Vaticano: Papa rejeita cenário de «guerra de religiões».

Francisco comenta assassinato de sacerdote francês e fala num «mundo em guerra»

Lisboa, 27 jul 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje que mundo vive uma “guerra”, mas rejeitou que a mesma seja uma “guerra de religiões”, evocando o sacerdote francês assassinado esta terça-feira durante a celebração da Missa, ataque reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico.

“Alguém poderá pensar que estou a falar de uma guerra de religiões. Não: todas as religiões querem a paz. A guerra querem-na os outros, entendido?”, disse aos jornalistas que o acompanharam desde Roma para a sua viagem à Polónia.

Francisco disse esta tarde no avião, a caminho de Cracóvia, que “o mundo está em guerra”, comentando o assassinato do padre Jacques Hamel, na sequência da tomada de reféns na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, próximo de Rouen, norte de França, que acabou também na morte dos dois terroristas que executaram o ataque, ligados ao Daesh.

O pontífice agradeceu as condolências recebidas neste momento, em particular as do presidente de França, François Hollande.

“Repete-se muito a palavra segurança, mas a verdadeira é guerra. O mundo está em guerra, guerra aos bocados”, alertou Francisco, reforçando a ideia de que se assiste a um terceiro conflito global, despois das Guerras Mundiais do século XX.

Em relação a estes conflitos, o Papa entende que a guerra não é tão “orgânica”, mas é “organizada”.

“É guerra. Este santo sacerdote (Jacques Hamel) foi morto precisamente no momento em que oferecia a oração pela paz, é um dos muitos cristãos, tantos inocentes, tantas crianças”, advertiu, numa denúncia das perseguições religiosas no mundo.

Francisco deu como exemplo a situação na Nigéria, refutando a ideia de que é preciso desvalorizar situações como esta no continente africano.

“Não podemos ter medo de dizer esta verdade: o mundo está em guerra porque perdeu a paz”, insistiu.

A visita à Polónia acontece por ocasião da 31ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a decorrer até domingo, e o Papa espera que os jovens sejam sinal de “esperança” neste momento.

Após saudar um a um os 70 jornalistas de 15 países, o Papa voltou a pegar no microfone para sublinhar que estava a falar de “uma guerra a sério, não de guerra de religiões”.

“Falo de guerra de interesses, por dinheiro, por causa dos recursos naturais, pelo domínio das populações”, precisou.

Francisco deixou Roma pelas 14h00 locais (menos uma em Lisboa) e dirigiu, como é tradição, uma mensagem ao presidente da Itália, Sergio Mattarella, falando da JMJ como um encontro de “jovens provenientes de todo o mundo para um encontro significativo marcado pela fé e fraternidade”.

À chegada ao aeroporto internacional de Cracóvia, menos de duas horas depois, o Papa foi recebido pelo presidente da Polónia, Andrzej Duda, e pelo arcebispo da diocese, cardeal Stanislaw Dziwisz.

Durante a visita de cinco dias, Francisco vai participar nas cerimónias da JMJ, visitar o santuário mariano de Czestochowa e prestar homenagem às vítimas dos campos de extermínio nazi em Auschwitz-Birkenau.

Esta é a 15ª viagem internacional do atual pontificado e a primeira do Papa à Polónia, em toda a sua vida.

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19 Comentários to “Vaticano: Papa rejeita cenário de «guerra de religiões».”

  1. O Islã quer a paz sim, uma vez que eles tenham subjulgado todos os inimigos ou pel convencimento ou pela espada aí eles terão a paz. Ninguém venha falar aqui que eles não buscam a paz, buscam sim. A paz dos túmulos.

  2. Sim, as falsas religiões querem a guerra. Só as verdadeira querem e lutam pela paz. E verdadeira só há uma, mas isto não se pode dizer mais hoje em dia. Jesus morreria hoje também, não por pregar o amor e a paz mas por dizer que ninguém iria a Deus a não ser por Ele.

