Imã na igreja: grave ofensa à fé e à razão.

Por  Roberto de Mattei, Il Tempo – Roma, 03-08-2016 | Tradução: FratresInUnum.comO presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Dom Angelo Bagnasco, criticou aqueles católicos que se mostraram perplexos e, em muitos casos, indignados pelo convite feito aos muçulmanos para rezarem nas igrejas italianas no domingo, dia 31 de julho: “Verdadeiramente não compreendo por quê. O motivo não me parece de fato existente”.

31-luglio-468x263Segundo ele, a participação de milhares de muçulmanos na oração diante do altar pretende ser “uma palavra de condenação e uma tomada de distância absoluta da parte de quem – não somente os muçulmanos – não aceita qualquer forma de violência”. Na realidade, como observou Mons. Antonio Livi no site La nuova Bussola quotidiana, a participação dos muçulmanos nas cerimônias litúrgicas na Itália e na França foi ao mesmo tempo um ato sacrílego e insensato.

Sacrilégio porque as igrejas católicas, ao contrário das mesquitas, não são centros de conferências ou de propaganda, mas locais sagrados, onde se rende o do culto de adoração a Jesus Cristo, realmente presente “em corpo, sangue, alma e divindade” na Eucaristia. Se se julgava necessário um encontro para condenar a violência, tal ato político poderia realizar-se em qualquer outro lugar, mas não na Casa de Deus, que para o Papa e os bispos italianos só pode ser do único e verdadeiro Deus em três Pessoas, combatido pelo Islã militarmente ao longo dos séculos.

Em Roma, na Basílica de Santa Maria in Trastevere, estavam sentados na primeira fila três imãs da Capital, dois dos quais – Ben Mohamed Mohamed e Sami Salem – falaram do púlpito, citando várias vezes o Alcorão. Mas deram as costas ao Evangelho durante a homilia e sussurraram uma oração muçulmana enquanto os católicos recitavam o Credo. Na catedral de Bari, o pretenso Imã Sharif Lorenzini recitou em árabe a primeira Sura do Alcorão, que condena a incredulidade dos cristãos com estas palavras: “Mostra-nos o caminho reto, o caminho daqueles a quem favoreceste, e não o (caminho) daqueles que foram objeto de tua ira, nem daqueles que se desviaram”.

O que aconteceu foi também um ato desarrazoado, pois não há nenhum motivo para incentivar os muçulmanos a rezar e fazer sermões em uma igreja católica. A iniciativa dos bispos italianos e franceses induz os fiéis a crer que o Islã enquanto tal é isento de qualquer responsabilidade na estratégia do terror, como se não fosse em nome do Alcorão que muçulmanos fanáticos mas coerentes massacram cristãos no mundo. Negar, como o fez o Papa Francisco, que a guerra em curso seja religiosa, seria como negar que na década de setenta as Brigadas Vermelhas conduziram uma guerra política contra o Estado italiano.

A motivação dos terroristas do Estado Islâmico é religiosa e ideológica e usa como pretexto uma série de versos do Corão. Em nome deste, dezenas de milhares de católicos são perseguidos em todo o mundo, do Oriente Médio à Nigéria e desta à Indonésia. Enquanto o novo número de Dabiq, a revista oficial do Califado, convida seus militantes a destruir a Cruz e matar os cristãos, a Conferência EpiscopaI Italiana exime a religião maometana de qualquer responsabilidade, atribuindo os massacres dos últimos meses a poucos extremistas. É precisamente o contrário: foi só uma minoria (23.000 dos mais de dois milhões de islâmicos oficialmente registrados) a proporção de muçulmanos que aderiram à insensata iniciativa promovida pela Conferência Episcopal Italiana.

Devemos reprovar a maioria que rejeitou o convite ou, antes, acusar de hipocrisia os que o aceitaram? Pois não há nenhum motivo para os muçulmanos – que professam uma religião não só diferente, mas antitética da fé católica – virem rezar e pregar em uma igreja católica, ou convidarem os católicos a pregar e rezar em suas mesquitas.

O que aconteceu em 31 de julho é, sob todos os aspectos, uma ofensa grave à fé e à razão.

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30 Comentários to “Imã na igreja: grave ofensa à fé e à razão.”

