Conferência Episcopal Portuguesa: Missa-teatrinho “tem os dias contados”.

Liturgia: Celebrações com «bonecos» em movimento e cânticos para «animar a malta» têm «os dias contados».

Diretor do Secretariado Nacional de Liturgia encerrou Encontro Nacional, este ano sobre o tema da Misericórdia

Fátima, Santarém, 29 jul 2016 (Ecclesia) – O diretor do Secretariado Nacional de Liturgia afirmou que “as celebrações de bonecos e palhaços em movimento têm os dias contados”, os cânticos não são para “animar a malta” e a transmissão de celebrações não é “espetáculo”.

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Uma missa com teatro para crianças.

Na intervenção de encerramento do 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, centrado no tema da misericórdia, o padre Pedro Lourenço Ferreira disse que a “transmissão de celebrações interessadas no espetáculo são contrárias ao espírito da liturgia” uma vez que “podem alimentar a crença, mas não servem a causa da evangelização e da fé”.

Para o diretor do Secretariado Nacional de Liturgia (SNL) “as celebrações de bonecos e palhaços em movimento têm os dias contados, porque não procedem nem conduzem a Cristo crucificado” e os cânticos que servem para “divertir o pessoal” acabam “por espantar os fiéis”.

Na sessão de encerramento do 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, esta sexta-feira, o padre Pedro Lourenço Ferreira referiu que “a cultura litúrgica é mais um culto, cuja prática também se aprende” e que “requer muitos conhecimentos e ensaios”.

“A mensagem de Fátima resume o espírito da liturgia: penitência e oração. Ambas devem andar juntar. Os problemas e as dificuldades da prática litúrgica podem resumir-se à difícil convivência entre a penitência e a oração”.

Para o diretor do SNL, “oração e vida regalada são incompatíveis” e “liturgia e diversão não podem conviver”, porque a liturgia “é a obra da redenção e a redenção realizou-se de uma vez por todas na cruz”.

“A Liturgia cume e fonte da misericórdia” foi o tema do 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, que decorre esta semana entre os dias 25 e 29 de julho, onde mais de mil participantes estudaram o tema da misericórdia e celebraram ativamente os diferentes atos litúrgicos do dia.

“Este Encontro, dedicado à misericórdia, encontrou nas celebrações os momentos altos da pastoral litúrgica. Nestes últimos anos, a programação tem privilegiado as celebrações, colocando-as num horário mais nobre para o nosso espírito tão cansado nesta época do ano. Com este programa as manhãs são um luxo para a oração. Afinal, a liturgia é uma atividade orante, mais prática do que teórica”, indicou o padre Pedro Lourenço Ferreira.

O diretor do SNL disse ainda que as celebrações do ENPL procuraram ser “uma prática de todas as obras de misericórdias: as corporais e as espirituais”.

“A caridade bem entendida começa na nossa casa. Aceitámos o convite à penitência e à confissão dos pecados e atravessámos a porta santa para sermos configurados com o Santo que nos quer santos como Ele é santo. Praticámos a misericórdia com a oração pelos vivos e pelos defuntos, pelos presentes e pelos ausentes, pelos amigos e os pelos inimigos”, explicou.

Para o padre diretor do SNL, “a Igreja em oração e as orações da Igreja são os grandes acontecimentos que podem decidir o futuro da humanidade tão carente da misericórdia do nosso Deus”.

“A liturgia da Igreja é a atividade mais urgente do tempo presente. A liturgia une o tempo à eternidade, eleva a terra e abaixa o céu, estabelece comunhão entre os santos e os pecadores”, sublinhou o padre Pedro Ferreira.

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9 Comentários to “Conferência Episcopal Portuguesa: Missa-teatrinho “tem os dias contados”.”

  1. o maior tiro no pé de toda a história da igreja Católica tem um nome: Vaticano II.

  2. Quem diria! Mas que boa surpresa. Portugal conservará o dogma da Fé.

  3. Os bispos de Portugal são opositores da Missa de Sempre. Eles criam todos os esquemas para que a missa de sempre não seja celebrada nas igrejas.

  4. Que boníssima notícia!
    Agora fico pensando se isso vai servir de exemplo ao clero brasileiro. Aqui na minha diocese esse bonequinhos que aparecem na missa das crianças são “idolatrados” pelo clero como o que há de melhor para evangelizar e catequizar as crianças. Sem contar que tem paróquia que a missa das crianças mais parece um carnaval, no sentido literal.

  5. Os portugueses dariam ao termo “malta” usado como para designar um grupo de amigos, colegas de trabalho, pessoas que andam frequentemente nos mesmos círculos de amizade etc., apesar de que entre nós é o coletivo de “desordeiros, desocupados, vagabundos e figuradamente agrupamento de indivíduos para agredir alguém: malta de invejosos” etc.
    Acredito que nesse caso dêem o primeiro significado à situação, levando em conta que a S Missa depois das famigeradas “inculturações” e outras dissimulações exterioristas hilariantes não estaria mais se parecendo senão manifestações de sincretismo religioso, celebrações de festa entre amigos se confraternizando, enquanto o seu real significado de Sacrificio Incruento da Morte de Jesus na cruz foi bastante anuviado, se não foi mesmo excluído por nefastas influencias de relativistas dentro da Igreja, ou doutros apostasiados, associados a ideologias, como as provenientes por influencia da esquerdista Teologia da Libertação!
    O papa Bento XVI quando de seu pontificado deu varias orientações no sentido de não fazer da S Missa uma celebração ruidosa que alienava as mentes de seu real significado e atuação nas almas, e jamais transformá-la num show e correlatos, exortando sob o Domenica Coena do atual S João Paulo II, além de mostrar seu exemplo de liturgias em que prevalecia a compenetração nesse misterio e jamais prestigiando a dissipação das mentes em tão solene momento!
    Até mesmo dava exemplos de distribuir a S Comunhão aos fieis, estando de joelhos e na boca, conforme a tradição da Igreja, evitando-se tantas profanações, sacrilegios e desfigurações do S Sacrificio, como previsto:
    *”O mesmo sucederá com a Sagrada Comunhão. Mas, ai! quanto sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios públicos e também ocultos de profanação da Sagrada Eucaristia. …. Meu Filho Santíssimo ver-Se-á jogado ao chão e pisoteado por pés imundos.
    N Senhora do Bom Sucesso.
    Aliás, ontem assisti a uma homilia de um sacerdote na S Missa em que deve ter dito o termo “misericordia” cerca de 25 a 30 vezes, enquanto justiça, pecados venial e mortal, pena aos pecadores, Juízo Final, inferno = zero!

  6. Isso também deveria ser feito aqui na minha cidade. Na tal ‘missa das crianças’, aos domingos, onde comunidades famosas Rccistas coordenam, os teatros com fantoches para “evangelizar” as coitadas das crianças que vão se tornando cada vez mais infantilizadas. As crianças sentadas no chão e o padre sentado nos degraus feito um palhaço conversando com os fantoches. Um verdadeiro circo!

  7. Deus me livre de criar meus filhos na Missa Nova! Não terão o menor respeito pelo sagrado…

  8. Bossuet dizia que «Deus zomba dos que amam as causas dos efeitos que lamentam». Desde o ano 1970, o Pe. Calmel, OP, tinha avisado: «Não existe uma missa nova. O que existe é uma revolução litúrgica permanente». Estes senhores da Conferência episcopal portuguesa estão a intentar esconder o sol com o dedo: não é só proibir bonecos e palhaços. É preciso proibir toda a desastrosa reforma litúrgica de Paulo VI e voltar para a Missa tradicional. É uma questão de sobrevivência para a Igreja.