  3. De como fica então o seguinte, se não há guerra de religiões, reedição dos tempos das Cruzadas, pois o islamismo é uma ideologia política tendo envernizada de religião do odio aos opositores, como o comunismo, que força os seus seguidores a defenderem e imporem os seus preceitos com todo rigor e dureza, almejando como objetivo final do islamismo o de fazer com que o Islã seja a única “religião” ao redor do mundo, nem que imposta a ferro e fogo, se necessario e implantando a Sharia – lei islâmica – na qual as mulheres são as grandes discriminadas, niveladas a escravas!.
    É dever de todos os muçulmanos espalhar o Islã, fazendo com que a lei da terra seja a Sharia. A “guerra contra os infiéis” é para toda a eternidade até que “todo o caos termine e toda a religião pertença a Alá” Alcorão 8:39.
    A palavra “guerra” usada acima tem um sentido amplo, envolve desde o conflito e conquista militar, a outras ações, tais como: ocupação de território por meio de imigração proposital por meio de conflitos forjados; crescimento demográfico maior do que o dos não-muçulmanos, incluindo-se aí a prática da poligamia e o casamento de homens muçulmanos com mulheres não-muçulmanas!
    Têm outras ações, como a dawa – tentativa de conversão- conversão forçada; cobrança de impostos abusivos dos não-muçulmanos – jizya – atos que humilhem os não-muçulmanos, desde acusá-los de blasfêmia, quando eles vivem em países islâmicos – A ACUSÁ-LOS DE RACISTAS, XENÓFOBOS E ISLAMÓFOBOS QUANDO EM PAÍSES OCIDENTAIS!
    Perceberam como são malignos! Não é sem motivos de serem aliados dos comunistas!
    Preparam outros golpes, como: infiltração em entidades, agências e governos dos não-muçulmanos; enfim, todo e qualquer ato cuja consequência signifique o espalhamento ou a consolidação do islão através da implementação da Sharia por esses e mais meios artificiosos.
    Bem disse o conhecedor dos malvados islamitas, o santo padre Hamel: ““não há diferença entre religião e política”; por isso, enquanto os muçulmanos são uma minoria, eles aceitam as leis do país que os acolhe “, mas quando eles se tornam numerosos e organizados eles se tornam agressivos e querem impor suas leis.”
    Cuidado com brasas debaixo das cinzas, incl. no Brasil, trabalhando; são ultra perigosos, como os comunistas, só possuem esterco nas mentes!…

  4. Não sou estudiosos das religiões, mas creio que a ideia de que todas as religiões buscam a paz seja uma ideia equivocada, surgida em tempos recentes com a finalidade de conduzir o mundo a uma única religião universal. Acredito também que o mundo esteja caminhando para essa religião única universal e que por isso não haverá uma guerra de religiões, embora os atos terroristas do Estado Islâmico e demais jihadistas sejam evocados em nome da religião. A impressão que tenho é que esses atos terroristas perpetrados em diversos países visam a levar o mundo não a uma guerra de religiões, pois o Ocidente não é mais capaz de lutar por valores cristãos, mas a uma 3ª Guerra Mundial.

  5. Há um vídeo interessante do Stefan Molyneux sobre 3ª Guerra Mundial, islamismo e Ocidente. Será que alguém poderia colocar legendas nesse vídeo?

  6. Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas a espada. Com efeito, vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra. Em suma: os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. Aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. Aquele que não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Aquele que acha a sua vida, vai perdê-la, mas quem perde a sua vida por causa de mim, vi achá-la. Mateus 10:34-39

    Ele contradiz a própria religião da qual se diz líder e vigário, pois do momento em que o menino Jesus foi apresentado ao templo, Simeão abençoou-os e disse a Maria, a mãe: ‘Eis que este menino foi colocado para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição’. (Lucas 2:34-35)
    Jesus jamais advogou a violência física, especialmente por que Ele fala logo no versículo seguinte sobre divisões entre pais e filhos numa família, mas deixa claro que “se o mundo vos odeia, sabei que, antes de vós, odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele”.
    E diz mais: “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”.
    Portanto toda falsa religião que propaga a mentira e segue o Pai da Mentira, estará em guerra aberta contra Jesus e seus seguidores até o final dos tempos. Essa coexistência pacífica entre credos diferentes é uma quimera denunciada claramente na Mortalium Animus.
    Nós conseguimos conviver numa boa com gente de todas as matizes e credos, contanto que a religião esteja fora da discussão. Mas quem tem a infelicidade de viver num mesmo lar com disparidade de culto sabe bem o inferno que é no dia a dia!
    A própria pérola bergogliana não faz o menor sentido: “Alguém poderá pensar que estou a falar de uma guerra de religiões. Não: todas as religiões querem a paz. A guerra querem-na os outros, entendido?”,
    Os outros quem? Os ateus?
    Na sua concepção marxista do mundo ele só consegue ver ” guerra de interesses, por dinheiro, por causa dos recursos naturais, pelo domínio das populações”. Um papa materialista que não acredita no lado sobrenatural ou espiritual das coisas, que nega as verdades de fé. Estamos fritos!
    Quando é pra descer a lenha nos Católicos e no Catolicismo ele não mede palavras, mas pra arrumar desculpas para o islamismo ele consegue até dar nó em goteira.

