Bento XVI, último Papa? “Tudo é possível”, diz ele. O que não contaram sobre o livro de Ratzinger.

Por Antonio Socci, 10 de setembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: Mas quem agora é o Papa e precisamente quantos são eles? A confusão reina soberana e a nova publicação de Bento XVI – o livro-entrevista “Últimas Conversações” – em vez disissipar as dúvidas, multiplica-as.

Eu começo a partir do detalhe mais curioso.

Bento XVI, ainda Pontífice reinante, em Castel Gandolfo.

Bento XVI, ainda Pontífice reinante, em Castel Gandolfo.

Pergunta Peter Seewald a Bento XVI: “O senhor conhece a profecia de Malaquias, que na Idade Média, compilou uma lista de futuros pontífices, prevendo também o fim do mundo ou pelo menos o fim da Igreja. De acordo com esta lista, o papado terminaria com o seu pontificado. E se o senhor fosse, efetivamente, o último a representar a figura do Papa como conhecemos até agora”?

A resposta de Ratzinger é surpreendente: “Tudo é possível”.

E então ele chega mesmo a acrescentar: “Provavelmente esta profecia nasceu nos círculos em torno de São Filipe Neri” (isto é, ele a chama “profecia” e a reconduz a um grande santo e místico da Igreja). Ele conclui então com uma piada para descontrair, mas aquela foi a sua resposta.

Então, Bento XVI sustenta que ele foi o último papa (pelo menos até o fim do mundo ou o fim da Igreja)? Provavelmente não. Então, considera – pelo menos de acordo com a versão do entrevistador – que ele foi o último a ter exercido o papado como o conhecemos há dois mil anos? Talvez sim.

E mesmo esta segunda possibilidade nos deixa sobressaltados, porque é sabido que o papado – é uma instituição divina – para a Igreja não pode ser alterada por vontade humana.

Além disso, qual é a mudança? Há uma ruptura na tradição ininterrupta  da Igreja?

Um outro “flash” do livro nos leva nessa direção: “o senhor se vê como o último papa do velho mundo”?  pergunta Seewald, “ou como o primeiro do novo?”. Resposta: “Eu diria que ambos”.

Mas o que ele quer dizer com isso? O “velho” e “novo”, especialmente para alguém como Bento XVI, que sempre combateu a interpretação do Concílio como uma “ruptura” com a tradição e sempre afirmou a necessária continuidade, sem intervalos, na história da Igreja?

Na página 31, Seewald afirma (e o texto foi revisto e aprovado pelo próprio Bento XVI) que Ratzinger cumpriu um “ato revolucionário”, que “mudou o papado como nenhum outro Papa dos tempos modernos”.

Esta tese – que faz alusão evidente à instituição do “papa emérito” – teria alguma ligação com as coisas que diz Ratzinger neste livro? Sim, na página 39.

O MISTÉRIO

Antes de resumir o que o Papa Bento XVI disse aqui, devo recordar, no entanto, que a figura do “papa emérito” jamais existiu na história da Igreja e os canonistas sempre afirmaram que ela não pode existir, uma vez que o “papado” não é um sacramento, mas sim uma ordenação episcopal. Na verdade, em dois mil anos, todos aqueles que renunciaram ao papado retornaram ao seu estado precedente, enquanto os bispos permanecem bispos, mesmo quando eles já não têm a jurisdição sobre uma diocese.

No entanto, Bento XVI, nos últimos dias de seu pontificado, indo contra tudo o que canonistas sempre sustentaram, anunciou que ele se tornaria então “papa emérito”.

Ele não explicou o seu perfil teológico, porém em seu último discurso, ele afirmou: “a minha decisão de desistir do exercício ativo do ministério, não o revoga todavia”

Bento acompanhava tais palavras com a decisão de permanecer no Vaticano, de continuar a se vestir com a batina e o solidéu branco, de conservar o brasão papal de armas com as chaves de Pedro e o título de “Sua Santidade Bento XVI”.

Tudo isso era o bastante para se perguntar o que estava acontecendo e se ele estava realmente renunciando ao papado. E foi o que eu fiz nestas colunas, porque nesse meio tempo, o canonista Stefano Violi havia estudado a “Declaração Final” de renúncia e tinha chegado a estas conclusões: “(Bento XVI) renuncia ao Ministerium. Não ao Papado, de acordo com o texto da regra de Bonifácio VIII;  não ao munus de acordo com os ditames do cânon 332 § 2, mas ao ministerium, ou, como ele veio especificar em sua última audiência, ao exercício ativo do ministério“.

Logo em seguida aos meus artigos, o vaticanista Andrea Tornielli, que é muito próximo ao Papa Francisco, em fevereiro de 2014, correu para perguntar a Bento XVI porque ele havia permanecido como papa emérito e a resposta dada foi a seguinte: “a manutenção do hábito branco e do nome de Bento é simplesmente uma coisa prática. No momento da renúncia não haviam outras roupas disponíveis”.