  1. Repugnante.. Tive ânsia de vômito.

  2. Pseudo ecumenismo ou ele pessimamente entendido, foram esse e os atos conjuntos concelebrados com os filhos da deusa da lua Alah, isso sendo o mais parecido, em favor do entronizado relativismo para atendimento de formação de um mix de todas as religiões numa só, bem ao sabor da ONU-globalismo, da Nova Ordem Mundial!
    Enquanto isso, o presidente da Conferência Episcopal Italiana, o cardeal Dom Angelo Bagnasco censurou os católicos atônitos por essa manifestação conjunta com os muçulmanos para rezarem nas igrejas italianas no domingo dia 31 de julho pp., pois ele não apreciou nem um pouco as rejeições dos católicos ao fato!
    D Bagnsco achou que o ato fôra “uma palavra de condenação e uma tomada de distância absoluta da parte de quem – não somente os muçulmanos, que não aceitam qualquer forma de violência” – mais se parecendo que nada entende ou interessa saber sobre o Alcorão do odio aos oponentes – a não ser que seria associado a eles!
    Onde já se viu tentar corrigir um erro com outro ainda pior?
    A verdade, porém, foi expressada por Mons. Antonio Livi no site La Nuova Bussola Quotidiana sobre a participação dos muçulmanos nas cerimônias litúrgicas na Itália e na França, que foi ao mesmo tempo um sacrílegio, uma profanação sem precedentes, dando status de religião aceitável a uma ideologia sumamente anti cristã, assassina e que tem o odio como bandeira!
    É bom notar que os cristãos e muçulmanos não têm o mesmo conhecimento do Senhor Deus ao não atenderem à mesma Revelação, portanto, não ouvem a mesma Palavra, pois o deus apresentado pelo Alcorão é desconhecido e inacessível, embora digam que seja o mesmo Senhor Deus de Israel, uma desmedida fraude!
    Enquanto isso, o nosso, conhecido e esteve entre nós na Pessoa de Jesus!
    Aliás, as diferenças entre o cristianismo e o islamismo são tão clamorosas de os maometanos divergirem de nós a ponto de esses pagãos quererem nos levar por coação para a “religião” deles, ou em caso de inaceitação, trucidarem-nos, como têm feito com os cristãos que os rejeitam, encurralados entre fronts ou perseguidos até dentro de campos de refugiados e entregues às aves-de-rapina do Islã pelo Ocidente apóstata!…

  3. Um filme sobre a história e cultura árabes conta que um poderoso governante recusou um convite de seu amigo cristão para rezarem juntos no templo cristão, explicando que, pelas regras do Islã, todo lugar em que um muçulmano reza se transforma automaticamente em território do Islã.

    • Exatamente por esse motivo tão bem colocado que justificam a guerra de conquista… segundo esse mesmo raciocínio, toda a Europa precisa ser conquistada.

  4. Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: Quando acontecerá isto? E qual será o sinal de tua volta e do fim do mundo? (São Mateus 24:3)

    Tudo isto será apenas o início das dores. (São Mateus 24:8)

    Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – (São Mateus 24:15)

    Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.
    Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.
    Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.(Apocalipse, 12:1,2,3)

    27 de Setembro de 2017 é logo ali, que Deus tenha piedade de nós…
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/18742/Evento-astronomico-que-durara-nove-meses-e-meio-e-culminara-em-uma-surpreendente-coincidencia-com-a-visao-do-Apocalipse-12-Este-evento-astronomico-em-todos-os-seus-detalhes-e-unico-na-historia-da-humanidade

    • Acho interessante esse assunto referente a abominação da desolação (Daniel 9,27). O Pe. Gobbi dizia que a abominação da desolação seria a cessação do sacrifício eucarístico (a missa). Alguém poderia confirmar ou corrigir essa interpretação da Escritura?

  5. Voltamos ao tempo dos adoradores de Baal. Eles estão verdadeiramente decididos a acabar com a Igreja de Jesus Cristo. Mais uma vez – não sabemos ao certo quando nem como – vai ficar bem claro quem está no comando, quem fundou a Igreja, quem é o Senhor, quem são seus profetas e qual é a única e verdadeira religião. Ou seja, o triunfo do Imaculado Coração de Maria se aproxima cada vez mais.

  6. Que o Angelo Bagnasco diga isto aos cristãos perseguidos no oriente médio e às famílias dos milhares de mártires do Islâ, aqui, no Ocidente e, principalmente do Oriente Médio!

  7. Há uma frase atribuída a Winston Churchill que diz: “O pacifista é aquele que alimenta o crocodilo na esperança de ser comido por último” .
    E é o que temos visto com essa hierarquia que serve à Impostura Religiosa. São homens frouxos e covardes que se tornaram um espetáculo deprimente, fruto da sua apostasia. São cegos e guias de cegos, daí o ar de surpresa com as reações à sua prevaricação: “Verdadeiramente não compreendo por quê. O motivo não me parece de fato existente”( Cardeal Bagnasco)

    Um sacerdote foi degolado no altar por terroristas islâmicos e os impostores correm pra abrir as portas da Igreja para outros muçulmanos na esperança de serem degolados por último. A única preocupação deles é o próprio pescoço:
    _ Vejam como somos bonzinhos, nós respeitamos a sua religião, vocês são bemvindos em nossas igrejas até pra pregar o livro sagrado do santo profeta Maomé!
    Total rendição hipócrita e covarde! Há um sociólogo holandês, Geert Hostede, que afirma que cultura é a programação coletiva da mente. No meio da desordem e das aberrações teológicas que proliferaram na Igreja após o Vaticano II, as mentes do clero modernista estão programadas para viverem o humanismo e não o Cristianismo ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo.
    Padre Antônio Livi escreveu um artigo no dia 31-07-2016, que vem corroborar com esse de Roberto de Mattei:http://www.lanuovabq.it/it/articoli-musulmani-a-messaun-atto-insensato-16957.htm