  7. Não há guerra de religiões, há uma única guerra deflagrada desde o princípio pela antiga serpente contra os filhos da Mulher e a Igreja Católica, esposa de Cristo.
    Ao longo dos séculos estes inimigos identificados como hereges, cismáticos, protestantes, bárbaros, marxistas, sionistas, maçons, modernistas…infiltrados na Igreja ou não; se levantam em batalha para vencê-La.
    No segredo de Salette Nossa Senhora disse que em uma época de grande aflição os inimigos da Igreja seriam exterminados em atenção a oração, a penitência e as lágrimas dos justos…porém a humanidade se esqueceria que a causa de tantas barbáries eram o pecado e retornará ao estado anterior devido ao pecado.
    Hoje nos lamentamos pelos males que nos ocorrem, mas será que há justos se penitenciando e orando pela causa?
    Como bem recordou a irmã Gercione, Mons. Lefebvre e alguns já haviam alertado para o perigo de acolher os muçulmanos. Em Fátima, N. Senhora pediu que rezássemos o terço todos os dias para evitar a guerra. Não foi ouvida. Pediu a consagração das famílias ao seu Imaculado Coração. Nada. Pediu que a Rússia fosse consagrada para evitar que os erros do comunismo se espalhassem pelo mundo. Em vão. Deus envia profetas a humanidade para que ela se emende, mas os avisos sempre caem no vácuo. Besteira! Conversa de gente pessimista, ultra-radical, intolerante. Pagamos pra ver e levamos na cara. Vejamos o quanto nossa humanidade de maioria católica tem buscado as leis de Deus: 56 milhões são abortados por ano; as famílias são cada vez destruídas pelo divórcio e pelo adultério. 190 países se comprometeram a implantar a eutanásia, o aborto e a agenda gay. Os mandamentos e os sacramentos estão sendo pisoteados aos nossos olhos e nada disso nos incomoda. Eclesiásticos se gastam pelo falso ecumenismo no qual Cristo é equiparado a qualquer divindade e na tal “religião universal” seu nome não poderá ser proclamado. Não denunciam a sodomia e até ajudam promove-la. A cegueira é tanta que mesmos prelados que apoiam o Islã serão vítimas dele. Falam da preservação dos recursos naturais, mas não promovem os recursos necessários para a salvação das almas. Tudo em nome do amor e da paz!
    Em Fátima fomos avisados de um tal castigo. Como crianças teimosas insistimos na travessura enquanto não esgotamos a paciência dos pais. Um dia a paciência acaba. E aí? O que resta é agir como o bom ladrão: reconhecer a culpa, pedir perdão e preparar as costas.

  8. Pelo ponto de vista de que o islã NÃO É UMA RELIGIÃO , e sim uma ideologia anti semitistas muito mau disfarçada sob o véu de uma falsa religião , Francisco está certo .

  9. O que Bergóglio quer dizer? Que o cristianismo, especialmente a Igreja Católica, não é o alvo principal do ataque contra a Civilização Ocidental? E pensar que tivemos, entre tantos Papas, São Leão Magno. Aquele que salvou Roma e poupou a Europa dos saques do rei dos hunos, Átila.

  10. O Islã eu tenho certeza que quer a paz, como sempre dizem aqui, a politicamente correta, quer dizer, eu mando, e v obedece e nós ficamos em paz!
    Como não estamos em guerra de religiões, do islamismo contra todas?
    Sim senhor, o islamismo está em guerra contra todas pois querem o profeta deles Maomé sendo o grande mestre e o deus alá sendo adorado, mas o deus alá é a deusa da lua.