O vaticanista em questão saiu alardeando aos quatro ventos a resposta, que qualquer um que fizer uma observação séria, verá que se trata de uma piada elegante e bem humorada (pois será que não haviam batinas pretas sobrando no Vaticano?) para escapar de uma questão da qual Bento XVI, obviamente, naquele tempo não podia falar.

E, na verdade, ele fala hoje, depois de três anos, explicando as razões daquela escolha que, obviamente, não têm nada a ver com questões de alfaiataria.

SEMPRE PADRE, SEMPRE PAPA

Assim, o livro recentemente publicado pelo Papa Ratzinger parte da reflexão sobre os bispos. Quando se tratou de decidir sobre a demissão deles aos 75 anos de idade, instituiu-se a figura do “bispo emérito” porque – disseram – “Eu sou padre e como tal por toda a eternidade”.

Bento XVI observa que, mesmo quando “um pai deixa de atuar como um pai”, porque os filhos já estão grandes, ele não deixa de ser pai, mas deixa as responsabilidades concretas. “Continua a ser um pai em um sentido mais profundo, mais íntimo”.

Por analogia Papa Ratzinger faz o mesmo raciocínio sobre o Papa: “se ele renuncia, conserva a responsabilidade que assumiu em um sentido interior, mas não na função”.

Este raciocínio poético, no entanto, é explosivo no plano teológico, porque isso significa que ele é Papa.

Para entender o quadro teológico por trás da página revolucionária de Ratzinger é preciso reler o texto surpreendente da conferência que o seu secretário, Mons. Georg Gaenswein, realizou no dia 21 de maio passado na Pontifícia Universidade Gregoriana.

SURPREENDENTE

Naquele discurso – “censurado” pela mídia, mas que caiu na Cúria como uma bomba atômica – Dom Georg disse que “a partir de 11 de fevereiro de 2013, o ministério papal não é mais o mesmo de antes. Ele é e continua a ser o fundamento da Igreja Católica; mas, todavia, é um fundamento que Bento XVI aprofundou e o transformou de forma duradoura em seu pontificado de exceção”.

O seu passo foi um “o passo bem ponderado de porte histórico milenar “, “um passo que até agora jamais havia sido dado”. Porque Bento XVI “não abandonou o Ofício Petrino, mas, ao invés, o renovou”.

De fato, “ele integrou o ofício pessoal com uma dimensão colegial e sinodal, quase um ministério em comum” e “entende a sua função como a participação em tal ministério petrino… não há, portanto, dois papas, mas de fato um ministério expandido –  com um membro ativo e um membro contemplativo”.

Até aquele discurso do dia 21 de maio, Bergoglio – que deve ter escutado essas coisas de Bento XVI (mas sem entendê-las bem) – explicava o papado emérito na mesma linha: ele dizia que o que Bento tinha feito era um “ato de governo”, que ele só havia renunciado ao exercício ativo e fazia analogia com os bispos eméritos.

Mas após o discurso de maio do secretário Gaenswein, a corte bergogliana percebeu imediatamente a dimensão do problema e o alarme foi disparado. Assim, em junho, ao retornar da  Armênia, Bergoglio tratou logo de negar a  idéia de um ministério papal “compartilhado”.

TORPEDO CONTRA BENTO

Depois disso, em meados de agosto, no “Vatican Insider” (que é o termômetro da Cúria), saiu uma entrevista de Tornielli com um canonista importante, que também é eclesiástico da Cúria, onde ele deslegitima por completo a figura do “papa emérito”, porque “a unicidade da sucessão petrina não admite no seu interior nenhuma posterior distinção ou duplicação de ofícios ou uma denominação de natureza meramente ‘honorária’ ou ‘nominalista’. Além disso não existe qualquer sub-distinção entre o múnus e seu exercício”.

Mas Bento XVI, na plenitude de seus poderes, decidiu permanecer como papa, renunciando somente ao exercício ativo do ministério. Se essa sua decisão é inadmissível e nada significa, será que nada significa também a sua renúncia?

Antonio Socci

“Libero”, 10 de setembro de 2016

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22 Comentários to “Bento XVI, último Papa? “Tudo é possível”, diz ele. O que não contaram sobre o livro de Ratzinger.”

  1. Eu não sei mais de nada, as vezes é melhor só sentar no meio-fio e ver o circo pegar fogo.

  2. Sempre considerei válida a existência de um Papa Emérito, até mesmo porque, a Graça conferida por Deus a uma pessoa, como no caso, as Graças de um Papa, não são apagadas da alma dele. “Uma vez Papa, sempre Papa.” A Graça foi insculpida na alma de Bento XVI e assim permanecerá.

    Como muito bem colocado no post, Bento XVI não deixa de ser “Papa”, no sentido espiritual, íntimo, mas no plano temporal, porquanto a administração (e as mesmas Graças) pertencem, hoje, a Bergoglio, Papa Francisco.

  3. Sim, vivemos o fim de uma era. Já existe um novo em ação. À primeira vista, é assustador pois quebra nossos paradigmas de tradição Católica e doutrina.