    “Mas há um problema. Além da responsabilidade institucional que requer que até certo ponto e dentro de certos limites a Igreja hierárquica se ocupe também da diplomacia inter-religiosa , há também – e o que é mais importante na verdade ( de modo que se essa faltar não existe mais Igreja) – a responsabilidade de dar a Cristo Jesus, realmente presente “no corpo , sangue, alma e divindade ” na Eucaristia, o devido culto de adoração.
    Nas igrejas católicas esse culto de adoração se dá com a Santa Missa e a “reserva” eucarística no tabernáculo. Por esta razão, as igrejas católicas não são um simples lugar de encontro da comunidade e, portanto não são algo análogo às sinagogas e mesquitas. No sentido próprio, isto é, no sentido teológico e sobrenatural – a igreja é a “casa de Deus”. É um “lugar sagrado”, e a profanação de um lugar sagrado é um pecado horrível aos olhos de Deus, porque é exatamente o oposto do que Deus ordena no primeiro mandamento do Decálogo. O padre católico é uma “pessoa sagrada”, como a Igreja sempre reconheceu. É uma “pessoa sagrada”, pelo efeito da consagração sacerdotal recebida no momento em que o bispo conferiu-lhe o sacramento da Ordem, que imprime na alma do recipiente um “caráter” indelével, como o Batismo.[…]
    O que, portanto, se espera obter com o ingresso de muçulmanos em nossas igrejas, quando a Missa está sendo celebrada? Nenhum deles vai considerar que está entrando em um lugar sagrado, onde se desenvolve uma cerimônia sagrada em que se adora o Verdadeiro Deus em três Pessoas, que ali é celebrado sacramentalmente o sacrifício redentor do Filho de Deus para o perdão dos nossos pecados. Nenhum deles, entrando na igreja, vai fazer o sinal da cruz com água benta (um sacramental que prepara os fiéis para o ato penitencial e a recepção digna dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia). Nenhum deles vai se ajoelhar durante a consagração para adorar o Santíssimo Sacramento. Acima de tudo, nenhum deles vai ouvir o sermão do padre como um comentário litúrgico sobre o Evangelho de Jesus Cristo proclamado na Missa: na melhor das hipóteses, será considerado como algo semelhante (ou contrário) aos sermões de seu imã.
    Para que servirá tudo isso? Para o bem do diálogo inter-religioso? Para a paz mundial? São todos resultados que correspondam a uma pia ilusão irenista. O que realmente irá resultar é uma profanação da Santa Missa, do lugar sagrado onde é celebrada, e da pessoa sagrada do celebrante que sobre o altar é o próprio Cristo, enquanto ele empresta sua voz e gestos a Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, que se faz vítima para a nossa salvação.
    E se alguém ao ler estas poucas linhas, pensa que aqui se dá muita ênfase ao dogma e que o que conta é a ação pastoral e ecumênica, saiba que ele é apenas mais uma vítima da cegueira produzida pela teologia falsa e maus pastores. A fé da Igreja é aquela, que eu me recordo, nenhum Concílio e nenhum papa jamais quis mudar e nem nem poderia. E saibam que nenhuma pastoral e nenhuma iniciativa ecumênica atinge o seu verdadeiro propósito se ignora ou contradiz o dogma”( Padre Antônio Livi ).

  8. O ecumenismo é sempre de mão única. Todas as auto-humilhações da Igreja não encontram a mínima contrapartida por parte dos “irmão separados”, dos “irmãos mais velhos”, e agora dos “irmãos monoteístas” .
    Católicos retiram as imagens de Nossa Senhora das igrejas para não ofender visitantes protestantes em cultos ecumênicos. Mas quem já viu protestantes entronizarem imagens em seus templos para recepcionar os católicos? Quem já os ouviu conter a língua, e deixar de acusar os católicos de idólatras, ou a Igreja de “meretriz da Babilônia”, por temor de ofender-nos?
    Em qualquer igreja moderna não pode faltar uma menorá, embora seja cada vez mais difícil encontrar um crucifixo, e os rabinos são conspícuos em ambientes católicos. Mas quem já viu um crucifixo, ou mesmo ouviu uma menção ao Evangelho numa sinagoga? Ao contrário, até o papa, ao visitar sinagogas, trata de dissimular a cruz peitoral, não vão os judeus “olhar para Aquele a quem crucificaram” e converter-se…
    E quanto aos maometanos, quando houve um convite aos católicos para rezarem numa mesquita? De seu ponto de vista, isto seria uma profanação intolerável. Lembre-se que a última “intifada” teve início porque alguns judeus ousaram pisar na esplanada das mesquitas, em Jerusalém.
    Aliás, o convite dos bispos é inteiramente desnecessário, pois os islamitas entram nas igrejas quando bem entendem, e degolam o padre aos brados de “Allahu akbar”. Não deixa de ser uma oração muçulmana…

    • Na PUC de São Paulo, na qual estudei, não havia um crucifixo sequer por seus ambientes ( salvo o do Páteo do antigo convento Carmelita, tombado ); em compensação, judeus iam para as aulas de quipá…