  11. Os caras gritam “Alahu Akbar” enquanto matam e não é guerra de religiões?

  12. Até o Presidente francês (socialista e que não é propriamente amigo da Igreja) disse no próprio dia do atentado:

    “Os meus pensamentos estão com eles [os católicos]. Esta noite irei receber o Arcebispo da Normandia, que depois se irá dirigir à população. Amanhã, terei um encontro com representantes de todas as religiões. Todos os católicos foram atingidos hoje, mas também todos os cidadãos de França”

    Apelidou de “odioso assassinato” o martírio do padre Jacques Hamel. Disse ainda ao Papa que foi toda a França a ser atingida neste ataque a um sacerdote. “Tudo será feito para proteger as igrejas e os locais de culto”.

    Hollande recordou ainda o papel da França “na defesa dos cristãos do Oriente” e deixou votos de que “nestas circunstâncias tão dolorosas e duras, o espírito de concórdia prevaleça sobre o ódio”. Dirigiu-se pessoalmente à Conferência dos Bispos de França para os apioar “nestes momentos de dor” (palavras de Hollande).

    Mostrou (sinceramente ou não) mais dor e consternação pela morte de um sacerdote que o próprio Papa. Falou e fez bem mais e melhor que o próprio Papa em funções que, nas suas palavras vagas (como sempre), parece desvalorizar completamente esta guerra que É RELIGIOSA, SIM.

    Diz Francisco:

    “Falo de guerra de interesses, por dinheiro, por causa dos recursos naturais, pelo domínio das populações”… Que é isto? Este homem tem noção do que diz?

    Se nem com um Padre francês degolado no coração da Europa, durante a celebração de uma Missa, o chefe dos católicos assume que estamos em guerra religiosa…estamos mal. Muito mal.

    Por favor, demita-se! Ainda vai a tempo.

  13. Como diz o Prof. Olavo de Carvalho: PARALAXE COGNITIVA. O papa está paraláxico.

  14. Linking the dots.

  15. Oremos para que o Senhor ilumine o papa Francisco, que possa abrir os olhos e ver o mundo.
    Gostaria de conhecer a posição do papa emérito Bento XVI sobre o assunto, se alguém a conhecer, por gentileza, divulgue.
    Creio que ocorreu uma forte declaração do Cardeal Robert Sarah sobre o tema.

  16. Maomé e islamismo segundo São Tomás de Aquino
    Tão maravilhosa conversão do mundo para a fé cristã é de tal modo certíssimo indício dos sinais havidos no passado, que eles não precisaram ser reiterados no futuro, visto que os seus efeitos os evidenciavam. Seria realmente o maior dos sinais miraculosos se o mundo tivesse sido induzido, sem aqueles maravilhosos sinais, por homens rudes e vulgares, a crer em verdades tão elevadas, a realizar coisas tão difíceis e a desprezar bens tão valiosos. Mas ainda: em nossos dias Deus, por meio dos seus santos, não cessa de operar milagres para confirmação da fé.

    No entanto, os iniciadores de seitas errôneas seguiram caminho oposto,

    a) como se tornou patente em Maomé. Ele seduziu os povos com promessas referentes aos desejos carnais, excitados que são pela concupiscência.

    b) Formulou também preceitos conformes àquelas promessas, relaxando, desse modo, as rédeas que seguram os desejos da carne.

    c) Além disso, não apresentou testemunhos da verdade, senão aqueles que facilmente podem ser conhecidos pela razão natural de qualquer medíocre ilustrado. Além disso, introduziu, em verdades que tinha ensinado, fábulas e doutrinas falsas.

    d) Também não apresentou sinais sobrenaturais. Ora, só mediante estes há conveniente testemunho da inspiração divina, enquanto uma ação visível, que não pode ser senão divina, mostra que o mestre da verdade está inspirado de modo invisível. Mas Maomé manifestou ter sido enviado pelo poder das armas, que também são sinais dos ladrões e dos tiranos.

    e) Ademais, desde o início, homens sábios, versados em coisas divinas e humanas, nele não acreditaram. Nele, porém, acreditaram homens que, animalizados no deserto, eram totalmente ignorantes da doutrina divina. No entanto, foi a multidão de tais homens que obrigou os outros a obedecerem, pela violência das armas, a uma lei.

    f) Finalmente, nenhum dos oráculos dos profetas que o antecederam dele deu testemunho, visto que ele deturpou com fabulosas narrativas quase todos os fatos do Antigo e do Novo Testamento. Tudo isso pode ser verificado ao se estudar a sua lei. Já também por isso, e de caso sagazmente pensado, não deixou para leitura de seus seguidores os livros do Antigo Testamento, para que não o acusassem de impostura.

    g) Fica assim comprovado que os que lhe dão fé à palavra crêem levianamente.