    Mas lembrem-se que o “velho sempre novo” é o próprio Deus. É Cristo, o cabeça da Igreja. Em Ap 1.12–20, os sete candeeiros são a totalidade da Igreja ao longo do tempo e no meio dele, estava Ele, o Alpha e o ômega, o principio e o fim. Nosso senhor passeia ao longo de toda as época da Igreja e nada acontece sem que ele o saiba e disso tire um bem maior. Ele está no controle.

  4. Realmente “Tudo é possível”…até que nem tenha sido Ratzinger a escrever esse livro e se escreveu foi revisado pra sair do jeito que os impostores queriam. Lembrem-se que pregaram a mesma trapaça em Dom Fellay, escreviam uma coisa nos Acordos e ele recusava a assinar, depois publicavam outra como se ele houvesse concordado.
    Recebi a cópia do citado livro em PDF e fiz uma leitura dinâmica desse livro mentiroso onde Ratzinger, ou pelo menos tudo que ele disse antes, faz uma reviravolta de 360 graus elogiando Bergoglio em tudo, se auto culpando por tudo de errado em seu Pontificado e caindo em contradição até com o que ele havia dito sobre a demissão de Ettore Tedeschi do Banco do Vaticano. No livro em questão, o mesmo Ratzinger que havia dado todo apoio a Ettore durante as investigações do IOR chegando a saudá-lo depois de um Angelus em Castel Galdolfo, confessa ter sido o autor da sua demissão e ainda diz que foi a melhor decisão substituí-lo. Eu me recuso a acreditar que ele apunhalou um amigo pelas costas dessa maneira sórdida!
    https://fratresinunum.com/2012/05/28/gotti-tedeschi-prefiro-nao-falar-de-outra-forma-so-diria-palavras-rudes/

    Ainda numa outra entrevista de Ettore Tedeschi aqui no Frates ele diz claramente:

    https://fratresinunum.com/2015/01/19/eis-o-que-seria-necessario-saber-do-cardeal-pell/
    “Gostaria de incentivar Sua Eminência a ler a entrevista do secretário do Papa, Arcebispo Georg Gänswein, publicado no “Il Messaggero” em outubro de 2013, em que ele diz que Bento XVI ficou “muito surpreso” com o voto de desconfiança, e que mantinha em “alta estima” a minha pessoa. Deveria também tomar conhecimento do que o Secretário de Estado me transmitiu pessoalmente da parte de Bento XVI, no dia 07 de fevereiro de 2013: o Papa havia decidido imediatamente me reabilitar — uma decisão que jamais foi implementada após a renúncia de Bento XVI. Queria que Sua Eminência soubesse também o quanto eu sinto falta do Papa Bento XVI…”

    Ora e como agora vem Ratzinger e desmente o que ele e o próprio secretario dele disse antes e publicamente!
    Seja lá quem revisou esse livro atribuido a Ratzinger esqueceu que o bom mentiroso tem que ter boa memória!
    Me parece que a publicação de livros inconvenientes/convenientes tem sido uma outra arma usada pela Impostura pra queimar desafetos e remover pedras no sapato. Quem não se lembra da controvérisa em torno de Francesca Immacolata Chaouqui, acusada de ter vazado informações sobre as finanças do Vaticano para os dois jornalistas que escreveram livros descendo o pau no Cardeal Pell? Ela foi acusada e condenada e responde em liberdade. Afundaram a carreira dela e não me parece que ela ficou rica. Muito pelo contrário. Em suas entrevistas e desabafos ela diz que foi usada pela máquina do Vaticano e descartada. Num desses desabafos ela diz:

    “Già, il senso del ruolo, quello che si è perso ultimamente. Quanti danni io stessa avrei evitato se lo avessi compreso tempo fa. Io anche vittima della mia età e di anziani che pensavano che bastasse avere trent’anni per cambiare un Vaticano Marcio che ci è stato consegnato in rovina. Io vittima dei miei trent’anni perché non avrei mai dovuto dare del tu ad un Pontefice, anche se fosse stato lui a chiedermelo.
    Perché i Pontefici, i sindaci delle metropoli, i Leader Politici, non sono persone e basta. Sono ruoli, sono quello che rappresentano. E se si perde il senso del ruolo, si perde il senso dell’istituzione, del capire che quello che si è non è solo chi si è, ma cosa si rappresenta.
    E per i “giovani” forse è più semplice cadere nella trappola, noi che di quelle istituzioni sappiamo poco”.

    TRADUZINDO: Já, o sentido do papel, do cargo é aquilo que se perdeu ultimamente. Quanto dano a mim mesma que eu teria evitado se tivesse compreendido isso há muito tempo. Eu que também fui vítima da minha idade e de anciãos que pensavam que era o suficiente ter trinta anos para mudar um Vaticano apodrecido, que me foi entregue em ruínas.Eu uma vítima dos meus trinta anos, porque eu jamais deveria dirigir-me a um Papa por “você”, ainda que tenha sido ele mesmo que me instou a fazê-lo.
    Porque os Pontífices, os prefeitos das grandes cidades, os líderes políticos, não são as pessoas e basta. Papéis são o que são. E se você perder o sentido do papel que você desempenha, você perde o sentido da instituição, o entendimento de que aquilo que se é não é só quem se é, mas aquilo que você representa. E para os jovens é mais fácil cair na armadilha. Nós que dessas instituições conhecemos tão pouco!

