cujo valor total chegava a cinquenta mil moedas de prata (cfr. At 19).  Uma soma substancial. Em Attica, uma drama de prata correspondia ao salário diário de um trabalhador em geral. Assim, cinquenta mil dias de trabalho. Mais do que uma década de um trabalhador.

“O Anjo de Luz”

Paulo, como todos os demais apóstolos, sustentava com clareza e sem muita distinção, a oposição irreconciliável entre o culto dirigido a Cristo e aquele dedicado aos demônios. Quem não adora a Cristo, adora ídolos: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. (1 Cor 10, 19 -22). Em outra parte, ele acrescenta: “Que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas? Que compatibilidade pode haver entre Cristo e Belial? Ou que acordo entre o fiel e o infiel? Como conciliar o templo de Deus e os ídolos? Porque somos o templo de Deus vivo, como o próprio Deus disse: Eu habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2 Cor 6: 13-16).

A propósito da sua vontade de viajar para Tessalonica, onde o aguardavam novas comunidades cristãs, Paulo experimentou de modo evidente a ação contrária do Maligno, que fez de tudo para impedir aquela viagem apostólica: “Pelo que fizemos o possível por ir visitar-vos, ao menos eu, Paulo, em diversas ocasiões. Mas Satanás nos impediu” (1 Tessalonicenses 2, 18). Também sobre este tema, São Paulo evita qualquer digressão. Não é um doutor, mas um apóstolo. Se fala, é para alertar seus discípulos sobre o verdadeiro poder de sedução do Maligno, que ele conhece bem. Mas que, por outro lado, também conhece muito bem o Apóstolo: “Alguns judeus exorcistas que percorriam vários lugares inventaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que se achavam possessos dos espíritos malignos, com as palavras: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Assim procediam os sete filhos de um judeu chamado Cevas, sumo sacerdote. Mas o espírito maligno replicou-lhes: Conheço Jesus e sei quem é Paulo. Mas vós, quem sois? Nisto o homem possuído do espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois deles e subjugou-os de tal maneira, que tiveram que fugir daquela casa feridos e com as roupas estraçalhadas. (Atos 19, 13).

O Maligno, porque é fortemente enganador, é tão ardiloso a ponto de dissimular sua própria natureza, assumindo a aparência da divindade que ele busca ofuscar. Para enganar os homens e levá-los ao erro e ao pecado: “Não quero que sejamos vencidos por Satanás, pois não ignoramos as suas maquinações… o que não é de espantar. Pois, se o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Cor 2, 11 e 11, 14).

Os dominadores do mundo

Paulo indica com extrema eficácia o perigo derivado das falsas doutrinas, ainda que o faça de modo formalmente diferente do seu Divino Mestre, que era capaz de fascinar multidões apenas com o uso de parábolas eficazes, evocativas e sintéticas. Em suas cartas, o Apóstolo geralmente não utiliza uma linguagem atraente, poética, alusiva como a dos Evangelhos. Ele nem sequer evoca imagens proféticas, tremendos “segredos” a serem revelados, com significados fechados à interpretação, como foi capaz de fazer o Apóstolo João, no livro misterioso do Apocalipse.

O estilo de Paulo, à parte os saltos extraordinários Cristológicos, não é imediato. Mas demissivo, discursivo, não sugestivo. Às vezes, aparentemente contorcido, senão “monótono”. No entanto, nenhum entre os apóstolos é mais próximo de Cristo do que Paulo. Nenhum se identifica de tal maneira com Cristo, a ponto de dizer: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.” Ninguém identificou tanto suas ações com a paixão e a cruz do Senhor: “Estou crucificado com Cristo, e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Esta vida na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2, 20). E mais tarde, antes de concluir abruptamente a carta aos Gálatas, “! Ó insensatos gálatas, quem vos fascinou a vós” (3,1), ele disse: “Eu levo as marcas de Jesus no meu corpo” (6, 17).

No entanto, São Paulo, assim partícipe da cruz e da glória de Cristo, apontou quais são os verdadeiros inimigos contra os quais devemos combater, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos do mal, nas regiões celestes” (Ef 6: 12). Esta declaração demonstra a incomparável compreensão espiritual daquele a quem “foi dada a graça de anunciar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3,8). Inteligência que transcende decisivamente os limites dos efeitos contingentes, para atingir a causa metafísica dos eventos.