  9. Recordando uma realidade…
    .. * “Infelizmente, em nossos dias, está ficando cada vez mais evidente que o Vaticano, por meio da Secretaria de Estado, tomou a estrada do politicamente correto. Alguns Núncios tornaram-se propagadores do liberalismo e do modernismo. Eles se tornaram especialistas no princípio “Sub secreto Pontifício”, através do qual manipulam e calam as bocas dos bispos. E assim o que diz-lhes o Núncio fica parecendo como o que seria quase certamente o desejo do Papa. Com tais estratagemas, separam os bispos uns dos outros de modo que os bispos de um país não falam mais a uma só voz no espírito de Cristo e Sua Igreja na defesa da fé e da moral. Isso significa que, a fim de não cair em desgraça com o Núncio, alguns bispos aceitam suas recomendações, que às vezes são baseadas em nada mais do que em suas próprias palavras. Em vez de zelosamente propagar a fé, pregando com coragem a doutrina de Cristo, sendo firmes na defesa da verdade e da moral, as reuniões das Conferências Episcopais, frequentemente, lidam com questões que são estranhas à natureza do ofício dos sucessores dos apóstolos.
    … Pode-se observar em todos os níveis da Igreja uma diminuição evidente do espírito do “sacrum”. O “espírito do mundo” alimenta os pastores. Os pecadores é que dão à Igreja as instruções de como ela tem que servi-los. Constrangidos, os Pastores se calam sobre os problemas atuais e abandonam o rebanho, enquanto cuidam de alimentar apenas a si mesmos. O mundo é tentado pelo demônio e se opõe à doutrina de Cristo. Não obstante, os pastores são obrigados a ensinarem toda a verdade sobre Deus e os homens “em bons tempos e em maus tempos”.
    … Em nossos dias, a voz da maioria dos bispos se assemelha ao silêncio dos cordeiros diante de lobos furiosos, os fiéis são abandonados como ovelhas sem defesa. Cristo foi reconhecido pelos homens como alguém que falava e agia em uníssono, que tinha poder e é este poder que Ele concedeu a Seus apóstolos. No mundo de hoje, os bispos precisam se libertar de todos os laços mundanos e – depois de terem feito penitência – converterem-se novamente a Cristo, para que fortalecidos pelo Espírito Santo possam anunciar Cristo como o único Salvador. Em última análise, deve-se prestar contas a Deus por tudo o que foi feito e por tudo o que não foi feito..
    …*”Carta aberta de um arcebispo sobre a crise na Igreja – D Jan pawel Lenga.

  10. Alex, sobre o Pe Gobbi, veja mensagem de 31/12/1992, no Livro “Aos Sacerdotes Filhos Prediletos de Nossa Senhora”

    • Joé, obrigado pela indicação dessa mensagem! Já a reli. Muito interessante, de fato. Estejamos atentos para o desenrolar dos acontecimentos.

  11. Prezado sr. Alex,

    A questão a abominação da desolação entra,
    necessariamente, em estudos escatológicos mais aprofundados.

    Mas tem duas questões que me parecem bem relevantes para compreenderemos
    essa expressão:

    1) No antigo testamento, “abominação” é termo dirigido a pecados gravíssimos,
    como o paganismo, a sodomia, etc; ao passo que o termo “desolação” ou
    “desconsolação” refere-se à perseguição do povo judeu pelo inimigo.

    Assim, unindo os dois termos pela expressão “abominação da desconsolação”,
    teríamos, ao mesmo tempo, um ícone do pecado (abominação), perseguidor
    dos cristãos (desconsolação), inserida no lugar santo (Igreja).

    Nesse sentido, escreveu, por exemplo, o Papa Paulo IV na Bula
    “Cum ex Apostolatus Officio”, do ano 1559:

    “Quanto mais alto está o desviado de Fé, mais grave é o perigo

    (…)

    donde surge um perigo maior, ali mais decidida deve ser a providência para impedir que falsos profetas e outras pessoas que detenham jurisdições seculares não tenham lamentáveis laços com as almas simples e arrastem consigo para a perdição inumeráveis povos confiados a seu cuidado e a seu governo nas coisas espirituais ou nas temporais; E PARA QUE NÃO ACONTEÇA ALGUM DIA QUE VEJAMOS NO LUGAR SANTO A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO, predita pelo profeta Daniel; com a ajuda de Deus para Nosso empenho pastoral, não seja que pareçamos cães mudos, nem mercenários, ou amaldiçoados maus vinicultores (…)”

    2) Acrescente-se a isso o fato de que as Profecias das Escrituras realizam-se
    de modo mais ou menos cíclicos.
    Mas é preciso tomar cuidado com essas palavras:
    isso não quer dizer que não chegará o fim dos tempos, ou que não haverá
    um anticristo que será a própria encarnação do mal..
    Isso quer dizer que esse anticristo que virá no fim dos tempos,
    bem como a abominação da desconsolação, e etc,
    isso tudo não acontecerá APENAS no derradeiro fim dos tempos,
    mas acontecerá (como também JÁ ACONTECEU) em outros
    momentos, os quais serão como prefigurações daquele.