    São Tomás de Aquino. Suma contra os gentios. Livro I, 40-41.

    Read more: http://www.saopiov.org/2011/01/maome-e-islamismo-segundo-sao-tomas-de.html#ixzz4FdixOsUz

  17. Extraído do “TRATADO DE HISTÓRIA ECLESIÁSTICA” escrito pelo Padre Rivaux.

    Maomé, este Átila do Oriente, nascera no ano 570, nos desertos da Arábia Pétrea, de um pai pagão e de uma mãe judia. Era intrépido, intrigante, eloquente e dotado de uma grande habilidade na arte da mentira e da impostura. Na idade de vinte cinco anos casou-se com uma rica viúva de Damasco, chamada Kadija, e aos quarenta anos tornou-se profeta. Como era epilético, o novo apóstolo fez de sua mesma enfermidade a base da sua grandeza, persuadindo primeiramente a sua mulher, a seu primo Ali, a Abu Bakr, homem distinto por seu mérito e suas riquezas, e depois por eles a muitos outros, que os horríveis acessos de epilepsia eram êxtases, em que se entretinha com o anjo Gabriel. Os árabes veem na epilepsia uma das formas consagradas de comunicação com o mundo natural, o ensino do novo profeta acha-se depositado num livro intitulado Corão ou Alcorão. É o Evangelho dos maometanos. O hábil impostor afirmou ter recebido sucessivamente as suas diferentes partes por ministério do anjo Gabriel. (Nota: Segundo Maomé, o Alcorão existia completo no céu, de onde descia em folhas volantes conforme as circunstâncias e as necessidades do profeta, que por este meio podia tirar-se de todos os embaraços e justificar todos os crimes).

    Efetivamente ele tinha-as redigido com o auxílio de alguns homens instruídos, pertencentes a diversas religiões seguidas no Oriente, e entre os quais se contam comumente o judeu Abdallah e um monge nestoriano chamado Sérgio. O Alcorão contém cento e quatorze capítulos. É um acervo confuso de contos, de visões, de sermões, de preceitos, de conselhos, em que se encontram a verdade e a mentira, o sublime e o absurdo, e em que abundam as contradições. Confessa que há um só Deus, mas sem distinção de pessoas, e Maomé é seu profeta; rejeita os dogmas da Encarnação, da Redenção, da Graça; ensina que os homens são necessariamente predestinados para o céu ou para o inferno; que depois da morte há um juízo particular, e no fim do mundo um juízo universal, em que só os maometanos serão salvos; que os maus serão precipitados no inferno e que os bons irão para o paraíso, onde acharão águas límpidas, prados agradáveis, mesa e todos os prazeres dos sentidos; que, além do céu e do inferno, existe uma espécie de purgatório; que Jesus Cristo é o maior dos profetas, porém que não é Deus; que Maria, dando-o ao mundo, não perdeu a sua virgindade; que os judeus não puderam matar nem crucificar o Filho de Maria, porque tiveram em seu poder só a imagem dele, tendo sido a sua pessoa tirada deste mundo e colocada perto de Deus; que a lei de Moisés e o Evangelho são livros divinos, mas que os judeus e os cristãos os alteraram, corromperam e não entenderam; que Abraão não era nem judeu nem cristão, mas muçulmano, isto é, consagrado a Deus. Em resumo, o deísmo, o fatalismo e o sensualismo constituem todo o ensino dogmático de Maomé.

    A moral do islamismo abrangia as virtudes da ordem sobrenatural, a justiça, a temperança, etc., as quais Maomé ajuntou, como preceitos particulares, a abstinência do vinho e da carne de porco, frequentes abluções, a circuncisão, o jejum, sobretudo o jejum do mês de Ramadan, a santificação da sexta-feira, a oração cinco vezes ao dia e a viagem a Meca uma vez na vida. Quanto às virtudes interiores, como a humildade, a paciência, a mansidão, o amor de Deus, a confiança na sua bondade, etc., não se faz menção delas no Alcorão. A castidade é reputada como nada. Maomé permite o divórcio e a poligamia, que autorizou com o seu exemplo, pois teve ao mesmo tempo quinze mulheres e muitas concubinas; até mesmo casou com a mulher de seu filho adotivo. Contudo, o novo legislador condenava o adultério.