 

Deuses, homens e demônios

São Paulo, na verdade, em virtude da experiência particular de Cristo, culminando com o arrebatamento ao terceiro céu, no paraíso, onde “ouviu palavras inefáveis, que não é lícito ao homem falar delas” (2 Cor 12, 4), não faz outra coisa senão amplificar o âmbito temporal do “iniquitatis mysterium” já em ação (2 Ts 2: 7), não atribuindo-a aos homens em particular, mas reconduzindo-o à sua verdadeira e única essência: “o príncipe do poder do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência “(Ef 2,2).

O Apóstolo dá a entender que os poderosos deste mundo estão, por sua vez, submissos a um poder superior, metafísico, constituídos por aqueles espíritos dos ares aos quais são dirigidos os cultos e sacrifícios celebrados nas falsas doutrinas. A tal poder estão sujeitos não apenas aqueles que participam, mas também aqueles que permitem que tais cultos ilícitos sejam celebrados.

Na antiguidade, era muito comum a crença generalizada de que “uma criança ou grupo de crianças pré-púberes pudessem constituir os melhores guardiões de revelações, sonhos e adivinhação”. Crença apoiada no fato de que na Roma antiga haviam os “pueri mágicos”, que os sacerdotes induziam ao transe ou sono mágico: “Quando um espírito é invocado, ninguém tem o poder de vê-lo senão os meninos de onze e doze anos de idade ou aqueles que são verdadeiramente virgens »[1].

Santo Agostino examina essas crenças e práticas invocatórias dirigidas aos deuses e demônios, em sua obra Cidade de Deus. Ele relata a opinião comum, afirmada especialmente por Apuleo, sobre a realidade animada, ordenada em três classes: “deuses, homens e demônios. Os deuses ocupam a posição mais proeminente, os homens uma posição ínfima, os demônios no meio, nos ares. De fato, a sede dos deuses é o céu, a dos homens a terra, e os demônios no ar”(Livro 8, 14). Os demônios estão entre homens e os deuses e atuam como intermediários. E, enquanto tal, são propiciados através de cerimônias mágicas e mediante o oferecimento de sacrifícios apropriados. No entanto, acrescenta o santo de Hipona: “Esses são espíritos cheios de desejo de fazer o mal, totalmente alheios à justiça, inchados de orgulho, lívidos de inveja, astutos no engano; habitam no ar, porque foram abatidos da sublimidade do alto dos céus como punição por uma transgressão irremediável e condenados a esta espécie de cárcere que para eles é conveniente “(L. 8, 22).

Oportunas e inoportunas

Estes mesmos demônios são apontados por unanimidade pelos especialistas em exoterismo como os verdadeiros governantes das seitas secretas. Pierre Mariel, por exemplo, concluiu que essas fraternidades ocultas “obedecem todos (e os superiores o sabem bem) a uma única direção. Existe (para além das diferenças aparentes) Superiores Desconhecidos, reagrupados em um centro do mundo, que são os condutores deste cartel, onde cada sociedade é um instrumento dócil e bem afinado “[2].

Estes “superiores desconhecidos”, “daemon” por assim dizer, ainda presentes e mais do que nunca ativos em nosso meio, são esses espíritos malignos espalhados no ar, contra os quais São Paulo guerreou sem reservas. E contra os quais temos que lutar, no sentido paulino, “para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.” (Ef 6: 13). De resto, “as guerras são vencidas apenas por aqueles que forem capazes de atrair dos céus as forças misteriosas do mundo invisível e que sabem assegurar-se de seu patrocínio” [3]. E somente os cristãos têm do seu lado o favor incondicional das potências angélicas, que de nós não esperam outra coisa senão serem invocadas em todas as oportunidades, “oportunas, inoportunas” (2 Tm 4: 2), para intervir em nosso favor.

_Notas_

[1] F. M. Dermine, místicos, videntes e médiuns – Experiências do Além em confronto, Libreria Editrice Vaticana, 2002, p. 99.

[2] P. Mariel, As sociedades secretas que dominam o mundo, Florença, 1976, p. 207.

[3] F. Belfiore, San Paolo, Volpe Editore, Roma, 1971, p. 12.

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9 Comentários to “Os demônios de Paulo.”

  1. Ao lermos um texto tão claro e direto assim, e nos deparar-nos com as pregações vazias e frouxas nas nossas Igrejas, entendemos então porque essa guerra parece estar sendo perdida.

    Somos guerreiros sem armas e apanhando no campo de batalha pois nossos generais ( o clero), não acreditam nessa “luta nos ares”. E tudo resume em psicologia, força de vontade, boa intenção e sentir com o coração. Ah, e não se esqueçam: plena comunhão com a Igreja! Esse ponto é fundamental!