    Conforme São Tomás de Aquino:

    “(…) assim como todos os bens e virtudes dos santos, que precederam à Cristo, foram figura de Cristo; da mesma maneira em todas as perseguições da Igreja os tiranos foram como figura do Anticristo no que ele estava latente; e assim toda aquela malícia, que estava escondida neles, se fará patente a seu tempo”.

    ou também:

    “[…]porque as perseguições à Igreja deste tempo são figuras dessa última perseguição contra todos os bons e, em comparação com aquela, são como a cópia respectiva da original”

    Assim, à luz dessa explanação de Santo Tomás, e sabendo que,
    cf. os Padres da Igreja, o povo judeu e a religião judaica eram figuras do cristianismo,
    então podemos compreender que o fim dos tempos (e suas prefigurações)
    serão mais ou menos semelhantes à primeira vez em que
    se realizou essa profecia sobre a “abominação da desconsolação
    no lugar santo”, e isso se deu no século I, contra os judeus,
    conforme a História Eclesiástica, de Eusébio de Cesaréia:

    “o povo da igreja de Jerusalém, por seguir um oráculo enviado por revelação aos notáveis do lugar, receberam a ordem de mudar de cidade antes da guerra e habitar certa cidade da Peréia chamada Pella. Tendo os que creram em Cristo emigrado até lá desde Jerusalém, a partir deste momento, como se todos os homens santos tivessem abandonado por completo a própria metrópole real dos judeus e toda a região da Judéia, a justiça divina alcançou os judeus pelas iniqüidades que cometeram contra Cristo e seus apóstolos, e apagou dentre os homens toda aquela geração de ímpios.
    Quem pois quiser saber com exatidão os males que então caíram sobre a nação em todo lugar, e como especialmente os habitantes da Judéia viram-se empurrados ao fundo das calamidades, quantos milhares de jovens, de mulheres e de crianças morreram pela espada, pela fome, e inúmeras outras formas de morte, e quantas e quais cidades da Judéia foram sitiadas, e também quantos horrores e pior do que horrores atingiram os que se refugiaram na mesma Jerusalém, por ser um metrópole muito fortificada, assim como a índole de toda a guerra, os acontecimentos que nela se sucederam e como, finalmente, A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO anunciada pelos profetas se instalou no próprio templo de Deus, tão célebre antigamente, que sofreu todo tipo de destruição e, por último, foi aniquilado pelo fogo (…)”

    Então, ele descreve vários sinais e acontecimentos
    que precederam à grande desolação dos judeus, e que culminaria
    com a destruição do templo de Jerusalém.

    Dentre os acontecimentos citados, ele faz uma transcrição do historiador
    Fílon, que parece descrever claramente a abominação
    da desolação que é colocada no lugar santo:

    “Extraordinariamente caprichoso era o caráter de Caio para com todos, mas muito especialmente contra a raça judia, à qual tinha um ódio implacável. Nas cidades, começando por Alexandria, apoderou-se das sinagogas e encheu-as de imagens e estátuas com sua própria figura (pois ele que permitia a outros erguê-las, também as erigia por seu próprio poder), e na Cidade Santa o templo, que até então saíra intacto por ser considerado digno de toda inviolabilidade, foi por ele transformado em seu próprio templo, chamando-o: Templo de Caio, Novo Zeus Epifano”

    Observe-se, portanto, que Caio profanou impiedosamente o templo de Jerusalém
    (lugar santo), autoproclamando-se um deus pagão (abominação),
    e ao mesmo tempo em que odiava e perseguia os judeus (desolação).

    Quanto aos outros sinais e acontecimentos descritos por Eusébio,
    é impossível lê-los e não recordar de acontecimentos e sinais bem
    recentes, de nossos tempos, como casas e igrejas inteiras pegando fogo,
    onde apenas restam intactas as imagens sagradas;
    ou grande sinais nos céus a porvir; ou imagens pagãs sendo
    colocadas em “procissão de entrada” em missas católicas;
    ou a imagem de Maria Santíssima sendo profanada (dentre
    outras terríveis profanações feitas) no carnaval, com autorização de
    padres e bispos;
    ou o religioso vestido de saco às vésperas da eleição de Francisco;
    ou o raio que caiu sobre a Basílica de São Pedro na renúncia de Bento XVI;
    etc etc.

    Vale mencionar que a desolação dos judeus, além da profanação do templo,
    foi seguida por uma profanação da cidade como um todo e, então,
    tornou-se uma grande desolação física:
    houve fome, guerra, assassinatos, canibalismo, etc.

    Deus nos proteja de tudo isso nesse fim dos tempos!

    No mais, é preciso inserir o que foi colocado sobre a abominação da desconsolação
    dentro do contexto da Escatologia, o que envolve o estudo de outras figuras,
    como o anticristo, o falso profeta, etc etc.

    Não obstante, vale acrescentar algo que diz São Tomás
    sobre o derradeiro fim dos tempos (e o que, como dito, vale também,
    como prefiguração, para todos os tempos de crise e perseguição na Igreja):

    “(…) haverá uma grande tribulação, PORQUE O ENSINO CRISTÃO SERÁ PERVERTIDO POR UM FALSO ENSINO. E se esses dias não tivessem sido abreviados, ou seja, através do ensino da doutrina, da verdadeira doutrina, ninguém poderia ser salvo, o que significa que todos seriam convertidos à falsa doutrina”.

    Salve Maria.