    O culto da nova religião reduzia-se à oração pública, ás abluções e outras cerimônias, que deviam acompanhá-las. O sacrifício, propriamente dito, e com ele o sacerdócio, não existia no islamismo. Os imãs ou ministros ordinários do culto, que vieram mais tarde para o serviço das mesquitas, não formavam um verdadeiro clero, um corpo sacerdotal. O trabalho manual é considerado pelo Alcorão como sendo uma ocupação própria de escravos. A preguiça, elevada assim à dignidade de um dogma, matou no Oriente a agricultura, a indústria, o comércio a as artes.

    A grande lei do Alcorão é o ódio de tudo quanto não é maometano. O alfanje [sabre de lâmina curta e larga, o que usam ainda hoje para degolar cristãos] era a chave do paraíso. Quanto mais se exterminasse tudo o que se opusesse ao islamismo, maior perfeição haveria. Tal era a obrigação mais sagrada dos muçulmanos, e história diz-nos quão fielmente ele a cumpriram. Havia então numerosas cidades na África, e quase todas foram saqueadas e destruídas por eles.

    Contudo, apesar da astúcia do visionário, formou-se uma conjuração contra ele. Expulso da sua tribo como impostor, refugiou-se em Medina, no ano 622. Esta fuga foi a época da sua glória, da fundação do seu império e de sua religião. Chama-se hégira, isto é, fugida ou perseguição; e é daí que os maometanos contam os anos. O profeta fugitivo empunhou o alfanje e fez-se conquistador. Levantou tropas e em menos de doze anos submeteu, por si ou por seus generais, todo o país até quatrocentas léguas de distância de Medina, tanto ao Oriente, como ao meio-dia. O novo apóstolo veio a ser, assim, um dos mais poderosos monarcas da Ásia. Afinal, querendo uma judia saber se Maomé tinha realmente o dom de profeta, fez-lhe comer um pedaço de carneiro envenenado, e o profeta morreu no ano 632 da era de Jesus Cristo e no undécimo da hégira. O seu corpo foi sepultado em Medina, e diz-se vulgarmente que ele está suspenso na abóboda do templo de Meca, mas isso é uma fábula.

    … “Acusa-se até Maomé, diz Newman, de ter contradito as suas primeiras revelações com revelações posteriores, e os seus próprios sequazes são concordes em admitir este fato; e quando sucede, que as contradições são tais, que as não podem resolver, decidem-se então a declarar nula uma da passagens contraditórias. No Alcorão há mais de cento e cinquenta versículos que são assim declarados nulos. Este livro deu ocasião a tantos comentários, a tantas versões e interpretações diferentes, que no tempo do califa Moaviah, carregavam duzentos camelos”.

    Nota: O Estado Islâmico (EI) foi criado para levar o mundo a pensar que o uso da espada (alfanje) é exclusivamente deste grupo recém-criado, quando, na verdade, o Islamismo na sua essência, tem por finalidade dominar o mundo pela espada. Mas atualmente, mudaram a tática: agora, enquanto os cristãos ficam preocupados só com o EI, os muçulmanos primeiro deverão invadir pacificamente todos os países do mundo, e depois, se multiplicarem o mais possível, Cada homem pode ter 4 mulheres e estas não podem evitar filhos. Pensam que chegará a hora azada para dar um golpe simultâneo e mundial. E, o pior, é que com os elogios que o Concilio Vaticano II fez a eles e máxime, o fato de o então Papa João Paulo II ter beijado o Alcorão, diminuíram as conversões para o Catolicismo e aumentaram as apostasias de cristãos para o Islamismo. Quando, no ano 2000 estive em Jerusalém procurei saber da boca deles mesmos (o nosso guia era judeu) qual foi a repercussão daquele ecumenismo da Igreja Católica. Respondeu-me em nome de todos os judeus e muçulmanos (porque fiz questão de frisar que não queria a simples opinião pessoal dele) que a repercussão foi a melhor possível: “Afinal a Igreja católica vem reconhecendo que nós estamos com a verdade” (Palavras textuais do nosso guia, o Sr. Leão). Este o fruto deste maldito ecumenismo! Mas talvez os muçulmanos sejam num futuro não muito longínquo, o flagelo de Deus para castigar esta humanidade que não quer ouvir nem os apelos de Jesus Cristo nem os de sua Mãe Santíssima em Fátima. Não sai de minha cabeça que a terceira parte do Segredo de Fátima, será realizada pelas mãos dos muçulmanos.