    Enquanto isso, perdemos a batalha.

  2. “O Estado não funciona como desejamos. Como funciona? O carro não obedece. O homem está ao volante, mas parece não dirigir. O carro não corre na direção desejada. El avança conforme o desejo de outras forças” – Lênin.
    Eis aí o caso tipico de um satanista, assim como os governantes que se atêm ao material-ateísta marxismo e a doutrinas similares, como os comunistas, por integrarem um regime diabólico!
    Lênin revelava sem entender realmente que forças misteriosas seriam essas, no entanto, admitiu que ele e os comunistas são tangidos por entes desconhecidos que os controlam, apesar de lhes perguntar se o diabo existiria, evidentemente que garantiriam inexistir!
    De igual forma, quantos ex cristãos apostasiados à Igreja que inadmitem a existencia do diabo, e num contraste interessante os protestantes o admitem com toda evidencia, mas o serve nas seitas patrocinadas por ele!
    Perguntado ao conhecido Pe Gabrielle Amorth, o mais famoso exorcista do Vaticano se a tv de um modo geral, com programas incentivadores de práticas de magia, esoterismo, perversão infantil por desenhos “infantis”, como do “Espirito Bom do Além, Bruxinhos do Bem, Salvadores da Terra” e todos os mais dirigidos ás crianças, mesmo no Walt Disney, carregados de mensagens e práticas de esotéricas, bem como desagregadores das tradições cristãs e da família se exacerbariam o satanismo, incluindo-se os rock de bandas Heavy Metal, os à la Iron Maiden etc., se têm auxiliado para a disseminação do poder demoníaco sobre as pessoas, ele relatou
    “Quando foi inventada a televisão, o Padre Pio ficou furioso. E a quem lhe dizia que se tratava de uma magnífica invenção, ele respondia: “Verá que uso farão dela!” Com efeito, a tv tem estado a serviço da corrupção da juventude e igualmente dos velhos! Ouso acrescentar: é também a corrupção dos padres, dos sacerdotes e das freiras. Com os espetáculos contínuos de sexo, de horror, de violência… A Internet é ainda pior, a Internet é ainda pior, repito.
    Certa vez, ao fazer um exorcismo, falando com o demônio, ele dizia: “A televisão, fui eu que a inventei!” Eu afirmava: “Não! Tu és um mentiroso! A televisão é uma grandíssima invenção do homem. Tu inventaste o mau uso dela, a fim de corromper as pessoas”.
    Assim, com governos associados ao diabo, caso do PT no Brasil, PS na França, “Democratas” nos EUA com Obma, PSUV na Venezuela etc., eleitos por muitos “cristãos”, incl. com ajuda de diversos do clero, vemos que estrago têm causado ao povo que absorve todas as imundicies que despejam sobre suas mentes, sem reagirem, isso é, deveriam ao menos boicotar as tvs nesses sórdidos horarios e obrigando as emissoras a mudarem de programação, mas facilitam a aparição até do cúmulo das desgraças, como a diabolista serie globalista “Liberdade, Liberdade”, sendo o correto “LIBERTINAGEM, LIBERTINAGEM” ou “SODOMA E GOMORRA EM SEU LAR”!
    Quereriam nos dizer ao acaso que os atores dessas maldições acima não seriam fantoches, teleguiados de Satã?
    “A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores.
    Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar.
    Por isso, Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro”. 2 Ts 2 9-11.
    Por onde andam tantos dos nossos clérigos procedendo a uma cruzada antiideológica, protegendo o rebanho da voracidade desses lobos rapaces agindo em tantas frentes de subversão que, quando as relatam, falam de forma vaga, nunca direcionam aos culpados, nomeando-os jamais?
    O nudismo que vemos em locais públicos, tal qual o mesmo hoje em dia dentro das regiões boemias provêm da mesma matriz: das redes de tv e internet invadindo seu lar, com sua permissão, pervertendo-se e a seus menores!
    Enquanto isso, as redes de tv apresentando videos e novelas pornôs e erotismo geral até em muitas propagandas {(DIRETAMENTE DE SEUS ESTUDIOS NO INFERNO PARA V)} exasperam o quanto possam a devassidões de todas as formas objetivando, cada vez mais relativizar a sociedade; todas essas incursões têm ação direta do demônio – ele controla seus capachos ou encarna neles em suas simpáticas aparencias para não assustar ou ser repugnante às pessoas no momento, mas as seduzir, cativando-lhes os sentidos e as agregar a si!
    A real aparencia dele será depois – surpresa!