    • Prezado Sr. Duarte, Salve Maria!
      Obrigado pela explanação! Quanta coisa interessante que eu não sabia e agora sei. Se eu entendi corretamente, o que aconteceu com os judeus é uma prefiguração do que acontecerá com a Igreja Católica no fim dos tempos. Que a misericórdia de Deus esteja conosco para que possamos perseverar até o fim.
      Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

  12. Suas mitras afundarão no barro do inferno e eles mesmos nunca se levantarão dali. Por isso, a honra e o orgulho que alcançaram sobre outros aqui na terra os afundarão no inferno tão profundamente, mais que os demais e será impossível levantar-se. Suas extremidades, ou seja, todos os sacerdotes aduladores que os assessoram, serão separados deles e ilhados, como uma parede que se derruba, na qual não ficará pedra sobre pedra e o cimento já não irá aderir às pedras. A misericórdia nunca lhes chegará, porque Meu Amor nunca lhes aquecerá nem lhes recolocará na eterna Mansão Celestial. Em seu lugar, despojados de todo bem, serão eternamente atormentados junto aos seus líderes.
    (Revelações e profecias de nosso SENHOR JESUS CRISTO à Santa Brígida)

  13. Alex, no Livro Azul do Movimento S. Mariano estão contidas as mensagens que Nossa Senhora dirige aos participantes do movimento através de alocuções interiores ao Pe. Gobbi durante aprox. 25 anos; portanto as mensagens são dEla, o Pe. Gobbi apenas publicou. Ela nos convida a constantemente a oração e a consagração ao seu Coração Imaculado.
    Nestas mensagens há várias revelações, encontrei algumas que falam sobre a abominação da desolação (que de fato é a interrupção do Sacrifício da Santa Missa), como também do homem iníquo e citarei aqui:
    – Fátima, 13 de maio de 1990;
    – Rubio (Italia), 31 de dezembro de 1992;
    – Santuario de Caravaggio (Italia), 13 de maio de 1994;
    – Fátima, 11 de março de 1995;
    Sobre a interrupção da Santa Missa, Nossa Senhora revela que isto ocorrerá justamente por conta das “relações diplomáticas” com os protestantes. Este sacrilégio terá um período de duração. O que parece ser pouca coisa é na verdade uma catástrofe, pois a presença de Cristo entre nós será cada vez mais rarefeita, atraindo assim toda espécie de calamidades. Sem contar que se não houver a missa, que dirá da Confissão? Outro fato que ficará praticamente claro é: quem no mundo tem autoridade para fazer cessar a Santa Missa em todo o orbe?
    Rezemos o terço e permaneçamos firmes.

    • Simone, obrigado pelo seu comentário! Eu tenho esse livro azul do Movimento Sacerdotal Mariano. É uma preciosidade! Obrigado pela indicação das mensagens referentes a abominação da desolação. Não sei se isso é um medo exagerado meu, mas eu tenho me preocupado muito com isso. Me parece que tudo está se encaminhando para esses dias em que a missa deixará de ser oferecida. Essa questão da confissão que você colocou também é importantíssima. Se hoje em dia já está difícil se confessar, imagina nos dias em que a missa deixar de ser oferecida, como você bem observou. Aquele famoso padre exorcista português, o Pe. Duarte Souza Lara, discípulo do Padre Gabriele Amorth, fez uma pregação sobre esse tema. Vou ver se encontro o vídeo e partilho aqui para você e para os demais leitores.

  14. A foto do post me fez crer que certos muçulmanos “comungaram”… é isto mesmo ou estou enganado?

  15. Não me choco com a presença dos muçulmanos na missa, porque tanto eles como outro de crença diversa pode se converter assistindo a missa. Mas a foto é chocante em si, porque a Sagrada Hóstia é carregada em um cesto para distribuição como se realizasse um picknick. O erro é do suposto sacerdote católico e não dos muçulmanos.

  16. A seita conciliar faz de tudo para aviltar e soterrar o límpido e imaculado magistério da Santa Igreja romana. Vão pagar caro quando descobrirem, depois da morte, que tudo é mesmo verdade…

  17. Como vários de nós, tocamos em questões escatológicas fazendo referência ao Pe. Gobbi, gostaria de partilhar aqui uma pregação do exorcista português Pe. Duarte Sousa Lara sobre escatologia através das alocuções marianas do Pe. Gobbi.

  18. Pois você deveria se chocar com a presença de inimigos de Cristo no Santo Sacrifício da Missa. Nos tempos em que o Catolicismo era levado a sério, na missa dos Catecúmenos era permitido que eles ficassem apenas no início e para ouvir a instrução ou catequse mistagógica. Na hora da Consagração eles saíam porque ainda não eram batizados.
    Ora, a missa não é uma reunião entre amigos e muito menos uma assembleia de confraternização onde as pessoas se encontram por acaso ou apenas pra estarem juntos. A missa é a participação no sacrifício de Deus que se fez carne e morreu na cruz para a nossa redenção, algo que é visto como uma verdadeira blasfêmia pelo Islã e é com base nessa diferença fundamental que todo e qualquer gesto de solidariedade organizado pela comunidade islâmica deveria se desenvolver fora do local sagrado e não dentro. Caso contrário, se eles decidiram vir à nossa igreja porque eles reconhecem o nosso credo, não seria o caso de se converterem? Não me parece ser o caso aqui.
    No tocante ao “pãozinho” distribuído pelo padre sacrílego como gesto de “comunhão”, felizmente não se trata da hóstia consagrada, mas o gesto em si é um atentado contra a fé na Presença Real.