    O interessante é que ela escreveu esse desabafo depois que eu enviei a seguinte mensagem pra ela:

    “Scusami, se mi permetto di prendere un po’ del tuo tempo, Ma prova a riflettere: tu sei giovane, si era estasiata da quelle opportunità di lavorare insieme al Papa, ne era infatuata, abbagliata dal suo “resumé” e della sua posizione como donna che hanno permesso di entrare nella alta administrazione della chiesa. Ricordo bene che i giornali parlavano di te come la donna scelta da Papa Bergoglio per sistemare le finanze della Santa Sede. Ma per loro, lei era soltanto la ragazza di umili origini, una pazza isolata che hanno abusato, che hanno usata e poi gettata via. Luce sulla vicenda? C’è ancora da far luce? Non v’è chi neghi che in Vaticano ha una impostura sacrilega in corso e Jorge Mario Bergoglio è suo capo. Ecco lei se la prende con quattro pesci piccoli, mentre gli squali continuano a sguazzare tranquillamente in alto mare”.

    Traduzindo: Desculpa-me se me permito tomar um pouco do seu tempo. Mas tente refletir: você é jovem, estava extasiada por aquela oportunidade de trabalhar junto ao Papa, estava deslumbrada por causa do seu curriculum e do seu cargo de mulher a quem foi permitido entrar na alta administraçãoo da Igreja. Recordo bem que os jornais falavam de você como a mulher escolhida diretamente por Bergoglio pra consertar as finanças da Santa Sé. Mas para eles, você era somente a garota de origem humilde, uma louca isolada que eles abusaram e depois descartaram. Precisa desenhar? Tenho mesmo que desenhar? Não tem quem negue que no Vaticano há uma impostura sacrílega correndo solta e Jorge Mario Bergolio é o chefe. Eis então: você se revolta contra quatro peixes pequenos enquanto os tubarões nadam tranquilamente em alto mar.

    Depois disso trocamos algumas mensagens em privado que não sou autorizada a revelar aqui. Eu só sei que depois da saída dos dois livros, Pell sumiu, não fala mais nada contra a Amoris Laeticia, foi acusado de acobertar casos de abuso na Australia e aqueles que vazaram mesmo as informações para os dois jornalistas restam impunes enquanto dois tolos escolhidos a dedo para serem usados e jogados fora, só choram as mágoas sem poder pra fazer nada.
    Há um padrão aqui: jogam livros na imprensa que queimam os desafetos de Bergoglio e outros de seus supostos desafetos elogiando-o e sendo amplamente divulgados na mídia. Uma vez que eu desconfio quem está realmente por trás desse livro atribuido a Ratzinger com o título “Ultimas Conversações” ( o que significa que não haverão outras explicando ou desmentindo as primeiras) o resto do conteúdo é simplesmente irrelevante. Engana quem quiser ser enganado.

  5. A tese talvez a mais corrente seria que o saudoso papa Bento XVI “foi renunciado”, devido às incessantes pressões internas de modernistas – os progressistas, que mais poderiam ser chamados de relativistas pois o intuito deles era e se segue de instaurar o esquerdismo na Igreja – que o assediaram a ponto de fragilizar a mais seu estado de saúde, acrescida de uma idade avançada ao governo da Igreja, daí que ele não teria suportado tal assedio, e teria sido compelido a renunciar!
    Nesse ínterim, varias alusões foram feitas à passagem em que S Paulo aludindo que, em determinada época, um legítimo pontífice seria destronado do governo da Igreja: “Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. 2 Ts 6-7.
    Que o ministerio da iniquidade age ostensivamente dentro da Igreja, só não o percebe a quem não convier pois muitos curas hoje em dia descuraram das ovelhas a ponto de as entregar de mãos beijadas ao inimigos da Igreja – e desses temos muitos no clero e até alguns no episcopado, proporcionando à vista de todos inauditos escãndalos!
    A crescente apostasia no mundo decorre da inercia de muitos do clero que cederam ás tentações do modernismo de adequarem a Igreja aos tempos em que o relativismo está incensado, embora saibamos que a maçonaria cuida disso com extremo desvelo, paricularmente desde o seculo XIX com absoluto empenho e trabalho insano para consecução de impor na Igreja um cristianismo parodiado, a cargo de seus infiltrados no topo da Igreja, como os apoiadores dos comunistas e de permitirem comportamentos heterodoxos pelos fiéis!
    Salvo estar enganado, tomara que sim, pareceria lançar mais dúvidas sobre a situação presente de 2 papas, um emérito e outro reinante, com linhas de ação discordantes, apesar de possibilidade de haver uma definição dessa situação melhor esclarecida em breve…

    • Querida Gercione, minhas orações pela senhora. Poderia informar-nos, por gentileza, como obter a versão em PDF do livro, seja em italiano ou noutra língua? Agradeço.