    • Isaías, foi muito oportuno o que você disse sobre as novelas. E pensar que eu tive um pároco que gostava de novelas e até mesmo em suas homilias ele elogiava as novelas!

  3. Texto complexo, denso e interessante! Gostaria de comentar a questão da necessidade de a Igreja estar mais consciente, preparada e engaja na luta espiritual dos tempos em que estamos vivendo, ao que tudo indica, final dos tempos, onde as atividades demoníacas vem aumentando drasticamente.
    Na Europa e nos EUA, o número de exorcistas já aumentou em consideração as necessidades dos tempos atuais e tende a aumentar ainda mais. Mas, em outros lugares, como no Brasil, ainda há muito preconceito e ceticismo em relação aos exorcismos e à luta espiritual na qual todos estamos envolvidos e que tende a se intensificar a medida que vai se aproximando a vinda do Anticristo.
    Além do exorcismo, as orações de libertação e de combate são também muito importantes, mas também há muito preconceito em relação a essas orações. Enfim penso que a Igreja precisa tornar-se mais combativa espiritualmente nos tempos em que vivemos, lembrando que a santa missa bem celebrada, celebrada com decoro é também um exorcismo contra as forças das trevas. Talvez por isso o inimigo dissemine tantas ideias litúrgicas erradas que acabam conduzindo a missas celebradas sem decoro ou piedade. Mas, enfim, que a consciência de que estamos em uma guerra espiritual possa aumentar na Igreja.

  4. A Igreja precisar voltar a usar as armas espirituais que ela tem a sua disposição contra as forças do mal. Está mais do que passando da hora de os sacerdotes, voltarem a rezar o pequeno exorcismo de São Miguel Arcanjo ao final da missa como pediu o Papa Leão XIII. Está mais do que passando da hora de os bispos nomearem exorcistas para as suas dioceses. E os fieis leigos poderiam ajudar nessa batalha espiritual rezando privadamente a seguinte oração a São Miguel Arcanjo que se encontra no Ritual de Exorcismo:

    Gloriosíssimo Príncipe das milícias celestes,
    Arcanjo São Miguel,
    defendei-nos no combate
    contra os principados e potestades,
    contra os dominadores deste mundo de trevas,
    contra os espíritos do mal que habitam as regiões celestes.
    Vinde em auxílio dos homens,
    que Deus formou à sua imagem e semelhança
    e resgatou da tirania diabólica com grande preço.
    A santa Igreja Vos celebra como seu guarda e patrono;
    o Senhor Vos entregou as almas dos redimidos,
    para as conduzir à felicidade eterna.
    Intercedei ao Deus da paz,
    para que nos dê a vitória contra Satanás,
    a fim de que não possa manter cativos os homens
    e causar dano à Igreja.
    Levai as nossas preces à presença do Altíssimo,
    para que desça sobre nós a misericórdia do Senhor,
    e domineis o dragão, a serpente antiga,
    que é o diabo e Satanás,
    e o precipiteis encadeado no abismo,
    para que não seduza os povos da terra.

    http://www.liturgia.pt/rituais/Exorcismos.pdf

  5. Algumas sugestões:
    Um fiel de renome ou uma associação de fieis poderia fazer uma Petição ao Papa Francisco pela restauração do Pequeno Exorcismo de Leão XIII na Missa, bem como um pedido ao Santo Padre pela mudança do cânon 1172 do Código de Direito Canônico, permitindo que todo sacerdote possa fazer exorcismos sem precisar da autorização do bispo.

  6. Sem dúvida alguma, por trás da crise na Igreja, iniciada com o Vaticano II, está a ação demoníaca. É por isso que todos os dias faço questão de rezar a oração de São Miguel Arcanjo, composta pelo papa Leão XIII, bem como a oração a Nossa Senhora Rainha dos Anjos, que Ela mesma se dignou revelar ao padre Cestac, na França, em 1864:
    “Ó Augusta Rainha dos céus e Soberana Senhora dos Anjos,
    Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás,
    nós vos pedimos humildemente: enviai vossas Legiões Celestes para que, sob Vossas ordens e pelo Vosso poder, elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a audácia e lançando-os no abismo. Quem é como Deus? Ó boa e terna Mãe, Vós sereis sempre o nosso amor e a nossa esperança. Ó Mãe Divina, enviai os Santos Anjos para nos defenderem, e repeli para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos e protegei-nos. Amém.”
    Gostaria, por fim, de recomendar a reza dessas mesmas preces a todos os católicos fiéis à Tradição, para que tão logo quanto possível a Virgem Bendita faça com que não sobre pedra sobre pedra das loucuras do Vaticano II. “Ipsa conteret” – “Ela esmagará” (lema do brasão episcopal de Dom Antonio de Castro Mayer).