  19. Cara Gercione.

    Posso estar enganado, mas desconheço qualquer disposição canônica que proíba não-católicos de estarem na Missa, mesmo as mais vetustas. Também conheci pessoas de outras religiões que converteram-se inclusive pela ação benfazeja da Missa. A Missa também tem um caráter de apostolado, embora secundário. O presidente Ernesto Geisel declarou certa vez que quando menino encantava-se com o ritual da Missa, embora protestante, mesmo que assistindo-a pela porta da Igreja. (in Ernesto Geisel, de Maria Celina D´Araújo e Celso Castro).

    Quanto ao “pãozinho”, concordo com você, pois o suposto padre fez uma representação teatral da Sagrada Comunhão. Retiro, pois, o dito “como se realizasse um picknick”, para dizer que a representação era um convescote efetivamente, atentando contra o respeito devido à Presença Real.

  20. Não entendo como pessoas piedosas e (aparentemente) sensatas insistem nessa historieta (burlesca e temerária) de que se dará a abolição do Sacrifício da Missa.

    Como assim? Todos os sacerdotes morrerão de colapso, simultaneamente, por um fulminante decreto divino? Ou matéria do sacramento, Pão e Vinho (o trigo e a uvas), será extinta por algum raio desintegrador despencado do empíreo? Ou todos os sacerdotes serão hipnotizados e obrigados a usar uma fórmula inválida e/ou sacrílega?

    Mais ainda. Parece estranho e mesmo ofensivo aos ouvidos piedosos que algum mortal tenha obtido a graça quase que DIÁRIA de falar (ou sonhar ou ter locuções interiores e demais variedades de fenômenos místicos), com Nossa Senhora, Mãe de Deus. Bastava reclinar no sofá para ser agraciado, qual um kardecista, com falas e mais falas do Outro Mundo.

    Essa sequiosidade e curiosidade malsãs de perscrutar os desígnios divinos NÃO correspondem ao que os Doutores da Igreja ensinam sobre o assunto, a saber, revelações particulares, máxime o maior de todos eles: o tomista São João da Cruz.

    É mais do que oportuno que as pessoas impressionáveis e curiosas, dadas a tais comichões doutrinais, tenham a caridade e a prudência de não divulgarem essas doutrinas espalhafatosas, que lançam descrédito sobre a Palavra de Deus e sobre a doutrina católica como um todo, ao associar o nome “católico” qualquer tipo de superstição e crendice.

    E a superstição é um pecado contra o primeiro mandamento da Lei de Deus. Tal como a presença (desrespeitosa e quase irônica) de acatólicos durante a Missa conforme o artigo em tela (literalmente…).

    • Paulo Wimmer, concordo totalmente com você!

      Essas FALSAS PROFECIAS do Pe. Gobbi e companhia limitada (como Vassula Ryden, videntes de Medjugorje, videntes de Garabandal, etc.) fizeram muito estrago em minha alma e minha vida por terem acreditado nelas em vez de acreditar na IGREJA DE CRISTO (cuja as portas do Inferno JAMAIS prevalecerão contra Ela)!

      Perdi muito tempo em minha vida e deixei de fazer muitas coisas porque realmente acreditava que o final dos tempos realmente havia chegado. Como acreditava firmemente que eram palavras de Jesus e Nossa Senhora (ou seja, palavras do Céu), passei a dar mais valores a elas do que aos ensinamentos e à hierarquia da Igreja; passei a desconfiar dos bispos por condenarem tais profecias (pois, acreditava que a Igreja estava infiltrada por bispos maçons, pela maçonaria eclesiástica, pela besta negra do Apocalipse, pelo falso profeta, etc.); e, até mesmo, do próprio Papa Bento XVI porque as profecias diziam que o Papa João Paulo II seria o último Papa e que depois viria o falso profeta.

      Fiquei obcecado e paranoico, me tornei na verdade, sem querer e sem saber, um ESPÍRITA e um PROTESTANTE dentro da própria Igreja; pois é o que essas falsas profecias e esses falsos profetas nos induzem a ser. Pois, quem sempre afirmou que o Papa é a besta do Apocalipse (algo teologicamente absurdo!) a não ser os protestantes e quem faz escrita automática ou recebe locuções interiores a não ser os espíritas?

      E, infelizmente, percebo que muita gente aqui também está caindo no MESMO ERRO e divulgando essas falsas profecias pela internet; achando que estão prestando um grande serviço a Deus quando, na verdade, estão combatendo (sem querer e sem saber) a sua esposa, a Igreja!

      Quando “caiu a ficha”, quase perdi a fé em Deus e na Igreja e nos verdeiros santos e profetas da Igreja. E penso que isso ocorrerá com muitos de vocês quando descobrirem que eram falsos profetas; que aquilo que vocês acreditavam fielmente serem palavras celestes de “anjos de luz” (como ainda acreditam hoje os muçulmanos) não passava de palavras humanas (ou, pior, talvez até inspiradas pelo maligno para atacar a Igreja) escritas por charlatães em busca de fama, poder e dinheiro às custas da ingenuidade e da fé alheia.