  6. Esta notícia vai ao encontro ou confirmar o que sempre afirmei e a minha posição teológica: TEMOS DOIS PAPAS.
    Ora a verdade teológica diz-nos que só há UM Papa, e não DOIS Papas. Portanto estamos perante uma situação muito delicada e trágica: ALGUÉM É ANTI-PAPA. Quem? Bento XVI ou Francisco? A seu tempo a Divina Providência nos dirá.
    O Concilio Vaticano II inventou, inovou e criou uma nova eclesiologia. A Igreja instituída por Cristo é piramidal, nomárquica. A Igreja instituída pelo Homem, através do Vaticano II, é circular (republicana). Temos assim a Igreja com constituição divina (piramidal) e a Igreja com constituição humana (circular). Por isso verificamos que as igrejas construídas, após o Vaticano II, têm a eclesiologia circular (republicana). Vejam, por exemplo, o presbitério da Basílica de Nossa Senhora Aparecida! Ele é circular. Porquê? Porque todos estamos ao mesmo nível, todos somos parte do sacerdócio de Cristo, sendo o padre e o bispo o presidente da assembleia deste povo sacerdotal. Com a eclesiologia do Vaticano II temos a primeira etapa do republicanismo da Igreja. Bento XVI, foi um dos principais peritos do Concilio Vaticano II. O padre Ratzinger é modernista e contribuiu para a revolução na Igreja ao contribuir com a ambiguidade dos textos conciliares. Até ao Vaticano II, afirma-se e cria-se que a Igreja Católica É a Igreja de Cristo. Após o Vaticano II afirma-se e crê-se que a Igreja Católica SUBSISTE na Igreja de Cristo. Quem foi o autor desta inovação? O teólogo e perito do Concilio, Padre Ratzinger. Este nunca deixou de ser um modernista. Com o tempo passou a ser um conservador modernista. Tentou conciliar o modernismo com a Tradição. Uma obra impossível de realizar, porque o espirito do mundo é inimigo do espirito de Jesus. O Papa S.Pio X, na continuidade dos seus predecessores, afirmou que o católico, por natureza, é tradicionalista. Porquê? Porque ele defende, guarda e transmite o Depósito da Fé que recebeu. Ele não inova, não inventa, não cria, TRANSMITE E VIVE o que recebeu.
    Nesta entrevista a Bento XVI vemos aquilo que é a característica do modernista: AMBIGUIDADE. Bento XVI não é claro, mas é ambíguo nas suas respostas. Isto é, dá para vários sentidos e interpretações. Podemos assim perceber que a participação do teólogo e perito do Concilio Vaticano II, na feitura dos textos conciliares, Padre Ratzinger foi exactamente a imagem das respostas desta entrevista publicado em livro: ambiguidade.
    A renúncia ou abdicação de Bento XVI põe a nu a sua veia modernista. Com este passo revolucionário, como ele lhe chama, temos a segunda etapa do republicanismo da Igreja: o Papado.
    Concluindo, tudo isto confirma o que D.Marcel Lefebvre denunciou: A IGREJA FOI OCUPADA. Qual deve ser a nossa atitude? RESISTIR. A Divina Providência deu-nos uma Arca onde podemos resistir, defendendo, guardando e transmitindo o Depósito da Fé: FSSPX.

  7. “a manutenção do hábito branco e do nome de Bento é simplesmente uma coisa prática. No momento da renúncia não haviam outras roupas disponíveis”. Traduzindo: Muito chefe e pouco índio.

  8. Tudo muito estranho.

    Ao que tudo indica, ganha corpo a versão mais dolorosa sobre a “renúncia” de Ratzinger: a de ele ter rabo preso com alguma coisa, de modo a permitir-se todo esse achincalhamento.

    No entanto, nessa barafunda em que o clero gosta de afundar a Igreja inteira – tratando-a como quintal seu e não como a Vinha de Jesus Cristo -, Ratzinger mandou dizer que também tem suas granadas ou estilingues: as bombásticas e anti-protocolares declarações de Gänswein não podem ter outro motivo.

    De fato, como é que um prelado da Cúria – Gänswein – arriscaria a dizer, de mãos vazias e tendo em face a cimitarra de Bergoglio, que a “eleição” deste ao sultanato vaticano se deu mercê a conspiração de uma “máfia” (sic)?

    Que o livro seja falso ou maquiado, nada mais provável. Se a Grande Loja Casas Bahia conseguiu a renúncia, não conseguiria um libretto para o resto da Ópera?

    Enquanto isso, os Bispos plantam abacaxis e urtigas a beira rio.