  7. É muito comum passar perto da gente uns carros tocando músicas de hip-hop, e geralmente com letras proprias de locais de prostituição e parecidos, soltando palavrões e asneiras de todos os tipos, os motoristas em geral dentro deles, uns sujeitos com caras de funqueiros, tatuados, talvez embalados com alguma erva, tipos meio “desligadões”!
    O mais esquisito, já cheguei até pensar que seria o diabo, são as vozes cavernosas dos sonzões, dando impressão das vozes estarem vindas das profundezas, uns sons meio guturais, esquisitos demais para serem de pessoas que não estivessem sob controle, como dentro de terreiros e gravando com as vozes do diabo manifestando em pessoas.
    E nos centros espíritas, especialmente de candomblé, umbanda e outros do mesma laia existiriam vozes desse tipo de entes que entram nas pessoas e mudam as vozes.
    Parece que o diabo não está a fim de assustar ninguém hoje em dia, pois o mundo atual das televisões dentro das casas facilitam seu serviço por meio de seus associados, fazendo cada cenas que só mesmo ele para dar força para terem coragem e ainda manda os seus funcionarios dizerem que ele não existe, é coisa da Idade Media, como a turma brava dos gays e feministas!

  8. É preciso que fique claro que casos de possessão demoníaca são bem raros, porque o demônio é esperto. Casos de possessão demoníaca geralmente têm o efeito de levar à conversão os envolvidos por serem provas autênticas da existência do Maligno e por tabela a prova autêntica da existência de Deus e de tudo que a Fé Cristã até agora ensinou sobre sua atividade.
    O Modus Operandi do Maligno é outro e precisa ser desmascarado. Ele age através de seus empregados que executam o serviço sujo da destruição da fé tanto fora como dentro da Igreja. O objetivo dele é a perda total da Fé sem a qual é impossível agradar a Deus ou ser salvo: “Aquele que crer será salvo e o que não crer já está condenado”.
    O objetivo desses espíritos maus é levar o fiel ao desespero, a perder a fé, a achar que está tudo perdido ou buscar refúgio fora do aprisco estabelecido por Nosso Senhor. Por isso devemos olhar com cuidado os escândalos e tragédias que abalam a nossa Igreja pois é como se estivéssemos olhando para o “Palantir de Orthanc” como fazia Denethor na torre de Minas Tirith achando que estava tudo perdido ( O Senhor dos Anéis).
    Ele via ali só uma parte da realidade e não o todo. Enquanto ele caía no desespero recusando a lutar e só via desgraças, os hobbits continuavam firmes em sua jornada pra destruir o anel do mal.
    Eu li um caso sobre um padre exorcista cuja fé estava balançada. Com toda essa onda de psicologia explicando tudo, ele já começava a achar que havia chegado o tempo de pendurar a estola roxa até que foi chamado pra assistir outro sacerdote num caso bem complicado de um menino negro de apenas 7 anos que vivia numa favela de Chicago.
    Quando ele chegou no local e começaram a sessão de exorcismo, o espírito das trevas se manifestou e essa criança de apenas 7 anos começou a corrigir a gramática do sacerdote no mais perfeito latim. Naquele exato momento, o sacerdote caiu na real e viu que tudo aquilo que ele duvidava era verdade. Aquilo era uma manifestação sobrenatural, aquilo não tinha nada a ver com surto psicótico, portanto tudo que Jesus e Paulo ensinaram sobre os demônios, o Reino de Deus e a salvação também eram verdades inalienáveis.
    O demônio quando se manifesta, por exemplo em sessões espíritas ou de candomblé é sempre travestido de anjo de luz, sempre falando em caridade ( filantropia), em ajudar o próximo, mas o fim de todos que frequentam esses antros nós sabemos bem: a negação total do Credo Católico, a perda da fé sobrenatural, a incredulidade nos meios de salvação e frequentemente o sacrilégio e a blasfêmia. Como podem ver, o Maligno é muito mais inteligente do que podemos imaginar.
    Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Portanto seja qual for a tribulação, as dificuldades, os escândalos dessa impostura, estejam certos de que enquanto tivermos fé, nada, absolutamente nada pode nos separar do amor de Deus. “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.(Romanos 8:38,39)
    Recomendo a todos a oração de São Miguel Aracanjo e a Ladainha de Todos os Santos nesses tempos de provação.