      Hoje, após muito sofrer e estudar, como um ‘gato escaldado’, só acredito nas profecias e santos REALMENTE aprovados pela hierarquia da Igreja Católica; e lembrando que mesmos nessas não somos obrigados a acreditar e nem são dogmas de fé, são revelações particulares e quem tem autoridade para interpretá-las são os doutores da Igreja e não simples leigos como nós! Penso, hoje, que o melhor mesmo é nem ficarmos atrás de profecias, mesmo as aprovadas pela Igreja; é melhor, mais prudente e mais salutar seguir humildemente os ensinamentos da Igreja e respeitar a sua hierarquia; mesmo que, às vezes, esses ensinamentos vão contra aquilo que acreditamos ser a verdade.

      Não, embora inúmeros católicos, padres, bispos e até mesmo alguns cardeais acreditaram nas falsas profecias do Pe. Gobbi e ainda hoje, após não terem se cumprido, alguns ainda insistirem em acreditar nelas, elas não foram aprovadas pela Igreja; muito pelo contrário, a Congregação para a Doutrina da Fé (na época, se não me engano, presidida pelo próprio Joseph Ratzinger) julgou que tais palavras não eram revelações sobrenaturais do Céu, mas reflexões pessoais do Pe. Gobbi. Aliás, em seu livro, Pe. Gobbi defendia o MILENARISMO que é proibido pela Igreja; e suas supostas profecias (que, se me lembro bem, deveriam ter ocorrido até 1998) morreram junto com ele sem se concretizarem; portanto, ele era um FALSO PROFETA (como ensina a Bíblia, quando as profecias preditas não se cumprem), assim como Vassula Ryden e muito provavelmente os supostos videntes de Medjugorje e tantos outros; incluindo muitos videntes brasileiros (sim, acreditei também em alguns deles) que afloraram antes do ano 2000 e cujas profecias catastróficas não se cumpriram após o fim do milênio.

      Devemos tomar cuidado para não cair no mesmo erros dos protestantes ao acreditar que as profecias do Apocalipse ainda não se cumpriram; grande parte delas já se cumpriram e se referem à destruição de Jerusalém por volta do ano 70 d.C.; como sempre ensinou a Igreja Católica e seus santos padres. Provavelmente, a famosa Besta do Apocalipse (cujo número era “666”) foi realmente o imperador Nero, essa profecia da ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO (como o Duarte bem explicou), muito provavelmente, já ocorreu através do imperador Caio e NÃO ocorrerá novamente, jamais ocorrerá esse absurdo teológico da eucaristia ser abolida. Não devemos confundir o anticristo, o ‘filho da perdição’ com a besta do Apocalipse; esse sim se manifestará antes da segunda vinda de Cristo e será destruído com o sopro de sua vinda; mas, JAMAIS será algum Papa (como afirmam os protestantes e esses falsos profetas modernos). Especulo até que a manifestação do anticristo poderá ser o próprio demônio disfarçado de um ser alienígena (já que a Bíblia diz que ele fará muitos falsos prodígios, até mesmo fazer descer fogo do céu sobre a terra a vista dos homens); mas não passa de mera especulação minha.

      Não sei se essa é a interpretação oficial da Igreja Católica sobre o Livro do Apocalipse; mas, a melhor interpretação do Apocalipse que já li, baseada em profundos conhecimentos teológicos e históricos, é a do site apologético católico “Macabeus Comunidades”, onde ele refuta totalmente “AS MENTIRAS DO APOCALIPSE PROTESTANTE”. Vale a pena ler para dispersar essas superstições protestantes sobre o Livro do Apocalipse, que acabaram contaminando a mente de muitos católicos ignorantes (como outrora eu).

      E penso que devemos tomar muito cuidado também com interpretações não oficiais e especulações sobre profecias aprovadas pela Igreja que estão sendo divulgadas mundo afora; como, por exemplo, interpretações não oficiais sobre o Terceiro Segredo de Fátima. Vou até arriscar a fazer uma “profecia” aqui baseada na razão e em minhas experiências anteriores: muito provavelmente, 2017 vai passar e nada do que estão dizendo (sobre o Papa Francisco, o bispo de branco, etc.) vai acontecer! E todos nós aqui morreremos e não terá ainda se manifestado o anticristo e nem chegado o fim dos tempos; pois, ainda o evangelho não foi pregado em todas as nações da Terra e, talvez, sequer tenha começado a grande apostasia predita na Bíblia. Quem viver, verá!

      Enfim, vamos parar de viver com medo do fim do mundo e de acreditar e colocar nossas esperanças em homens de carne (especialmente, em falsos profetas) e passar a acreditar e a seguir, humildemente e fielmente, a IGREJA DE CRISTO; a única entidade instituída por Deus como COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE !!!

  21. Paulo, não tenho a pretensão de convencê-lo acerca das revelações ao Pe. Gobbi, mas ele é aprovado e reconhecido pela própria Igreja.
    Eu também acharia uma história temerária e burlesca se não presenciasse hoje um suposto sucessor de São Pedro dizendo que não crê em um Deus católico, que a grande maioria dos matrimônios sacramentais são nulos enquanto que em “ajuntamentos adúlteros” são consideradas verdadeiras uniões sacramentais, que defende os perseguidores da nossa fé, se omite em relação ao aborto, da eutanásia, da agenda de gênero e que celebrará os 500 anos do cisma, e que entre tantos absurdos está de dinamitando a vida monástica com seu último documento.
    Em relação a abolição da Santa Missa, veja Dn 12,9-12. Vai ocorrer mesmo? Aguardemos o desenrolar dos fatos.