  9. O que me chama a atenção em relação à existência de dois Papas, sendo um Emérito, são as palavras de Irmã Lúcia no Terceiro Segredo: “E vimos n’uma luz emensa que é Deus: ‘algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante’ um Bispo vestido de Branco. ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’.”
    Acredito que Irmã Lúcia teve a visão de dois Papas, pois qual seria o sentido de se falar em um bispo vestido de branco, que pressentiam ser o Papa, passando na frente de um espelho? Diante até do absurdo contextual de ter visto dois Papas, ela hesita em afirmar que seria o Papa, tendo ficado apenas com o pressentimento.

  10. Primeiramente, é oportuno lembrar que não devemos confundir conhecimento com curiosidade.

    As profecias existem para alimentar nossa espiritualidade e nossa vida intelectual, bem como, sobretudo, para fortificar e reavivar nossa certeza de que Deus tem o controle de tudo.

    O que seria de muitos católicos diante dessa catástrofe na Igreja se não existe, por exemplo, as profecias de Fátima, Salette, Akita…?

    Portanto, é essa e não outra a finalidade das profecias oficiais. Querer transformá-las em objeto de curiosidade e especulação malsã, ou querer, por exemplo, um LEIGO parar de estudar/trabalhar apenas porque imagina que o mundo acabará amanhã, tudo isso demonstra que se está desvirtuando a finalidade das profecias. Afinal, a sã doutrina é clara em ensinar que devemos viver conforme nosso próprio estado. Assim, se é bom e conveniente que um monge contemplativo passe o dia todo em oração, isso não vale para o leigo, por exemplo, que tem suas obrigações específicas (trabalho, família, estudos, etc), além da oração. Nem é preciso mencionar o caso daqueles que saem impondo suas posições aos outros como se fossem verdadeiros dogmas de fé.

    Em segundo lugar, gostaria de recordar, como já havia dito, que as profecias das Escrituras ocorrem de modo mais ou menos cíclico. E se é evidente que vivemos o fim de UM desses ciclos, Também me parece que não se trata do derradeiro (ou seja, não vivemos O fim dos tempos, mas o fim de UM tempo).

    É claro que, como ninguém sabe o dia nem a hora (Mt 24, 36), Deus pode decidir por abreviar sua volta.
    Não obstante, a priori, as profecias dos Céus nos permitem nos localizar, mais ou menos, em que ponto estamos na cronologia dos tempos.

    Nesse sentido, a grande Profecia de La Salette permite-nos deduzir que haverá, até o (derradeiro) fim do mundo, ao menos ainda dois ciclos: o primeiro, que se encerraria com as seguintes palavras:

    “Então, Jesus Cristo, por um ato da Sua Justiça e da Sua Misericórdia para com os justos, mandará os Seus anjos dar morte e todos os Seus inimigos. Num abrir e fechar de olhos, os perseguidos da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens escravos do pecado perecerão, e a Terra ficará como um deserto.

    Então, será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens”.

    E, posteriormente, haverá (ao menos) um segundo ciclo, sem que saibamos exatamente o tempo que percorrerá entre um e outro, sendo que este último encerra-se com a vinda e a derrota do próprio Anticristo:

    “Será durante este tempo que nascerá o Anticristo
    (…)
    Eis o tempo; abre-se o abismo. Eis o rei dos reis das trevas. Eis a Besta com os seus súditos, dizendo-se o salvador do mundo. Irá elevar-se com soberba, pelos ares, para subir até o Céu; será precipitado pelo sopro de São Miguel Arcanjo. Cairá, e a Terra, que há três dias encontrava-se em contínuas evoluções, abrirá o seu seio, cheio de fogo, e ele será precipitado, para sempre, com todos os seus, nos abismos eternos do Inferno.
    Então, a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado – Deus será servido e glorificado.”

    Ao que tudo indica, nós não vivemos essa segunda parte da profecia (que fala do Anticristo), mas a primeira (que fala de um de seus precursores, e que termina com a reconciliação).

    É por isso que, em Fátima, Maria diz que “então será dado aos homens ALGUM TEMPO de paz”.

    O Reino de Maria (tempo de paz) profetizado em Fátima seria, portanto, o Reino da Reconciliação de La Salette.

    Estamos à espera desse Reino e, ao que tudo indica, o Bispo Emérito de Roma (Bento XVI), desempenhará um papel importantíssimo nesse fim de um ciclo (o que vivemos).

    Feitas essas considerações,
    gostaria de dizer (e é opinião pessoal) que é possível que, desde a renúncia de Bento XVI,
    nós não tenhamos um Papa em Roma.

    E isso não porque Francisco tenha escrito ou dito isso ou aquilo, já que, em nenhuma dessas situações,
    houve implicação da Infalibilidade Papal. Eu digo isso porque a profecia de São Francisco de Assis é enigmática, e ela não nos permite compreender com clareza se o atual pontífice é, ou não, verdadeiro Papa.
    Ela apenas nos permite saber que não temos um pastor, mas um “destruidor”. E que sua eleição foi canonicamente irregular.

