O martírio do Pe. Hamel: o tormento dos cristãos orientais agora é o nosso.

Por Antony Burckhardt – Civilisation Chrétienne | Tradução: Luis Dufaur – A Aparição de La Salette e suas ProfeciasA  ameaça se realizou. Um padre foi degolado por muçulmanos enquanto celebrava a missa. Isso não aconteceu no Iraque, na Nigéria ou no Paquistão, mas numa pequena cidade da Normandia, sob o céu macio da nossa França como diz a canção.

Alguns estão atônitos face ao horror e se perguntam: por que nós? Por que um padre? Por que um homem de 86 anos?

E eles não saem do atordoamento: o padre Hamel mantinha relações amigáveis com a comunidade muçulmana. A mesquita de Saint-Etienne du Rouvray foi construída num terreno oferecido pela paróquia da cidade, informou“Le Point”. 

O medo é legítimo e atinge a todos nós, mas a surpresa é no fundo uma grave falta nossa.

Durante anos, nós, os cristãos ocidentais, vínhamos sendo avisados pelos nossos irmãos orientais que conhecem o furor islâmico há séculos.

Em 10 de agosto de 2014, o arcebispo de Mosul, Iraque, Mons. Amel Nona advertiu os europeus numa entrevista ao “Corriere della Sera”:

“Nosso sofrimento hoje constitui o prelúdio daquele que os europeus ocidentais e cristãos vão sofrer no futuro próximo (…) vós acolheis em vossos países um número crescente de muçulmanos. (…) Vós deveis assumir posições fortes e corajosas (…) vossos valores não são os valores deles (…) Se vós não percebeis em tempo, vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”.

Mas, a Europa e o mundo cristão adormecido ficaram surdos às previsões do arcebispo Nona. Agora elas se tornaram realidade.

A agradável esplanada do restaurante, o belo passeio à beira-mar e agora uma pequena igreja provincial: já não há na França refúgio para se proteger do ódio dos islâmicos.

O arcebispo de Rouen apelou para a fraternidade e as mais altas autoridades do Estado invocaram a unidade nacional. Mas esses apelos humanistas não vão ajudar.

Os nossos algozes, escreve Burckhardt, querem nos apresentar sua própria interpretação da palavra “Islã”. E, em verdade, é uma versão única de arma na mão pingando nosso sangue. É claro que eles acham que em parte já ganharam.

O nosso hino nacional já não é cantado com vibração. A hierarquia eclesiástica descreve também como “vítimas” àqueles que vêm de assassinar brutalmente um de seus ministros, como diz o comunicado do arcebispo no site da diocese “Rouen Catholique”.

As sociedades doentes batem em aqueles que identificam a doença e receitam o remédio. Cantam as doçuras do “viver juntos”, mas falam com virulência sem precedentes contra os fabricantes de “ódio” e os semeadores de “divisão”, leia-se contra você e eu, que não aguentam mais tanta felonia.

Abre-se as igrejas para a comemoração do Ramadã, como fez a igreja de São João Batista, no bairro de Molenbeeck, Bruxelas, bairro de onde tinham saído os assassinos que poucos meses antes ceifaram dezenas de vidas no aeroporto e no metrô da capital belga. O ágape ecumênico foi noticiado pelo site da Igreja Católica na Bélgica.

Não há lugar para famílias cristãs mas sim para famílias muçulmanas no avião papal. Veja-se a notícia do “Le Journal du Dimanche”.

Saudamos como libertadores dos nossos “vícios” consumistas e capitalistas aqueles que vêm para tomar posse da terra de nossos antepassados. Ver por exemplo.

Finalmente, se nos inocula tranquilizantes confeccionados com argumentos ridículos: todos os muçulmanos não são terroristas, alguns deles estão entre as vítimas…

Sim, nem todos os muçulmanos são terroristas, mas todos aqueles que atualmente proclamam agressivamente o Islã, o são sem sombra de exceção.

Terão os jihadistas necessidade de uma insurreição geral da população muçulmana na Europa para atingir seus objetivos numa guerra civil?

Não. Eles só precisam do silêncio benevolente mas cúmplice – inclusive discreto – de sua comunidade e da passividade da nossa.

Alguns europeus exasperados pela incapacidade dos nossos governos poderão se envolver por sua vez em abusos visando muçulmanos.

Então surgirá entre eles a “necessidade” de uma unidade entre “moderados” e radicais de todas as arestas.

Aqueles que atualmente são 15% da nossa população serão tratados como se fossem a metade.

Para o retorno da “paz civil”, os muçulmanos serão sistematicamente aceitos em “diálogos de paz” que irão moldar o futuro dos nossos filhos.

O contador populacional vai continuar fazendo seu trabalho, o afluxo de “refugiados” prosseguirá, e então nós nos abaixaremos para agradecer a tolerância que os “mais moderados” vão mostrar para nós.

Se quisermos evitar esse cenário dantesco, é em Isabel a Católica expulsando os mouros de Granada que devemos procurar inspiração tão rapidamente quanto possível.

Caso contrário, a Europa em breve conhecerá o destino das cristandades outrora florescentes no Norte de África: em algumas décadas ela irá integrar o sinistro mundo regido pela Sharia: o Dar al-Islam.

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8 Responses to “O martírio do Pe. Hamel: o tormento dos cristãos orientais agora é o nosso.”