    Não existe, parece-me, uma definição teológica clara e inequívoca de que qualquer irregularidade canônica implique em invalidade da eleição papal, especialmente quando o pontífice (ainda que irregularmente) eleito é reconhecido como tal por todo o Orbe.
    Não obstante, a Igreja poderá, futuramente, definir essa questão, dizendo, por exemplo, que Francisco nunca foi Papa de fato.
    Mas, até lá, é prudente e necessário tratá-lo como se verdadeiro Papa fosse, rezando por ele tanto em privado como publicamente. Nesse sentido, recordo algo que foi dito aqui uma vez: quando formos prestar contas a Deus, ele não nos perguntará quem era o verdadeiro papa, se Bento XVI ou Francisco, ou se nenhum deles, mas ele exigirá de nós, independentemente de quaisquer posições teológicas, finalidade estrita à Sua Doutrina.

    Mas, para que alguém não pense que estou adotando algum tipo de sedevacantismo mitigado (como foi a Tese de Cassiciacum), deixo claro que trata-se de mera SUPOSIÇÃO, feita com base nas profecias de Fátima e de São Francisco de Assis, e que a validade dessa suposição somente se confirmará (ou será refutada) pelos fatos futuros. Por exemplo, para que ela se confirme, é essencial que o Tempo da Reconciliação profetizado em Fátima e La Salette cumpra-se ainda durante a vida de Bento XVI ou Francisco (um dos dois será, muito provavelmente, o “bispo vestido de branco”, que é martirizado, conforme a Profecia de Fátima). Isso garantiria que a vacância da Sede Papal fosse apenas precária e temporária, o que não contrariaria a certeza da Sucessão Apostólica contínua até o fim dos tempos.
    De outro modo, se Bento XVI viesse a falecer, e se Francisco fosse normalmente sucedido por outro Papa, sem o cumprimento integral da Profecia, então a suposição perderia totalmente seu sentido, e Francisco terá sido verdadeiro papa (e um péssimo administrador da vinha – até então).

    Assim, creio POSSÍVEL que Antonio Socci tenha parcialmente razão quando diz que Francisco não é Papa, por conta de alguma irregularidade canônica em sua eleição. TALVEZ isso seja verdade. Não obstante, creio que a renúncia de Bento XVI foi perfeitamente válida (e é aqui que, penso, ele erra).

    Aliás, a validade (ou não) da renúncia de Bento XVI nem deveria ter qualquer influência sobre a irregularidade canônica da eleição de Francisco. Em outras palavras: se a renúncia de Bento XVI fosse mesmo inválida, Francisco não seria Papa DE JEITO NENHUM, ainda que sua eleição fosse perfeitamente regular. Portanto, dizer que a eleição de Francisco foi irregular para sustentar que Bento XVI ainda é papa parece ser um argumento contraditório.

    Salve Maria.

    • É por isso que, em Fátima, Maria diz que “então será dado aos homens ALGUM TEMPO de paz”. Esse algum tempo de paz, vem depois da promessa de Maria Santíssima: ” Por fim, meu Imaculado Coração triunfará”. “Por fim”, quer dizer, depois de grandes destruições, caos completo, guerras, perseguições à Igreja, várias nações aniquiladas e depois o triunfo, que não é uma batalha vencida ou uma grande vitória, mas um Triunfo. Triunfar é êxito brilhante, glorioso. Creio que não chegamos a isso ainda e não será no fim do mundo, porque depois vem esse ALGUM TEMPO de paz.

    • Sim, sr. Marcos. Foi precisamente o que eu quis dizer.
      Não apenas Fátima fala em perseguições.
      La Salette também é bem enfática quanto a isso,
      quando fala do precursor do Anticristo.

      A perseguição não está mais porvir.
      Ela já começou. No plano moral, ela já está
      avançadíssima. No plano físico, ela já atingiu
      terrivelmente nossos irmãos de fé no Oriente Médio.

      E as grandes nações já estão em pé de guerra
      há um bom tempo.

      Os fatos já estão acontecendo.
      A desgraça já vai avançada.

      O castigo dos maus e o triunfo da Igreja
      é mera questão de tempo,
      e pouco tempo, se Deus quiser!

      Salve Maria

  11. Resumindo Bento XVI continua a ser o pai, e por isso Francisco é o padrasto … daqui muito se explica. É difícil amar os filhos dos outros é mais fácil destrui-los.

  12. Seguindo ainda a rotina dos “desmentidos de Ratzinger”, recentemente tivemos o episódio do Padre Dollinger a respeito do Terceiro Segredo de Fátima.
    Assim que caiu na blogsfera o artigo do One Peter Five, imediatamente o Vaticano se pronunciou com um “desmentido” de Ratzinger:
    https://fratresinunum.com/2016/05/23/onepeterfive-responde-ao-desmentido-da-sala-de-imprensa-da-santa-se-dollinger-confirma-dialogo/#comments
    Nesse mesmo artigo, nos comentários Pe. Rodrigo Maria, testemunha ocular do episódio confirma a história de Pe. Dollinger.
    Então não estamos falando de ambiguidade doutrinária, estamos falando de falta de caráter, mentira, traição e maldade mesmo.
    Recuso-me a acreditar que Ratzinger iria sair do seu esconderijo, do seu auto-imposto silêncio pra chamar um amigo como Pe. Dollinger de mentiroso, jogando sua credibilidade na lama. Também recuso-me a acreditar que agora ele tenha vindo a público dizer que mandou demitir Ettore Tedeschi quando durante as investigações do IOR, ele fez de tudo pra mantê-lo e queria que ele fosse reabilitado.
    O livro é um poço de contradições e a linguagem é aquela da corte bergogliana, até nos jargões: não congelar-se em esquemas, a Igreja em movimento, repleta de novas possibilidades … etc.
    Logo o Ratzinger jogando debaixo do ônibus a tão defendida hermenêutica da continuidade? O mesmo Ratzinger que escreveu sobre o espírito da liturgia condenando as novidades, agora de uma hora pra outra começou achar lindo os sacrilégios bergoglianos?
    E o que ele disse sobre o lobby gay? Eram só uns quatro gatos pingados que ele tratou logo de afastar do Vaticano! Se eram só quatro precisava convocar uma comissão de peritos 007 pra encontrá-los? E se eram só quatro por que um dossiê de todo o tamanho lhe foi entregue e depois ele passou para o futuro pontífice?
    Um dossiê de mais de 100 páginas pra falar de quatro sodomitas na Cúria? Lembrem-se que os sodomitas na cúria servem pra uma dupla função, pois os enrustidos são envolvidos em altas tramas e depois descartados mediante chantagem, como foi o caso de Vallejo Balda recentemente com o escândalo Vatileaks.
    Simplesmente ele não diz coisa com coisa nesse livro.
    A parte que ele fala de sua infância é enfadonha, repetitiva e monótona. Os elogios à administração Bergoglio estão por toda parte falando que ele trouxe um novo frescor, uma nova alegria à Igreja. Não sei de onde ele tirou isso. Dos seus fiéis ratzingerianos é que não foi. Mas uma coisa é certa, o livro tem como objetivo jogar um balde de água nos fiéis Ratzingerianos da Cúria e sepultar a idéia de que ele foi chantageado pra sair do Pontificado. Se vai conseguir é outra história, pois como eu disse antes, todo bom mentiroso precisa ter boa memória pois mentira tem perna curta.

  13. Em toda esta história, o que pesa na tentativa para tentar compreender o imbróglio, é o comportamento do Bergóglio. Não resta duvidas que com ele, Bergóglio, o horizonte da instituição humana da Igreja, obscureceu-se, e muito. Se, num exercício da imaginação, retrocedermos até o momento da renúncia do Papa Bento XVI, não seria difícil imaginar, a saída deste, como consequência de algum insólito projeto. E então, neste caso. não seria um projeto Divino. Que Deus queira que isto seja apenas a imaginação.

  14. Juntando tudo é mais um pouco, a conclusão pode ser esta: neste mato tem coelho. Essa conversa de “último papa”, alimentada há muito quando, por exemplo, Por XII aceitou para si e divulgou o epíteto “Pastor Angelicus” atribuído às famigeradas profecias de São Malaquias, querendo talvez dizer que os Tempos estavam por chegar, logo após ele, então, irmãos, tudo parece convergente: a seu modo, os Papas disseram o que precisava ser dito – sobretudo Bento XVI.
    Resta-nos contar com a intercessão vitoriosa de N. Sa Mãe de Deus.

  15. No meu ponto de vista estritamente pessoal, tenho cada vez mais dificuldades para acreditar que o Espírito Santo está inspirando Francisco. Papas ruins já houve muitos, mas nunca houve um que ENSINASSE o erro como ele faz. Só digo que estamos em uma situação muito, mas muito anormal. Que estejamos atentos e peçamos sinais do Céu para entender isso.

  16. Se a Companhia de Jesus foi criada para servir e defender a Igreja e o Papa, Francisco seria, pelo carisma de sua ordem religiosa, o administrador de Bento XVI, pelo fato de os jesuítas terem formação para colocar idéias em prática.

  17. Traduzindo em bom português: alguém aqui não é papa.
    Qual dos dois? Isto permanecerá sob a névoa da confusão canônica por tempo desconhecido. Que o dogma, Deus nos livre, não seja atingido nesse duelo teológico-nominalista.

    Tu autem, Domine, miserere nobis!

  18. As ambigüidades e evasivas são mesmo de estilo bergogliano. E é uma estratégia eficiente publicar uma suposta entrevista de Ratzinger sob a revisão de Francisco, porque dará aos admiradores de Bento XVI a impressão de que ele renunciou somente por questões de saúde (até mesmo psíquica, já que há informações e atitudes contraditórias), mas que se continuasse a exercer o ministério faria exatamente o que Francisco está fazendo e assim silencia a pergunta que não quer calar.
    Mas o silêncio diz mais que mil palavras e quanto mais tentam esfumar a verdade mais visível ela se torna.