  1. A Igreja sempre exaltou o heroísmo dos mártires que derramaram seu sangue em nome da fé. Jamais imaginei que veríamos tão de perto o martírio de tantos fiéis. Hoje me assustam esses atos violentamente bárbaros ceifando vidas. Mas fico horrorizado com a passividade geral diante de tanta violência. O que nos falta acontecer para que partamos para a defesa ??????
    Desejo a PAZ E NÃO A GUERRA
    Desejo o AMOR E NÃO O ÓDIO
    Desejo o RESPEITO E NÃO A INTOLERÂNCIA

  2. Convém lembrar que há 25 anos atrás, antes do martírio de sangue do Padre Hamel na França, um bispo missionário, que tinha boas relações com os muçulmanos e animistas no Senegal e portanto conhecimento de causa, reclamou do fato de bispos franceses darem as igrejas para muçulmanos usarem como mesquitas.
    Ele disse : Isso não é correto do ponto de vista da fé e não é necessário, do ponto de vista político. Porque o Islam declara , “não há diferença entre religião e política”; por isso, enquanto os muçulmanos são uma minoria, eles aceitam as leis do país que os acolhe “, mas quando eles se tornam numerosos e organizados eles se tornam agressivos e querem impor suas leis.”
    Por estas e outras declarações a Licra (Liga Internacional contra o Racismo e Anti-semitismo) o levou ao tribunal. Era o ano de 1991. O bispo, cujo nome é Marcel Lefebvre, foi processado e condenado, 21 de março de 1991 por “difamação pública”.
    Quatro dias depois ele faleceu.
    http://www.libertaepersona.org/wordpress/2016/07/un-vescovo-francese-parlo-inutilmente/

  3. Varios prelados orientais, como acima citado D Amel Nona, recorrentemente vêm advertindo o Ocidente do perigo islãmico de uma invasão silenciosa, enquanto aqui grassa o falacioso discurso de “tolerancias ás diversidades, ao multiculturalismo, acolhimentos” e similares são falacias ideológicas de esquerdistas, desprevenindo propositalmente o Ocidente do perigo que ambos representam, dessa forma, desarmando eventuais reações do Ocidente e facilitando uma invasão silenciosa e dominio desses aliados por conveniencias de momento, os islâmicos!
    “Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo. Quebremos seu jugo, disseram eles, e sacudamos para longe de nós as suas cadeias!
    E quando os ocidentais derem contas que cairam na ciladas, já era: estarão retidos na armadilha que ambos ardilosamente prepararam!
    Há quantas décadas a Europa está recepcionando com honras os muçulmanos – parece que resolveram ignorar o passado das anteriores guerras contra essas hordas de bárbaros que irreversivelmente nos odeiam!
    Outro fator anti cristão foram os muitos milhões de ocidentais deixarem se idiotizar e elegerem governos social-marxistas, como os aliados dos Islã, os “politicamente corretos” e fantoches dos globalistas, como o Hollande, Obama(Hillary), Lula, Kirchner, Evo Morales, Chávez, Merkel etc., além de ações de revolucionarios comunistas travestidos de sacerdotes católicos, caso dos esquerdistas da TL e apoiadores, que são aliados dessas pestes mortais maometanas, conspirando contra tudo que pertença ao tronco judaico-cristão e à Igreja católica!
    E essa calamidade à nossa volta estaria com ajuda dos muitos milhões de católicos de fachada e inadvertidos de ambos perigos pelo clero, mesmo deles nas atuais homilias diarias, pois se dependesse de instruções nesse sentido, a partir de mim e onde estive em paroquias, boletins informativos religiosos etc.,, nem 01% do conteúdo acima veicularia aqui!

  4. “…estão atônitos face ao horror e se perguntam: por que nós? Por que um padre? Por que um homem de 86 anos?”
    “..o padre Hamel mantinha relações amigáveis com a comunidade muçulmana. A mesquita de Saint-Etienne du Rouvray foi construída num terreno oferecido pela paróquia da cidade”
    Quem alimenta serpentes no seu convívio, certamente será picado…

    A Arábia Saudita não recebe refugiados Sírios, mas vai gastar centenas de milhões de dolares na construção de mesquitas para eles na Europa.

    Enquanto o Cristianismo é relativizado pelo politicamente correto comunista e ateu e se esgarça na Europa, inclusive sob os auspícios do “Papa”, os Maometanos vão ocupando o espaço. Um povo que perde a sua religião, perde a sua cultura e os seus valores e acaba por desaparecer…

    Em França, 12% da sua população já é Muculmana, o país dispõe de centenas de armas nucleares; basta um militar francês decidido que também seja soldado de Maomé com acesso a esse arsenal para queimar Paris, Londres ou qualquer outra grande cidade…

    O Terror ainda esta por vir…. Disso nos adverte as escrituras e as profecias…

  5. E as profecias de Nossa Senhora de Fátima começam a se cumprir…
    Os bons serão martirizados

    O que é que vem depois?
    O Santo Padre terá muito que sofrer
    e
    Muitas nações serão aniquiladas.

  6. Santa Missa em memória de Padre Hamel, mártir.

  7. Um lucido e excelente comentario do que e a realidade europeia nos nossos dias este artigo. Obrigado pela partilha.

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